Erupções de Outubro de 2011

Cerro Hudson, Chile

O Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN) reportou que três novas crateras foram observadas no vulcão chileno denominado de Cerro Hudson, seguindo ao aumento na sismicidade detectado durante os dias 25-26 de outubro. No dia 25 de outubro, às 19h e 08min, um terremoto Vulcano-tectônico de 4,6 km de magnitude ocorreu a uma profundidade de 19 km. Este evento foi seguido por um enxame sísmico que começou às 21h e 49min. Mais de 100 eventos, com profundidades variando entre 15 e 25 km, foram registrados durante o próximo dia; doze desses eventos tiveram 3 graus de magnitude e três marcaram 4 graus de magnitude. Cientistas a bordo de um avião no dia 26 de outubro observaram uma pluma de coloração esbranquiçada com algum conteúdo de cinzas ascendendo a 1,5 km e lahars no rio Huemul. O Nível de Alerta foi elevado para 5 – vermelho. Um terremoto de muito baixa frequência e com 4,3 graus de magnitude ocorreu no mesmo dia, a uma profundidade de 15 km.

Cinco terremotos por hora foram registrados entre às 16h e 00min de 26 de outubro e às 16h e 00min de 27 de outubro. A maior parte desses terremotos foram eventos Vulcano-tectônicos com magnitudes menores do que 3,6 graus de magnitude e localizados na porção oeste da caldeira, em profundidades entre 3 e 25 km. Os hipocentros dos terremotos tornaram-se mais superficiais com o tempo. O evento mais significante, com 3,6 graus de magnitude, ocorreu às 02h e 27min do dia 27 de outubro e foi localizado na margem SW da cratera. Terremotos de muito baixa frequência provavelmente indicam movimento de magma.

Os cientistas do SERNAGEOMIN a bordo de uma aeronave no dia 27 de outubro observaram três crateras ao longo da margem S e SE da caldeira, com diâmetros de 200, 300 e 500 metros. A maior parte das plumas ascendeu acima das duas menores crateras. A maior cratera, mais ao sul, emitiu uma pluma com um maior conteúdo de cinzas que ascendeu 5 km acima da cratera. Imagens de satélites mostraram uma pluma se deslocando por 12 km na direção SE. Em resposta a elevação do Nível de Alerta, o Ministério do Interior Chileno promoveu a evacuação de 128 pessoas de áreas dentro de um raio de 45 km ao redor do vulcão, definido como uma zona de risco elevado.  

Um terremoto por hora foi registrado entre às 16h e 00min de 27 de outubro e às 16h e 00min de 28 de outubro. A maioria dos terremotos foi caracterizada por longo período e magnitudes menores do que 2,2 graus. Durante um sobrevoo no dia 28 de outubro, cientistas observaram uma pluma de gases com muita pequena quantidade de cinzas ascendendo entre 3-4 km acima das crateras. A sismicidade continuou a diminuir durante os dias 28-29 de outubro. Durante um voo no dia 29 de outubro foi observado pluma gasosa com alguma cinza ascendendo 1 km acima das crateras e se deslocando entre 5-8 km na direção NE. Também foi confirmado que um grande lahar se deslocou pelo rio Huemul e por outro afluente durante a fase inicial da erupção. Durante outro sobrevoo no dia 30 de outubro, cientistas viram plumas com pequenas quantidades de cinzas atingindo 0,8 km desde duas das três crateras. O número de pessoas retiradas da zona de erupção alcançou 140 pessoas. No dia 31 de outubro, cientistas observaram plumas gasosas ascendendo 0,5 km acima das crateras e se deslocando na direção SE.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Cordón Caulle, Chile

O Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN), baseado na atividade sísmica do período entre 11-12 de outubro, reportou que a erupção na zona de rifte Cordón Caulle, parte do complexo vulcânico Puyehue-Cordón Caulle, continuou em nível baixo. Plumas de cinzas ascenderam não mais alto do que 4 km acima da cratera durante os dias 11-12 de outubro. No dia 16 de outubro, vários voos domésticos e internacionais foram cancelados na Argentina, Brasil, Chile e Uruguai. O SERNAGEOMIN informou que não ocorreu aumento na atividade, e sim, a presença de ventos em porções muito elevadas da estratosfera na região. Os voos retomaram a ocorrer no próximo dia. Nesse mesmo dia, 17 de outubro, uma pluma de coloração clara ascendeu 4,5 km acima da cratera e se deslocou por 30 km na direção SE. No próximo dia, outra pluma, com a mesma coloração, atingiu 3 km acima da cratera. Imagens de satélites mostraram plumas se deslocando entre 50-200 km nas direções NE e SE.

O SERNAGEOMIN relatou que durante o período entre 19-25 de outubro a erupção continuou em nível baixo. Entretanto, a sismicidade aumentou durante os últimos dias do período relatado. Plumas não se elevaram mais do que 2 km acima da cratera durante os dias 19-20 de outubro. Imagens de satélites mostraram plumas de cinzas se estendendo no dia 19 de outubro por 50 km na direção leste e 150 km nas direções nordeste e sudeste. No dia 20 de outubro uma pequena pluma se deslocou por 70 km na direção leste.

Na noite de 22 de outubro, incandescência foi emanada da cratera, possivelmente desde fluxos de lavas ativos observados durante alguns dias antes. Às 03h e 11min, uma explosão gerou uma pluma de cinzas que ascendeu a 4,5 km acima da cratera, bem como um aumento na incandescência na cratera. Plumas de cinzas foram observadas em imagens de satélites se deslocando por 120 nas direções W-NW, e por 250 km nas direções NE-SE. Durante o dia, uma pluma de coloração clara ascendeu 3 km acima da cratera e imagens de satélites mostraram o deslocamento da pluma por 125 km na direção NE. No dia 24 de outubro, uma pluma de cinzas atingiu 6 km acima da cratera e imagens de satélites revelaram que o deslocamento por 125-280 km na direção NE. No dia 25 de outubro, as plumas não ascenderam mais do que 7,5 km acima da cratera e se deslocaram por 100 km nas direções NW e SW.

Plumas ascenderam entre 4,5-5 km acima da cratera durante os dias 26-29 de outubro. Pequenas explosões incandescentes foram observadas na noite entre 28-29 de outubro. Uma pluma observada em imagem de satélites se deslocou por 180 km nas direções N e NW no dia 29 de outubro e provocou queda de cinzas na região do vulcão Lonquimay. No dia 30 de outubro, a atividade sísmica registrada possivelmente indicou pequena extrusão de lava. A pluma de cinzas ascendeu 7,5 km acima da cratera e se deslocou por 350 km nas direções N e NW. Houve queda de cinzas na região de rio Bueno (80 km a W-NW). Pequenas explosões incandescentes foram observadas durante a noite entre 30-31 de outubro. A pluma de cinzas ascendeu 6,5 km acima da cratera e se deslocou por 270 km nas direções S e SW.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) informou que no dia 29 de setembro um lahar com 28 metros de largura e 2 metros de profundidade foi formado no rio Nima II na região do vulcão Santa María, carregando blocos com uma largura de 2 metros e raízes de árvores. Explosões durante os dias 29-30 de setembro e 3-4 de outubro desde o complexo de domos de lava Santiaguito produziram plumas de cinzas que ascenderam 1 km acima da cratera e se deslocaram por 15 nas direções E e SW. Avalanches desde a porção frontal dos fluxos de lavas desceram pelos flancos da montanha. Avalanches formadas durante os dias 3-4 de outubro a partir do domo de lava ocasionalmente geraram fluxos piroclásticos; fluxos de lavas foram ativos sobre os flancos SW e SE.

O INSIVUMEH relatou que durante os dias 26-27 de outubro, plumas de gases ascenderam 200 metros acima da cratera e fluxos de lava se deslocaram pelos flancos SE e SW, gerando avalanches de blocos que foram depositados na drenagem rio Nimá II. No dia 26 de outubro uma pluma de cinzas se deslocou 16,7 km na direção SW e então rapidamente se dissipou.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que durante os dias 14-15 de outubro, explosões desde o vulcão Fuego produziram ondas de choque (que foram sentidas nas proximidades), sons de estrondos e plumas de cinzas que atingiram 700 metros acima da cratera e foram dispersas na direção sul. Uma pequena avalanche se deslocou pela drenagem Santa Teresa, na direção sul. Nos dias 16-18 de outubro, apesar da cobertura de nuvens que impediram uma observação visual do edifício vulcânico, foram ouvidas explosões e avalanches de blocos.

Nos dias 20-21 de outubro, o INSIVUMEH reportou que explosões produziram ondas de choque, sons de estrondos e plumas de cinzas que ascenderam 500 metros acima da cratera e se deslocaram na direção oeste. Incandescência foi emanada da cratera a noite, e avalanches percorreram as drenagens do setor sudoeste da montanha.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Hierro, Ilhas Canárias, Espanha

O Instituto Geográfico Nacional (IGN) reportou um drástico aumento na atividade sísmica no vulcão Hierro durante o período entre 27 de setembro-3 de outubro, com mais de 1.100 novos eventos sísmicos detectados, 83 deles sendo sentidos pelos moradores. A maior parte dos hipocentros foi localizada no oceano, a SW da ilha, a uma profundidade de 14 km. A magnitude máxima dos tremores sísmicos registrada durante esse período foi de 3.8 graus. O número total de eventos alcançou mais de 9.300 sismos desde que a atividade anômala começou no dia 16 de julho. As medições da deformação do terreno pela rede GPS alcançaram 35 mm.

O IGN relatou que mais de 700 novos eventos sísmicos foram detectados no vulcão Hierro durante os dias 4-11 de outubro, sendo que 52 deles foram sentidos pelos moradores. Um terremoto com 4,3 graus de magnitude foi detectado no dia 8 de outubro, localizado a 1,5 km desde a costa SW da ilha e a uma profundidade de 14 km. Após o evento, a tendência da deformação superficial do terreno variou, sugerindo deflação do sistema. Durante a noite de 8 de outubro até o dia seguinte, eventos sísmicos de baixa magnitude ocorreram a profundidades menores do que 2 km. No dia 10 de outubro, desde as 5h e 15min, tremores vulcânicos foram claramente registrados por todas as estações sísmicas posicionadas na ilha, com as mais elevadas amplitudes registradas na estação mais ao sul. Todos os dados sugerem uma erupção submarina.

No dia 11 de outubro, por volta das 7h e 00min, a amplitudes dos tremores aumentou. Durante a manhã, moradores da parte sul da ilha reportaram a percepção de vibrações. Após o meio-dia, o Governo das Ilhas Canárias elevou o Nível de Alerta para vermelho para a parte mais ao sul da ilha de Hierro e evacuou os moradores daquela área. Uma zona de exclusão marítima se estendeu por 4 milhas náuticas.

Duas novas erupções submarinas ocorreram no vulcão Hierro no dia 12 de outubro em pontos localizados no fundo marinho acerca de 2,5 km da costa. A primeira erupção ocorreu a uma profundidade de 700 metros, enquanto que a segunda erupção aconteceu a 200 metros da superfície do mar. Autoridades espanholas informaram que houve morte de peixes na região atingida pelas erupções e há um forte odor de enxofre nos locais. Uma fotografia no jornal Daily News mostra uma forte descoloração da água do mar.

O foco da erupção submarina do vulcão Hierro está lentamente migrando para águas mais rasas. A erupção subaquosa é equivalente a uma típica erupção fissural subaérea como muitas vezes observada em vulcões escudo basálticos A cidade portuária de La Restinga foi evacuada e barcos e aviões estão proibidos de circularem na região. Se a erupção prosseguir para níveis cada vez mais rasos, como menos de 50-60 metros de lâmina de água, tanto pela acumulação de material vulcânico acima dos condutos ou pela propagação de erupção fissural em direção à costa, é provável que a atividade se torne mais perigosa para as regiões costeiras. Caso a erupção atinja profundidades rasas, como parece ser o caso, o risco de erupções explosivas aumenta drasticamente, pois a pressão de água para conter as explosões diminui, e então a superfície do mar começará a borbulhar e emitir vapores, seguindo de explosões de vapores e de magma e finalmente a emergência de uma ilha.

Por enquanto, a atividade tem permanecido submarina, produzindo uma impressionante descoloração da água do mar quando a tefra e gases vulcânicos são liberados dos condutos. A pluma da erupção está se espalhando para oeste da principal área de atividade, que fica ao lado da ponta sul da ilha. Parece que a principal fissura deve ter entre 2-3 km de comprimento e está próximo da direção do eixo do rifte do edifício vulcânico El Hierro.

Fragmentos de púmice de coloração escura estão flutuando sobre a superfície do oceano ao longo da costa sul da ilha. Uma zona de borbulhamento de água foi claramente observada na superfície do mar no dia 17 de outubro, sugerindo que a erupção está se aproximando cada vez mais da superfície do oceano.

Desde a noite de 17 de outubro ocorreu uma diminuição na atividade, exemplificada pela diminuição lenta da amplitude dos tremores sísmicos. No dia 18 de outubro, a deformação do terreno decresceu e não foi mais observado exalação de gases na superfície do mar.

O IGN reportou que durante o período entre 19-25 de outubro os tremores continuaram a ser registrados pelas estações sísmicas localizadas na ilha de El Hierro; 270 eventos sísmicos foram registrados e localizados, indicando a manutenção da erupção.  Desde o dia 21 de outubro, a maior parte dos eventos foi localizada na parte norte da ilha, alinhado na direção NNW-SSE desde o centro da ilha até aproximadamente 13 km mar afora. A maior parte dos terremotos ocorreu à profundidade de 20-25 km. Análises superficiais de GPS mostraram comportamentos de deformação diferentes entre as estações localizadas na parte norte da ilha e as estações posicionadas na parte sul, próximas ao conduto eruptivo submarino.

No período entre 26 de outubro-1 de novembro o IGN relatou que os tremores continuaram a ser registrados pelas estações sísmicas posicionadas na ilha de El Hierro; 540 eventos sísmicos foram registrados e locados, sendo que a amplitude média aumentou levemente durante os últimos dois dias. A maior parte dos eventos foi localizada no mar, a norte da ilha, em profundidades de 16-23 km. A magnitude máxima foi de 3,9 graus, nos quais 36 eventos foram sentidos pelos moradores. O número de eventos sísmicos desde 17 de julho atingiu o total de 10.930.

Análises dos dados de deformação obtidos por GPS mostraram uma sequência de inflação-deflação em uma estação localizada sobre o lado norte da ilha, com a principal tendência de deformação N-S. Por outro lado, estações de GPS localizadas nas partes W e S da ilha mostraram comportamento diferente, com as deformações mostrando tendências para SW e NE, respectivamente.

Vídeos e fotos da erupção podem ser facilmente visualizados no site do Instituto Volcanológico das Ilhas Canárias, no site YouTube e no site Eruptions.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report, Daily News, Eruptions e Volcano Discovery


Etna, Sícilia, Itália

Após um pouco mais de 10 dias de relativa calma, o décimo sexto episódio eruptivo paroxismal deste ano na Nova Cratera Sudeste (NCS) do vulcão Etna ocorreu na tarde de 8 de outubro. O ponto culminante desse evento, cuja observação foi muito dificultada devido ao mau tempo, foi bastante breve, mas violentamente explosivo, gerando uma nuvem de cinzas que foi deslocada pelos ventos na direção leste-nordeste. Uma vez mais, condutos eruptivos abriram nos flancos norte e sul da Nova Cratera Sudeste.

O primeiro claro sinal de uma reativação na NCS foi registrado pela rede de monitoramento instrumental do Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia – Osservatorio Etneo (INGV) na manhã de 8 de outubro, quando ocorreu um aumento na amplitude dos tremores vulcânicos. Este foi acompanhado por uma mudança na fonte dos tremores na direção da superfície e desde seu posicionamento normal abaixo da Cratera Nordeste na direção da Nova Cratera Sudeste. Por volta das 13h, o começo da atividade eruptiva foi marcado por explosões Estrombolianas descontínuas. Duas horas depois, a lava começou a extravasar desde a cratera, a partir de um entalhe profundo na sua margem sudeste.

Por volta das 15h e 45min, vigorosa atividade Estromboliana foi observada em numerosos condutos ao longo da fissura eruptiva sobre o flanco sudeste do cone, que foi ativa pela primeira vez no evento eruptivo de 29 de agosto. Após as 16h e 15min, as condições meteorológicas pioraram e a passagem da atividade Estromboliana para fontes de lavas e emissão de cinzas não foi observado diretamente. Entretanto, esta passagem, que ocorreu por volta das 16h e 30min, foi bastante audível, e uma pluma densa de cinzas e vapores ascendeu rapidamente acima das nuvens de mau tempo, e então foi dispersa na direção leste. Ao mesmo tempo, um fluxo de lava desceu o talude oeste do Valle del Bove, seguindo o mesmo caminho dos prévios fluxos de lavas.

Foi provavelmente durante essa fase que os condutos eruptivos abriram no flanco nordeste do cone, aproximadamente ao longo da fratura que foi primeiramente aberta durante o evento eruptivo de 8 de setembro, e dois pequenos fluxos de lava foram emitidos. O mais volumoso destes, que foi emitido na parte final da fratura, se estendeu por algumas centenas de metros até invadir a porção central da fissura eruptiva de maio de 2008.

A fase paroxismal pouco mais do que 20 minutos e terminou por volta das 16h e 50min, embora a emissão de cinzas persistisse até por volta das 17h e 45min, quando a amplitude dos tremores vulcânicos retornou para os níveis similares aos precedentes do episódio eruptivo e as frentes dos fluxos de lava aparentemente estagnaram. A nuvem de cinzas foi dispersa na direção leste-nordeste pelo vento, provocando queda de cinzas e lapilis em um setor estreito da montanha.

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo reportou que o décimo sétimo episódio eruptivo de 2011 ocorreu na Nova Cratera Sudeste do vulcão Etna durante o anoitecer de 23 de outubro. Fraca atividade explosiva foi registrada às 19h e 13min, e por volta das 19h e 35min pequenas anomalias apareceram em imagens registradas por câmeras termais. Atividade explosiva rapidamente se intensificou por volta das 19h e 40min e às 20h e 07min a cratera estava completamente preenchida com lava. A lava extravasou através de uma fenda na margem leste da cratera e se deslocou na direção do Valle del Bove.

As 20h e 26min, atividade explosiva Estromboliana transicionou para fontes de lavas contínuas que ascenderam a algumas dezenas de metros acima da margem da cratera. As 20h e 36min, um conduto abriu sobre o flanco SE do cone, produzindo uma segunda fonte de lava, levando a um aumento significante na efusão de lava. A altura das fontes de lava aumentou significativamente após as 21h e 00min, alcançando 300 metros acima da cratera. Por volta das 21h e 30min, um terceiro conduto tornou-se ativo dentro da nova cratera, possivelmente próximo à margem norte. Abundantes quantidades de tefra caíram sobre o flanco leste do cone, formando uma densa cortina de cinzas e fragmentos vulcânicos, enquanto grandes blocos incandescentes rolaram para a base do cone. Aproximadamente às 22h e 30min, tanto a atividade efusiva, como a explosiva, mostraram uma marcante redução, variando novamente para atividade Estromboliana por volta das 23h e 00min, e cessando juntos às 23h e 15min.

O fluxo de lava continuou a avançar na direção do Valle del Bove até por volta das 00h e 40min de 24 de outubro e estagnou próximo ao Monte Centenari (1.900 metros acima do nível do mar). A área mais pesadamente afetada pela queda de tefra (cinzas e pequenos lápilis escoriáceos) foi o flanco leste do vulcão Etna, incluindo diversas cidades e povoados situados até 18 km da montanha vulcânica.

Fonte: Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia – Osservatorio Etneo


Nabro, Eritréia

De acordo com NASA’s Earth Observatory, imagens de satélites adquiridas no dia 28 de setembro do vulcão Nabro mostraram calor emitido desde um conduto na cratera central e desde uma área localizada a 1,3 km ao sul do conduto, indicando um fluxo de lava ativo. Uma pequena e difusa pluma de cinzas também ascendeu do conduto. Uma região com espessa camada de cinzas escuras foi notada na parte sul da cratera, enquanto que camadas de cinzas mais delgadas flanqueiam a cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Katla, Islândia

O Icelandic Met Office relatou um aumento na atividade sísmica dentro da caldeira do vulcão islandês Katla. A atividade foi notada pela primeira vez no mês de julho, quando uma rápida inundação glacial ocorreu na geleira Myrdalsjökull, que cobre o vulcão Katla, em conexão com um aumento na sismicidade. Desde então, várias centenas de micro-terremotos têm ocorrido dentro da área da caldeira. No dia 5 de outubro, um intenso enxame de terremotos foi detectado. A maior parte dos terremotos foi originada a uma profundidade de 5 km, sendo que o maior mediu aproximadamente 3,7 graus de magnitude.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) reportou que durante o período entre 28 de setembro-4 de outubro, o nível do lago de lava localizado no conduto dentro da cratera Halema’uma’u circulou e periodicamente ascendeu e caiu.

Na zona de rifte leste, a fissura formada no dia 21 de setembro na porção superior do flanco leste do cone/cratera Pu’u ‘O’o continuou a alimentar fluxos de lavas no dia 28 de setembro. A maior parte da lava ativa se espalhou na direção de Pu’u Halulu (1.3 km NE de Pu’u ‘O’o). A lava retornou a atividade em duas fontes sobre a margem leste do assoalho da cratera Pu’u ‘O’o e continuou a se espalhar na direção oeste dentro da cratera. No dia 29 de setembro, foi observado que a fissura alimentava fluxos de lavas a uma distância de 1,8 km sobre o flanco SE do cone. Durante os dias 2-3 de outubro, a lava originada na parte leste da cratera cobriu todo o assoalho. No dia 4 de outubro, a lava foi confinada a um pequeno lago na parte leste do fundo da cratera.

No período entre 5-11 de outubro, o HVO relatou que atividade na cratera Halema’uma’u foi similar ao período anterior (relatado acima). Na zona de rifte leste, a fissura formada no dia 21 de setembro no flanco leste do cone/cratera Pu’u ‘O’o continuou a alimentar fluxos de lavas. Durante o começo do período, a atividade diminuiu como um todo. Durante os dias 7-8 de outubro, fluxos de lavas começaram a fluir de condutos localizados nas partes leste e oeste da cratera. A lava originada na parte leste da cratera parou de fluir no dia 10 de outubro.

O HVO informou que no período entre 12-18 de outubro o nível do lago de lava localizado dentro do conduto ativo da Cratera Halema’uma’u circulou e periodicamente ascendeu e caiu, mas permanecendo sempre abaixo da margem interna (75 metros abaixo do assoalho da cratera). Na zona de rifte leste, a fissura formada no dia 21 de setembro sobre o flanco leste superior do cone/cratera Pu’u ‘O’o continuou periodicamente a alimentar fluxos de lavas nas direções NE e SE, mas que não avançaram significativamente. Condutos localizados nas margens leste e oeste da cratera foram incandescentes.

Durante o período entre 19-25 de outubro, o HVO reportou que o nível do lago de lava na cratera Halema’uma’u teve comportamento similar ao do período anterior, circulando e periodicamente ascendendo e caindo, mas permanecendo sempre 75 metros abaixo do assoalho da cratera. Na zona de rifte leste, incandescência foi observada na fissura sobre o flanco leste superior do cone/cratera Pu’u ‘O’o e fluxos de lavas permaneceram ativos na porção a sudeste do cone. Incandescência também foi observada nos condutos nas margens leste e oeste da cratera.

Segundo o HVO, a situação continuou a mesma das semanas anteriores na cratera Halema’uma’u durante o período entre 26 de outubro-1 de novembro. Na região do rifte leste, foi observada incandescência desde as margens leste e oeste do cone/cratera Pu’u ‘O’o e desde a fissura denominada “21 de setembro”, localizada no flanco leste do cone. No dia 30 de outubro, incandescência foi vista desde uma nova área elevada sobre a margem oeste da depressão no assoalho da cratera. Fluxos de lava permaneceram ativos no lado SE do cone Pu’u ‘O’o durante os dias 26-30 de outubro, mas foram mais lentos durante os dias 31 de outubro-1 de novembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Anak Krakatau, Sumatra, Indonésia

O vulcão Anak Krakatau foi colocado no Nível de Alerta 3 (cujo máximo da escala é 4) no dia 30 de setembro. Entre os dias 18-30 de setembro foram registrados terremotos vulcânicos no vulcão pela rede sísmica.  Erupções explosivas ocorreram de forma intermitentemente no vulcão entre 2007 e 2011. Durante estas vezes, erupções explosivas do tipo Estrombolianas arremessaram cinzas e lapili a um raio de 1,5 km desde a cratera. Bombas vulcânicas podem cair sobre toda a ilha. Erupções explosivas no mês de julho de 2011 destruíram equipamentos de monitoramento sísmico, que voltaram a operar no dia 18 de setembro.

Agora no início do mês de outubro foram registrados entre 6.000 e 7.000 terremotos diários, bem acima dos 100-300 registrados normalmente. Uma zona de exclusão com 2 km de extensão foi estabelecida em torno do vulcão. Uma erupção é esperada a acontecer num prazo de alguns  dias. Uma coluna de cinzas com 2-3 km de altura foi observada sobre o vulcão no dia 3 de outubro.

No dia 8 de outubro, um jornal local relatou que a atividade no vulcão Anak Krakatau estava aumentando, sendo que o número de eventos sísmicos tinha chegado a 5.204 no dia 6 de outubro, 5.543 no dia 7 de outubro e 5.883 no dia 8 de outubro. O Nível de Alerta permaneceu em 3 (em uma escala que varia entre 1-4) e visitantes e moradores não são permitidos a se aproximar a menos de 2 km do vulcão.

Fonte: Volcano News, Eruptions Wired Science Blog, Volcano Discovery e Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Lokon-empung, Sulawesi, Indonésia

Segundo um jornal local, uma pluma de cinzas ascendeu 1,2 km acima da cratera Tompaluam, na porção entre os picos Lokon e Empung, e foi dispersa na direção SW no dia 26 de outubro, sendo seguida então por uma explosão que arremessou material incandescente a 800 metros de distância da cratera. Uma segunda erupção produziu uma pluma que ascendeu 500 metros acima da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kizimen, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) relatou que durante o período entre 30 de setembro-7 de outubro imagens de vídeo mostraram que um grande fluxo de lava sobre o flanco NE do vulcão Kizimen continuou a ser extravasado. Forte atividade fumarólica foi observada durante os dias 29-30 de setembro e 3-6 de outubro. Uma anomalia termal sobre o vulcão foi detectada diariamente em imagens de satélites, mas a temperatura da anomalia diminuiu durante o final do período. Durante os dias 5-6 de outubro o número de terremotos vulcânicos decresceu, de 1.300 para 500-700, bem como suas magnitudes.

O KVERT reportou que durante o período entre 7-14 de outubro a magnitude dos terremotos vulcânicos no vulcão Kizimen diminuiu, bem como o número deles, de 500 para 100. Imagens de vídeo mostraram que um grande fluxo de lava sobre o flanco NE continuou a extravasar e uma forte atividade fumarólica foi observada. Uma anomalia termal continuou a ser detectada diariamente em imagens de satélites.

No período entre 14-21 de outubro, o KVERT relatou que a magnitudes dos terremotos vulcânicos decresceu, bem como o número deles, entre 22-60. Imagens de vídeos mostraram queda de cinzas sobre os flancos durante os dias 14-15 de outubro. O grande fluxo de lava continua a ser extravasado sobre o flanco nordeste do vulcão. Uma anomalia termal foi detectada diariamente sobre o vulcão em imagens de satélites.

O KVERT reportou que durante o período entre 21-28 de outubro ocorreu moderada atividade sísmica no vulcão Kizimen; o número de terremotos vulcânicos diminuiu desde 105 para 30 durante os dias 21-24 de outubro. Uma anomalia termal sobre o vulcão foi detectada diariamente em imagens de satélites. No dia 20 de outubro, imagens de vídeo mostraram um pequeno fluxo piroclástico sobre o flanco NE e posterior queda de cinzas sobre os flancos. Atividade de gases-e-vapores foi observada durante os dias 20-21 e 23-26 de outubro. Um grande fluxo de lava sobre o flanco NE continua a se desenvolver e incandescência desde o fluxo de lava e na cratera foi notada a noite.

O Código de Cores de Alerta permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shiveluch, Kamchatka, Rússia

Segundo o Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) a sismicidade aumentou no vulcão Shiveluch no dia 3 de outubro. Plumas de cinzas ascenderam até uma altitude entre 6-9 km acima do nível do mar durante os dias 3-5 de outubro. Observadores notaram no dia 5 de outubro um brilho incandescente no domo de lava, que também foi detectado por imagens de satélites. O Código de Cores de Alerta foi elevado para vermelho.

O KVERT reportou que a atividade sísmica no vulcão Shiveluch foi moderada durante o período entre 30 de setembro-7 de outubro. Plumas de cinzas ascenderam até altitudes de 6-9 km acima do nível do mar durante os dias 3-5 de outubro, seguidas pela extrusão de um novo domo de lava. A sismicidade indicou que possíveis plumas de cinzas ascenderam até altitudes de 4,5 -5,0 km acima do nível do mar durante os dias 5-6 de outubro; observadores notaram que as plumas de cinzas atingiram uma altitude de 5 km naqueles mesmos dias. Imagens de satélites mostraram uma grande e brilhosa anomalia termal sobre o domo de lava no dia 5 de outubro e plumas de cinzas se deslocaram por 100 km na direção NE no dia 6 de outubro. O Código de Cores de Alerta foi diminuído para laranja.

Erupções nos dias 8 e 10 de outubro produziram plumas de cinzas que atingiram entre 7,0 e 7,3 km de altura acima do nível do mar, respectivamente.

O KVERT reportou que a atividade sísmica no vulcão Shiveluch foi moderada durante o período entre 7-14 de outubro. Observadores notaram avalanches quentes desde o domo de lava e que as plumas originadas pelas avalanches alcançaram uma altitude de 5 km acima do nível do mar. Uma explosão de cinzas no dia 8 de outubro produziu uma pluma de cinzas que atingiu uma altitude de 7 km acima do nível do mar. Imagens de satélites mostraram uma anomalia termal diária sobre o domo de lava e plumas de cinzas que se deslocaram por 160 km na direção leste nos dias 6 e 8 de outubro. Entre os dias 15-18 de outubro, erupções produziram plumas que ascenderam altitudes entre 6,4-10,4 km acima do nível do mar. Uma das erupções, no dia 16 de outubro, formou uma pluma que atingiu uma altitude de 3 km acima do nível do mar e que foi dispersa na direção SE.

Segundo o KVERT, a atividade sísmica no vulcão Shiveluch foi moderada durante o período entre 13-18 de outubro e indicou que possíveis plumas de cinzas ascenderam a altitudes entre 8-10,5 km acima do nível do mar. Observadores identificaram avalanches quentes no domo de lava durante os dias 13-16 de outubro. Plumas de cinzas originadas por essas avalanches ascenderam a uma altitude de 6 km acima do nível do mar. Imagens de satélites mostraram grande anomalia termal sobre o domo de lava e plumas de cinzas se deslocaram por 75 na direção leste nos dias 14 e 16 de outubro. No dia 23 de outubro, uma erupção produziu uma pluma que ascendeu a uma altitude de 7,3 km acima do nível do mar (altitude baseada na análise sísmica da erupção).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

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