Erupções de Fevereiro de 2013

Copahue, Fronteira Argentina/Chile

O Servicio Nacional de Geología y Minería (OVDASSERNAGEOMIN) relatou que nos primeiro dias do mês de fevereiro a câmera de vídeo próximo ao vulcão Copahue registrou apenas plumas de gases de coloração clara sendo expelida pela cratera e alcançando entre 0,35-1,5 km de altura e sendo dispersas nas direções leste e sudeste. A atividade sísmica flutuou, mas permaneceu em níveis reduzidos. O Nível de Alerta foi diminuído para amarelo no dia 4 de fevereiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Descabezado Grande, Chile

O Servicio Nacional de Geología y Minería (OVDASSERNAGEOMIN) relatou informou que durante o mês de fevereiro a sismicidade aumentou em Descabezado Grande, situado na área do complexo vulcânico conhecido como Laguna del Maule. Foram detectados 127 terremotos, com magnitudes de 1,7 ou menos, a maioria composta por terremotos vulcano-tectônicos. Os enxames sísmicos foram associados com deformação e considerados em um nível elevado.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sabancaya, Peru

O Instituto Geológical Minero y Metalúrgico (Peru) registrou 536 terremotos originados no vulcão Sabancaya, ou em torno de 20 eventos por hora, durante os dias 22-23 de fevereiro. Em torno de 80 casas foram danificadas pelos terremotos, provocando algumas evacuações. Uma pluma ascendeu 100 metros; plumas têm sido visíveis intermitentemente desde o dia 15 de janeiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tungurahua, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) informou que a sismicidade no vulcão Tungurahua aumentou no dia 28 de fevereiro. No próximo dia, houve um aumento no número de terremotos de longo período, acompanhados por pequenas explosões, sons de estrondos e rugidos e emissões de cinzas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Reventador, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) reportou que a sismicidade no vulcão Reventador foi elevada durante os dias 6-7 de fevereiro e moderada durante os dias 8-12 de fevereiro; explosões foram detectadas diariamente. Uma pluma de cinzas ascendeu 3 km e se deslocou na direção sul no dia 7 de fevereiro e queda de cinzas foi reportada em áreas próximas ao vulcão no dia 9 de fevereiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

O Montserrat Volcano Observatory (MVO) reportou que a atividade durante os dias 1-8 de fevereiro foi pequena, mas houve um leve aumento durante os dias 3-6 de fevereiro, caracterizado por terremotos vulcano-tectônicos, elevado fluxo de gases e possível emissão de cinzas. Os terremotos vulcano-tectônicos ocorreram em quatro breves enxames: às 22h e 20min no dia 3 de fevereiro, às 9h e 15min e 9h e 50min no dia 4 de fevereiro e às 6h e 20min de 5 de fevereiro. O segundo enxame foi o mais intenso e foi seguido por um evento sísmico híbrido. Outro evento sísmico híbrido não foi associado com um enxame.

Após o segundo, e maior, enxame vulcano-tectônico no dia 4 de fevereiro, ocorreu aumento na temperatura de várias fumarolas dentro da cicatriz de colapso denominada 11 de fevereiro de 2010. Houve mais aumento da temperatura, bem como alguns sons de estrondos, durante o terceiro enxame. A atividade provavelmente incluiu emissão de cinzas desde uma grande fumarola no fundo da cicatriz de colapso porque depósitos de cinzas recentes foram observada adjacentes a esta fumarola na manhã de 5 de fevereiro. Todas as fumarolas retornaram aos níveis normais de temperatura e atividade no final daquele dia. O Nível de Alerta permaneceu em 2 (em uma escala que varia entre 1-5).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que durante os dias 14-15 de fevereiro um fluxo de lava se deslocou por 500 m pela drenagem Ceniza e produziu avalanches. Um aumento da atividade na noite de 16 de fevereiro foi caracterizado por explosões, fluxos piroclásticos e fluxos de lava. Um fluxo piroclástico se deslocou por 3 km na drenagem Ceniza. Plumas de cinzas se deslocaram por 20 km nas direções noroeste e sudoeste, e produziu queda de cinzas em diversos povoados situados a sudoeste, oeste e noroeste do vulcão. Em 17 de fevereiro, colapsos das frentes de fluxo de lava e fluxos piroclásticos foram observados. Plumas de cinzas atingiram 3 km e afastaram-se por 10 km nas direções sudoeste e oeste. A sismicidade diminuiu após estes eventos. O  INSIVUMEH observou que o derrame de lava e a queda de cinzas continuou sobre os flancos do vulcão. Em 18 de fevereiro uma explosão gerou uma nuvem de cinzas que atingiu 2 km acima da cratera e se afastou por 10 km na direção NE. Duas outras explosões produziram plumas de cinzas que ascenderam 500-800 m. Avalanches foram dispersas nas direções sul e oeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que duas explosões no dia 3 de fevereiro no complexo de domos de lava Santiaguito do vulcão Santa María geraram plumas de cinzas que ascenderam 700 metros acima do complexo e foram dispersas na direção sudoeste. Sons vindos de avalanches foram reportados no dia 4 de fevereiro. Duas explosões no dia 5 de fevereiro produziram pluma de cinzas que ascenderam novamente a 700 metros acima do complexo e foram dispersas na direção sudoeste, provocando queda de cinzas em áreas a favor do vento.

O INSIVUMEH relatou que explosões durante os dias 7-8 e 10-11 de fevereiro no complexo de domos de lava produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 500-700 metros de altura e provocaram queda de cinzas na região de La Florida (5 km a sul). Plumas de vapores ascenderam 200 metros e avalanches na frente dos fluxos de lavas evoluíram pela drenagem Nima I.

Uma explosão no complexo de domos de lava no dia 20-21 de fevereiro produziu uma pluma de cinzas que ascendeu 600 metros e provocou queda de cinzas nas regiões a sudoeste e sul. Outra explosão no dia 22 de fevereiro produziu uma pluma de cinzas que ascendeu 800 metros e foi dispersa na direção sudoeste, provocando queda de cinzas nesta área. Plumas de vapores se elevaram 200 metros e avalanches desde a frente dos fluxos de lava se deslocaram na direção nordeste. Uma explosão no dia 22 de fevereiro produziu uma pluma de cinzas que ascendeu 800 metros e se elevou 800 metros e se deslocaram na direção sudoeste. Novas avalanches dos fluxos de lava se movimentaram na direção sudeste. Explosões durante os dias 24-25 de fevereiro geraram plumas de cinzas que ascenderam 500 metros e foram dispersas na direção leste. Avalanches se deslocaram para os flancos sul e sudeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Pacaya, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) informou que explosões no vulcão Pacaya detectadas em 13 de fevereiro foram acompanhados por estrondos. Nenhum material vulcânico foi ejetado. No dia seguinte, uma pluma branca difusa ascendeu 200 m e foi dispersa nas direções oeste e sudoeste. Estrondos foram ouvidos nos povoados de São Francisco de Sales (5 km a N) e San Vicente Pacaya (5 km NO).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sicília, Itália

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo informou no dia 1 de fevereiro que pequenos e discretos “sopros” de cinzas e, também, plumas de cinzas, ascenderam da cratera Bocca Nuova, mas ambos não ultrapassaram os 100 metros de altura acima da margem da cratera.

No dia 2 de fevereiro, às 3h e 00min, uma câmera de vídeo registrou fraco brilho desde a Nova Cratera Sudeste, até que por volta das 3h e 30min, pequenas e esporádicas explosões ejetaram material piroclástico incandescente até algumas dezenas de metros acima da margem da cratera. As mais fortes explosões (3h e 45min, 4h e 00min, 4h e 09min e 4h e 11min) ejetaram bombas vulcânicas incandescentes sobre os flancos do cone da Nova Cratera Sudeste. Dois minutos após a última das explosões, um brilho fraco apareceu na cratera Bocca Nuova, que persistiu por um curto período de tempo; durante os 30 minutos seguintes, entretanto, um brilho intermitente foi registrado em ambas as crateras. As 4h e 50min, jatos de lava ascenderam acima da margem da cratera Bocca Nuova; às 5h e 00min, a atividade explosiva Estromboliana tornou-se continua, produzindo jatos que ascenderam muitas dezenas de metros acima da margem da cratera. Pequenas explosões Estrombolianas voltaram a ocorrer na Nova Cratera Sudeste às 5h e 12min. As 5h e 15min a atividade na cratera Bocca Nuova aumentou rapidamente; ao mesmo tempo, a amplitude dos tremores vulcânicos mostrou uma ascensão rápida. Fontes de lava atingiram 120-125 metros acima da margem. A atividade na Nova Cratera Sudeste começou a diminuir às 5h e 30min, cessando por completo logo após as 6h e 00min. A atividade na cratera Bocca Nuova diminuiu fortemente entre as 6h e 20min e às 6h e 30min; fraca atividade intracratera continuou por algumas horas e, então, às 9h e 00, o episódio tinha terminado.

Segundo o Sezione di Catania – Osservatorio Etneo, durante os dias seguintes ao episódio eruptivo de 2 de fevereiro foram observadas repetidas emissões intermitentes de pequenas quantidades de cinzas desde as crateras Bocca Nuova e Nova Cratera Sudeste. Vulcanólogos visitaram o Etna no dia 5 de fevereiro e observaram as variações recentes que ocorreram na cratera Bocca Nuova, notavelmente o crescimento de um cone piroclástico circundando o conduto eruptivo na porção sudeste da cratera. Este cone cresceu no mínimo entre 50-70 metros, aproximadamente a metade da parede interna da cratera, e estava inclinando-se na direção da parede. O inteiro fundo da cratera foi coberto com lava recente. No anoitecer de 5 fevereiro, uma câmera de vídeo registrou fraca atividade explosiva do tipo Estromboliana na Nova Cratera Sudeste, que continuou até o amanhecer do próximo dia, e então se tornou invisível devido as más condições climáticas. Dados sísmicos mostraram um aumento instantâneo dos tremores às 10h e 20min; a amplitude dos tremores vulcânicos ascendeu até um pico dentro de alguns minutos após o começou da atividade, e começou a descender após menos de uma hora depois. Pessoas que estava na área de esqui localizada sobre o flanco nordeste do vulcão viram brevemente uma pluma densa, mas sem cinzas, ascendendo do cume.

Nos dias subsequentes ao episódio de 6 de fevereiro foram observadas emissões esporádicas de cinzas na Nova Cratera Sudeste, embora as condições climáticas desfavoráveis​​, muitas vezes tenha impedido as observações. Na noite de 8 de fevereiro, fraco brilho na Nova Cratera Sudeste foi intermitentemente visível. As 21h e 00min, uma câmera gravou um brilho flutuante dentro da cratera Bocca Nuova, que se tornou mais intensa ao longo dos próximos 10 minutos. Próximo das 21h e 25min, jatos de lava incandescente foram vistos repetidamente ascendendo acima de uma espessa camada de nuvens ao longo da área cume do Etna. Ao mesmo tempo, a amplitude dos tremores vulcânicos aumentou bastante. Depois de 22h e 00min a amplitude dos tremores vulcânicos começou a diminuir, enquanto que a atividade eruptiva continuou sem mostrar sinais de diminuir até cerca de 30 minutos mais tarde. Depois das 22h e 30min de 8 de fevereiro e durante os dias 9-10 de fevereiro a cobertura de nuvens impediu as observações. Uma breve emissão de cinzas foi observada no dia 10 de fevereiro.

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo informou que durante as noites de 13 e 14 de fevereiro a câmera de vídeo gravou incandescência de Nova Cratera Sudeste do vulão Etna (NCSE). Nas primeiras horas de 15 de fevereiro bombas incandescentes foram ejetadas acima da margem da borda da cratera. Atividade explosiva do tipo Estromboliana se intensificou gradualmente durante o dia 17 de fevereiro, juntamente com a amplitude dos tremores vulcânicos. Pequenas explosões estrombolianas ocorreram a cada 1-2 segundos durante a  madrugada, lançando o material piroclástico grosso a algumas dezenas de metros acima da cratera. Após atingir um pico por volta das 07h e 00min, a atividade começou a diminuir; algumas horas mais tarde, a amplitude dos tremores vulcânicos retornou aos níveis normais, e à noite não havia nenhum sinal de atividade eruptiva.

Pouco antes da meia-noite de 18 de fevereiro, as nuvens se dissiparam da área do cume, revelando uma contínua, mas fraca, atividade explosiva Estromboliana na área da NCSE. Durante o intervalo entre a meia-noite e às 02h e 00min da madrugada de 19 de fevereiro, a amplitude dos tremores vulcânicos aumentou gradualmente. Após as 02h e 00min a amplitude aumento nitidamente. Contemporaneamente, a actividade eruptiva começou a intensificar-se a partir de um conduto no centro da cratera. Cerca de 10 minutos depois, a lava começou a transbordar dentro do entalhe profundo na borda sudeste da cratera, se expandindo lentamente para oeste na direção da íngreme encosta de Valle del Bove. Às 04h e 57min, um foço de lava que havia se formado na borda Sudoeste da NCSE em 27 de agosto de 2012 começou a emitir cinzas e repetidos colapsos da margem geraram pequenos deslizamentos de terra. Atividade do conduto principal dentro da cratera aumentou rapidamente, e às 05h e 03min uma fonte de lava ascendeu cerca de 200 m acima do cume do cone.

Durante o intervalo de quatro minutos, entre as 05h e 03min até 05h e 07min, vários condutos tornaram-se ativos ao longo de uma fratura no entalhe profundo localizado na borda sudeste da cratera. Uma densa nuvem de cinzas se ergueu e foi dispersa na direção leste. Em seguida, todo o cone da NCSE foi submetido à precipitação pesada de material piroclástico grosso. O principal fluxo de lava avançou na direção SE, e um pequeno fluxo de lava que se desenvolveu no flanco abaixo da cratera se deslocou ao longo da zona de fratura de Março de 2012, localizada entre os antigos e novos cones da Cratera Sudeste. Às 05h e 15min, fontes de lava atingiram entre 300-500 m de altura acima da cratera, produzindo a queda de bombas e respingos de lava que cobriam todo o flanco sul do cone. Pequenas avalanches deste material incandescente geraram nuvens de cinzas. Durante o curto intervalo entre as 05h e 16min-05h e 18min, o flanco S do cone foi encoberto por uma densa cortina de queda de material vulcânico a partir das fontes de lava. Ao mesmo tempo, densas nuvens de vapores, originadas na parte superior leste do Etna, despejaram abundante de material piroclástico incandescente sobre a neve.

Às 05h e 19min, uma avalanche mais substancial de material recente se desanexou do flanco S do cone, gerando um pequeno fluxo piroclástico, que expandiu a poucas centenas de metros. Às 05h e 36min, uma câmera de monitoramento térmico registrou um lahar perto da zona de Belvedere, o que foi seguido por um amplo fluxo de lava que desceu o declive íngreme e atingiu a base, em menos de 20 minutos. Durante sua descida, a lava continuou a derreter a neve, produzindo numerosos pequenos lahars. Às 05h e 50min, um segundo fluxo de lava, a norte do primeiro, também gerou lahars. Finalmente, por volta de 06h e 00min, um terceiro fluxo de lava, que também gerou um lahar, desceu a encosta oeste do Valle del Bove a sul do primeiro fluxo.

As fontes de lavas começaram a diminuir por volta das 05h e 25min, e às 05h e 35min começou a transição para as emissões de cinzas alternadas com breves jatos de lava incandescente. Às 0545, um único conduto, na porção central da NCSE, continuou a produzir fontes de lava com cerca de 200 m de altura. Alguns minutos mais tarde, no entanto, um novo fluxo de lava começou a descer pelo flanco sudeste inferior do cone, possivelmente após a abertura de um novo conduto eruptivo localizado na parte inferior do entalhe profundo que corta aquele setor do cone. Câmeras de vigilância mostraram breves fontes de lava naquele local, mas todas as fontes de lava cessaram pouco antes de 06h e 00min. Durante o intervalo entre 06h e 00min e 06h e 15min, a atividade foi caracterizada pela emissão de uma densa nuvem de cinzas com jatos freqüentes de lava e poderosas explosões, que lançou grandes bombas incandescentes além da cúpula do antigo cone da Cratera Sudeste. Depois das 06h e 15min a emissão de cinzas persistiu. Às 06h e 22min, uma nuvem de cinzas foi emitida a partir da Cratera Bocca Nuova, logo em seguida, as emissões de cinzas na NCSE diminuíram notavelmente e tornaram-se descontínuas; os últimos e fracos sopros de cinzas foram observados em torno das 07h e 10min. Lentas emissões de lava continuaram por mais algumas horas desde o conduto mais inferior, que tinha sido aberto logo após 05h e 47min no flanco sudeste do cone. Pequenos sopros de cinzas foram novamente emitidos a partir da Cratera Bocca Nuova durante o final da tarde de 19 de fevereiro. Queda de tefra ocorreu em uma estreita área que se estende desde a NCSE para leste, incluindo vários povoados.

O Sezione di Catania Osservatorio Etneo relatou que dois episódios de fontes de lava na Nova Cratera Sudeste (NCSE) do vulcão Etna no dia 20 de fevereiro. Os primeiros episódios da fase mais enérgica ocorreram durante o período entre 01h e 50min-02h e 35min, produzindo uma pluma de cinzas foi dispersa na direção leste-sudeste, pequenos fluxos de lama (lahars), fluxos de lava desde a fissura que corta a borda SE da cratera e fluxos de lava oriundos desde uma nova fissura eruptiva que abriu na parte inferior do flanco sudoeste do cone. Após o término da erupção por fontes de lava, emissão de lava e respingos de lava (spattering) continuaram a partir de duas pequenas fissuras na base do cone SE. Durante o final da manhã, a atividade eruptiva na NCSE se intensificou novamente. O segundo episódio começou logo após as 14h e 15min e terminou às 14h e 50min. Uma nuvem de cinzas foi dispersa na direção leste, e os novos fluxos de lava se deslocaram na direção do Valle del Bove, seguindo os caminhos dos fluxos anteriores. O lento movimento dos fluxos de lava originados em fissuras localizadas na base SE do NCSE continuou no dia seguinte, acompanhado por fracas e esporádicas explosões Estrombolianas na NCSE.

Ás 02h e 33min, de 21 de fevereiro, um novo conduto abriu na parte superior da encosta oeste do Valle del Bove e produziu um fluxo de lava que derreteu a neve, criando lahars e volumosas plumas de vapores. Por volta das 03h e 00min, a atividade explosiva estromboliana retornou na NCSE, tornando-se praticamente contínua por volta das 04h e 40min e jatos de lava incandescente ascenderam mais de 100 m acima da borda da cratera. A cobertura de nuvens impediu observações, mas as 05h e 40min as nuvens foram iluminadas, e as 05h e 45min um fluxo de lava emergiu da cobertura de nuvens. Uma pluma de cinzas se direcionou para norte, causando queda de cinzas em diversos povoados, até uma distância de até 80 km.  Fragmentos de escória de até 15 cm de diâmetro também caíram em Linguaglossa. Após a cessação deste quarto evento paroxismal em pouco mais de dois dias, a atividade efusiva continuou nos condutos eruptivos, alimentando dois fluxos de lava que se deslocaram por 2,5 km até a base da encosta íngreme oeste do Valle del Bove. Esta atividade, acompanhado por pequenas e esporádicas explosões estrombolianas na NCSE, continuou na manhã do dia 22 de fevereiro.

Por volta das 07h e 00min de 22 de fevereiro, a ascenção da amplitude dos tremores sísmicos sinalizou o início de um novo episódio, mas a partir da Cratera Bocca Nuova. Entre as 07h e 30min e as 08h e 15min muitos sopros de vapores e anomalias térmicas foram observados. A cobertura de nuvens impediu uma visão clara, mas uma leve atividade explosiva do tipo Estromboliana provavelmente ocorreu dentro da cratera. Próximo das 08h e 15min a amplitude dos tremores vulcânicos começou a diminuir e as emissões de gases da Cratera Bocca Nuova tornaram-se menos visível. Contemporaneamente, a emissão de lava dos dois condutos efusivos localizados na base SE do cone da NCSE e abaixo da estação Belvedere diminuíram e cessaram completamente durante a tarde de 22 de fevereiro.

Anomalias térmicas foram detectadas por volta das 16h e 25min do dia 23 de fevereiro na NCSE e 15 minutos depois a lava foi visível a partir da abertura na base SE do cone. Ao cair da noite o fluxo de lava e atividade Estromboliana eram visíveis das áreas povoadas nos flancos S e E, embora a cobertura de nuvens dificultasse a visão. A atividade se intensificou durante o período entre as 19h e 00min-19h e 30min; fontes de lava ascenderam mais de 150 m acima da cratera e um possante fluxo de lava extravasou pela brecha na borda SE da cratera e se deslocou em direção à encosta oeste do Valle del Bove. Dentro dos próximos 10 minutos jatos de lava atingiram entre 500-800 m acima da borda. Durante esse tempo, a emissão de material piroclástico aumentou dramaticamente, formando uma nuvem densa que se deslocou para nordeste; todo o flanco NE, desde a NCSE na direção de Pizzi Deneri e além, foi coberto com uma camada de material incandescente. Testemunhas relataram também a queda de grandes clastos, alguns incandescente, na zona de Monte Baracca, aproximadamente 5 km a NE do NCSE. Elevadas de fontes de lava continuaram por cerca de 35 minutos. Às 20h e 14min, a altura das fontes de lava diminuiu rapidamente, e dois minutos mais tarde, a atividade tinha variado para explosões estrombolianas que ejetaram tefra incandescente até 100 m acima da borda da cratera. Às 20h e 30min, toda a atividade explosiva estava essencialmente terminada. Durante a manhã do dia 24 de fevereiro, o fluxo de lava emitido pela NCSE continuou a ser alimentado, provavelmente por um ou mais condutos localizados perto de Belvedere.

A atividade sísmica na Cratera Bocca Nuova (CBN) do vulcão Etna aumentou gradualmente durante os dias 26-27 de fevereiro. Emissão de vapor denso, abundante, na CBN foi observada ao nascer do sol crescendo a energia lentamente ao longo das próximas horas. Entre às 10h e 30min e às 10h e 45min, a amplitude dos tremores vulcânicos aumentou rapidamente e, ao mesmo tempo, uma coluna de erupção, em grande parte composta de vapor e material quente, foi ejetada. A pluma continha quantidades moderadas de cinzas vulcânicas marrom-avermelhadas, o que levou à queda de pequenas quantidades de cinzas muito finas no flanco SE entre Zafferana e Santa Venerina. Estas emissões de cinzas provavelmente resultaram do colapso ou deslizamento de material instável na parede íngreme da cratera; o conduto  eruptivo, que localiza-se na parte SE da cratera, está inclinado contra a parede e a rápida acumulação de depósitos piroclásticos nessa área pode ter facilitado o desmoronamento.

Durante a fase de atividade eruptiva mais intensa, cientistas do INGV realizaram um trabalho de campo na área do cume e observaram que as bombas vulcânicas caíram fora da borda da cratera para o flanco sudoeste do cone central. Atividade explosiva intensa também foi observada dentro da Cratera Voragine (CVOR), que desde o mês de outubro de 1999 não exibia atividade magmática. A atividade começou a diminuir por volta das 13h e 20min, evidente desde a redução na amplitude dos tremores vulcânicos; às 14h e 30min, o episódio tinha essencialmente terminado, embora forte desgaseificação continuasse tanto na CBN como na CVOR. Durante a noite de 27 de Fevereiro atividade Strombolian vigoroso em VOR foi relatada por observadores no W e E flancos. Atividade explosiva estrombolian pequena e descontínua também ocorreu na CBN, que muitas vezes lançou bombas vulcânicas incandescentes até 150 m acima da borda da cratera. A atividade continuou durante a noite, pelo menos até a passagem para 28 de fevereiro, quando a NCSE também começou a mostrar sinais de atividade renovada depois de mais de quatro dias de repouso.

Foram observadas fraca atividade explosiva e também esporádicas e fracas emissões de cinzas na Nova Cratera Sudeste (NCSE) durante as primeiras horas da manhã de 28 de fevereiro. Uma fraca atividade explosiva estromboliana na parte oeste da NCSE apareceu as 09h e 17min. Treze minutos depois, atividade estromboliana estava ocorrendo no principal conduto no centro da NCSE. Contemporaneamente, a amplitude dos tremores vulcânicos aumentou. Durante a hora seguinte, a atividade eruptiva aumentou gradualmente, ao passo que a amplitude dos tremores vulcânicos aumentou rapidamente; às 10h e 30min, pelo menos três condutos estavam erupcionando, incluindo o antigo "Pittino" situado a oeste, na sela entre o antigo cone Sudeste e a NCSE. Esta atividade gerou uma densa nuvem de gás contendo quantidades modestas de cinzas. As 10h e 40min, a lava fluiu através do corte profundo localizado na parte SE da borda da cratera; 25 minutos mais tarde, a atividade explosiva aumentou dramaticamente e fontes de lava ascenderam cerca de 100 m acima da borda da cratera. Das 11h e 15min em diante, freqüentes fortes explosões geraram visíveis ondas de choque e fortemente cobriram o cone NCSE com grandes bombas vulcânicas. A atividade se intensificou ainda mais entre 11h e 17min e às 11h e 22min, acompanhado por uma visível nuvem de vapor e cinzas marrom emitidas a partir da sela entre os dois cones da Cratera Sudeste. Esta nuvem marcou o colapso progressivo de uma grande porção da sela, que destruiu quase todo o flanco sudoeste do cone NCSE, e as partes do flanco leste do antigo cone da Cratera Sudeste. Volumosa quantidade de lava fluiu a partir do entalhe profundo deixado pelo colapso, expandindo primeiro para sul e então para sudeste, na direção da estação de monitoramento Belvedere. Lava também foi também emitida a partir dos condutos eruptivos localizados na base do cone da NCSE; esta lava se misturou com o fluxo emitido diretamente pela NCSE na direção sudeste.

A fonte de lava sustentada com intensa precipitação piroclástica ea geração de uma enorme nuvem de gás e cinzas, continuou com intensidade máxima por cerca de 20 minutos. A nuvem de cinzas se dispersou para leste, carregando cinzas abundantes e queda de escória nas áreas de Milo-Fornazzo e Giarre-Riposto. A atividade começou a diminuir às 11h e 42min, embora densas nuvens de vapor e cinzas marrom-acinzentadas fossem emitidas a partir da área do colapso da sela. Próximo das 11h e 50min, a atividade no conduto "Pittino" se tornou freatomagmática; vapor e cinzas foram emitidos e, blocos “molhados” quentes que formaram trilhas de vapor espetaculares foram ejetados. Pouco depois das 12h e 00min, a atividade explosiva na CNSE cessou, enquanto que a emissão de lava continuava a partir da área da sela colapsada, bem como a partir do flanco do cone SE do NCSE, a uma taxa que diminui lentamente. Os fluxos de lava continuaram a avançar durante a noite de 28 de fevereiro-1 de março, e cessou em algum momento durante o dia 1 março. A atividade estromboliana dentro da CVOR continuou sem variações significativas, e foi observado pela equipe do INGV durante uma visita de campo na manhã de 1 de março, pelo menos até as 15h e 00min, em 3 de março.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Stromboli, Ilha de Stromboli, Itália

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo informou no dia 9 de fevereiro que após cerca de três semanas de atividade explosiva normal, pequenos fluxos de lava extravasaram novamente  no terraço da cratera do vulcão Stromboli. O primeiro extravasamento começou na manhã de 8 de fevereiro, produzindo um pequeno fluxo de lava que desceu a encosta noroeste superior de Sciara del Fuoco, e cessou durante a tarde. O segundo derrame de lava começou pouco depois da meia-noite de 9 de fevereiro e produziu um fluxo de lava que se deslocou na direção norte. No final da tarde de 9 de fevereiro o derrame de lava cessou completamente, mas retomou mais uma vez durante as primeiras horas da manhã de 10 de Fevereiro, gerando um pequeno fluxo que avançou lentamente talude abaixo por algumas dezenas de metros. A frente do fluxo de lava produziu continuamente queda de rochas incandescentes. Durante o dia, a emissão de lava progressivamente diminuiu, e cessou completamente no final da tarde.

Segundo o Sezione di Catania – Osservatorio Etneo informou que uma nova fase de atividade efusiva intermitente começou no vulcão Stromboli no dia 8 de fevereiro e continuou até a manhã de 17 de fevereiro, que consistiu de pequenas extrusões de lava a partir do terraço da cratera. Durante este intervalo vários episódios de atividade efusiva ocorreu nos setores N e NO de Sciara del Fuoco, produzindo fluxos de lava que se deslocaram por várias dezenas a algumas centenas de metros.

A extrusão de lava cessou na tarde de 10 de fevereiro, mas a atividade efusiva retomou nas primeiras horas da manhã do dia seguinte. Na tarde de 11 de fevereiro, três pequenos fluxos de lava eram visíveis na encosta superior de Sciara del Fuoco, sendo que o fluxo mais  ocidental se deslocou por algumas centenas de metros. Naquela noite, dois desses fluxos permaneceram ativos e continuaram a ser alimentados até a manhã de 12 de fevereiro. O mais ocidental dos fluxos foi interrompido, enquanto que o fluxo mais a norte continuou a fluir até o início da tarde.

Após um intervalo de não visibilidade, devido às condições meteorológicas adversas, um novo fluxo de lava se deslocou na direção NO na noite de 12 de fevereiro. Este fluxo diminuiu progressivamente, mas ainda estava ativo por volta das 11h e 00min de 13 de fevereiro.

O conduto denominado de N2, empoleirado na borda NO do terraço da cratera, produziu contínuos salpicos (respingos – spattering) de lava, que também alimentou um pequeno fluxo de lava paralelo ao fluxo principal. Respingos continuaram por algumas horas e, em seguida diminuíram durante o fim da tarde de 14 de fevereiro. Posteriormente, a atividade efusiva diminuiu consideravelmente, e apenas pequenos fluxos de lava transbordaram estendeu a algumas dezenas de metros na direção NO. Na manhã de 17 de fevereiro, toda a atividade efusiva cessou e a atividade explosiva moderada do tipo Estromboliana reassumiu.

O vulcão Stromboli produziu novamente pequenos transbordamentos de lava a partir do terraço da cratera na tarde de 27 de fevereiro até a noite seguinte, depois de um intervalo de 10 dias de atividades estrombolianas normal. Um segundo episódio de extravasamento de lava começou na noite de 1 de março e cessou na tarde seguinte. Ambos os extravasamentos de lava foram alimentados por respingos de lava contínuos desde o conduto N2, que é localizado no topo de uma hornito empoleirado na borda norte do terraço da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) relatou que durante todo o mês de fevereiro o lago de lava periodicamente ascendeu e retrocedeu no conduto profundo dentro da cratera Halema’uma’u. A pluma de gás desde o conduto continuou a depositar quantidades variáveis de respingos de lava (spatter) e “cabelos de Pele” nas áreas próximas. Neste período, algumas partes da margem interna do lago, bem como várias peças da parede do conduto caíram dentro do lago. O nível do lago de lava estava 27 metros abaixo do fundo da cratera no dia 6 de fevereiro, entre 25-27 metros no dia 7, 31 metros no dia 11 de fevereiro, entre 25-30 metros durante os dias 13 e 15-17 de fevereiro e 35 metros no dia 20 de fevereiro.

No mesmo período, na área do cone/cratera Pu’u ‘O’o, foi emitida incandescência desde cones de respingos (spatter cones) localizados na parte sudeste e noroeste do assoalho da cratera, e também desde o lago de lava situado na parte nordeste da cratera. No período entre 6-12 de agostos, múltiplos fluxos de lava desde este lago (5-6 metros mais elevado do que a margem da cratera) extravasaram pelo flanco nordeste do cone até sua base e continuaram a avançar sobre antigos fluxos de lava. Lava fluiu desde múltiplos cones de respingos nos dias 13, 17 e 19 de fevereiro. Novas extrusões ocorreram sobre o tubo de lava Kahauale’a localizado na porção superior do flanco nordeste do cone Pu’u ‘O’o.

Fluxos de lavas foram ativos neste período em uma área com 1 km de largura sobre a planície costeira. Para oeste, o fluxo de lava atingiu 350 metros de largura e avançou mais de 1,2 km desde a base de pali, permanecendo ativo sobre a planície costeira. No período entre 13-19 de fevereiro, múltiplos fluxos de lavas, coletivamente chamados de fluxos Kahauale’a, desde o lago de lava (empoleirado 5-6 metros mais elevado do que a margem da cratera Pu’u ‘O’o) deslocaram-se até a base do flanco nordeste do cone Pu’u ‘O’o e avançaram nas direções norte, nordeste, leste e sudoeste sobre antigos fluxos. No final do mês de fevereiro um ramo desse fluxo avançou na direção sul e provocou incêndios em um kipuka. Câmeras de vídeo registraram esporadicamente plumas de vapores originadas em múltiplos locais onde a lava entrava na água. Um pequeno colapso da margem pode ter ocorrido no período entre 20-26 de fevereiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakura-jima, Kyushu, Japão

O Japanese Meteorological Agency (JMA) informou que 34 explosões desde a cratera Showa do vulcão Sakura-jima no período entre 8-12 de fevereiro ejetaram tefra a uma distância de 1,8 km da cratera, e produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 1,2-3,7 km de altitude acima do nível do mar e foram dispersas nas direções nordeste, leste, sudeste e sul. Incandescência na cratera foi claramente detectada nesse período. 12-15 de fevereiro foram observadas 16 explosões

Durante o período entre 12-15 de fevereiro foram detectadas 16 explosões desde a Cratera Showa no vulcão Sakura-jima e ejetaram tefra a 1,3 km de distância da cratera. Incandescência foi claramente observada à noite. Plumas de cinzas entre os dias 13-18 de fevereiro ascenderam até 3 km de altura acima do nível do mar e foram dispersas em múltiplas direções.

O JMA relatou que foram detectadas 13 explosões na Cratera Showa do vulcão Sakura-jima durante o período entre 18-22 de fevereiro, e ejetou tefra a uma distância de 1,3 km da cratera. Incandescência na cratera foi claramente detectada durante a noite. Plumas de cinzas ascenderam a até 2,4 km de altitude.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Paluweh, Arquipélago de Sunda, Indonésia

Segundo jornais locais, uma explosão ocorreu no vulcão Paluweh no dia 2 de fevereiro, às 23h e 00min, e foi claramente ouvida pelos moradores da ilha vulcânica. Autoridades retiraram todos os moradores por botes desde oito povoados na ilha. Queda de cinzas foi reportada durante os dias 2-3 de fevereiro.

Baseado em análises de imagens de satélites, dados meteorológicos e informes de pilotos de aeronaves, o Darwin VAAC reportou que plumas de cinzas desde o vulcão Paluweh ascenderam a altitudes entre 13,1-13,7 km acima do nível do mar no dia 3 de fevereiro e deslocaram-se por 325-590 km nas direções sudeste, sul e sudoeste. Elevados níveis de dióxido de enxofre foram também detectados. No dia 4 de fevereiro foram observadas plumas de cinzas a uma altitude de 7,6 km acima do nível do mar.

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que a atividade no vulcão Paluweh durante o período entre outubro de 2012-janeiro 2013 foi caracterizada pelo crescimento do domo de lava, avalanches incandescentes, fluxos piroclásticos, emissões de plumas de cinzas (que atingiram até 4 km acima da cúpula), e ejeção de material vulcânico (depositado até 3 km de distância). Toda a ilha foi afetada por queda de cinzas, que foi em média de 2 cm de espessura em algumas áreas. Algumas infraestruturas e várias casas foram danificadas pelas cinzas e lahars.

No dia 1 de fevereiro, às 16h e 52min, uma erupção gerou uma nuvem de cinzas que ascendeu a 2 km de altura. Foram observados fluxos piroclásticos e avalanches. Em 2 de fevereiro, uma explosão produziu uma pluma de cinzas que se elevou a 4 km e foi acompanhada por sons de estrondos e rugidos. A pluma de cinzas se dispersou na direção sul e depósitos de queda de cinzas de até 1 mm de espessura foram observados no povoado de Ende (60 km a S); espessos depósitos de queda de cinzas foram relatados em Ona (parte sudeste da ilha) e depósitos finos foram relatados em outras áreas da ilha, nas direções oeste, norte e leste. Em torno de 25% da porção sul da cúpula foi perdido; o volume domo de lava foi estimado em 5,1 milhões de metros cúbicos em 13 de janeiro. No dia 3 de fevereiro uma erupção de cinzas foi observada, bem como incandescência na cratera. Plumas brancas difusas ascenderam entre 50-100 m durante o período entre 04-10 de fevereiro. O Nível de Alerta permaneceu em 3 (em uma escala de 1-4), e os visitantes e os moradores foram proibidos de se aproximar da cratera dentro de uma distância de 3 quilômetros de raio.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Lokon-Empung, Sulawesi, Indonésia

Segundo jornais locais, o vulcão Lokon-Empung erupcionou nove vezes no dia 2 de fevereiro. Baseado em informações do Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM), o Darwin VAAC relatou que uma pluma de cinzas ascendeu a uma altitude de 4 km acima do nível do mar no dia 3 de fevereiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tangkubanparahu, Ilha de Java, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que no dia 21 de fevereiro os tremores sísmicos aumentaram no vulcão Tangkubanparahu e as emissões de cinzas difusas aumentaram na Cratera Ratu. Com base na sismicidade, observações visuais e elevação da temperatura ao redor da cratera, o Nível de Alerta foi elevado para 2 (em uma escala de 1-4) e os visitantes foram lembrados a não se aproximar da cratera dentro de um raio de 1,5 km.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Pagan, Ilhas Marianas, Oceano Pacífico

Imagens de satélites mostraram uma pluma de gases e vapores se deslocando por 240 km a favor do vento desde o vulcão Pagan durante os dias 9-15 de fevereiro. Um grupo de cientistas do USGS visitou o vulcão Pagan no dia 9 de fevereiro e observaram uma pluma contínua e vigorosa e sentiram um cheiro de enxofre em áreas a favor do vento desde o cume.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Rabaul, Nova Bretanha, Oceano Pacífico

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) informou que durante os dias 1-3 de fevereiro a atividade no vulcão Rabaul estava tranquila, embora explosões ocasionais produzissem plumas de cinzas de cor cinza claro que ascendiam até 500 metros de altura acima do nível do mar e fossem dispersas nas direções leste e sudeste. Entretanto, no dia 3 de fevereiro, às 11h e 51min, uma explosão produziu uma densa pluma de cinzas de coloração escura, que lentamente ascendeu a 2 km acima do nível do mar e foi dispersa nas direções leste e nordeste.  Cinzas foram observadas caindo a 2 km de distância na direção norte e leste. Emissões de cinzas com coloração cinza escuro continuaram pelos próximos 15-20 minutos. No período que se estendeu desde a tarde de 3 fevereiro até a manhã de 4 de fevereiro, emissões de cinzas com colorações mais claras ascenderam em intervalos irregulares e se dispersaram nas direções leste e sudeste. Plumas de vapores esbranquiçados ascenderam da cratera no período entre as emissões de cinzas.

O RVO informou que durante os dias 4-5 fevereiro plumas de cinzas se elevaram do cone Tavurvur da caldeira Rabaul. No dia 5 de fevereiro, plumas de cinzas ascenderam lentamente até 2 km de altura acima do nível do mar e se dispersaram nas direções E e ENE. Em 06 de fevereiro apenas plumas brancas ascenderam da cratera durante a maior parte do dia. À noite, uma pluma de cinzas foi seguida por uma sequência de emissões na forma de "sopros" com pequena quantidade de cinzas em intervalos irregulares na noite e pela manhã do dia 7 de fevereiro. Queda de cinzas foi relatada na cidade de Rabaul (3-5 km a noroeste) no final da noite de 6 de fevereiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


White Island, Nova Zelândia

Em 11 de fevereiro o GeoNet Data Center informou que análises das recentes variações e medições desde o vulcão White Island indicaram que a atividade foi menor do que na semana anterior; portanto, o Código de Cores de Alerta foi diminuído para Amarelo e o Nível de Alerta Vulcânico permaneceu em 1 (em uma escala de 0-5). Durante a semana anterior o nível de tremores vulcânicos registrado no vulcão White Island caiu para menos da metade do que na semana anterior. Ao mesmo tempo pequenas erupções explosivas na cratera ativa, que estava ocorrendo por um período de 3 semanas, tornou-se menos intensa. Medições no dia 7 de fevereiro dos gases dióxido de enxofre e dióxido de carbono foram similares às medições no mês de janeiro: em torno de 560 toneladas/dia para dióxido de enxofre e 1.800 toneladas/dia para dióxido de carbono. Um vulcanólogo que visitou a área do lago no dia 8 de fevereiro notou que a água tinha preenchido novamente o lago e um pequeno geyser era a única atividade observada. A água do lago estava quente, em torno de 80º Celsius.

O GeoNet Data Center informou que dois eventos de emissão de cinzas no vulcão White Island ocorreram às 11h e 30min e às 13h e 30min de 23 de fevereiro. O Código de Cores de Aviação foi elevado para laranja e o Nível de Alerta Vulcânico foi elevado para 2 (em uma escala de 0-5). Os tremores vulcânicos tinham também aumentado. Durante uma investigação de campo em 25 de fevereiro os cientistas observaram que as emissões de cinzas haviam cessado e explosões de vapor e gás de pequeno porte estavam ocorrendo no conduto ativo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shiveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante todo o mês de fevereiro o fluxo de lava viscoso continuou a ser extrudido sobre o flanco leste do domo de lava do vulcão Shiveluch, acompanhado por avalanches quentes, incandescência e atividade fumarólica. Imagens de satélite mostraram anomalias termais sobre o domo de lava. O Código de Cores de Alerta permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kizimen, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante todo o mês de fevereiro continuou a ser registrada atividade sísmica moderada no vulcão Kizimen e lava continua ser extrudida a partir do cume sobre os flancos da montanha. Incandescência no cume, forte atividade de gases e vapores e ocasionais avalanches quentes sobre os flancos oeste e leste acompanharam o processo. Imagens de satélites detectaram uma anomalia termal sobre o vulcão. O Código de Cores de Aviação permanece em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tolbachik, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) relatou que a fissura sul ao longo do lado oeste de Tolbachinsky Dol, um platô de lava localizado sobre o lado sudoeste do vulcão Tolbachik, continuou a produzir fluxos de lavas muito fluídos durante todo o mês de fevereiro de 2013, que se deslocaram para os lados sudeste, sul e oeste do platô. Quatro cinder cones continuaram a crescer sobre a fissura sul acima do cone Krasny. Plumas de gases e cinzas ascenderam até uma altitude de 3,5 km acima do nível do mar e foram dispersas em múltiplas direções. Uma muito grande anomalia termal continuou visível diariamente em imagens de satélite sobre a parte norte de Tolbachinsky Dol. O Código de Cores de Aviação permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Bezymianny, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que a atividade sísmica no vulcão Bezymianny foi obliterada pela forte sismicidade no vulcão Tolbachik no período entre 1-8 de fevereiro. Um fluxo de lava viscoso continuou sendo extravasado sobre o flanco do domo de lava, acompanhado por emissões de gases e vapores. Uma forte anomalia térmica foi observada por imagens de satélites sobre o domo de lava no dia 1 de fevereiro. O Código de Cores de Aviação permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Cleveland, Arquipélago das Aleutas

No dia 6 de fevereiro o Alaska Volcano Observatory (AVO) que novas imagens de satélites indicavam que o domo de lava tinha crescido na cratera do cume do vulcão Cleveland, o que levou o AVO a elevar o Código de Cores de Aviação para laranja. O domo tinha em torno de 100 metros de diâmetro e pode ter começado a se formar no dia 24 de janeiro quando foram observadas em imagens de satélites temperaturas superficiais elevadas no cume da montanha. Novas temperaturas superficiais elevadas foram detectadas no domo de lava durante os dias 5-6 e 8-11 de fevereiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

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