Erupções de Agosto de 2010

Galeras, Colômbia

O Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS) relatou que um enxame de terremotos começou no vulcão Galeras no dia 20 de agosto foi precedida por um aumento nas emissões gasosas alguns dias antes. Durante os dias 21-22 de agosto a sismicidade permaneceu elevada. Cinco terremotos vulcano-tectônicos foram sentidos pelos residentes locais e provocaram a vibração das janelas. Eles foram localizados dentro um raio de 300-900 metros da cratera e a uma profundidade menor do que 2 km. O maior evento foi de 4,3 graus de magnitude. No dia 23 de agosto um terremoto de 4,6 graus de magnitude foi localizado a E do vulcão Galeras, a uma profundidade de 2 km. O Nível de Alerta foi "elevado" para II (laranja; “provável erupção em questão de dias ou semanas”).

A erupção começou em 25 de agosto, às 4h da madrugada, o que levou o INGEOMINAS a "aumentar" o Nível de Alerta para I (vermelho; “erupção iminente ou em progresso”). A cobertura de nuvens impediu inicialmente observações visuais da região do cume, ainda que uma pluma eruptiva fosse vista entre as nuvens, e anomalias termais foram detectadas por uma câmera de infravermelho. A sismicidade associada com a erupção continuou por um período de aproximadamente 12 horas e gradualmente declinou durante a tarde daquele mesmo dia.

O Nível de Alerta foi "diminuído" para II (laranja; “provável erupção em questão de dias ou semanas”). Cientistas durante um sobrevoo sobre o vulcão observaram emissões de gases e cinzas desde múltiplas áreas do cone ativo e anomalias termais foram detectadas sobre o lado norte do cone. Queda de cinzas foi reportada em áreas entre 7-12 km a noroeste da montanha, mas atingiram distâncias de até 30 km. Jornais locais informaram que em torno de 7.000 pessoas foram requisitadas a se retirar para locais mais seguros, mas somente alguns deixaram suas casas. Durante os dias 26-31 de agosto, no mínimo 12 terremotos, de magnitudes de 2,4 graus, foram localizados dentro de um raio de 2 km em torno da cratera, em profundidades não maiores do que 3 km. Plumas gasosas se deslocaram para NW, e depois para S.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que lahars foram formados nos rios Nima I, Nima II e San Isidro, carregando árvores e blocos com até 2 metros de diâmetro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

Durante os dias 12-17 de agosto, o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) informou que explosões desde o vulcão Fuego produziram plumas de cinzas que se elevaram até altitudes de 4,1-4,7 km acima do nível do mar e se deslocaram para W e NW. Ruídos e sons de ejeção de gases foram associados com as explosões. Na noite entre 15-16 de agosto explosões ejetaram material incandescente a 100 metros de altura acima da cratera. No dia 17 de agosto, blocos rolaram pelos flancos da montanha.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Arenal, Costa Rica

O Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) reportou que durante o mês de agosto a atividade originada na Cratera C do vulcão Arenal consistiu de emissões gasosas, esporádicas erupções Estrombolianas e avalanches ocasionais. Algumas das erupções Estrombolianas fizeram vibrar as janelas das construções localizadas até 6,5 km a nordeste do centro vulcânico. Avalanches de blocos desceram os flancos N e NE. Chuva ácida e pequenas quantidades de material piroclástico ejetado afetaram os flancos E, NE e SE. A Cratera D produziu somente atividade fumarólica.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

O Montserrat Volcano Observatory (MVO) reportou que emissão de vapores e cinzas e eventos de queda de rochas do domo de lava foram observados durante os dias 6-13 de agosto. A maior parte da atividade foi focalizada na cicatriz de colapso e em Gages valley na direção W. No dia 6 de agosto, uma pequena pluma de cinzas se elevou 1 km acima do domo de lava e no dia 8 de agosto um fluxo piroclástico percorreu Gages valley.

O MVO informou que a maior parte dos eventos de queda de rochas e fluxos piroclásticos detectados durante os dias 13-20 de agosto foram originados desde o lado W do domo de lava e se deslocaram por Gages valley. Os fluxos piroclásticos percorreram uma distância menor do que 2 km e produziu fracas nuvens de cinzas convectivas. Um pequeno lahar se formou em Belham valley no dia 19 de agosto.

Durante o período entre 20-27 de agosto o MVO reportou que a maior parte dos eventos de queda de rochas e fluxos piroclásticos foi originada a partir de uma face vertical do lado Se do domo de lava e se deslocaram para oeste através de Gages valley e para leste por Tar River valley. Os fluxos piroclásticos se deslocaram por não mais de 1,5 km e produziram nuvens de cinzas fracamente convectivas que se elevaram algumas centenas de metros. O Nìvel de Alerta permaneceu em 3.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sicília, Itália

O Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia Sezione di Catania (INGV-CT) reportou que no dia 25 de agosto uma fortíssima explosão na Cratera Bocca Nuova, situada no cume do vulcão Etna, iniciou uma série de emissões de cinzas, que continuaram por 20 minutos, mas com uma decrescente diminuição na sua força. Uma câmera termal localizada na região de La Montagnola, 3 km ao sul das crateras do cume, mostrou material quente sendo ejetado pelas explosões e uma coluna de cinzas com forma de couve-flor de coloração cinza escura que ascendeu aproximadamente por 1 km e se deslocou para leste. Queda de cinzas foi reportada em áreas a SE desde o vulcão Etna até a cidade de Catânia (27 km ao sul). Uma inspeção na próxima manhã revelou que a parede oeste do conduto BN-1 da Cratera Bocca Nuova colapsou. Durante os dias 25-29 de agosto foi registrado um total de sete explosões.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Taal, Luzon, Filipinas

O Philippine Institute of Volcanology and Seismology (PHIVOLCS) reportou que observações durante as prévias oito semanas após o Nível de Alerta do vulcão Taal ter sido elevado para 2 (em uma escala que varia entre 0-5) no dia 8 de junho. Medições da temperatura no lago interno a principal cratera verificaram que esta não aumentou desde o dia 8 de junho, permanecendo entre 330 e 340 graus Celsius. O número de terremotos registrados diariamente gradualmente declinou para níveis normais no começo da segunda semana de julho. A atividade hidrotermal nos lados N e NE da principal cratera e na região de Daang Kastila também diminuiu. Medições de nivelamento de precisão conduzidas durante os dias 13-21 de julho ao longo dos flancos NE, SE e SW detectaram inflação mínima. No dia 2 de agosto, o PHIVOLCS diminuiu o Nível de Alerta para 1.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Karangetang. Siau, Indonésia

Uma erupção no vulcão Karagetang no dia 6 de agosto produziu fluxos piroclásticos sobre o flanco oeste que destruiu no mínimo sete casas. Uma pluma de cinzas quente se elevou acima da cratera e materiais incandescentes foram ejetados acima da cratera e caíram em múltiplos flancos. No mínimo quatro pessoas ficaram desaparecidas, cinco foram feridos e aproximadamente 65 pessoas foram evacuadas. O Nível de Alerta foi elevado para 3 (em uma escala que varia entre 1-4) e uma pluma de cinzas ascendeu até uma altitude de 9,1 km acima do nível do mar.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sinabung, Ilha de Sumatra, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) reportou que no dia 28 de agosto o vulcão Sinabung emitiu somente plumas difusas esbranquiçadas que se elevaram 20 metros de altura acima da cratera e não mostrou sinais de aumento na atividade.

No dia 29 de agosto, estrondos foram ouvidos, o que levou as autoridades a contatar e mover as pessoas que viviam em um raio de 6 km em torno do vulcão. No mesmo dia, uma explosão produziu uma pluma de cinzas que atingiu 1,5 km acima da cratera e o Nível de Alerta foi elevado para o estágio máximo de 4 (em uma escala que varia entre 1-4). Duas plumas de cinzas proximamente espaçadas formaram-se próximas do cume o que levou as autoridades a ordenar o desvio de aeronaves domésticas da região.

No próximo dia, uma segunda e mais poderosa explosão gerou uma pluma de cinzas que se elevou 2 km acima da cratera. O número de pessoas que foram evacuadas das proximidades da montanha vulcânica variou de 20.000 até 30.000. Cinzas caíram nas áreas próximas e um forte odor de enxofre foi sentido. Vídeos noturnos mostraram que materiais incandescentes desceram os flancos do vulcão.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) reportou que durante o período de 4-31 de agosto a atividade no vulcão Kilauea continuou na região de cume e na zona de rifte leste. No cume, o nível da superfície do lago de lava permaneceu estável no conduto profundo localizado dentro do assoalho da cratera Halema’uma’u; incandescência no conduto foi visível. Plumas originadas a partir do conduto se deslocaram para SW, precipitando pequenas quantidades de cinzas e tefra em zonas a favor do vento.

Na zona de rifte leste, os fluxos de lava que extravasaram do sistema de tubos de lava TEB alimentaram fluxos superficiais sobre a planície costeira, um fluxo em Kalapana e dois pontos de entrada no oceano. O delta construído no ponto de entrada W foi chamado de Puhi-o-Kalaikini e no dia 8 de agosto tinha 900 metros de largura. O menos vigoroso ponto de entrada leste, nomeado de ‘Ili’ili, permaneceu ativo até 9 de agosto. Na cratera Pu’u ‘O’o, incandescência foi visível em pequenas áreas na parte norte do piso da cratera. Durante os dias 9-10 de agosto, pequenos respingos (spattering) desde essas áreas construíram um cone de pequenas dimensões (hornito).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakura-jima, Kyushu, Japão

Explosões no vulcão Sakura-jima nos dias 4-9 de agosto produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 1,2-2,4 km de altura acima do nível do mar e se deslocaram nas direções W, NW e N. Plumas de cinzas atingiram altitudes de 2-3 km acima do nível do mar nos dias 7, 9 e 10 de agosto. Novas explosões ocorreram nos dias 18, 21 e 23 de agosto que formaram plumas de cinzas que atingiram entre 1,8-2,4 km de altura acima do nível do mar e se deslocaram para W e NW. Explosões durante os dias 26-31 de agosto produziram plumas que se elevaram até altitudes de 1,2-2,1 km acima do nível do mar e que se deslocaram, na maior parte das vezes, nas direções N e NW.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Suwanose-jima, Kyushu, Ryukyu, Japão

Ocorreram explosões no vulcão Suwanose-jima durante os dias 21-24, 25 e 27 de agosto.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Manam, Nova Guiné, Oceano Pacífico

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) reportou que incandescência foi visível na Cratera Sul do vulcão Manam no dia 10 de agosto em intervalos de 4-5 minutos. No próximo dia, plumas de cinzas escuras ascenderam algumas centenas de metros acima da margem. Incandescência estável foi acompanhada por ejeções periódicas de fragmentos de lava a 400-500 metros acima da margem da cratera. A Cratera Principal emitiu somente vapores esbranquiçados. Imagens de satélites mostraram que no dia 14 de agosto plumas de cinzas se elevaram até uma altitude de 2,4 km acima do nível do mar e se deslocaram por 55 km na direção NW.

Durante o período entre 13-26 de agosto a incandescência originada na Cratera Sul do vulcão Manam foi visível à noite. A Cratera Principal emitiu vapor esbranquiçado difuso. Durante os dias 27-28 de agosto incandescência emanou desde as duas crateras; as crateras brilhavam a cada 15-20 minutos de intervalo. Ao mesmo tempo, fragmentos de lava incandescentes foram ejetados a dezenas até centenas de metros acima da Cratera Sul. Fracas explosões foram ouvidas em intervalos de 15-20 minutos. Fragmentos de lava incandescentes continuaram a ser arremessados  ao ar acima das crateras durante os dias 28-29 de agosto, juntamente com a ocorrência de plumas de cinzas e emissões de vapores desde a Cratera Principal. Uma pluma de cinzas atingiu no dia 30 de agosto uma altitude de 2,4 km acima do nível do mar e se deslocou por 55 km na direção NW.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Klyuchesvkoy, Kamchatka, Rússia

Segundo o Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) a lava continuou fluindo pelo flanco S-SE no período entre 30 de julho-6 de agosto e pelo flanco SW entre os dias 6-31 de agosto. Atividade explosiva do tipo Estromboliana e emissões de gases e cinzas foram observadas em 4-6, 8-12, 14-16 e 20-21 de agosto. Imagens de satélites mostraram uma grande e intensa anomalia termal diária sobre o vulcão em todo o mês de agosto.

A atividade se intensificou; plumas de cinzas atingiram uma altitude de 6 km acima do nível do mar e foram deslocadas por 120 km pelos ventos na direção SE. Explosões Estrombolianas foram observadas durante os dias 27-30 de agosto. Uma erupção no dia 28 de agosto produziu plumas de cinzas que se elevaram até altitudes entre 7,6-10,4 km acima do nível do mar. Explosões freáticas (isto é, sem a participação direta de magma, apenas aquecimento de água) ocorreram sobre o flanco do SW da montanha nos dias 29 e 30 de agosto. Plumas de cinzas se elevaram até uma altitude de 6,5 km acima do nível do mar no dia 30 de agosto e foram sopradas pelos ventos por 278 km na direção SE. O Código de Cores de Alerta permanece em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sheveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que durante os dias 22-23 de agosto erupções produziram plumas que se elevaram até altitudes entre 6,4-8,5 km acima do nível do mar. O Código de Cores de Alerta permanece em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Ekarma, Ilhas Kurilas, Rússia

O Sakhalin Volcanic Eruption Response Team (SVERT) reportou que no dia 10 de agosto cientistas observaram uma vigorosa pluma de vapores no vulcão Ekarma que se elevaram até uma altitude de 1,8 km acima do nível do mar enquanto visitavam o Pico Sarychev, 110 km a S-SW. No dia 24 de agosto, os cientistas visitaram a ilha de Ekarma e observaram vigorosas e contínuas emissões gasosas desde um novo conduto localizado sobre o flanco sul, em torno de 250 metros abaixo do cume. Os flancos foram cobertos por uma fina camada de cinzas de aproximadamente 5 cm de espessura nas vizinhanças do conduto. Dois recentes depósitos de lahar foram vistos sobre o flanco sul. Baseados nas observações, os cientistas do SVERT especularam que uma pequena erupção pode ter ocorrido entre o início de junho e o final do mês de julho de 2010.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

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