Erupções de Janeiro de 2000

Erupções de Janeiro de 2000

 
  
 
 


* Há uma confusão nos informes internacionais sobre a erupção em um vulcão africano no dia 29 de janeiro. A página Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology informou que o vulcão Nyiragongo (estrato-vulcão) erupcionou, entretanto a página Discovery Online apresenta informações sobre a erupção no vulcão Nyamuragira (escudo vulcão). Certamente nos próximos dias haverá maiores detalhes da erupção e surgirá um consenso. De toda forma, abaixo está resumidamente descrito o que foi informado na páginas Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology e Discovery Online:

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Nyiragongo, Congo

31 de janeiro de 2000

No Congo, antigamente chamado de Zaire, o vulcão Nyiragongo erupcionou no dia 29 de janeiro. A erupção provocou ansiedade entre os residentes da cidade de Goma, que em 1977 escapou da destruição por um fluxo de lava emitido pelo mesmo vulcão.

Fonte: Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology

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Nyamuragira, Congo

31 de janeiro de 2000

O vulcão Nyamuragira, localizado perto da fortaleza rebelde de Goma (Congo), explodiu no sábado a noite (29 de janeiro), colocando em pânico os residentes locais que acharam que estavam sob fogo de artilharia. O vulcão retornou a vida na última quarta-feira (26 de janeiro) quando a margem da cratera tornou-se avermelhada (incandescência ?), e começou a expelir bolas de fogo (partículas vulcânicas incandescentes) que lembraram um ataque de artilharia. Autoridades noticiaram que embora a cidade de Goma não tenha sido diretamente ameaçada pelo fluxo de lava, duas comunidades foram evacuadas como medida preventiva. A lava fluiu em direção ao Parque Nacional Virunga, uma área não ocupada no flanco da montanha.

Fonte: Discovery On-Line

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Etna, Sicília, Itália

31 de janeiro de 2000

Três dias após seu primeiro episódio eruptivo desde o mês de setembro de 1999, a cratera Sudeste produziu no dia 29 de janeiro de 2000, às 08 h e 45 min (hora local), outro evento explosivo muito intenso, mas de curta duração. A tefra ejetada por esta atividade alcançou vários quilômetros acima da cratera e foi transportada pelos ventos para leste. Não há noticias de emissão de fluxos de lava. Por volta das 09h a atividade já tinha diminuído de intensidade. Pequena atividade continuou durante o resto do dia. Durante a noite do dia 29 de janeiro, a atividade efusiva (que começou no dia 26) continuava ocorrendo a partir de um conduto sobre o flanco sul do cone intracratera Sudeste.

Fonte: Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology

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Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

31 de janeiro de 2000

De acordo com o relatório do Montserrat Volcano Observatory para os dias entre 21 a 28 de janeiro de 2000, algumas visões do novo domo de lava sugerem que este continua a crescer.

A rede sísmica em torno do vulcão Soufriere Hills registrou um total de 58 sinais de queda de rochas do domo, 39 sismos híbridos e 14 tremores vulcano-tectônicos no período acima mencionado. A sismicidade foi geralmente pequena durante a semana, mas grupos de terremotos de longo período e sismos híbridos muito pequenos estão sendo registrados nas estações sísmicas próximas ao vulcão, sugerindo contínuo movimento do magma abaixo do domo.

Ainda que o nível de sismicidade tenha sido baixo, houve várias queda de rochas nos flancos do domo (indicando crescimento e instabilidade no domo). O crescimento pode ser visto especialmente na porção oeste do novo domo com o desenvolvimento de grandes espinhos (spines), enquanto que o lado leste não aparenta estar crescendo assim tão rapidamente, provocando deste modo uma redução na atividade de queda de rochas no vale superior do rio Tar.

Fonte: Montserrat Volcano Observatory

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Guagua Pichincha, Equador

31 de janeiro de 2000

O vulcão Guagua Pichincha mantém sua atividade anômala como nos dias passados. A atividade sísmica se mantém em níveis moderados e as quedas de rochas refletem a instabilidade do domo de lava no 8 em superfície. Entre os dias 28 e 31 de janeiro foi registrado apenas um sinal de emissão de cinzas e nenhum de explosão. Neste período foram registrados (média dos quatro dias) 212 tremores de longo período, 12 sismos híbridos, 6 terremotos vulcano-tectônicos e 58 sinais de queda de rochas.

Fonte: Escuela Politecnica Nacional – Instituto Geofísico do Equador

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Tungurahua, Equador

31 de janeiro de 2000

A atividade no vulcão Tungurahua se manteve instável no período entre 28 e 31 de janeiro, especialmente com a presença de emissões e explosões associadas a saída de cinzas e material incandescentes. Nestes dias foram registrados em média 7 explosões diárias, que variaram em tamanho de pequenas a grandes, e foram acompanhadas de sons do tipo "tiro de canhão". A sismicidade registrada foi (média dos quatro dias) de 42 tremores de longo período, 6 sismos híbridos e 9 terremotos vulcano-tectônicos. Nos dias 28 e 29 de janeiro, formaram-se dois fluxos de lama, com espessuras de 70 cm a 1 metro, que cruzaram a estrada Pájaros-Baños. No dia 31 de janeiro, as explosões formaram colunas de cinzas e vapores que alcançaram mais de 3 km de altura. Neste dia, foram identificados novos fluxos de lama devido as fortes chuvas na região.

Fonte: Escuela Politecnica Nacional – Instituto Geofísico do Equador

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Sheveluch, Kamchatka, Rússia

28 de janeiro de 2000

No dia 21 de janeiro, uma pluma fumarólica ascendeu 400 m acima da cratera do vulcão Sheveluch e se estendeu por mais de 5 km na direção leste. No dia 23 de janeiro, à 01 h e às 04 h e 28 min, dados sísmicos identificaram explosões gasosas de curta duração. Na manhã do dia 27 de janeiro, foi observado que o flanco oeste do vulcão estava coberto por cinzas, provavelmente associadas com explosões no domo de rochas. O nível de alerta foi aumentado para amarelo, indicando que o vulcão está agitado e que uma erupção maior poderá ocorrer.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program – Volcano Listserv Messages

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Etna, Sicília, Itália

28 de janeiro de 2000

A cratera Sudeste aparentemente acalmou após o episódio eruptivo espetacular do dia 26 de janeiro. A efusão de lavas continuou durante a noite do dia 26 para 27, mas diminuiu gradualmente durante a madrugada, e na manhã do dia 27 de janeiro muito pouca incandescência foi visível sobre o novo fluxo de lava que se estendeu por 1,5-2,0 km no interior do Valle del Bove.

A atividade do dia 26 de janeiro provocou algumas variações na cratera Sudeste. O cume do cone intracratera colapsou parcialmente, aumentando o diâmetro da cratera. A atividade eruptiva que se originou no flanco inferior do cone aparentemente não ocorreu a partir da fratura formada na erupção do dia 4 de fevereiro de 1999, mas sim a partir de uma nova fratura com direção sul.

A atividade eruptiva de 26 de janeiro foi acompanhada por fortes detonações ouvidas em Acireale, e provocou pequena queda de cinzas sobre os flancos leste e nordeste. Fragmentos piroclásticos (lápili) com alguns milímetros em diâmetro caíram em Zafferana.

Fonte: Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology

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Guagua Pichincha, Equador

28 de janeiro de 2000

A atividade no vulcão Guagua Pichincha, no período entre 24 e 27 de janeiro, foi caracterizada por constantes fenômenos superficiais como sinais de emissão de gases e cinzas e quedas de rochas, manifestando assim as condições de instabilidade no interior do vulcão.

No dia 24 de janeiro foram registrados 2 sinais relacionados a emissões de gases e cinzas, 50 sismos de longo período, 21 eventos híbridos, 2 tremores vulcano-tectônicos e 40 sinais associados a queda de rochas.

No dia 25 de janeiro foram contabilizados 161 sismos de longo período, 2 tremores vulcano-tectônicos, 7 eventos híbridos e 89 sinais associados a queda de rochas. Às 15 h e 21 min, foi registrado um sinal sísmico relacionado a emissão de gases e cinzas catalogada como de pequena a moderada intensidade, ainda que sua duração foi de 120 minutos e lançou cinzas até a região ocidental do vulcão. Este sinal de emissão foi antecedido por um sinal sísmico de alta freqüência, o qual provavelmente reflete um colapso parcial do domo antes da liberação de gases e cinzas. Observações visuais confirmaram que parte do domo em sua zona ocidental colapsou e gerou fluxos piroclásticos que foram depositados ao longo do rio Cristal.

No dia 26 de janeiro foram registrados 202 sismos de longo período, 4 terremotos vulcano-tectônicos, 21 tremores híbridos e 86 sinais de queda de rochas, enquanto que no dia 27 de janeiro foram contabilizados 271 sismos de longo período, 16 eventos híbridos, 3 vulcano-tectônicos e 98 sinais associados a queda de rochas a partir do domo.

Fonte: Escuela Politecnica Nacional – Instituto Geofísico do Equador

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Tungurahua, Equador

28 de janeiro de 2000

A presença de explosões e emissões de gases e cinzas segue sendo fatores significativos na atividade do vulcão Tungurahua no período entre 24 e 27 de janeiro. Nestes dias ocorreram até uma dezena de explosões diárias, sendo que no dia 27 de janeiro ocorreram quatro explosões catalogadas como de moderadas a grandes. A atividade sísmica média contabilizada neste período foi de 42 sismos de longo período, 2 tremores vulcano-tectônicos e 3 eventos híbridos.

Fonte: Escuela Politecnica Nacional – Instituto Geofísico do Equador

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Etna, Sicília, Itália

27 de janeiro de 2000

No início da madrugada do dia 26 de janeiro uma forte atividade eruptiva começou na no cone interno a cratera Sudeste do vulcão Etna. Esta cratera estava inativa desde um breve episódio eruptivo que ocorreu no dia 4 de setembro de 1999. Aparentemente o conduto no cume do cone intracratera tornou-se ativo logo após a meia-noite, com vigorosos episódios de fontes de lava (que continuaram até o amanhecer) e fluxos de lavas, que moveram-se pelos flancos sul e sudeste do cone. Provavelmente esta atividade ocorreu a partir da fratura que cortou o cone interno a cratera no dia 4 de fevereiro de 1999. No meio-dia a atividade continuou principalmente no conduto no cume do cone intracratera Sudeste, sendo também notado alguma subsidência ou colapso da região do cume. Durante a noite do dia 26 de janeiro, foi observado um brilho incandescente a partir de um ponto no flanco sudeste do cone intracratera Sudeste indicando uma contínua efusão de lava, possivelmente na direção de Valle del Bove.

Segundo Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology o recomeço de uma erupção na cratera Sudeste não é surpreendente, porque ela é a mais ativa das quatro crateras situadas no cume do vulcão Etna nos últimos três anos. O Etna esta assim continuando sua longa série de erupções a partir do cume iniciadas no verão de 1995, e a reativação da cratera Sudeste pode ser interpretada como a ascensão de novo material magmático no conduto central da montanha. Entre setembro de 1998 e fevereiro de 1999 a cratera Sudeste produziu mais de 20 episódios eruptivos grandes, mas de curta duração, sendo possível que episódios similares ocorram nas próximas semanas ou meses.

Fonte: Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology

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Pacaya, Guatemala

24 de janeiro de 2000

Após a erupção espetacular do domingo, o vulcão Pacaya explodiu novamente no dia 19 de janeiro (terça-feira), enviando uma coluna de cinzas a 1.000 m de altura durante uma atividade vulcânica que persistiu por 20 minutos.

Fonte: Discovery On-Line

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Masaya, Nicaragua

24 de janeiro de 2000

No dia 18 de janeiro, o Centro Operacional de Imageamento de Eventos Significantes (OSSEI) mostrou através de imagens de satélite que o vulcão Masaya está em erupção, com emissão contínua de cinzas, porém de baixo nível. A imagem, mostra uma fina pluma de cinzas de erupção que se estende por 73 km para sudoeste da montanha, alcançando o oceano Pacífico.

Fonte: SVE – Société Volcanologique Européenne e Southwest Volcano Research Centre

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Guagua Pichincha, Equador

24 de janeiro de 2000

No período entre os dias 15 e 22 de janeiro, o vulcão Guagua Pichincha tem sido caracterizado por pequenas emissões de cinzas (em número de 1 a 4 por dia). No dia 20 de janeiro, além das emissões de cinzas, ocorreram 4 explosões de tamanho reduzido. Não houve nem emissões de cinzas nem explosões no dia 23 de janeiro.

A atividade sísmica continuou elevada, entre os dias 15 a 18 de janeiro, com o registro médio nestes dias de 396 tremores de longo período, 12 sismos híbridos e 116 sinais de queda de rochas. A partir do dia 19 de janeiro houve uma sensível queda na atividade sísmica, com a contabilização média de 75 sismos de longo período, 11 tremores híbridos e 59 sinais de queda de rochas. Os sismos possuem focos localizados entre a superfície e 3,5 km de profundidade.

O domo de rochas continua seu crescimento, agora com 25 m de altura, do qual ascende uma pequena coluna de gases com tonalidade azulada. Durante a noite pode-se observar uma pequena incandescência no domo. As rochas do domo localizadas na porção mais ocidental da caldeira, possuem uma inclinação pronunciada para oeste, sendo possível que ocorram futuros colapsos que possam atingir o rio Cristal.

Fonte: Escuela Politecnica Nacional – Instituto Geofísico do Equador

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Tungurahua, Equador

24 de janeiro de 2000

A presença de explosões foi um fator significativo na atividade do vulcão Tungurahua no período entre 14 e 23 de janeiro, com o registro médio de 10 explosões diárias, sendo que apenas duas ou três destas foram eventos importantes.

No dia 14 de janeiro, ocorreram duas explosões significativas: A primeira, que ocorreu às 17 h e 14 min, produziu um sinal acústico como um som de tiro de canhão que foi escutado a 10 km de distância. Imediatamente elevaram-se duas colunas acima da cratera, uma de de vapor de água e outra de cor cinza escuro com alta concentração de cinzas. Logo após, observaram-se rochas incandescentes de cor vermelha caindo sobre os flancos superiores da montanha. Às 19 h e 38 min ocorreu a segunda explosão, que não produziu ondas acústicas fortes, no entanto foram vistos blocos incandescentes que alcançaram a parte média do cone vulcânico. As explosões deste dia produziram uma coluna de cinzas com 2 km de altura em média. Na noite do dia 14 para 15 de janeiro, imagens de satélite mostraram uma nuvem de cinzas com um comprimento de 100 a 150 km e 15 km de largura. Esta nuvem dirigiu-se do vulcão Tungurahua para norte-noroeste, sendo que a 10 km de distância da montanha se noticiou queda de cinzas, com uma espessura aproximada de 1 mm. A quantidade de emissões de dióxido de enxofre (gás magmático) determinado por instrumentos COSPEC no dia 14 de janeiro foi de 5.000 toneladas por dia.

O registro médio da atividade sísmica para os dias entre 14 e 23 de janeiro foi de 75 tremores de longo período, 5 sismos híbridos e 1 terremoto vulcano-tectônico. Um sismo de longo período que ocorreu no dia 16 de janeiro foi localizado a 3,5 km de profundidade abaixo do flanco ocidental do vulcão.

Fonte: Escuela Politecnica Nacional – Instituto Geofísico do Equador

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Etna, Sicília, Itália

24 de janeiro de 2000

A atividade visível no vulcão Etna no dia 18 de janeiro consistiu principalmente de emissões de cinzas a partir da cratera Bocca Nuova, acompanhadas por sopros esporádicos de cinzas. A maior parte da neve sobre o flanco sul do cone do cume principal e sobre o cone da cratera Sudeste derreteu, indicando emissão superficial de calor. Na noite entre o dia 18 para 19 de janeiro foi observada atividade estromboliana intermitente na cratera Bocca Nuova. Esta atividade foi similar a observada no início do mês de janeiro, porém mais fraca.

Fonte: The Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology

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Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

24 de janeiro de 2000

De acordo com o relatório do Montserrat Volcano Observatory para os dias entre 14 e 21 de janeiro de 2000, boas visões do novo domo de lava no meio da semana sugerem que este continua a crescer a razões moderadas, associado também a um pequeno aumento na atividade de queda de rochas.

No período em questão, a rede sísmica registrou um total de 156 sinais de queda de rochas, 169 terremotos híbridos, 24 tremores de longo período e 23 sismos vulcano-tectônicos. O padrão de sismicidade tem sido consistente nas últimas semanas e a atividade de queda de rochas está aumentando como um resultado do aumento no tamanho do domo. Algumas das quedas de rochas foram precedidas por eventos sísmicos de longo períodos. Este tipo de evento foi comum durante os períodos de crescimento do domo em 1996 e 1997. Os terremotos híbridos aumentaram dramaticamente esta semana devido a substituição dos eventos de tremores vulcânicos por enxames de eventos híbridos pequenos. A atividade sísmica está concentrada na porção superior do conduto, com nenhuma evidência de sismicidade profunda significante sendo notada desde o novo crescimento do domo a partir de novembro de 1999.

O tamanho estimado do domo de rochas é de aproximadamente 15 milhões de metros cúbicos, com uma média de crescimento em torno de 3 metros cúbicos por segundo. Queda de rochas e pequenos fluxos piroclásticos foram observados no vale do rio Tar, e incandescência foi notada no lado leste do novo domo durante condições noturnas de boa visibilidade.

Razões de deformação continua estável em torno dos flancos inferiores do edifício vulcânico. Níveis de cinzas foram muito baixos durante a semana, com somente alguns períodos curtos de produção de cinzas associados com atividade de queda de rochas.

Fonte: Montserrat Volcano Observatory

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Sakurajima, Japão

24 de janeiro de 2000

O vulcão Sakurajima apresentou no dia 5 de janeiro um alto nível de atividade. Uma explosão às 03 h e 54 min arremessou fragmentos vulcânicos (lápilis e bombas) sobre o flanco médio da montanha. Nos últimos dias, as plumas de erupção de maior altura observadas alcançaram 2.200 m acima da margem da cratera, nas explosões que ocorreram às 08 h e 21 min do dia 5 de janeiro e às 07 h e 46 min do dia 14 de janeiro.

Fonte: Volcano Research Center – University of Tokyo

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Pacaya, Guatemala

18 de janeiro de 2000

O vulcão Pacaya, um dos mais ativos da América Central, erupcionou no dia 16 de janeiro expelindo lavas e cinzas no ar, forçando os serviços de emergência a evacuar as áreas circundantes da montanha. Autoridades disseram que o vulcão Pacaya, localizado somente 40 quilômetros ao sul da capital, Cidade da Guatemala, começou a erupcionar no meio da tarde de domingo (as primeiras explosões ocorreram às 16 h e 15 min) após alguns meses de aumento de atividade. A erupção começou com tamanha força que ejetou lavas a aproximadamente 1.000 m de altura, formando enormes nuvens de cinzas, que alcançaram em torno de 5.000 m de altitude acima da cratera do vulcão. Desde o centro da capital e também da estrada do Pacífico, entre outros pontos, se podia observar um gigantesco cogumelo cinza escuro que emergia da cratera do vulcão Pacaya. As cinzas foram transportadas até 48 km de distância, caindo em Escuintla, Guatemala, Sacatepéquez e Chimaltenango. "Nas zonas próximas à montanha choveram pedras de até cinco centímetros de diâmetro", informou a Coordenadoria Nacional para a Diminuição de Desastres, Conred. Especialistas da estação sismológica local disseram que os fluxos de lava incandescentes estão se movimentando na direção da cidade de El Caracol, e que parte da cratera do vulcão aparentemente foi destruída pela erupção.

A última erupção do vulcão Pacaya aconteceu em setembro de 1998, cobrindo a Cidade da Guatemala com flocos brancos de cinzas, forçando as autoridades a fechar o aeroporto internacional e fazer a retirada da população residente próximo à montanha.

As primeira notícias reportaram que 50 pessoas sofreram variados graus de queimaduras, mas isto não foi confirmado. No início da noite, quase 800 pessoas tinham sido evacuadas de suas casas ao redor da base do vulcão. O aeroporto internacional da Cidade da Guatemala foi temporiamente fechado. Posteriormente, autoridades disseram que a atividade vulcânica tinha diminuído, entretanto, os especialistas não descartam a possibilidade da atividade vulcânica ganhar força novamente, e provocar mais erupções. Os serviços de emergência estão em alerta, monitorando a situação.

Fonte: Jornal Prensa Libre (Guatemala), CNN, BBC News e BBC News (fotos)

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Guagua Pichincha, Equador

15 de janeiro de 2000

O domo (no 8) formado na caldeira do vulcão Guagua Pichincha continua seu crescimento lentamente. Nos dias 12 e 13 de janeiro ocorreram 12 pequenas emissões de cinzas (6 em cada dia) junto com uma elevada atividade fumarólica no interior da caldeira. A atividade sísmica continua elevada com o registro (média dos dias 12, 13 e 14 de janeiro) de 409 sismos de longo período, 1 tremor vulcano-tectônico, 20 terremotos híbridos e 117 sinais de queda de rochas.

O vulcão mantém um comportamento anômalo, com a presença de uma intensa atividade fumarólica assim como um número alto de sinais de queda de rochas, os quais refletem a taxa de crescimento do domo localizado na borda ocidental da caldeira. Este comportamento pode gerar a destruição do domo assim como a emissão de colunas eruptivas carregadas de cinzas.

Fonte: Escuela Politecnica Nacional – Instituto Geofísico do Equador

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Tungurahua, Equador

15 de janeiro de 2000

Foram registradas nos últimos três dias (12, 13 e 14 de janeiro) uma dezena e meia (em média) de explosões no vulcão Tungurahua, sendo que apenas duas ou três destas explosões, por dia, são eventos significantes. Os maiores eventos foram acompanhados por sinais acústicos escutados a vários quilômetros de distância.

A atividade sísmica é variável, apresentando registros medianamente elevados em determinado dia (p.ex. dia 12 de janeiro: 80 sismos de longo período, 13 tremores híbridos e 1 vulcano-tectônico), seguido por quantidades baixas em outro dia (p.ex. dia 13 de janeiro: 18 tremores de longo período, 1 sismo híbrido e 1 terremoto vulcano-tectônico), que aumentam novamente no dia posterior (p. ex. dia 14 de janeiro: 48 sismos de longo período, 8 tremores híbridos e 1 terremoto vulcano-tectônico).

As explosões noturnas tem propiciado a observação de material incandescente caindo sobre os flancos superiores do vulcão. Na manhã do dia 14 de janeiro, foi observada uma coluna carregada cinza com altura aproximada de 200 m. Esta pequena altura está possivelmente relacionada com uma muito alta concentração de cinzas na coluna, fazendo que a mesma após se formar colapse imediatamente.

Medições da concentração de SO2 (gás de origem magmática) na coluna de emissão realizadas no dia 11 e 12 de janeiro obtiveram valores de 7.000 e 8.400 ton/dia, respectivamente.

Fonte: Escuela Politecnica Nacional – Instituto Geofísico do Equador

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Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

15 de janeiro de 2000

Segundo o relatório do Montserrat Volcano Observatory para os dias 7 de janeiro e 14 de janeiro de 2000, breves visões da área da cratera do vulcão Soufriere Hills durante esta semana mostraram que o crescimento do domo continua. A rede sísmica registrou um total de 97 sinais de queda de rochas, 23 terremotos híbridos, 8 tremores de longo período e 5 sismos vulcano-tectônicos. Estes valores são similares aos da última semana, ainda que os sinais de queda de rochas tenham aumentado. A atividade sísmica permanece consistente com o crescimento continuado do domo de rochas.

Visões da cratera sugerem que o crescimento do domo tem continuado a moderadas razões nas últimas duas semanas. O domo de rochas têm muitos espinhos (spines), sendo similar aos estágios iniciais do crescimento do domo em 1996.

Estudos de deformação utilizando estações GPS identificaram somente muito pequenas variações no campo deformacional do vulcão.

Fonte: Montserrat Volcano Observatory

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Etna, Sicília, Itália

15 de janeiro de 2000

Um enxame de 22 pequenos terremotos (incluindo dois com 3 graus ou mais de magnitude na escala Richter) ocorreram no dia 11 de janeiro no flanco leste do Etna. Alguns destes eventos foram sentidos pela população de várias cidades e vilas da região, tais como Fornazzo, Sant’Alfio, Trecastagni, Zafferana, Giarre e Ripostos. Muito pequenos danos à construções foram notados em Riposto e Sant’Alfio, mas nenhuma pessoa resultou ferida. Os terremotos ocorreram entre às 07 h e 34 min e às 19 h e 46 min (hora local), e o epicentro foi localizado em torno de 3 km ao norte de Fornazzo, com o hipocentro localizado a profundidade de ao redor de 7 km. Este é o segundo enxame de terremotos significante na área do Etna em menos de um mês. Entretanto, ele é provavelmente relacionado a movimentos tectônicos em um sistema de falha sobre o flanco leste do Etna, uma área de atividade sísmica muito freqüente, no qual a relação com o movimento de magma dentro do vulcão permanece não esclarecida até o presente dia.

Fonte: The Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology

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Pacaya, Guatemala

15 de janeiro de 2000

No dia 14 de janeiro, foi confirmado por imagens de satélite fornecidas pela Agencia Norteamericana de Oceanografía (NOAA) que o vulcão Pacaya está emitindo fluxos de lava por muitos dias.

Fonte: Southwest Volcano Research Centre

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Popocatépetl, México

15 de janeiro de 2000

Na noite do dia 13 de janeiro, às 20 h e 59 min (hora local), ocorreu uma exalação moderadamente grande no vulcão Popocatépetl, cuja fase mais intensa durou mais de 15 minutos. Observadores escutaram uma explosão e viram materiais incandescentes e uma fumarola com vários quilômetros acima da cratera. Horas depois deste evento, houve queda de cinzas em Paso de Cortés, San Pedro Nexapa, San Juan Tehuixtitlán, Ozumba e Tepetlixpa. Depois desta exalação a atividade do vulcão regressou aos níveis anteriores e se manteve estável. Ao longo da noite foram registradas apenas pequenas exalações de baixa intensidade e um pequeno sismo tectônico às 04 h e 30 min (hora local) de magnitude 2,0 na escala Richter, com profundidade de 5 km e localizado à 7 km a sudeste da cratera.

Fonte: CENAPRED – Centro Nacional de Prevenção de Desastres – México

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San Cristobal, Nicaragua

15 de janeiro de 2000

O vulcão nicaragüense San Cristobal aparentemente continua com à atividade de emissões de cinzas. No dia 1 de janeiro de 2000 uma emissão contínua de cinzas foi observada, alcançando próximo a 2,5 km acima do nível do mar.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program

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Guagua Pichincha, Equador

12 de janeiro de 2000

Nos dias 9 e 10 de janeiro ocorreram 55 sismos tectônicos nas regiões próximas ao vulcão Guagua Pichincha. Os tremores mais energéticos no dia 9 de janeiro aconteceram às 10 h e 37 min e às 19 h e 33 min com 3,5 e 3,4 graus na Escala Richter, respectivamente. No dia 10 de janeiro, os terremotos mais fortes foram às 02 h e 26 min (3,5 graus), às 03 h e 24 min (3,7 graus) e às 09 h e 06 min (3,6 graus).

Com relação aos tremores associados diretamente a atividade vulcânica, no dia 9 de janeiro foram contabilizados 103 sismos de longo período, 37 tremores híbridos, 1 terremoto vulcano-tectônico e 47 sinais associados a queda de rochas. No dia 10 de janeiro, foram registrados 171 terremotos de longo períodos, 58 sismos híbridos e 60 sinais de queda de rochas. Também foi observada uma coluna de gases e cinzas de coloração escura que alcançou uma altura de 1.200 m desde o fundo da caldeira, junto com um forte odor de ácido sulfídrico na borda da caldeira.

No dia 11 de janeiro, ocorreram cinco emissões de cinzas de moderada importância, as quais geraram pequenas colunas de vapor e cinzas com alturas menores que 2 km. Foram registrados 184 sismos de longo período, 39 eventos híbridos, 1 tremor vulcano-tectônico e 67 sinais de associados a queda de rochas. Também foram contabilizados 3 terremotos tectônicos na região próxima ao vulcão. Colunas de vapores com até 800 m e coloração entre cinza claro a cinza escuro ascenderam desde o domo no 08. Desestabilizações de rochas do domo provocaram avalanches, que apesar de pequenas, geraram colunas de cinzas com até 1,5 km de altura.

Nota-se um incremento paulatino dos sinais de queda de rochas, o qual indica que o domo no 8, localizado no extremo ocidental da caldeira, continua com seu processo de crescimento, fazendo possível a geração de explosões que destruam a este domo. Também a sismicidade observada no enxame de sismos tectônicos sugere um incremento das pressões nas regiões próximas ao vulcão.

Fonte: Escuela Politecnica Nacional – Instituto Geofísico do Equador

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Tungurahua, Equador

12 de janeiro de 2000

Nos últimos três dias (9, 10 e 11 de janeiro) ocorreram entre 7 e 24 explosões no vulcão Tungurahua, sendo que destas apenas três explosões em média por dia foram eventos importantes. A sismicidade registrada (em média) nestes dias foi de 74 tremores de longo período, 8 sismos híbridos e 4 vulcano-tectônicos. O vulcão também tem apresentado uma atividade sísmica quase constante o que indica um alto nível de pressurização no seu interior. Medições da concentração de SO2 na coluna de emissão revelaram valores de 6.700 toneladas de SO2 por dia.

A contínua atividade explosiva, a importante quantidade de SO2 (gás de origem magmática), assim como os altos níveis de tremores observados no vulcão, indicam que o Tungurahua continua com seu estado anômalo.

Fonte: Escuela Politecnica Nacional – Instituto Geofísico do Equador

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Fuego de Colima, México

12 de janeiro de 2000

No dia 3 de janeiro, às 18 h e 20 min, o vulcão Fuego de Colima erupcionou cinzas a aproximadamente 5,5 km acima do nível do mar.

Fonte: Southwest Volcano Research Centre

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Sakurajima, Japão

12 de janeiro de 2000

Uma explosão às 18 h e 34 min do dia 2 de janeiro no vulcão Sakurajima arremessou abundantes fragmentos piroclásticos, incluindo bombas, sobre os taludes do vulcão. Uma coluna de erupção com 2.200 m de altura foi observada no mesmo dia sobre a montanha.

Fonte: Volcano Research Center – University of Tokyo

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Mayon, Filipinas

9 de janeiro de 2000

O vulcão Mayon explodiu no dia 5 de janeiro, às 11 h e 45 min (hora local), formando uma pluma de vapores e cinzas que alcançou aproximadamente 6 km de altura. Dois dias antes da erupção houve um aumento no número de terremotos de baixa freqüência. O governo filipino não ordenou nenhuma atividade de evacuação, entretanto um nível de alerta 2 já estava em vigor desde junho de 1999 devido a atividade irregular que tem caracterizado o vulcão nos últimos meses (eventos explosivos de curta duração, como no dia 22 de setembro de 1999, seguidos por períodos com nenhuma atividade eruptiva). O Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia (PHIVOLCS) advertiu os residentes próximos a se manterem afastados a uma distância de 6 km ao redor do vulcão, famoso por seu cone com forma simétrica.

Fonte: Discovery On-Line e Smithsonian Instituion – Global Volcanism Program

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Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

9 de janeiro de 2000

De acordo com o relatório do Montserrat Volcano Observatory para a semana entre os dias 31 de dezembro de 1999 e 7 de janeiro de 2000, a visibilidade do vulcão foi baixa devido às condições metereológicas, impedindo uma inspeção visual da cratera do vulcão Soufriere Hill, mas outras evidências sugerem que o novo domo continua a crescer.

Nesta semana a rede sísmica registrou um total de 38 sinais de queda de rochas, 19 terremotos híbridos, 8 sismos de longo período e 6 tremores vulcano-tectônicos. Tremores vulcânicos em bandas continuam a serem registrados nas estações sísmicas ao redor do vulcão, ainda que a natureza cíclica da atividade desapareceu nos últimos dois dias da semana. O nível total de sismicidade continuou a aumentar lentamente durante a semana.

Monitoramento de emissões dióxido de enxofre a partir do vulcão usando instrumentos COSPEC imediatamente antes de um tremor na tarde do dia 31 de dezembro de 1999 revelaram um fluxo de gases de 370 ton/dia. Medidas de gases contínuas durante o dia 3 de janeiro mostraram variações nas emissões de gases de 200 até 600 ton/dia dependendo se os tremores vulcânicos estavam ocorrendo ou não. Estes valores são similares a aqueles registrados nas semanas passadas e suportam a opinião que o magma está alcançando a superfície e o domo de lava está crescendo.

Fonte: Montserrat Volcano Observatory

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Etna, Sicília, Itália

9 de janeiro de 2000

O magma retornou a relativamente altos níveis na cratera Bocca Nuova e explosões estrombolianas freqüentemente tem ejetado fragmentos de lava incandescentes acima dos condutos NW e SE no interior da cratera. Às 02h do dia 1 de janeiro, explosões estrombolianas na cratera Bocca Nuova saudaram a entrada do novo ano, que foram visíveis nas cidades ao redor do vulcão. Na manhã do dia 7 de janeiro a atividade estromboliana foi acompanhada por freqüentes emissões de cinzas, e emissões similares ocorreram no dia 8 de janeiro. A noite brilhos incandescentes foram visíveis em ambos os condutos da cratera Bocca Nuova.

Fonte: The Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology

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Tungurahua, Equador

9 de janeiro de 2000

A atividade eruptiva no vulcão Tungurahua nos últimos dias tem se caracterizado por em torno de uma a duas dezenas de explosões diárias, sendo que destas apenas algumas poucas são eventos importantes. No dia 8 de janeiro foi possível observar uma importante coluna de cinzas com 3-4 km de altura.

Fonte: Escuela Politecnica Nacional – Instituto Geofísico do Equador

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Guagua Pichincha, Equador

9 de janeiro de 2000

Nenhuma explosão e uma baixa sismicidade tem caracterizado o comportamento do vulcão Guagua Pichincha nos últimos dias. Entretanto, a atividade sísmica registrada nos primeiros dias do ano são um indício de uma pressurização no sistema interno do vulcão, o que poderia conduzir a novas erupções e/ou emissões de cinzas em futuro próximo (dias ou semanas).

Fonte: Escuela Politecnica Nacional – Instituto Geofísico do Equador

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Guagua Pichincha, Equador

5 de janeiro de 2000

A atividade sísmica do vulcão Guagua Pichincha aumentou desde o início do ano, tanto os terremotos associados a atividade vulcânica (tremores vulcano-tectônicos, de longo período, híbridos e queda de rochas) como os relacionados com movimentos estruturais da crosta (terremotos tectônicos), que neste caso estão relacionados aos tremores vulcânicos, indicando provavelmente uma realimentação do sistema com novo material magmático. A pressão exercida por esta intrusão de magma desestabiliza os arredores da falha de Quito provocando os terremotos tectônicos. Estes sismos fizeram tremer inclusive a cidade de Quito.

No dia 2 de janeiro, foram registrados 73 eventos sísmicos vulcano-tectônicos (fraturas no interior do conduto), 98 tremores de longo período (ascensão de material magmático), 166 terremotos híbridos (ascensão de gases e material vulcânico) e um sinal de queda de rochas (crescimento e queda de rochas do domo). Também foram registrados 3 eventos sísmicos ao norte da cidade de Quito. O maior, ocorreu às 13 h e 01 min com uma magnitude de 3,5 graus na escala Richter e foi sentido por algumas pessoas. Este evento foi localizado a uma profundidade de 5 km.

No dia 3 de janeiro, foram registrados 14 eventos sísmicos vulcano-tectônicos, 125 terremotos de longo período, 102 tremores híbridos e 25 sinais de queda de rochas. Também foram registrados 8 pequenos sismos no norte de Quito, sendo que o maior alcançou uma magnitude de 3,0 graus na escala Richter. Todos estes sismos passaram despercebidos pela população.

Apesar da reativação do vulcão nos últimos dias, não houve registro de explosões nos dias 2 e 3 de janeiro. Entretanto, na madrugada do dia 4, ocorreram 3 emissões pequenas de cinzas. Acompanhando estes eventos explosivos, ocorreram 8 eventos sísmicos vulcano-tectônicos, 55 tremores de longo período, 36 terremotos híbridos e 38 sinais de queda de rochas. A coluna de vapor ascendeu até 1.200 metros de altura. O nível de ruído no interior da caldeira foi forte, enquanto que odor de enxofre foi baixo. A atividade sísmica indica que possivelmente nos próximos dias ou semanas comece um novo período eruptivo.

Fonte: Escuela Politecnica Nacional – Instituto Geofísico do Equador e Jornal LaHora – Equador

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Tungurahua, Equador

5 de janeiro de 2000

Desde aproximadamente a meia-noite de sábado (1 de janeiro) foram registrados vários episódios de tremor (vibração constante do vulcão) em forma bandeada. Este tremor está relacionado com a emissão constante de cinzas e vapores.

No dia 2 de Dezembro, registraram-se 26 explosões, sendo que as da noite de sábado entre as 19 h 36 min e as 21 h 13 min foram acompanhadas de fortes sons semelhantes a "tiros de canhão" e emitiram material incandescente. Outras explosões importantes ocorreram às 00 h e 09 min, 00 h e 45 min, 02 h e 57 min, 04 h e 44 min, 08 h e 49 min, 12 h e 41 min e 13 h e 23 min. Também foram registrados 2 eventos sísmicos híbridos e 88 eventos de longo período.

No dia 3 de janeiro, ocorreram 14 explosões, sendo que a mais importante foi registrada às 15 h e 44 min e foi seguida de um tremor de maior intensidade que persistiu por aproximadamente 30 minutos. Foram registrados também 6 eventos sísmicos híbridos e 75 tremores de longo período.

No dia 4 de janeiro, foram registrados 6 eventos sísmicos híbridos, 1 tremor vulcano-tectônico e 63 terremotos de longo período. Ocorreram 14 explosões, sendo que a mais importante foi observada às 09 h e 26 min. Ao meio-dia a coluna de cinzas alcançava 5 km de altura e se dirigia para leste.

Fonte: Escuela Politecnica Nacional – Instituto Geofísico do Equador e Jornal LaHora – Equador

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