Erupções de Janeiro de 1999

Etna, Sicília, Itália

5 de janeiro de 1999

No dia 5 de janeiro, próximo ao meio-dia ocorreu um forte episódio eruptivo (o último tinha acontecido no dia 29 de dezembro de 1998) que foi precedido por fraca atividade estromboliana que começou em torno da meia-noite. A fase mais forte (denominada paroxismal) da erupção foi caracterizada por grandes fontes de lavas. Posteriormente, derrames de lava moveram-se para nordeste, enquanto a tefra foi transportada para sudoeste pelo forte vento. Fortes detonações foram ouvidas em cidades localizadas nos flancos da montanha.

10 de janeiro de 1999

Uma forte erupção ocorreu no vulcão Etna na passagem do dia 9 para 10 de janeiro. Este episódio foi igualmente precedido por atividade estromboliana de intensidade moderada; a fase mais forte (denominada paroxismal) ocorreu logo após a meia-noite; os derrames de lava e a tefra movimentaram-se para nordeste; foram ouvidas fortes detonações durante a fase final do episódio na região ao redor da montanha.

13 de janeiro de 1999

Novo episódio explosivo ocorreu no vulcão Etna na manhã do dia 13 de janeiro, entre as 06 h e 30 min e 09 h e 30 min. A visibilidade foi dificultada por nuvens, mas forte detonações foram ouvidas em uma ampla área ao redor da montanha.

18 de janeiro de 1999

Novamente ocorreu um episódio eruptivo no vulcão Etna (na cratera Sudeste), agora na manhã do dia 18 de janeiro, logo após às 08 h da manhã (hora local) e persistiu por 45 minutos. Pequenas atividades estrombolianas e efusivas ocorreram durante o início da noite anterior. Como nos episódios precedentes, a fase culminante do episódio foi caracterizada inicialmente por grandes fontes de lava que gradualmente tornaram-se mais ricas em cinzas, gerando uma densa coluna de erupção. Devido a falta de fortes ventos no topo da montanha, a coluna ascendeu alguns quilômetros acima do cume do vulcão (estimativa de 3 km) e atingiu uma espetacular forma de cogumelo. No cone intracratera Sudeste, a forte queda e acumulação de piroclastos gerou a formação de freqüentes avalanches, especialmente no lado leste. Após às 08 h e 30 min, sons abafados de explosões foram ouvidos desde a cidade de Catânia, acompanhando a rítmica expulsão de cinzas de coloração escura. A atividade declinou rapidamente às 08 h e 45 min, mas emissões de cinzas tornaram-se mais fortes às 09 h e continuaram esporadicamente por algumas horas, acompanhadas por deslizamentos contínuos de piroclastos quentes desde o lado leste do cone intracratera. Não houve nenhuma informação em relação aos fluxos de lava, mas é provável que eles tenham se formado, possivelmente a partir do lado nordeste da cratera Sudeste.

20 de janeiro de 1999

A cratera Sudeste erupcionou logo após o meio-dia do dia 20 de janeiro. Por volta das 12 h e 15 min começou a ocorrer um aumento da emissão de gases, e às 12 h e 40 min uma fonte de lava apareceu no conduto do cone intracratera Sudeste. Esta fonte rapidamente se elevou a algumas centenas de metros de altura, tornando-se posteriormente mais rica em cinzas. Menos de 15 minutos após o começo da erupção, começaram os primeiros deslizamentos de partículas piroclásticas quentes desde a porção superior do cone. Cinco minutos depois, todo o cone intracratera e parte da região do cume do vulcão Etna foram cobertos por um manto escuro de bombas e escórias. Por volta das 13 h, a coluna de erupção ascendeu a alguns quilômetros acima do cume da montanha. Dez minutos depois, a atividade começou a declinar rapidamente, e às 13 h e 15 min o episódio eruptivo ficou reduzido a sopros de cinzas, emitidos durante os seguintes 30 minutos.

23 de janeiro de 1999

O cone intracratera Sudeste foi o sítio de um novo episódio eruptivo na manhã do dia 23 de janeiro. O episódio começou em torno das 06 h e 30 min (hora local) e provavelmente durou menos de uma hora. Devido a ausência de ventos, a coluna de erupção ascendeu alguns quilômetros acima do cume da montanha, e se dirigiu lentamente para sul, deixando cair cinzas sobre a região de Catânia e outras cidades no setor sudeste do vulcão. Em Catânia, a queda de cinzas não foi densa, mas pessoas que estavam nas ruas reclamaram das partículas que entravam nos olhos. Estas partículas foram menores que um milímetro em diâmetro e deixaram um fino e descontínuo filme sobre o chão.

29 de janeiro de 1999

Novo episódio eruptivo forte ocorreu no vulcão Etna logo após o meio-dia do dia 29 de janeiro e produziu uma coluna eruptiva durante sua fase final, visível desde o lado norte da montanha. A atividade foi presumidamente similar aos episódios eruptivos anteriores, caracterizada no começo por atividade estromboliana de moderada intensidade, seguida então por grandes fontes de lava e emissões de fluxos de lava.

Fonte: Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology

Fuego de Colima, México

8 de janeiro de 1999

Três derrames de lavas andesíticas continuam a fluir nas ravinas localizadas nos flancos do vulcão Fuego de Colima. O comprimento, largura e espessura média dos fluxos de lava possuem, respectivamente, 2.800, 250 e 30m. Tanto o número como o tamanho de eventos de queda de rochas do domo e pequenos fluxos piroclásticos continuam, mas em níveis baixos. Medidas da concentração de SO2 por instrumentos COSPEC realizadas no dia 31 de dezembro de 1998, produziram resultados médios em torno de 4.933 ton/dia.

21 de janeiro de 1999

O vulcão Fuego de Colima continua a extrudir lavas desde o seu cume, ainda que a razões reduzidas. Um dos três lóbulos de lava manteve seu progresso, enquanto que os outros dois avançaram somente uma pequena distância nos últimos 11 dias. Os fluxos de lava continuam liberando blocos e formando avalanches incandescentes.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Guagua Pichincha, Equador

10 de janeiro de 1999

Uma erupção ocorreu no vulcão Guagua Pichincha no dia 10 de janeiro, enviando nuvens de cinzas e vapores acima de 800m de altura sobre a cidade de Quito, capital do Equador. Foi declarado um alerta de nível baixo pelas autoridades locais.

Fonte: Volcano World
 

Karimsky, Kamchatka, Rússia

18 de janeiro de 1999

A sismicidade no vulcão Karimsky permanece acima do nível normal, enquanto que a atividade eruptiva estromboliana, que tem caracterizado o vulcão nos dois últimos anos, também continua ocorrendo. Em torno de 200-300 terremotos e explosões de gases ocorrem todo dia. Imagens de satélite obtidas pelo Observatório Vulcanológico do Alaska mostram uma forte anomalia termal sobre o vulcão.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Klyuchevskoy, Kamchatka, Rússia

18 de janeiro de 1999

Durante a semana entre 11 e 17 de janeiro, a sismicidade no vulcão continua acima do nível normal. No dia 13 de janeiro, uma série de terremotos rasos, que durou 22 minutos, foi registrada e uma pluma fumarólica ascendeu 100-200 m. No dia 14 de janeiro, uma pluma fumarólica ascendeu 50 m acima da montanha. No dia 15 de janeiro, uma série de terremotos profundos (25-50 km) começaram a serem registrados abaixo do vulcão.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

13 de janeiro de 1999

Ocorreu uma violenta erupção no vulcão Soufriere Hills às 06 h e 30 min da manhã no dia 13 de janeiro. Uma coluna de cinzas vertical rapidamente ascendeu a 6.000 m de altura. Uma grande quantidade de trovões e raios ocorreram dentro da nuvem. A cinza desta pluma caiu na porção oeste da ilha sobre a área de Cork Hill até Plymouth. Um fluxo piroclástico originado por este evento moveu-se pelo vale do rio Tar até o mar. Nuvens de vapores foram criadas quando o fluxo entrou em contato com a água.

15 de janeiro de 1999

Um pequeno evento explosivo ocorreu no vulcão Soufriere Hills, formando uma nuvem de cinzas com no mínimo 5.000 m de altura. Pequena queda de cinzas afetou áreas situadas na porção noroeste da ilha, incluindo Salem, Old Towne e Olveston. Nenhum fluxo piroclástico foi observado neste evento.

20 de janeiro de 1999

Um fluxo piroclástico se deslocou pelo vale do rio Tar e alcançou o mar. Uma grande nuvem de cinzas foi formada e fortes ventos a dirigiram para noroeste. Futuros colapsos do domo poderão ocorrer a qualquer momento, pois o domo permanece instável.

Fonte: Volcano World
 

Serreta, Ilha da Terceira, Açores

14 de janeiro de 1999

Uma erupção submarina está desenvolvendo-se perto da Ilha de Terceira. A locação do evento é em torno de 10 km a oeste-noroeste a partir da Ponta da Serreta, perto do lugar onde outra erupção ocorreu em junho de 1867. Pescadores disseram que viram pela primeira vez a erupção no dia 18 de dezembro de 1998, entretanto, os enxames sísmicos começaram na área no dia 25 de novembro. A erupção aparenta estar acontecendo a partir de uma fissura sobre o Rifte Terceira, com direção NE-SW e 2,5 km de comprimento. Alguns fragmentos de material quente rico em gás alcançaram a superfície, formando pequenas colunas de vapores individuais, que com boa visibilidade podem ser vistas a noite desde a terra como pontos de luz de cor laranja. O Rifte Terceira tipicamente produz rochas basálticas, mas há notícias de púmice flutuando, o que indica a presença de magmas mais silicosos.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

White Island, Nova Zelândia

11 de janeiro de 1999

A atividade sísmica no vulcão White Island diminuiu, mas tremores vulcânicos continuam a níveis elevados. Cinzas úmidas continuam a serem emitidas a baixos níveis (~ 600 m) acima do novo conduto. Este conduto, que tem aproximadamente 50 m em diâmetro foi denominado de conduto Metra. O alto nível de sismicidade combinado com o baixo nível de atividade eruptiva sugere que um magma está sendo intrudido abaixo da superfície. O nível de alerta permanece em 2.

18 de janeiro de 1999

A atividade eruptiva e sísmica continua no vulcão White Island. O nível de atividade eruptiva tem variado com o tempo, sendo agora caracterizado por eventos explosivos. No dia 16 de janeiro, explosões ocorreram a partir da cratera Metra, expelindo blocos acima de 400 m desde a cratera, entretanto observações visuais identificaram atividades em múltiplos condutos. No dia 17 de janeiro, o conduto PeeJay produziu uma coluna de vapor com em torno de 600 m de altura e pequenos colapsos ocorreram em torno da margem cratera 1978/90. O nível de atividade eruptiva confirma um nível de alerta 2.

Fonte: Wairakei Research Centre – Institute of Geological and Nuclear Sciences Limited

 

 

©2019 VULCANOtícias     -     Erupções | Vulcanologia | FotografiasFale Conosco

 

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?