Erupções de abril de 2013

Lascar, Chile

O Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN) reportou que durante o mês de março uma web câmera registrou no vulcão Láscar plumas de gases de coloração esbranquiçada ascendendo a 600 metros acima da cratera. Foi observada incandescência desde a cratera durante as noites de 2-4 de abril. As emissões aumentaram na cratera no dia 3 de abril e variaram de cores claras para acinzentadas, indicando possíveis cinzas. Plumas ascenderam 320 metros e se deslocaram na direção sudeste. A sismicidade permaneceu em níveis normais durante as emissões. O Nível de Alerta foi elevado no dia 5 de abril para amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Galeras, Colômbia

O Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS) relatou que durante os dias 10-16 de abril os terremotos no vulcão Galeras foram localizados em diversas áreas, sendo os mais distantes registrados a 13 km da cratera, em profundidades não superiores a 14 km e com magnitudes máximas de 2 graus. Foram detectados níveis moderados de dióxido de enxofre; plumas derivaram para noroeste. Câmeras registraram emissões de cinzas por toda a semana, especialmente em 9, 11, 12 e 14 de abril, quando atividade pulsante produziu plumas que se dispersaram na direção oeste. As plumas atingiram mais de 1 km acima da cratera. O Nível de Alerta permaneceu em III (amarelo; "mudanças no comportamento da atividade vulcânica").

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Nevado del Ruiz, Colômbia

O Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS) informou que durante os dias 13-14 de abril a sisimicidade associada com fluídos em movimento abaixo do vulcão Nevado del Ruiz foi detectada junto com terremotos vulcano-tectônicos. Os terremotos foram localizados a noroeste da Cratera Arenas, em profundidades entre 5 e 9 km; o maior dos terremotos fui de 2,6 graus de magnitude, sendo sentido por membros do Parque Nacional Los Nevados na área de Brisas (50 km a sudoeste). Câmeras de vídeo registraram durante o início da manhã de 14 de abril uma pluma de gases e cinzas ascendendo 630 metros de altura e deslocando-se para noroeste. No dia 15 de abril, um terremoto vulcano-tectônico com 3 graus de magnitude foi localizado a noroeste da Cratera Arenas a uma profundidade de 6,6 km. Posteriormente naquele dia, um terremoto vulcano-tectônico com 2,5 graus de magnitude foi localizado novamente a noroeste da Cratera Arenas a uma profundidade de 6,2 km. Terremotos continuaram a sentidos por membros do parque nacional. Uma pluma de vapores e gases ascendeu 1 km acima da cratera e foi deslocado para sudoeste. Emissões de dióxido de enxofre foram significantes e deformação foi detectada. O Nível de Alerta permaneceu em III (amarelo, indicando variações no comportamento da atividade vulcânica).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tungurahua, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) informou que a atividade no vulcão Tungurahua foi baixa durante os dias 24-26 de abril. A atividade sísmica aumentou no dia 27 de abril, e uma nuvem de cinzas subiu 2 km acima da cratera e foi dispersa na direção noroeste, causando queda de cinzas no povoado de Juive (7 km a NNW). Durante a manhã de 28 de abril plumas de vapor e cinzas ascenderam entre 1-4 km e se deslocaram por pelo menos 100 km nas direções SW e W. Mais tarde naquele dia várias explosões produziram plumas de cinzas que atingiram 3,5 km e foram dispersas na direção oeste. Queda de cinzas foi relatada em diversos povoados e cidades nos setores norte, noroeste e oeste do vulcão. Às 18h e 30min, uma pluma de vapor e cinzas ascendeu 5 km, e derivou para SW e W. Outra explosão ejetou blocos incandescentes que caíram sobre os flancos da montanha, em até 400 m abaixo da cratera. No dia 29 de abril as emissões de cinzas continuaram, provocando queda de cinzas em diversos locais nos setores sudoeste e sul da montanha. Nesse mesmo dia, uma explosão provocou a vibração de casas. No dia 30 de abril explosões produziram plumas de cinzas que ascenderam entre  1,5-2 km e se movimentaram nas direções oeste e sudoeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que explosões no vulcão Fuego durante os dias 23-26 de abril geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 250-600 m acima da cratera e dispersaram-se, no máximo, por 10 km nas direções W, SW, S e SE. Material incandescente foi ejetado a 100-200 m acima da cratera. Em um boletim especial em 25 de abril o INSIVUMEH observou que a energia das explosões tinha aumentado, gerando estrondos e ondas de choque que vibravam estruturas em Panimaché, Morelia, e Sangre de Cristo, a uma distância de 10 km nas direções S e SW. Um fluxo de lava de 300 metros de comprimento foi ativo no flanco S, no interior da drenagem Trinidad. Em 26 de abril, um fluxo de lava na drenagem Taniluya (SW) se deslocou por até 400 m. Em 28 de abril, a atividade voltou a aumentar e os fluxos de lava com até 700 metros de extensão foram ativos nas drenagens Taniluya e Ceniza. Avalanches de blocos incandescentes atingiram áreas vegetadas. Explosões no dia 29 de abril geraram plumas de cinzas que atingiram 550 m acima da cratera e se deslocaram por 10 km na direção S-SW. Os fluxos de lava permaneceram ativos.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Pacaya, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que no dia 23 de abril plumas fumarólicas oriundas do cone Mackenney do vulcão Pacaya ascenderam 100 m e foram dispersas na direção norte. No dia 24 de abril material vulcânico foi expulso a 25 m de altura por explosões fracas. Incandescência na cratera foi observada durante a noite e explosões foram detectadas no dia seguinte. Incandescência e explosões foram novamente detectadas em 29 de abril.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou duas explosões no dia 23 de abril foram acompanhadas por plumas de coloração clara que ascenderam 800 metros acima do complexo de domo de lavas Santiaguito. No dia 24 de abril, explosões produziram plumas de cinzas que ascenderam 600 metros e se deslocaram nas direções S-SW. Avalanches foram geradas por fluxos de lava ativos sobre o flanco sudoeste. Explosões foram ouvidas no dia 25 de abril, mas a cobertura de nuvens impediu a observação visual. Uma explosão no dia 28 de abril uma pequena explosão gerou uma pluma de coloração clara que ascendeu 500 metros e se deslocou na direção nordeste. Explosões no dia 29 de abril produziu plumas de cinzas que ascenderam 800 metros e foram dispersas na direção sudeste, provocando queda de cinzas em alguns povoados.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Popocatépetl, México

O Centro Nacionale de Prevencion de Desastres (CENAPRED) informou que durante os dias 10-16 abril a sismicidade no vulcão Popocatépetl indicou contínuas emissões de gás-e-vapor que, por vezes continham cinzas. Incandescência da cratera foi observada durante a noite e, por vezes em conjunto com o aumento das emissões. No dia 14 de Abril, um período de tremor foi acompanhado de emissões contínuas de densas plumas de vapor e gás com pequenas quantidades de cinzas que ascenderam a 1 km e foram dispersas na direção NE. No próximo dia, plumas de cinzas dia atingiram 1,5 km acima da cratera e tefra incandescente ejetada da cratera caíram cerca de 400 m de distância no flanco NE.

O CENAPRED reportou que durante o período entre 24-27 de abril a sismicidade no vulcão Popocatépetl indicou a continuação das emissões de gases e vapores, que algumas vezes contiveram cinzas. Incandescência foi observada na cratera em algumas noites. Explosões foram identificadas nos dias 24, 26 e 30 de abril, gerando plumas de cinzas, gases e vapores que atingiram entre 300-1200 metros acima da cratera, arremessando tefra incandescente até uma distância de 800 metros sobre os flancos norte e nordeste. O Nível de Alerta permaneceu em Amarelo, fase dois.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sicília, Itália

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo informou que o décimo episódio eruptivo de 2013, começou no dia 8 de abril na Nova Cratera Sudeste (NCSE) do vulcão Etna, com emissões esporádicas de cinzas, ocasionalmente acompanhadas de material incandescente. Uma grande explosão às 22h e 52min foi ouvida até 15 km de distância. As emissões de cinzas continuaram durante cerca de 48 horas. No final da tarde de 10 de abril, atividade explosiva Estromboliana começou, produzindo pequenas emissões de cinzas durante algumas das explosões. Na manhã de 11 de abril, explosões estrombolianas ocorreram aproximadamente a cada 2-5 segundos, ejetando piroclastos incandescentes várias dezenas de metros acima da borda da cratera. A atividade estromboliana aumentou lentamente em intensidade e frequência de explosões ao longo do dia; contemporaneamente, a amplitude dos tremores vulcânicos continuou a mostrar um aumento gradual. No final da tarde, explosões estrombolianas freqüentes e muito poderosas ocorreram a cada 1-2 segundos, e foram amplamente audíveis em torno do vulcão. Jatos de piroclastos incandescentes muitas vezes ascenderam 200 m acima da borda da cratera e geralmente continham pequenas quantidades de cinzas. Por volta de 18h e 40min, uma pequena quantidade de lava fluiu sobre a profunda brecha na borda SE da cratera. No final da noite ela parou e mostrou evidências de esfriamento.

Por volta da 01h e 10min de 12 de Abril outro pequeno fluxo de lava se deslocou para sul  e depois para sudeste na sela entre os dois cones da Cratera Sudeste. Ao longo da noite, explosões poderosas alternaram-se com intermitentes e pequenas fontes de lava. Ao amanhecer de 12 de abril uma densa pluma de erupção contendo quantidades relativamente pequenas de material piroclástico derivou na direção leste-sudeste. Até por volta das 10h e 25min de 12 de abril, toda a atividade eruptiva ocorreu exclusivamente em um ou dois orifícios espaçados dentro da Nova Cratera Sudeste, então, lava foi emitida a partir de duas aberturas na base do cone da NCSE. Às 10h e 24min, um fluxo de material piroclástico quente da mesma área se deslocou por cerca de 2 km na direção nordeste em menos de 1 minuto.

Nesse meio tempo, a atividade eruptiva continuou na NCSE com freqüentes e poderosas explosões estrombolianas e emissão de quantidades modestas de cinzas vulcânicas, que foi rapidamente dispersa. Emissão de lava da borda sul-sudeste, na sela, e na base NE do cone permaneceu ativa. Pouco antes de 12h e 00min, a atividade eruptiva variou de pequenas fontes de lava para explosões estrombolianas e intermitentes emissões de cinzas. Vigorosas emissões de cinzas voltaram a ocorer às 12h e 14min a partir da principal abertura da NCSE e do conduto da sela. Expulsão de blocos, bombas e cinzas do conduto da sela continuou até às 12h e 34min, quando a principal abertura da NCSE reativou-se, e nos quase 20 minutos seguintes ambas as aberturas foram a fonte de intensas emissões de cinzas.

As 12h e 50min a atividade mudou completamente na Nova Cratera Sudeste, entrando na verdadeira fase paroxísmal deste episódio, com estáveis fontes de lava, acompanhadas por um retorno a níveis elevados da amplitude dos tremores vulcânicos. Durante os 10 minutos seguintes, houve um aumento considerável na quantidade de material piroclástico na pluma eruptiva, que se deslocou na direção leste-sudeste. Queda de tefra (cinzas e lapilli pequeno) afetou diversos povoados, embora a quantidade de precipitação fosse muito menor em comparação com as dos paroxismos anteriores. A fonte de lava estável continuou por cerca de uma hora, mas poucos minutos depois das 14h e 00min a atividade mudou para esporádicas explosões estrombolianas e emissões de cinzas, que continuaram a diminuir gradativamente em vigor. Durante o período entre as 14h e 00min e às 14h e 10min, ocorreram colapsos repetidos no flanco SE do cone da NCS, possivelmente a partir de novas aberturas formadas na base do cone, a partir do qual um novo fluxo de lava se deslocou na direção do Valle del Bove. Os colapsos geraram avalanches e nuvens de cinzas. A atividade explosiva diminuiu progressivamente e cessou completamente por volta das 17h e 00min.

Na noite de 12 de abril, os fluxos de lava emitidos a partir da sela e das várias aberturas nos flancos do cone ainda estavam incandescentes e movendo-se lentamente; durante a noite, as câmeras de vigilância mostraram o fim de toda a emissão de lava e o resfriamento do fluxo. No entanto, na manhã de 13 de abril, a lenta efusão de lava retomou a partir da menor das aberturas e um pequeno fluxo avançou algumas centenas de metros. Este fluxo cessou nas primeiras horas da manhã do dia seguinte. Mais uma vez, na noite de 14 de abril, houve uma retomada bastante fraca da atividade efusiva a partir desta abertura, que cessou depois de algumas horas.

No dia 18 de abril começou o décimo primeiro episódio de fontes de lava na Nova Cratera Sudeste (NCSE) de 2013. A atividade aumentou em 16 de abril com ejeção de tefra incandescente e pequenos sopros de cinzas a partir de um conduto dentro da NCS, seguido por fracas explosões estrombolianas. Estas explosões tornaram-se mais freqüente e intensas na manhã de 18 de abril e, em seguida, ficaram quase contínuas por volta das 13h e 00min. Durante as próximas duas horas, fontes de lava desenvolveram-se e uma densa pluma derivou na direção sul-sudoeste. Cinzas e lapilli caíram em algumas aldeias, bem como a área turística "Etna Sud". Depósitos de queda de lapilli tinham alguns centímetros de espessura e clastos foram no máximo 5 cm de diâmetro. Três fluxos de lava foram produzidos, o maior fluiu através do entalhe profundo na borda SE da cratera e se deslocou por quatro quilômetros em direção ao Valle del Bove. A interação da lava com a neve levou a um derretimento rápido, gerando pequenas lahars. Os outros dois fluxos de lava que se originaram na sela entre os dois cones da cratera sudeste, um se deslocou para norte e outro para sul. Após as fontes de lava terem cessado, fortes explosões foram ouvidas no resto do dia. No dia 19 de abril explosões produziram pequenos jatos de cinzas e ejetaram tefra quente.

O décimo segundo episódio eruptivo ocorreu dois dias depois, durante a tarde de 20 de abril. Explosões intermitentes ejetaram tefra incandescente e geraram pequenos sopros de cinzas em 19 de abril. Durante a noite, uma grande nuvem escura subiu de NCSE, e foram observadas explosões estrombolianas esporádicos. A atividade explosiva cessou no final da noite, mas, pouco depois, a mais inferior dos dois condutos efusivos na base do cone da NCSE produziu um fluxo de lava que se deslocou por 1,5 km na direção do Valle del Bove. Por volta das 17h e 00min, sopros de cinzas ascenderam da cratera, seguidos por ejeção de tefra incandescente às  17h e 13min. Poucos minutos após, foram observadas fontes de lava estáveis, junto com uma elevada pluma eruptiva que se dispersou na direção leste. Cinzas e lapilli cairam em uma área ampla na direção leste, inclusive ao longo da costa Jónica.

No dia 20 de abril, vários fluxos de lava sobre a parede oeste de Valle del Bove interagiram com a neve, gerando explosões e lahars. Por volta de 18h e 15min, a atividade de fonte de lava diminuiu e se transformou em explosões e emissões de cinzas. As 18h e 40min, o paroxismo tinha acabado. À noite, o fluxo de lava emitida a partir do conduto efusivo na base da parte SE do cone NCSE foi ainda bem ativo. O mau tempo impediu observações visuais, até à tarde de 21 de abril, quando vídeos de vigilância mostraram esporádicas explosões estrombolianas acompanhadas por pequenos sopros de cinzas na NCSE, e a emissão de um pequeno fluxo de lava a partir da base do cone.

O décimo terceiro episódio eruptivo de emissão de fontes de lava de 2013 começou na Nova Cratera Sudeste (NCSE) do vulcão Etna no dia 27 de abril. A atividade aumentou no dia 21 de abril e foi caracterizada por explosões estrombolianas e freqüentes emissões de cinzas. A atividade eruptiva ea amplitude dos tremores vulcânicos aumentou gradualmente na noite de 26 de abril. Logo depois do por do sol em 27 de abril, fontes de lava ascenderam entre 300-500 m de altura, e fluxos de lava foram extravasados nos flancos SE e NE do cone NCSE e do espaço entre os dois cones da Cratera Sudeste (CSE) se deslocaram nas direções S e N.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) relatou que no período entre 3-30 de abril o lago de lava periodicamente ascendeu e retrocedeu no conduto profundo dentro da cratera Halema’uma’u. A pluma de gás desde o conduto continuou a depositar quantidades variáveis de respingos de lava (spatter) e “cabelos de Pele” nas áreas próximas.

No mesmo período, na área do cone/cratera Pu’u ‘O’o, foi observada incandescência e brilho desde quatro cones de respingos (spatter cones) localizados no assoalho da cratera. Múltiplos fluxos de lava, coletivamente chamados de fluxos Kahauale’a, continuaram sendo expelidos pelo cone de respingos localizado na margem nordeste da cratera. As lavas se deslocaram do flanco nordeste até a base do cone, avançando mais de 4,9 km na direção NE sobre antigos fluxos de lava. O fluxo de lava denominado Peace Day continuou ativo sobre pali (5 km a sudeste de Pu’u ‘O’o) e na planície costeira. Lavas entraram no oceano em dois pontos no limite do Parque Nacional Kilauea.

Pouco antes da meia-noite de 19 de abril um vigoroso fluxo de lava jorrou do cone de respingos localizado mais a norte e rapidamente cobriu a parte norte do chão da cratera, em seguida, passou por cima da borda leste. A lagoa de lava na borda NE da cratera brevemente transbordou. Em 21 de abril os dois cones respingos na parte S do chão da cratera produziram fluxos de lava.

Dois fluxos de lava (Peace Day e Kahauale’a) foram alimentados por tubos de lava que se estenderam desde o cone/cratera Pu’u O’o. Múltiplos fluxos de lava desde o cone de respingos NE, coletivamente chamado de fluxo Kahauale’a, parou de avançar em 20 de abril, embora tenham sido observados alguns fluxos de lava durante os dias 20-22 abril. A atividade do fluxo Peace Day consistiu em fluxos de lava ativos acima da região de pali (5 km ao SE de Pu’u O’o), em pali, e na planície costeira. A lava também entrou no mar em dois ou três locais, abrangendo a fronteira do Parque Nacional.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Heard, Kerguelen Plateau, Oceano Índico

Segundo informações da NASA Earth Observatory (EO)uma imagem de satélite adquirida em 7 de abril mostrou que a cratera de Mawson´s Peak, localizado na ilha de Heard no oceano Índico, foi preenchida e a lava fluiu pelo flanco sudoeste do vulcão. O fluxo de lava também foi visível em uma imagem adquirida no dia 20 de abril logo abaixo do cume.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakura-jima, Kyushu, Japão

O Japanese Meteorological Agency (JMA) informou que durante os dias 1-5 de abril ocorreram três explosões na Cratera Showa do vulcão Sakurajima, que ejetaram tefra a uma distância de até 1,8 km da cratera. Incandescência foi ocasionalmente detectada a noite.

Erupções muito pequenas desde a Cratera Showa ocorreram durante os dias 8-12 de abril. Incandescência na cratera foi detectada a noite. Uma erupção no dia 13 de abril produziu uma pluma de cinzas que ascendeu a 1,8 km acima do nível do mar e foi dispersa na direção sudeste. No dia 17 de abril uma erupção produziu uma pluma de cinzas que atingiu 2,4 km de altitude e foi dispersa na direção leste. Outras três grandes erupções ocorreram entre os dias 19-22 de abril e ejetaram tefra a uma distância máxima de 1,3 km da cratera. Incandescência foi detectada na cratera durante a noite. Entre os dias 22-25 de abril quatro explosões ejetaram tefra a uma distância de até 1,3 km da cratera. Novas explosões nos dias 26, 28 e 29 de abril produziram plumas que ascenderam até 2 km de altitude.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Karangetang (Api Siau), Ilha de Siau, Indonésia

Baseado em dados de imagens de satélites, o Darwin VAAC reportou que no dia 9 de abril uma pluma de cinzas desde o vulcão Karangetang ascendeu até uma altitude de 4,3 km acima do nível do mar e se deslocou por 45 km na direção oeste-noroeste. Lavas pahoehoe se deslocaram por 150 metros e avalanches de rochas se deslocaram por 2 km sobre os flancos do vulcão no mesmo dia.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Lokon-Empug, Sulawesi, Indonésia

Segundo o Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) no dia 3 de abril uma erupção no vulcão Lokon-Empung produziu uma pluma de cinzas que ascendeu até altitudes de 3,5 km acima do nível do mar e se deslocou nas direções sul e sudeste. No dia 8 de abril, outra pluma de cinzas atingiu 4,6 km acima do nível do mar e se deslocou na direção sudoeste. Nenhuma cinza foi detectada em imagens de satélites. No dia 11 de abril uma pluma de cinzas ascendeu até 4,6 km de altura acima do nível do mar e se dispersou na direção sudoeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soputan, Sulawesi, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que a sismicidade no vulcão Soputan aumentou entre janeiro e o dia 18 de abril e, em seguida, aumentou significativamente em 19 de abril. O Nível de Alerta foi elevado para 3 (em uma escala que varia entre 1-4) em 19 de abril. Visitantes e moradores foram proibidos de se aproximar da cratera em um raio de 6,5 km.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Raung, Java, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) reportou que durante o mês de março as plumas de cinzas ascenderam a mais de 400 metros acima do vulcão Raung. Entretanto, a sismicidade diminuiu significativamente no dia 25 de março, e os tremores desapareceram no mês de abril. No dia 5 de abril, o Nível de Alerta foi diminuído para 2 (em uma escala de 1-4). Visitantes e moradores foram alertados para não se aproximarem a menos de 1,8 km da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Manam, Papua Nova Guiné

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) relatou que atividade explosiva Estromboliana foi observada durante o período entre 1-14 de abril a partir da Cratera Sul do vuclão Manam. Durante 1-7 de abril plumas de cinzas ascenderam acima da cratera. Moradores da ilha reportaram ejeções incandescentes de tefra a partir da cratera durante a noite, acompanhadas por ruídos e estrondos. A atividade aumentou em 8 de abril. Atividade Estromboliana foi estável por longos períodos durante os dias 9-11 e 13-14 de abril. Ruídos e estrondos foram relatados por moradores do povoado de Bögia, localizado a 25-30 km a sul-sudoeste de Manam na costa norte do continente. Alguns estrondos em 13 de abril sacudiram casas na vila Dugulava no lado sudoeste da ilha. A maioria dos fragmentos das erupções estrombolianas, incluindo um pequeno volume de lava, foram canalizados no vale sudoeste. Plumas de cinzas ascenderam a 600 m acima da cratera e foram dispersas na direção noroeste. Plumas de vapores esbranquiçados ascenderam da cratera principal durante o período do relatório.

O RVO relatou que o elevado nível de atividade no vulcão Manam continuou em 15 de abril. Plumas de cinzas ascenderam 500 m acima da cratera. Uma forte explosão foi ouvida às 08h e 04min. Por volta das 19h e 50min densas plumas de cinzas atingiram 2 km de altura e afastaram-se na direção sudoeste. À noite, sons tão altos como “motor de jato” foram relatados por moradores em Bögia, 25-30 km a sul-sudoeste de Manam na costa N do continente. Incandescência foi visível dentro da mistura de densas plumas de cinzas e nuvens atmosféricas. Lava foi observada, durante um breve período claro entre as 18h e 00min e às 18h e 50min, fluindo de uma nova abertura no cabeceira do vale sudoeste. Cinzas e escórias caíram na maioria das aldeias entre Dugulava no lado sudoeste da ilha e Kuluguma no lado noroeste. Semelhante atividade continuou durante a primeira metade de 16 de Abril e, em seguida, mudou para suaves emissões de cinzas até 20 de abril. Em 23 de abril, ocasionalmente, densas plumas de vapor branco levantaram-se da cratera.

O RVO relatou no dia 23 de abril que densas plumas de vapor de coloração clara ocasionalmente ascenderam da Cratera Sul do vulcão Manam. Durante os dias 25-28 de abril nuvens de cinzas ascenderam de novo conduto leste do sul da cratera dentro vale sudeste. As nuvens de cinzas ascenderam 600 m e dispersaram-se na direção NW. Sons de explosões foram ouvidos todos os dias, no entanto, entre 07h e 00min e às 19h e 00min de 27 de abril os ruídos tornaram-se frequentes, mais altos e explosivos por natureza, e foram ouvidas no povoado de Bögia, 25-30 km a S-SW do vulcão Manam, localizado na costa norte do continente. Fortes explosões vibraram estruturas na ilha.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Yasur, Vanuatu

No dia 7 de abril, o Vanuatu Geohazards Observatory informou que a atividade explosiva no vulcão Yasur aumentou no dia 2 de abril; explosões tornam-se mais fortes e mais frequentes. Bombas vulcânicas caíram em torno da área do cume, no caminho dos turistas e no estacionamento. Emissões moderadas de cinzas ocorreram nos dias 2, 4 e 5 de abril, e possivelmente continuaram. O  Nível de Alerta foi diminuído para 2 (em uma escala de 0-4).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etorofu-Yakeyama (Grupo Grozny), llha Iturup, Japão/Rússia

O Sakhalin Volcanic Eruption Response Team (SVERT) reportou que no dia 3 de abril, às 7h e 55min, cinzas desde o Grupo Grozny caíram em Kurilsk (23 km a norte) e Kitovy, produzindo depósitos com 2-3 mm de espessura. Entretanto, nuvens impediram observações diretas do vulcão. No próximo dia, imagens de satélites mostraram uma pluma de cinzas que ascendeu 3 km acima do nível do mar e se deslocou nas direções oeste e noroeste. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico foi mantido em amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shiveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou com base em observações visuais e análises de dados de satélite que durante os dias 1-26 de abril um fluxo de lava viscoso continuou a extravasar no flanco leste do domo de lava da cúpula do vulcão Shiveluch, acompanhado por avalanches quentes, incandescência e atividade fumarólica. As imagens de satélite mostraram uma anomalia térmica diária na cúpula de lava. Uma explosão no dia 5 de abril gerou uma pluma de cinzas que ascendeu entre 5,5-6 km acima do nível do mar. O Código de Cores de Alerta permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kizimen, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que 1-26 de abril continuou a ser registrada atividade sísmica moderada no vulcão Kizimen. Vídeos e imagens de satélite mostraram que a lava continua ser extrudida a partir do cume sobre os flancos oeste e leste da montanha, produzindo incandescência no cume, forte atividade de gases e vapores e ocasionais avalanches quentes. Imagens de satélites detectaram diariamente uma anomalia termal sobre o vulcão. O Código de Cores de Aviação permanece em laranja.

O Tokyo VAAC reportou no dia 4 de abril baseado em informações vindas do aeroporto de Yelizovo e análises de imagens de satélites, que uma pluma de cinzas ascendeu a uma altitude de 4,6 km acima do nível do mar e se deslocou na direção sul.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tolbachik, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) relatou que a fissura sul ao longo do lado oeste de Tolbachinsky Dol, um platô de lava localizado sobre o lado sudoeste do vulcão Tolbachik, continuou a produzir fluxos de lavas muito fluídos durante os dias 1-26 de abril, que se deslocaram para os lados sudeste, sul e oeste do platô. Quatro cinder cones continuaram a crescer sobre a fissura sul acima do cone Krasny. Plumas de gases e cinzas ascenderam até uma altitude de 3,5 km acima do nível do mar e foram dispersas em múltiplas direções. Uma muito grande anomalia termal continuou visível diariamente em imagens de satélite sobre a parte norte de Tolbachinsky Dol. O Código de Cores de Aviação permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

 

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