Chile – Parinacota

Fotografia gentilmente cedida à VULCANOtícias pelo Geol. e Prof. Pedro Viero (UFRGS)
O vulcão Parinacota é um vulcão composto ativo localizado nos Andes Centrais do Norte do Chile, região de Tarapaca, na fronteira com a Bolívia. O vulcão e seus produtos se encontram dentro do Parque Nacional Lauca, declarado Reserva Natural da Biosfera pela UNESCO. 

O Parinacota (que quer dizer Lago dos Flamingos na lingua indígena Aymara) está construído no na região conhecida como Altiplano Andino, e forma junto com o vulcão "ïrmão" Pomerape a área vulcânica conhecida como Nevados de Payachata. O vulcão está localizado entre duas cadeias montanhosas alongadas na direção norte-sul, as Cordilheiras Oriental e Ocidental, que possuem uma altitude média de 4.000 metros acima do nível do mar. 

Segundo um artigo científico publicado na Revista Geológica de Chile (Clavero et al., 2004) o Parinacota é um vulcão composto de idade do Quaternário Superior. Possui uma quase que perfeita forma cônica e foi formado principalmente por fluxos de lava andesíticos construídos sobre o topo de um complexo de domos e lavas de composição riolítica e andesítica, que por sua vez, foi formado sobre depósitos sedimentares lacustrinos do Pleistoceno. Seu cume atual alcança 6.350 metros acima do nível do mar uma cratera com 500 metros de diâmetro e 100 metros de profundidade está localizada. Tem uma capa de neve e gelo permanente acima dos 5.500 metros, que cobre uma área de aproximadamente 4 km2. O vulcão e seus produtos, incluindo um depósito de avalanche de detritos, tem um volume mínimo estimado de 45 km3.

Os mesmos cientistas citados acima acreditam que o vulcão passou por três estágios evolutivos desde a sua criação. Durante sua primeira etapa de evolução, no Pleistoceno Superior, 300-70 mil anos atrás, o vulcão expeliu lavas de composição andesítica e riolítica, formando um complexo volumoso de domos e lavas com leques piroclásticos associados. Posteriormente, evolucionou para um vulcão composto com flancos inclinados formado por lavas e depósitos piroclásticos de queda andesíticos. Aproximadamente 8 mil anos atrás o vulcão Parinacota ancestral colapsou parcialmente na direção oeste, em um evento único e catástrófico gerando o depósito de avalanche de detritos. Pouco tempo depois depois do colapso o vulcão começou a edificar-se novamente através da emissão de lavas e fluxos piroclásticos andesíticos, com depósitos de queda e lahares associados. Contemporaneamente com a edificação do novo cone, formaram-se uma série de cones piroclásticos de flanco e lavas andesítico-basálticas associadas. O novo cone tem um volume estimado de 18 km3, que resulta em uma taxa eruptiva aproximada de 2,5 km3/1000 anos nos últimos 8.000 anos, significando que o vulcão Parinacota deve ser considerado um dos mais ativos dos Andes Centrais do norte do Chile no Holoceno.
 

Fotografia gentilmente cedida à VULCANOtícias pelo Geol. e Prof. Pedro Viero (UFRGS)A fotografia, a esquerda, do vulcão Parinacota foi gentilmente cedida à VULCANOtícias pelo Geólogo e Professor Pedro Viero da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É possível observar além da bela paisagem, a forma cônica quase que perfeita do vulcão e também os depósitos de avalanche de detritos e de lavas e domos na base do vulcão e diversos cones parasíticos sobre o flanco direito da montanha vulcânica.

 

 

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