Erupções de Agosto de 2012

Tungurahua, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) informou que explosões no dia 5 de agosto fizeram vibrar janelas em localidades próximas do vulcão Tungurahua e produziram sons lembrando “tiros de canhão”. Uma pluma ascendeu 3 km acima da cratera e foi dispersa na direção oeste. Novas explosões durante os dias 5-6 de agosto produziram plumas de gases com pequenas quantidades de cinzas.

O IG informou que uma pequena explosão em 10 de agosto fez vibrar janelas, e cinzas caíram no povoado de Choglontús (SO). Três a quatro explosões nos dias 11 e 12 de agosto produziram sons semelhantes a “tiro de arma de fogo”. Incandescência na cratera foi observada durante as noites e sons lembrando blocos rolando pelos flancos da montanha foram relatados. No dia 11 de agosto uma nuvem de cinzas e vapores subiu da cratera, e no dia seguinte uma nuvem de cinzas ascendeu 1 km e derivou para oeste. Durante os dias 12-13 de agosto blocos incandescentes foram ejetados 100 metros acima da cratera e rolaram 500 metros pelos flancos. Sons semelhantes a rugidos foram ouvidos e cinzas caíram no povoado de Cusúa (8 km a NO) e Juive (7 km a N-NO). A sismicidade aumentou no dia 14 de agosto e foi acompanhada por aumento das emissões. Queda de cinzas foi relatada em Pillate (7 km a oeste), Cusúa e Choglontús.

O IG informou que no dia 15 de agosto três pequenas explosões no vulcão Tungurahua foram detectadas, juntamente com tremores contínuos. Uma nuvem de cinzas ascendeu 1 km acima da cratera e foi deslocada por ventos na direção oeste, produzindo queda de cinzas no povoado de El Manzano (8 km a sudoeste) e Pillate (7 km a oeste). A atividade aumentou no dia seguinte, caracterizada por aumentos dos tremores, sons de rujidos, e vibração de janelas. Uma nuvem de cinzas novamente ascendeu 1 km, derivando para oeste, e provocando queda de cinza novamente em El Manzano e Pillate. Em 17 de agosto, foram detectados dois terremotos de longo período, associados às emissões; 10 explosões também foram registradas. Períodos com visões claras da cratera mostraram emissão contínua de plumas vapor e cinza ascendendo entre 1,5-3 km acima da cratera e derivando para oeste. Cinzas caíram em Pillate e Bilbao (8 km a oeste). A atividade aumentou significativamente por volta das 21h e 00min e fortes explosões foram detectadas. A cobertura de nuvens impediu observações visuais.

Na manhã de 18 de agosto, imagens de satélite mostraram uma pluma com 50 km de comprimento e se dirigindo na direção noroeste. Um depósito de fluxo piroclástico no flanco noroeste do vulcão foi observado por uma câmara térmica. Plumas de vapores e cinza ascenderam 1,5 km de altura e foram dispersas nas direções oeste e noroeste; queda de cinzas foi relatada em Choglontús (SO), Pillate e San Juan de Pillate (9 km a Oeste). Forte brilho na cratera foi observado durante a noite, juntamente com os blocos incandescentes rolando para baixo a partir da parte superior do cone. Um fluxo piroclástico desceu o flanco NE e um fluxo de lava se deslocou por 500 metros no flanco norte.

A atividade permaneceu elevada nos dias 19 e 20 de agosto; tremores contínuos indicando emissões foram detectados, juntamente com nove explosões em 19 de agosto e cinco em 20 de agosto. Plumas de vapores e cinzas ascenderam 1,5-2 km e deslocaram-se nas direções oeste e sudoeste. Cinzas caíram em Pillate, Igualata (20 km a oeste), El Santuario, Hualpamba, Cevallos (23 km a NO), Quero (20 km a NO), Mocha (25 km O-NO), Santa Anita e Tisaleo (29 km a NO). Sons de estrondos foram ouvidos e explosões vibraram janelas. Atividade explosiva do tipo Estromboliana ejetou blocos incandescentes que caíram a algumas centenas de metros de distância. Um sobrevoo em 20 de agosto revelou uma cratera interna com 80 m de largura contendo lava. Blocos acumularam-se nas cabeceiras de córregos nos flancos SO, O e NO. De acordo com os noticiários, 110 famílias foram evacuadas da área.

No dia 21 de agosto, 16 grandes explosões foram detectadas e novamente provocaram a vibração de janelas. Fortes sons semelhantes a "tiros de canhão" foram ouvidos em áreas tão distantes quanto Ambato (40 km a NO), Riobamba (30 km a S), e Milagro, embora os sons de rugidos tenham diminuído em intensidade e duração em comparação com os dias anteriores. Plumas de cinzas ascenderam 1,5-5 km e deslocaram-se na direção oeste, e um fluxo piroclástico percorreu 2,5 km no flanco noroeste.

No dia 21 de agosto, o IG informou que por volta do meio-dia o vulcão Tungurahua entrou em uma segunda fase de atividade desde o início da erupção que começou no início de agosto. A segunda etapa foi caracterizada por pequena a moderada atividade; as emissões diminuíram e a intensidade dos abalos sísmicos declinou até episódios esporádicos com duração de apenas alguns minutos. Em 22 de agosto, plumas de vapores e gases ascenderam da cratera, sons de estrondos foram ouvidos, e foi relatado queda de cinzas em Choglontús (SO). Durante a noite, explosões ejetaram tefra incandescente até uma distância de 500 metros abaixo da cratera. No dia seguinte, plumas de gases e cinzas ascenderam a 1,5-4 km acima da cratera e deslocou-se nas direções oeste e noroeste. Queda de cinzas foi relatada em Choglontús, Pillate (7 km a oeste), e El Tablón. No dia 24 de agosto, plumas de gases e cinzas atingiram 2 km de altura e derivaram para oeste. Durante os dias 24-25 agosto, cinzas caíram em Manzano (8 km a SO), Choglontus, Chacauco (NO), Bilbao (8 km a O), e Pillate. Explosões no dia 26 de agosto geraram plumas de cinzas e gases que ascenderam entre 2-3 km e deslocaram-se na direção noroeste.

Moderada sismicidade foi detectada durante os dias 29-30 de agosto e alguns terremotos foram sentidos pelos moradores. Em 30 de agosto, plumas de vapores com baixo teor de cinzas ascenderam a 500 metros acima da cratera e dispersaram-se na direção oeste. Queda de cinzas foi relatada em Manzano (8 km SO) e Choglontus. Blocos incandescentes rolaram 300 metros pelos flancos, estrondos foram ouvidos, e estruturas tremeram em áreas próximas. Blocos incandescentes rolaram pelos flancos, a uma distância de até 500 metros no dia 31 de agosto. Queda de cinzas foi novamente relatada em Manzano.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Reventador, Equador

Com base em análises de imagens de satélite, o Washington VAAC relatou uma possível emissão de cinzas no vulcão Reventador no dia 11 de agosto. No dia seguinte, uma anomalia térmica bem definida foi detectada e uma nuvem de cinzas se moveu na direção oeste. O Instituto de Geofísica do Equador confirmou a nuvem de cinzas, observando que ela ascendeu a uma altitude de 5,2 km acima do nível do mar.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Nevado del Ruiz, Colômbia

O Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS) reportou que durante os dias 3-6 de agosto foram detectados níveis pequenos de tremores sísmicos no vulcão Nevado del Ruiz, possivelmente associados com emissões contínuas de gases e cinzas. Queda de cinzas e forte cheiro de enxofre foram sentidos na cidade de Manizales (30 km a NO).

O INGEOMINAS, através do Observatorio Vulcanológico e Sismológico de Manizales, relatou que durante os dias 10-13 de agosto foram detectados novamente níveis baixos de tremores no vulcão  Nevado del Ruiz, possivelmente associados a contínua emissões de cinzas e gases. No dia 12 de agosto, um total de 140 terremotos de baixa magnitude (M <1,8) foi detectado em um enxame sísmico que começou em 9h e 56min e terminou às 18h e 00min. Os terremotos foram localizados a cerca de 4 km a oeste-sudoeste da cratera Arenas em profundidades menores que 5 km. Uma nuvem de gás e cinza foi observada por uma web câmera subindo 1 km acima da cratera e deslocando-se na direção oeste. Queda de cinzas foi relatada no povoado de Brisas (50 km a sudoeste). As imagens de satélite mostraram contínuas emissões de dióxido de enxofre. Um enxame sísmico no dia 13 de agosto foi caracterizado por eventos menores de 1 grau de magnitude, e localizado a nordeste da cratera Arenas em profundidades entre 3 e 5 km. Uma fina camada de cinzas foi depositada no observatório em Manizales.

O INGEOMINAS e o Observatorio Vulcanológico e Sismológico de Manizales informaram que variações na amplitude dos tremores vulcânicos foram detectados durante os dias 15-16 e 18-21 de agosto no vulcão Nevado del Ruiz, possivelmente associados a emissões contínuas de gases e cinzas. Terremotos indicativos de fraturamento rocha foram localizados na porção sudeste do edifício vulcânico, em profundidades entre 1,5-4 km, com magnitudes menores do que 1 grau. Um evento no dia 18 de agosto alcançou a magnitude de 2 graus, e foi localizado 1,17 km a sudoeste da cratera Arenas e a profundidade de 3,6 km. Web câmeras mostraram plumas gases e cinzas ascendendo a 400 metros e dirigindo-se para oeste e noroeste durante os dias 15-16 de agosto. Uma nuvem de gás alcançou novamente 400 metros e foi dispersa na direção noroeste em 19 de agosto. Durante os dias 20-21 agosto medições de campo e análises de imagens de satélite mostraram uma significativa quantidade de dióxido de enxofre na atmosfera.

O INGEOMINAS, através do Observatorio Vulcanológico e Sismológico de Manizales, relatou novamente que durante o período entre 22-28 agosto variações na amplitude dos tremores vulcânicos foram detectados em Nevado del Ruiz, possivelmente associados a emissões contínuas de gases e cinzas. Câmeras localizadas perto do vulcão mostraram plumas de gases ascendendo 800 metros acima da cratera e derivando na direção nordeste em 23 de agosto, e alcançando 1 km de altura no dia seguinte. Plumas de gases ascenderam entre 300-500 m e deslocaram-se nas direções oeste e norte durante os dias 26-28 agosto. Medidas de campo e análises de imagens de satélite mostraram uma significativa quantidade de dióxido de enxofre na atmosfera durante 24 e 26-27 de Agosto. O Nível de Alerta manteve-se em II (Laranja; "erupção provável em dias ou semanas").

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Galeras, Colômbia

O Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS) reportou que durante o período entre 1-6 de agosto a magnitude e a ocorrência de terremotos detectados no vulcão Galeras aumentaram desde as semanas anteriores. Plumas de gases, algumas vezes contendo tefra, ascenderam da cratera. Forte cheiro de enxofre foi sentido nos dias 1 e 6 de agosto . Emissões de cinzas no dia 4 de agosto foram observadas no período da manhã, e às 15h e 19min um tremor que durou 7 minutos foi acompanhado pela ascensão de uma pluma de gases e cinzas a uma altura de 1,4 km acima da cratera. Ocorreu queda de cinzas a 6 km a nordeste do vulcão. Outra pluma de cinzas ascendeu da cratera no dia 7 de agosto. 

O INGEOMINAS relatou que durante os dias 8-14 de agosto a sismicidade no vulcão Galeras continuou elevada. Alguns dos terremotos foram localizados perto do cone ativo, com magnitudes inferiores a 1 grau e profundidades não superiores a 2 km. Durante os dias 7-9 e 11 de agosto plumas de gás e cinzas ascenderam entre 0,9-1,3 km acima da cratera e foram dispersas nas direções sul e oeste. Emissões de dióxido de enxofre oscilaram entre os níveis moderado e elevado

Segundo o INGEOMINAS, a atividade sísmica no vulcão Galeras durante o período entre 14-21 de agosto foi fraca. Emissões de dióxido de enxofre flutuaram, mas mantiveram-se em níveis moderados. Uma nuvem de cinzas ascendeu da cratera no dia 16 de agosto. Plumas esbranquiçadas foram observadas durante 16 e 18-21 agosto

O INGEOMINAS relatou que durante o período entre 21-28 de agosto a sismicidade no vulcão Galeras aumentou. Emissões de dióxido de enxofre oscilaram, mas manteve-se em níveis moderados a baixa. Câmeras ao redor do vulcão registraram emissões durante os dias 21-26 de agosto; as emissões contiverram cinzas no dia 26 de agosto. O Nível de Alerta manteve-se em III (Amarelo; "mudanças no comportamento da atividade vulcânica").

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sotará, Colômbia

O Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS), através do Observatorio Vulcanológico e Sismológico de Popayán, relatou que durante os dias 08-14 agosto a atividade sísmica no vulcão Sotará aumentou. A rede sísmica registrou 110 eventos de magnitude entre 0,2-1,6 graus, principalmente localizados em uma área entre 0,1-5 km a nordeste do pico, em profundidades entre 2-6 km. Um inchamento do edifício vulcânico foi detectado na área nordeste, coincidente com a zona de aumento na sismicidade. Entretanto, web câmera não mostraram alterações morfológicas. O Nível de Alerta foi elevado para III (Amarelo; "mudanças no comportamento da atividade vulcânica").

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

O Montserrat Volcano Observatory (MVO) informou que a rede sísmica detectou dois pequenos enxames de terremotos vulcano-tectônicos nos dias 7 e 8 de agosto. Cientistas do MVO observaram um período de emissão de cinzas que começou às 17h e 00min do dia 8 de agosto, menos de duas horas após o segundo enxame. Sons semelhantes a rugidos foram ouvidos ao mesmo tempo. A pluma de cinzas se deslocou na direção oeste sobre a antiga capital Plymouth a uma altitude de 1 km acima do nível do mar e uma pequena quantidade de cinzas foi reportada por um pescador. A fonte da emissão pareceu ser um conduto de gás localizado no assoalho da cicatriz de colapso 11 de fevereiro de 2010, e não na cratera criada no dia 23 de março de 2012.

A atividade fumarólica na cratera 23 de março aumentou em comparação com duas semanas anteriores, e também algumas outras fumarolas estavam mais ativas. Uma mudança na direção do vento empurrou a pluma vulcânica para a direção norte por grande parte do dia fazendo que o odor de gás vulcânico fosse perceptível em algumas áreas habitadas.

No período entre 13 e 20 de agosto a sismicidade aumentou levemente, atingindo o nível mais elevado desde o episódio de emissão de cinzas que ocorreu no mês de março. 

O MVO relatou que durante 24-31 de agosto a atividade no domo de lava da cúpula do vulcão Soufrière Hills foi pequena, apesar de sismicidade ter permanecido ligeiramente elevada. Porém, no dia 29 de agosto, às 15h e 45min, um pequeno fluxo piroclástico se deslocou por  1-1,5 km por Tar River Valley. O fluxo que teve duração de 75 segundos gerou uma coluna de cinzas que se elevou a 900-1.200 metros, dispersando-se na direção oeste sobre a antiga capital Plymouth. O evento piroclástico teve um componente de surge de granulação fina. O Nível de Alerta permaneceu em 2 (em uma escala que varia entre 1 e 5).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

No dia 3 de agosto, o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou o começo de uma nova fase de atividade no vulcão Fuego, caracterizada por aumento na sismicidade e sons de emissões de gases. Tefra incandescente foi ejetada a 200 metros de altura e um fluxo de lava se deslocou por 500 metros sobre o flanco sudoeste. Fluxos piroclásticos desceram pelos flancos sudeste e sudoeste. Explosões durante os dias 4-7 de agosto produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 200-400 metros acima da cratera. Fluxos de lavas percorreram entre 250-300 pelo flanco sudoeste. Explosões durante a noite entre 5-6 de agosto ejetaram tefra incandescente 100 metros acima da cratera.

O INSIVUMEH relatou que durante os dias 9-10 e 13-14 de agosto explosões no vulcão Fuego produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 300-400 m acima da cratera e deslocaram-se na direção noroeste e oeste. Sons de desgaseificação foram relatados e difusas plumas brancas ascenderam entre 100-150 m e foram dispersas nas direções nordeste e noroeste pelos ventos. Fluxos de lava deslocaram-se por 200-250 metros através da drenagem Taniluyá (SO), gerando avalanches de blocos que atingiram áreas vegetadas. Em 10 de agosto, lahars com 25 metros de largura deslocaram-se por drenagens na direção carregando blocos com até 1-2 m de diâmetro. Explosões durante 13-14 agosto ejetaram tefra incandescente a uma altura de 100 metros acima da cratera.

O INSIVUMEH informou que durante os dias 15-16 e 18-21 de agosto, fluxos de lava do vulcão Fuego se deslocaram por 250-500 metros pela drenagem Taniluyá (SO), gerando avalanches de blocos que atingiram áreas vegetadas. Em 17 de agosto, lahars com 20 metros de largura formaram no setor sudeste do vulcão, carregando blocos de 1,5 m de diâmetro. Vapores ascenderam desde os depósitos em Las Lajas. Explosões foram ouvidas durante os dias 18-29 de agosto, mas as condições climáticas impediram observações. Explosões durante 19-21 de agosto produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 100-300 metros acima da cratera e se deslocaram nas direções N, NO, O e SO. Material incandescente foi ejetado entre 40-100 m acima da cratera durante a noite. Em um relatório especial emitido em 21 de agosto, INSIVUMEH afirmou que sismicidade aumentou, juntamente com desgaseificação e sons de estrondos. Material incandescente foi ejetado 150 m acima da cratera e fluxos de lava se deslocaram 500 metros por algumas drenagens, gerando avalanches de blocos que atingiram áreas vegetadas.

O INSIVUMEH relatou que no dia 22 de agosto, a rede sísmica do vulcão Fuego detectou lahars que se deslocaram na direção SE. Durante os dias 22-27 de agosto, fluxos de lava movimentaram-se entre 150-300 metros pela drenagem Taniluyá (SO) e 400 metros na drenagem Ceniza (S-SO), gerando avalanches de blocos incandescentes que atingiram áreas vegetadas. Material incandescente foi ejetado 100 metros acima da cratera. Nos dias 29-30 de agosto, fluxos de lava se deslocaram por 250 metros no setor sudoeste do vulcão, gerando avalanches de blocos que alcançaram áreas vegetadas e produziram plumas de coloração acinzentadas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que explosões no complexo de domos de lava Santiaguito do vulcão Santa Maria durante os dias 15-16 e 18-20 de agosto produziram plumas de cinzas que ascenderram entre 400-900 metros acima do domo Caliente e se deslocaram por 10 km nas direções oeste e noroeste. Avalanches de blocos foram originadas desde as frentes de múltiplos fluxos de lavas ativos. Plumas de gases ascenderam 200 metros e foram dispersas nas direções oeste-noroeste e sudoeste. Queda de cinzas  foi relatada durante os dias 18-20 agosto em diversos povados. Sons semelhantes a avalanches foram ouvidos em 21 de agosto, no entanto, as condições meteorológicas impediram observações visuais.

O INSIVUMEH relatou que durante os dias 22-26 de agosto explosões produziram plumas de cinzas que atingiram 700 metros acima do domo Caliente e foram dispersas na direção SO. Avalanches de blocos foram ogiriginadas nas frentes de múltiplos fluxos de ativos, particularmente no flanco SE. Durante os dias 25-26 de agosto foi relatada queda de cinzas no povoado de Monte Claro (S). Uma explosão em 27 de agosto produziu uma pluma branca que ascendeu 600 metros e que se deslocou na direção SE, provocando queda de cinzas no povoado de San Jose. Avalanches desceram o flanco SE.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Popocatépetl, México

O Centro Nacional de Prevencion de Desastres (CENAPRED) relatou que a sismicidade durante os dias 1-7 de agosto indicou emissões contínuas de gases e vapores, podendo estas conter alguma cinzas, principalmente nos dias 4-6 de agosto. Incandescência foi periodicamente observada na cratera. Plumas de cinzas ascenderam entre 1,5-4 km nos dias 5-6 de agosto. Algumas explosões ejetaram tefra incandescente sobre os flancos da montanha.

O CENAPRED relatou que durante os dias 08-14 agosto a sismicidade no vulcão Popocatépetl indicou contínua emissão de gases e vapores (com algum conteúdo de cinzas no dia 8 de agosto). Incandescência na cratera foi observada periodicamente. Uma pequena emissão de cinzas foi observada em 14 de agosto. Durante os dias 15-21 agosto a sismicidade no vulcão Popocatépetl indicou novamente contínua emissão de gases e vapores, podendo algumas vezes conter cinzas. Incandescência da cratera foi observada durante a noite. Uma nuvem de gases e cinzas ascendeu da cratera em 15 de agosto. A sismicidade aumentou significativamente em 17 de agosto. Tefra incandescente ejetada da cratera caiu sobre os flancos da montanha em uma distância de até 800 metros. Em 18 de agosto, uma nuvem de cinzas atingiu 2 km acima da cratera e deslocou-se na direção leste. Novamente a tefra incandescente ejetada caiu sobre o flanco SE. Uma pequena emissão de cinzas e tephra incandescente foram observadas em 19 de agosto.

O CENAPRED relatou que durante os dias 22-28 agosto a sismicidade no vulcão Popocatépetl indicou contínuas emissões de gases e vapores, com alguma cinza; incandescência na cratera foi observada durante as noites de 23-26 de agosto. Plumas azuladas de vapores e gases ascenderam da cratera em 27 de agosto. As 22h e 33min, uma explosão produziu uma pluma de cinzas e ejetou tefra incandescente dentro da cratera. Emissões mais robustas atingiram 500 metros de altura e foram por vezes acompanhadas por incandescência dentro da cratera. Posteriormente, uma pluma atingiu 1,5 km de altura. O Nível de Alerta manteve-se em amarelo, fase III.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sicília, Itália

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo informou que a nova fase de atividade na cratera Bocca Nuova, localizada no cume do vulcão Etna, que começou no dia 2 de julho, foi praticamente contínua durante três semanas, até o dia 24 de julho, para em seguida, diminuir rapidamente. Durante os primeiros 10 dias ocorreram explosões separadas por intervalos com uma duração de vários minutos silenciosos, e tornando-se posteriormente mais contínuas. Durante períodos de atividade mais intensa, algumas bombas de lava foram ejetadas para além da borda da cratera, caindo em uma área suavemente inclinada sobre o flanco da cratera. Lava foi emitida durante os dias 4-24 julho através de aberturas nos flancos do cone piroclástico que tinha começado a crescer em torno do conduto explosivo. Raramente, a lava foi emitida a partir da abertura explosiva principal do topo da cratera. A lava cobriu progressivamente o assoalho da cratera ao lado do cone piroclástico, que havia crescido 30-40 m, antes da atividade cessar em 24 de julho. Frequentes emissões de cinzas observadas no dia seguinte foram principalmente devido a explosões e, possivelmente, a partir de colapsos menores da área do cume do novo cone. Concomitante com a diminuição da atividade eruptiva, a amplitude dos tremores vulcânicos caiu para níveis normais.

Atividade episódica ocorreu durante o período entre 26 julho – 11 agosto. Ao amanhecer de 26 de julho, forte incandescência marcou o início de um novo episódio de atividade dentro de Bocca Nuova, que tinha as mesmas características da atividade anterior; frequentes explosões estrombolianas foram acompanhadas por emissões de fluxo de lava a partir de uma abertura localizada no flanco oeste do cone. No dia seguinte, a lava tinha quase preenchido completamente a cova de subsidência do assoalha da cratera, e o cone cresceu em altura. A atividade então diminuiu, e essencialmente cessou no anoitecer. Houve emissões de cinzas intermitentes em 28 de julho, e a amplitude dos tremores vulcânicos diminuiu para níveis normais.

Um terceiro episódio, durante os dias 29 julho – 1 agosto, foi caracterizado por pequenas explosões estrombolianas e emissão de lava a partir de uma abertura localizada no flanco sul do cone piroclástico. As amplitudes dos tremores vulcânicos mostraram fortes oscilações, mas nunca atingiram os níveis de pico associados com o episódio 26-27 julho. A amplitude dos tremores vulcânicos caiu drasticamente em 1 de Agosto, marcando o término da atividade; emissões de cinzas poucos foram observadas no dia seguinte.

O quarto episódio começou no dia 3 de agosto com um rápido aumento na amplitude dos tremores vulcânicos e forte incandescência na cratera Bocca Nuova, sinalizando o início de atividade estromboliana e as emissões de lava no assoalho da cratera. O evento terminou no dia seguinte, e foi seguida por atividade residual fraca dentro de Bocca Nuova, que gerou pequenas nuvens de cinzas. O quinto episódio começou no dia 6 de agosto e terminou no dia seguinte, mostrando essencialmente as mesmas características do episódio anterior.

O sexto episódio começou no dia 10 de agosto e foi novamente marcado por um rápido aumento na amplitude dos tremores sísmicos; durante a noite, forte incandescência iluminou a pluma de gás que saia da cratera, visível a dezenas de quilômetros de distância. Algumas das explosões ejetaram material piroclástico incandescente bem acima da borda da cratera. A atividade começou a diminuir logo depois da meia-noite e terminou em 11 de agosto. Posteriormente, as emissões de cinzas retomaram, produzindo pequenas nuvens de tefra de granulometria fina. Algumas das emissões de cinzas foram acompanhadas por ejeção de material incandescente; a amplitude do tremores vulcânicos, no entanto, manteve-se em níveis normais.

Fonte: Sezione di Catania – Osservatorio Etneo


Tongariro, Nova Zelândia

O GeoNet reportou no dia 6 de agosto que terremotos vulcânicos continuavam a ocorrer abaixo do vulcão Tongariro,  com aproximadamente cinco eventos por dia, mas o tamanho e o número deles diminuiu. Entretanto, por volta das 23h e 50min, uma erupção freática de curta duração (aproximadamente 1-2 minutos) ocorreu na área das crateras Te Mari, seguida nos minutos seguintespor uma série de pequenos e discretos terremotos. O Nível de Alerta foi elevado para 2 (em uma escala de 0-5) e o Código de Cores Aeronáutico foi elevado para Laranja (segundo mais elevado em uma escala de quatro cores). Uma pluma de cinzas foi dispersa na direção leste e queda de cinzas foi reportada nas áreas em torno do vulcão. Segundo jornais locais, os cientistas observaram “rochas incandescentes sendo arremessadas para fora da cratera”, explosões e raios. Algumas pessoas residentes na área do Tongariro foram retiradas e enviadas para abrigos. Uma rodovia foi fechada devido à pequena visibilidade provocada pela queda de cinzas (depósitos de cinzas com 5 cm de espessura foram formados). Alguns voos foram cancelados e um aeroporto foi fechado. O GeoNet observou que nenhum tremor vulcânico ocorreu nos dias precedentes da erupção. A última erupção nas crateras Te Mari tinha ocorrido no ano de 1896.

No dia 7 de agosto foram observadas nuvens de vapores de coloração clara ascendendo das crateras Te Mari e alguns pequenos terremotos foram detectados. Segundo os jornais locais, guias alpinos observaram três novos condutos ativos na área.

O GeoNet informou que o clima favorável no dia 8 de agosto permitiu aos cientistas do GNS realizar um voo de observação sobre Tongariro. Eles observaram condutos ativos fumegantes visíveis em uma nova área na cratera formada em 6 de agosto, abaixo da cratera Te Mari Superior. Blocos de lavas antigas e hidrotermalmente alteradas, tão grandes quanto 1 m de diâmetro, foram ejetados pela erupção e cairam a uma distância entre 1,5-2 km da área cratera Te Mari. A queda dos blocos formou crateras de impacto no solo em uma área extensa, a leste e oeste dos novos condutos. A maioria dos blocos estava coberta por cinzas, entretanto muitos blocos identificados na encosta oeste não estavam, sugerindo que eles foram expulsos após a fase de produção de cinzas da erupção principal.

Os cientistas também observaram que as áreas fumarólicas de Ketetahi e na cratera Te Mari Inferior mostraram-se mais vigorosas, mas não foram identificadas grandes mudanças. Um fluxo de detritos gerado pela erupção preencheu parcialmente um vale que drena a parte norte-oeste da área da cratera Te Mari Superior. O depósito bloqueou alguns afluentes do córrego, mas a maioria da água foi desviada em torno das margens. Cinzas deslizaram desde os bancos para dentro do córrego, e em outras drenagens as cinzas foram remobilizadas em fluxos de lama. Entretanto, nenhum lahar foi gerado pela erupção.

Novos depósitos de quedas de rochas foram visíveis em torno das paredes da área do novo conduto e na parte inferior das crateras Te Mari e também em algumas drenagens perto das crateras. Isto sugere que um significante terremoto ocorreu durante a erupção. O Nível de Alerta se manteve em 2 (numa escala de 0-5) e o Código de Cores de Aviação foi reduzido para amarelo (o segundo mais baixo em uma escala de quatro cores).

A atividade sísmica permaneceu baixa durante os dias 8-9 agosto, sendo que apenas alguns pequenos eventos foram registrados. A análise preliminar das cinzas mostrou que houve pouco ou nenhum novo magma envolvido na erupção. Análise de gases em 09 de agosto revelaram emissões de cerca de 2.100 toneladas por dia de dióxido de enxofre, 3.900 toneladas por dia de dióxido de carbono e 364 toneladas por dia de sulfeto de hidrogênio, confirmando a presença de magma abaixo do vulcão. Durante um sobrevoo em 9 de agosto cientistas observaram pequenas emissões de cinzas em aberturas. A sismicidade continuou baixa durante 10-14 agosto. As fortes chuvas de 12 de agosto provocaram a formação de um lahar que cruzou a autoestrada 46, cerca de 6 km a oeste de Rangipo.

O GeoNet informou que a atividade sísmica no Tongariro permaneceu baixa durante 14-16 agosto, mas condições meteorológicas impróprias impediram observações das crateras. No dia 15 de agosto houve vários relatos de odores de gases, particularmente da região de Manawatu (S). Em 17 de Agosto, GeoNet notou que, embora quantidades muito pequenas de cinzas tinham sido emitidas nos primeiros dias após a erupção, desde 6 de agosto não ocorria  nenhuma atividade significativa. Atividade sísmica voltou a níveis baixos após a erupção. O Nível de Alerta foi reduzido para 1 (numa escala de 0-5) e o Código de Cores de Aviação permaneceu em amarelo (o segundo mais baixo em uma escala de quatro cores).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


White Island, Nova Zelândia

O Centro de Dados GeoNet informou que durante o ano de 2011 e no início de 2012, o lago central da cratera do vulcão White Island evaporou lentamente, expondo condutos de vapores e formando duas grandes piscinas de lama. Em algum momento entre 27-28 de julho, o nível do lago subiu rapidamente entre 3 e 5 m. Emissões vigorosas de gases e vapores através do novo lago foram observados. Medições de emissão de gases em 01 de agosto mostraram que o dióxido de enxofre aumentou durante os últimos três meses, mas os níveis de dióxido de carbono não variaram.

Desde o início de do mês de julho houve períodos intermitentes de ocorrência de tremores vulcânicos, incluindo várias horas nos dias 28, 30-31 de julho. O GeoNet observou que o tremor não era incomum na White Island, mas no início de 2012 tinha estado em níveis muito baixos. Uma pesquisa recente mostrou que o assoalho do fundo da cratera principal não estava mais rebaixando, e podia estar, ao contrário, soerguendo lentamente. O Nível de Alerta manteve-se em 1 (em uma escala de 0-5), indicando sinais de agitação no vulcão. O Código de Cores de Aviação aumentou para amarelo (o segundo mais baixo em uma escala de quatro cores).

Um período particularmente forte de tremores vulcânicos foi registrado durante os dias 4-5 de agosto, que culminou com um terremoto às 4h e 54min. Imagens da câmera vídeo entre 4h e 54min e 4h e 57min mostraram uma erupção no lado da cratera principal. Esta foi à primeira vez que cinzas foram produzidas a partir do vulcão White Island desde o ano de 2001. O Nível de Alerta foi elevado para 2 e o Código Cores de Aviação foi aumentado para laranja. Uma pluma de vapores ascendeu da cratera no dia 5 de agosto. Por volta das 23h 30min do dia 7 de agosto os tremores vulcânicos diminuiram acentuadamente para níveis detectados antes do episódio atual de distúrbios. Algumas horas após essa queda, a cor da pluma mudou de branco para castanho claro, indicando maior quantidade de cinzas no seu interior. Observações visuais mostraram que um pequeno cone estava sendo construindo no lago, em torno da área principal de desgaseificação.

O GeoNet informou que cientistas visitaram White Island em 9 de agosto e observaram uma pluma de cinzas ascendendo a 300 metros de altura desde um novo respiradouro localizado no canto sudoeste do Complexo de Crateras 1978/1990. Cinzas escuras foram depositas sobre a parede da cratera principal, a oeste do respiradouro. O conduto tinha começado a construir um cone de tufo e foram observadas crateras de impacto em torno do cone, criados por material ejetado por explosões. Não havia nenhum sinal de crateras de impacto ou de blocos fora da área do Complexo de Crateras 1978/1990. Os tremores vulcânicos permaneceram em níveis baixos durante os dias 9-14 agosto e uma fraca nuvem de cinzas e vapores ascendeu a algumas centenas de metros de altura. A cor da pluma variou entre o branco e o cinza devido a mudança do teor de cinzas. Em 13 de agosto, o Nível de Alerta se manteve em 2 (numa escala de 0-5), enquanto que o Código de Cores de Aviação foi reduzido para amarelo (o segundo mais baixo em uma escala de quatro cores).

No dia 17 de Agosto, o GeoNet informou que pouca ou nenhuma cinza foi visível na pluma que ascendeu do vulcão White Island durante a semana anterior. Eles também observaram que a atividade sísmica foi pequena e o fluxo de dióxido de enxofre ficou em níveis normais. O Nível de Alerta foi reduzido para 1 (numa escala de 0-5), ao passo que o Código de Cores de Aviação permaneceu em amarelo (o segundo mais baixo em uma escala de quatro cores).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) informou que durante os períodos entre 1-7, 8-14, 15-21 e 22-31 de agosto o lago de lava ascendeu e retrocedeu periodicamente no conduto localizado dentro da Cratera Halema’uma’u. Plumas de gases desde o conduto continuaram a depositar quantidades variáveis de cinzas, spatter e “cabelos de Pele” nas áreas próximas.

Nos dias 1-7 de agosto foi observado incandescência desde a “piscina” de lava localizada no pequeno conduto sobre a margem leste da cratera/cone Pu’u ‘O’o e desde dois outros condutos ao longo da margem sul. Fluxos de lavas foram ativos na região de pali e na planície costeira. Entre os dias 8-14 de agosto não ocorreu nenhuma variação geológica significante na cone/cratera Pu’u ‘O’o.  Um novo respiro apareceu a sudeste da cratera alguns dias antes de 11 de agosto, provavelmente uma nova claraboia (skylight) no sistema de tubos de lava que alimenta os fluxos na região de pali e planície costeira. Fluxos de lavas foram ativos nessas regiões durante os dias 8-14 de agosto. A frente dos fluxos de lavas estava em torno de 2 km do oceano no dia 14 de agosto.

No período entre 15-21 de agosto, a claraboia localizada no flanco sudeste da cratera Pu’u ‘O’o continuou a brilhar intensamente. Incandescência também emanou desde um lago de lava localizado em uma cova na parte nordeste do assoalho da cratera. Uma nova e pequena cratera foi formada na parte sul do assoalho da cratera no dia 17 de agosto. Fluxos de lavas foram ativos na região de pali e na planície costeira. A frente do fluxo de lava estava em torno de 2 km desde o oceano no dia 18 de agosto.

Na semana entre 22-28 de agosto foi observada incandescência em três pontos principais da cratera/cone Pu’u ‘O’o: a partir de um lago de lava em um poço localizado na parte NE da cratera, em um poço situado na parte sul do assoalho da cratera, e a partir de uma claraboia na base do flanco SE. O conduto na parte sul do assoalho da cratera produziu um pequeno fluxo de lava em 26 de agosto. Fluxos de lava foram ativos em pali e na planície costeira, e estavam a uma distância de 2 km do mar em 28 de agosto.

No dia 30 de agosto, às 4h e 00min, um colapso do fundo da cratera/cone Pu’u ‘O’o, alargou o mais novo orifício na margem sul, fazendo ele aparecer levemente maior do que o orifício na margem leste. Um novo orifício formou-se na margem norte do assoalho da cratera por volta das 10h e 00min, sendo preenchido por lava próximo das 13h e 00min, e tornou-se um lago de lava logo após as 17h e 00min. Durante os dias 30-31 de agosto, incandescência foi emitida a partir do lago de lava do orifício na margem leste, mas foi ausente desde o orifício da parte sul. Fluxos de lava foram periodicamente ativos na região de pali e na planície costeira, ficando a mais de 2 km da costa.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakurajima, Kyushu, Japão

O Japanese Meteorological Agency (JMA) reportou que três explosões durante os dias 30 de julho-3 de agosto desde a cratera Showa do vulcão Sakurajima ejetaram tefra a uma distância de 800 metros. Uma pequena explosão ocorreu no dia 31 de julho na cratera Minami-dake. Explosões nos dias 1 e 3-7 de agosto produziram plumas que ascenderam a uma altura entre 1,8-2,1 km acima do nível do mar.

O JMA relatou que nove explosões durante os dias 06-10 de agosto desde a cratera Showa do vulcão Sakura-jima ejetaram tefra até 1.300 metros de distância da cratera. Com base em informações da JMA, o VAAC Tóquio informou que explosões durante os dias 08-14 de agosto produziram muitas vezes plumas que ascenderam a altitudes de 1,8-3,7 km. Um piloto observou uma nuvem de cinzas em 8 de agosto.

Segundo o JMA, durante os dias 17-20 de agosto explosões na cratera Showa do vulcão Sakura-jima ejetaram tefra até 1.300 metros de distância da cratera. Com base em informações da JMA, o VAAC Tóquio informou que as explosões durante 17-21 de agosto produziram plumas que atingiram altitudes entre 2,4-3,4 km. Pilotos observaram plumas de cinzas durante os dias 18-20 de agosto a altitudes entre 2,1-4,3 km e deslocando-se para sul, sudoeste e oeste. A quantidade total de cinzas emitida pelo vulcão Sakura-jima durante o primeiro semestre de 2012 foi duas vezes maior do que todo o ano de 2011, quando um número recorde de erupções ocorreu.

O JMA relatou que durante os dias 20-24 de agosto oito erupções explosivas na cratera Showa do vulcão Sakura-jima foram detectadas e ejetaram tefra até 1,8 km de distância da cratera. Medições de gases realizadas em 20 e 22 de agosto mostraram elevadas emissões de dióxido de enxofre em relação à semana anterior. Com base em informações da JMA, o VAAC Tóquio informou que as explosões durante 22-26 de agosto produziram plumas que atingiram altitudes entre 1,8-2,7 km e deslocaram-se nas direções N, NO e O. Explosões tambémforam detectadas em 28 de agosto.

Durante os dias 27-31 de agosto, segundo o JMA, foram detectadas cinco erupções explosivas desde a cratera Showa do vulcão Sakura-jima e que ejetaram tefra a uma distância de 1,3 km desde a cratera. Medições de gases tomadas nos dias 20 e 22 de agosto mostraram elevadas emissões de dióxido de enxofre, quando comparadas com as semanas anteriores.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Harvre Seamount, Ilhas Kermadec, Oceano Pacífico

O Institute of Geological & Nuclear Sciences Limited (GNS) informou no dia 11 de agosto que o Laboratoire de Geophysique (Papeete, Tahiti) descreveu a fonte da “jangada” de púmice nas ilhas de Kermadec no mês de julho. Eles informaram que um curto enxame sísmico foi registrado pela rede sísmica da Polinésia durante os dias 17-18 de julho. Mais de 157 eventos foram detectados, com magnitudes entre 3 e 4,8 graus. A grande jangada de púmice foi primeiramente observada no dia 19 de julho, a sul e oeste da Ilha Raoul, e então identificada por mais alguns dias.

Um cientista a bordo de um navio de pesquisa descreveu a jangada de púmice tendo 0,6 metros de espessura, 1 km de largura e que se estendia para a direita e a esquerda tão longe quanto à vista poderia alcançar. Um piloto de aeronave informou no dia 9 de agosto que a jangada se estendia por 463 km x 55 km, cobrindo uma área aproximada de 25.000 km2.

Cientistas que analisaram as imagens de satélites e a batimetria do fundo do mar sugeriram que a erupção foi originada no monte submarino Havre. A primeira evidência de uma erupção foi detectada em imagens de satélites às 22h e 50min do dia 18 de julho.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soputan, Sulawesi, Indonésia

Uma imagem de satélite adquirida pela NASA mostrou uma pequena pluma vulcânica ascendendo do vulcão Soputan no dia 8 de agosto.

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) relatou que o Nível de Alerta para o vulcão Soputan tinha sido reduzido para 2 (numa escala de 1-4) em 26 de junho. Entretanto, a sismicidade aumentou durante o período entre 08-22 de agosto; no dia 23 de agosto, os terremotos e avalanches vulcânicas aumentaram significativamente. Plumas de coloração clara ascenderam entre 50-150 metros acima da cratera. Uma erupção no dia 26 de agosto, às 19h e 36min, ejetou tefra incandescente a 50 metros acima da cratera e produziu uma pluma que atingiu 1 km de altura e foi dispersa na direção oeste. O Nível de Alerta foi elevado novamente para 3.

Com base em informações do CVGHM, NOAA, e análise de imagens de satélite, o Darwin VAAC relatou que no dia 27 de agosto uma nuvem de cinzas ascendeu a uma altitude de 12,1 km e se deslocou por 150 km na direção oeste. A erupção durou quatro horas. Mais tarde, uma pluma detectada em imagens de satélite atingiu uma altitude de 6,1 km. No dia 28 de agosto uma nuvem de cinzas foi deslocada por 220 km na direção sudoeste a uma altitude de 6,1 km.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tangkubanparahu, Ilha de Java, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que a sismicidade no vulcão Tangkubanparahu aumentou significativamente no dia 13 de agosto; terremotos continuaram a ser registrados até 23 de agosto. O Nível de Alerta foi aumentado para 2 (numa escala de 1-4). Visitantes e moradores foram proibidos de se aproximarem a menos de 1,5 km de raio da cratera ativa.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Anak Krakatau, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que a sismicidade no vulcão Anak Krakatau aumentou significativamente no mês de agosto.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Monowai Seamount, Ilhas Kermadec, Oceano Pacífico

O Institute of Geological & Nuclear Sciences Limited (GNS) relatou no dia 11 de agosto que os sismógrafos do Laboratoire de Géophysique (Papeete, Tahiti) registraram atividade eruptiva no monte submarino Monowai no dia 3 de agosto. A atividade parou durante a noite.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shiveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que imagens de satélites mostraram uma anomalia termal sobre o domo de lava durante os dias 10, 12-13 e 18-19 de agosto. Atividade sísmica aumentou para níveis moderados e avalanches quentes foram observadas durante os dias 19 e 20 de agosto. O Código de Cores de Alerta permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Bezymianny, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) relatou que a atividade sísmica no vulcão Bezymianny aumentou a partir da metade do mês de agosto. Durante os dias 24-31 de agosto a atividade foi moderada, com 17 eventos sendo registrados no dia 28 de agosto e 71 no dia 31 de agosto. Observadores notaram fraca a moderada atividade fumarólica durante os dias 25-26 e 29 de agosto. Uma anomalia termal foi detectada em imagem de satélite no dia 25 de agosto. Entretanto, o Código de Cores de Alerta permaneceu em amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Grupo Grozny, Ilha de Iturup, Arquipélago das Kurilas

Segundo o noticiário, Ivan Grozny, um dos dois vulcões que compõem o Grupo Grozny, entrou em erupção no dia 16 de agosto, após um aumento das emissões de gases no flanco nordeste do vulcão ter sido observado no dia anterior. Uma nuvem de cinzas ascendeu 1,2 km e provocou queda de cinzas nos povoados de Goryachiye Klyuchi (9 km a oeste) e Kurilsk (25 km de distância). Moradores relataram um odor sulfuroso. Durante a tarde, a queda de cinzas cessou e o odor diminuiu.

Com base em análises de imagens de satélite, o Sakhalin Volcanic Eruption Response Team (SVERT) reportou no dia 22 de agosto que uma pluma de gases e cinzas ascendeu 500 metros acima do Grupo Grozny e deslocou-se por 15 km na direção nordeste. A atividade fumarólica aumentou durante os dias 23-25 de agosto. Observadores relataram que uma nuvem de cinzas ascendeu a 5 km de altitude no dia 25 de agosto. No mesmo dia, o Tóquio VAAC informou que uma possível erupção de EtorofuYake-yama, um domo de lava do Grupo Grozny, pode ter produzido uma pluma que atingiu uma altitude de 4 km de altitude e foi dispersa na direção leste.

O SVERT informou que durante o final do mês de agosto a atividade fumarólica nos vulcões que compõe o Grupo Grozny aumentou. O Código de Cores de Aviação permaneceu em amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Cleveland, Ilha de Chuginadak, Arquipélago das Aleutas

O Alaska Volcano Observatory (AVO) informou que uma pequena explosão foi detectada no dia 17 de agosto por instrumentos sísmicos e infrasons localizados em vulcões vizinhos. Nenhuma nuvem de cinzas foi visível em imagens de satélite após o evento. Outra pequena explosão no dia 19 de agosto produziu uma pequena nuvem de cinzas, observada em imagens de satélite, que foi dispersa na direção sudeste.

O AVO informou que imagens de satélite do vulcão Cleveland mostraram a partir de 17 agosto que a cratera, com forma de funil, foi coberta por tefra e não continha nenhum domo de lava.  O Código de Cores de Aviação permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Little Sitkin, Arquipélago das Aleutas

O Alaska Volcano Observatory (AVO) alertou que por volta das 19h e 15 min do dia 29 de agosto um enxame de terremotos de alta freqüência foi detectado no vulcão Little Sitkin. A atividade sísmica anômala continuou durante a noite, levando AVO para elevar o Código de Cores de Aviação para amarelo. A taxa de sismicidade anômala variou durante os dias 30-31 de agosto, sendo os dois períodos mais ativos durante a manhã de 30 de agosto e por volta das 4h e 00min em 31 de agosto. A taxa de terremotos começou a diminuir em torno das 6h e 00min de 31 de agosto, mas permaneceu elevada no início do mês de setembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

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