Erupções de Dezembro de 2012

Copahue, Fronteira Argentina/Chile

O Observatorio Volcanológico de los Andes del Sur e o Servicio Nacional de Geología y Minería (OVDASSERNAGEOMIN) relataram aumento da sismicidade no vulcão Copahue no dia 22 de dezembro. A sismicidade oscilou, mas foi elevada e indicou emissões de gases de cores claras e formação de plumas de cinzas escuras a partir do que foi pensado ser uma erupção freática. As plumas atingiram entre 1-1,5 km acima da cratera e foram observadas em imagens de satélite se estendendo por 400 km na direção sudeste.  O Nível de Alerta foi elevado para laranja.

Cientistas a bordo de um sobrevoo observaram uma pluma ascendendo a 1,5 km acima de um conduto na cratera Del Agrio, na mesma área da erupção anterior no ano de 2000, e sendo dispersa na direção sudeste. Os cientistas observaram que por volta das 16h e 00min a atividade variou de emissões de cinzas para ejeção de gás. Mais tarde naquele dia, câmeras de vídeo mostraram incandescência na cratera sendo refletida nas nuvens. O Nível de Alerta foi elevado para vermelho, e as pessoas dentro de um raio de 15 km, e ao longo de drenagens, foram avisadas ​​sobre possíveis aumentos na atividade ou formação de lahars.

No dia 23 de dezembro a incandescência na cratera aumentou com explosões, que atingiram 450 metros de altura. Atividade explosiva estromboliana ejetou blocos incandescentes e plumas escuras durante explosões. As plumas ascenderam 1 km e se dispersaram na direção sudeste. No dia 24 de dezembro a sismicidade diminuiu. As câmeras gravaram incandescência na cratera, que aumentaram a altura para 200 m, com as explosões. Blocos incandescentes foram novamente expulsos através de explosões estrombolianas. Plumas atingiram 300 m e novamente foram dispersas na direção SE. O Nível de Alerta foi reduzido para laranja. No dia 25 de dezembro a sismicidade diminuiu para valores baixos e tremores sísmicos não foram detectados. Plumas difusas foram observadas em imagens de satélite se afastando 70 km na direção sudeste.

O OVDASSERNAGEOMIN relatou que durante os dias 25-29 de dezembro plumas de coloração clara observadas por uma web câmera instalada perto Copahue atingiram entre 450-850 m e foram dispersas nas direções NE e E. Plumas detectadas em imagens de satélite foram dispersas por 16 km na direção nordeste em 26 de dezembro. Incandescência na cratera foi observada à noite, durante 26-28 dezembro; explosões foram detectadas durante os dias 27-28 dezembro. A sismicidade diminuiu durante o período do informe. O Nível de Alerta foi reduzido para amarelo em 29 de dezembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tungurahua, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) informou que em 01 de dezembro houve 47 mm de chuva sobre os flancos leste e nordeste do vulcão Tungurahua, gerando lahars que desceram a drenagem Vazcún no flanco norte. Estações sísmicas começaram a registrar sinais representando lahars às 15h e 56min, e às 16h e 05min os planos de contingência foram ativados para alertar as pessoas que estavam à jusante. Pessoas no resort de El Salado tinham sido evacuadas a tempo, antes que os lahars alcançassem à área. O lahar tinha 6 m de profundidade, e carregava blocos de 1-3 m de diâmetro, e cobriu tanques de água potável em algumas áreas.

Sismicidade aumentou durante os dias 12-14 de Dezembro. Uma grande explosão às 14h e 35min do dia 14 de dezembro produziu um som semelhante a um "tiro de canhão" e fez o chão tremer. Uma pluma de cinzas e vapor ascendeu a uma altura de 6-7 km e foi dispersa na direção noroeste. Fluxos piroclásticos se deslocaram pelo flanco sudoeste. Uma pluma de cinzas isolada com 11 km de largura foi observada em imagens de satélite se deslocando por  17 km na direção sudeste. No dia 15 de dezembro uma explosão foi seguida por uma nuvem de cinzas e gás, que atingiu 2 km de altura acima da cratera e foi dispersa nas direções sul e sudeste. Pequenas quantidades de cinzas caíram na região de Runtun (6 km a NNE).

Uma grande explosão no dia 16 de dezembro gerou plumas de cinzas, que continham relâmpagos internamente, ascenderam a uma altura máxima de 7 km. Outras explosões geraram plumas de cinzas que ascenderam a 2 km de altura. Imagens de satélite mostraram plumas de cinzas se deslocando por 140 km na direção noroeste e 110 km na direção nordeste, a uma altitude de 7,9 km. Tefra caiu em diversos povoados. A maior das explosões durante a manhã produziu sons de "tiros de canhão", que quebraram uma janela em um prédio local, e foi seguida por fluxos piroclásticos que desceram os flancos sudoeste e noroeste. Durante os dias 16-17 de dezembro, blocos incandescentes foram ejetados da cratera e rolaram pelos flancos.

Imagens de satélite obtidas em 17 de dezembro mostraram plumas de cinzas se deslocando por 50-130 km na direção nordeste, e uma densa nuvem de cinzas se estendendo por mais de 200 km na direção nordeste, a uma altitude de 7 km. Uma anomalia térmica também foi detectada. As explosões continuaram a gerar plumas de cinzas, mas com a diminuição progressiva do teor de cinzas. Plumas de cinzas foram dispersas nas direções norte e nordeste, causando queda de cinzas nas comunidades a favor do vento. De acordo com a reportagem, algumas dessas comunidades foram evacuadas.

Uma anomalia térmica foi detectada em 18 de dezembro. Plumas de cinzas se deslocaram por 70 km na direção oeste e 40 km na direção sudoeste. A sismicidade permaneceu elevada, e dois fluxos piroclásticos se deslocaram por 3-4 km pelos flancos e queimaram a vegetação. Explosões sacudiram as estruturas e ejetaram blocos incandescentes. Plumas de cinzas atingiram 2-3 km de altura acima da cratera e foram dispersas nas direções noroeste, oeste e sudoeste. Cinzas caíram em várias áreas, e acumularam entre 1 e 2 mm durante os dias 17-18 dezembro em Juive (7 km a NNO).

O IG informou que durante os dias 19-25 de dezembro a atividade permaneceu elevada. Em 19 de dezembro foram detectadas 60 explosões pela rede sísmica; explosões fizeram estruturas vibrar e muitas vezes foram ouvidas por moradores da região. Plumas de cinzas atingiram 2 km acima da cratera e foram dispersas na direção sudoeste, provocando queda de cinzas nas comunidades a favor do vento. No dia seguinte, 78 explosões foram detectadas, sons semelhantes a rugidos foram ouvidos, e janelas vibraram. Plumas de cinzas ascenderam 1 km e foram dispersas nas direções oeste e sudoeste. Queda de cinzas foi relatada em alguns povoados. Um fluxo piroclástico, gerado após uma explosão, se deslocou 2 km em drenagens no flanco noroeste.

Durante os dias 21-25 de dezembro explosões ejetaram blocos incandescentes que rolaram até 1 km pelos flancos do vulcão. Plumas de gás e cinzas atingiram menos de 2 km acima da cratera e foram dispersas nas direções oeste e noroeste. Em 22 de dezembro, queda de cinzas foi relatada nos povoados de Pillate e Manzano, e fontes de lava de 500 metros de altura foram observadas durante a noite. Em 23 de dezembro explosões sacudiram as janelas. Explosões estrombolianas ejetaram blocos incandescentes a mais de 500 m acima da cratera que rolaram 1 km pelos flancos oeste e noroeste. No dia seguinte a sismicidade diminuiu e apenas pequenas quedas de cinzas foram relatadas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Reventador, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) reportou que a sismicidade no vulcão Reventador foi elevada durante os dias 5-11 de dezembro e indicaram múltiplas explosões quase diariamente. Plumas foram observadas. No dia 6 de dezembro, plumas de vapores e cinzas ascenderam 2 km acima do domo de lava e foi dispersa na direção sudeste. Outra pluma semelhante ascendeu 1 km no dia 8 de dezembro e se deslocou nas direções oeste e sudoeste, em direção à região do Chaco. Nova pluma foi observada no dia 11 de dezembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


San Cristobal, Nicaragua

O Instituto Nicaragüense de Estudios Territoriales (INETER) informou que no dia 25 de dezembro, por volta das 18h e 00min, a sismicidade no vulcão San Cristóbal aumentou. Uma série de explosões a partir de 20h e 00min produziu plumas de cinzas e gás, que atingiram 500 m acima da cratera e foram dispersas nas direções sudoeste e oeste. Cinzas caíram perto do vulcão. A sismicidade aumentou significativamente no dia seguinte. Explosões continuaram a gerar plumas de cinzas e gás, que ascenderam a 2,5 km acima da cratera e se dispersaram nas direções norte, oeste e sudoeste, tanto quanto no Oceano Pacífico (30-40 km a sudoeste e oeste, respectivamente). Queda de cinzas foi relatada em áreas a favor do vento, incluindo vários povoados e cidades. De acordo com reportagens, algumas famílias próximas ao vulcão se retiraram da área por conta própria.

O INETER informou que no dia 26 de dezembro quatro explosões no vulcão San Cristóbal produziram plumas de cinzas que foram observados em imagens de satélite deslocando-se na direção oeste e alcançando o Oceano Pacífico. Queda de cinzas foi relatada em áreas dentro de uma distância de 5-6 km do vulcão. No dia seguinte, explosões produziram plumas de cinzas que atingiram 200 m acima da cratera. No dia 28 de dezembro plumas de gases e cinzas foram dispersas nas direções noroeste, oeste e sudoeste, atingindo o Oceano Pacífico e também a costa de El Salvador. Novas explosões foram detectadas até 11h e 00min. As emissões de dióxido de enxofre continuaram e foram dispersas nas direções oeste e sudoeste; as emissões diminuíram no dia seguinte.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que explosões durante os dias 12-14 de dezembro no vulcão Fuego produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 140-190 metros de altura e foram dispersas na direção sudoeste. Fluxos de lavas incandescentes se deslocaram por 150-200 metros pelos flancos do vulcão. Os fluxos de lavas durante os dias 15-16 de dezembro se deslocaram por 200 metros na direção sudoeste, através da ravina Taniluya, produzindo avalanches de blocos incandescentes desde as frentes dos fluxos de lavas. Explosões durante os dias 17-18 de dezembro produziram plumas de cinzas que ascenderam 400 metros de altura e se deslocaram por 7 km nas direções oeste e sudoeste. Incandescência foi observada na cratera ascendendo 150 metros acima da cratera. Blocos das frentes dos fluxos de lavas na ravina Taniluya rolaram pelos flancos, alcançando áreas vegetadas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que durante os dias 01-02 de dezembro avalanches incandescentes se deslocaram pelo flanco sudoeste do domo de lava. Nos dias 03-04 de dezembro foi observado um novo fluxo de lava incandescente na cratera, e produziu avalanches de blocos e plumas de cinzas que se deslocaram por 10 km nas direções oeste e sudoeste.

Nos dias 6-7 de dezembro foi observada incandescência na região domo de lava e uma explosão gerou uma pluma de cinzas que ascendeu 300 metros e foi dispersa na direção leste. Avalanches foram produzidas durante os dias 8-11 de dezembro desde a frente dos fluxos de lavas sobre os flancos sudeste, sul e sudoeste. Um fluxo de lava se deslocou por 700 metros pelo flanco sul. Plumas de cinzas ascenderam desde as avalanches e se deslocaram por 10 km nas direções oeste e sudoeste. Incandescência foi observada a noite. No dia 11 de dezembro um novo fluxo de lava extravasou pelo flanco norte do domo de lava. Incandescência na cratera continuou a ser observado durante a noite.

O INSIVUMEH relatou que durante os dias 12-13 de dezembro foi visível a incandescência no complexo de domo de lavas e fluxos de lavas foram ativos sobre os flancos. Avalanches foram produzidas nos dias 13 e 14 de dezembro desde as frentes dos fluxos de lavas sobre o flanco sudeste. Plumas de cinzas que ascenderam desde as avalanches se deslocaram por 10 km, produzindo queda de cinzas nas regiões de La Florida (5 km a sul) e El Faro (flanco sudoeste). Incadescência foi novamente observada durante os dias 15-18 de dezembro desde a parte sudoeste do domo de lava. Avalanches foram novamente produzidas desde as frentes dos fluxos de lavas sobre o flanco sudeste. Plumas de cinzas desde estas avalanches foram dispersas numa distância de 8 km durante os dias 15=16 de dezembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Pacaya, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) observou em relatório especial que no dia 28 de dezembro os padrões de atividade no cone Mackenney do vulcão Pacaya mudaram; três explosões foram detectadas as 11h e 50min, e geraram plumas que ascenderam menos do que 500 m e foram dispersas por 5 km nas direções oeste e sudoeste. Plumas de coloração que variaram entre o azul ao branco ascenderam 50 m nos dias 30-31 de dezembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Popocatépetl, México

O Centro Nacionale de Prevencion de Desastres (CENAPRED) reportou que a sismicidade no vulcão Popocatépetl durante o período entre 12-18 de dezembro indicou emissões contínuas de gases e vapores com pequenas quantidades de cinzas. Incandescência foi observada na cratera em muitas noites no período. No dia 17 de dezembro, tefra incandescente foi ejetada a uma distância de 500 metros de distância da cratera sobre o flanco nordeste. O Nível de Alerta permanece em Amarelo, Fase 2.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) relatou que durante o período entre 1-31 de dezembro o lago de lava periodicamente ascendeu e retrocedeu no conduto profundo dentro da cratera Halema’uma’u. A pluma de gás desde o conduto continuou a depositar quantidades variáveis de respingos de lava (spatter) e “cabelos de Pele” nas áreas próximas.

Na área do cone/cratera Pu’u ‘O’o, durante o mês de dezembro, a lava circulou dentro do “lago de lava elevado” (perched lava-lake) localizado na parte nordeste da cratera e incandescência foi emitida desde cones de respingos (spatter cones) formados nas partes sudeste, nordeste e noroeste do assoalho da cratera. O lago de lava derramou brevemente no dia 5 de dezembro, e pequenos fluxos de lava extravasaram dos cones de respingos nos dias 7-9 de dezembro. Durante o evoluir da semana, um pequeno cone de respingos se formou sobre o lago de lava, cobrindo a superfície. O lago de lava extravasou novamente nos dias 12-13 de dezembro. No dia 13 de dezembro, a lava fluiu desde o cone de respingos localizado na parte sudoeste da cratera. No dia 14 de dezembro, a margem norte do cone de respingos localizado na parte nordeste da cratera colapsou e foi seguido por um breve extravasamento do lago de lava. Um grande fluxo de lava foi emitido pelo cone de respingos sobre a margem norte da cratera, seguido por outro pequeno fluxo. Outro colapso no cone de respingos nordeste e pequenos extravasamentos de lava foram observados no dia 15 de dezembro. Durante os dias 21-24 de dezembro, alguns breves e pequenos fluxos de lavas foram emitidos desde cones de respingos na margem sul do assoalho da cratera. O lago de lava extravasou brevemente no dia 27 de dezembro. Lava fluiu desde um cone de respingos localizado na parte sul da cratera nos dias 29-30 de dezembro.

No início do mês de dezembro os fluxos de lavas permaneceram ativos em dois ramos principais sobre a planície costeira: um pequeno ramo a oeste, e um grande ramo a leste, com atividade espalhada estendendo-se desde a região de pali até a costa leste do limite ocidental do Hawai’i Volcanoes National Park. A lava entrou no oceano novamente nos dias 1-2 e 4 de dezembro. O ponto de entrada foi marcado pela formação de uma fraca e variável pluma próxima do local conhecido como Kupapa’u, com a lava entrando na água no mínimo em duas diferentes áreas.  No período entre 12-18 de dezembro, os fluxos de lavas permaneceram ativos nos dois ramos principais relatados acima na região da planície costeira. Um ponto de entrada de lava no oceano foi marcado por fracas e variáveis plumas próximas de Kupapa’u, com a lava entrando na água no mínimo em duas áreas diferentes. Um novo fluxo de lava foi observado no topo da região de pali no dia 11 de dezembro. No dia 15 de dezembro, observadores notaram fluxos de lavas ativos em uma área com 1 km de largura que se estendia desde a base da zona de falha pali até a costa. No dia 16 de dezembro, os cientistas do HVO observaram que um delta de lava no ponto de entrada no oceano estava crescendo lentamente, e tinha naquele momento 50 metros de largura. Nos dias 21-24 de dezembro fluxos de lavas foram ativos na mesma área registrada no dia 15 de dezembro, que media 1 km de largura e se espalhava desde próxima da base da zona de falha de pali até a costa. Nenhuma imagem de vídeo registrou nenhum ponto com plumas de vapores, sugerindo que a lava não estava entrando no oceano desde o dia 17 de dezembro. Durante o final do mês de dezembro os fluxos de lavas continuaram ativos na região da planície costeira, desde a base da zona de falhas de pali e se estendendo até a costa. Nos dias 28-30 de dezembro, câmeras de vídeo registraram fracas e infrequentes plumas de vapores desde pontos onde a lava estava entrando no oceano em múltiplas locações.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakura-jima, Kyushu, Japão

O Japanese Meteorological Agency (JMA) informou que explosões desde a cratera Showa do vulcão Sakura-jima nos dias 3-7 de dezembro, ejetaram tefra a uma distância até 1,3 da cratera. Explosões durante os dias 5-10 de dezembro muitas vezes produziram plumas que ascenderam até altitudes entre 1,2-4,3 km acima do nível do mar e foram dispersas nas direções leste, sudeste, sul e sudoeste. Uma erupção muito pequena ocorreu na cratera Minami-dake no dia 6 de dezembro.

No período entre 10-14 de dezembro, explosões na cratera Showa ejetaram tefra a uma distância de até 1,8 km da cratera. Erupções muito pequenas ocorreram na Cratera Minami-dake. Explosões durante os dias 12-18 de dezembro produziram plumas que ascenderam até altitudes de 1,5-2,4 km acima do nível do mar.

Explosões durante os dias 25-28 de dezembro na cratera Showa ejetaram tefra a uma distância de até 1,8 km da cratera. Um pequeno fluxo piroclástico se deslocou por 500 metros pelo flanco leste. Explosões muito pequenas ocorreram periodicamente na cratera Minami-dake.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Lokon-Empung, Sulawesi, Indonésia

Baseados em informações do Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM), o Darwin VAAC informou que uma erupção no vulcão Lokon-Empung no dia 06 de dezembro produziu uma pluma de cinzas que ascendeu até uma altitude de 3,4 km acima do nível do mar e foi dispersa na direção sul. Outra pluma ascendeu até uma altitude de 4,3 km acima do nível do mar no dia 10 de dezembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Paluweh, Ilhas Lesser Sundra, Indonésia

Com base em imagens de satélites e outros dados, o Darwin VAAC reportou que plumas de cinzas ascenderam do vulcão Paluweh nos dias 6 e 8 de dezembro atingindo uma altitude de 3,7 km acima do nível do mar e se deslocaram por 35-75 km nas direções noroeste, oeste e sudoeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Manam, Nova Guiné, Oceano Pacífico

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) relatou que durante os dias 01-07 de dezembro plumas difusas e densas ascenderam 500 m acima da cratera sul do vulcão Manam e foram dispersas na direção noroeste. Queda de cinzas foi relatada em áreas a favor do vento. Rugidos e estrondos foram ouvidos, e tornaram-se fortes e freqüentes em 4 de dezembro. Tefra incandescente ejetada foi observada durante a noite, e um pequeno volume de lava extravasou de um conduto no vale SE que se formou em Agosto. Pequenos volumes de lava também fluíram de um conduto, adjacente ao primeiro conduto, que surgiu no final de novembro. Plumas de vapor esbraquiçadas ascenderam da Cratera Principal durante o período do informe. Dados de inclinômetros eletrônicos mostraram uma tendência de inchamento do edifício vulcânico de longo prazo na direção leste. O RVO alertou os moradores para ficarem longe dos quatro principais vales radiais, especialmente o SE e o SO, porque os produtos da atividade atual são canalizados para eles.

RVO reportou que durante 08-14 dezembro plumas de cinzas densas e difusas ascenderam 400 m acima da cratera sul do Manam e derivou para noroeste. Ejeção de tefra incandescente foi observada durante a noite, e os pequenos volumes de lava continuaram a fluir a partir de dois condutos situados na encosta superior do vale SE.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Ulawun, Nova Bretanha, Oceano Pacífico

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) informou que densas plumas de cinzas com coloração marrom acinzentadas continuaram ascender a 200 m de altura no vulcão Ulawun durante os dias 01-07dezembro. Queda de cinzas foi relatada no flanco noroeste, nos povoados de Ubili e Ulamona (10 km NW). Uma pequena cicatriz de deslizamento de terra apareceu perto do conduto do flanco N, supostamente provocado pelo movimento de uma grande rocha e material solto, desencadeado por um terremoto de 6,1 graus de magnitude que ocorreu próximo da localidade de Pomio (55 km a SSE) em 19 de novembro.

Na semana seguinte, o RVO reportou que as plumas de cinzas densas de coloração marrom acinzentadas que começaram a ascender desde o vulcão Ulawun no dia 6 de novembro cessaram no dia 11 de dezembro. Durante os dias 12-16 de dezembro somente quantidades variáveis de plumas de vapores esbranquiçados ascenderam da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Langila, Nova Bretanha, Oceano Pacífico

O Darwin VAAC, baseado em análises de imagens de satélites, informou que uma pluma de cinzas desde o vulcão Langila ascendeu até uma altitude de 2,1 km acima do nível do mar e se deslocou por 110 km na direção noroeste no dia 5 de dezembro. Concentrações elevadas de dióxido de enxofre também foram detectadas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Bagana, Ilhas Salomão, Oceano Pacífico

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) reportou que no período entre 1 de novembro a 12 de dezembro de 2012 o vulcão Bagana emitiu plumas esbranquiçadas. Fracas e ocasionais incandescências foram observadas na cratera durante os dias 3-8, 10, 17-20 e 29-30 de novembro. Entretanto, no dia 13 de dezembro a atividade aumentou. Uma erupção ocorreu entre as 12h e 00min e às 13h e 00min, provocando quedas de cinzas nas regiões adjacentes. Posteriormente, o vulcão esteve quieto nos dias 14-15 de dezembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


White Island, Nova Zelândia

Em 12 de dezembro, o Centro de Dados GeoNet publicou um relatório que descreve um novo domo de lava recentemente observado por vulcanólogos no vulcão White Island. O domo de lava com forma de “espinhos” atingiu 20-30 m de diâmetro, e cresceu em uma cratera formada durante uma erupção no dia 5 de agosto. A proeminente pluma de vapor ascendeu do domo. Comentários dos operadores turísticos de White Island informaram que o domo de lava pode ser visível há duas semanas, mas não tão claramente como no dia 10 de dezembro. O Nível de Alerta foi elevado para 2 (numa escala de 0-5), e o Código de Cores de Aviação foi aumentada para laranja (segundo mais elevado numa escala de quatro cores).

Em 20 de Dezembro, O GeoNet Data Center informou que o domo de lava em White Island não havia mudado durante os últimos 10 dias. Nenhuma alteração no domo de lava foi observada quando os cientistas compararam fotos tiradas em 19 de dezembro com as anteriores, mas vários pequenos lagos ocuparam partes onde um grande lago existia antes de agosto. A temperatura mais alta obtida no domo de lava foi de 187 graus Celsius, no lago quente no lado sul foi de pelo menos 71 graus e o lago frio do lado N da cúpula foi de 35 graus. O Nível de Alerta se manteve em 2 (numa escala de 0-5, e o Código de Cores de Aviação permaneceu em laranja (segundo maior em uma escala de quatro cores).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shiveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante os dias 1-28 de dezembro o fluxo de lava viscoso continuou a ser extrudido sobre o flanco noroeste do domo de lava do vulcão Shiveluch, acompanhado por avalanches quentes e atividade fumarólica. Imagens de satélite mostraram anomalias termais sobre o domo de lava quase que diariamente. O Código de Cores de Alerta permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Klyuchevskoy, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que imagens de satélites e vídeos durante os dias 1-21 de dezembro mostraram explosões Estrombolianas no vulcão Klyuchevskoy, junto com incandescência na cratera e emissões de gases e vapores. Anomalias termaisl foram detectadas em imagens de satélites durante os dias 1, 4-6, 7-8, 12-13 e 16-18 de dezembro. O Código de Cores de Alerta foi mantido em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kizimen, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que durante o período entre 1-7 de dezembro a atividade sísmica moderada continuou sendo detectada no vulcão Kizimen. Imagens de satélite e de vídeo mostraram fluxos de lava sendo extravasados desde o cume e do flanco leste do vulcão, incandescência no cume, forte atividade de gases e vapor e avalanches quente no flanco sul. Anomalias termais foram detectadas nos dias 1 e 4-7 de dezembro. O Código de Cores de Alerta foi mantido em laranja.

O KVERT informou que a atividade sísmica gradualmente diminuiu no período entre 8 e 12 de dezembro no vulcão Kizimen. Imagens de vídeos mostraram incandescência na cratera e atividade moderada de gases e vapores. Imagens de satélites detectaram uma anomalia termal sobre o vulcão, mas a intensidade da anomalia diminuiu gradualmente. No dia 12 de dezembro o Código de Cores de Alerta foi diminuído para amarelo.

O KVERT informou que no dia 27 de dezembro a erupção de Kizimen tinha cessado; os dados de vídeo gravados ocasionalmente mostraram incandescência na cúpula e imagens de satélite detectaram uma anomalia térmica que gradualmente diminuiu de intensidade. O Código de Cores de Aviação foi reduzido para verde.

A atividade sísmica aumentou novamente em 28 de dezembro. Os dados de vídeo mostraram a extrusão um novo fluxo de lava sobre o flanco NE do vulcão. Durante o final do mês de dezembro, a partir de 28 de dezembro foi observado incandescência no cume, forte atividade de emissão de gases e vapores, e ocasionais avalanches quentes nos flancos leste e oeste acompanharam o processo. Imagens de satélite foram detectadas uma anomalia termal sobre o vulcão. O Código de Cores de Aviação foi elevado para laranja em 31 de dezembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tolbachik, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) relatou que a erupção do vulcão  Tolbachik que começou em 27 de novembro continuou até 8 de dezembro. Uma grande anomalia térmica na parte N de Tolbachinsky Dol, um platô de lava no lado SW do vulcão, foi relatado diariamente. Lava extravasou de duas fendas no lado oeste de Tolbachinsky Dol; lava fluiu 17-20 km de distância da fissura sul até 7 de dezembro. Plumas de cinzas ascenderam menos de 500 m durante 01-05 dezembro, e pequena queda de cinzas foi relatada em nos povoados de Kozyrevsk (40 km a NO) e Klyuchi (65 km a NO) em 3 de dezembro. Plumas de gases e de vapores derivaram 250 km na direção SE no dia 5 de dezembro, e atingiram 1 km e altura durante os dias 07-11 de dezembro e deslocaram-se nas direções sudoeste e oeste. O Código de Cores de Aviação permaneceu em laranja.

O KVERT reportou que a fissura ao longo do lado oeste de Tolbachinsky Dol, o platô de lava sobre o lado sudoeste do vulcão Tobalchik, continuou a produzir fluxos de lavas muito fluídos que se deslocaram por 17-20 km durante os dias 7-17 de dezembro. Forte sismicidade foi detectada. Plumas de cinzas ascenderam menos do que 1 km e se deslocaram em múltiplas direções, e no mínimo dois cones cresceram acima da fissura. Uma grande anomalia termal foi visível sobre a parte norte de Tolbachinsky Dol em imagens de satélites.

Segundo o KVERT, durante os dias 17-21 dezembro a fissura continuou a produzir fluxos de lava muito fluidos que se deslocaram entre 17-20 km. Forte sismicidade foi detectada. Plumas de gases e cinzas foram dispersas em várias direções, e um quinto cone cresceu acima da fissura. Uma grande anomalia térmica na parte norte de Tolbachinsky Dol era visível em imagens de satélite.

Durante os dias 21-28 de dezembro, a fissura continuou a produzir fluxos de lavas muito fluídos. Forte atividade sismica também foi detectada. Plumas de gases e cinzas foram dispersas em múltiplas direções e um quinto cone cresceu acima da fissura. Uma muito grande anomalia termal sobre a parte norte de Tolbachinsky Dol foi visível diariamente em imagens de satélites. O Código de Cores de Aviação permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

 

©2019 VULCANOtícias     -     Erupções | Vulcanologia | FotografiasFale Conosco

 

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?