Erupções de Fevereiro de 2016


Tungurahua, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) informou que um enxame de terremotos de longo período e vulcano-tectônicos começaram a ocorrer no vulcão Tungurahua às 11h05min de 26 de fevereiro. As 12h11min, uma explosão produziu uma pluma com elevada quantidade de cinzas que ascendeu 5 km acima da cratera e que se deslocou na direção oeste. Cinzas caíram em algumas localidades nos setores sudoeste, oeste e noroeste da montanha. Explosões às 12h39min, 12h47min e 12h52min geraram plumas de cinzas que alcançaram entre 6-7 km acima da cratera. Uma explosão, às 13h33min, gerou um pequeno fluxo piroclástico que desceu metade dos flancos oeste e noroeste da montanha, e uma pluma ascendeu a 8 km de altura. As 15h35min, outro fluxo piroclásticos, gerou material que extravasou a margem oeste-noroeste, e também se deslocou até a metade do flanco noroeste do edifício vulcânico. Cinzas e tefra caíram em algumas localidades dos setores oeste e noroeste. No anoitecer, atividade explosiva Estromboliana ejetou blocos incandescentes que rolaram até uma distância de 1,5 km pelos flancos da montanha. Por um curto período de tempo, por volta das 22h, fontes de lavas ascenderam a 500 metros de altura.

Explosões e incandescência noturna na cratera continuaram a ser observadas durante o período entre 27 de fevereiro-1º de março. Algumas explosões fizeram vibrar as moradias mais próximas. Queda de cinzas foi detectada diariamente em áreas que incluíram os setores sudoeste, oeste e noroeste do vulcão Tungurahua. Plumas foram observadas ascendendo entre 2-4 km acima da cratera no dia 27 de fevereiro e 1º de março. Fluxos piroclásticos desceram pelo flanco noroeste durante os dias 29 de fevereiro-1º de março, sendo que o maior evento percorreu uma distância de 1,5 km.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 


Reventador, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) registrou nos dias 17-23 de fevereiro um elevado nível de atividade sísmica no vulcão equatoriano Reventador, incluindo explosões, eventos vulcano-tectônicos, terremotos de longo período, tremores harmônicos e espasmódicos, e sinais indicando emissões. A cobertura de nuvens muitas vezes impediu as observações visuais. No dia 18 de fevereiro, uma pluma constituída por gases e cinzas ascendeu 500 metros acima da cratera e foi dispersa na direção noroeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

 

 

Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que durante os dias 6-9 de fevereiro, explosões no vulcão Fuego geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 150-950 metros acima da cratera e deslocaram-se por 15 km nas direções Sudeste, sudoeste e oeste. Material incandescente foi ejetado a 200 metros de altura, produzindo avalanches dentro da cratera e também por várias drenagens nos setores sudoeste e oeste da montanha vulcânica. Um fluxo de lava com 1 km de comprimento foi ativo na drenagem Las Lajas (SE).

Em um informe especial, o INSIVUMEH informou que o terceiro episódio de atividade efusiva no vulcão Fuego no ano de 2016 terminou às 18h30min do dia 10 de janeiro. Logo após, algumas pequenas explosões geraram plumas de cinzas que ascenderam 450 metros acima da cratera e deslocaram-se por 10 km na direção N-NE. Fluxos de lava novamente se deslocaram por 3 km pelas drenagens Las Lajas (SE) e Trinidad (S). Explosões durante os dias 11-16 de fevereiro geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 350-550 metros e se deslocaram por 11 km nas direções O, SO, S e SE.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Santa Maria, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que fortes explosões no cone Caliente, parte do complexo de domos de lava Santiaguito, situados no cume do vulcão Santa María, começaram às 10h23min do dia 7 de ferereiro e geraram sons de estrondos e ondas de choque que foram sentidas a uma distância de 25 km. Fluxos piroclásticos desceram pelos flancos leste e sudeste. Uma nuvem de cinzas com forma de cogumelo que ascendeu 6 km acima da cratera obscureceu as partes sul, leste e sudoeste do vulcão. A nuvem foi dispersa em múltiplas direções, principalmente de noroeste para sudoeste. Durante os dias 8-9 de fevereiro somente plumas de gases ascenderam a até 300 metros de altura acima do domo de lava.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Momotombo, Nicaragua

O Instituto Nicaragüense de Estudios Territoriales (INETER) relatou níveis moderados de emissões de gases no vulcão Momotombo no dia 10 de fevereiro; tremores vulcânicos e emissões de gases aumentaram para níveis moderados a elevados no dia seguinte. Uma explosão no dia 12 de fevereiro produziu pequenas emissões de cinzas e ejetou material incandescente sobre os flancos norte e sudeste. Uma explosão às 13h05min no dia 15 de fevereiro gerou uma pluma de cinzas que ascendeu a 2 km acima da cratera e ejetou tefra incandescente sobre os flancos norte e nordeste.

O INETER registrou que duas explosões durante os dias 16-17 de fevereiro foram acompanhadas por tremores sísmicos e produziram emissões de cinzas e ejeção de material incandescente sobre os flancos do vulcão. A primeira e maior explosão (registrada às 03h44min) ejetou tefra incandescente 800 metros acima da cratera. Nos próximos dias, 19-21 de fevereiro, somente emissões de cinzas foram identificadas por imagens de satélites.

No período entre 19 de fevereiro a 1º de março foram detectadas explosões diariamente no vulcão Momotombo. Em um período de três meses, de 1º de dezembro de 2015 a 1º de março de 2016 foram detectadas 88 explosões. Explosões produziram plumas de cinzas e material incandescente foi ejetado sobre os flancos SE, E, NE e N. Plumas ascenderam até 2,3 km de altura. Um fluxo piroclástico se deslocou por 3,5 km pelos flancos norte e noroeste durante a madrugada entre 23-24 de fevereiro. Explosões no dia 27 de fevereiro ejetaram tefra a 300 metros acima da cratera. No dia 1º de março, às 06h46min, explosões ejetaram tefra incandescente e gás, e uma pluma de cinzas ascendeu a 1,2 km de altura e se deslocou nas direções oeste e sudoeste. As emissões de cinzas e gases duraram 16 minutos, fazendo com que a pluma aumentasse de tamanho e escurecesse o céu.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Masaya, Nicaragua

O Instituto Nicaragüense de Estudios Territoriales (INETER) informou que durante os dias 10-11 de fevereiro as emissões de dióxido de enxofre no vulcão Masaya ascenderam a elevados níveis (1.500 ton/dia) conjuntamente com o aumento na intensidade dos tremores vulcânicos. Esta atividade coincidiu com um aumento no tamanho do lago de lava. Emissões de gases estiveram em níveis moderados e baixos nos dias 12 e 16 de fevereiro, respectivamente.

O INETER repotou que os lagos de lava nos três condutos sobre o assoalho da Cratera Santiago foram ativos durante os dias 20 de fevereiro-1º de março. Tremores vulcânicos permaneceram elevados. No dia 23 de fevereiro, pequenas explosões ejetaram respingos de lava (spatter) sobre o assoalho da cratera e foi notado que as paredes internas da cratera estavam sendo erodidas devido ao lago de lava. Um novo conduto foi formado sobre a parte SE do assoalho da cratera. Durante uma segunda visita no dia 24 de fevereiro os cientistas do INETER notaram que os condutos tinham se tornado maiores devido aos deslizamentos nas paredes da cratera. Pequenos fluxos de lava foram esporadicamente originados desde o conduto NE. No dia 1º de março, dois condutos localizados na parte sudoeste da cratera se fundiram em um só conduto.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Telica, Nicaragua

O Instituto Nicaragüense de Estudios Territoriales (INETER) relatou que elevada microsismicidade foi detectada no vulcão Telica durante o período entre 20 de fevereiro-1º de março. Incandescência no conduto do piso da cratera aumentou; lava no conduto foi pela primeira vez observada no dia 25 de fevereiro e persistiu até o dia 1º de março. Cinco explosões de gases e cinzas foram registradas durante os dias 19 de fevereiro-1º de março, gerando plumas que ascenderam 300 metros acima da cratera e foram dispersas nas direções oeste e sudoeste. O evento mais forte começou àas 08h19min e produziu emissões de gases e cinzas por 14 minutos.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

 

 

Etna, Sicília, Itália

O Osservatorio Etneo – Sezione di Catania (INGV) reportou que a atividade eruptiva durante o mês de janeiro foi pequena. Durante a última semana de janeiro e no dia 6 de fevereiro emissões de cinzas foram formadas em um conduto localizado na parte superior do flanco leste do cone Nova Cratera Sudeste. No dia 23 de fevereiro, às 04h22min, uma explosão na Cratera Nordeste ejetou tefra incandescente a várias dezenas de metros acima da margem da cratera, e produziu uma pluma escura de cinzas que se foi dispersa na direção nordeste. Uma câmera registrou flashes de raios na pluma. Fraca emissão de cinzas ascendeu desde a cratera durante o restante da manhã.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

 

 

Kilauea, Havaí

O U.S. Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) declarou que a sismicidade abaixo do cume do Kilauea, na zona de Rifte Leste e na zona de Rifte Sudoeste permaneceu dentro dos níveis normais (background) para a região durante todo o mês de fevereiro. O lago de lava no conduto “Overlook” continuou a circular e emitir respingos de lava (spattering). Um colapso de tamanho moderado de parte da parede da cratera para dentro do lago de lava ocorreu no dia 21 de fevereiro, ejetando cinzas sobre a margem da caldeira. Webcams registraram vários condutos incandescentes dentro da Cratera Pu’u ‘O’o e na borda nordeste. Nos dias 8, 24, 25 e 29 de fevereiro pequenos fluxo de lava erupciaram desde condutos localizados no assoalho da cratera. O fluxo de lava “27 de junho” continuou a ser ativo dentro de 6 km a NE da Cratera Pu’u ‘O’o, incendiando algumas áreas de floresta.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Sakurajima, Kyushu, Japão

O Japan Meteorological Agency (JMA) reportou que uma erupção explosiva começou às 18h56min do dia 5 de fevereiro na Cratera Showa do vulcão Sakurajima. A erupção gerou uma pluma de cinzas que ascendeu entre 1,3-1,8 km acima da margem da cratera. Raios e trovões foram observados na nuvem de cinzas e tefra incandescente foi ejetada a uma distância de 1,8 km sobre os flancos da montanha. O nível de alerta foi elevado para 3 (em uma escala de 5 níveis); o nível de alerta tinha sido diminuído para 2 no dia 25 de novembro de 2015. Durante um sobrevoo no dia seguinte os cientistas não viram nenhuma variação significante na cratera; uma pluma obscureceu a visão da outra cratera do cume, Minamidake. Emissões de dióxido de enxofre foram de 100 toneladas por dia, que foi o mesmo nível medido no dia 3 de fevereiro, antes da erupção.

No período entre 8-15 de fevereiro foram reportadas 11 explosões na Cratera Showa, que ejetaram tefra a uma distância de até 1.500 metros, enquanto que no período de 15-22 de fevereiro onze explosões arremessaram material vulcânico a 1.300 metros de distância. Uma erupção de pequena escala ocorreu na cratera Minamidake no dia 20 de fevereiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Bulusan, Luzon, Filipinas

O Philippine Institute of Volcanology and Seismology (PHIVOLCS) reportou que explosões às 17h01min do dia 22 de fevereiro geraram uma pluma constituída por vapores e cinzas que ascendeu 500 metros acima do conduto de uma fissura com direção O-NO. O conduto foi acompanhado por terremoto de alta frequência seguido por terremotos de baixa frequência que persistiram por 4 minutos e 21 segundos. Sons de estrondos e pequena queda de cinzas foram observados em diversas localidades. O informe pontuou que nenhum terremoto vulcânico foi registrado antes da erupção, ainda que um aumento na sismicidade fosse detectado durante os dias 20-21 de fevereiro. O nível de alerta permaneceu em 1, indicando condições anormais e uma Zona de Perigo Permanente de 4 km de raio em torno do vulcão.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Soputan, Sulawesi, Indonésia

O Badan Nacional Penanggulangan Bencana (BNPB) reportou que explosões foram detectadas no vulcão Soputan no dia 6 de fevereiro, às 3h00min, 14h37min e 20h08min. Plumas de coloração cinza avermelhada ascenderam 3 km acima da cratera. No dia 7 de fevereiro, explosões do tipo Estromboliana ocorreram e ejetaram tefra a 1 km de altura acima da cratera. Um fluxo piroclásticos percorreu 2 km pelo flanco leste da montanha. Sons de trovões foram reportados e densas plumas de cinzas ascenderam 2,5 km e se deslocaram na direção oeste. Tremores sísmicos constantes foram detectados. Queda de cinzas foi reportada em múltiplos distritos. O nível de alerta permaneceu em 4 (em uma escala que varia entre 1-4). Moradores e turistas foram aconselhados a não se aproximar das crateras dentro de um raio de 4 km, e 6,5 km, no flanco oeste-sudoeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Semeru, Java, Indonésia

Baseado em análises de imagens de satélites e informações do Pusat Vulkanology dan Mitigasi Bencana Geologi (PVMBG), o Darwin Volcanic Ash Advisory Center (Darwin VAAC) reportou que durante os dias 13-14 de fevereiro plumas de cinzas desde o vulcão Semeru ascenderam até altitudes de 6,7-7,9 km acima do nível do mar e foram deslocadas para nordeste. Segundo informações de jornais locais, no dia 13 de fevereiro ocorreu um colapso do domo de lava situado no cume do vulcão Semeru, gerando fluxos piroclásticos que se deslocaram por 4-5 km de distância pelos flancos sul e sudeste. O mais próximo povoado nestas direções está situado a 9 km de distância.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Zhupanovsky, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que uma explosão no dia 13 de fevereiro, às 09h29min, foi registrada por câmera de vídeo e gerou uma pluma de cinzas que ascendeu até uma altitude de 7 km acima do nível do mar e foi dispersa na direção leste. Um minuto depois, outra grande explosão foi visualmente observada e gerou uma pluma de cinzas que atingiu 10 km de altura e foi deslocada por 50 km na direção sudeste. Nesse momento, o Código Aeronáutico de Cores de Alerta foi elevado para Vermelho. Em um comunicado às 11h34min, o KVERT informou que após as duas explosões, somente moderadas quantidades de cinzas e vapores estavam ascendendo do vulcão, o que levou ao rebaixamento do nível de alerta para Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

 

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