Erupções de Fevereiro de 1999

Anak Krakatau, Indonésia

7 de fevereiro de 1999

Após um período de repouso de 20 meses, o vulcão Anak Krakatau erupcionou novamente no dia 5 de fevereiro, às 04 h e 15 min da madrugada (hora local). Os observadores do Observatório Vulcânico de Pasauran foram acordados por sons de explosões vindos do Anak Krakatau, situado a uma distância de aproximadamente 42 km. No dia 6 de fevereiro, explosões de cinzas alcançaram entre 100 e 300 m de altura e foram seguidas por sons explosivos.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program

Bezymianny, Kamchatka, Rússia

24 de fevereiro de 1999

No dia 24 de fevereiro, em torno das 04h da madrugada, começaram a ocorrer tremores vulcânicos abaixo do vulcão Bezymianny. Com base nos dados sísmicos, uma grande explosão ocorreu às 06 h e 46 min e durou em torno de 2 minutos. Uma segunda explosão ocorreu às 07 h e 20 min persistindo por 3 a 4 minutos. Tremores vulcânicos contínuos começaram a ser registrados às 09 h e 45 min. Observações visuais a partir do vilarejo de Kozyrevsk às 07 h e 30 min identificaram uma pluma de gases e cinzas a uma altura de 5.000 m acima do vulcão movendo-se para sudeste. Imagens de satélite do vulcão Bezymianny às 08 h e 30 min mostraram uma pluma rica em cinzas avançando para sudeste e se extendendo por mais de 115 km da montanha vulcânica.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Etna, Sicília, Itália

4 de fevereiro de 1999

Um novo episódio paroxismal a partir do cone interno a cratera Sudeste ocorreu entre as 16 h e 00 min e as 17 h e 50 min, produzindo uma coluna de erupção espetacular que foi visível desde Catânia e toda a região em torno da montanha. Como os prévios episódios, este evento foi caracterizado por grandes e vigorosas fontes de lava, emissão de tefra e fluxos de lava. Entretanto, diferentemente dos episódios anteriores, a maior parte desta atividade aparentemente foi formada a partir de um novo conduto aberto na base sul-sudeste do cone intracratera Sudeste. No auge da atividade, logo após às 16 h e 30 min, um novo e grande conduto formou-se na metade do flanco sudeste do cone intracratera. Quase simultaneamente uma fratura eruptiva surgiu no lado nordeste do cone. O novo conduto sudeste imediatamente emitiu um jato de lava incandescente, formando rapidamente um fluxo de lava que moveu-se para sudoeste a partir do cone. Quando as fontes de lava diminuíram, a emissão de lavas persistiu em ambos os lados do cone Sudeste, com mais de um conduto produzindo atividade explosiva sobre o lado sudeste. Quando a atividade enfraqueceu, a área inteira ao redor do cone sudeste permaneceu coberta por densas nuvens de vapores, indicando que algum tipo de atividade ainda estava acontecendo, mesmo que a emissão de tefra tenha cessado. Durante a noite, pontos incandescentes alinhados tornaram-se visíveis na base do cone Sudeste.

7 de fevereiro de 1999

A erupção a partir da nova fratura eruptiva na base do cone intracratera Sudeste continua, após três dias de seu começo. Os fluxos de lava estão movendo-se sobre o Valle del Bove, se estendendo abaixo da elevação 2.500 m, mas a frente está avançando muito lentamente. É provável que o magma esteja sendo adicionado na nova fissura nas mesmas razões no qual ele era adicionado no conduto principal do cone intracratera Sudeste. Os novos condutos, entretanto, estão em uma posição (base do cone) no qual o magma pode ascender mais facilmente do que no cume do cone, localizado no mínimo 250 m mais alto. Se isto for verdade, a atividade na nova fissura pode persistir por muito tempo, similar a atividade efusiva que ocorreu nos condutos abertos distantes da cratera Nordeste na década de 70, e poderia ser considerado uma continuação da atividade eruptiva de cume e não uma atividade do tipo erupção de flanco.

Não há indicação de atividade eruptiva no conduto do cume do cone intracratera Sudeste. Uma pluma de gases densos desde a cratera Bocca Nuova foi transportado na direção sul por um forte vento ao passo que uma segunda pluma de gases densos emitido a partir da cratera Nordeste foi dirigido para sudoeste.

16 de fevereiro de 1999

A fissura que abriu durante o estágio final do episódio eruptivo do dia 4 de fevereiro no cone intracratera Sudeste permanece com atividade efusiva contínua e vigorosa. Os fluxos de lava agora alcançam a altitude de 2.000 m no Valle del Bove. Não há sinal de diminuição na atividade vulcânica, e a razão de efusão permanece a alguns metros cúbicos por segundo, possivelmente pouco acima de 5 metros cúbicos por segundo. A lava continua a sair a partir de vários condutos efusivos sobre a fissura ativa, formando no mínimo dois principais rios de lava e alguns fluxos pequenos e de curta duração. No curso de poucas horas, alguns fluxos menores cessam e outros reativam-se, formando blocos a’a enquanto que os rios de lava maiores e de longa duração fluem em canais bem definidos e não mostram nenhuma variação significante no fluxo. Na parte mais superior da fissura, numerosos hornitos formaram-se, a maior parte deles concentrados em três grupos, e esta área tem numerosos condutos incandescentes que produzem emissões gasosas de alta pressão acompanhadas por um persistente som semelhante a uma "vaia". Os maiores hornitos formaram-se absurdamente finos, com alguns cones verticais com até 3 m de altura enquanto que outros tinham apenas uma pequena protuberância com algumas dezenas de centímetros de altura.

A atividade intracratera de moderada intensidade aparentemente continua na cratera Bocca Nuova. Fraca incandescência tem sido visível a noite sobre os condutos da porção noroeste daquela cratera. Fraca incandescência tem sido também observada no cume do cone Sudeste na última noite, indicando que uma atividade vulcânica pode estar ocorrendo no interior da cratera.

Um terremoto de 4,5 graus de magnitude abalou a parte mais nordeste da Sicília logo após o meio-dia de 14 de fevereiro, causando pequenos danos na cidades do Golfo de Patti e aterrorizando milhares de pessoas em uma vasta área. Este terremoto teve origem tectônica, e seu epicentro foi identificado na costa norte-nordeste da Sicília, sobre a falha "Tindari-Giardini" que se estende desde Lipari e Vulcano sobre as Montanhas Nebrodi até a área nordeste do Etna. Esta mesma falha produziu um terremoto muito forte em abril de 1978 que provocou um significante fraturamento no vulcão Vulcano e foi seguido por um aumento na atividade fumarólica naquele vulcão. De acordo com uma hipótese recentemente proposta, o vulcanismo em Lipari, Vulcano e possivelmente do Etna, pode estar relacionado a extensão oblíqua ao longo de partes desta falha, mas qualquer relação entre o terremoto de 14 de fevereiro e a atividade destes vulcões é excluída.

28 de fevereiro de 1999

A atividade efusiva fissural que começou no dia 4 de fevereiro está continuando sem variações significantes. A razão de efusão continua em torno de 5 metros cúbicos por segundo. Foram observados emissões de gases a altas pressões a partir de um grupo de hornitos na parte superior da fissura. A atividade, que está continuando na sua quarta semana, está atraindo grupos de turistas e profissionais de televisão.

Fonte: Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology

Fuego de Colima, México

11 de fevereiro de 1999

Na madrugada do dia 11 de fevereiro, à 01 h e 52 min, ocorreu um evento explosivo na cratera do vulcão Fuego de Colima que arremessou material incandescente a distâncias estimadas em 5 km acima do cume da montanha. Este evento provocou alguns incêndios na floresta localizada nos flancos do vulcão. Gases tóxicos liberados durante esta erupção forçou a evacuação de 118 pessoas da cidade de San Marcos. Vulcanólogos detectaram dióxido de enxofre nas emissões do vulcão.

14 de fevereiro de 1999

No dia 14 de fevereiro, explosões e pequenos terremotos forçaram a evacuação de aproximadamente 350 pessoas que residem nos flancos do vulcão Fuego de Colima. Pequenos fluxos piroclásticos acompanharam algumas destas explosões. Tropas do Exército Mexicano estão na área para proteger os povoados contra saques.

22 de fevereiro de 1999

Desde o dia 21 de janeiro a atividade no vulcão Fuego de Colima tem aumentado, com quatro episódios explosivos ocorrendo no cume da montanha. Esse aumento na atividade explosiva foi acompanhada também nas últimas 12 horas por incremento na sismicidade. A zona de perigo em torno da montanha tem agora um raio de 10 km desde o cume, ao passo que anteriormente ela possuía 4,5 km.

Fonte: Volcano World e Smithsonian Institution – Global Volcanism Program e Volcano World

Karymsky, Kamchatka, Rússia

8 de fevereiro de 1999

A sismicidade permanece acima do nível normal do vulcão Karymsky. A atividade eruptiva estromboliana que tem caracterizado o vulcão nos últimos três anos continua ocorrendo. Em torno de 150-200 terremotos e explosões gasosas ocorrem todo dia.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Klyuchevskoy, Kamchatka, Rússia

8 de fevereiro de 1999

Na manhã do dia 5 de fevereiro, uma pluma fumarólica ascendeu 150 m acima da cratera do vulcão Klyuchevskoy, e se movimentou para leste. Às 12 h e 23 min ocorreu uma explosão de gases e uma pluma ascendeu a 2.500 m acima da cratera. Durante a noite a pluma tinha uma altura de 300 m acima do cume da montanha, se estendendo por 3 km para leste.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program

Monte Ibu, Ilhas Maluku, Indonésia

8 de fevereiro de 1999

O Monte Ibu que não erupcionava desde 1912 está agora fumegando e apresenta incandescência na cratera a noite. O governo local está evacuando os vilarejos da região devido a uma provável erupção.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Shishaldin, Ilhas Aleutas, Alaska

12 de fevereiro de 1999

Durante a semana entre os dias 1 e 6 de fevereiro, funcionários do National Weather Service localizado em Cold Bay, 93 km a leste-nordeste da montanha, observaram atividade fumarólica anômala no vulcão Shishaldin. No dia 9 de fevereiro, uma grande pluma de vapor ascendeu a 1.830 m acima do conduto. Imagens de satélite obtidas no mesmo dia mostraram a pluma de vapor e uma anomalia termal no conduto. A atividade fumarólica decresceu durante a semana com pequenos sopros ascendendo a algumas dezenas de metros acima do conduto, entretanto a anomalia termal no conduto persistiu. Uma nova rede de monitoramento sísmico do vulcão Shishaldin registrou um pequeno aumento na sismicidade no final do mês de janeiro de 1999, mas não há ponto de indicar que uma erupção maior iria ocorrer. Como a anomalia termal persiste, explosões de cinzas poderão ocorrer com pequeno ou nenhum sinal de advertência.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program

White Island, Nova Zelândia

3 de fevereiro de 1999

A atividade eruptiva em White Island diminuiu dramaticamente nos últimos dias. A atividade eruptiva desde a área dos dois condutos ativos possui agora natureza hidrotermal, sendo dominada por gases vulcânicos e emissões de vapores e pequenos geysers. O nível de tremores vulcânicos, alto durante a maior parte do mês de janeiro, declinou após o dia 22 de janeiro e permanece baixo em fevereiro. O conduto PeeJay está produzindo pequenas a moderadas emissões de gases vulcânicos e vapores, enquanto que a área da cratera Metra é agora dominada por covas (pits) rasas que são ocupadas por pequenos lagos, fumarolas e geysers. Baseados nas observações aéreas e na atividade sísmica o nível de alerta foi rebaixado para 1.

Fonte: Wairakei Research Centre – Institute of Geological and Nuclear Sciences Limited
 

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