Erupções de Agosto de 1999

Cerro Negro, Nicaragua

7 de agosto de 1999

No dia 5 de agosto de 1999, o vulcão Cerro Negro, um dos mais ativos da Nicarágua, entrou em erupção. Agências de notícias reportaram poderosa atividade explosiva formando uma coluna de erupção que ascendeu quilômetros acima da cratera do vulcão, e três novos condutos eruptivos sobre o flanco leste do vulcão que emitiam fragmentos piroclásticos e "lava". De acordo com estas fontes, milhares de pessoas deixaram suas casas próximas ao vulcão, devido a forte sismicidade que acompanhou a erupção.

5 de agosto de 1999

O vulcão Cerro Negro erupcionou esta manhã por volta das 10 h com as nuvens de cinzas atingindo a altura de 700 m aproximadamente. Queda de cinzas foi observada em alguns lugarejos a sudoeste do vulcão. A atividade vulcânica teve sua origem em quatro novos condutos externos a principal cratera, muito perto de uma outra cratera parasítica (denominada de Cristo Rey) sobre o flanco sul do Cerro Negro. Os condutos formaram cones em torno de 40 m de altura durante o dia, sendo que a atividade vulcânica foi alternada nos novos cones. Foram noticiadas explosões com intervalo de poucos segundos entre sí, e fontes de lava que atingiram em torno de 300 m de altura. Vulcanólogos do INETER mediram temperaturas da lava ao redor de 1.500° C.

Na noite anterior (4 de agosto), uma forte atividade sísmica ocorreu perto do vulcão e terremotos com magnitudes de 4,8 graus na Escala Richter foram sentidos na região noroeste da Nicarágua, especialmente nas cidades de Léon (20 km), Chinandega (40 km) e Manágua (70 km). Pessoas que vivem a até um quilômetro de distância do vulcão noticiaram que a atividade sísmica foi extremamente forte durante a noite, sendo que perto de suas casas apareceram fissuras no solo que liberavam calor do seu interior.

Nesta mesma noite, a rede sísmica nicaragüense registrou centenas de fortes tremores na estação sísmica localizada nas encostas do vulcão e também na estação MIRAMAR (7 km). Sem perda de tempo o INETER informou a Defesa Civil e outras instituições sobre estes eventos. Oficiais da Defesa Civil visitaram o vulcão no início da manhã do dia 5, mas não observaram sinais de atividade vulcânica, entretanto, começaram, mesmo assim, os preparativos para evacuação eventual das vilas próximas. Quando chegou a informação do começo da erupção (às 10hs), eles então prosseguiram com os procedimentos do plano de evacuação. Durante o dia, muitas centenas de pessoas foram retiradas da região próxima ao vulcão. O governo nicaragüense, administradores locais, defesa civil e exército nicaragüense fizeram reuniões de emergência e informaram ao público sobre os preparativos no caso de uma intensificação da erupção. A última erupção do vulcão Cerro Negro tinha ocorrido em novembro e dezembro de 1995.

11 de agosto de 1999

A espetacular erupção do vulcão Cerro Negro na Nicarágua, iniciada no dia 5 de agosto, terminou somente dois dias após. No amanhecer do dia 7 de agosto, as novas crateras que formaram-se no lado sudeste e sul-sudoeste do vulcão foram encontrados quietas, mas o alerta foi mantido por causa que um possível retorno da atividade vulcânica não poderia ser descartado. No curso da erupção, dois novos cones cresceram ao redor dos condutos do flanco do vulcão, que eventualmente alcançaram alturas em torno de 50 m acima da sua base. Nenhuma atividade foi observada na cratera principal do vulcão, que erupcionou pela última vez em 1995. A erupção foi precedida e acompanhada por vigorosa atividade sísmica que causou danos a muitas casas e grande ansiedade e preocupação na população local. Milhares de pessoas foram evacuadas para abrigos temporários.

Fonte: Societe Volcanologique Europeenne e Smithsonian Institution – Global Volcanism Program

Fuego, Guatemala

3 de agosto de 1999

O vulcão Fuego permanece sismicamente inquieto. Um ponto quente foi identificado por imagem de satélite e pode ser responsável por eventuais eventos de emissões de cinzas.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Fuego de Colima, México

3 de agosto de 1999

O vulcão Fuego de Colima, seguindo a erupção de 29 de julho, continua a mostrar altos níveis sísmicos acompanhados por explosões (moderadas) periódicas ou eventos fumarólicos.

7 de agosto de 1999

O vulcão Fuego de Colima tem mostrado um baixo nível de atividade nos últimos dias, com os eventos de atividade fumarólica e explosões ocorrendo a razão de aproximadamente 6 por dia, mas a intensidade tem decrescido.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Guagua Pichincha, Equador

3 de agosto de 1999

Uma forte erupção freática ocorreu no vulcão Guagua Pichincha no dia 2 de agosto, às 11 h e 31 min, provocando a formação de uma coluna de cinzas que ascendeu 2 km de altura. O conduto eruptivo deste evento foi a nova cratera sobre a parte W do domo. Este evento foi precedido por um nível pequeno de atividade fumarólica, e foi seguida por um aumento desta atividade fumarólica.

7 de agosto de 1999

Uma pequena erupção freática ocorreu no dia 7 de agosto às 14 h e 05 min, que foi seguida por 40 minutos de tremores sísmicos. Atividade fumarólica continua ocorrendo nas crateras formadas nas erupções de 1981 e 6 de julho de 1999, mas a um nível reduzido quando comparado ao início deste ano.

16 de agosto de 1999

Nos dias 10 e 12 de agosto ocorreram erupções freáticas que depositaram uma fina camada de cinzas sobre a vegetação no lado oeste do domo. No dia 16 de agosto, às 21 h e 09 min, ocorreu uma pequena erupção freática, que foi seguida por uma hora de tremores sísmicos. As erupções mais recentes tem ocorrido a partir do lado oeste do domo. O rio Cristal tem tornado-se lamoso a partir das recentes quedas de cinzas.

27 de agosto de 1999

No dia 23 de agosto ocorreu uma pequena erupção freática, que não foi seguida por tremores sísmicos. Às 08 h e 07 min do dia 24 de agosto ocorreu uma grande erupção, que resultou na formação de uma coluna de erupção com forma de cogumelo. Esta nuvem ascendeu até 6 km acima do nível do mar provocando a queda de cinzas no lado sul do vulcão. A explosão foi seguida por dois eventos menores, que formaram uma pluma de erupção com ao redor de 3 km de altura, sendo acompanhados por tremores sísmicos. Fortes atividades fumarólicas nas crateras formadas em 1981 e 1999 na parte oeste do domo foram notadas a seguir.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Karymsky, Kamchatka, Rússia

5 de agosto de 1999

Desde o dia 5 de agosto, a sismicidade no interior do vulcão Karymsky tem aumentado. Após 10 dias de pequena atividade, mais de 15 explosões de gases ocorreram, acompanhadas com possíveis formações de fluxos piroclásticos.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Kuchinoerabu-Jima (Monte Shindake), Japão

28 de agosto de 1999

Avisos vulcânicos foram emitidos na quinta-feira quando o vulcão japonês Kuchinoerabu-Jima (Monte Shindake), situado na ilha Kuchinoerabu-Jima, começou a mostrar sinais de aumento de atividade. Entretanto, nenhuma evacuação imediata foi ordenada. Os 160 residentes da ilha foram advertidos para observar qualquer mudança na atividade do vulcão.

Fonte: Societe Volcanologique Europeenne
 

Lopevi, Vanuatu

4 de agosto de 1999

Uma nova atividade explosiva começou no dia 2 de agosto no vulcão Lopevi, seguindo a um longo período de atividade fumarólica (desde janeiro de 1999) caracterizada por emissões episódicas de pequenas plumas de cinzas acima da cratera principal. As erupções foram acompanhadas por ejeções de cinzas e produziram colunas de cinzas que ascenderam em torno de 1.000 m acima do vulcão.

Fonte: Societe Volcanologique Europeenne
 

Marapi, Sumatra, Indonésia

5 de agosto de 1999

Uma violenta explosão ocorreu no vulcão Marapi no dia 5 de agosto, às 07 h e 20 min da manhã, produzindo uma pluma de erupção de cinzas com cor negra e aproximadamente de 1.000 m de altura. Cinzas finas caíram a 1 km de distância sobre o lado leste do vulcão às 07 h e 45 min. Dois grupos de pessoas estavam perto da cratera. O primeiro grupo de Indonésios que estavam perto do lado oeste foram resgatados com segurança. Três pessoas do segundo grupo (1 Indonésio e 2 Franceses) que estavam na margem leste da cratera, foram feridos (ferimentos e queimaduras na face, crânio, braços e mãos). Eles disseram que foram arremessados para baixo pelo sopro da explosão. Bombas com muitas dezenas de centímetros foram ejetados ao redor da cratera.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Semeru, Java, Indonésia

16 de agosto de 1999

O vulcão Semeru foi ativo nos dias 15 e 16 de agosto, alternando períodos de muitas horas de repouso com períodos de muitas horas de atividade. Durante estas, as explosões foram espaçadas por intervalos de 15 minutos até 1 hora. A primeira explosão de cada período foi sempre a mais forte, com uma pluma de erupção ascendendo a 1.000 m de altura, e então a intensidade das seguintes diminuía, produzindo colunas de 300 m de altura.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

4 de agosto de 1999

Uma explosão ocorreu no início da noite de 3 de agosto, às 07 h e 38 min, com a nuvem de cinzas alcançando aproximadamente 5.000 m e moveu-se para oeste sobre Plymouth, sendo que as estações sísmicas registraram contínua queda de cinzas após este evento. O domo foi substancialmente modificado pelos colapsos e explosões das últimas três semanas. Um profundo sulco foi formado na face norte do domo, unindo-se a grande cicatriz de colapso que formou-se em julho de 1998, isolando a grande massa de lava na cabeceira do Vale Gages. Um pequeno conduto foi aberto na face norte. Medidas de fluxo de SO2 por instrumentos COSPEC indicam valores de apenas uma centena de toneladas por dia. Dados de GPS indicam níveis reduzidos de deformação.

Fonte: Societe Volcanologique Europeenne
 

Stromboli, Ilha de Stromboli, Itália

28 de agosto de 1999

No dia 26 de agosto, à 00 h e 58 min, uma nova explosão foi observada no vulcão Stromboli. Tudo começou com uma explosão normal na cratera 3 que foi seguida por uma detonação mais intensa na cratera 1. Então, após um tremor, formou-se um evento paroxismal no conduto em frente da cratera 2.

Devido as explosões, dez turistas solicitaram atendimento médico (5 italianos, 2 alemães e 3 franceses). Todos estavam levemente feridos, a maior parte devido a rápida corrida para longe das crateras. Um homem que estava no interior do seu saco de dormir foi levemente queimado pelos fragmentos piroclásticos que caíram.

Fonte: Stromboli On-Line
 

Taal, Filipinas

2 de agosto de 1999

O aumento da atividade geotermal no vulcão Taal continuou com prolongados eventos de geyser de lama e terremotos vulcânicos. Esta atividade pode ser devido a fortes chuvas que interagiram com o calor subterrâneo. Eventos de geyser de lama no dia 1 de agosto duraram nove horas, e foram acompanhados por três terremotos vulcânicos e algumas erupções de vapores. O Instituto Vulcanológico das Filipinas (Phivolcs) mantiveram o nível de alerta 1 para o vulcão Taal, e tem afastado os visitantes da área da cratera principal.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Telica, Nicaragua

12 de agosto de 1999

O vulcão nicaragüense Telica rugiu novamente na quarta-feira, expelindo cinzas quentes e rochas na segunda erupção dentro de uma semana. A erupção formou uma pluma de erupção que cobriu os vilarejos próximos com cinzas. A atividade do vulcão tem aumentado desde o mês passado, após ele formar uma pluma de fumaça em junho.

Fonte: Societe Volcanologique Europeenne
 

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