Erupções de Dezembro de 2010


Tungurahua, Equador

Segundo o Instituto Geofísico do Equador (IG), no dia 4 de dezembro, a partir das 8h e 30min, foi registrado um incremento muito rápido e contínuo da atividade sísmica e de manifestações superficiais do vulcão Tungurahua. Ocorreu um aumento na intensidade e duração dos sons dos estrondos e explosões, aumento também nas emissões e no conteúdo de cinzas e ejeção de fragmentos vulcânicos até uma distância maior do que 1,5 km com relação ao nível da cratera. A coluna de emissão se dirige para o sul e alcança 2 km de altura devido à força dos ventos. Os residentes das regiões próximas ao vulcão reportaram vibrações no solo e nos edifícios. Às 9h e 38min, os vigias do vulcão informaram a presença de fluxos piroclásticos no lado ocidental da montanha. A partir das 9h e 46min, foi observada a descida de vários fluxos piroclásticos pela ravina de Vazcún. Até às 11h e 30min, vários fluxos piroclásticos continuavam descendo por várias drenagens situadas no setor ocidental da montanha, como Mandur, Choglontus e La Rea. De acordo com o IG, este incremento na atividade era inesperado, porque o vulcão Tungurahua é um sistema aberto, isto é, que estava caracterizado pela constante geração de colunas de emissão com variáveis quantidades de cinzas.

Após os eventos vulcânicos registrados na manhã e nas primeiras horas da tarde do dia 4 de dezembro, as atividades sísmicas e superficiais do vulcão Tungurahua diminuíram sensivelmente. Os sons de estrondos diminuíram em duração e intensidade. A coluna de emissão continha uma moderada carga de cinzas. Os blocos incandescentes ejetados caíram aproximadamente 2 km abaixo do nível da cratera. Entretanto, às 18h e 17min, ocorreu uma forte explosão, escutada em diversos povoados próximos.

Durante a noite entre 4-5 de dezembro e durante todo o dia 5 de dezembro, os sistemas de monitoramento sísmico mostraram que a atividade se manteve em nível moderado. Durante a noite foram registradas explosões com canhonaços que provocaram a vibração de janelas na zona de Guadalupe, a 14 km do vulcão. Foi observada a expulsão de fragmentos vulcânicos incandescentes até 1 km abaixo da borda da cratera. Os sons de estrondos foram esporádicos e de intensidade leve, mas intercalados com pulsos de intensidade moderada. Houve informação de queda de cinzas na manhã de 5 de dezembro em diversos povoados situados a oeste e sudoeste do vulcão.

Duas grandes explosões ocorreram na tarde de 5 de dezembro, a primeira às 15h e 00min e a segunda às 15h e 46min. Esta última gerou um forte canhonaço que provocou a vibração do piso e janelas nas zonas como Pillate, Cusúa, Runtún e Guadalupe. Houve informações de queda de cinzas nos setores de Cahuají e Choglontus. Blocos incandescentes rolaram 1 km desde a margem da cratera. Fumarolas situadas na margem noroeste da cratera estão muito ativas.

Durante a noite entre 5-6 de dezembro foram escutados sons de estrondos esporádicos de moderada a baixa intensidade. Associados com esses eventos foram observados fontes de lavas que projetavam blocos incandescentes até 800 metros de altura sobre o nível da cratera e caíam pelos flancos do vulcão até uma distância aproximada de 1 km de distância.

Na tarde de 6 de dezembro, continuou a geração constante de colunas de emissão com moderada carga de cinzas que alcançaram 2 km de altura e direção para oeste. Também foram escutados sons de estrondos de intensidade leve.

Na noite entre 6-7 de dezembro foi observado à saída constante de material incandescente na forma de blocos que ascenderam aproximadamente 1 km sobre o cume do vulcão e rolaram por 1 a 1,5 km de distância pelos flancos do vulcão. Os sons de estrondos foram quase contínuos, de intensidade moderada a alta. Durante a madrugada alguns estrondos e explosões foram tão intensos que provocaram a vibração de janelas e do solo na zona de Guadalupe, a 14 km do vulcão. A explosão das 2h e 48min foi acompanhada de um forte canhonaço. Durante a manhã de 7 de dezembro continuaram os sons de estrondos de intensidade leve a moderada e a atividade sísmica se manteve em um nível considerado como moderado a alto. Os sinais sísmicos são gerados pela constante emissão de colunas com variáveis quantidades de cinzas. Houve informação de queda de cinzas em diversas localidades.

No dia 8 de dezembro, às 16h e 29min, foi registrada uma explosão, cujo canhonaço foi escutado em diversos povoados, produzindo a vibração de janelas e do solo. Além desse evento explosivo foi observada uma constante coluna de emissão de cinzas, de aproximadamente 1,5-2 km de altura com relação ao nível da cratera. Às 21h e 56min, outra explosão provocou a expulsão de material incandescente da cratera e blocos rolaram pelos flancos da montanha.

No dia 9 de dezembro, às 17h e 30min, uma explosão gerou um fluxo piroclástico, que desceu muito rapidamente pela drenagem Cusúa e chegou até 3 km abaixo da borda da cratera. A explosão gerou uma coluna de emissão com aproximadamente 4 km de altura sobre o nível da cratera, com um elevado conteúdo de cinzas.

Ocorreram novas explosões na noite entre 9-10 de dezembro. As registradas às 21h e 17min e às 21h e 44min geraram fortes sons semelhantes a tiros de canhões e a expulsão de blocos incandescentes que ascenderam até aproximadamente 1 km de altura acima do nível da cratera até cair a uma distância máxima de 2 km nos flancos da montanha. A explosão das 00h e 39min produziu um canhonaço claramente escutado em diversas localidades próximas ao vulcão e fez tremer o solo e as janelas na cidade de Guadalupe. A coluna de emissão associada a este evento alcançou 3 km de altura e tinha moderada carga de cinzas e se movimentou na direção oeste. Os blocos incandescentes expulsos para fora da cratera caíram a uma distância um pouco maior do que 2 km. Outra explosão, às 06h e 07min, gerou outro forte canhonaço e produziu uma coluna de emissão com elevado conteúdo de cinzas com uma altura de 5 km e direção para oeste. Após os eventos explosivos ocorreu a geração constante de coluna de emissão com moderada a elevada carga de cinzas com 1-3 km de altura.

O IG divulgou um informe especial no dia 16 de dezembro informando que a tendência geral da atividade vulcânica é manter um nível moderado, tomando por base os dados de deformação do edifício vulcânico e de sismicidade. Entretanto, não se pode descartar uma renovação na atividade devido a novas injeções magmáticas nos próximos dias ou semanas.

Também foi mencionado no informe que a situação topográfica no interior da cratera do vulcão Tungurahua tem sofrido variações importantes e que a nova disposição geométrica atual tende a facilitar a saída de material desde seu interior, como aconteceu no dia 9 de dezembro quando um fluxo piroclástico, originado pelo desmoronamento do material acumulado dentro da cratera durante a erupção de 4 de dezembro, se deslocou por 3 km pelo flanco da montanha.

No dia 20 de dezembro, queda de cinzas foi reportada em áreas situadas a N e NW. Lahars se formaram em algumas drenagens, carregando blocos com até 90 cm de diâmetro e depositando a carga sedimentar no rio Puela. No final desse dia, uma explosão provocou a vibração de janelas em diversas áreas. Blocos incandescentes rolaram por 2 km desde a cratera do cume da montanha. Uma pluma ascendeu a uma altitude de 7 km acima do nível do mar e se deslocou na direção W.

O novo informe especial do IG no dia 23 de dezembro destacou que a atividade superficial no vulcão Tungurahua tem estado relacionada principalmente com a emissão contínua de vapor de água e, em algumas ocasiões, com conteúdos moderados de cinzas. Ainda que o número de explosões tenha diminuído significativamente, grandes explosões têm sido registradas, como as que ocorreram em 20 de dezembro, às 19h e 46min, e 23 de dezembro, às 4h e 21min e 09h e 32min.

Por outro lado, foram registrados vários sismos vulcano-tectônicos (VT) a partir de 15 de dezembro, que indicam possíveis injeções de material magmático no interior do vulcão. Além disso, ocorreu um incremento no número de terremotos de longo período a partir de 13 de dezembro, os quais denotam movimentos de fluídos no interior da montanha. Assim, nos próximos dias ou semanas é estimado que muito provavelmente continuem ocorrendo explosões e emissões de cinzas e não se pode descartar também um aumento na atividade.

Plumas de cinzas e vapores continuaram a ser formadas durante os dias 21-23 de dezembro e ocorreu queda de cinzas no povoado de Bilbao, 8 km a oeste do vulcão, no dia 22 de dezembro.  No próximo dia, explosões provocaram a vibração de janelas nos povoados de Cusúa (8 km a NW), Pondoa, (8 Km a N) e Baños (9 km a N), produzindo sons lembrando “tiros de canhão”. Uma das explosões ejetou material incandescente que rolou até a porção inferior dos flancos da montanha. Outra explosão produziu uma pluma de cinzas que ascendeu até uma altitude de 11 km acima do nível do mar e se deslocou para W e NW. Novas explosões no dia 24 de dezembro produziram os mesmos efeitos acima. No dia 25 de dezembro, material incandescente foi ejetado desde a cratera e rolaram por 2 km montanha abaixo. Plumas de cinzas continuaram a ser formadas nos dias 25-30 de dezembro e houve queda de cinzas em Choglontús no dia 25 de dezembro. Incandescência na cratera também foi notada.

Fonte: Instituto Geofísico do Equador – Escuela Politecnica Nacional e Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Machín, Colômbia

De acordo com o Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS), o Observatorio Vulcanológico y Sismológico de Manizales informou que a sismicidade aumentou no Cerro Machín no dia 3 de dezembro. Em torno de 340 terremotos vulcano-tectônicos com baixa magnitude foram localizados a SW do principal domo de lava, a uma profundidade média de 4 km. O maior evento, um terremoto de 3,7 graus de magnitude, localizado a SW do domo a uma profundidade aproximada de 3,5 km, foi sentido pelos residentes locais. O Nível de Alerta permanece em III (Amarelo; “variações no comportamento da atividade vulcânica”).

Um novo período de aumento na sismicidade ocorreu no dia 31 de dezembro no vulcão Machín. Um total de 346 eventos tectônicos, não maiores do que 2,1 graus de magnitude, foram localizados a S e SW do domo de lava principal.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

Apesar de a atividade ter sido pequena no vulcão Soufriere Hills na semana entre 26 de novembro e 3 de dezembro, parte da grande área inclinada no lado oeste do domo de lava colapsou no dia 29 de novembro gerando fluxos piroclásticos que moveram-se aproximadamente 2 km para baixo no lado oeste do vulcão. Pequenos fluxos piroclásticos também ocorreram sobre o lado leste do domo de lava.

A atividade foi também pequena no vulcão Soufriere Hills na semana entre 3-10 de dezembro. No dia 6, um pequeno fluxo piroclástico ocorreu na área do colapso parcial do domo de lava em 11 de fevereiro desse ano. Um pequeno lahar foi gerado na parte superior de Belham valley no dia 7 de dezembro.

Alguns pequenos fluxos piroclásticos ocorreram em Gages valley na semana entre 10-17 de dezembro no lado oeste do vulcão. O maior dos quais ocorreu no dia 15 de dezembro e se deslocou por 1,5 km. Um pequeno número de eventos de queda de rochas também ocorreu na área da cicatriz de colapso formada em 11 de fevereiro. O MVO alertou que esporádicos eventos de queda de rochas e fluxos piroclásticos poderão continuar ocorrendo sem qualquer sinal de alerta.

Um pequeno fluxo piroclástico percorreu 1,5 km por Gages valley no dia 19 de dezembro. Eventos de queda de rochas ou pequenos fluxos piroclásticos foram detectados no período entre 24-31 de dezembro pela rede sísmica na região da cicatriz de colapso sobre o lado norte do domo de lava. Lahars associados com chuvas fortes se formaram em múltiplas drenagens no dia 30 de dezembro.

O Nível de Alerta permanece em 3 (em uma escala que varia entre 1-5).

Fonte: Montserrat Volcano Observatory


Fuego, Guatemala

No dia 6 de dezembro, o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que explosões no vulcão Fuego produziram plumas de cinzas que alcançaram 900 metros acima da cratera e deslocaram-se por 6 km na direção SW.

No dia 8 de dezembro, o INSIVUMEH informou que explosões no vulcão Fuego produziram plumas de cinzas que ascenderam 500 metros acima da cratera e se dirigiram para S e SW. Nos dias 12-14 de dezembro novamente ocorreram explosões, sendo que as plumas de cinzas atingiram entre 400-900 metros acima da cratera e se deslocaram para S e SE. Algumas das explosões foram ouvidas a 10 km de distância e geraram ondas de choque que fizeram tremer estruturas em povoados próximos, incluindo Panimache (8 km a SW), Morelia (10 km a SW), Santa Sofia e Yucales (12 km a SW). Avalanches desceram os flancos S e SW e a noite materiais incandescentes foram ejetados a 100 metros de altura.

O INSIVUMEH relatou no dia 17 de dezembro que explosões produziram plumas de cinzas que se elevaram entre 300-800 metros acima da cratera e dirigiram-se para E e SE. No final daquele dia o número de explosões aumentou, ocorrendo a uma razão de 12-15 eventos por hora. Plumas de cinzas atingiram então entre 500-900 metros acima da cratera e se deslocaram para E e NE. Queda de cinzas foi reportada na cidade de Antigua, situada a 18 km a NE, e San Juan Alotenango, 9 km a NE. No dia 20 de dezembro, fracas explosões geraram plumas de cinzas que atingiram 500 metros acima da cratera e se deslocaram para W e NW, e ocasionais sons de estrondos.

Explosões nos dias 23-24 de dezembro produziram plumas de cinzas que atingiram entre 400-1200 metros acima da cratera e se deslocaram entre 10-15 km na direção sudeste. Material incandescente foi ejetado 100 metros acima da cratera durante a noite entre 27-28 de dezembro. Plumas de cinzas de explosões, no dia 28 de dezembro, ascenderam a 500 metros acima da cratera e se deslocaram mais de 5 km nas direções S e SW. Avalanches formaram-se em múltiplas drenagens. Novas explosões, durante 29-30 de dezembro, produziram plumas densas de cinzas, que alcançaram entre 600-800 metros acima da cratera e deslocaram-se 8 km a W e SW. Avalanches ocorreram sobre os flancos.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que no dia 8 de dezembro explosões desde o complexo de domos de lava do vulcão Santa María (Santiaguito) produziram plumas de cinzas que se elevaram a 700 metros acima do domo Caliente e se deslocaram na direção SE. Queda de cinzas foi reportada sobre o flanco SE e no povoado de San José. Além das explosões, a rede sísmica registrou avalanches de blocos. Novas explosões no dia 13 de dezembro ejetaram plumas de cinzas que atingiram entre 300-700 metros acima da cratera e foram dirigidas para SE. Avalanches de blocos durante os dias 13-14 de dezembro foram detectadas pela rede sísmica. Pequenos fluxos piroclásticos foram observados no dia 14 de dezembro.

Nos dias 29-30 de dezembro algumas explosões desde o complexo de domos produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 300-600 metros acima do domo Caliente e se deslocaram para S e SE. Queda de cinzas foi reportada em povoados localizados na direção a favor do vento.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sicília, Itália

O Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia Sezione di Catania (INGV-CT) reportou que uma forte explosão desde o conduto W da cratera Bocca Nuova às 4h e 46min do dia 22 de dezembro produziu uma pluma de cinzas que se elevou a algumas centenas de metros acima do cume e se deslocou para NE. A explosão de material quente, mas não incandescente e subsequente emissão de cinzas foi observada e registrada por câmeras termais. Leve queda de cinzas foi reportada a uma distância de 18 km na direção NE. Emissões de cinzas marrom-avermelhadas continuaram a ocorrer após o meio-dia.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Stromboli, Ilha Aeolian, Itália

O Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia Sezione di Catania (INGV-CT) relatou que uma sequência de três explosões desde a parte sul do conjunto de crateras do vulcão Stromboli foram registradas no dia 19 de dezembro por câmeras de monitoramento termal. A primeira explosão ejetou material piroclástico de granulometria grossa, seguido por tefra de granulometria fina, a mais de 250 metros acima do conjunto de crateras. Uma explosão um pouco menos intensa ocorreu um minuto depois. A terceira e mais fraca explosão ejetou material entre 180-200 metros acima da cratera, gerando uma pluma de cinzas que se dispersou sobre as partes W e NE da ilha.

Durante os últimos dias do mês de dezembro o conduto “S1” produziu frequentes explosões de maiores intensidades que aqueles dos dias precedentes. Jatos de lava ascenderam 200 metros acima da região da cratera. No dia 27 de dezembro, a frequência das explosões atingiu entre 11-14 eventos por hora. O conduto “S1” é imediatamente próximo ao conduto “S”, fonte da explosão de 19 de dezembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Merapi, Java, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) reportou que a atividade no vulcão Merapi diminuiu durante os dias 1-3 de dezembro. Dados sísmicos mostraram um decréscimo no número de terremotos, bem como a amplitude dos eventos. Medições da deformação do edifício vulcânico não mostraram nenhuma variação significante. Plumas de gases atingiram 500 metros de altura acima da cratera. O CVGHM notou que depósitos de lahar foram identificados em múltiplas drenagens e que várias pontes foram recentemente danificadas por esses fluxos. No dia 4 de dezembro, o Nível de Alerta foi rebaixado para 3 (em uma escala que varia entre 1-4).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Bromo, Caldeira Tengger, Java, Indonésia

No dia 6 de dezembro, o Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que a sismicidade no cone Bromo da Caldeira Tengger tem declinado desde o dia 30 de novembro e as medições de inclinação do edifício vulcânico tem também mostrado deflação. Plumas que variam de cinza a brancas atingiram entre 200-300 metros de altura acima da margem da cratera. O Nível de Alerta foi diminuído para 3 (em uma escala que varia entre 1-4). Residentes e turistas não são permitidos dentro de um raio de 2 km em torno da cratera ativa.

No período entre 8-19 de dezembro, o cone Bromo emitiu plumas de cinzas que ascenderam entre 400-800 metros acima da cratera. Explosões no dia 19 de dezembro produziram uma pluma de cinzas que atingiu 2 km acima da margem da cratera. A queda de cinzas foi forte em torno da cratera e foi reportada em áreas a 70 km de distância. As cinzas danificaram as plantações, árvores e vales de rios e a infraestrutura de transporte. O Nível de Alerta permaneceu em 3.  Residentes e turistas continuaram não permitidos dentro de um raio de 2 km em torno da cratera ativa.

Plumas de cinzas continuaram a ser formadas entre os dias 20-25 de dezembro e alcançaram entre 800-1200 metros acima da cratera. Materiais piroclásticos ejetados caíram em torno da cratera. No dia 25 de dezembro, cinzas e ocasionalmente lápili caíram no posto de observação do vulcão Bromo, localizado a 2 km de distância. O depósito de queda de cinzas alcançou 20 cm de espessura. Imagens de satélites e informações do CVGHM confirmaram que durante os dias 26-27 de dezembro uma pluma de cinzas ascendeu a uma altitude de 5,5 km acima do nível do mar e se deslocou por 150 km na direção NE. No dia 30 de dezembro, outra pluma de cinzas atingiu 4,3 km acima do nível do mar e se deslocou por 95 km na direção leste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Bulusan, Ilha de Luzon, Filipinas

No dia 17 de dezembro, o Philippine Institute of Volcanology and Seismology (PHIVOLCS) reportou que uma explosão no vulcão Bulusan, registrada por 3 minutos pelos sismógrafos, produziu uma pluma constituída por vapores e cinzas que alcançou 500 metros acima da cratera e se deslocou para SW.

O PHIVOLCS informou que no dia 23 de dezembro uma explosão desde a cratera do cume do vulcão Bulusan foi registrada pela rede sísmica como um terremoto do tipo explosão seguido por tremores que persistiram por quase 31 de minutos. A pluma de cinzas ascendeu a 500 metros acima da margem da cratera e se deslocou para S-SW. No dia 24 de dezembro outra pluma de cinzas atingiu uma altitude de 2,1 km acima do nível do mar e se deslocou na direção SW.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Manam, Nova Guiné, Oceano Pacífico

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) reportou que no dia 25 de dezembro um novo episódio de atividade eruptiva na Cratera Sul do vulcão Manam começou e foi caracterizado nos quatro primeiros dias por formação de plumas de cinzas e ejeção de fragmentos de lava incandescentes. Ainda que a maior parte do material caísse dentro da própria cratera, alguns foram depositados em torno da área do cume, enquanto que alguns fragmentos maiores foram depositados nos vales a SE e SW. A Cratera Principal produziu apenas plumas esbranquiçadas, ocasionalmente carregadas de cinzas. Incandescência foi visível em algumas noites.

No dia 30 de dezembro a atividade na Cratera sul aumentou e foi reportado por observadores posicionados no povoado de Bogia, 20 km a S-SW, localizado na ilha principal do arquipélago. Uma densa pluma de cinzas ascendeu a 3 km de altura acima da cratera e se deslocou para NW. Um observador posicionado na região de Tabele, localizada sobre o flanco SW, confirmou a erupção e também reportou que três fluxos piroclásticos desceram o vale a SE do vulcão, parando a algumas centenas de metros da linha de costa. O primeiro e maior fluxo piroclástico devastou uma grande área não habitada entre os povoados de Warisi e Dugulava. Plumas de cinzas se deslocaram na direção NW e provocaram pequena queda de cinzas na região de Tabele. O RVO recomendou um aumento no Nível de Alerta para Estágio 3. Posteriormente naquele dia, emissões de cinzas e ejeções de fragmentos incandescentes diminuíram.

No dia 31 de dezembro, plumas de cinzas se elevaram entre 200-300 metros acima da Cratera Sul e também acima da Cratera Principal. Sons baixos de estrondos foram notados e incandescência desde a cratera foi observada a noite.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí, Oceano Pacífico

Durante o período entre 1-28 de dezembro, o United States Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) reportou que a atividade no vulcão Kilauea continuou desde a caldeira do cume e na zona de rifte leste. Na caldeira do cume, o nível da superfície do lago de lava no conduto profundo dentro da cratera Halema’uma’u permaneceu estável a entre 130-135 metros abaixo do fundo da cratera, periodicamente ascendendo em torno de 15-30 metros acima daquele nível. Incandescência noturna tem sido visível na margem noroeste da caldeira desde o começo de 2010. Uma pluma foi deslocada pelos ventos desde o conduto em múltiplas direções e depositou cinzas e “respingos de lava” (spatter) nas áreas próximas.

Na zona de rifte leste, a lava fluiu a uma pequena distância através do sistema de tubos de lava TEB antes de extravasar sobre a superfície em uma pequena depressão entre dois “escudos sem raiz” em torno da elevação de 610 metros no dia 1 de dezembro. A lava começou a construir um escudo e também se estendeu por várias centenas de metros em ambos os lados do tubo de lava. Um pequeno extravasamento de lava fluiu sobre o topo da região de pali, se aproximando da localidade de Kalapana Gardens. Durante os dias 2-7 de dezembro, fluxos de lava na depressão avançaram para E, W e N. A lava foi por observada por último entrando no oceano em Puhi-o-Kalaikini durante os dias 29-30 de novembro.

No período entre 8-28 de dezembro a lava que extravasou na elevação de 610 metros construiu uma pequena “poça” de lava no topo do novo escudo e avançou em duas direções principais. Um dos fluxos de lava queimou vegetação remanescente de uma floresta. No dia 22 de dezembro, outro fluxo de lava extravasou do sistema de tubos de lava na elevação de 365 metros e avançou 820 metros. Múltiplos fluxos de lavas foram observados no período entre 22 e 28 de dezembro.

Fluxos de lava desde um pequeno cone de “respingos” (spatter) localizado no assoalho da cratera Pu’u ‘O’o se mantiveram ativos. Outro pequeno fluxo de lava se deslocou na direção W no dia 10 de dezembro. No dia 13 de dezembro a lava fluiu desde um segundo cone de “respingos”, localizado na margem NW da cratera, e durante os dias subsequentes avançou para leste sobre o fundo da cratera e então parou no dia 27 de dezembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Piton de la Fournaise, Ilha de Reunião, Oceano Índico

No dia 9 de dezembro, o Observatoire Volcanologique du Piton de la Fournaise (OVPDLF) informou que uma crise sísmica no vulcão Piton de la Fournaise foi seguida por inchamento de toda a região do cume. Muitos pequenos deslizamentos de terra ocorreram na cratera Dolomieu. Posteriomente naquele dia fluxos de lava extravasaram desde duas fissuras localizadas sobre o flanco norte do Piton de la Fournaise, em torno de 1 km a NW da margem da cratera Dolomieu, se deslocaram por 1,5 km nas direções norte e noroeste. No dia 10 de dezembro, tanto a sismicidade como as medições da deformação do edifício vulcânico indicaram que a erupção da lava tinha terminado.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakura-jima, Kyushu, Japão

Durante os dias 1-7 de dezembro, explosões desde o vulcão Sakura-jima produziram plumas de cinzas que atingiram altitudes entre 1,2-2,7 km acima do nível do mar e se deslocaram nas direções E, SE, W NW e N. Durante os dias 2 e 4-5 de dezembro, pilotos de aeronaves reportaram que observaram plumas de cinzas a altitudes entre 1,5-4,6 km acima do nível do mar.

Uma erupção no dia 8 de dezembro produziu uma pluma de cinzas que ascendeu a uma altitude de 2,4 km acima do nível do mar que se deslocou nas direções E e SE. Durante os dias 11-12 de dezembro explosões produziram plumas que atingiram altitudes entre 1,8-2,4 km acima do nível do mar que novamente foram deslocadas nas direções E e SE. Um piloto de aeronave observou no dia 12 de dezembro uma pluma de cinzas que alcançou uma altitude de 2,7 km acima do nível do mar e foi dirigida para NE e E. No dia 18 de dezembro, plumas de cinzas atingiram altitudes entre 2,4-4,9 km acima do nível do mar.

Durante os dias 22-23, 25 e 27 de dezembro plumas de cinzas atingiram entre 1,8-3,7 km de altitude acima do nível do mar e se deslocaram para E e SE.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Suwanose-jima, Riyukyu, Japão

Explosões ocorreram no vulcão Suwanose-jima nos dias 1-4 de dezembro. As plumas de cinzas atingiram uma altitude de 1,2 km acima do nível do mar no dia 4 de dezembro. No dia 20 de dezembro ocorreu uma nova explosão, mas detalhes não foram revelados.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kliuchevskoy, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que plumas de cinzas foram observadas a uma altitude de 6,3 km acima do nível do mar nos dias 26 e 29 de novembro e 1 de dezembro. Cinzas caíram em Kozyrevsk (em torno de 50 km a oeste) no dia 27 de novembro e em Klyuchi (30 km a N-NE) no dia 28 de novembro. Atividade explosiva estromboliana foi observada nos dias 1 e 2 de dezembro. O Código de Cores de Alerta continua em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kizimen, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante os dias 3-8 de dezembro o vulcão Kizimen esteve acima níveis normais para a região. Um aumento na sismicidade no dia 9 de dezembro foi possivelmente provocado por avalanches de neve. No mesmo dia, uma erupção produziu uma pluma de cinzas que atingiu uma altitude de 2,7 km acima do nível do mar e se deslocou na direção norte. O Código de Cores de Alerta permaneceu em amarelo.

Entretanto, no dia 9 de dezembro, a sismicidade aumentou significativamente e o Código de Cores de Alerta foi elevado para laranja. Uma anomalia termal brilhosa foi observada em imagem de satélites no próximo dia. No dia 13 de dezembro, uma erupção explosiva gerou plumas de cinzas que se elevaram até altitudes de 3-3,5 km acima do nível do mar e se deslocaram na direção noroeste. Informações visuais e análises de imagens de satélites identificaram uma pluma de cinzas que atingiu uma altitude de 10 km acima do nível do mar e se deslocou na direção norte. O KVERT relatou raios dentro das plumas de cinzas. Nesse dia, o Código de Cores de Alerta foi elevado para vermelho. Depósitos de cinzas em Kozyrevsk e Tigil, 110 e 308 km a NW, respectivamente, foram de 5 mm de espessura. Posteriormente, nesse mesmo dia a atividade sísmica diminuiu e o Código de Cores de Alerta foi rebaixado para laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sheveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) relatou que no dia 14 de dezembro, uma explosão de cinzas produziu uma pluma que se elevou até uma altitude de 4,5 km acima do nível do mar e um fluxo piroclásticos se deslocou por 2 km de distância. Imagens de satélite mostraram que a pluma percorreu uma distância de 230 km na direção NE. O Código de Cores de Alerta continua em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

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