Erupções de Agosto de 2015


Cotopaxi, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) reportou que no dia 14 de agosto começou um enxame de terremotos às 17h e 21min e terminou às 18h e 06min no vulcão Cotopaxi; o maior dos eventos, detectado às 17h e 23min, teve 2,7º de magnitude. Uma série de explosões freáticas no dia 15 de agosto com dois pequenos terremotos detectados às 04h e 02min e as 04h e 07min. Plumas de cinzas ascenderam até altitudes de 12,2 – 13,7 km acima do nível do mar; parte mais inferior da pluma se dirigiu para leste, enquanto que a porção superior para sudeste. Ocorreu queda de cinzas em áreas ao norte do vulcão. O IG relatou que uma explosão às 10h e 27min gerou uma pluma de cinzas que atingiu uma altitude 17,9 km acima do nível do mar e se deslocou em duas direções diferente, noroeste e leste. Um fluxo piroclástico desceu pelo flanco oeste da montanha. Cinzas desse evento alcançaram até 20 km de altura acima do nível do mar. Ocorreu queda de cinzas em diversas localidades. Partes do Parque Nacional Cotopaxi foram fechadas para visitantes. Durante os dias 15-16 de agosto as emissões de dióxido de enxofre foram elevadas.

Cientistas do IG observaram durante um sobrevoo no vulcão Cotopaxi no dia 18 de agosto quantidades variáveis, mas contínuas de cinzas e vapores ascendendo mais de 100 metros acima da cratera antes de descerem pelo flanco oeste do vulcão. Quantidades significantes de cinzas foram depositadas sobre os flancos na área dos flancos norte e sudoeste. Várias novas rachaduras foram notadas sobre o topo de algumas geleiras, especialmente sobre os flancos leste e nordeste, e possível novos depósitos de tefra sobre o flanco norte. Imagens termais não revelaram nenhum material quente sobre os flancos; as emissões impediram medições na parte interna da cratera. Durante os dias 18 a 21 de agosto, plumas de gases e vapores ascenderam até uma altitude de 2 km acima da cratera. No dia 22 de agosto, às 04h e 26min, a rede de monitoramento detectou um aumento na amplitude sísmica. Plumas de cinzas e vapores ascenderam 2 km desde a cratera e foram mais contínuas e maiores quando comparadas com os dias anteriores. Tremores sísmicos começaram a ocorrer às 21h e 41min e foram acompanhados pelo começo de emissões continuas de cinzas. Guardas confirmaram a queda de cinzas na entrada do Parque Nacional Cotopaxi. Até o dia 23 de agosto, as emissões de cinzas ocorreram de forma contínua, com poucas interrupções, ascendendo não mais do que 1 km acima da cratera e deslocando-se para sudoeste. Depósitos de 2 mm de cinzas foram acumulados durante um período de 18 horas. No dia 25 de agosto, plumas de cinzas se movimentaram nas direções oeste e noroeste, provocando queda de cinzas em diversas localidades dessas zonas.

Segundo o IG, o volume de material ejetado desde o começo da erupção do Cotopaxi foi estimado em 56.000 metros cúbicos no dia 14 de agosto e 19.500 metros cúbicos  durante os dias 15-21 de agosto. Imagens termais obtidas durante sobrevoos nos dias 18 e 26 de agosto revelaram um aumento significante na temperatura das emissões (150 º Celsius em 26 de agosto) e em diferentes áreas da cratera.

Desde o começo do registro de tremores contínuos no anoitecer de 22 de agosto ocorreram poucas interrupções nas emissões de gases e cinzas. Durante o período entre 25-31 de agosto as emissões de cinzas e vapores foram observadas ascendendo acima de 2 km de altura sobre a cratera e deslocando-se nas direções noroeste, oeste e sudoeste. O IG notou através da análise de imagens de satélite que no dia 26 de agosto que a pluma de cinzas ascendeu até 9 km acima do nível do mar. Queda de cinzas foi reportada em uma ampla área nos setores oeste e sudoeste da montanha, com milímetros de espessura em alguns locais nos últimos dias do mês de agosto.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Reventador, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) informou que durante o período entre 19-25 de agosto foi detectado um elevado nível de atividade sísmica no vulcão Reventador, incluindo explosões, tremores, terremotos de longo período, tremores harmônicos e sinais indicando emissões. A cobertura de nuvens impediu a observação visual do vulcão. No dia 20 de agosto, uma pluma de cinzas e vapor ascendeu 2 km e se dispersou nas direções sul e sudoeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Cabulco, Chile                                                                                                              

Segundo a Agência de Proteção Civil ONEMI (Oficina Nacional de Emergência-Ministerio del Interior), no dia 18 de agosto o Servicio Nacional de Geologia y Mineria (SERNAGEOMIN) e o Observatorio Volcanológico dos Andes del Sur (OVDAS) reportaram que a sismicidade no vulcão chileno Cabulco flutuou a baixos níveis de atividade e continuou a declinar, e somente emissões de vapor de água ascenderam do conduto. O Nível de Alerta foi diminuído para Verde (o nível mais inferior em uma escala de quatro cores). Entretanto, o ONEMI manteve o Nìvel de Alerta Amarelo (nível intermediário em uma escala de três cores) para as províncias de Llanquihue e Puerto Octay, e o Nìvel de Alerta Verde para Puerto Montt e Puerto Varas. No dia 21 de agosto a zona de exclusão de 10 km em torno do vulcão foi levantada, mas o SERNAGEOMIN alertou que a zona de exclusão de 1,5 km em torno das crateras permanece mantida e o público deverá continuar a se manter afastado das drenagens (por onde fluxos piroclásticos podem ocorrer).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Ubinas, Peru

O Instituto Geofísico del Perú (IGP) e o Observatorio Volcanológico del Sur (OVS) relataram um aumento na atividade sísmica no vulcão Ubinas durante os dias 12-18 de agosto, especificamente um aumento na frequência de sinais vulcano-tectônicos e híbridos. No dia 15 de agosto, às 10h e 16min, uma pluma de vapor e cinzas ascendeu 1,6 km acima da base da cratera. Nos outros dias somente foram observadas desde a cratera emissões de gases de coloração esbranquiçada e azul.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Nevado del Ruiz, Colômbia

O Washington Volcanic Ash Advisory Center (VAAC) reportou que anomalias termais no vulcão Nevado del Ruiz foram visíveis em imagens de satélite no dia 31 de julho. Paralelamente, um breve aumento na sismicidade também foi detectado, enquanto que a anomalia termal enfraqueceu nas imagens subsequentes. Dois pequenos sopros de cinzas no dia 6 de agosto ascenderam a 7,3 km de altitude.

O Servicio Geológico Colombiano (SGC) e o Observatorio Volcanológico e Sismológico de Manizales informaram no dia 23 de agosto que tremores vulcânicos associados com emissões de cinzas desde o Nevado del Ruiz continua. Queda de cinzas foi confirmada em várias localidades. Terremotos foram localizados dentro da parte NE da Cratera Arenas, em profundidades de 3,5 e 5 km. O maior dos eventos alcançou 2º de magnitude. A sismicidade aumentou no período entre 25-31 de agosto, com a rede de monitoramento registrando um grande número de terremotos de longo período, e vários episódios de tremores associados com emissões de gases e cinzas. Plumas de gases e vapores ascenderam 2 km acima da cratera e foram algumas vezes tingidas de tons cinza, devido à presença de cinzas. Eventos vulcano-tectônicos ocorreram em profundidades entre 0,7 e 6,8 km. O maior desses eventos foi registrado no dia 27 de agosto, à 01h e 44min, com 1,1 º de magnitude, localizado a 2,8 km de distância a sudoeste da Cratera Arenas e a uma profundidade de 4,7 km. Períodos de tremores de energia muito elevada foram detectados no dia 31 de agosto. O aeroporto La Nubia cessou suas operações no dia 31 de agosto devido às emissões de cinzas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou moderados níveis de atividade foram detectados desde o dia 9 de agosto no vulcão Fuego. Nos dias 12-13 de agosto foram detectadas oito explosões, junto com sons de estrondos e ondas de choque. Plumas de cinzas ascenderam 350 metros acima da cratera. Material incandescente foi ejetado a 200 metros de altura, enquanto que avalanches desceram por diversas drenagens localizadas nos flancos sul, sudeste, sudoeste e oeste do vulcão.

O INSIVUMEH informou que explosões durante os dias 22-25 de agosto no vulcão Fuego produziram fortes sons e plumas de cinzas que ascenderam 450-650 metros acima da cratera e se deslocara por 12 km na direção oeste. Material incandescente foi ejetado a 100-150 metros acima da cratera. Queda de cinzas foi reportada em diversas localidades no setor sudoeste da montanha. Lahars desceram pela drenagem Trinidad, no flanco sul.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que explosões durante os dias 23-25 de agosto desde o cone Caliente, que faz parte do complexo de domos de lava denominado Santiaguito, geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 700-800 metros de altura e foram dispersas nas direções oeste e sudoeste. Avalanches de blocos desde as porções frontais dos fluxos de lava desceram pelo flanco leste. Queda de cinzas foi reportada em algumas localidades nos setores sul e sudoeste da montanha.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Piton de la Fournaise, Ilha de Reunião, Oceano Índico

O Observatoire Volcanologique du Piton de la Fournaise (OVPDLF) reportou que um rápido aumento na sismicidade, aumento na emissão de gases e aumento na deformação do vulcão Piton de la Fournaise no dia 30 de julho levou ao aumento do nível de alerta e evacuação de moradores. Uma erupção fissural começou no dia 31 de julho às 09h e 20min, precedida por 90 minutos de alta sismicidade e 80 minutos de grande deformação. Uma fissura de 1 km de comprimento abriu na parte nordeste da Caldeira l’Enclos Fouqué e produziu dezenas de fontes de lava. Uma pluma de gás ascendeu até 3,5 km de altura acima do nível do mar. No anoitecer havia somente 5 fontes de lava, e os fluxos de lava tinham se deslocado na direção leste até atingir a região de Plaine des Osmondes, situada na parte nordeste da caldeira. Segundos novas informações, as fontes de lava atingiram 40 metros de altura, formando  cones com 20 metros de altura no dia 31 de julho. No dia 2 de agosto, às 11h e 15min, os tremores cessaram, após algumas horas de flutuação na intensidade, e a lava não sendo mais extrudida.

No dia 24 de agosto, o OVPDLF reportou um aumento na sismicidade e contínua deformação no edifício vulcânico do vulcão Piton de la Fournaise durante os dias anteriores, e um significante aumento na sismicidade naquela manhã, em particular. Emissões de dióxido de enxofre aumentaram às 16h e 00min, e às 17h e 11min a rede sísmica e de deformação indicou uma intrusão magmática. Fontes de lava foram visíveis às 18h e 50min desde uma fissura no flanco sul da Cratera Dolomieu, e na elevação de 2.000 metros, próximo da Cratera Rivals. A fissura se propagou na direção do topo da Cratera Rivals, e por volta das 21h e 15min, uma fissura abriu na direção noroeste, abaixo da Cratera Bory. A taxa do fluxo de lava foi de 30-60 metros cúbicos por segundo. Na manhã seguinte, fontes de lava localizadas nas elevações mais superiores cessaram, e foram somente ativas desde uma seção de 100metros de comprimento próximo da Cratera Rivals. A taxa do fluxo de lava tinha diminuído significativamente para 10 metros cúbicos por segundo. Próximo do topo da fissura ativa se formou um cone com 140 metros de altura.

O OVPDLF relatou que a erupção no vulcão Piton de la Fournaise flutuou em intensidade durante os dias 26-27 de agosto, provocando variações na altura das fontes de lava e emissões. Um conduto permaneceu ativo e os fluxos de lavas originados deste conduto se deslocaram pelo mínimo de 3,5 km. Na aurora de 28 de agosto, uma pequena pluma ascendeu 400 metros e se dispersou na direção sul. Durante um sobrevoo no dia 29 de agosto, cientistas observaram dois cinder cones em crescimento hospedando lagos de lava e fontes de lava. UM fluxo de lava do tipo ‘a’a foi ativo, e uma grande pluma de gás ascendeu 3 km.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O U.S. Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) declarou que a sismicidade abaixo do cume do Kilauea, na zona de Rifte Leste e na zona de Rifte Sudoeste permaneceu dentro dos níveis normais (background) para a região no mês de agosto.  O lago de lava no conduto denominado Overlook continuou a circular e emitir respingos de lava (spattering). O fluxo de lava denominado de 27 de junho continuou ativo entre 4-8 km a nordeste da Cratera Pu’u ‘O’o. Câmeras de vídeo registraram múltiplos condutos incandescentes emitindo gases dentro da cratera Pu’u ‘O’o, e por 45 minutos um fluxo de lava extravasou desde um conduto na parte leste da cratera. Um pequeno lago de lava foi formado (40-50 metros de diâmetro e 21 metros de profundidade) na parte do conduto colapsado. No dia 27 de agosto, lava extravasou desde um conduto no lado nordeste do assoalho da cratera e lentamente se espalhou para fora; o fluxo foi ativo até próximo da meia-noite. Um grande extravasamento também ocorreu sobre o flanco nordeste desde um tubo de lava que alimenta distantes fluxos; a lava percorreu 580 metros antes de parar. No dia 29 de agosto, um muito pequeno e de curta duração fluxo emergiu desde um conduto na porção sudeste do assoalho da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Gamalama, Halmahera, Indonésia

O Badan Nacional Penanggulangan Bencana (BNPB) informou no dia 4 de agosto que o vulcão Gamalama continuou a erupcionar, ainda que em baixa intensidade. O Nível de Alerta permaneceu em 2 (em uma escala de 1-4). Moradores e visitantes foram alertados para não se aproximarem da cratera dentro de um raio de 1,5 km. O número total de pessoas retiradas da região foi de 1.791.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Raung, Java, Indonésia

O Badan Nacional Penanggulangan Bencana (BNPB) relatou no dia 4 de agosto que durante os 3 dias anteriores a erupção explosiva do tipo Estromboliana aumentou de intensidade no vulcão Raung. Cinzas caíram em diversos povoados. Nesse mesmo dia, plumas de coloração cinza escuro ascenderam 800 metros e se deslocaram na direção sudeste. O Nível de Alerta permaneceu em 3 (em uma escala que varia entre 1-4) e o público foi alertado a não se aproximar da cratera dentro de um raio de 3 km.

O Pusat Vulkanologi dan Mitigasi Bencana Geology (PVMBG) reportou que plumas de cinzas ascenderam a 1 km acima da cratera durante o período de 16-24 de agosto e foram dispersas preferencialmente na direção noroeste. A sismidade flutuou, mas continuou a diminuir. O Nível de Alerta foi rebaixado  para 2 (em uma escala de 1-4) no dia 24 de agosto, e o público foi alertado para não se aproximar da cratera dentro de um raio de 2 km.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sinabung, Java, Indonésia

O Badan Nacional Penanggulangan Bencana (BNPB) reportou no dia 4 de agosto a erupção no vulcão Sinabung continua a nível muito elevado. Lava foi incandescente a uma distância de 1,5 km nas direções sudeste e leste e múltiplas avalanches foram detectadas. Fluxos piroclásticos se deslocaram por 3 km nas mesmas direções e plumas de cinzas ascenderam 2 km. Nos próximos dias plumas de coloração esbranquiçadas ascenderam até 500 metros acima da cratera e fluxos de lavas sobre os flancos foram incandescentes até uma distância de 2 km nas direções sul e sudeste. A ocorrência de fluxos piroclásticos diários variou no geral entre um e sete, embora nenhum tenha ocorrido no dia 8 de agosto. Os fluxos piroclásticos se deslocaram por até 4 km nas direções leste e sudeste e geraram plumas de cinzas que ascenderam até 3 km de altura. No dia 13 de agosto, um fluxo piroclástico gerou uma pluma de cinzas que ascendeu 1 km acima da cratera. A sismicidade consistiu de sinais de avalanches, eventos sísmicos de baixa frequência e híbridos, tremores, eventos tectônicos, e terremotos vulcânicos. Uma anomalia termal foi visível em imagens de satélite.

O Nível de Alerta permaneceu em 4 (em uma escala que varia entre 1-4), com uma zona de exclusão de 7 km no setor sudeste e de 6 km no setor leste. Ocorreu a retirada de 3.152 famílias (11.114 pessoas) da área, que foram colocadas em 10 abrigos permanentes, e um adicional de 2.053 famílias (6.179 pessoas) em abrigos temporários. Nos dias 6 e 10 de agosto, foram observadas plumas de cinzas que a altitudes de 4,3 e 6,5 km, respectivamente.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Manam, Papua Nova Guiné

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) reportou que uma erupção na Cratera Sul do vulcão Manam começou por volta das 11h e 30min do dia 31 de julho com fortes semelhantes a “roncos”. Logo após, fragmentos vulcânicos do tipo escória de vários tamanhos foram ejetados; escórias de tamanho de um “punho” caíram no povoado de Warisi sobre o lado leste da ilha, e clastos de 10-20 cm em diâmetro caíram sobre o lado norte da ilha em Baliau. Duas pessoas ficaram inconscientes depois de terem sido atingidas pela escória. Moradores começaram a serem retirados por volta do meio-dia. Residentes em Bogia (25-30 km a sul-sudoeste) reportaram queda de cinzas por volta das 12h e 45min, e às 13h e 00min o céu escureceu. Cinzas também foram reportadas em Potsdam (a noroeste de Bogia). O RVO que em torno das 13h e 30min, imediatamente após a queda de escórias ter cessado, emissões escuras carregadas de cinzas ascenderam da cratera. Baseado em imagens de satélite e observações visuais, foi estimado que a coluna de cinzas se elevou a 19,8 km de altura acima do nível do mar, espalhando-se em múltiplas direções. O RVO notou que por volta das 17h e 40min a atividade declinou e as emissões adquiriram uma coloração cinza claro, e na próxima manhã somente emissões esbranquiçadas foram observadas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Aira, Kyushu, Japão

O Japan Meteorological Agency (JMA) reportou no dia 15 de agosto um aumento na frequência de terremotos vulcânicos detectados dentro da Cratera Minami-Dake (Caldeira Aira – Vulcão Sakurajima). Paralelamente, o intumescimento do edifício vulcânico tornou-se mais rápido. Esta atividade sugeriu um aumento na possibilidade de explosões de grande escala, o que levou o JMA a elevar o Nível de Alerta para 4 (em uma de cinco níveis). Atividade elevada continuou a ser detectada até o dia 18 de agosto.

O JMA informou que uma explosão de pequena escala ocorreu no dia 19 de agosto na Cratera Showa. Segundo a mesma agência, a possibilidade de uma erupção de grande escala ocorrer diminuiu desde o dia 15 de agosto. Dados de deformação do edifício vulcânico obtidos durante os dias 15-16 de agosto sugeriram a intrusão de um dique abaixo da Cratera Minamidake, centrado entre 1-3 km abaixo do nível do mar, com um volume estimado de 2 milhões de metros cúbicos. Explosões de pequena escala continuaram a ocorrer na Cratera Showa nos dias 21 e 23 de agosto. O Nível de Alerta permaneceu em 4.

O JMA relatou que explosões de pequena intensidade na Cratera Showa foram detectadas nos dias 28-29 de agosto. Uma pluma de cinzas ascendeu 800 metros acima da cratera no dia 29 de agosto. Pequenas explosões também ocorreram na Cratera Minamidake no dia 30 de agosto. O Nível de Alerta foi diminuído para 3 (em uma escala de 5 níveis) no dia 1 de setembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Cleveland, Arquipélago de Chuginadak, Estados Unidos

O U.S. Geological Survey Alaska Volcano Observatory (AVO) declarou que imagens de satélite obtidas durante o período de 29 de julho e 4 de agosto detectaram temperaturas superficiais fortemente elevadas no cume do vulcão Cleveland, consistente com o crescimento de um novo domo de lava. Foram reportadas frequentes quedas de rochas sobre os flancos do vulcão. Uma pluma de gás muito pequena foi visível em imagens de câmeras de vídeo durante os dias 2-3 de agosto, e emissões de vapores foram observadas no dia 4 de agosto. Um sobrevoo no dia 4 de agosto foi observado um depósito de lava cobrindo o assoalho da cratera. Uma câmera termal detectou temperaturas na superfície do domo variando entre 550-600º Celsius. Também foram identificadas emissões de cinzas e vapores dentro da cratera. Imagens de satélites identificaram nos dias 4-6 de agosto temperaturas superficiais levemente elevadas na região do cume. Uma pequena explosão ocorreu às 22h e 03min do dia 6 de agosto. Pequenas plumas de vapores ascenderam da cratera nos dias 9-10 de agosto.

O AVO informou no dia 21 de agosto que as temperaturas superficiais elevadas detectadas na região do cume do vulcão Cleveland por imagens de satélites durante os dias anteriores provavelmente indicam efusão de lava. Pequenas emissões de vapores foram observadas desde a cratera nos dias 21-22 de agosto. Temperaturas superficiais elevadas foram novamente detectadas por imagens de satélite nos dias 23-25 de agosto. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Chirinkotan, Arquipélago das Kurilas, Rússia

O Sakhalin Volcanic Eruption Response Team (SVERT) informou que uma fraca erupção no vulcão Chirinkotan no dia 10 agosto foi caracterizada por fluxos de blocos e fluxos piroclásticos que alcançaram a zona costeira. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico foi elevado para Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Klyuchevskoy, Kamchatka, Rússia

O Kamchatakn Volcanic Eruption Response Team (KVERT) relatou que uma câmera de vídeo registou incandescência na cratera do vulcão Klyuchevskoy, às 03h e 44min do dia 28 de agosto, indicando o começo de atividade explosiva Estromboliana. Fortes emissões de gases e vapores foram visíveis durante os dias anteriores. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico foi elevado para Amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Karymsky, Khamchatka, Rússia

O Khamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que a atividade explosiva moderada continuou por todo o mês de agosto no vulcão Karymsky. Imagens de satélites detectaram anomalias em vários dias durante o período e ocasionais plumas de cinzas. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sheveluch, Khamchatka, Rússia

O Khamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) declarou que a extrusão do domo de lava sobre o flanco norte do vulcão Sheveluch continuou durante o mês de agosto e foi acompanhada por atividade fumarólica, incandescência no domo e avalanches quentes. Imagens de satélites detectaram anomalias termais sobre o domo quase que diariamente. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shishaldin, Ilhas Fox, Estados Unidos

O U.S. Geological Survey Alaska Volcano Observatory (AVO) relatou que a sismicidade no vulcão Shishaldin continuou elevada, acima dos valores normais para a região, durante todo o mês de setembro, indicando que atividade eruptiva de pequena intensidade confinada a cratera do cume continua.  Temperatura superficial elevada foi ocasionalmente detectada em imagens de satélites. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

 

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