Erupções de Abril de 1999

Anak Krakatau, Indonésia

4 de abril de 1999

A atividade do vulcão Anak Krakatau em 1999 continuou na forma de erupções do tipo estromboliana e explosões de cinzas a partir de um novo conduto localizado na parte sul do conduto antigo. Algumas bombas balísticas de 10 a 20 cm de diâmetro ascendem acima da nuvem de cinzas e alcançam em torno de 800 m de distância desde o conduto.

Nos dias 1, 2 e 3 de abril, ocorreram entre 5 e 10 explosões de cinzas por dia. As explosões estrombolianas incandescentes de bombas e lavas (spatter?) podiam ser vistas na noite de 3 de abril. As explosões de cinzas continuaram nos dias 4 e 5 de abril com intervalos entre 1-5 minutos. Ainda que o magma parece estar próximo a uma profundidade rasa, nenhum fluxo de lava alcançou a superfície.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Etna, Sicília, Itália

13 de abril de 1999

A emissão de lava a partir da fissura originada em 04 de fevereiro continua, ainda que a razões levemente menores. Não há nenhuma atividade na cratera Voragine, e na cratera Bocca Nuova somente o conduto sudeste está emitindo nuvens de cinzas de coloração marrom, provavelmente causadas pelo colapso das paredes do conduto. Isto indica que nenhum magma está presentemente na superfície destas crateras, pois está sendo erupcionado pela fissura eruptiva correntemente ativa.

29 de abril de 1999

Fluxos de lava movem-se calmamente pelo talude oeste do Valle del Bove, formando uma faixa incandescente com várias centenas de metros de comprimento que é bem visível a noite desde Catania e outros locais a leste e sudeste do vulcão Etna. As lavas são emitidas a partir de condutos efêmeros sobre o talude do Valle del Bove, sendo que acima desses condutos não há praticamente nenhum fluxo superficial de lava (os fluxos de lava quando saem da fissura localizada no flanco do cone intracratera Sudeste são transportados subterraneamente através de tubos de lavas, com uma profundidade de 10 m, até o vale acima mencionado, quando emergem para a superfície por condutos efêmeros).

Na cratera Voragine, o maior conduto (sudoeste) está apresentando atividade vulcânica em profundidade, caracterizada por sons de explosões abafados. A cova principal da cratera Nordeste foi preenchida com substâncias gasosas. Na cratera Bocca Nuova, o conduto noroeste produziu emissões de cinzas enquanto que o conduto sudeste produziu alternadas emissões de cinzas e fumaças azuladas. Inspeções no cume do cone intracratera Sudeste mostrou a existência de um terraço a algumas dezenas de metros abaixo da margem da cratera. Estas observações confirmam o nível baixo de atividade nas crateras do cume do vulcão Etna.

Fonte: Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology
 

Guagua Pichincha, Equador

14 de abril de 1999

Desde o dia 9 de abril o vulcão Guagua Pichincha esta apresentando episódios de tremores sísmicos. Após alguns dias de nenhuma atividade eruptiva no dia 13 de abril ocorreram duas explosões freáticas. A primeira e maior das duas erupções, ocorreu às 09 h e 07 min, com profundidade de 2 km abaixo do domo de rochas, sendo seguida por intensos tremores sísmicos que saturaram os sismógrafos locais. A segunda explosão ocorreu às 10 h e 40 min, a 1,6 km de profundidade abaixo do domo. Também foi notada uma reativação nas fumarolas localizadas a leste da cratera ativa sobre o domo.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Mt. Cameroon, África Ocidental

4 de abril de 1999

No dia 3 de abril, seguindo a novos tremores, fontes de lava reapareceram sobre o flanco oeste da montanha, e novos fluxos de lava (ou nova intensificação dos fluxos de lava originados no final do mês de março) estão movimentando-se sobre este flanco. Os fluxos de lava estão a somente quatro quilômetros das vilas de Batoke e Bakingile e poderiam alcançá-las em três a quatro dias. Foram identificadas onze fissuras ativas no flanco oeste do vulcão. Segundo fontes oficiais, em torno de 30 casas foram destruídas e mais de 100 foram danificadas pela atividade sísmica que acompanhou a erupção inicial na semana passada.

O ministro de pesquisa técnica e científica tem advertido que a atividade não está limitada ao Monte Cameroon e se estende sobre a linha vulcânica que cruza o país, incluindo o Lago Nyos, um lago vulcânico onde uma explosão de gás dióxido de carbono provocou a morte de 1.746 pessoas em 1986. Observações nos Lagos Nyos e Monoun (onde 37 pessoas morreram em 1984 em uma situação similar) identificaram uma situação instável, no qual o limite de saturação de gases dissolvidos (principalmente dióxido de carbono) está próximo de ser alcançado. No desastre do Lago Nyos em 1986, próximo de 100 milhões de metros cúbicos de dióxido de carbono, um gás invisível, erupcionou rapidamente desde o lago e cobriu os vales circundantes, sufocando a vida humana e animal por em torno de 20 quilômetros.

12 de abril de 1999

A atividade explosiva no Mt. Cameroon enfraqueceu, mas a efusão de lava é ainda persistente. O principal conduto está a 1.400 m acima do nível do mar sobre o flanco oeste da montanha. O fluxo de lava tem em torno de 5 m de altura e 300 m de largura, com um volume aproximado de 10 milhões de metros cúbicos.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Popocatépetl, México

15 de abril de 1999

Desde o dia 14 de abril, a atividade no vulcão Popocatépetl tem sido caracterizada pela ocorrência de pequenas a moderadas exalações com duração entre 1 a 4 minutos, acompanhadas por emissões de gases, vapores e alguma cinza. As mais importantes exalações do início da manhã do dia 15 de abril foram registradas às 07 h e 00 min, às 07 h e 46 min e às 08 h e 32 min. Entretanto, às 10 h e 56 min, ocorreu uma explosão de tamanho moderado que durou em torno de 4 minutos, produzindo uma nuvem de cinzas com 3,5 km de altura, que foi transportada para nordeste pelo vento.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Shishaldin, Ilhas Aleutas, Alaska

7 de abril de 1999

A atividade sísmica aumentou substancialmente acima dos níveis normais na manhã do dia 7 de abril, provocando a ascensão do nível de alerta para laranja. Entretanto, não há confirmação que uma erupção está em curso.

19 de abril de 1999

Seguindo a dois meses de aumento na sismicidade e identificação de uma anomalia termal na cratera do vulcão, o Shishaldin começou no dia 17 de abril um novo episódio eruptivo. A atividade foi caracterizada por explosões estrombolianas com spatter e blocos incandescentes sendo arremessados a 200 m acima da cratera. Neste dia não foi visto nenhum extravasamento de lava para fora da cratera, ainda que derretimento de neve foi observada no flanco noroeste. Uma pequena pluma de vapor com pouco ou nenhuma cinza é gerada no contato da lava quente com a neve no cume do vulcão. A atividade rapidamente intensificou no dia 19 de abril, com uma pluma de cinzas ascendendo a 9 km acima do nível do mar junto com um dramático aumento na amplitude dos tremores sísmicos. Devido a esta erupção o nível de alerta foi elevado para vermelho.

22 de abril de 1999

Desde que a nova erupção começou no dia 17 de abril, o vulcão Shishaldin tem mostrado várias fases de atividade estromboliana fortes alternadas com períodos de fraca atividade. O principal pulso eruptivo persistiu por 7 horas no dia 19 de abril, e o nível de alerta vermelho foi mantido por 21 horas, terminando às 09 h e 45 min da manhã do dia 20 de abril. Seguindo ao evento explosivo, a sismicidade no vulcão declinou dramaticamente até a tarde do dia 20 de abril. No final do dia 22 de abril, o Shishaldin estava em fase de atividade moderada, caracterizada por fontes de lava com várias centenas de metros, nuvens de cinzas e vapores, muito elevada sismicidade e uma grande anomalia térmica em imagem de satélite. O nível de alerta foi rebaixado para laranja.

30 de abril de 1999

O nível de Alerta foi rebaixado para "amarelo" no dia 28 de abril. Desde então, nenhuma pluma de cinzas ou gases foi observada, ao passo que a sismicidade tem permanecido baixa também. Entretanto, a atividade eruptiva poderá recomeçar com pouco ou nenhum aviso.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

30 de abril de 1999

Um episódio de expulsão de cinzas ocorreu no vulcão Soufriere Hills no dia 30 de abril. A pluma de cinzas ascendeu a aproximadamente 3 km acima do nível do mar, dirigindo-se para noroeste e sudoeste.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program

 

 

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