Erupções de Janeiro de 2010


Planchón-Peteroa, Fronteira Argentina/Chile

A partir do dia 4 de janeiro de 2010 o Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN) do Chile tem recebido evidência fotográficas do desenvolvimento de fumarolas no vulcão Panchón-Peteroa que alcançaram aproximadamente 250 metros de altura. Esta atividade fumarólica é semelhante as exibidas em anos anteriores durante a temporada de verão, sendo que as fumarolas tem sido particularmente importantes nas manhãs dos dias mais quentes. Isto se deve ao aumento da temperatura atmosférica nesses dias, que acelera os processos de degelo e derretimento da neve acumulada nas crateras da caldeira. Devido ao constante fluxo térmico dentro dos lagos ácidos no interior destas crateras, se produz a evaporação normal de gases vulcânicos, aos quais refletem uma condensação mais visível quando a temperatura atmosférica está mais baixa, normalmente durante o período da manhã.
 
Fonte: Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN)



Galeras, Colômbia
No dia 2 de janeiro, às 19h e 43min, quando milhares de pessoas assistiam e se divertiam no Festival de Música Alternativa da cidade colombiana de Pasto, uma explosão proveniente do vulcão Galeras surpreendeu a todos. Rapidamente, o Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS) declarou alerta vermelho (erupção em curso) e o Prefeito de Pasto e o Governador da Província de Nariño pediram para as pessoas que residem nas zonas vizinhas a montanha vulcânica que se dirigissem aos albergues. A queda de rochas incandescentes sobre os flancos da montanha provocou vários incêndios na vegetação. O evento explosivo teve uma duração, confirmada pelos registros sísmicos, de aproximadamente 30 minutos, com a fase mais energética localizada no primeiros 10 minutos. Segundo ainda o INGEOMINAS, a altura da coluna eruptiva foi estimada em 12 km acima do cume. Foi registrado queda de cinzas nos municípios de Sandoná, Consacá, Ancuyá, Linares, Samaniego, Santacruz-Guachavéz e La Llanada
 
A atividade diminuiu após o evento explosivo, e no dia 3 de janeiro, o INGEOMINAS decidiu modificar o nível de alerta para laranja(possibilidade de erupção em termos de dias ou semanas). Em um sobrevoo realizado por helicóptero se comprovou que no dia 3 de janeiro já não havia emissão de gases e a sismicidade, controlada pelos sismógrafos, era relativamente pequena. Ainda que se observa uma diminuição considerável no número, como na energia, dos sinais sísmicos, devido a presença de material magmático próximo da superfície e tendo em conta a evolução da atividade atual, segundo o INGEOMINAS, não se descarta que o vulcão volte a apresentar novos episódios eruptivos.
 
Fonte: Jornal El Tiempo (Colômbia)



Tungurahua, Equador
O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) informou que emissões de vapores foram observadas no vulcão Tungurahua durante os dias 30 de dezembro-3 de janeiro. No dia 1 de janeiro, uma pluma de cinzas se elevou até uma altitude de 5,9 km acima do nível do mar e se deslocou para noroeste. Leve queda de cinzas foi reportada no dia 2 de janeiro no povoado de Manzano, 8 km a sudoeste. Sons de rugidos e incandescência na cratera foram também reportados nesse dia. Nos dias 3 e 4 de janeiro, blocos incandescentes foram ejetados da cratera e plumas de cinzas se elevaram entre 6,7-9,1 km de altura acima do nível do mar. Anomalias termais foram detectadas por imagem de satélites. No dia 4 de janeiro, houve queda de cinzas em áreas a oeste e sudoeste do vulcão.
 
O IG informou que nos dias 5-6 de janeiro, uma pluma de gases e cinzas se elevou até uma altitude de 6,5km de altura acima do nível do mar. A emissão de dióxido de enxofre foi de 3.200 toneladas diárias, dez vezes maiores do que os valores obtidos nos meses anteriores. No dia 7 de janeiro, a duração e as amplitudes dos tremores vulcânicos aumentaram e sinais sísmicos indicativos de explosões foram detectados. Nos dias 6 e 7 de janeiro, blocos incandescentes foram ejetados e caíram dentro da cratera. No dia 10 de janeiro, uma pluma de vapores e cinzas se elevou até 6,5 km de altura acima do nível do mar e incandescência foi observada em alguns momentos durante a noite. Depósitos de queda de cinzas com até 5 mm de espessura foram identificados em áreas a oeste e sudoeste do vulcão nos dias 9 e 10 de janeiro. Sons de rugidos vindos da montanha vulcânica e vibrações nas janelas foram ocasionalmente notadas. Durante os dias 11-12 de janeiro, a atividade aumentou; plumas de cinzas se elevaram até altitudes elevadas e mais explosões foram detectadas. Blocos incandescentes foram ejetados até quase 1 km de altura acima da cratera e caíram a uma distância de até 1,5 km de distância da cratera, sobre os flancos da montanha. Plumas de gases e cinzas se elevaram até 8 km de altura acima do nível do mar. Houve queda de cinzas em áreas a noroeste, oeste, sudoeste e sul a partir do vulcão.

Segundo o informe especial do dia 17 de janeiro, o IG reporta que a atividade no vulcão Tungurahua se manteve em níveis moderados a elevados. A tendência de rápido crescimento nos índices de atividade sísmicas liberada pelo vulcão continuou até o dia 15 de janeiro, notando-se uma leve diminuição em seu ascenso nos últimos dias. Até o dia 15 de janeiro continuava o tremor intenso e o aumento  do tamanho e energia das explosões, escutando-se o canhoneio e os rugidos nos povoados próximos do vulcão e inclusive nas zonas mais afastadas, provocando a vibração do solo, janelas e tetos. As explosões da noite de 14 de janeiro foram especialmente energéticas e provocaram preocupação em toda a zona, incluindo a cidade de Ambato. As colunas geradas pelas explosões, assim como a emissão quase que contínua de gases e cinzas, alcançaram alturas de até 3 km acima da cratera e provocaram leves a moderadas quedas de cinzas em alguns povoados. Durante a noite continuaram a ser observadas fontes de lavas que tem lançado blocos incandescentes até 1 km de altura, que se projetam posteriormente sobre os flancos do vulcão, até uma distância de mais de 1,5 km da borda da cratera. A partir do dia 16 de janeiro houve a diminuição da intensidade dos tremores e dos rugidos e também não ocorreram explosões claramente percebidas. A diminuição da atividade sísmica não tem tido uma correlação com a emissão de gases pelo vulcão. Assim, a emissão de SO2 continua elevada, flutuando entre 1.400 e 4.000 toneladas diárias, indicando uma desgaiseificação ativa do corpo magmático responsável pela atividade atual. A deformação medida no edifício vulcânico registra por sua vez o movimento de um corpo de magma ao longo dos condutos internos do vulcão.

 
Ainda que se tenha registrado uma pausa na atividade sísmica e explosiva do vulcão nos últimos dias, é prematuro dizer, segundo o IG, se este abrandamento poderia indicar o começo do final deste pulso de atividade intensa. Tanto os valores dos gases medidos como os de deformação indicam que um apreciável volume de magma ainda contínua em profundidade e poderia impulsionar um novo incremento de todos os indicadores da atividade. Ademais, a acumulação de cinzas e blocos nas partes elevadas do edifício vulcânico segue aumentando, pelo que durante as próximas chuvas intensas poderá ocorrer a geração de fluxos de lama em todas as drenagens.
 
O IG informou através do boletim especial número 4, que a partir do dia 15 de janeiro a atividade no vulcão Tungurahua diminuiu após o incremento observado desde o início do ano. Até o dia 15 de janeiro continuava a ocorrer tremores intensos e aumento do tamanho e energia das explosões; no entanto, entre os dias 16 e 23 de janeiro, a quantidade e energia das explosões e tremores diminuíram, sendo notável a pequena energia emitida pelo vulcão entre os dias 16 e 19 de janeiro. Porém, no dia 24 de janeiro, as explosões voltaram mais energéticas e mais carregadas de cinzas, e que se acentuou nos dias 27 e 28 e provocaram preocupação em toda a zona. A explosão de maior tamanho ocorreu no dia 28 de janeiro, às 15h e 31min. No dia 29, o vulcão voltou a mostrar menor atividade. Geralmente, as explosões têm produzido fortes canhonaços acompanhados de vibração do solo e das janelas nos povoados próximos ao vulcão, incluindo Baños, mas também tem sido claramente escutados em Ambato e Riobamba. As colunas de cinzas associadas às explosões alcançaram altitudes de até 3 km sobre o cume, sendo observada a presença de uma fina camada de cinzas nas localidades de Ambato, Mocha, Tisaleo, Cevallos, Guano e Riobamba, ainda que nos povoados próximos ao vulcão  o depósito foi muito mais notório. Durante as noites, foram observadas fontes de lavas contínuas que tem arremessado blocos vulcânicos incandescentes até distâncias de mais de que 1,5 km da borda da cratera, cobrindo todo o vulcão, até além do nível de refúgio. A emissão de SO2 continua em níveis superiores a 1.000 toneladas diárias, indicando a desgaseificação ativa do corpo magmático responsável pela atividade atual dentro do edifício vulcânico.

De acordo com o informe acima, o IG estabelece dois cenários possíveis para a evolução da atual atividade do vulcão Tungurahua:

 
1) O vulcão poderia continuar com seu comportamento oscilante de atividade por várias semanas, mas com incremento no número de explosões e emissões de cinzas, seguido por momentos de repouso. Durante essas oscilações deve-se esperar que uma apreciável quantidade de cinzas se deposite de acordo com a direção predominante dos ventos, sudoeste, oeste e noroeste do vulcão.
 
2) O vulcão poderia incrementar de maneira constante ou rápida o número e tamanho das explosões e emissões de cinzas durante as próximas semanas, ao qual estaria relacionado com uma maior taxa de aporte magmático desde os níveis mais profundos do conduto. Com isso ocorrendo, não se descartaria a geração de fluxos piroclásticos que desçam pelas ladeiras do vulcão, em especial os flancos oeste, noroeste e sudoeste. Além disso, com a atividade atual, a acumulação de cinzas e blocos nas partes elevadas do vulcão segue aumentando, o que pode acarretar no futuro próximo, se ocorrer a precipitação de chuvas intensas nas partes mais altas da montanha, a geração de fluxos de lama (lahar) em todas as suas drenagens.
 
No final do mês de janeiro, explosões foram detectadas somente pela rede sísmica, pois o mau tempo impediu observações do vulcão Tungurahua. Plumas de cinzas se elevaram até 8 km acima do nível do mar. Queda de cinzas foi notada quase que diariamente nas áreas a sudoeste, oeste e noroeste. Fortes ruídos e sons que lembraram "tiros de canhão" foram notados. Durante os dias 26 e 28-30 de janeiro, fontes de lavas foram observadas e, algumas vezes, blocos incandescentes foram ejetados, caindo e rolando pelos flancos do vulcão. No dia 31 de janeiro, um lahar foi formado numa drenagem na porção oeste do vulcão.
 
Fonte: Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional e Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe
Segundo o Montserrat Volcano Observatory (MVO) a atividade no vulcão Soufriere Hills na semana entre 31 de dezembro de 2009 e 8 de janeiro de 2010 foi variável. Ciclos de aumento da atividade associados com emissão de cinzas e fluxos piroclásticos ocorreram a cada 8 a 10 horas. Entretanto, estes ciclos foram menos definidos e mais fracos em várias ocasiões durante a semana. Plumas de cinzas nos dias 3 e 4 de janeiro alcançaram 5.000 metros de altura e geraram depósitos de queda de tamanho lápili (como se fosse do tamanho de uma areia grossa) no lado noroeste da ilha de Montserrat. Foram registrados 135 sinais sísmicos de queda de rochas do domo de lava, 73 eventos de longo período, 6 terremotos híbridos e 1 vulcano-tectônico. Fluxos piroclásticos ocorreram em Whites Ghaut (nordeste), em Farrell’s plain (norte) e em alguns poucos na cabeceira de Tyers Ghaut (noroeste). A direção dominante dos fluxos piroclásticos foi para norte, na direção de Farrell’s plain. Observações no dia 2 de janeiro mostraram que lobo de lava com 150 metros de largura e 40 metros de altura foi extrudido sobre lado norte do cume do domo. Este fluxo está extrudindo na direção norte e é agora a maior fonte da atividade de queda de rochas e fluxos piroclásticos. Ocorreu queda de cinzas em Old Towne, Salem, Olveston e Woodlands várias vezes nessa semana.
 
Na sexta-feira, 8 de janeiro, às 14h e 49min (hora local), um grande evento formador de fluxos piroclásticos ocorreu no vulcão Soufriere Hills. Uma colapsante fonte de tefra, associada com fragmentos balísticos, foi observada no começo da erupção sobre o lado nordeste do vulcão (muito similar em características ao evento que ocorreu no verão de 1997). Grandes fluxos piroclásticos moveram-se para nordeste, em direção ao antigo aeroporto da ilha, e para noroeste em direção de Tyers Ghaut e Belham Valley.  Os fluxos piroclásticos também moveram-se para oeste na direção da antiga Capital  Plymouth. No momento, ainda não é claro se os fluxos piroclásticos alcançaram o mar. O evento persistiu por cerca de 11 minutos e a sismicidade retornou para os níveis normais rapidamente. Não houve nenhuma atividade sísmica antes do começo do evento. Foi reportada queda de cinzas somente em áreas desabitadas sobre o lado noroeste do vulcão.
 
Segundo o MVO, a atividade no vulcão Soufriere Hills aumentou significativamente durante a semana entre 8 e 15 de janeiro, com 3 explosões no final de semana de 8-10 de janeiro, e um recomeço dos ciclos de elevada atividade e crescimento do domo. Três explosões ocorreram durante a semana: às 14h e 49min de 8 de janeiro e às 1h e 28min e às 20h e 27min de 10 de janeiro. Todas foram acompanhadas por sinais sísmicos que duraram 11, 7 e 4 minutos e geraram plumas de cinzas que alcançaram altitudes de 7.600, 6.700 e 5.500 metros de altura, respectivamente. Queda de cinzas afetaram as áreas ocupadas a noroeste do vulcão e a explosão de domingo a noite produziu queda de fragmentos vulcânicos de tamanho lápili. Não houve nenhuma atividade sismica precursória associada com as explosões. As explosões ocorreram a partir de uma área localizada no lado nordeste do vulcão e geraram fluxos piroclásticos (do tipo colapso de coluna eruptiva) que se deslocaram rapidamente para nordeste (Whites Bottom e Tuitts Ghaut), noroeste (Tyers Ghaut), oeste (Gages Ghaut) e sudeste (Tar River Valley). A explosão de 8 de janeiro foi aparentemente a mais energética. A atividade diminuiu após as explosões, mas voltou a aumentar durante a noite de 12 de janeiro, quando um padrão de ciclos de elevada atividade recomeçou. Durante os ciclos houve um aumento no número de queda de rochas do domo de lava, fluxos piroclásticos e emissão de cinzas. Visões do domo obtidas durante a semana indicam que o crescimento do domo voltou a ocorrer. A área de crescimento parece ser a parte central e alta do domo. Uma calha bem desenvolvida a nordeste do domo está atualmente focalizando a maior parte das quedas de rochas e fluxos piroclásticos associados com o crescimento do domo, levando os fragmentos para Whites e Tuitts Ghaut. Entretanto, alguns materiais estão sendo derramados para Gages Ghaut e Tyers Ghaut. Foram registrados pela rede sísmica nessa semana 68 sinais de queda de rochas, 25 eventos de longo período, 2 terremotos vulcano-tectônicos e 10 terremotos híbridos.
 
A atividade no vulcão Soufriere Hills foi variável na semana entre 15 e 22 de janeiro. O crescimento do domo continuou e os ciclos de maior atividade ocorreram entre períodos de 6 a 8 horas de pequena atividade. Estes ciclos envolveram emissão de cinzas, queda de rochas do domo e fluxos piroclásticos. A intensidade desses ciclos diminuiu levemente durante a semana. A distribuição da atividade é de norte até oeste, embora os maiores fluxos piroclásticos tenham ocorrido para nordeste e oeste. Foram registrados pela rede de monitoramento sísmico 196 sinais de queda de rochas do domo, 38 eventos de longo período e 8 terremotos híbridos. Um pequeno enxame de sete grandes terremotos híbridos ocorreu no dia 20 de janeiro.
 
O dia 18 de janeiro, fluxos piroclásticos alcançaram o mar através de Aymers Ghaut. O evento ocorreu durante um colapso parcial do domo sobre o lado oeste do vulcão, começando às 8h e 00min e persistiu por aproximadamente 45 minutos. Os fluxos piroclásticos se deslocaram por Gages valley, Spring Ghaut e então alcançaram o mar por Aymers Ghaut. Uma pluma de cinzas carregada de vapores foi observada acima do ponto onde os fluxos piroclásticos entraram no mar no povoado de Kinsale. Esta foi a primeira vez que fluxos piroclásticos originados por colapso parcial do domo alcançaram o mar por Aymers Ghaut. A nuvem de cinzas alcançou 3.300 metros de altura e a fumaça originada pelos incêndios em residências no povoado de Kinsale foi visível após o evento.
 
Segundo o MVO, a atividade no vulcão Soufriere Hills permaneceu em nível variado na semana entre 22 e 29 de janeiro. Períodos de aumento da atividade têm ocorrido a cada 5 até 7 horas. O aumento da atividade, que tipicamente dura menos do que uma hora, envolve emissão de cinzas, queda de rochas do domo e fluxos piroclásticos. Esporádicos eventos de queda de rochas do domo e fluxos piroclásticos têm ocorrido entre períodos de aumento da atividade, mas a uma frequência reduzida. Os fluxos piroclásticos têm se deslocado por vários vales que drenam o vulcão. Entretanto, houve um notável aumento dos fluxos piroclásticos em Tar River valley, vários dos quais alcançaram o mar. Estes fluxos estão sendo originados a partir de um novo  crescimento na parte sudeste do cume do domo de lava. Numerosos fluxos piroclásticos de tamanho moderado têm ocorrido para nordeste (em Whites Ghaut) e para oeste (em Gages e Spring Ghaut). Fluxos piroclástico também ocorreram para nordeste (Tyers Ghaut) no dia 25 de janeiro. Claras visões do domo de lava nos dias 28 e 29 de janeiro permitiram ver que ele continua a variar rapidamente sua forma. A parte nordeste do cume tem agora paredes verticais íngremes, enquanto que parte noroeste é mais arredondada. Foram registrados pela rede sísmica nessa semana 565 sinais de queda de rochas do domo, 113 eventos de longo período, 18 terremotos híbridos e 2 eventos vulcano-tectônicos. Fortes chuvas no dia 25 de janeiro provocaram vigorosa vaporização dos depósitos de fluxos piroclásticos ainda quentes em Belham valley. Pequenas explosões de vapores geraram algumas cinzas nas plumas. Alguns lahars também formados nesse dia. Ocorreu queda de cinzas sobre a maior parte da ilha no dia 23 de janeiro.
 
Nível de Alerta continua em 4.
 
Fonte: Montserrat Volcano Observatory



Turrialba, Costa Rica
Observatorio Vulcanológico y Sismológico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) informou que no dia 5 de janeiro, às 10h e 57min, ocorreu uma forte erupção do tipo freática (produzida pela descompressão de vapor de água a elevadas temperaturas) no vulcão Turrialba,  seguida por outras 3 explosões de menor amplitude em um intervalo de 10 minutos. A erupção foi precedida por um dia de aumento na sismicidade e em torno de 30 minutos de tremores quase que constantes. As explosões produziram queda de cinzas em áreas próximas, particularmente à sudoeste, incluindo áreas próximas do vulcão Irazú (11 km a sudoeste). Segundo o OVSICORI-UNA, a atividade eruptiva do dia 5 representa um processo superficial no vulcão e consiste de aquecimento e vaporização rápida de um volume de água subterrânea seguida pela descompressão abrupta através do sistema de fraturas do vulcão Turrialba.  A fonte de calor provém da intrusão de um corpo magmático em profundidade. Análises das cinzas da erupção indicam ausência de material magmático juvenil no material erupcionado, assim como o pH das mesmas (6,7-7,1) indica que a água subterrânea não entrou em contato com o magma intrudido, e provavelmente se aqueceu por condução de calor através das rochas dentro do vulcão.
 
Observações de campo no dia 6 de janeiro revelaram que dois pequenos condutos tinham sido abertos e depois se fundiram sobre a parede interna sudeste da cratera Sudoeste. As emissões de gases atingiram temperaturas de aproximadamente 350 graus Celsius. No dia 8 de janeiro, a atividade sísmica e as emissões de gases diminuíram. Observações no dia 9 de janeiro revelaram que o conduto "combinado" tinha em torno de 25 metros de largura e 80 metros de comprimento. Em torno de 60 pessoas foram retiradas desde as fazendas em torno da montanha vulcânica.
 
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Observatorio Vulcanológico y Sismológico de Costa Rica-Universidad Nacional



Santa Maria, Guatemala
O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que entre os dias 30 de dezembro e 5 de janeiro, explosões no complexo de domos de lava Santiaguito formaram plumas de cinzas que atingiram altitudes entre 3,0-3,4 km acima do nível do mar. Avalanches ocasionalmente se deslocaram pelo flanco sudoeste do domo.
 
Segundo o INSIVUMEH, no dia 8 de janeiro, avalanches incandescentes se deslocaram pelo flanco sudoeste do complexo de domos Santiaguito. Algumas explosões nos dias 11 e 12 de janeiro produziram plumas de cinzas que se elevaram entre 3,1-3,4 km de altura acima do nível do mar. Avalanches desde um fluxo de lava desceram o flanco oeste do domo de lava.
 
O INSIVUMEH reportou que no dia 21 de janeiro houve queda de cinzas nas áreas próximas do domo de lava do vulcão Santa Maria. No dia 22 de janeiro, uma explosão produziu uma pluma de cinzas que se elevou até uma altitude de 3,2 km acima do nível do mar e se dirigiu para sudoeste.
 
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Fuego, Guatemala
Nos dias 8, 11 e 12 de janeiro, o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que explosões produziram plumas de cinzas que se elevaram até altitudes entre 4-4,7 km de altura acima do nível do mar. As plumas se deslocaram por uma distância de até 10 km em múltiplas direções, provocando queda de cinzas em algumas áreas. Material incandescente foi ejetado até 75 metros de altura acima da cratera. Algumas explosões foram acompanhadas por sons de rugidos e ondas de choque que sacudiram estruturas localizadas em até 7 km de distância. Avalanches desceram os flancos da montanha.
 
No dia 22 de janeiro, o INSIVUMEH informou que explosões a partir do vulcão Fuego produziram plumas de cinzas que atingiram altitudes entre 4,4-4,8 km acima do nível do mar e que se deslocaram entre 5-12 km na direção sudoeste. Material incandescente foi ejetado até 75 metros de altura e avalanches desceram os flancos da montanha. Imagens de satélites mostraram que nos dias 25 e 26 de janeiro houve a formação de  densas plumas de cinzas que se deslocaram entre 15 e 11 km, nas direções noroeste e oeste, respectivamente.
 
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Pacaya, Guatemala
Nos dias 8, 11 e 12 de janeiro, o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) informou que plumas fumarólicas brancas e azuis originadas no cone MacKenney do vulcão Pacaya ascenderam a 400 metros de altura. Múltiplos fluxos de lavas sobre os flancos sul, sudoeste e oeste se deslocaram entre 25-200 metros. Incandescência foi notada em um dos cones intra-crateras no dias 8 de janeiro e desde o cone MacKenney nos dias 11 e 12 de janeiro.
 
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Nyamuragira, Congo
Uma erupção começou no vulcão Nyamuragira no dia 2 de janeiro, às 4h e 58min (hora local), a partir de uma fissura sobre o flanco sudeste. Guardas do Parque Nacional Virunga informaram que ouviram uma forte explosão antes de verem a lava fluir. No dia 3 de janeiro, o fluxo de lava percorreu 4,6 km e tinha 15 metros de largura. A lava queimou em torno de 10 hectares de floresta em uma área desabitada do parque.
 
Segundos informações jornalísticas, no dia 6 de janeiro a lava continuou a fluir na direção sul e sudoeste, e tem percorrido 21 km e está a 7 km da rodovia entre as cidades de Goma e Sake. No dia 7 de janeiro, queda de cinzas foi reportada na cidade de Goma, 30 km a sul.
 
Fonte: Volcano News e Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Piton de la Fournaise, Ilha de Reunião, Oceano Índico
O Observatoire Volcanologique du Piton de la Fournaise (OVPDLF) reportou que uma crise sísmica no vulcão Piton de la Fournaise no dia 29 de dezembro foi caracterizada por numerosos terremotos, com magnitude máxima de 3 graus, na área oeste e noroeste da cratera Dolomieu, em profundidades entre 1,1-2,2 km abaixo do cume. Deformação do edifício vulcânico foi também detectada. No dia 31 de dezembro, o OVPDLF noticiou uma diminuição na sismicidade e alguns deslizamentos de rochas dentro da cratera Dolomieu. No dia 2 de janeiro, uma erupção a partir de uma fissura próxima do topo da margem oeste da cratera, precedida por uma crise sísmica, produziu fontes de lavas com algumas dezenas de metros de altura e fluxos de lavas dentro da cratera Dolomieu. Grandes deslizamentos de rochas na cratera Bory ao longo da fissura geraram plumas de gases e cinzas que se elevaram acima do vulcão. Durante os dias 2-3 de janeiro, a sismicidade e o número de deslizamentos diminuíram. No dia 4 de janeiro, os fluxos de lava cobriram em torno de 80% do fundo da cratera. Nesse dia, a fonte de lava estava ainda visível.
 
O OVPDLF reportou que durante os dias 5-7 de janeiro, o vulcão Piton de la Fournaise continuou a erupcionar a partir do conduto formado junto da fissura na parede sudoeste da cratera Dolomieu. O conduto produziu fontes e fluxos de lavas que inundaram a base da cratera. No dia 7 de janeiro, o conduto fechou, mas a lava previamente erupcionada continuou a fluir durante os próximos dias. No dia 12 de janeiro, a sismicidade diminuiu e somente pequenas emissões de gases persistiam.
 
Fonte: Volcano News e Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Mayon, Filipinas

Segundo o Philippine Institute of Volcanology and Seismology (PHIVOLCS), as últimas atividades do vulcão Mayon indicam que seu estado geral de agitação permanece ainda relativamente elevado. Entretanto, esta fase de agitação, caracterizada por sismicidade moderada, emissões elevadas de gases vulcânicos e continua incandescência no cume são processos normalmente associados com o retorno gradual para o estado de repouso. O sistema vulcânico deve continuar produzindo terremotos e emissão de uma grande quantidade de gases visto que o magma ainda reside ao longo de todo o comprimento do conduto vulcânico e próximo da superfície.
 
Desde o dia 28 até o presente, uma tendência declinante na atividade do vulcão Mayon foi notada como refletida nas seguintes observações:
 
1. Nenhuma ejeção de cinzas foi observada desde o dia 29 de dezembro. Emissão de vapores foi a maior parte das vezes fraca e esbranquiçada na coloração, indicando considerável diminuição na energia e ausência de cinzas;

2. A maioria dos tipos de terremotos que foi registrada durante os últimos dias foram associados com queda de rochas e desprendimentos e rolamentos de fragmentos desde os depósitos de lava ao longo da ravina de Bonga e da frente do fluxo de lava;

 
3. Os níveis de SO2 medidos tem mostrado uma tendência declinante desde um máximo de 8.993 toneladas diárias para 2.621 toneladas diárias. A ainda elevada concentração de SO2 sugere que há magma residual em profundidade rasa dentro da estrutura do vulcão.
 
De acordo com as observações acima, o PHIVOLCS diminuiu o Nível de Alerta do vulcão Mayon de 4 para 3 no dia 2 de janeiro, refletindo a diminuição gradual da atividade. O Nível de Alerta 3 indica que há menor probabilidade de ocorrer uma erupção explosiva perigosa, entretanto, a diminuição do nível de alerta não deve ser interpretado que a atividade no vulcão tenha terminado. Se ocorrer uma ressurgência na atividade do vulcão e o potencial para uma erupção explosiva ser percebido no futuro, o nível de alerta poderá ser elevado novamente, mas se houver uma tendência ainda maior de queda nos parâmetros monitorados, então o alerta poderá ser rebaixado para Nível de Alerta 2.
 
No dia 12 de janeiro, o PHIVOLCS notou que medições da deformação do edifício vulcânico estavam mostrando uma tendência deflacionária com relação as pesquisas realizadas em 2 de dezembro de 2009. Esta tendência de "desinchamento" do vulcão, junto com a diminuição na sismicidade e na emissão de dióxido de enxofre, levou o PHIVOLCS a rebaixar o Nível de Alerta de 3 para 2 no dia 13 de janeiro.
 
Fonte: Philippine Institute of Volcanology and Seismology e Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Gaua, Ilhas Banks, Oceano Pacífico

No dia 29 de janeiro, o Vanuatu Geohazards Observatory informou que ocorreram variações significativas na atividade do vulcão Gaua nas últimas duas semanas do mês de janeiro. Desde o dia 16 de janeiro houve maior emissão de gases e múltiplas explosões produziram plumas de cinzas densas e escuras. Durante os dias 22-29 de janeiro, o nível da água do rio que alimenta o lago Letas se elevou 10 cm. Plumas de gases e cinzas se elevaram 3 km e se deslocaram para sul e para oeste. No dia 24 de janeiro, moradores de povoados próximos ao vulcão reportaram terem visto material sendo ejetado da montanha por explosões. Fortes explosões foram observadas e ouvidas no dia 29 de janeiro. Plumas de cinzas e gases se elevaram até 3 km de altura nesse mesmo dia.
 
FonteSmithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Sakura-jima, Kyushu, Japão

Explosões foram reportadas no vulcão Sakura-jima nos dias 1-5, 6-12, 13-19, 20-26, 27-31 de janeiro. Plumas de cinzas ocasionalmente se elevaram entre 1,2-5,5 km acima do nível do mar.

Fonte
: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Suwanose-jima, Ryukyu, Japão
Explosões foram reportadas no vulcão Suwanose-jima nos dias 1-2, 4-5, 6-9, 11,  13, 16-17, 22-26, 27 -31 de janeiro. Plumas de cinzas ocasionalmente se elevaram entre 1,5-1,8 km acima do nível do mar.
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Klyuchevskoy, Kamchatka, Rússia
Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que a atividade sísmica esteve acima dos níveis normais para o vulcão Klyuchevskoy no período entre 1-8 de janeiro e a lava continuou a fluir pelo flanco leste-sudeste da montanha. A atividade explosiva do tipo Estromboliana ejetou material 500 metros acima da cratera. Um novo fluxo de lava observado sobre o flanco noroeste provavelmente começou durante os dias 2-3 de janeiro. No dia 5 de janeiro, dois fluxos de lavas, sobre os flancos leste-sudeste e noroeste, foram observados em imagens de satélites. As imagens de satélite também revelaram uma grande anomalia termal diária no vulcão.
 
Segundo o KVERT, a atividade sísmica no vulcão Klyuchevskoy esteve acima dos níveis normais e a lava continuou a fluir pelo flanco noroeste durante os dias 8-29 de janeiro. Atividade explosiva estromboliana ejetou periodicamente material vulcânico 200-300 metros acima da cratera. Explosões freáticas na porção frontal do fluxo de lava ejetaram materiais vulcanoclásticos (cinzas) que se elevaram entre 4,5-8 km de altura acima do nível do mar. Nos dias 12-14 de janeiro, plumas de gases e vapores atingiram 6,8 km de altura acima do nível do mar, e no dia 18 de janeiro, uma pluma de cinzas se elevou até 9 km de altitude. Imagens de satélite revelaram uma grande anomalia termal diária no vulcão. Observações visuais e imageamento por satélite mostraram que durante os dias 22-23 de janeiro plumas de cinzas atingiram entre 7-10,1 km de altura acima do nível do mar e se deslocaram para nordeste. No dia 22 de janeiro, houve queda de cinzas na cidade de Klyuchi, em torno de 30 km para nordeste do vulcão Klyuchevskoy.
 
O Nível do Código de Cores de Alerta permanece em laranja.
 
FonteSmithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Shiveluch, Kamchatka, Rússia
Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) declarou que durante o período entre 6-11 de janeiro, erupções que produziram plumas de cinzas que atingiram altitudes entre 4,3-6,4 km acima do nível do mar. No dia 18 de janeiro, uma erupção produziu uma pluma que se elevou até uma altitude de 4,9 km acima do nível do mar. Nos dias 23-24 e 26 de janeiro, erupções produziram plumas que se elevaram até altitudes entre 3,0-4,6 km acima do nível do mar. Novamente entre os dias 29-30 de janeiro, erupções produziram plumas que se elevaram entre 4,9-5.8 km de altura acima do nível do mar.
 
O Nível do Código de Cores de Alerta permanece em laranja.
 
FonteSmithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report
 

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