Erupções de Fevereiro de 2012

Cordón Caulle, Chile

O Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN), baseado na atividade sísmica detectada durante os dias 1-7 de fevereiro, reportou que a erupção na zona de rifte Cordón Caulle, parte do complexo vulcânico Cordón Caulle-Puyehue, continuou em nível baixo. Plumas de cinzas continuaram a ser emitidas e alcançaram entre 1-4 km acima da cratera e foram dispersas por até 180 km na direções N a SE.

Durante os dias 8-11 e 13 de fevereiro, plumas ascenderam entre 1-3 km acima da cratera e que foram dispersadas nas direções N a SSE.  O SERNAGEOMIN informou que a erupção continuo no período entre 15-21 de fevereiro, mas de forma fraca. Plumas de cinzas nesse período ascenderam até 1 km de altura sobre a cratera e se espalharam por uma distância entre 12-180 km em várias direções. Foi observada incandescência na cratera durante os dias 14-15 de fevereiro.

No período entre 21-27 de fevereiro a erupção continuou, mas com pequena intensidade. Cientistas informaram que a lava alcançou o vale do rio Nilahue e dois outros fluxos de lavas avançaram para a margem norte da cratera oeste. Algumas áreas foram cobertas com depósitos de púmices e cinzas. Plumas ascenderam a 1 km de altura acima da cratera nos dias 23-24 de fevereiro. Imagens de satélites mostraram que as plumas de cinzas se dispersaram a uma distância entre 60-100 km nas direções norte e leste nos dias 22-23 de fevereiro. Incandescência foi observada na cratera no dia 26 de fevereiro. Durante os dias 28-29 de fevereiro plumas ascenderam a 1 km acima da cratera.

O Nível de Alerta permanece em vermelho.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tungurahua, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) relatou que o começo de um novo episódio de atividade no vulcão Tungurahua no dia 4 de fevereiro, com uma explosão que produziu um estrondo que foi ouvido a uma distância de 14 km. No dia 4 de fevereiro, uma pluma de cinzas atingiu 7-8 km acima da cratera e se dispersou na direção NE; queda de partículas de tamanho lapili, cinzas e sons de estrondos foram reportados em diversas localidades. Um fluxo piroclástico desceu o edifício vulcânico através da drenagem Achuspashal. À noite, blocos incandescentes ejetados por uma explosão caíram até uma distância de 1 km. Nuvens impediram a visão do vulcão nos dias seguintes, mas foram ouvidos sons de explosão do tipo “tiro de canhão” e ocorreu queda de cinzas em alguns povoados.

Segundo o IG, durante o período entre 15-21 de fevereiro a atividade continuou no vulcão Tungurahua. Um aumento na sismicidade e tremores harmônicos contantes foram detectados no dia 16 de fevereiro. Emissões alcançaram 6 km de altura nos dias 17-18 de fevereiro. A atividade continuou em nível moderado no período entre 22-28 de fevereiro. Plumas de vapores com alguma quantidade de cinzas alcançaram entre 1-2 km de altura acima da cratera. Nos dias 23 e 24 de fevereiro foi reportada queda de cinzas em diversos povoados próximos. Atividade explosiva do tipo Estromboliana foi observada no dia 24 de fevereiro e materiais incandescentes ascenderam 500 metros acima da cratera e caíram sobre os flancos oeste e noroeste do edifício vulcânico. Queda de cinza foi reportada novamente no dia 25 de fevereiro. Incandescência na cratera foi observada nos dias 23 e 27 de fevereiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Reventador, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) anunciou que foi detectada nova atividade no vulcão Reventador durante os dias 10-13 de fevereiro. Imagens de satélites mostraram uma anomalia termal no dia 10 de fevereiro. Pilotos de aeronaves reportaram uma pluma de cinzas a uma altitude de 5,2 km acima do nível do mar e se deslocando na direção NO. No dia 11 de fevereiro, emissões de cinzas e vapores foram dispersas também na direção NO. A sismicidade aumentou no dia 12 de fevereiro e um fluxo de lava desceu o flanco NE durante os dias 12-13 de fevereiro. Incandescência na cratera foi observada durante as noites de 10-13 de fevereiro.

Segundo o IG, a atividade continuou no vulcão Reventador durante os dias 15-21 de fevereiro. Imagens de satélites mostraram uma anomalia termal no flanco NE do fluxo de lava que foi observado no dia 12 de fevereiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Turrialba, Costa Rica

O Observatorio Vulcanológico y Sismológico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) reportou que nos dias 2-3 de fevereiro, cientistas conduzindo um trabalho de campo observaram incandescências com temperaturas entre 600-700 graus Celsius nos três principais condutos da cratera oeste. Os três condutos compreendem o conduto 2010 (na margem sudoeste), o conduto 2011 (no lado norte da base da cratera) e o conduto 2012 (no flanco sudeste).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Rincón de la Vieja, Costa Rica

O Observatorio Vulcanológico y Sismológico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) relatou que dados sísmicos indicaram a ocorrência nos dias 19 e 20 de fevereiro de duas erupções na cratera ativa do vulcão Rincón de la Vieja. Duas outras erupções ocorreram no dia 23 de fevereiro. As explosões foram ouvidas no povoado de Guachipelin (a 11 km a SO).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que explosões no vulcão Fuego produziu plumas de cinzas que ascenderam entre 400-900 metros acima da cratera durante os dias 1-3 e 6 de fevereiro. No dia 1 de fevereiro foram ouvidos sons de estrondos, juntamente com a ejeção de material incandescente a 100 metros acima da cratera e avalanches de blocos pelo flanco sul. Um novo fluxo de lava com 200 metros de comprimento se deslocou pelo flanco sudoeste e avalanches de blocos alcançaram a vegetação durante os dias 2-3 e 6 de fevereiro. Fortes ventos provocaram a ressuspensão das cinzas até 1 km de altura, que foram dispersas por vários quilômetros pelos ventos.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que fluxos de lavas ativos sobre os flancos S e SE do complexo de domos de lavas do vulcão Santa María geraram avalanches de blocos durante os dias 1-3 de fevereiro. Explosões arremessaram plumas de cinzas até 500-600 metros acima do complexo e foram dispersas nas direções sul e oeste. Queda de cinzas foi reportada em diversas localidades nesses dias. Fortes ventos provocaram a ressuspensão das cinzas até 1 km de altura. Sons de estrondos foram ouvidos a uma distância de até 15 km dos flancos sul e oeste da montanha.

O INSIVUMEH reportou que explosões durante os dias 22-24 e 27-28 de fevereiro geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 600-1300 metros acima do complexo e se deslocaram nas direções oeste, noroeste e norte. Fluxos piroclásticos foram gerados durante os dias 22-23 de fevereiro e queda de cinzas foi reportada em diversas localidades no dia 23 de fevereiro. Avalanches constantes desceram o flanco sul durante os dias 23-24 e 27-28 de fevereiro. Queda de cinzas foi reportada novamente em diversos povoados nos dias 24 e 27-28 de fevereiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

O Montserrat Volcano Observatory (MVO) informou que um fluxo piroclástico originado no lado oeste do domo de lava se deslocou por uma distância de 300 metros no dia 28 de janeiro. Entretanto, a atividade no vulcão foi pequena no período entre 27 de janeiro-3 de fevereiro. O Nível de Alerta permanece em 2.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sicília, Itália

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo informou no dia 6 de fevereiro que leve atividade explosiva do tipo Estromboliana e pequenas emissões de cinzas continuam a ocorrer no vulcão Etna, originadas na Nova Cratera Sudeste.

O observatório italiano reportou que no dia 8 de fevereiro a Nova Cratera Sudeste do vulcão Etna começou um novo episódio eruptivo após 12 dias de atividade explosiva do tipo Estromboliana. O evento culminou no início da manhã de 9 de fevereiro com uma erupção paroxismal (o vigésimo da série que começou no dia 12 de janeiro de 2011). Este episódio foi menos intenso do que seus predecessores, mas produziu espetaculares fontes de lavas e um fluxo de lava avançou na direção da região de Valle del Bove.

Durante a tarde de 8 de fevereiro, a atividade Estromboliana aumentou tanto em frequência como em intensidade das explosões desde um conduto localizado na porção oeste da cratera, e ocasionalmente desde outro conduto localizado na parte leste. Após as 19h, a lava começou a extravasar para uma depressão profunda na margem sudeste da cratera e então desceu até a base do cone. O fluxo de lava expandiu por volta das 21h e a atividade Estromboliana diminuiu lentamente, transformando-se em uma fonte de lava descontínua por volta das 23h e 30min.

Ao passar da meia-noite, a altura da fonte de lava aumentou, atingindo entre 100-500 metros acima da cratera, antes de tornar-se um janto contínuo com 300-400 metros de altura. Uma nuvem com uma pequena quantidade de tefra ascendeu 6 km acima do cume e se dirigiu para oeste, produzindo alguma queda de fragmentos piroclásticos sobre a porção superior do vulcão. Por volta das 2h e 4h, fontes de lavas desde os dois condutos dentro da cratera ascenderam a 500 metros acima da cratera. A fonte desde o conduto leste provocou abundante queda de fragmentos sobre a margem da cratera e no flanco leste. Um terceiro conduto produziu esporádicas explosões violentas que ejetaram bombas vulcânicas com  muitos metros de diâmetro sobre toda a porção leste do cone.

O fluxo de lava alcançou a margem oeste por volta da 1h e 30min, descendo o flanco, ramificando-se em três diferentes fluxos que alcançaram uma distância de 3 km desde a cratera. As fontes de lavas começaram a diminuir por volta das 5h e 30min, e então por volta das 5h e 45min, jatos esporádicos alcançavam 300 metros acima da cratera. Ao mesmo tempo, um conduto na cratera Sudeste produziu fortes explosões que novamente ejetaram bombas vulcânicas com muitos metros em diâmetro. Estas explosões geraram fortes sons de estrondos que foram ouvidos em toda a montanha. Pequenas emissões foram reportadas na porção oeste da cratera Bocca Nuova. Em torno das 9h da manhã, a atividade começou a declinar até diminuir e cessar abruptamente às 10h.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Hierro, Ilhas Canárias, Espanha

O Instituto Geográfico Nacional (IGN) reportou que durante o período entre 1-7 de fevereiro a erupção submarina continuou a sul da ilha El Hierro. A amplitude dos tremores sísmicos começou a aumentar no dia 1 de fevereiro, por volta das 7h e 00min, mantendo valores significantes até 6 de fevereiro, quando então caiu novamente até quase desaparecer. No dia 7 de fevereiro, os valores das amplitudes aumentaram novamente por algumas horas. Escassos fragmentos de lava foram observados sobre o conduto submarino. Cinquenta e cinco eventos sísmicos foram registrados, a maior parte deles localizados na parte central da ilha, com eventos costa afora extendo-se principalmente na direção sul. Três deles foram sentidos pelos moradores. A profundidade dos hipocentros variaram entre 6-23 km e as magnitudes entre 0,6 e 3,2 graus.

A erupção submarina continuou durante os dias 8-14 de fevereiro. A amplitude média dos tremores sísmicos permaneceu baixa, mas foi variável. Muito poucos fragmentos de lava foram observados sobre o conduto submarino. Cinquenta e sete eventos sísmicos foram registrados durante o período, a maior parte deles localizados na parte central da ilha de El Hierro, com eventos costa afora se extendendo para sul. A profundidade dos hipocentros variou entre 6-17 km e as magnitudes entre 0,6 e 2,2 graus.

Segundo o IGN, durante os dias 15-16 de fevereiro a amplitude dos tremores sísmicos mostraram valores muito baixos, e após o dia 17 de fevereiro o sinal de tremores não puderam ser mais claramente reconhecidos nos registros sísmicos. Muito fraca e intermitente descoloração da água do mar foi observada na área de emissão. No final do período reportado, não houve claro evidência instrumental da continuidade da atividade eruptiva. Centro e trinta e cinco eventos sísmicos foram localizados, a maior parte deles na parte central da ilha, com eventos mar afora estendendo-se na direção sul. Profundidades dos hipocentros variaram entre 6 e 20 km e as magnitudes entre 0,2 e 2,5 graus (91 eventos tiveram magnitudes maiores ou iguais a 1). Um evento foi sentido pelos residentes.

O IGN informou que durante o período entre 22-28 de fevereiro a amplitude sísmica registrada na estação IGN na ilha de El Hierro permaneceu em níveis muito baixos. Fracas e intermitentes descolorações da água do mar foram observada na superfície da água sobre a área de emissão. Somente uma vez foi emitido fragmentos de lava durante o período do informe. Cento e sete eventos sísmicos foram localizados, a maior parte na parte central da ilha, com alguns se estendendo para a área costa afora na direção sul. A profundidade dos hipocentros variaram entre 8 e 20 km e as magnitudes entre 0,1 e 2,6 graus (46 eventos tiveram magnitudes 1 ou maiores). Três eventos sísmicos foram sentidos pela população. 

Vídeos e fotos da erupção podem ser visualizados no site do Instituto Volcanológico das Ilhas Canárias, no site YouTube e também no site Eruptions e Volcano Discovery.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Erta Ale, Etiópia

Um trágico incidente ocorreu no vulcão Erta Ale no dia 17 de janeiro de 2012. Um grupo de cientistas e turistas europeus foram atacados na margem da cratera do vulcão etíope Erta Ale por um grupo de rebeldes do Afar Revolutionary Democratic Unity Front (ARDUF), resultando na morte de 5 pessoas (2 alemães, 2 húngaros e 1 austríaco), vários outros feridos e 4 sequestrados (2 alemães e 2 guias etíopes).

O grupo rebelda ARDUF se responsabilizou pelo ataque e informou que os turistas alemães sequestrados e os dois guias etíopes estão em boas condições de saúde e poderão ser liberados se houver negociação como governo etíope.

A área foi reaberta para os turistas no início do mês de fevereiro e o governo etíope estabeleceu uma unidade militar na área para aumentar a segurança para os turistas no vulcão.

Fonte: Volcano Discovery


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) reportou que durante o período entre 30 de novembro-6 de dezembro, o nível do lago de lava localizado no conduto dentro da cratera Halema’uma’u circulou e periodicamente ascendeu e caiu, permanecendo 75 metros abaixo da margem da cratera. No dia 1 de fevereiro, ejeções de lava sobre a margem sul reconstruiu um spatter cone (cone de respingos). No dia 3 de fevereiro, ocorreram dois grandes colapsos de rochas dentro do lago. O primeiro ocorreu na margem norte e induziu a formação de colapsos secundários da margem interna e ejetou spatter sobre as proximidades. O segundo colapso depositou grandes quantidades de detritos sobre o lado nordeste do lago de lava.

Na zona de rifte leste, pequenos fluxos de lavas foram emitidos desde um conduto na cratera Pu’u ‘O’o durante os dias 1 e 2 de fevereiro. Incandescência foi visível nas margens NE e SE da cratera durante os dias 3-7 de fevereiro e desde um pequeno cone sobre a margem NE durante os dias 5-7 de fevereiro. Câmeras de vídeo mostraram incandescência na região de pali nos dias 2 e 4 de fevereiro. Anomalias termais foram observadas em imagens de satélites durante os dias 1-7 de fevereiro a uma distância de 4-5 km a SE do cone/cratera Pu’u ‘O’o.

Durante o período entre 8-14 de fevereiro, o HVO reportou que o lago de lava circulou e periodicamente ascendeu e retrocedeu no conduto dentro da cratera Halema’uma’u, localizada no cume do vulcão Kilauea. Na zona de rifte leste, incandescência foi visível sobre as margens NE  e SE da cratera Pu’u ‘O’o, e mais forte desde um pequeno cone na margem leste durante os dias 8-13 de fevereiro. Uma câmera de vídeo registrou incandescência acima da região de pali nos dias 8 e 12-14 de fevereiro. Um conduto emitiu pequenos fluxos de lavas no dia 14 de fevereiro. Em comparação com a semana anterior, as anomalias termais aumentaram na região durante os dias 8-9 de fevereiro. Geólogos do HVO reportaram que um pequeno cone localizado sobre a margem NE de Pu’u ‘O’o colapsou e estava emitindo gases quentes e também que uma depressão tinha sido preenchida por fluxos de lavas vindos de NE. Os geólogos também mapearam fluxos de lavas ativo a 6 km de distância a SE do cone Pu’u ‘O’o e nas regiões de pali, Kalapana e Royal Gardens.

Durante o período entre 15-21 de fevereiro o HVO reportou que as condições do lago de lava situado dentro do conduto profundo na cratera Halema’uma’u permaneceram as mesmas do que na semana anterior. Forte incandescência foi observada em vários pontos do vulcão. Fluxos de lavas permaneceram ativos a mais de 6,5 km de distância do cone Pu’u ‘O’o durante os dias 15-21 de fevereiro.

No período entre 22-28 de fevereiro o HVO reportou que as condições do lago de lava situado dentro do conduto profundo na cratera Halema’uma’u permaneceram as mesmas do que nas semanas anteriores. Incandescência foi observada próximo ao cone/cratera Pu’u ‘O’o e no sistema de tubos de lava no flanco leste desse cone. Fluxos de lavas permaneceram ativos a mais de 7,0 km de distância do cone Pu’u ‘O’o, principalmente na região de pali.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Volcano Discovery


Semeru, Java, Indonésia

No dia 3 de fevereiro, o Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) reportou que no período entre 29 de dezembro de 2001 e 2 de fevereiro de 2012 a sismicidade aumentou e densas plumas ascenderam a 600 metros acima da cratera do vulcão Semeru. Durante o mês de janeiro foi observada incandescência na cratera e avalanches transportaram material incandescente a uma distância de 2,5 km. Baseado na atividade sísmica e observações visuais, o CVGHM elevou o Nível de Alerta de 2 para 3 (em uma escala que varia entre 1-4) no dia 2 de fevereiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Volcano Discovery


Lokon-Empung, Sulawesi, Indonésia

Segundo fontes jornalísticas, uma explosão na cratera Tompaluan, localizada entre os picos Lokon e Empung, produziu uma pluma de cinzas que ascendeu a 2 km acima da cratera no dia 10 de fevereiro.  Plumas de cinzas ascenderam entre 3-3,4 km acima do nível do mar durante os dias 10-12 de fevereiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Volcano Discovery


Galunggung, Java, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que deste o mês de setembro de 2001 tem sido observado pontos de descoloração na água do lago da cratera do vulcão Galunggung. Além disso, foi verificado um rápido aumento na temperatura da água, desde 27 graus Celsius no dia 5 de fevereiro para 40 graus no dia 8 de fevereiro. O CVGHM elevou o Nível de Alerta de 1 para 2 (em uma escala entre 1-4) no dia 12 de fevereiro e recomendou as pessoas permanecerem a uma distância de 500 metros da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Volcano Discovery


Ijen, Java, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) rebaixou o Nível de Alerta do vulcão Ijen de 3 para 2 (em uma escala entre 1-4) no dia 8 de fevereiro, baseado na diminuição da sismicidade e observações visuais de plumas de coloração clara. Além disso, ocorreu uma diminuição da temperatura da água do lago, que variou desde 42 graus Celsius no dia 20 de janeiro para 37 graus no dia 2 de fevereiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Volcano Discovery


Tambora, Sumbawa, Indonésia

Um enxame de terremotos ocorreu próximo do vulcão Tambora nos dias 16 e 17 de fevereiro. Em torno de 12 terremotos com magnitudes maiores do que 2 foram registrados em profundidades entre 10 e 40 km, concentrados em uma área próxima da costa, a 30 km a NE do vulcão. O maior terremoto registou 4,8 graus de magnitude no dia 16 de fevereiro. A agitação sísmica próxima do vulcão começou na metade do ano passado e pode ser um indicador de uma possível nova atividade num futuro próximo.

Fonte: Volcano Discovery


Kizimen, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que durante os dias 27 de janeiro-10 de fevereiro continuou a efusão de um grande fluxo de lava sobre o flanco leste do vulcão Kizimen, acompanhado por avalanches de rochas quentes. Forte atividade de emissão de gases e vapores foi registrada por todo o período. A atividade sísmica foi moderada e uma grande anomalia termal foi detectada em imagens de satélites.

O KVERT informou que durante os dias 10-17 de fevereiro continuou a efusão de um grande fluxo de lava sobre o flanco leste, acompanhado por avalanches de blocos quentes. Nos dias 17-24 de fevereiro continuou a emissão do grande fluxo de lava sobre o flanco leste e também as  as avalanches quentes. Uma grande avalanche ocorreu no flanco leste no dia 21 de fevereiro e uma pluma de cinzas ascendeu a 1 km de altura. No dia 22 de fevereiro foram reportadas em torno de 20 avalanches.

Durante o período entre 24 de fevereiro-2 de março a atividade sísmica foi moderada no vulcão Kizimen e uma grande anomalia termal foi detectada em imagens de satélite na maior parte dos dias. A efusão do fluxo de lava continuou sobre o flanco leste, acompanhado por avalanches quentes.

O Código de Cores de Alerta permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shiveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) relatou que no período entre 26 de janeiro-10 de fevereiro um fluxo de lava viscoso continuou a ser extravasado na cratera formada durante a erupção 2010. Moderada atividade fumarólica foi observada no domo de lava e avalanches foram observadas durante todo o período. Fracas explosões de cinzas desde o domo de lava foram reportadas no dia 26 de janeiro.

O KVERT anunciou que o fluxo de lava continuou a ser emitido desde a cratera durante os dias 10-17 e 17-24 de fevereiro. Moderada atividade fumarólica no domo de lava foi observada nos dias 14 e 19-23 de fevereiro. A atividade sísmica aumentou no dia 28 de fevereiro e avalanches quentes provavelmente ocorreram no domo de lava.

O Código de Cores de Alerta permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Bezymianny, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou a atividade sísmica no vulcão Bezymianny aumentou no dia 12 de fevereiro e permaneceu elevada até o dia 19 de fevereiro. O tamanho e o brilho de uma anomalia termal observada nas imagens de satélites aumentaram durante este período. O KVERT elevou o Código de Cores de Alerta para Laranja no dia 19 de fevereiro.

O KVERT reportou elevados níveis de atividade sísmica no vulcão Bezymianny durante os dias 17 e 24 de fevereiro e uma anomalia termal foi detectada diariamente em imagens de satélites. Dois curtos episódios de tremores vulcânicos foram reportados nos dias 15 e 22 de fevereiro. Plumas de gases e vapores foram observadas em imagens de satélites nos dias 20 e 22 de fevereiro.

Durante os dias 24 de fevereiro-2 de março a atividade sísmica no vulcão Bezymianny permaneceu elevada. Uma anomalia termal foi detectada em imagens de satélite. Atividade de gases e vapores foi observada no dia 26 de fevereiro. Um curto episódio de tremores vulcânicos foi detectado no dia 29 de fevereiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Cleveland, Ilha de Chuginadak, Arquipélago das Aleutas

O Alaska Volcano Observatory (AVO) relatou que imagens de satélites obtidas no dia 10 de fevereiro mostraram que o domo de lava localizado no cume do vulcão Cleveland cresceu 50 metros em diâmetro. No dia 19 de fevereiro foi detectado por imagens de satélites aumento da temperatura superficial na região do domo. No dia 23 de fevereiro foi detectada uma anomalia termal em imagens de satélite. Durante o período entre 22-28 de fevereiro o crescimento do domo de lava continuou a lentas razões.

O Código de Cores de Alerta permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kanaga, Ilha de kanaga, Arquipélago das Aleutas

O AVO reportou uma possível atividade explosiva no vulcão Kanaga no dia 18 de fevereiro. Tremores vulcânicos foram detectados por volta das 6h e 30min, seguidos por 1 hora de numerosos pequenos eventos sísmicos. Imagens de satélites mostraram uma pluma de cinzas com uma altura de 8 km e que se deslocou por 39 km na direção NE. O Código de Cores de Alerta foi elevado para amarelo. Elevada atividade sísmica continuou a ocorrer no dia 19 de fevereiro. A atividade sísmica diminuiu durante os dias 22-24 e 26-28 de fevereiro, entretanto, tremores vulcânicos de pequena intensidade foram detectados no dia 25 de fevereiro.

Fonte: Volcano Discovery e Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



 

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