Erupções de Dezembro de 1999

Etna, Sicília, Itália

10 de dezembro de 1999

A erupção central do vulcão Etna dos últimos meses, que culminou com a atividade espetacular na cratera Bocca Nuova entre os dias 5 de outubro e 3 de novembro, aparenta ter terminado, no mínimo temporariamente. O último evento de forte atividade estromboliana ou de fontes de lavas registrado na cratera Bocca Nuova na noite do dia 3 de novembro foi seguido por um rápido decréscimo na atividade. No dia 8 de novembro, toda a atividade na área do cume consistia de ocasionais expulsões de cinzas no conduto noroeste da cratera Bocca Nuova, sendo que nas noites entre 10 e 15 de novembro foram notadas somente fracas atividades estrombolianas neste conduto.

18 de dezembro de 1999

No dia 14 de dezembro, cinzas foram emitidas esporadicamente a partir do conduto dentro da cratera Bocca Nuova, a mais notável atividade eruptiva nesta cratera em torno de 1 mês. Um forte vento carregou as cinzas em direção a leste, provocando uma pequena queda de cinzas sobre o flanco leste do vulcão, e um fino depósito de cinzas foi depositado na auto-estrada Catânia-Messina. Cada emissão durou em torno de 2 minutos e consistiram de distintos pulsos; a pluma resultante ascendeu não mais que 100 m acima da cratera devido ao vento. Entre as emissões de cinzas, sopros ocasionais de gases coloridos foram vistos ascendendo da cratera. O verdadeiro caráter desta atividade não é conhecida, se é uma nova atividade magmática ou se é relacionada a colapsos dentro dos condutos dentro da cratera Bocca Nuova. Se a atividade magmática ressurgir nesta cratera, então novos fluxos de lava sobre o flanco oeste do vulcão poderão ser esperados.

24 de dezembro de 1999

Atividade explosiva na cratera Bocca Nuova está aumentando novamente. No dia 19 de dezembro, explosões desde o conduto sudeste ejetaram cinzas (com colunas de cinzas ascendendo até a 1 km de altura) e também blocos e bombas (nenhum material incandescente foi visto durante as observações realizadas durante o dia) que ascenderam acima da margem do conduto em alguns casos. O conduto noroeste mostrou emissões rítmicas de vapores muito densos, o que também ocorreu no conduto central da cratera Voragine.

Segundo Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology nada pode ser dito no momento em relação a natureza desta atividade. Desde a última semana há um definido aumento no volume e energia das emissões explosivas a partir da cratera Bocca Nuova, mas não há bons indicadores que algumas destas emissões estejam relacionadas a uma ascensão renovada da coluna magmática dentro dos condutos. Atividades deste tipo podem entretanto serem um predecessor de atividade magmática, com o material o que obstrui o conduto sendo ejetado para fora antes do magma atingir a superfície.

31 de dezembro de 1999

Durante as últimas duas semanas as emissões gases e cinzas desde a cratera Bocca Nuova (provavelmente desde o conduto na sua porção sudeste) tem sido mais freqüentes, e na noite do dia 23 de dezembro, cientistas observaram incandescência contínua na área do cume do vulcão. No dia 26 de dezembro, um enxame de 14 pequenos terremotos (alguns deles foram sentidos por moradores locais) ocorreram na área de Zafferana, no flanco leste-sudeste do vulcão. O sismo mais forte, medindo 3,1 graus na Escala Richter, causou ansiedade na população e pequenos danos nas construções. Esta sismicidade é quase certamente relacionada ao sistema de falhas que cortam o flanco leste do Etna, e portanto o tipo de relação com a atividade eruptiva do vulcão é difícil de ser estabelecida.

Fonte: Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology
 

Guagua Pichincha, Equador

4 de dezembro de 1999

No dia 2 de dezembro ocorreram duas séries de explosões e emissões de cinzas no vulcão Guagua Pichincha. A primeira série, de menor energia, foi registrada entre as 17 h e 23 min e as 18 h, enquanto que a segunda série, de maior energia, ocorreu entre as 20 h e 13 min e as 22 h. Estas explosões podem ter destruído total ou parcialmente o possível domo (no 5) que estava em formação. Observações no rio Cristal mostraram a presença de um novo lahar que deve ter ocorrido recentemente e que talvez seja o produto da ruptura de um dique na parte alta do rio, provavelmente formado logo depois da explosão da semana passada. Se constatou, também, que as rochas que foram transportadas pelo fluxo piroclástico da semana anterior ainda conservam uma alta temperatura (aproximadamente 50°C).

10 de dezembro de 1999

O vulcão continua com o processo de formação e destruição de domos devido a explosões que variam de moderadas a fortes, com a conseqüente geração de avalanches de rochas, fluxos piroclásticos e fluxos de lama que descem desde a caldeira pelo vale do rio Cristal. No dia 8 de dezembro, observações visuais confirmaram a presença de um novo domo (no 6) na caldeira do vulcão Guagua Pichincha. No dia 10 de dezembro, ocorreram explosões que variaram em intensidade desde pequenas até grandes, e produziram-se também várias avalanches até o rio Cristal de rochas desprendidas do domo. Pesquisas realizadas no leito deste rio, confirmaram a presença de novos depósitos de fluxos piroclásticos, maiores que o depósito observado no dia 30 de novembro. A vegetação ao redor do rio está completamente destruída pelo peso das cinzas e pelas chuvas na região.

18 de dezembro de 1999

Durante os últimos dias (10 a 15 de dezembro), o vulcão Guagua Pichincha produziu varios eventos explosivos, pequenos a moderados, provocando a destruição do domo no 6. A atividade sísmica aumentou a partir do dia 16 de dezembro, com o registro de 555 sismos de longo período, 75 híbridos, 1 vulcano-tectônico e 71 sinais de avalanches de rochas. No dia 17 de dezembro, ocorreram uma série de 11 explosões, formando uma coluna de vapores e cinzas com forma de cogumelo que alcançou rapidamente 8-9 km de altura. O vento carregou a nuvem para leste e noroeste, provocando uma rápida queda de cinzas, às 10 h, na cidade de Quito. Devido a este evento vulcânico, em torno das 09 h e 30 min o Aeroporto de Quito evacuou suas aeronaves e desviou o tráfego aéreo na região. Posteriormente, o aeroporto reiniciou suas atividades a partir das 13 h e 10 min. Constatou-se também uma importante elevação no nível do rio Blanco, com a chegada de um fluxo de lama carregado de cinzas e blocos que alcançou uma espessura em torno de 3 m. Desde as últimas explosões que destruíram o sexto domo, a sismicidade no vulcão Guagua Pichincha tinha-se manteve-se em níveis moderados, podendo indicar possivelmente a formação de um sétimo domo, o qual o Instituto Geofísico Equatoriano supõe ter sido destruído com as explosões do dia 17 de dezembro.

24 de dezembro de 1999

Após as fortes explosões que ocorreram no dia 17 de dezembro a atividade sísmica no vulcão Guagua Pichincha diminuiu, entretanto os sismos do tipo vulcano-tectônico aumentaram, sugerindo uma nova tentativa de ascensão de material magmático. No dia 18 de dezembro, pesquisas realizadas nos flancos do edifício vulcânico constataram a presença de púmice, provenientes das explosões do dia anterior, com tamanhos entre 2 a 5 cm de diâmetro. O odor de enxofre foi intenso neste dia, podendo ser sentido claramente no vilarejo de Lloa. No setor do rio Cristal foi possível observar a vegetação queimada por possíveis fluxos piroclásticos associados a explosões do dia 17. No dia 20 de dezembro, durante um sobrevôo sobre a caldeira, foi constatado a presença de rochas com coloração cinza claro na cratera 1999, formando um novo domo (no 8) de rochas. No dia 21 de dezembro, o domo já possuía uma altura aproximada entre 50 e 100 m, desde a base da caldeira. O crescimento do domo é caracterizado por um comportamento assísmico (4 sismos vulcano-tectônicos, 18 de longo período,  16 híbridos e 9 quedas de rochas no dia 23 de dezembro). Com a presença de novo material magmático no cume do vulcão é provável que ocorram novas explosões nos próximos dias.

27 de dezembro de 1999

A atividade sísmica nos últimos dias continua sendo baixa no vulcão Guagua Pichincha, enquanto que o domo no 8 continua crescendo lentamente.

31 de dezembro de 1999

O domo no 08 continua a crescer lentamente na caldeira do vulcão Guagua Pichincha. Esse crescimento é associado a uma baixa sismicidade, o que provavelmente está relacionado a escassa resistência que as rochas do conduto apresentam. Uma nova queda de cinzas pode produzir-se por uma explosão ou por um colapso do domo de rochas. A possibilidade de explosões está relacionada ao conteúdo de gases no magma e este fator não pode ser predito. Aparentemente o domo que se encontra atualmente na superfície não possui muitos gases. Na segunda possibilidade, o colapso se produziria devido a uma desestabilização do domo de rochas, o qual por sua vez depende de seu tamanho e sua taxa de crescimento.

Fonte: Escuela Politecnica Nacional – Instituto Geofísico (Equador) e Jornal La Hora
 

Kilauea, Hawai

24 de dezembro de 1999

Um pequeno fluxo de lava alcançou o mar no dia 13 de dezembro, sendo a primeira vez que isso aconteceu desde a pausa eruptiva que ocorreu entre os dias 12 e 23 de Setembro, que impediu o aporte de material magmático a um sistema de tubos que terminavam próximo a praia de Kamokuna. No dia 15 de dezembro, a lava fluía em um ou mais pequenos tubos sobre um antigo penhasco a beira do mar e espraiava-se como lava pahoehoe sobre o banco de praia abaixo. Ocasionalmente, a lava esguichava do penhasco e atingia o banco de praia 15 m abaixo, onde então movia-se lentamente como lava `a`a. Relatórios do dia 23 de dezembro, indicam que a lava continua a entrar no mar e formando um novo banco de praia.

31 de dezembro de 1999

O antigo banco de praia Lae`apuki continua a aumentar para dentro do oceano por fluxos de lava do tipo pahoehoe. Adicionalmente, outro pequeno banco de praia está sendo formado, que se estende para oeste por 100 metros desde o banco de praia Lae`apuki. Na noite do dia 27 de dezembro, um fluxo de lava alcançou o penhasco da praia e formou uma cascata de lava até a nova areia de praia abaixo, formada durante a última semana por deposição a partir de correntes marítimas.

Fonte: Hawaiian Volcano Observatory
 

Sakurajima, Japão

31 de dezembro de 1999

Atividade eruptiva no vulcão Sakurajima foi elevada no final do mês de uutubro, chegando ao número de 19 erupções no início do mês de novembro. A atividade foi relativamente baixa durante a metade e final do mês de novembro, entretanto, o Sakurajima voltou a ficar mais ativo no início do mês de dezembro, com algumas poucas explosões ocorrendo em um dia. Pequenas quantidades de bombas foram encontradas nas porções superiores do vulcão.

Às 05 h e 55 min do dia 10 de dezembro, o vulcão lançou grande quantidade de bombas até 4 km da cratera, junto com a formação de colunas de fogo com até 100 m de altura que foram acompanhadas por 116 raios vulcânicos. Colunas de fogo com até 300 m de altura junto com 6 ocorrências de raios vulcânicos foram observadas no dia 24 de dezembro. A altura da pluma das explosões em dezembro variaram de 1.500 até 2.000 metros de altura.

O número total de explosões no mês de dezembro foi de 85. As explosões ocorreram todos os dias durante 23 dias (3 a 25 de dezembro). Este é o maior registro desde que a Agência Meteorológica Japonesa (JMA) começou a observação do vulcão Sakurajima em 1955; o segundo maior registro é de 21 dias em 1960. O número total de explosões em 1999 foi de 226.

Fonte: Volcano Research Center – Tokyo University
 

Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

10 de dezembro de 1999

Relatório do Montserrat Volcano Observatory para a semana entre os dias 26 de novembro e 3 de dezembro mostrou que a atividade no vulcão Soufriere foi significantemente mais elevada. A rede sísmica registrou um total de 46 sinais de queda de rochas, 2 terremotos vulcano-tectônicos, 44 híbridos e 10 tremores de longo período. A sismicidade foi caracterizada por tremores bandeados com tremores híbridos e de longo período coalescendo em um tremor contínuo. Este estilo de atividade começou no dia 28 de novembro e o período entre os intervalos de tremores decresceu lentamente desde então, com uma média em torno de 10 horas. O domo está crescendo na cicatriz formada pelo colapso do dia 3 de julho de 1998. O domo é alongado para leste e possui aproximadamente 200 metros de comprimento, 80 metros de largura e 70 metros de altura. No seu ponto mais alto há dois espinhos (spines) com ao redor de 8 metros de altura.

18 de dezembro de 1999

Segundo o relatório do Montserrat Volcano Observatory para a semana entre os dias 3 de dezembro a 10 de dezembro, o novo domo de lava do vulcão Soufriere continua a crescer. A rede sísmica registrou um total de 75 sinais de queda de rochas, 1 terremoto vulcano-tectônico, 5 híbridos e 9 tremores de longo período. A sismicidade continuou a ser caracterizada por tremores bandeados, ainda que a duração e amplitude de cada banda de tremor e o intervalo entre as bandas tem sido mais variável. Geralmente, entretanto, a energia sísmica liberada tem sido mais baixa esta semana. O aumento de sinais de pequenos eventos de queda de rochas que ocorrem no novo domo. O domo tem crescido substancialmente, e continua a preencher a face leste da cratera dentro do domo de lava construído no período entre 1995 e 1998. O novo domo possui uma textura blocosa, com muitos pequenos espinhos (spines), e a cor agora cinza é semelhante ao dos prévios domos. Emissões de gases e vapores a partir do vulcão tem sido muito variável, com os picos na emissão de gases aparentemente coincidindo com os períodos de tremores sísmicos.

27 de dezembro de 1999

Segundo o relatório do Montserrat Volcano Observatory para a semana entre os dias 10 de dezembro a 17 de dezembro, o novo domo de lava do vulcão Soufriere continua a crescer. A rede sísmica registrou um total de 129 sinais de queda de rochas, 2 terremotos vulcano-tectônicos, 6 híbridos e 17 de longo período, com os período logo após o pico dos tremores sísmicos sendo o mais ativo em termos de crescimento do domo. O domo está crescendo mais ativamente na sua porção leste, com novos espinhos (spines) observados durante a semana. Outras áreas do domo aparentam ser menos ativas, mas podem também estarem crescendo. Monitoramento de gás SO2 através de instrumentos COSPEC tem mostrado resultados variáveis, com picos em torno de 800 ton/dia durante o período imediatamente após os tremores sísmicos. Entretanto, valores médios estão ao redor de 200 a 400 ton/dia. Não há nenhuma grande variação na deformação (inchamento ou subsidência) em torno dos flancos do vulcão associado com o crescimento do novo domo de lava.

31 de dezembro de 1999

De acordo com o relatório do Montserrat Volcano Observatory para a semana entre os dias 17 a 24 de dezembro, o novo domo de lava do vulcão Soufriere continua a crescer. A rede sísmica registrou um total de 70 sinais de queda de rochas, 4 sismos híbridos e 3 terremotos de longo período. Monitoramento de gás por instrumentos COSPEC mostraram níveis de SO2 de 400 até 800 ton/dia, com os mais altos valores obtidos durante e imediatamente após os períodos de tremores.

O relatório do Montserrat Volcano Observatory para a semana entre os dias 24 a 31 de dezembro mostrou que o novo domo continua a aumentar de tamanho, junto com os tremores sísmicos associados a este crescimento. A rede sísmica registrou um total de 35 sinais de queda de rochas, 94 terremotos híbridos e 1 vulcano-tectônico. O monitoramento de emissões de dióxido de enxofre (SO2) desde o vulcão utilizando o instrumento COSPEC mostrou que o fluxo variou desde 250 até 1.500 ton/dia, com os mais altos valores medidos imediatamente após o pico nos sinais de tremores sísmicos.

Fonte: Montserrat Volcano Observatory
 

Tungurahua, Equador

4 de dezembro de 1999

Nos últimos dias, as explosões no vulcão Tungurahua em sua maioria tem sido menores em relação as que ocorreram nos meses anteriores, no entanto, o vulcão continua apresentando colunas de erupção importantes e com cinzas abundantes, o que sugere que o sistema está mais aberto. Além disto, a atividade sísmica está aos poucos se incrementando, fazendo com que o alerta laranja seja mantido.

10 de dezembro de 1999

O vulcão segue apresentando um comportamento instável caracterizado pelo alto número de episódios explosivos. Os produtos gerados por estas explosões são removidos da região do cume por fluxos de lama que descem os flancos da montanha. Medidas da quantidade de SO2 na atmosfera ao redor do vulcão mostraram esta semana um valor de 5.240 a 6.640 toneladas/dia.

18 de dezembro de 1999

Durante esta semana o estado do vulcão Tungurahua foi anômalo e instável, podendo em poucas horas trocar de uma atividade relativamente pequena até períodos caracterizados por geração de explosões energéticas e emanações de cinzas. As explosões geraram colunas, normalmente escuras, de vapores e cinzas que alcançaram em média 2 km de altura, sendo que vários destes eventos foram acompanhados por fortes sons de explosões, semelhantes a "tiros de canhão". Constatou-se, também, a presença de dois novos fluxos de lama (lahares) que desceram os flancos da montanha durante a noite do dia 16 de dezembro. O primeiro fluxo, formado principalmente por cinzas e grandes blocos de rochas, deixou um depósito de 50 cm de espessura, enquanto que o segundo lahar foi de menor volume que o primeiro, mas alcançou a estrada Baños-Penipe.

24 de dezembro de 1999

O vulcão Tungurahua apresentou nos últimos dias (18 a 21 de dezembro) de uma atividade relacionada a um sistema aberto, que significa que o vapor de água e uma porção pequena de material pulverizado são emitidos livremente desde o interior do conduto até o exterior. Esta atividade está relacionada com o registro de um tremor que tem sido muito freqüente durante os últimos dias e que eventualmente pode ser acompanhado por eventos explosivos. Entretanto, a partir do dia 22 de dezembro, o número e a energia das explosões aumentaram, indicando a formação de um tampão provisório sobre o conduto, o que acarreta a acumulação de gases e sua posterior expulsão.

27 de dezembro de 1999

Durante o dia 26 de dezembro ocorreram três explosões, às 00 h e 01 min, 01 h e 42 min e 03 h e 50 min. A explosão da 01 h e 42 min foi seguida por um período de tremor que durou aproximadamente 1 h e 20 min. Logo depois da explosão das 03 h e 50 min também se gerou um tremor com uma duração em torno de 4 horas. Às 11 h e 30 min começou um pulso de emissões de cinza e vapor que durou aproximadamente 1 hora. Alguns eventos de longo período foram associados a emissões principalmente de gás. Segundo o Instituto Geofísico Equatoriano os tremores podem estarem associados a um sistema hidrotermal superficial. Medidas COSPEC de concentração de SO2 na atmosfera revelaram um valor em torno de 1.700 ton/dia.

31 de dezembro de 1999

Ocorreram algumas fortes explosões nos últimos dias, que foram acompanhadas de sons do tipo "tiro de canhão". A atividade sísmica registrada foi caracterizada por um importante número de eventos de longo período, sugerindo movimento de fluídos em profundidade, provavelmente magma. Isto pode indicar uma alimentação no conduto e a formação de uma "crosta" sobre a coluna magmática, aumentando a pressão interna e provocando o início de um novo ciclo de explosões.

Fonte: Escuela Politecnica Nacional – Instituto Geofísico (Equador) e Jornal La Hora

 

 

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