Erupções de Agosto de 2011

Puyehue-Cordón Caulle, Chile

O Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN) reportou que durante o período entre 10-14 de agosto a erupção continuou na zona de rifte Cordón Caulle, parte do complexo vulcânico Puyehue-Cordón Caulle. No dia 14 de janeiro, uma pluma de cinzas ascendeu 2 km acima da cratera e imagens de satélites mostraram uma pluma se deslocando por 100-150 km nas direções E e SE. O Nível de Alerta permanece no vermelho, indicando que os processos de queda de cinzas e formação de lahars permanecem com probabilidade de ocorrer.

No dia 18 de agosto, um período de tremores harmônicos que durou em torno de 25 minutos pode ter indicado emissão de lava. Incandescência foi observada na noite entre 18-19 de agosto.  Dois eventos explosivos fizeram que a pluma de cinzas, normalmente com 1,5-2 km de altura, ascendesse a 4 km e contivesse uma elevada concentração de cinzas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Reventador, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) reportou que cientistas conduzindo um sobrevoo no vulcão Reventador no dia 14 de julho notaram que um domo de lava, localizado sobre o cone 2008, continuou a crescer, preenchendo a cratera. O domo alcançou a mesma altura das partes mais elevadas da margem da cratera, formada durante o ano de 2002. Intensa atividade fumarólica produziu plumas contínuas. O domo provavelmente formou-se durante o ano de 2011, crescendo a uma rápida taxa e produzindo elevadas temperaturas. O IG também notou que a sismicidade tem aumentado desde o mês de maio, mas foi mais pronunciada durante as semanas anteriores. A cobertura de nuvens durante os dias 3-9 de agosto impediu observações do domo de lava, mas a rede sísmica detectou sismos de longo período e terremotos ligados a explosões.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Poás, Costa Rica

O Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) reportou no dia 31 de agosto que desde a metade do mês de julho que incandescência tem sido observada durante o dia no domo de lava do vulcão Poás, fato que não ocorria desde 1981, e foi o resultado de variações na atividade que começou alguns meses antes. O OVSICORI-UNA especulou que as variações podem ser tanto originadas a partir de uma recente intrusão de magma ou uma variação no sistema hidrotermal do vulcão.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Popocatépetl, México

O Centro Nacional de Prevencion de Desastres (CENAPRED) reportou que no dia 29 de agosto as emissões de gases, vapores e algumas cinzas aumentaram no vulcão Popocatépetl. No próximo dia, uma pluma de cinzas ascendeu 1 km acima da cratera e foi dispersa na direção W-NW, produzindo queda de cinzas em San Pedro Nexapa (14 km a NW) e Amecameca (19 km a NW). O CENAPRED informou também que as recentes chuvas na região podem ter contribuído para o recente aumento na atividade. Durante os dias 30-31 de agosto, ocorreram 111 plumas de gases, vapores e algumas cinzas foram detectadas pela rede sísmica, em adição aos tremores harmônicos. Sinais de detectores próximos das drenagens possivelmente indicaram a formação de lahars.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sicília, Itália

O Osservatorio Etneo – Sezione di Catania informou que o nono episódio eruptivo paroxismal do ano de 2011 ocorreu no vulcão Etna durante a noite entre 5-6 de agosto no conduto denominado recentemente de Nova Cratera Sudeste (localizado sobre o flanco leste do antigo cone Cratera Sudeste). Fracas explosões Estrombolianas ocorreram na cratera durante a tarde de 5 de agosto e aumentaram gradualmente em intensidade em algumas horas. Às 22h e 15min, a lava fluiu sobre a margem leste da cratera na direção do talude oeste de Valle del Bove. A atividade Estrombroliana aumentou rapidamente e formou uma fonte de lava que atingiu 100 metros acima da margem da cratera. A atividade novamente se intensificou e jatos de lava ascenderam algumas centenas de metros de altura. Uma pluma eruptiva carregada de cinzas e fragmentos de lava de tamanho lapili alcançaram alguns quilômetros acima da cratera e foram dispersos na direção sudeste. No clímax da erupção as fontes de lava atingiram 500 metros de altura. Logo após a meia-noite os jatos incandescentes diminuíram em altura, mas continuaram a pulsar por aproximadamente 1 hora, diminuindo posteriormente. Por volta das 2h e 15min de 6 de agosto a erupção foi dada como encerrada. Ocorreu queda de cinzas em vários locais no setor sudeste do vulcão, até uma distância de 23 km.

Segundo o Osservatorio Etneo – Sezione di Catania, após um intervalo de calma relativa de seis dias e meio, a Nova Cratera Sudeste do vulcão Etna produziu seu décimo episódio eruptivo do ano durante a manhã de 12 de agosto. Este evento foi, em muitas características, uma repetição dos seus predecessores, com a emissão de um fluxo de lava na direção de Valle del Bove, fontes de lavas com muitas centenas de metros em altura e uma coluna eruptiva que ascendeu em torno de 3 km acima do cume. A pluma de cinzas foi então dispersa na direção sul, provocando queda de cinzas e lapili nas áreas incluindo a cidade de Zafferana e a faixa costeira entre Giarre e Acireale.

Por volta do meio-dia de 11 de agosto foram observadas esporádicas emissões de cinzas na Nova Cratera Sudeste, produzindo pequenos sopros de cinzas marrom-acinzentadas. Após o anoitecer, pequenas explosões Estrombolianas foram observadas em intervalos de algumas dezenas de minutos; esta atividade continuou sem variações durante a noite. Às 5h e 30min de 12 de agosto, a atividade Estromboliana começou a se intensificar, acompanhada por um aumento na amplitude dos tremores vulcânicos, junto com a mudança da locação da fonte de tremores vulcânicos desde sua posição anterior abaixo da área do cume central na direção da Cratera Sudeste e também a migração desde maiores para menores profundidades. Após as 7h e 30min, as explosões Estrombolianas produziram sopros de cinzas escuras, e às 7h e 50min, a lava começou a extravasar da margem leste da cratera. Durante os seguintes 30 minutos ou mais, a atividade Estromboliana se intensificou rapidamente, passando, por volta das 8h e 30min, para fontes de lavas pulsantes com em torno de 100 metros de altura. Quinze minutos depois, uma densa coluna de cinzas ascendeu acima da fonte de lava, enquanto o cone inteiro circundando a Nova Cratera Sudeste foi sujeita a pesada queda de grandes bombas e blocos. As fontes de lavas e a formação de uma coluna eruptiva foram mais intensas durante o intervalo entre às 8h e 45min e às 10h e 00min, quando três condutos foram ativos dentro da cratera, dois em sua porção central e uma próxima da sua margem leste. Logo após as 10h e 00min, os dois condutos no centro da cratera começaram a emitir somente cinzas, ao passo que o conduto mais a leste continuou a lançar jatos de lava incandescente até às 10h e 25min. Estes eventos foram seguidos por uma longa fase de emissão de cinzas, até que por volta das 11h e 00min a atividade cessou completamente.

Oito dias após o episódio precedente, a Nova Cratera Sudeste foi novamente o sitio de outro episódio eruptivo paroxismal na manhã de 20 de agosto, o décimo primeiro evento desse tipo desde o começo deste ano. Este evento foi mais violento do que seus predecessores, gerando uma coluna de tefra e gases que ascenderam em torno de 5-6 km acima do cume do vulcão antes de se mover na direção sudoeste. A morfologia do cone que cresceu em torno da cratera tem sido significantemente variada, devido em parte pelo colapso de uma porção de seu flanco leste; apesar disso, o cone tem ganhado mais em altura. Queda de cinzas e lapili ocorreram no setor sudoeste do vulcão.

O prelúdio desse episódio começou na manhã de 18 de agosto com um aumento nas emissões de gases desde a Nova Cratera Sudeste. No dia 19 de agosto, às 3h e 36min, o sistema de monitoramento visual do INGV-Osservatorio Etneo registrou uma poderosa explosão que arremessou bombas incandescentes ao ar e formou uma pequena pluma de cinzas; esta explosão foi seguida por algumas outras erupções menores. Estes eventos foram acompanhados por um aumento na amplitude dos tremores sísmicos e uma gradual mudança de sua fonte desde sua prévia posição abaixo da Cratera Nordeste para a direção da Nova Cratera Sudeste. Durante o dia 19 de agosto, pequenas emissões de cinzas ocorreram e no final daquele dia uma fraca atividade explosiva do tipo Estromboliana começou seu curso, com pequenas explosões registradas a cada 30 minutos ou mais.

Logo após as 2h e 00min do dia 20 de agosto, uma fraca, mas contínua incandescência apareceu dentro da cratera ativa, que gradualmente aumentou sua intensidade durante os 30 minutos seguintes; esta incandescência foi gerada pela emissão de lava dentro da cratera. Por volta das 2h e 30min a atividade Estromboliana começou a se intensificar e próximo das 2h e 55min a lava começou a extravasar através da margem da cratera leste. Nas próximas quatro  horas a atividade Estromboliana continuou com flutuações na intensidade e frequência das explosões, enquanto que o fluxo de lava avançou lentamente na direção do talude oeste do Valle del Bove. Finalmente, logo após as 7h e 00min, a atividade mostrou uma notável intensificação e em poucos minutos passaram para fontes de lavas, que geraram forte queda de grandes piroclastos sobre os flancos do cone. Alguns minutos depois, nuvens de pó de coloração marrom surgiram sobre o flanco leste do cone, onde uma pequena depressão foi formada algumas horas após o episódio paroxismal anterior, devido ao deslizamento de uma parte do depósito piroclástico ainda quente daquele episódio. Pouco tempo depois, a contínua e intensa projeção de piroclastos sobre os flancos do cone geraram avalanches que lembraram fluxos piroclásticos, que se deslocaram algumas poucas centenas de metros além da base do cone, principalmente na direção sul.

Desde o início da formação das fontes de lavas, uma densa coluna eruptiva ascendeu verticalmente desde a cratera, formada por tefra e gases, alcançando uma altura entre 5-6 km acima do cume do vulcão Etna em alguns poucos minutos e assumindo a forma de um cogumelo. A nuvem de cinzas moveu-se na direção sudoeste, provocando a queda de cinzas e lapili em vários centros populacionais. Próximo a cratera, na área da Torre del Filosofo, clastos com até várias dezenas de centímetros em diâmetro cobriram o chão. Quase que ao mesmo tempo, a porção inferior do flanco leste do cone começou a deslizar e colapsar para dentro do canal de lava. A lava começou então a tomar um caminho mais ao sul do que as lavas emitidas até então. A lava dividiu-se em numerosos ramos, a maior parte dos quais tomou o mesmo caminho das lavas emitidas durante os episódios paroxismais precedentes. As fontes de lavas começaram a mostrar sinais de diminuição na atividade logo após as 7h e 30min e cessaram totalmente por volta das 7h e 50min. Por alguns poucos minutos, cinzas foram emitidas desde a cratera, antes de a atividade retornar a calma por um todo. Entretanto, às 11h e 59min, uma série de emissões explosivas de cinzas começou, persistindo por cinco minutos.

Este episódio eruptivo paroxismal, um dos mais curtos e mais violentos na série de episódios que iniciou no mês de janeiro de 2011, ocorreu oito dias após seu predecessor, um intervalo de tempo levemente mais longo do que as prévias erupções. A fase inicial de construção do episódio foi caracterizada por baixos níveis de atividade até às 2h e 20min de 20 de agosto, enquanto a passagem desde a relativamente modesta atividade Estromboliana para fontes de lavas sustentadas e ascensão de uma coluna eruptiva ocorreu em somente alguns minutos. A variação morfológica que afetou o cone piroclástico que circunda a Nova Cratera Sudeste foi significante; apesar do colapso da porção inferior do flanco leste do cone, as margens sul e nordeste do cone cresceram em altura.

A Nova Cratera Sudeste produziu seu décimo segundo episódio eruptivo paroxismal do ano no início da manhã de 29 de agosto, nove dias após o episódio anterior. Este episódio foi especial para a abertura de uma nova fratura eruptiva sobre o flanco sudeste do cone piroclástico, ao longo da qual formaram-se várias fontes de lava, e desde as quais amplos fluxos de lavas foram emitidos. O cone piroclástico sofreu variações morfológicas importantes devido à abertura da nova fratura eruptiva, que deixou uma profunda fenda no seu flanco sudeste. Entretanto, crescimentos ocorreram nas margens sul e norte da cratera. Este episódio produziu uma elevada coluna de cinzas, que foi dispersa na direção sudeste, provocando queda de cinzas e lapili em vários centros populacionais próximos.

Segundo o Osservatorio Etneo – Sezione di Catania, o episódio foi precedido por uma fraca e descontínua atividade, que começou com uma única explosão à 00h e 52min do dia 28 de agosto e uma série de emissões de cinzas ocorreram quase 15 horas depois na Nova Cratera Sudeste. Fraca atividade explosiva do tipo Estromboliana foi visível durante a noite de 28 de agosto, que se intensificou posteriormente. Às 3h e 15 do dia 29 de agosto, um primeiro fluxo de lava extravasou a margem leste da cratera, alimentando um fluxo na direção do Valle del Bove. A partir da 3h e 40min a atividade se intensificou progressivamente, e por volta das 4h e 05min, dois condutos dentro da cratera emitiram fontes de lavas com até 100 metros de altura. Estas fontes aumentaram significativamente em altura durante os 10 minutos seguintes, e uma densa coluna eruptiva ascendeu alguns quilômetros acima do cume do vulcão Etna antes de ser dispersa na direção sudeste. Ao mesmo tempo, um pequeno fluxo de lava começou a ser emitido desde a área afetada pelo colapso de uma porção do cone durante a erupção de 20 de agosto.  

Às 4h e 20min, o flanco sudeste do cone foi fraturado e expôs a abertura de uma linha de novos condutos eruptivos na base do cone, surgindo uma série de fontes de lavas, que alimentaram um amplo fluxo de lava que se movimentou na direção do Valle del Bove, um pouco ao sul do fluxo de lava emitido no início do episódio eruptivo. Durante os próximos vinte minutos, fontes de lavas continuaram a ser emitidos em todos os condutos, tanto na cratera como ao longo da nova fratura, quando então, a partir das 4h e 30min, a atividade começou a dar sinais de enfraquecimento. As fontes de lavas localizadas nos condutos dentro da cratera passaram a emitir de cinzas logo após às 4h e 40min, ao passo que o conduto mais inferior da nova fratura eruptiva continuou a produziu jatos incandescentes até às 4h e 50min. As emissões de cinzas continuaram a diminuir até às 5h e 15min.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Osservatorio Etneo – Sezione di Catania


Stromboli, Ilha de Stromboli, Itália

O Osservatorio Etneo – Sezione di Catania relatou que durante o anoitecer de 1 de agosto uma vasta acumulação de material incandescente apareceu na base do conduto N1  do vulcão Stromboli, o conduto ativo mais ao norte dentro da cratera. Dentro de alguns minutos, o material colapsou e deslizou sobre o talude da montanha, criando dois pequenos fluxos de lavas. O mais a leste desceu pelo talude norte de Sciara del Fuoco, gerando pequenos deslizamentos do material soltou sobre o talude e marcando o primeiro evento de efusão de lava para o lado de fora da cratera desde a pequena emissão ocorrida durante os dias 11 e 12 de dezembro de 2010. A lava acumulou-se sobre uma área plana próxima de hornitos que foram formados durante os anos de 2002-2003, antes de continuar a descer pelo talude íngreme. No dia 2 de agosto, a lava tinha descido 500 metros e avançava muito lentamente. Durante a tarde o extravasamento de lava aparentemente diminuiu.

Na manhã do dia 9 de agosto um novo episódio de “respingamento” (spattering) de lava ocorreu na cratera do vulcão Stromboli, gerando um pequeno fluxo de lava intra-cratera. O conduto fonte da lava foi localizado na porção central da cratera. Atividade explosiva regular também continua a ocorrer nos condutos localizados nas partes sul e norte da cratera. O evento continuou pela tarde, mas cessou posteriormente.

O Osservatorio Etneo – Sezione di Catania informou que após pouco mais de dois dias após o episódio anterior de intenso “respingamento” (spattering) de lava no vulcão Stromboli, um novo episódio começou no anoitecer de 11 de agosto, no pequeno cone localizado na margem sudoeste da cratera. Este episódio durou algumas horas e terminou no início da madrugada de 12 de agosto. O “respingamento” de lava começou às 18h e 15min do dia 11 de agosto, produzindo um pequeno fluxo de lava devido à acumulação de abundantes “respingos” (spatter) sobre os flancos íngremes do cone, que desceram o flanco leste na direção da base plana da cratera. Durante as horas seguintes, o cone foi todo coberto com lava, inclusive sua parte externa. Atividade Estromboliana normal desde os outros condutos da cratera continuaram durante o tempo de duração deste evento.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Osservatorio Etneo – Sezione di Catania


Kilauea, Havaí

Grandes variações ocorreram na zona de rifte leste do vulcão Kilauea. Na tarde de 3 de agosto, às 14h e 05min, o USGS Hawaiian Volcano Observatory (HVO) detectou o começo de uma rápida deflação do assoalho da cratera do cone Pu’u O’o, que tinha ascendido significantemente durante o mês de julho. Logo após, às 14h e 20min, a lava extrudiu na base flanco oeste do cone Pu’u O’o. A lava emergiu em 12 condutos localizados sobre o lado oeste do cone Pu’u O’o, e fluiu nas direções noroeste e sul. O braço noroeste do fluxo de lava foi mais fraco e se dirigiu para áreas florestadas, enquanto que o braço sul, com maior volume de lava, avançou no mínimo 3 km até às 15h e 50min.

Por volta das 15h e 15min, o fundo da cratera do cone Pu’u O’o e o lago de lava “empoleirado” começaram a colapsar e aprofundaram 80 metros. Uma pequena quantidade de lava retornou no mesmo dia para o fundo da cratera do cone Pu’u O’o. Os fluxos de lavas estão atualmente contidos dentro do Parque Nacional e não ameaçam áreas habitadas. A atividade na zona de rifte leste não provocou variações significativas na Cratera Halema‘uma‘u, situada no cume do vulcão Kilauea.

Fotografias e vídeos do evento são disponíveis no site do USGS Hawaiian Volcano Observatory (HVO).

Durante os dias 4-9 de agosto, a lava continuou a fluir a partir dos múltiplos condutos localizados na parte basal do flanco oeste do cone Pu’u O’o, inundando somente as áreas baixas devido a decrescente razão de efusão. Os condutos são encimados por cones de respingos (spatter cones).  A margem da cratera do cone Pu’u O’o continua extremamente instável; colapsos contínuos ao longo das paredes da cratera jogaram blocos de rochas sobre o fundo da cratera. Lava também tem fluído lentamente sobre o fundo da cratera colapsado.

Na região do cume do vulcão Kilauea, no período entre 3-9 de agosto, o nível do lago de lava flutuou no conduto de 150 metros de diâmetro inserido dentro da parede leste da Cratera Halema’uma’u e circulou com vários padrões. No geral, o nível do lago recuou e no dia 6 de agosto estava em torno de 75 metros abaixo do fundo da cratera.

Durante os dias 10-16 de agosto, o HVO informou que a superfície do lago de lava do cume do vulcão Kilauea ficou a maior parte do tempo sem movimento, endurecido, com o desenvolvimento de uma crosta rochosa, mas lava, possivelmente originada desde uma fonte mais elevada na parede SE do conduto, fluiu ocasionalmente sobre a superfície. Pequenos eventos de queda de rochas desde as paredes do conduto foram frequentes e a pluma de gás continuou a depositar quantidades variáveis de cinzas e ocasionalmente “respingos de lava” nas áreas próximas.

Na zona de rifte leste, a lava continuou a gotejar sobre o fundo colapsado da cratera Pu’u ‘O’o’ e atividade de “respingos de lava” ocorreu desde várias fontes no assoalho da cratera. Os condutos do flanco oeste permaneceram ativos e alimentaram um lago de lava alongado e elevado que se estendeu na direção SW, e também um pequeno fluxo que avançou uma pequena distância na direção norte. Pequenos extravasamentos ou rompimentos desse lago foram ocasionalmente ativos no lado norte. No dia 11 de agosto, a atividade estava menos vigorosa; os dois canais que alimentavam o lago ficaram endurecidos na superfície e os condutos do flanco oeste não emitiam mais “respingos de lava”. As margens do lago ficaram mais elevadas e o lago mais estreito, fluxos de lava da base do lago foram ativos nos lados norte e oeste do lago e a margem sul aparentou estar lentamente migrando para sul. O fundo da cratera subsidiu por uma pequena quantidade no dia 15 de agosto.

O HVO informou que durante o período entre 17 e 23 de agosto a lava continuou a gotejar sobre o fundo colapsado da cratera Pu’u ‘O’o’ e atividade de spattering (respingamentos) ocorreu em várias áreas da cratera. A única atividade no flanco oeste foi observada durante os dias 17-20 de agosto, onde dois fluxos de lava, um pequeno e um grande, foram ativos. Durante os dias 20-21 de agosto, uma pequena quantidade de lava emitida desde um conduto localizado na parte sul da cratera fluiu por uma curta distância, Posteriormente, a lava começou a ser emitida em grandes quantidades desde outra fonte na mesma parte sul da cratera e rapidamente preencheu uma depressão. A lava continuou a fluir sobre o assoalho da cratera durante dois dias.

Durante os dias 17-18 de agosto, a lava fluiu sobre o fundo do conduto localizado dentro da parede leste da cratera Halema’uma’u. No dia 19, uma persistente fonte de spattering na margem oeste da cavidade empurrou lentamente a lava desde oeste para leste. Nos dias 19-21 de agosto foram observados ciclos de preenchimento e drenagem do conduto, sendo que o mais elevado nível da lava esteve 75 metros abaixo do fundo da cratera.

O nível da superfície do lago de lava no conduto dentro da cratera Halema’uma’u localizada no cume do vulcão Kilauea flutuou periodicamente no período entre 24-30 de agosto, mas permaneceu mais profundo do que os 75 metros abaixo do assoalho da cratera. Na cratera Pu’u ‘O’o’, as lavas originadas desde fontes localizadas nas porções leste e sul do assoalho da cratera alimentaram um lago de lava que foi formado durante os dias 25-26 de agosto. Uma nova fonte abriu na margem oeste do assoalho da cratera nos dias 29-30 de agosto e a lava rapidamente se espalhou nas direções norte e sul, ao longo da base da parede oeste da cratera.

Fonte: USGS Hawaiian Volcano Observatory (HVO) e Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Dukono, Halmahera, Indonésia

De acordo com informações jornalísticas, a atividade no vulcão Dukono aumentou. No dia 11 de agosto, explosões de cinzas foram ouvidas na região com um raio de 7 km em torno da base do vulcão. Cinzas foram ejetadas a uma altura de 1 km acima da cratera, produzindo plumas que se dispersaram nas direções leste e sul. Sismógrafos no posto de observação do vulcão Dukono registraram mais de 100 terremotos vinculados com erupções. Nos dias 11 e 14 de agosto, plumas de cinzas ascenderam a uma altitude de 3 km acima do nível do mar e se deslocaram por 93 km na direção NW.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Marapi, Sumatra, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) relatou um aumento na atividade sísmica no vulcão Marapi no período entre 21 de junho-3 de agosto. Observadores notaram que durante os meses de junho e julho plumas com colorações claras ascenderam entre 15-75 metros acima do cume das crateras. No dia 3 de agosto, densas plumas com coloração acinzentada ascenderam entre 300-1.000 metros acima da cratera em oito explosões distintas. No mesmo dia o CVGHM elevou o Nível de Alerta para 2 (em uma escala entre 1-4). Turistas e moradores estão proibidos de ingressas dentro da área de 3 km em torno do cume.

Segundo jornais locais, duas novas erupções ocorreram no dia 9 de agosto. O Nível de Alerta foi mantido em 2.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soputan, Sulawesi, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que durante o período entre 19 de julho-13 de agosto plumas de coloração clara ascenderam entre 50-150 metros desde a cratera do cume do vulcão Soputan. A sismicidade flutuou, mas declinou até 10 de agosto. No dia 14 de agosto, uma pluma eruptiva de coloração variando desde branco até cinza ascendeu 1 km acima da cratera. Durante esse dia, duas plumas similares ascenderam 1,3 km acima da cratera. Imagens de satélites mostraram uma pluma de cinzas deslocando-se por mais de 100 km na direção oeste. O Nível de Alerta foi elevado para 3 (em uma escala de 1-4). Visitantes e moradores foram proibidos de entrarem na zona de 6 km de raio em torno da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Karangetang, Siau, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que embora a cobertura de nuvens tenha muitas vezes impedido a observação do vulcão Karangetang durante o mês de julho e início de agosto, foi notada fumaça esbranquiçada ascendendo até 500 metros acima da cratera. Durante algumas noites foi observada incandescência com até 10 metros de altura na cratera.

No dia 8 de julho ocorreu uma erupção freática na parte norte da Cratera Principal, ejetando material até 150 metros de altura. Materiais incandescentes foram deslocados da Cratera Principal por até 1.500 metros nos dias 24 de julho e 1 de agosto. Sons indicando uma erupção foram ouvidos no dia 7 de agosto, embora o vulcão estivesse coberto por cerração. Baseado nas observações visuais recentes e no aumento da sismicidade, o Nível de Alerta foi elevado para 3 (em uma escala que varia entre 1-4) no dia 8 de agosto. Em torno de 600 pessoas que residem sobre os flancos do vulcão foram retirados para abrigos.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Lokon-Empung, Sulawesi, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) relatou que durante o período entre 24 de julho-8 de agosto a sismicidade diminuiu na cratera Tompaluan, localizada entre os picos Lokon e Empung, com redução drástica no dia 26 de julho. Plumas de coloração claras ascenderam entre 100-400 metros acima da cratera durante o período entre 27 de julho-8 de agosto. O Nìvel de Alerta permaneceu em 3 (em uma escala entre 1-4). Moradores e turistas não são permitidos dentro de uma zona com 3 km de raio em torno da cratera.

Segundo informações de jornais locais, a atividade da cratera Tompaluam, localizada entre os picos Lokon e Empung, diminuiu no dia 29 de agosto após erupcionar várias vezes nas semanas anteriores e, especificamente, 12 vezes no dia 28 de agosto. Entretanto, uma explosão no dia 29 de agosto arremessou material vulcânico 250 metros acima da cratera. Duzentos e vinte e duas pessoas permanecem temporariamente em campos de refugiados, por causa que suas casas estão localizadas dentro de uma distância de 3 km da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Papandayan, Java, Indonésia

Segundo o site Volcano News o vulcão indonésio Papandayan foi colocado no dia 13 de agosto no Nível de Alerta 3 (em uma escala que o máximo é 4) após um significativa alteração no comportamento da montanha. A atividade sísmica aumentou no vulcão com o registro de terremotos vulcânicos nas duas primeiras semanas de agosto, quando comparado aos meses anteriores. Durante as medições de deformação do edifício vulcânico foram detectados 18 milímetros de intumescimento do vulcão no dia 10 de agosto, quando comparado à leitura prévia no dia 4 de julho. A temperatura de uma das quatro crateras aumentou de 106,4 para 107,5 graus Celsius entre os dias 7-12 de agosto. Uma zona de exclusão de 2 km de raio foi criada em torno da cratera.

No dia 13 de agosto, o Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que baseado na sismicidade, deformação do centro vulcânico, geoquímica e observações visuais, o Nível de Alerta para o vulcão Papandayan foi elevado para 3 (em uma escala de 1-4). Durante o período de 1 de junho-12 de agosto, plumas de enxofre ascenderam entre 20-75 metros acima dos condutos. Durante o mesmo período, a sismicidade aumentou com várias centenas de terremotos detectadas por mês. Medições de temperatura na área termal de Manuk indicaram um aumento relativo desde 29 de junho até 12 de agosto e as medições de deformação indicaram intumescimento desde 3 de julho até 10 de agosto. Visitantes e residentes não podem aventurar-se dentro de uma área com 2 km de raio desde a cratera ativa.

Fonte: Volcano News e Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tambora, Ilha de Sumbawa, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM), baseado em observações visuais e dados sísmicos, reportou um aumento na atividade do vulcão Tambora durante os cinco meses anteriores. Plumas densas ascenderam entre 50-75 metros acima da margem da caldeira durante os meses de abril e junho, mas nenhuma pluma foi formada durante os meses de maio e julho. No mês de agosto, plumas voltaram a ascender acima da margem da caldeira. A sismicidade começou a aumentar no mês de abril e continuou a ficar mais intensa no mês de agosto. O Nível de Alerta foi elevado para 2 (em uma escala entre 1 e 4) no dia 30 de agosto.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Lewotobi, Ilha de Flores, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que durante os dias 26-31 de agosto a sismicidade no vulcão Lewotobi aumentou. Plumas ascenderam entre 15-50 metros acima da cratera do vulcão. Nenhuma outra variação significante foi visível aparentemente. Baseados nos dados sísmicos, o Nível de Alerta foi elevado para 2 (em uma escala entre 1-4). Turistas e moradores foram alertados para não se aproximarem a menos de 1 km da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Rabaul, Nova Bretanha, Oceano Pacífico

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) reportou que plumas de vapores ascenderam desde o cone Tavurvur, localizado no interior da Caldeira Rabaul, durante os dias 1-3 de agosto. Uma explosão no dia 3 de agosto produziu uma pluma de cinzas que ascendeu 1 km acima da cratera e se dispersou nas direções N-NW. Emissões sustentadas de cinzas continuaram por aproximadamente 1 hora após o evento explosivo. Além disso, cinzas foram depositadas no antigo aeroporto e novamente suspensas pelo vento sobre a parte leste da cidade de Rabaul (3-5 km a NW) e na direção Namanula Hill (3 km a W). A sismicidade foi muito pequena, ainda que dois períodos de tremores harmônicos tenham sido detectados nos dias 2 e 3 de agosto.

Durante os dias 4-5 de agosto as emissões periódicas de cinzas continuaram, pontuadas por algumas grandes e notáveis explosões. Plumas de cinzas das explosões ascenderam 1 km acima da cratera e foram dispersas nas direções N e NW, produzindo fina queda de cinzas na parte leste da cidade de Rabaul e nas localidades de Namanula Hill e Tavui Point. Sismicidade moderada, consistindo de terremotos de baixa frequência, explosões e tremores vulcânicos com durações variáveis, foi detectada. Durante os dias 5-9 de agosto a atividade aumentou, caracterizada por um aumento na frequência e duração das emissões de cinzas e mais explosões. Em torno de 34 explosões foram registradas entre 5-8 de agosto. Nuvens ricas em cinzas atingiram 1,5 km acima da cratera e foram dispersas na direção NW, provocando novamente queda de cinzas em muitas partes da cidade de Rabaul e nas áreas entre Toliap e Nonga (10 km a NW). Medições de GPS continuaram a mostrar intumescimento de longa duração; em torno de 10-11 cm de soerguimento foram registrados desde o mês de agosto de 2010.

O RVO reportou um declínio na frequência das emissões de cinzas no cone Tavurvur durante o período entre 9-12 de agosto e nenhuma explosão foi ouvida. Plumas ricas em cinzas ascenderam 1 km acima da cratera e foram dispersas na direção NW, provocando queda de cinzas na cidade de Rabaul (3-5 km a NW) e nas áreas de Toliap e Tavui (10 km a NW). A sismicidade foi muito pequena, consistindo de tremores vulcânicos associados com emissões de cinzas e alguns pequenos e discretos terremotos de baixa frequência. As emissões de cinzas cessaram no dia 12 de agosto. Nos dias 13-15 de agosto, somente plumas de vapores de coloração clara ascenderam da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Cleveland, Arquipélago das Aleutas, Ilha de Chuginadak

O Alaska Volcano Observatory (AVO) reportou que no dia 2 de agosto o Código de Cores de Alerta foi elevado para laranja devido à observação no dia 29 de julho da formação de um domo de lava com 40 metros de largura na cratera do cume do vulcão Cleveland. O domo de lava foi extrudido em algum dia após o dia 7 de julho, a última clara visão da área do cume, entretanto anomalias termais observadas desde o dia 19 de julho sugerem que o domo foi extrudido nesse dia.

No dia 30 de agosto, o AVO reportou que observações por satélite durante as duas semanas anteriores indicaram que o crescimento do domo de lava na cratera do vulcão Cleveland tinha pausado. Assim, o AVO diminuiu o Código de Cores de Alerta para amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kizimen, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante o período entre 12-19 de agosto um fluxo de lava foi ativo sobre o flanco leste do vulcão Kizimen. Ocasionais plumas de vapores, atividade fumarólica e anomalias termais também foram reportadas durante esse período. Imagens de satélites mostraram uma possível erupção no dia 20 de agosto, produzindo uma pluma de cinzas que atingiu uma altitude de 4,3 km acima do nível do mar.

Um aumento na sismicidade, moderada atividade fumarólica e fluxo de lava  ativo   sobre o flanco leste do vulcão Kizimen foram reportados pelo KVERT no período entre 19-26 de agosto.

Durante os dias 26 de agosto e 1 de setembro o número e a magnitude dos terremotos vulcânicos continuou a aumentar no vulcão Kizimen; em torno de 1.000 eventos sísmicos foram registrados diariamente. Imagens de satélites mostraram nesses dias uma grande anomalia termal sobre o vulcão e plumas de gases e vapores se estenderam por 60 km na direção leste nos dias 26 e 29 de agosto. Lava continuou a fluir sobre o flanco leste. Além da forte atividade fumarólica, imagens de vídeos mostraram uma nova fissura no topo do vulcão. O Código de Cores de Alerta permanece em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

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