Erupções de Fevereiro de 2011

Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que durante os dias 2-3 de fevereiro ocorreram 27 explosões no vulcão Fuego, produzindo plumas de cinzas que ascenderam a 300-500 metros acima da cratera e se deslocaram por 7 km nas direções W e SW. As explosões geraram ondas de choque detectadas a uma distância de 5 km, como nas localidades de Sangre de Cristo, Panimache I e II e Morelia. Avalanches de blocos desceram por múltiplas drenagens no setor SW do vulcão. Durante os dias 6-8 de fevereiro, explosões produziram plumas de cinzas que se elevaram até 500 metros acima da cratera e se deslocaram nas direções W e SW. Incandescência foi observada durante as noites e explosões algumas vezes ejetaram materiais incandescentes a uma altura de 100 metros acima da margem da cratera.

O INSIVUMEH informou que durante os dias 9-10 e 13-14 de fevereiro explosões no vulcão Fuego produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 300-800 metros acima da cratera e se deslocaram nas direções W, NW, N e NE. As explosões geraram ondas de choque que estremeceram estruturas nos povoados de Panimaché e Sangre de Cristo. Incandescência na cratera foi observada durante as noites e avalanches desceram os flancos do vulcão. Fina queda de cinzas foi reportada em comunidades a favor do vento durante os dias 9-10 de fevereiro, incluindo Panimaché I and II (8 km SW), Morelia (9 km SW) e Sangre de Cristo (8 km WSW).

Explosões produziram plumas de cinzas que atingiram entre 300-800 metros acima da cratera nos dias 16-17 e 20-22 de fevereiro. Material incandescente foi ejetado a 100 metros de altura acima da cratera. Avalanches se deslocaram nas direções leste e sudoeste, percorrendo as drenagens de Taniluyá, Santa Teresa, Ceniza e Trinidad.

Durante os dias 24-25 e 27-28 de fevereiro, explosões produziram plumas de cinzas que se elevaram entre 500-700 metros acima da cratera e deslocaram-se nas direções W e SW. Material incandescente foi ejetado a 100 metros de altura acima da cratera. Avalanches se moveram pelas drenagens Taniluyá, Ceniza e Trinidad.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa Maria, Guatemala

Segundo o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH), explosões durante os dias 2-3 de fevereiro produziram plumas de cinzas que ascenderam a 300 metros acima do domo Caliente e deslocaram-se para S e SW. Vários deslizamentos ocorreram sobre os flancos do domo de lava durante os dias 6-7 de fevereiro. Explosões nos dias 7-8 de fevereiro produziram plumas de cinzas que ascenderam a 400 metros acima do domo de lava e deslocaram-se para SE.

O INSIVUMEH relatou que cinzas foram observadas em imagens de satélites desde um fluxo piroclástico no dia 9 de fevereiro. No dia 10 de fevereiro, explosões produziram plumas de cinzas que ascenderam até 800 metros acima do domo Caliente. Dados sísmicos sugeriram a formação de uma avalanche de blocos às 12h e 30min desse mesmo dia. Durante os dias 11-12 de fevereiro, cinzas desde fluxos piroclásticos foram detectadas em imagens de satélites e atingiram entre 3,4-4,3 km de altura acima do nível do mar. No dia 13, novamente cinzas originadas desde um fluxo piroclástico foram detectadas em imagens de satélites. Explosões durante os dias 13-15 de fevereiro produziram plumas de cinzas que alcançaram entre 300-1.200 metros acima do domo de lava. Avalanches de blocos originaram-se desde a margem leste da cratera. Cinzas caíram nas regiões de La Florida e El Faro Fincas.

Explosões nos dias 16-17 de fevereiro no complexo de domos de lava Santiaguito produziram plumas de cinzas que alcançaram 800 metros acima do domo Caliente e deslocaram-se para S e SW. Avalanches de rochas movimentaram-se na direção sul e queda de cinzas foi reportada no povoado de Palajunoi, localizada sobre o flanco SW. Nos dias 18-19 de fevereiro foram detectadas anomalias termais em imagens de satélites. Explosões produziram plumas que atingiram entre 500-900 metros acima do domo Caliente nos dias 20-21 de fevereiro. Algumas avalanches e fluxos piroclásticos acompanharam as explosões no dia 21 de fevereiro. Avalanches incandescente originadas desde a região do topo do domo de lava foram observadas no dia 22 de fevereiro.

Nos dias 24-25 de fevereiro, algumas explosões produziram plumas de cinzas que atingiram 800 metros acima do domo Caliente e se deslocaram na direção SW. Avalanches incandescentes desceram os flancos leste e sudoeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Poás, Costa Rica

O Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) reportou que no dia 2 de fevereiro ocorreu uma pequena erupção freática na parte central de Laguna Caliente, o lago localizado no cume do vulcão Poás. Material sólido escuro foi ejetado a 6 metros de altura e caiu dentro do lago. Antes, durante e após a erupção, uma área concêntrica na superfície do lago, com 15 metros em diâmetro, foi perturbada por uma célula convectante. Bolhas de gases ascenderam desde a área agitada e sedimentos suspensos foram observados no local.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

O Montserrat Volcano Observatory (MVO) divulgou a identificação de depósitos de fluxos piroclásticos recentes, com 1,5 km de comprimento em Tar River valley, formados no dia 10 de fevereiro. O fluxo piroclástico teve um extenso componente de surge, que inundou os flancos inferiores de Roaches Mountain.

No dia 23 de fevereiro foi registrado pela rede sísmica um pequeno enxame de terremotos Vulcano-tectônicos. No próximo dia, 24 de fevereiro, um fluxo piroclástico formou-se nas partes mais elevado do domo de lava da cúpula do vulcão e se deslocou por uma distância menor do que 1,5 km sobre o flanco norte. O evento produziu uma extensa surge piroclástica e uma relativamente grande pluma de cinzas que ascendeu até uma altitude de aproximadamente 1,5 km acima do nível do mar.

O Nível de Alerta permanece em 3.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sant Helens, Estado de Washington, Estados Unidos

O Cascades Volcano Observatory reportou que no dia 14 de fevereiro ocorreu um terremoto com 4,3 graus de magnitude nas proximidades do vulcão St. Helens, sentido nas regiões SW de Washington e NW do Oregon. O terremoto principal foi seguido por vários terremotos secundários, com até 2,8 graus de magnitude, em um período de algumas horas. Todos os terremotos foram localizados a 8 km de distância da cratera, na direção norte, próximo ao Johnston Ridge Observatory, em profundidades entre 4-6 km. O CVO também notou que um anterior enxame de terremotos ocorreu na mesma área no dia 29 de janeiro desse ano. O Nível de Alerta Vulcânico permanece no nível Normal e o Código Colorido Aeronáutico permanece em verde.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Ilha da Sicília, Itália

O Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia – Sezione di Catania (INGV-SC) informou que o segundo episódio eruptivo paroxismal do ano de 2011 no cone Cratera Sudeste ocorreu no dia 18 de fevereiro, 36 dias após o episódio anterior (12-13 de janeiro de 2011). A duração completa desse episódio foi de aproximadamente 11 horas, com forte atividade explosiva do tipo Estromboliana e fontes de lavas pulsantes. Ainda que o mau tempo tenha impedido a direta observação da atividade, parece que qualitativamente este evento foi similar ao antecedente, mas provavelmente menos energética.

O evento paroxismal ocorreu mais uma vez no conduto localizado no flanco leste inferior do cone Cratera Sudeste, o único conduto eruptivo ativo no cume do vulcão Etna, desde o verão de 2007. O evento foi precedido por uma sequencia explosiva presumidamente desde a Cratera Nordeste, na noite de 16 de fevereiro. O começo da atividade foi abrupta e assim, muito diferente desde a longa fase de construção que levou ao episódio de 12-13 de janeiro.

Logo após às 3h e 30min de 18 de fevereiro, a câmera de monitoramento termal localizada na região de Montagnola começou a registrar anomalias termais no conduto localizado no flanco leste inferior do cone Cratera Sudeste; ao mesmo tempo, a câmera de luz visível na mesma região mostrou incandescência intermitente, indicando atividade explosiva Estromboliana. Durante as horas seguintes, o mau tempo extremo impediu a observação direta do fenômeno. Simultaneamente ao começo da atividade explosiva, a rede sísmica registrou um rápido aumento na amplitude dos tremores vulcânicos, que continuou até por volta das 14h e 30min, declinando rapidamente a partir desse momento, indicando que o episódio eruptivo tinha terminado. Um fluxo de lava desceu o flanco do vulcão na direção leste, o mesmo caminho da corrente de lava do evento de 12-13 de janeiro, na direção de Valle del Bove. Pequena queda de cinzas foi reportada (mas não confirmada ainda) em várias áreas sobre os flancos do vulcão Etna.

Fonte: Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia – Sezione di Catania


Stromboli, Ilhas Aeolian, Itália

Segundo o Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia – Sezione di Catania (INGV-SC), uma série de fortes explosões no vulcão italiano Stromboli começou no dia 17 de fevereiro, às 00h e 45min. Os eventos explosivos ocorreram no conduto mais ao norte da área da cratera, o que levou a acumulação de material escoriáceo sobre o flanco norte da cratera. A última dessas fortes explosões ocorreu às 9h e 12 min do dia 18 de fevereiro. A atividade continuou em níveis elevados na porção norte da cratera até o dia 23 de fevereiro.

Fonte: Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia – Sezione di Catania


Bulusan, Filipinas

O Philippine Institute of Volcanology and Seismology (PHIVOLCS) informou que na manhã do dia 20 de fevereiro, às 9h e 12min, ocorreu uma forte erupção no vulcão filipino Bulusan. O evento explosivo formou uma coluna de cinzas com 3 km de de altura,  que cobriu vários povoados na direção sudoeste com cinzas. O som da explosão foi ouvido a uma distância de 10 km do vulcão. Segundo o PHIVOLCS, no dia anterior, 19 de fevereiro, foram registrados pela rede sísmica dois terremotos vulcânicos na região.

A erupção segue a uma série de explosões intermitentes ocorridas no final do ano de 2010 e o PHIVOLCS acredita que este evento tenha origem freática (isto é, sem envolvimento de magma juvenil), ainda que, segundo o site Volcano Discovery, o tamanho da erupção sugere que no mínimo há um envolvimento parcial de novo magma alcançando os condutos. Foi formada uma zona de exclusão de 4 km em torno do vulcão e o governo filipino ordenou a evacuação de aproximadamente 2.000 pessoas residentes em torno da montanha.

Fonte: Volcano Discovery e Inquirer Net


Kirishima, Shinmoe-dake, Kyushu, Japão

Segundo o site Volcano Discovery o novo domo de lava do vulcão Kirishima está crescendo em uma velocidade muito rápida. Ele agora tem mais de 500 metros de largura e está perto de extravasar as margens da cratera Shinmoe-dake. Se isto acontecer, fluxos piroclásticos poderão ser gerados e gerar riscos as áreas próximas; ainda que a atividade explosiva tenha acalmado, grandes explosões podem ocorrer a qualquer momento. Por esta razão, autoridades japonesas estenderam a zona de exclusão de 2 para 3 km e evacuar mais de 600 moradores residentes na cidade de Takaharu, localizada sobre o talude leste do vulcão Kirishima.

Cientistas têm observado deformações do edifício vulcânico desde dezembro de 2009. Eles estimaram que um magma com 6 milhões de m3 (0,006 km3) acumulou em uma câmera magmática a 6 km de profundidade a uma distância de 10 km a W-NW da cratera Shinmoe-dake e outro magma com 1 milhão de m3 (0,001 km3) a uma profundidade de 3 km dentro do cone vulcânico.

Uma explosão no dia 1 de fevereiro foi ouvida a mais de 7 km de distância e a onda de choque quebrou vidros de casas e carros. Outra poderosa explosão explosiva do tipo Vulcaniana desde o novo domo de lava ocorreu no dia 2 de fevereiro, às 15h e 54min. A coluna de cinzas alcançou uma altitude de 5 km e aviação foi alertada.

Nos últimos dias, a intensidade da erupção do vulcão Kirishima parece estar diminuindo. O domo de lava continua a crescer na cratera Shinmoe-dake, gerando pequenas a moderadas explosões do tipo Vulcanianas, a uma taxa de 5-10 por dia. Ondas de choque acompanharam as explosões e foram sentidas na cidade de Kirishima.  Pessoas são alertadas a não se aproximar do vulcão em uma distância menor do que 4 km da cratera por causa do risco de queda de bombas vulcânicas. Cinzas originadas em várias explosões alcançaram entre 500-3000 metros de altitude e afetaram a parte sudeste da ilha de Kyushu, onde provoca muito incômodo à vida e à infra-estruturas sobre o terreno, bem como  a interrupção do tráfego aéreo.

Explosões no dia 2 de fevereiro provocaram o cancelamento de voos para Tóquio e em torno de 600 pessoas foram evacuadas de Miyazaki, localizada a 55 km de distância na direção leste. No período entre 2-8 de fevereiro, plumas de cinzas ascenderam a altitudes entre 1,5-4,6 km acima do nível do mar e se deslocaram na direção sudeste. No dia 3 de fevereiro, uma pluma de cinzas atingiu 9,1 km de altura acima do nível do mar e se deslocou na direção NE.

Um sobrevoo no dia 6 de fevereiro, cientistas observaram que o domo de lava no vulcão Shinmoe-dake possuía 600 metros em diâmetro. Emissões de gases são observadas desde múltiplas áreas sobre o lado leste do domo de lava e desde um conduto central. Plumas de cinzas ascenderam a 1,5 km de altura acima da margem da cratera e se deslocaram na direção SE.

Explosões nos dias 9-11 de fevereiro produziram plumas que atingiram entre 1,8-4,0 km de altura acima do nível do mar e se deslocaram nas direções leste e sudeste. Nos dias 11 e 14 de fevereiro, plumas de cinzas ascenderam até altitudes entre 4,6-6,1 km acima do nível do mar. Segundo informes jornalísticos, rochas ejetadas durante uma erupção no dia 14 de fevereiro quebraram janelas de automóveis estacionados no parque Kirishima, localizado na rodovia Miyazaki, e também em vários outros locais de Kobayashi, a 13 km de distância na direção nordeste.

Uma explosão no dia 18 de fevereiro produziu uma pluma de cinzas que atingiu 4,6 km de altitude acima do nível do mar e se dirigiu para sul. No dia 17 de fevereiro foi recomendado por autoridades japonesas a evacuação de mais de 2.500 pessoas devido ao perigo de formação de um lahar devido as fortes chuvas na região.

Erupções nos dias 24 e 28 de fevereiro produziram plumas de cinzas que atingiram altitudes entre 1,8-2,1 km acima do nível do mar e se deslocaram nas direções N, E e SE.

Fonte: Volcano Discovery e Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakura-jima, Kiyushu, Japão

Explosões no vulcão Sakura-jima no período entre 1-9, 11-15 e 23-28 de fevereiro produziram plumas de cinzas que atingiram entre 1,2-3,4 km de altura acima do nível do mar e se deslocaram nas direções E, S, SE e NE. Uma erupção no dia 8 de fevereiro produziu uma pluma de cinzas e gases que atingiu 2 km de altura. Uma grande quantidade de queda de cinzas levou as autoridades locais a proibir o trânsito de pessoas e automóveis próximo da área.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Monte Bromo, Caldeira Tengger, Ilha de Java, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) reportou que no dia 5 de fevereiro bombas vulcânicas ejetadas desde o Monte Bromo foram encontradas a uma distância de 1,2-1,4 km de distância da margem da cratera. Durante os dias 5-8 de fevereiro, plumas de cinzas atingiram entre 400-800 metros acima da cratera e se deslocaram nas direções E-NE. Material incandescente foi ejetado a 200-300 metros acima da cratera e caíram a uma distância de 500 metros da margem. Sons de estrondos e explosões foram notados. Cinzas caíram no posto de observação do Monte Bromo e nos povoados próximos incluindo Ngadirejo (10 km a W-NW), Sukapura (14 km a NE) e Sumber (18 km a E). Sismicidade de alta-amplitude e tremores vulcânicos foram detectados. Medições de deformação do cone vulcânico têm permanecido estáveis desde o dia 31 de dezembro de 2010. O Nível de Alerta permanece em 3 (em uma escala que varia entre 1-4). Moradores e turistas não são permitidos dentro da área de 2 km de raio em torno da cratera ativa.

Segundo informe do site Volcano Discovery no dia 16 de fevereiro, o vulcão Bromo continua a emitir densas nuvens de cinzas, que atingem em torno de 1 km de altura acima da cratera. As emissões flutuam em intensidade, com fases de fortes e fracas emissões alternando-se a cada 20 minutos. A atividade é muitas vezes acompanhada por sons de estrondos quase contínuos. Durante fases mais fortes, sons de explosões podem ser ouvidos a muitos quilômetros de distância, bem como ondas de choque que fazem vibrar janelas em povoados próximos.

O CVGHM informou que durante os dias 17-18 de fevereiro plumas de cinzas ascenderam entre 400-800 metros acima da cratera e se deslocaram nas direções E e NE. Material incandescente foi ejetado 300 metros acima da cratera e caíram a uma distância de até 500 metros. Sons de estrondos e ruídos foram ouvidos.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Volcano Discovery


Lokon-Empung, Sulawesi, Indonésia

Segundo informações de jornais da Indonésia, uma erupção freática (sem envolvimento de magma) na cratera Tompaluan, localizada entre os picos Lokon-Empung, produziu uma pluma de cinzas que atingiu 400 metros de altura acima da margem da cratera e se deslocou na direção Sudeste no dia 22 de fevereiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

Durante os períodos entre 2-8, 9-15, 16-22 e 23-28 de fevereiro, o United States Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) reportou que a atividade no vulcão Kilauea continuou desde a caldeira do cume e na zona de rifte leste. Nos dias 2-8 de fevereiro, na caldeira do cume, o nível da superfície do lago de lava no conduto profundo dentro da cratera Halema’uma’u permaneceu estável a 100 metros abaixo do fundo da cratera, periodicamente ascendendo ou submergindo alguns metros acima desse nível. Já no período entre 9-15 de fevereiro, o nível do lago de lava variou periodicamente em profundidade, alcançando no nível mais elevado 72 metros abaixo do fundo da cratera. A superfície do lago de lava oscilou entre 70-125 metros e 80-120 metros abaixo do fundo da cratera, nos períodos entre 16-22 e 23-28 de fevereiro, respectivamente. Incandescência noturna foi visível na margem noroeste da caldeira. Diversas plumas foram deslocadas pelos ventos desde o conduto na direção SW, W e N, depositando cinzas e “respingos de lava” (spatter) nas áreas próximas.

Na zona de rifte leste, a lava que extravasou desde o tubo de lava Quarry, entre dois escudos sem raiz em torno da elevação de 610 metros, continuou a avançar nas direções E e W, produzindo fluxos de lavas bastante esparramados. O fluxo leste avançou ao longo da rodovia 130 próximo a região de Kalapana, periodicamente queimando a vegetação e avançando para sul em direção à costa. No dia 4 de fevereiro, incandescência desde o conduto TEB e na parte superior do “escudo sem raiz” foi visíveis em câmeras de vídeo e posteriormente confirmadas como sendo fluxos de lava e respingos (spatter). Lavas continuaram a ser emitidas desde cada uma dos locais durante os dias 5-8 de fevereiro. Múltiplos pequenos pontos de entrada no oceano foram ativos sobre a parte W do delta de lava Puhi-o-Kalaikini nos dias 7-8 de fevereiro.

Na cratera Pu’u ‘O’o, incandescência desde um conduto fumarólico situado na parede E da cratera, e fluxos de lava e respingos (spatter) foram produzidos desde um cone na porção N do assoalho da cratera. No dia 7 de fevereiro a atividade aumentou significativamente; a lava fluiu desde vários condutos incluindo um sobre parede W e múltiplos cones de respingos localizados sobre as áreas N e NW do fundo da cratera.

Nos períodos entre 9-15, 16-22 e 23-28 de fevereiro, na zona de rifte leste, fluxos de lava continuaram a extravasar desde um “escudo sem raiz”, próximo do conduto TEB. Dois braços ativos do fluxo de lava 29 de novembro (uma abertura no tubo de lava situado na altitude de 366 metros sobre o flanco do vulcão Kilauea) produziram fluxos de lavas que se esparramaram sobre as regiões de pali e na planície costeira. Na cratera Pu’u ‘O’o, incandescência foi emitida desde um cone na porção norte do fundo da cratera, lavas foram emitidas desde um cone na margem oeste do assoalho, enquanto fluxos de lavas e respingos foram produzidos desde um conduto na parede leste da cratera. No dia 12 de fevereiro, um aumento na atividade desde um cone sobre o assoalho norte foi caracterizado por fluxos de lavas e tefras incandescentes foram ejetadas entre 40-50 metros acima do cone. Nos dias 14-15 e 16-18 de fevereiro, lavas desde o cone NE cobriram a uma grande porção do fundo da cratera. Após o dia 18 de fevereiro a atividade de efusão de lava cessou e apenas incandescência foi emanada desde o cone e do conduto. No período entre 23-28 de fevereiro a lava foi periodicamente emitida desde o cone na porção NE do assoalho da cratera e desde o conduto localizado na parede leste da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kizimen, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante os dias 28 de janeiro-4 de fevereiro a sismicidade no vulcão Kizimen foi elevada, mas variável, além da ocorrência de muitos terremotos vulcânicos superficiais e também tremores vulcânicos. Imagens de satélites detectaram diariamente uma anomalia termal brilhante sobre o vulcão. Durante os dias 27-31 de janeiro e 1-3 de fevereiro, plumas de cinzas ascenderam a uma altitude de 6,1 km acima do nível do mar e se deslocaram por mais de 430 km na direção leste. No dia 8 de fevereiro, uma erupção produziu uma pluma de cinzas que ascendeu a uma altitude de 4 km acima do nível do mar.

Segundo o KVERT, no período entre 4-11 de fevereiro, a sismicidade no vulcão Kizimen foi elevada, mas variável, e muitos terremotos vulcânicos superficiais, bem como tremores vulcânicos, continuaram a ser detectados. Plumas de cinzas se deslocaram por mais de 260 km na direção leste. Imagens de satélites obtidas nos dias 4-14 de fevereiro mostraram uma anomalia termal diária brilhante sobre o vulcão. No dia 14 de fevereiro, a magnitude dos tremores vulcânicos gradualmente aumentou e lembraram os padrões sísmicos notados no dia 8 de dezembro de 2010, alguns dias antes de fortes explosões de cinzas ocorrerem. O Código de Alerta permanece na cor laranja (que indica que o vulcão está elevando sua atividade, com aumento potencial de ocorrência de erupção).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

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