Erupções de Abril de 2012

Puyehue – Cordón Caulle

O Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN) reportou que devido ao pequeno nível de atividade e o decréscimo da sismicidade no sistema Puyehue-Cordón Caulle, o Nível de Alerta foi diminuído para Amarelo no dia 23 de abril.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Villarrica, Chile

O Projecto Observación Visual Volcán Villarrica (POVI) informou que foram observadas emissões de cinzas no dia 9 de abril e incandescência foi emanada da cratera durante a noite.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tungurahua, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) relatou que durante os dias 9-10 de abril plumas de cinzas e vapores ascenderam entre 2-3 km acima da cratera e se deslocaram nas direções nordeste e sudeste. Explosões foram ouvidas nas áreas próximas ao vulcão. Queda de cinzas foi reportada em várias comunidades no dia 9 de abril. Lahars se formaram no flanco oeste do vulcão no dia 10 de abril e provocou o fechamento da rodovia entre Baños e Penipe.

No dia 11 de abril uma pluma de cinzas ascendeu 5 km acima da cratera e foi dispersa nas direções nordeste e sudeste. Queda de cinzas foi relatada em uma distância de 8 km a sudoeste do vulcão. Outra explosão, no dia 12 de abril, foi seguida por queda de cinzas em múltiplas áreas.

No dia 22 de abril uma explosão de tamanho moderada produziu sons semelhantes a “tiros de canhão” e também de blocos rolando sobre os flancos da montanha. Tefra do tamanho de arroz caíram na cidade de Pillate, localizada a 7 km a oeste do vulcão. Lahars desceram por várias drenagens provocando novamente o fechamento da rodovia entre BañosPenipe.

No dia 30 de abril, tremores sísmicos foram detectados e foram seguidos pela ascensão de uma pluma de cinzas que atingiu 4 km acima da cratera e foi dispersa nas direções oeste e noroeste. Cinzas caíram em diversas comunidades situadas a sudoeste do vulcão. A noite, foram observados blocos incandescentes se deslocando por até 1,5 km talude abaixo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que durante explosões nos dias 31 de março e 1 e 3- 4 de abril no vulcão Fuego produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 500-800 metros acima da cratera e se deslocaram por  10 km nas direções oeste e noroeste.  Durante a noite, fontes de lavas ascenderam entre 100-150 metros acima da cratera e formaram avalanches que se movimentaram na direção do rio Cenizas.

O INSIVUMEH informou que explosões durante os dias 9-10 de abril produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 100-900 metros acima da cratera e se deslocaram entre 10-15 km nas direções leste e sudeste. As explosões produziram ondas de choque detectadas dentro de 8 km de distância do vulcão. Avalanches desceram pelos seus flancos.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que explosões no domo Caliente do vulcão Santa María gerou plumas de cinzas que ascenderam entre 600-900 metros acima do domo de lava e se deslocaram por 15 km nas direções sul e sudoeste. Fluxos de lavas continuaram a produzir avalanches que desceram pelos seus flancos.

Nos dias 22-24 de abril, explosões no complexo de domos de lava geraram plumas que ascenderam a 900 metros acima da cratera e se dispersou na direção sudeste. No dia 25 de abril, um lahar carregou blocos de até 1,5 metros de largura e ramos de árvores. Fluxos de lava continuaram a produzir avalanches que desceram os flancos do complexo de domos de lava. Queda de cinzas foi reportada em áreas próximas e também de até 18 km de distância.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Popocatépetl, México

O Centro Nacional de Prevencion de Desastres (CENAPRED) reportou que a sismicidade aumentou no dia 13 de abril e às 22h e 20min uma explosão ejetou blocos incandescentes que arremessaram blocos incandescentes que caíram sobre o flanco nordeste até uma distância de 500 metros da margem da cratera.

Logo após essa primeira explosão ocorreu outra grande explosão, às 22h e 36min, arremessando blocos incandescentes sobre os flancos do vulcão; uma pluma de cinzas ascendeu a 2 km acima da cratera e foi dispersa nas direções leste e nordeste. Ocorreu queda de cinzas na cidade de San Pedro Benito Juarez (localizada entre 10-12 km de distância), onde a explosão foi ouvida.

Nos dias seguintes aos eventos explosivos, 14 e 15 de abril, ocorreram múltiplas emissões associadas com aumento de incandescência na cratera. Blocos incandescentes ejetados caíram dentro da cratera ou sobre os flancos da montanha, até uma distância entre 500-800 metros de distância da margem da cratera. Queda de cinzas foi reportada em várias cidades, em uma distância de até 50 km do vulcão. Plumas de cinzas ascenderam a uma altitude de até 2 km acima da cratera. O CENAPRED elevou o Nível de Alerta do vulcão de Amarelo Fase II para Amarelo Fase III.  Durante os dias 16-17 de abril, a incandescência se estendeu por 300 metros acima da cratera e emissões de gases e vapores foram constantes.

Uma explosão no dia 18 de abril ejetou fragmentos incandescentes que caíram até uma distância de 800 metros da cratera sobre os flancos norte e nordeste do vulcão. Os fragmentos derreteram a neve onde caíram e geraram pequenos lahars. No dia 28 de abril, fragmentos incandescentes ejetados desde a cratera caíram sobre o flanco leste a uma distância de até 1 km.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sicília, Itália

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo informou que o vigésimo terceiro episódio eruptivo desde janeiro de 2011 e o quinto desse ano ocorreu na Nova Cratera Sudeste do vulcão Etna durante a manhã de 1 de abril, seguindo a duas semanas de aquiescência. O episódio foi caracterizado por altas fontes de lavas desde os condutos localizados dentro da cratera e sobre o flanco sudeste de seu cone, uma coluna de gases e tefras com vários quilômetros de altura e fluxos de lavas se movimentaram na direção do Valle del Bove, interagindo localmente com a neve depositada sobre o flanco do vulcão. A fase paroxismal durou em torno de uma hora e meia e terminou pouco antes do amanhecer. Cinzas e lapilis caíram sobre o setor SE do vulcão.

A partir do dia 26 de março a atividade começou a dar seus primeiros sinais, com as câmeras de monitoramento mostrando emissões pulsatórias de gases na Nova Cratera Sudeste e no dia 30 de março, por volta das 11h, foi observada uma emissão de cinzas escuras, que formou uma pequena pluma que ascendeu até 250 metros acima da cratera. Sopros similares ocorreram durante todo o dia em intervalos de alguns minutos. Após o pôr do sol, fracas e esporádicas atividades explosivas Estrombolianas foram visíveis dentro da cratera, que continuaram – com flutuações significantes na frequência e intensidade das explosões – durante a noite toda. A atividade foi acompanhada por um pequeno aumento na amplitude dos tremores vulcânicos. No dia 31 de março, a atividade continuou em níveis baixos, com flutuações na amplitude dos tremores vulcânicos; durante a noite foi visível atividade explosiva Estromboliana, ainda que fraca.

Por volta da 1h e 30min de 1 de abril, a frequência e intensidade das explosões Estrombolianas aumentaram, acompanhadas pelo aumento na amplitude dos tremores vulcânicos. Um pequeno fluxo de lava foi extravasado na margem sudeste da cratera, alcançando a base de seu cone em 30 minutos, onde se dividiu em dois braços paralelos. Em torno das 2h, a atividade Estromboliana se transformou em fontes de lavas e abundante emissão de cinzas, formando uma coluna eruptiva que ascendeu vários quilômetros acima do cume. Ao mesmo tempo, a lava avançou em vários braços paralelos, descendo rapidamente o talude oeste do Valle del Bove. A coluna eruptiva foi soprada pelos ventos na direção do setor sudeste do vulcão, provocando forte queda de cinzas e lapilis naquela região.

Durante a fase mais intensa de fonte de lavas, a borda da margem sudeste da cratera foi alargada no seu lado norte, permitindo a formação de um novo fluxo de lava que se deslocou na direção norte. Ao longo dos dois fluxos de lavas, intensa interação explosiva entre a lava e a neve foi observada repetidamente, gerando pequenas nuvens de cinzas e vapores se deslocando rente ao chão, lembrando fluxos piroclásticos, bem como lahars e colunas verticais de vapores e cinzas.

Fontes de lavas e fortes emissões de cinzas continuaram sem variações significantes até por volta das 8h e 30min, após o qual a amplitudes dos tremores vulcânicos começaram a diminuir, e as fontes de lavas passaram para explosões Estrombolianas e as emissões de cinzas diminuíram em intensidade. Toda a atividade eruptiva terminou por volta das 4h e 40min.

Por algumas horas após o término da atividade eruptiva, os dois principais fluxos de lavas continuavam a avançar talude abaixo, sem, contudo, alcançar a extensão dos fluxos de lava do dia 18 de março. No anoitecer de 1 de abril, o cone da Nova Cratera Sudeste ainda mostrava numerosos pontos incandescentes, devido a pequenos deslizamentos e queda de rochas dos depósitos piroclásticos ainda quentes que o cobriam.

Na tarde de 12 de Abril de 2012, a Nova Cratera Sudeste do vulcão Etna foi o local do vigésimo quarto episódio de fontes de lava (paroxismal) na seqüência atual eruptiva iniciada em janeiro de 2011, e o sexto deste ano. Como seus antecessores, este episódio foi caracterizado por altas fontes de lava a partir de vários condutos, uma coluna eruptiva com vários quilômetros de altura, levando a queda de cinzas e lapilli no setor leste do vulcão, e movimento de fluxos de lava na direção do Valle del Bove, localmente mostrando interacção violenta e explosiva com a neve que cobria o terreno.

O "prelúdio" deste episódio começou com uma série de explosões na Nova Cratera Sudeste, na noite de 10 de abril, seguido por atividade intermitente Estromboliana que foi ocasionalmente acompanhada por pequenos sopros de cinzas nas próximas 24 horas. Na noite de 11 de Abril, a atividade Estromboliana foi bem visível e contínua, mas sem mostrar variações significativas. Na manhã de 12 de Abril, observadores de campo reportaram que a atividade vigorosa Estromboliana continuava de um respiradouro localizado na porção oriental da cratera; esta atividade aumentou gradualmente de intensidade ao longo das próximas horas.

Entre as 12h e 00min e 13h e 00min, a cratera foi progressivamente se enchendo de lava, e por volta das 12h e 24min, um pequeno fluxo de lava começou a abrir o seu caminho no flanco sudeste do cone da Nova Cratera Sudeste. A fonte deste fluxo de lava foi aparentemente um conduto localizado no flanco sudeste superior do cone, na borda sudeste da cratera. Por volta das 13h e 40min, um conduto explosivo tornou-se ativo dentro da porção ocidental da cratera, produzindo explosões Estrombolianas junto com emissão descontínua de cinzas.

Próximo às 14h e 30min, a atividade Estromboliana rapidamente passou para emissões de fontes de lavas, a partir do primeiro conduto oeste, e depois também de outro conduto localizado na parte oriental da cratera. Pouco tempo depois, também o conduto da borda sudeste da cratera, começou a produzir jatos contínuos de lava, que foram fortemente inclinados na direção leste. O começo da atividade de fontes de lava foi acompanhado pela geração de uma coluna eruptiva carregada pesadamente com material piroclástico, que ascendeu cerca de 3 km acima do cume do vulcão antes de ser dispersa na direção leste pelo vento forte. Cinzas e lapilis caíram principalmente nas porções medianas do vulcão.

Enquanto isso, o fluxo de lava originado na borda sudeste da cratera, começou a descer a ladeira íngreme ocidental do Valle del Bove, seguindo o mesmo caminho que os fluxos de lava anteriores, e dividindo-se em vários ramos, alguns dos que invadiram as áreas cobertas por espessos depósitos de neve. Como durante vários episódios eruptivos anteriormente, a interação entre lava e neve foi localmente explosiva, gerando nuvens de vapores e cinzas que se deslocaram rente ao chão, bem como lahars e colunas de vapor que atingiram até 1 km de altura. Durante a fase mais intensa de emissão de fonte de lava, um conduto localizado no flanco norte do cone da Nova Cratera Sudeste emitiu um fluxo de lava que atingiu a porção mediana-inferior da fissura eruptiva de maio de 2008, localizada sobre o flanco superior leste do Etna. O fluxo desceu ao longo da fissura por algumas centenas de metros antes de ser desviado por um cone pequeno localizado na fissura e continuou por mais 150 m no lado norte da fissura.

A emissão de fontes de lavas continuou intensamente até pouco antes das 15h e 00min, quando o conduto ocidental começou a mostrar uma diminuição acentuada da sua atividade; posteriormente, também os outros condutos mostraram diminuição da atividade, e em torno de 15h e 15min, as fontes de lavas de todos os condutos já tinham se transformado em emissão de cinzas, inicialmente bastante forte, mas, depois, gradualmente perdeu força e cessou por volta das 16h e 00min.

O episódio eruptivo de 12 de abril de 2012 ocorreu 10,5 dias após o episódio anterior, um intervalo menor do que entre os últimos episódios. Em todos os outros detalhes, este episódio foi uma repetição de seus antecessores, e que levou a um crescimento apenas modesto do cone piroclástico da SEC Novo.

Os primeiros sinais claros de que a Nova Cratera Sudeste tinha começado a despertar depois do último evento paroxismal, em 12 de Abril de 2012, foram observados na manhã de 21 de Abril, quando o sistema de câmeras de vigilância do Etneo INGV-Osservatorio revelou o início de uma série de cinzas pequenos emissões. O vento forte soprou as nuvens de cinzas para o leste, sem que lhes permitir elevar-se acima da borda da cratera. Estas emissões continuaram intermitentemente durante as 24 horas seguintes; na manhã do dia 22 de Abril, foram observadas emissões prolongadas de vapor branco a partir de um ponto na porção superior da fissura eruptiva que corta o flanco sudeste do cone. Após o anoitecer, vários pontos brilhantes foram visíveis na cratera, onde o gás quente aqueceu as rochas circundantes até a incandescência.

Durante as primeiras horas de 23 de Abril de 2012, a câmera de vigilância de Monte Cagliato (flanco leste do Etna) começou a mostrar uma pequena anomalia térmica na área da Nova Cratera Sudeste. Observações diretas feitas pelo pessoal do Etneo INGVOsservatorio revelaram que esta anomalia foi causada por um pequeno fluxo de lava, emitido a partir do mesmo duto que tinha produzido as emissões de vapor prolongadas no dia anterior, na fissura do flanco sudeste do cone. O fluxo de lava avançou lentamente algumas centenas de metros em direção ao Valle del Bove, mas estagnou em sua borda ocidental sem descer a íngreme encosta ocidental. Por volta de 8h e 00min, as emissões de lava cessaram temporariamente, mas retomaram lentamente durante a tarde, e a partir das 15h e 30min um novo fluxo de lava começou a extravasar em cima do fluxo anterior.

Por volta de 17h e 00min, o conduto efusivo começou a exibir vigorosos respingamentos de lava; pouco tempo depois, um segundo conduto tornou-se ativo, algumas dezenas de metros talude acima, inicialmente produzindo respingos de lavas, mas rapidamente a atividade cresceu em freqüentes explosões Estrombolianas. Isto foi acompanhado por um lento aumento da amplitude dos tremores vulcânicos. Durante as horas seguintes, explosões esporádicas foram também observadas a partir de um respiradouro localizado dentro da Nova Cratera Sudeste; por um longo tempo a atividade manteve-se mais ou menos estacionária, enquanto que a amplitude dos tremores vulcânicos flutuou em níveis apenas ligeiramente elevados. Finalmente, por volta da 1h e 10min de 24 de Abril, a intensidade da actividade Estromboliana começou a mostrar um marcante aumento e passou para fontes de lavas sustentadas à 1h e 30min. Paralelamente, uma coluna eruptiva, fortemente carregada de cinzas e lapilli, ascendeu a poucos quilómetros acima da cúpula. Sua parte inferior foi soprada pelo vento em direção nordeste, resultando em forte queda de cinzas e lapilli na área de LinguaglossaPiedimontePresa. A porção superior da coluna de erupção, no entanto, foi deslocada em uma direção mais oriental, conduzindo à queda lapili, com tamanho de uma ervilha, na área entre Fornazzo e Giarre.

A fase mais intensa de emissão de fontes de lava durou aproximadamente 25 minutos, a partir de 01h e 40min até as 02h e 05min de 24 de Abril, após o qual a atividade rapidamente diminuiu, passando de volta à atividade Estromboliana e cessou completamente por volta das 02h e 40min. Durante a fase culminante do paroxismo, um pequeno fluxo de lava foi também emitido a partir do flanco norte do cone; esse fluxo atingiu um comprimento de algumas centenas de metros e desceu na direção da fissura eruptiva de Maio de 2008.

Este último episódio eruptivo ocorreu 11 dias e meio após seu antecessor, e, assim, após um intervalo tão longo como aquele entre os episódios de 1 e 12 de Abril. O prelúdio para a fase principal de fontes de lava foi um pouco mais longo, e o enceramento da atividade foi mais lento; o detalhe mais peculiar foi que a primeira atividade significativa deste episódio, no início da manhã de 23 de Abril, foi a extrusão calma e lenta de um fluxo de lava sem ser acompanhado por qualquer atividade explosiva. Isto se assemelha aos episódios de 2000-2001 da antiga cratera sudeste, a maioria dos quais começou com saída de lava tranquila de aberturas nos flancos do cone. Em contraste, a fase de fontes de lava principal de 24 de Abril  foi uma repetição em todos os detalhes das paroxismos anteriores na série atual.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia -Sezione di Catania


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) informou que durante os períodos entre 28 de março-3 de abril, 4-10, 11-17, 18-24 e 25-30 de abril, o lago de lava ascendeu e retrocedeu periodicamente no conduto localizado dentro da Cratera Halema’uma’u. No cone/cratera Pu’u ‘O’o, localizado na zona de rifte leste, foi observado incandescência em uma pequena cavidade na margem nordeste e num pequeno cone de respingos na margem sudeste. Também foi notado incandescência na parte superior do sistema de tubo de lavas no flanco leste. Fluxos de lavas continuaram a avançar sobre a região de pali e na planície costeira, alcançando em torno de 900 metros da costa (25-30 de abril). No dia 2, 11, 13 e 19-20 de abril, pequenos fluxos de lava foram emitidos desde condutos na margem sul/sudeste do cone/cratera Pu’u ‘O’o.  Novos fluxos de lava na região de pali foram observados no dia 30 de abril.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Ioto, Iwojima, Japão

O Japanese Meteorological Agency (JMA) reportou no dia 2 de maio uma erupção no vulcão Ioto que provocou descoloração da água. Uma nova fumarola foi também confirmada.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Cleveland, Ilha de Chuginadak, Aleutas

O Alaska Volcano Observatory (AVO) informou que uma pequena explosão no vulcão Cleveland foi detectada por volta da 1h e 12min do dia 4 de abril. Observações no próximo dia revelaram uma anomalia termal e que o domo de lava com 70 metros de diâmetro (informe de Março/2012) foi destruído pela explosão. Este foi o terceiro domo de lava que foi erupcionado e subsequentemente destruído pelos eventos explosivos desde o começo da erupção em julho de 2011.

No dia 6 de abril, duas novas explosões de curta duração ocorreram por volta das 16h e 35min e 21h e 26min. As colunas eruptivas resultantes foram pobres em cinzas e não ascenderam acima de 3 km de altura acima do nível do mar.

O AVO reportou que temperaturas elevadas foram observadas em imagens de satélites sobre o vulcão Cleveland nos dias 11-12 de abril. No próximo dia, 13 de abril, foram detectadas duas explosões.

Uma explosão no dia 19 de abril, às 4h e 38min, gerou uma coluna de cinzas que ascendeu entre 4-6 km acima do nível do mar e se deslocou na direção sul. Imagens de satélites mostraram depósitos de blocos e cinzas se estendendo por até 1 km sobre o flanco sul do vulcão.

Temperaturas superficiais elevadas foram detectadas sobre o vulcão Cleveland em imagens de satélites durante os dias 25-30 de abril. Observações mostraram que um pequeno domo de lava, com 25 metros de diâmetro, foi recentemente extravasado na cúpula do vulcão.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

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