Erupções de Dezembro de 2009


Llaima, Chile

Durante o período entre 14 de novembro-1 de dezembro, câmeras registraram a presença de plumas de vapores e gases se formando no flanco leste e na cratera principal do vulcão chileno Llaima. Ainda que a atividade sísmica tenha diminuído, um novo tipo de terremoto de baixa frequência e de longo período foi detectado. Um sobrevoo no dia 4 de dezembro revelou atividade fumarólica e algumas emissões de dióxido de enxofre originadas em fissuras sobre na cratera Norte e nos flancos leste e oeste. O Nível de Alerta foi elevado para Amarelo, Nível 3.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Chaitén, Chile


Erupções continuaram a ocorrer no vulcão chileno Chaitén durante o período entre 1-15 de dezembro. No dia 7 de dezembro, emissões de cinzas ocorreram nos lados sul e norte do domo de lava. Naquele dia, houve a formação de um fluxo piroclástico, que indica que o domo continua crescendo. Houve um grande número de pequenos terremotos. A sismicidade como um todo diminuiu, mas ainda continua em um nível elevado. O perigo de um colapso do domo de lava permanece, o que pode gerar explosões e fluxos piroclásticos. O vulcão Chaitén permanece em Nível de Alerta vermelho.

Fonte: Volcano News
 



Galeras, Colômbia

O Instituto Colombiano de Geología e Minería (INGEOMINAS) reportou que observações do vulcão Galeras durante um sobrevoo no dia 3 de dezembro revelou anomalias termais na principal cratera com uma temperatura de 155 graus Celsius. Durante os dias 8-11 de dezembro, a atividade sísmica diminuiu, ainda que alguns sinais sísmicos lembrem os padrões vistos antes das erupções anteriores. As emissões de dióxido de enxofre foram pequenas.
 
A sismicidade aumentou no dia 12 de dezembro, com terremotos com magnitudes de 2,2 graus e menores sendo detectados dentro de uma zona de 2 km do cume e a uma profundidade de até 3 abaixo do cume durante os dias 12-15 de dezembro. Todas essas características levam a pensar que existe magma a uma profundidade pequena dentro da estrutura do vulcão e que o sistema como um todo está fechado, elevando a pressão interna do edifício vulcânico, como numa espécie de "panela de pressão" (VULCANOtícias).
 
Nível de Alerta foi elevado para II (laranja; "provável erupção em termos de dias ou semanas").
 
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report
 



Nevado del Huila, Colômbia
O Washigton VAAC reportou que no dia 10 de dezembro uma pluma de cinzas se elevou 7 km acima do nível do mar e se deslocou na direção sul. O Instituto Colombiano de Geología e Minería (INGEOMINAS) informou que durante o período entre 9-15 de dezembro, sinais sísmicos indicaram emissões de gases e cinzas ocasionais. Sobrevoos revelaram que o domo de lava continua a crescer e emitir gases.
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe
 
Montserrat Volcano Observatory (HVO) reportou que a atividade sísmica e vulcanológica no vulcão Soufriere Hills foi elevada no período entre 27 de novembro e 4 de dezembro. Foram registrados 641 sinais sísmicos de queda de rochas desde o domo, 313 terremotos de longo período, 2 terremotos de volcano-tectônicos e 557 terremotos híbridos. Atividade de fluxos piroclásticos foi concentrada na parte nordeste e oeste da ilha. Os maiores fluxos piroclásticos ocorreram em Tuitt’s Ghaut nos dias 27 de novembro e 2 de dezembro e terminaram suas corridas a 200 metros do mar. Nuvens de cinzas associadas alcançaram entre 4,6-6,1 km de altura acima do nível do mar. Fluxos piroclásticos também foram abundantes em Gages valley e pequenos fluxos piroclásticos também ocorreram no sul e leste, em White River valley, Gingoes Ghaut e Tar River Valley. Queda de rochas ocasionalmente foi observada cascateando desde o domo de lava para a cabeceira de Tyers Ghaut. Alguns pequenos fluxos piroclásticos foram observados nesse mesmo local, várias vezes na semana. Emissões de cinzas também ocorreram desde a parte sul do domo de lava em vários dias dessa semana. Houve queda de cinzas em Salem, Old Towne e partes de Olveston no anoitecer de 27 de novembro, associado com um grande fluxo piroclásticos em Tuitt’s e White Bottom Ghaut. O Nível de Alerta permaneceu em 3.

A atividade no vulcão Soufriere Hills foi elevada novamente na semana entre 4 e 11 de dezembro. Foram registrados 957 sinais sísmicos de queda de rochas desde o domo, 207 eventos de longo período, 3 terremotos vulcano-tectônicos e 106 terremotos híbridos. As atividades de fluxos piroclásticos e de queda de rochas foram concentradas no lado norte do vulcão. Abundantes fluxos piroclásticos ocorreram em Tuitt’s Ghaut. A distância percorrida e a frequência dos fluxos piroclásticos em Tyers Ghaut aumentaram durante a semana, com a distância percorrida frequentemente alcançando 2 km desde o domo de lava.  Nos dias 8 e 9 de dezembro, fluxos piroclásticos foram dominantes em Tyers Ghaut. Por volta das 6h e 40min de 10 de dezembro, houve o registro de um notável e grande sinal sísmico associado com um relativamente grande fluxo piroclástico que se deslocou por Tyers Ghaut. Este fluxo alcançou uma distância de 3,5 km desde o domo, parando além do povoado de Lee’s. Observações realizadas a partir de helicóptero mostraram que a cabeceira de Tuitt’s Ghaut logo abaixo da junção com Whites Bottom Ghaut está completamente cheia de depósitos piroclásticos, e agora há uma superfície contínua sobre a planície de Farrell’s. A cabeceira de Tyers Ghaut está também completamente cheia. Desta maneira, os futuros fluxos piroclásticos são prováveis de serem menos confinados pela topografia e poderão se espalhar mais facilmente sobre o flanco norte do vulcão. Ocorreram alguns pequenos a moderados fluxos piroclásticos em Tar River; estes são pensados terem sido formados pela degradação do antigo domo pré-2009. Um fluxo piroclástico foi observado em Gingoes Ghaut no dia 9 de dezembro. O Nível de Alerta foi elevado para 4.
Segundo o MVO, a atividade continuou elevada na semana entre 11-18 de dezembro. Foram registrados 977 sinais de queda de rochas do domo de lava, 134 eventos de longo período, 3 terremotos vulcano-tectônicos e 58 terremotos híbridos. A atividade de queda de rochas ocorreu semicontinuamente no flanco norte do domo. Frequentes fluxos piroclásticos ocorreram no flanco norte, o maior dos quais ocorreu na direção nordeste. Observações realizadas a partir de um voo de helicóptero mostraram que a queda de rochas e os fluxos piroclásticos estão agora se movendo para Whites Ghaut. Os fluxos piroclásticos agora estão alcançando o mar no final de Whites Bottom Ghaut. Fluxos piroclásticos continuam a ocorrer em Tyers Ghaut várias vezes por dia. A maior parte desses fluxos tem percorrido relativamente pequenas distâncias de aproximadamente 1 km, chegando até um máximo de 2 km. Alguns fluxos piroclásticos se deslocaram por 2 km no lado norte de Gages valley. Infrequentes pequenos a moderados fluxos piroclásticos em Tar River continuaram a ocorrer, formados pela degradação do antigo domo pré-2009. Depósitos recentes formados por pequenos fluxos piroclásticos foram vistos nas cabeceiras de White River e Gingoes Ghaut. Incandescências noturnas e observações com câmeras termais de alta resolução têm mostrado que a área mais ativa e mais quente  do domo de lava tem sido o flanco noroeste.
A atividade no período entre 18 e 24 de dezembro continuou elevada, com aumento da atividade de emissões de cinzas e fluxos piroclásticos. Foram registrados 594 sinais sísmicos de queda de rochas do domo, 154 eventos de longo período, 3 terremotos vulcano-tectônicos e 25 híbridos. Frequentes fluxos piroclásticos têm ocorrido no flanco norte, o maior dos quais ocorreu em Whites Ghaut (deslocamento de ~ 4 km). A frequência e tamanho dos fluxos piroclásticos em Tyers Ghaut aumentaram levemente no período, com a maior distância percorrida de 2 km ocorrendo às 3h e 30min no dia 24 de dezembro. Um fluxo piroclástico se deslocou por aproximadamente 3 km em Gages valley e em Spring Ghaut no dia 22 de dezembro. Ocasionais pequenos e moderados fluxos piroclásticos ocorreram em Gingoes Ghaut em vários dias da semana e um pequeno fluxo foi reportado em Tar River valley. Observações com câmeras termais tem mostrado que há calhas ativas de queda de rochas nos flancos oeste, noroeste, norte e nordeste do domo de lava, sendo que o flanco noroeste permanece sendo o mais ativo. Forte queda de cinzas ocorreu em muitas áreas habitadas de Montserrat nessa semana. Houve também queda de cinzas em várias outras ilhas caribenhas e em locais distantes como Porto Rico, em torno de 400 km a nordeste de Montserrat.

A atividade no vulcão Soufriere Hills foi elevada também na semana entre 24 e 31 de dezembro. Ciclos de aumento de atividade associados com vigorosas emissões de cinzas e fluxos piroclásticos ocorreram a cada 6 até 8 horas. Entre os picos dos ciclos a atividade foi menor. A intensidade dos ciclos variou consideravelmente, com no mínimo um forte episódio ocorrendo em muitos dias na semana. Audíveis quedas de rochas, rugidos e  ocasionais trovoadas tem ocorrido associados com os eventos mais intensos. Foram registrados 270 sinais sísmicos de queda de rochas do domo, 52 eventos de longo período e 6 terremotos híbridos. Fluxos piroclásticos frequentes ocorreram no flanco norte de Whites Ghaut, Farrels plain e Tyers Ghaut, sendo que esse último local foi o caminho preferencial dos fluxos piroclásticos nessa semana. No dia 29 de dezembro vários fluxos piroclásticos alcançaram a base da igreja do povoado de Dyers, numa distância percorrida de 2,5 km. Muitos desses fluxos piroclásticos começaram a se movimentar no final da semana pela ravina imediatamente a oeste de Tyers. Ocorreu um pequeno aumento nos fluxos piroclásticos que se moveram a oeste de Gages valley com vários desembocando em Spring Ghaut. Poucos fluxos piroclásticos foram vistos em Gingoes Ghaut. Observações realizadas no dia 30 de dezembro mostraram que o cume do domo cresceu levemente e está atualmente com uma altura aproximada de 1.140 metros. Ocorreu queda de cinzas em algumas áreas habitadas da ilha de Montserrat nessa semana.

O Nível de Alerta continuou em 4.

Fonte: Montserrat Volcano Observatory



Fuego, Guatemala
 
No dia 4 de dezembro, o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que múltiplas explosões produziram plumas de cinzas que atingiram altitudes de até 4,7 km acima do nível do mar. Houve queda de cinzas nas comunidades situadas a favor do vento. Sons de estrondos e avalanches de fragmentos vulcânicos incandescentes foram notados.

Nos dias 11, 14 e 15 de dezembro, o INSIVUMEH reportou que explosões no vulcão Fuego produziram plumas que se elevaram até altitudes de 4,1-4,7 km acima do nível do mar. Incandescência desde a principal cratera e sons de estrondos foi notada. Avalanches desceram os flancos sul e oeste. Imagens de satélites mostraram formação de plumas de gases e cinzas no dia 12 de dezembro. No dia 15 de dezembro, houve queda de cinzas em áreas a sudoeste do vulcão.
 
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report
 


Santa Maria, Guatemala

Nos dias 11, 14 de dezembro, o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou explosões no complexo de domos de lava, chamado de Santiaguito, do vulcão Santa Maria, produziram plumas de cinzas que se elevaram entre 2,8-3,5 km acima do nível do mar e se deslocaram para oeste e sudoeste. Avalanches ocasionalmente desceram o flanco sudeste do domo. No dia 15 de dezembro, explosões geraram fluxos piroclásticos que desceram os flancos leste e sudoeste.
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report
 



Pacaya, Guatemala

Nos dia 11, 14 e 15 de dezembro, o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) informou que plumas fumarólicas se elevaram até 100 metros de altura acima do cume do vulcão Pacaya e se deslocaram para sul. Múltiplos fluxos de lavas sobre o flanco sul se deslocaram entre 25-350 metros. Incandescência de um dos cones intra-cratera foi notada.
 
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Arenal, Costa Rica
O Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) reportou que durante o mês de dezembro a atividade originada na Cratera C consistiu emissões de gases, erupções do tipo estrombolianas e ocasionais avalanches que se deslocaram pelos flancos oeste e sudoeste. A chuva ácida e as pequenas quantidades de material piroclástico ejetado afetaram os flancos nordeste e sudeste. Avalanches desde a porção frontal dos fluxos de lava percorreram o flanco sudoeste do vulcão. A Cratera D produziu somente atividade fumarólica
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report
 



Poás, Costa Rica

O Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) reportou que no dia 25 de dezembro uma erupção freática no lago da cratera do vulcão Poás, denominada também de Laguna Caliente, foi vista por visitantes. A água do lago misturou com os sedimentos, fazendo com que blocos fossem ejetados 550-600 metros de altura acima da cratera e caíram nas vizinhanças do lago, mas dentro da cratera. A quantidade de vapor emitido desde fumarolas localizadas no domo de lava, na margem sul do lago, aumentou posteriormente à erupção.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report 



Concepción, Nicaragua

De acordo com a agência de notícias Reuters, o Instituto Nicaragüense de Estudios Territoriales (INETER) reportou que no dia 11 de dezembro ocorreu uma explosão de cinzas e gases no vulcão Concepción que produziu uma pluma que se elevou 150 metros acima da cratera. Também foi noticiado que houve queda de cinzas em três comunidades próximas ao vulcão.
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report 



Colima, México

O governo do estado mexicano de Colima informou que no dia 1 de dezembro, uma pluma de coloração branca ascendeu 100 metros acima da cratera do vulcão Colima. No dia 2 de dezembro, fragmentos vulcânicos incandescentes foram ejetados 50 metros acima da cratera. No final desse dia, uma nova pluma com coloração branca atingiu 50 metros acima da cratera.
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Kilauea, Havaí
Durante o mês de dezembro, segundo o US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO), a lava continuou a fluir na direção sudeste através de um sistema de tubos de lavas, alcançando o oceano em múltiplos locais. No dia 26 de dezembro, explosões devido ao encontro da lava quente com a água fria do oceano Pacífico produziram explosões que ejetaram material vulcânico a 15 metros de altura. Anomalias termais detectadas por satélites e observações visuais revelaram fluxos de lavas ativos sobre a base da região de pali e a planície costeira.
 
Incandescência foi vista com frequência na cratera Pu’u ‘O’o. O conduto na cratera Halema’uma’u continuou a produzir plumas de coloração esbranquiçada, com pequenas quantidades de cinzas, que se deslocaram em várias direções e provocaram pequenas quedas de cinzas nas regiões a favor do vento. Foi também observada incandescência originada em diversas pequenas cavidades no fundo do conduto. No dia 13 de dezembro, a lava inundou o fundo da cratera Halema’uma’u e bloqueou as pequenas cavidades. Emissão de fragmentos vulcânicos incandescentes (spatter) alimentaram frequentemente pequenos fluxos de lava que se deslocaram pelo flanco do cone dentro da cratera Halema’uma’u no período entre 16-22 de setembro. No final do mês, partes da margem da abertura colapsaram periodicamente para dentro do fluxo de lava provocando a emissão de borrifadas de material vulcânico que se depositou sobre o fundo e paredes laterais do conduto.
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Piton de la Fournaise, Ilha de Reunião, Oceano Índico
 
O Observatoire Volcanologique du Piton de la Fournaise (OVPDLF) reportou que no dia 14 de dezembro uma erupção foi precedida por uma crise sísmica e deformação do cume do vulcão. Fissuras sub-paralelas foram abertas ao longo da margem da cratera Dolomieu, e por elas extravasaram fluxos de lavas sobre o flanco sul. Uma terceira fissura também produziu fluxos de lavas sobre o flanco leste. A lava parou de fluir durante a noite, após uma diminuição gradual. No dia 15 de dezembro, gases foram emitidos desde as fraturas S e SE e tremores de baixa intensidade foram detectados.
 
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report 
 



Mayon, Filipinas
Segundo jornais filipinos, o Philippine Institute of Volcanology and Seismology (PHIVOLCS) reportou que no dia 11 de dezembro uma explosão foi detectada pela rede sísmica instalada em torno do vulcão Mayon. No dia 14 de dezembro, foi observada incandescência no domo de lava localizado na cratera do cume, e fragmentos vulcânicos incandescentes do domo rolaram pelos flancos sul e sudeste. Nesse dia, cinco pequenas explosões foram detectadas pela rede sísmica e houve queda de cinzas. O Nível de Alerta foi elevado para 3, o que levou a evacuação de aproximadamente 50.000 pessoas que vivem dentro da área de 8 km de raio desde a base do vulcão.
Nos dias 16-17 de dezembro, segundo o site Volcano News, mais de 300 mil pessoas foram evacuadas das proximidades do vulcão Mayon. O PHIVOLCS elevou o nível de alerta na noite de 14 de dezembro para 3 (o máximo é 5), indicando que uma grande erupção pode ocorrer dentro de um período de "dias ou semanas". Há, no mínimo, 50.000 pessoas que necessitam ser transferidas para um local seguro. O vulcão tem mostrado sinais de aumento de atividade, incluindo um aumento no número de terremotos vulcânicos, forte incandescência na cratera e fluxos de lava. Ocorreram quietas extrusões de lavas e queda de fragmentos de lava incandescentes pelo flanco do vulcão na direção de Bonga valley. A frente do fluxo de lava se estende por 800 desde a cratera e os fragmentos espalhados alcançam 4 km. A queda dos fragmentos de lava tem produzido pequenos fluxos piroclásticos secundários a sudoeste do vulcão e pequena queda de cinzas em alguns povoados. A rede sísmica registrou 78 terremotos e tremores. Os terremotos são causados pela ascensão de magma na direção da cratera do cume, enquanto que os tremores são associados com a quebra e queda dos fragmentos de lava.
De acordo com o site Volcano News, no dia 17 de dezembro, ocorreu um aumento no número de erupções no vulcão Mayon. Um total de 248 terremotos vulcânicos e tremores foram registrados pela rede sísmica. Cinquenta desses eventos foram explosões, que produziram colunas de cinzas acinzentadas ou marrom escuras com até 1 km de altura sobre o cume. O fluxo de lava alcançou 3 km de distância desde a cratera e fragmentos incandescentes tem rolado continuamente por Bonga valley, alcançando agora uma distância de 4 km. A emissão de dióxido de enxofre está ainda elevada (1.065 toneladas diárias).
No dia 19 de dezembro, a atividade foi intensificada no vulcão Mayon, com o registro de 197 terremotos vulcânicos. Ocorreram 18 explosões e emissões de cinzas, que alcançaram uma altura máxima de 2.000 metros acima do cume. Observações noturnas mostraram uma intensificação na incandescência e avalanche contínua de materiais incandescentes pelos flancos do vulcão. O fluxo de lava tem se estendido por 4 km desde a cratera, enquanto que as emissões de dióxido de enxofre aumentaram de 1.065 para 2.034 toneladas diárias (Volcano News).
No dia 19 de dezembro, foram registrados 222 terremotos vulcânicos no vulcão Mayon. Uma explosão produziu uma pluma que atingiu 500 metros de altura acima do cume. Houve intensa incandescência durante a noite e fragmentos de lavas incandescentes rolaram continuamente pelos flancos do vulcão. O fluxo de lava agora se estende por 4,5 km desde a cratera ao longo de Bonga-Buyuan Gully. A emissão de dióxido de enxofre aumentou de 2.034 para 7.024 toneladas diárias. Foram evacuadas aproximadamente 40.000 pessoas desde a área em torno do vulcão (Volcano News).
O Nível de Alerta foi aumentado para 4 (o nível máximo é 5) às 2h e 30min do dia 20 de dezembro (hora local). Esse nível de alerta indica que uma erupção explosiva é possível agora em questão de dias, não mais em semanas. Foi declarada uma zona de perigo estendida com um raio de 8 km desde o cume no setor sul e de 7 km no setor norte. Áreas externas à zona de perigo estendida poderão ser evacuadas se os eventos explosivos se intensificarem (Volcano News).
No dia 20 de dezembro a atividade aumentou no vulcão Mayon. Foram registrados 1942 terremotos vulcânicos e emissão de 6.089 toneladas diárias de dióxido de enxofre. Fontes de lava foram observadas atingindo uma altura de 200 metros acima do cume. O fluxo de lava agora se estende por 5 km desde o cume (Volcano News).
Na terça-feira, 22 de dezembro, o vulcão Mayon, embora coberto por uma espessa camada de nuvens, expeliu cinzas vulcânicas sobre o setor sul, provocando a queda dessas finas partículas sobre as cidades de Guinobatan, Camalig e Polangui. A atividade sísmica permanece elevada em número e tamanho dos sismos, e foram registrados 1.266 terremotos vulcânicos. Foi observada intensa incandescência na cratera durante a noite (The Philippine Star).
Segundo o PHIVOLCS, o vulcão Mayon continuou a mostrar intenso nível de atividade durante os dias 22-23 de dezembro. A atividade sísmica permaneceu elevada e a rede sísmica registrou 1.051 terremotos vulcânicos e registrou tremores harmônicos (relacionados com o movimento do magma). Sessenta e seis explosões de cinzas foram observadas durante momentos de boa visibilidade. As explosões produziram colunas de cinzas que alcançaram entre 100 e mil metros acima do cume. A emissão de dióxido de enxofre permanece elevada e foi medida uma média de 6.737 toneladas no dia 22 de dezembro. Duzentos e oitenta sons de explosões foram intermitentemente ouvidos nas últimas 24 horas. Lava quente vermelha tem fluído continuamente ao longo de algumas ravinas no flanco do vulcão.
O vulcão Mayon persistiu no dia 28 de dezembro com intenso nível de atividade. Sete explosões de cinzas foram observadas durante períodos de boa visibilidade. As explosões produziram colunas de cinzas que alcançaram uma altura máxima de 2.000 metros acima do cume. Foram registrados um total de 44 terremotos vulcânicos e 137 sinais sísmicos de eventos de queda de rochas relacionadas ao desprendimento de fragmentos de lava na porção superior do cume. Lava quente e vermelha continua a fluir pelas ravinas que cortam o edifício vulcânico (Bonga-Buyuan, Miisi e Lidong) e intermitentes rolamentos de fragmentos de lavas incandescentes foram observados. A emissão de dióxido de enxofre continua bastante elevada, com 4.329 toneladas diárias sendo registradas no dia 27 de dezembro. Medições eletrônicas da inclinação do edifício vulcânico no flanco noroeste indica que o cone permanece inflado apesar do elevado volume de lava extrudida desde o começo da erupção no dia 14 de dezembro.
O Nível de Alerta 4 permanece em vigor.
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report, Volcano News, PHIVOLCS e Philippine Star



Rabaul, Nova Bretanha, Oceano Pacífico
 
O Rabaul Volcano Observatory reportou que durante o período entre 27 de novembro e 3 dezembro plumas com ou sem a presença de cinzas ascenderam desde o cone Tavurvur, localizado dentro da caldeira Rabaul. Fortes explosões produziram plumas de cinzas que se elevaram 1,5 km acima da cume e promoveram uma "chuva" de fragmentos de lava incandescentes sobre os flancos do cone. Ondas de choque sacudiram janelas na área de Kokopo, em torno de 20 km a sudeste. Incandescência na cratera do cume foi ocasionalmente notada. Durante os dias 2-4 de dezembro, houve queda de cinzas na cidade de Rabaul e outros povoados situados a favor do vento. Análises de imagens de satélites revelaram que plumas de cinzas nos dias 5 e 7-8 de dezembro se elevaram até 2,4 km acima do nível do mar.
 
O RVO informou que a atividade no cone Tavurvur consistiu de algumas fortes explosões no começo do período entre 4-10 de dezembro e emissões de cinzas no final. Vapores esbranquiçados difusos foram emitidos nos períodos de calmaria. Plumas de cinzas se elevaram 1 km acima do cume e se deslocaram para leste, na direção da cidade e do aeroporto de Tokua, provocando suspensão de alguns voos. Imagens de satélites mostraram que uma pluma de cinzas atingiu 2,1 km de altura sobre o nível do mar e se deslocou por 35 km para sudeste.
 
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report
 



Gaua, Vanuatu, Oceano Pacífico
Segundo o site Volcano News, uma nova atividade eruptiva ocorreu no vulcão Gaua no dia 14 de dezembro. As emissões de cinzas estão mais escuras do que antes e há queda de cinzas na parte oeste da ilha. No dia 17 de dezembro, foram emitidas 3.000 toneladas de dióxido de enxofre pelo vulcão. 
Fonte: Volcano News 



Karymsky, Kamchatka, Rússia
O Kamchatkan Volcanic Eruption Team (KVERT) reportou que um novo fluxo de lava foi observado no flanco sul no dia 8 de dezembro. No dia 25 de dezembro, uma pluma de cinzas se elevou até uma altitude de 6,7 km de altura acima do nível do mar. O KVERT notou três áreas lineares de depósitos de cinzas 10 km a sudeste do Karymsky. Estouros de gases e vapores foram vistos por vulcanólogos no dia 28 de dezembro.
O Código de Cores de Nível de Alerta permaneceu todo o mês em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Klyuchevskoy, Kamchatka, Rússia
O Kamchatkan Volcanic Eruption Team (KVERT) informou que durante o periodo entre 27 de novembro-31 de dezembro a atividade sísmica esteve acima dos níveis normais e a lava continuou a fluir pelo flanco leste-sudeste. Atividade explosiva do tipo Estromboliana ejetou material vulcânico piroclástico entre 200-500 metros acima da cratera. Imagens de satélites mostraram anomalias termais diárias sobre o vulcão. Plumas de gases e vapores contendo pequenas quantidades de cinzas se elevaram até 6,3 km de altura acima do nível do mar em alguns dias. 
O Código de Cores de Nível de Alerta permaneceu todo o mês em laranja

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Bezymianny, Kamchatka, Rússia
Segundo o site Volcano News, duas erupções explosivas ocorreram no vulcão Bezymianny; a primeira, no dia 16 de dezembro, às 21h e 45min, e a segunda, no dia 17 de dezembro, às 4h e 00min. A atividade sísmica diminuiu significativamente após a segunda explosão. Ocorreu queda de cinzas no povoado de Kozyrevsk. Imagens de satélites mostraram uma pluma de cinzas se estendendo por 350 km a noroeste do vulcão.

O Kamchatkan Volcanic Eruption Team (KVERT) informou que a atividade sísmica no vulcão Bezymianny aumentou no dia 8 de dezembro. Após uma anomalia termal significante ter sido detectada por imagem de satélite no dia 17 de dezembro, o nível do Código de Cores de Alerta foi aumentado para vermelho. Algumas poucas horas depois uma grande erupção explosiva produziu plumas de cinzas que se deslocaram por até 350 km. As plumas de cinzas provavelmente alcançaram altitudes maiores do que 10 km acima do nível do mar. Foram identificados depósitos de queda de cinzas na cidade de Kozyrevsk, 45 km de distância, com até 3 mm de espessura. O nível de alerta foi rebaixado para laranja após a atividade sísmica diminuir significativamente. No dia 18 de dezembro, outra grande anomalia termal foi identificada por imagens de satélites sobre o vulcão e no flanco sudeste. Atividade de vapores e gases também foi notada. Durante os dias 19-20 de dezembro, a anomalia termal continuou a ser detectada. O KVERT diminuiu o Nível de Alerta para amarelo no dia 21 de dezembro. 

Fonte: Volcano News e Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report 



Redoubt, Alaska
O Alaska Volcano Observatory (AVO) reportou que durante os dias 27-28 de dezembro a atividade sísmica no vulcão Redoubt mudou o padrão notado durante os cinco meses anteriores. A atividade foi caracterizada por uma série de pequenos e repetitivos terremotos que ocorreram na vizinhança do cume da montanha vulcânica. O Nível de Alerta Vulcânico foi elevado para amarelo. Entretanto, nenhuma atividade incomum ou plumas foram notadas por pilotos de aeronaves.
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report
 
 

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