Erupções de Abril de 2018

Nevados del Chillán

O Servicio Nacional de Geologia y Mineria (SERNAGEOMIN) e o Observatório Volcanológico de Los Andes del Sur (OVDAS) reportaram atividade contínua até o dia 5 de abril associado com o crescimento do domo de lava Gil-Cruz na cratera Nicanor do complexo vulcânico Nevados del Chillán. Durante os dias 16-31 de março a rede sísmica registrou 44 eventos vulcano-tectônicos, com magnitude máxima local de 2,6°. Também foram registrados 3.784 terremotos associados com movimento de fluídos dentro do edifício vulcânico, sendo que destes 2.465 terremotos foram eventos de longo período. Um total de 1.229 eventos de tremores foram também detectados. Eventos explosivos totalizaram o número de 765, principalmente acompanhados de emissões de gás magmático e/ou sinais acústicos registrados por microfones posicionados no s flancos do vulcão. Pressão acústica desde as explosões aumentaram no dia 24 de março e culminaram com duas maiores explosões nos dias 30 e 31 de março, sendo as pressões mais elevadas desde aquelas registradas desde a emergência do domo vulcânico. Imagens de câmeras de vídeo mostraram principalmente emissões de gases associadas com explosões, que alcançaram até 2 km acima da margem da cratera. Incandescência associada com algumas explosões foi esporadicamente visível à noite.

Durante um sobrevoo no dia 3 de abril cientistas observaram intermitentes emissões ascendendo desde uma fissura com tendência SE-NO sobre a superfície do domo de lava. Eles também notaram depósitos de fragmentos vulcânicos de tamanho lapili até uma distância de 1 km desde o conduto. Apesar de que tenha sido visível uma subsidência na parte central do domo de lava, a estrutura do domo cresceu quando comparado à última observação no dia 11 de março. O domo se estendeu na direção leste da margem da cratera Nicanor e está mais elevado do que a margem da cratera, e com forma circular. A temperatura máxima da superfície do domo foi medida em 670° Celsius. O SENARGEOMIN-OVDAS informou que a diminuição nos eventos sísmicos diários (sugerindo pressurização), duas explosões significantes e o crescimento do domo (ficando mais elevado que a margem da cratera) levou ao aumento do nível de alerta para laranja, o segundo nível mais elevado em uma escala de quatro cores.

O SERNAGEOMIN e o OVDAS relataram que a atividade continuou durante os dias 17-18 de abril associada ao crescimento do domo de lava denominado Gil-Cruz dentro da cratera Nicanor do vulcão Nevados de Chillán. A sismicidade consistiu de eventos de longo período e tremores associados com explosões. A webcam registrou emissões pulsatórias de gás, com possíveis cinzas associadas, incandescência noturna, e intermitente ejeção de fragmentos balísticos desde as explosões. O nível de alerta permaneceu em laranja, o segundo nível mais elevado em uma escala de 4 cores.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Reventador, Equador

Durante o período entre 24 de abril-1 de maio, o Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) reportou um elevado nível de atividade sísmica incluindo explosões, terremotos de longo período, tremores harmônicos e sinais sísmicos indicando emissões no vulcão Reventador. Vapores, gases e plumas de cinzas algumas vezes ascenderam a mais de 1 km acima da margem da cratera, sendo dispersas nas direções nordeste, noroeste e oeste. Blocos incandescentes rolaram por até 800 metros pelos flancos da montanha no dia 27 de abril, e um pequeno fluxo piroclástico percorreu o flanco leste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacionald de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que as explosões durante os dias 7-10 de abril no vulcão Fuego geraram plumas de cinzas que ascenderam a uma altura de 1,1 km e se deslocaram por 10-15 km nas direções sudoeste e sul. Algumas vezes, as explosões foram acompanhadas por fracas ondas de choque. Material incandescente foi ejetado a mais de 200 metros acima da margem da cratera, e geraram avalanches de material em diversas localidades nos setores oeste, sudoeste, sul e sudeste da montanha.

O INSIVUMEH reportou que no dia 9 de abril um lahar se formou na drenagem Seca no flanco oeste do vulcão Fuego. O fluxo de lama teve 10 metros de largura, 1,5m de profundidade e uma consistência próxima a de um cimento em formação. Explosões durante os dias 12-13 de abril geraram plumas de cinzas que ascenderam a 1 km e foram dispersas por uma distância de 15 km nas direções sudoeste e oeste. Material incandescente foi ejetado a uma altura de 300 metros acima da margem da cratera e gerou avalanches nas ravinas dos setores oeste, sudoeste, sudeste e leste. Cinzas caíram em áreas situadas a uma distância de até 12 km do vulcão nos mesmos setores acima.

A atividade aumentou no dia 14 e permaneceu elevada até o dia 17 de abril. Explosões moderadas a fortes foram detectadas a uma taxa de 6-9/hora, e algumas vezes produziram ondas de choque que fizeram vibrar as casas nos povoados de Morelia e Panimaché. Densas plumas de cinzas atingiram 1,1 km de altura e se deslocaram por 20 km nas direções oeste, sul e sudeste. Material incandescente foi arremessado a uma altura de 300 metros acima da margem da cratera e gerou avalanches na área da cratera. Queda de cinzas foi reportada em áreas a favor do vento. A taxa das explosões aumentou para 7-10/hora no dia 16 de abril, novamente fazendo as construções nos povoados próximos vibrar. Um fluxo de lava se deslocou por 1,3 km pela drenagem Seca, situada no flanco oeste do vulcão.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Pacaya, Guatemala

O Instituto Nacionald de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (INSIVUMEH) informou que explosões do tipo Estrombolianas durante os dias 7-10 de abril na Cratera Mackenney ejetou material a 40 metros acima da margem da cratera. Fluxos de lava se deslocaram por 250 metros pelo flanco noroeste, 200 metros pelo flanco oeste e 150 metros no flanco sudoeste.

O INSIVUMEH reportou aumento na atividade na cratera Mackenney durante os períodos de 18-19 e 21-23 de abril. Explosões do tipo Estrombolianas ejetaram material a 50 metros acima da margem da cratera e quatro fluxos de lavas se deslocaram por 200-500 metros pelos flancos sudoeste, oeste e noroeste.

A sismicidade aumentou nos dias 27-28 de abril segundo o INSIVUMEH, e moderadas a fortes explosões ejetaram material a 150 metros acima da margem da cratera. Lava originada desde a fissura 2010 percorreu 500 metros na direção noroeste. Materiais ejetados preencheram a cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Stromboli, Ilha de Stromboli, Itália

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo (INGV) reportou uma intensa sequência explosiva ocorreu nos condutos da área da cratera sul-central do vulcão Stromboli  no dia 24 de abril. A primeira explosão, registrada às 11h05min, ejetou quantidade abundante de cinzas, materiais incandescentes e grandes blocos até 250 metros de altura que caíram sobre a área do cume e ao longo de Sciara del Fuoco. Um evento explosivo às 11h06min foi caracterizado por modestas fontes de lava. O último evento, registrado às 11h10min, ejetou material piroclástico, mas foi menos intensa do que o primeiro evento. Uma pluma de cinzas foi rapidamente dispersa na direção sudeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakurajima, Kyushu, Japão

O Japan Meteorological Agency (JMA) informou que ocorreram 16 eventos na cratera Minamidake do vulcão Sakurajima localizado dentro da Caldeira Aira durante o período de 26 de março a 2 de abril, 12 dos quais foram explosivos. Tefra foi ejetada a 900 m da cratera. No dia 26 de março, às 15h41min, uma explosão gerou uma nuvem de cinzas que atingiu 3,4 km acima da borda da cratera. Outra explosão registrada às 07h40min do dia 1 de abril produziu uma nuvem de cinzas que ascendeu a 3 km de altura. Incandescência na cratera foi visível na manhã de 27 de março e na noite de 30 de março para 1 de abril.

Durante o período de 30 de março a 2 de abril, ocorreram três eventos na cratera Showa. Um evento às 16h11min de 1 de abril ejetou tefra a 300-500 m da cratera, e produziu um fluxo piroclástico muito pequeno (o primeiro desde 3 de junho de 2016) que se deslocou por 800 m na direção leste. Uma pluma ascendeu a 1,7 km acima da borda da cratera. A erupção anterior na cratera Showa ocorreu em 8 de janeiro. O nível de alerta permaneceu em 3 (em uma escala de 5 níveis).

O JMA informou que ocorreram 10 explosões na cratera Minamidake durante os dias 2 a 9 de abril. Tefra foi ejetada a uma distância de 1,1 km desde a cratera e plumas ascenderam a 3,4 km de altura acima da margem da cratera. Um evento na cratera Showa gerou uma pluma que ascendeu 1,3 km. Uma explosão às 09h09min do dia 9 de abril na cratera Minamidake ejetou grande matacões a uma distância de 1,3 km e produziu uma pluma de cinzas que ascendeu 1 km. O nível de alerta permaneceu em 3 (em uma escala de 5 níveis).

O mesmo JMA relatou que houve 22 explosões na cratera Minamidake durante o período entre 9-23 de abril. Tefra foi ejetada a uma distância de 1,3 km desde a cratera e pluma ascenderam a 3,3 km de altura acima da margem da cratera. Incandescência foi visível em várias noites.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kirishimayama, Kyushu, Japão

O Japan Meteorological Agency (JMA) reportou que uma erupção explosiva ocorreu às 05h31min  do dia 5 de abril, em um estratovulcão do grupo vulcânico Kirishimayama, gerando uma pluma de cinzas que ascendeu 8 km acima da margem da cratera. De acordo com informações de mídia impressa foi observado raios na pluma de cinzas. O JMA notou que tefra vulcânica foi ejetada a uma distância de 1,1 km desde o conduto, e um fluxo piroclástico se deslocou por 800 metros pelo flanco sul da montanha vulcânica. As emissões de dióxido de enxofre aumentaram para 1.400 toneladas/dia, diferentemente das 300 toneladas/dia medidas no dia 28 de março. A erupção possivelmente cessou por volta das 07h15min. Durante um sobrevoo durante aquele dia os cientistas confirmaram uma grande quantidade de cinzas em diversos povoados (Kobayashi, Miyazaki, Takahara e Kumamoto). Plumas esbranquiçadas ascenderam 200 metros durante os dias 6-9 de abril. O nível de alerta permanece em 3 (em uma escala que varia de 1 a 5).

Uma erupção explosiva em Iwo-yama (também chamado Ioyama, flanco NW de Karakuni-dake), um estratovulcão do grupo vulcânico de Kirishimayama, ocorreu às 15h55min do dia 19 de abril, levando a JMA a elevar o nível de alerta para 3 (em uma escala de 1 a 5). Esta foi a primeira erupção nessa área desde 1768; atividade freqüente e recente ocorreu em Shinmoedake (pico de Shinmoe). Plumas de cinza ascenderam até 500 m acima de novos condutos na parte sudeste da cratera, e uma grande quantidade de tefra foi ejetada, incluindo blocos e matacões, e depositada ao redor da área da cratera. Webcams mostraram expansão dos condutos até as 21h00min. Uma nova fumarola foi observada às 16h30min do dia 20 de abril nas proximidades da rodovia, no lado oeste de Iwo-yama. Durante sobrevôos em 20 e 21 de abril, os cientistas observaram múltiplos condutos com emissões fumarólicas e ejecções intermitentes de água lamacenta cinza-acinzentada. A atividade continuou até 23 de abril.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sinabung, Indonésia

Foi reportado uma erupção no vulcão Sinabung às 16h07min do dia 6 de abril que gerou uma pluma de cinzas que ascendeu 5 km  acima da cratera e um fluxo piroclástico que se deslocou pelos flancos sudeste e sudoeste do vulcão por uma distância de 3,5 km. O nível de alerta permaneceu em 4 (em uma escala que varia entre 1 e 4), com uma zona de exclusão geral de 3 km, mas com extensões de 7 km no setor sul-sudeste e 4 km no setor norte-nordeste. Cinzas caíram em centenas de hectares de zonas agriculturalmente produtivas no norte de Sumatra e provocou o fechamento do aeroporto da região no dia 7 de abril.

Um fluxo piroclástico ocorreu no dia 12 de abril, às 16h55min, formando uma pluma de cinzas que foi dispersa na direção sudoeste-oeste. Eventos explosivos foram detectados nos dias 12 e 15 de abril. Um evento no dia 20 de abril, às 16h04min, produziu uma pluma de cinzas (que ascendeu 3 km de altura) e fluxos piroclásticos que percorreram 1 km pelos flancos leste, sudeste, oeste e noroeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

Durante os dias 4-17 de abril, o US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) reportaram que o lago de lava continua a flutuar e emitir respingos de lava na Cratera Overlook. Fluxos de lava foram ativos acima da região de Pulama Pali. Câmeras de vídeo registraram respingos de lava desde um pequeno lago de lava localizado no lado oeste da Cratera Pu’u ‘O’o. O fluxo de lava desde um conduto na parte sudeste do assoalho da cratera continuou a se expandir até o dia 6 de abril. Um evento de queda de rochas às 10h28min do dia 6 de abril disparou uma explosão no lago de lava, danificando o sistema de vigilância da margem da cratera. No dia 11 de abril, um moderado enxame de 200 terremotos ocorreu em profundidades entre 7-9 km abaixo do cume. O maior dos eventos mediu 2,4° de magnitude. A sismicidade retornou aos níveis normais às 02h30min. Três pequenos colapsos da margem da cratera foram detectados no dia 12 de abril e fluxos de lava foram ativos na região de Pulama pali.  No dia 16 de abril o nível do lago estava 10 metros abaixo da margem da cratera Overlook.

Durante o período de 18 a 24 de abril, o HVO informou que o lago de lava continuou a flutuar e emitir respingos de lava na Cratera Overlook do vulcão Kilauea. O nível do lago estava alto e, no final de 21 de abril, transbordou sobre a borda sul da cratera. A partir do meio-dia de 23 de abril, os novos fluxos cobriram 16 hectares do assoalho da cratera, ou cerca de 30%. Transbordamentos da borda da cratera continuaram até 24 de abril, chegando a 375 m nas partes N, SO e S do piso da cratera. O HVO observou que os transbordamentos foram os primeiros significativos desde maio de 2015.

Os fluxos de lava superficial estavam ativos acima de Pulama pali. Em 18 de abril, os geólogos observaram o fosso do lado oeste da cratera de Pu’u’Oo, notando que os transbordamentos  promoveram o crescimento da borda da cratera a vários metros acima do assoalho da cratera e 7 m mais elevados em relação ao final de março.

Durante o período entre 25 de abril e 1 de maio, o HVO relatou que o lago de lava continuou a flutuar e emitir respingos de lava (spattering) na cratera Overlook do vulcão Kilauea. O nível do lago de lava estava elevado o suficiente para produzir fluxos de lavas sobre o assoalho da cratera Halema’uma’u até o dia 27 de abril, mas depois Caiu para 15 metros abaixo da nova margem elevada. O nível do lago voltou a ascender, mas ficando abaixo da margem da cratera. Em torno de 2/3 do assoalho da cratera foi coberta por novos fluxos de lava desde o dia 21 de abril.

Fluxos de lava do episódio 61 estiveram ativos acima de Pulama pali, a uma distância de 2 km do conduto ativo. Um marcante aumento na sismicidade e deformação do terreno na Cratera Pu’u ‘O’o foi detectada logo após as 14h do dia 30 de abril, seguindo a semanas de soerguimento e aumentos no nível de lava dentro do cone. Em poucos minutos uma câmera de vídeo localizada na margem da cratera registrou o primeiro de dois colapsos do assoalho da cratera; o segundo colapso começou às 15h20min e persistiu por uma hora.

Ainda que as condições de mau tempo tenham inibido novas imagens, a webcam registrou pequenas explosões no lado oeste da cratera quando o assoalho colapsou. A sismicidade permaneceu elevada, ainda que a deformação do terreno tenha diminuído significativamente. Uma grande quantidade de cinzas vermelhas foi produzida durante os colapsos, e depositadas em torno da cratera, bem como em áreas soerguidas de Mauna Ulu.

Seguindo aos colapsos do assoalho da cratera Pu’u ‘O’o’, a sismicidade e a deformação do terreno aumentaram ao longo de uma grande seção da Zona de Rifte Leste, em uma área de 9-16 km, indicando uma intrusão de magma. No dia 1° de maio a atividade tinha diminuído significativamente. Durante um sobrevoo naquele dia, uma nova rachadura com 1 km de comprimento, quase contínua, foi observada na parte oeste de Pu’u ‘O’o’. A rachadura estava fumegante e alinhada em um segmento com pequenos núcleos de emissão de lava e respingos (spatter).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Piton de la Fournaise, Ilha de Reunião, Oceano Índico

Segundo o Observatoire Volcanologique du Piton de la Fournaise (OVPF) uma crise sísmica começou às 03h00min do dia 3 de abril e, juntamente com a deformação do edifício vulcânico, indicou a migração do magma para a superfície. Uma erupção começou às 10h40min no flanco de norte do vulcão, logo abaixo da área de Nez Coupé de Sainte Rose. Durante um sobrevoo, cientistas observaram uma fissura de 1 km de comprimento, dividida em sete segmentos, com duas aberturas ativas produzindo fontes de lava. Às 16h00min, muitos deslizamentos de terra foram registrados pela rede sísmica na área ativa. A erupção terminou às 4h00min de 4 de abril, embora alguns deslizamentos de terra tenham sido registrados até 15h30min.

Fotos da erupção podem ser encontradas em IMAZPRESS

Fluxos de lava emergindo da fissura eruptiva – FOTO – IMAZPRESS

O OVPF reportou que a sismicidade no vulcão Piton de la Fournaise aumentou no dia 21 de abril, e significativamente no dia 23 de abril. Uma crise sísmica que começou no dia 27 de abril, às 20h15min, foi acompanhada por rápida deformação, indicando migração de magma em direção a superfície. O começo dos tremores as 23h50min marcava o começo da erupção, ainda que a primeira confirmação visual da erupção foi registrada pelas câmeras de vídeo a 00h15 de 28 de abril.

A erupção ocorreu desde fissuras em Rivals Crater, e no flanco sudoeste da cratera Dolomieu. Durante um sobrevoo em torno das 08h30min, cientistas notaram que quatro fissuras tinham sido abertas, uma das quais intersectaram a cratera. Fontes de lavas, com menos do que 30 metros de altura, se formaram desde o inteiro comprimento da quarta fissura, que foi de 300 metros de comprimento. Vários pequenos fluxos formaram um grande fluxo de lava que percorreu entre 200-300 metros na direção sul de Enclos Fouqué.

Tremores diminuíram continuamente através daquele dia, e no final daquele dia o fluxo de lava tinha 300 metros de comprimento. Durante os dias 29-30 de abril os níveis de tremores foram relativamente estáveis, com algumas poucas flutuações relacionadas a variações morfológicas no sítio eruptivo tais como a construção do cone. Durante um sobrevoo no dia 30 de abril cientistas observaram três condutos ativos. O conduto localizado mais a sul, com 5 metros de altura, estava a maior parte obstruído, embora ainda continuasse a produzir fluxos de lava. O cone intermediário e mais ativo estava com 30-40 metros de comprimento e 10-15 metros de altura, e tinha um lago de lava. Grandes bolhas de lava ascenderam desde o lago e explodiam na forma de fontes de lava. Fontes de lava no conduto localizado mais a norte não ascenderam mais do que 15 metros de altura. Fluxos de lava tinham se deslocado por 150 metros e 1,2 km.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Ambae, Vanuatu

Baseado em observações de satélites, câmeras de vídeo, pilotos de aeronaves e do Vanuatu Geohazards Observatory (VGO), o Wellington VAAC informou que plumas de cinzas desde o conduto Lake Voui no vulcão Ambae ascenderam até altitudes de 1,8-4,9 km acima do nível do mar durante os dias 11-14 de abril, e foram dispersas nas direções norte, noroeste, oeste e sudeste. Novas informações no dia 12 de abril mostram que a queda de cinzas foi efetiva na parte norte do vulcão, com fotos mostrando espessos depósitos de queda de cinzas sobre casas e terras agrícolas, e houve informações de contaminação do abastecimento de água. No dia 15 de abril, o Wellington VAAC reportou que a erupção tinha acabado. O Nível de Alerta permaneceu em 3 (em uma escala que varia entre 0-5).

O VGO reportou que a erupção desde um cone interno ao lago do vulcão Ambae continuou até o dia 23 de abril, com emissões de cinzas e algumas fontes de lava. Cinzas, escórias e chuva ácida caíram sobre a ilha. Observações no dia 21 de abril confirmaram que o cone tinha crescido, e que a cratera no centro do cone estava maior; um pequeno lago estava presente na cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 

©2018 VULCANOtícias     -     Erupções | Vulcanologia | FotografiasFale Conosco

 

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?