Erupções de Janeiro de 2011


Chaitén, Chile

O Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN) reportou que durante o período entre 1-14 de janeiro câmeras instaladas em torno da margem da caldeira do vulcão Chaitén, bem como na cidade de Chaitén, mostraram emissões de gases desde o complexo de domos de lavas. Plumas de gases compostas primariamente de vapores de água ascenderam a mais de 800 metros acima do complexo de domos de lava. Incandescência na superfície do domo foi observada a noite. O Nível de Alerta permanece em Amarelo Nìvel 3, em uma escala de três cores.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tungurahua, Equador

No dia 2 de janeiro ocorreu uma pequena explosão no vulcão Tungurahua e produziu uma pluma de cinzas que alcançou 500 metros acima da cratera e se deslocou para W. No período entre 5-17 de janeiro a atividade continuou a diminuir e não foram observadas cinzas nas plumas. Na noite entre 11-12 de janeiro foi notado incandescência na cratera. Durante o período entre 11-18 de janeiro fracas plumas de vapores foram ocasionalmente identificadas ascendendo da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sangay, Equador

Segundo o relato de um piloto de aeronave, no dia 20 de janeiro uma pluma de cinzas originada no vulcão equatoriano Sangay ascendeu a uma altitude de 7,6 km.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Galeras, Colômbia

No dia 25 de janeiro, o Instituto Colombiano de Geología y MInería (INGEOMINAS) – Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Pasto informou que tem sido registrados flutuações nos níveis de ocorrência de sismicidade no vulcão colombiano Galeras. Um tipo de sinal sísmico registrado, “Tornillo”, tem ocorrido sempre antes de eventos eruptivos. Foram observadas saídas de gases desde vários setores da cratera junto com fortes odores de gases de enxofre. Estes gases são de origem magmática. As variações apresentadas na sismicidade e nos processos de desgaseificação observados nos últimos dias obedecem a intrusão de magma em níveis superficiais e podem ser reflexo de uma fase de esfriamento, cristalização e solidificação de material magmático. O Nível de Alerta está em laranja (que indica que pode ocorrer uma erupção em questão de dias ou semanas).

Cientistas novamente observaram emissões desde várias áreas na cratera durante um sobrevoo no dia 27 de janeiro, mas com um pequeno aumento no número de condutos. Os terremotos do tipo “Tornillo” cessaram de ocorrer na manhã de 30 de janeiro.

Fonte: Instituto Colombiano de Geología y MIneríaObservatorio Vulcanologico y Sismologico de Pasto


Machín, Colômbia

No dia 1 de janeiro a sismicidade no vulcão Machín aumentou novamente, como ocorreu ao longo do mês de dezembro de 2010, e 367 eventos sísmicos foram detectados. Os eventos de baixa magnitude foram localizados a S e SW do principal domo de lava em profundidades entre 2,5 e 4,5 km. O maior evento, de 2,3 graus de magnitude, foi localizado a sul do domo e a uma profundidade de 3,3 km e foram sentidos por moradores próximos do vulcão e na municipalidade de Cajamarca, 14 km a W-SW. O Nível de Alerta permanece em III (amarelo, que indica “variações no comportamento da atividade vulcânica”).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

Um pequeno lahar associado com fortes chuvas ocorreu no vale de Belham no anoitecer de 5 de janeiro. Um pequeno fluxo piroclástico ocorreu na cabeceira de Tar River valley no dia 6 de janeiro. Observações aéreas da região do domo de lava revelaram depósitos recentes de fluxos piroclásticos com menos de 1 km de comprimento sobre o lado leste do domo de lava.

O Nível de Alerta permanece em 3 (em uma escala que varia entre 1-5).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

Pequenas emissões de cinzas foram observadas em imagens de satélites no dia 1 de janeiro no vulcão Fuego. Explosões nos dias 3-4 de janeiro produziram plumas de cinzas que atingiram entre 800-1000 metros acima da cratera e espalharam-se nas direções S e SW. As plumas se deslocaram por quase 15 km e provocaram queda de cinzas em áreas a favor do vento, incluindo Panimaché (6 km a SW), Morelia (7 km a SW) e Santa Sofia (12 km a SW). Incandescência desde a cratera foi observada durante a noite.

Durante os dias 5-6 de janeiro, explosões produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 500-800 metros acima da cratera e se deslocaram por 10 km na direção S e SW. As explosões provocaram vibrações nas janelas e tetos de residências localizadas até 6 km de distância. Fina queda de cinzas foi reportada em comunidades a favor do vento, incluindo Panimaché (6 km a SW), Morelia (7 km a SW) e Yepocapa (8 km a W-NW). Incandescência na cratera foi observada durante as noites. No dia 8 de janeiro, através da análise de imagens de satélites foram reportadas múltiplas plumas de cinzas e gases que alcançaram uma altitude de 5,2 km acima do nível do mar. Durante os dias 10-11 de janeiro, foi informado que as explosões produziram plumas de cinzas que se elevaram entre 500-800 metros acima da cratera e ondas de choque que foram detectadas em até 7 km de distância. Plumas de cinzas se deslocaram por 15 km na direção W e avalanches de blocos desceram por algumas drenagens.

No dia 10 de janeiro, reportou um aumento no número e magnitude de explosões desde a metade do mês de dezembro. Durante os prévios 3 dias explosões produziram plumas de cinzas que ascenderam 1 km acima da cratera e se deslocaram por 25 km principalmente S e SW e permaneceram na atmosfera por várias horas. Durante os dias 13-14 e 16-18 de janeiro explosões produziram plumas de cinzas que se elevaram entre 200-500 metros acima da cratera e se deslocaram nas direções E, SW e NE. Sons de estrondos foram ouvidos e ondas de choque foram detectadas. Na noite entre 13-14 de janeiro, explosões ejetaram material incandescente a 75 metros de altura acima da cratera.

Durante os dias 19-20 e 23-24 de janeiro explosões produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 500-800 metros acima da cratera e deslocaram-se nas direções W, NW e S. Material incandescente foi ejetado a uma altura de 100 metros acima da cratera. Sons de estrondos e de emissões de gases foram ouvidos. Avalanches se formaram em algumas drenagens.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

Várias pequenas emissões foram observadas no dia 1 de janeiro no complexo de domos de lava Santiaguiato do vulcão Santa María. Durante os dias 3-4 de janeiro foram reportadas explosões que produziram plumas de cinzas que se elevaram 700 metros acima do complexo e se deslocaram para SW. Avalanches desceram a parte do oeste do domo.

Nos dias 5-6 de janeiro, explosões desde o complexo de domos Santiaguito produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 400-500 metros acima do domo Caliente e se deslocaram para SW. Novas explosões nos dias 10-11 de janeiro produziram plumas de cinzas que atingiram 600 metros acima do domo e se deslocaram para SW e W. Avalanches desceram os flancos S e E.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Colima, México

O número de deslizamentos incandescentes desde o domo de lava do vulcão Colima aumentou durante os últimos dias de 2010 e no início de 2011, mas a atividade foi considerada estar dentro dos parâmetros normais. Os deslizamentos ocorreram nos flancos W, S e N, produzindo nuvens de pó observadas desde várias municipalidades. O domo de lava que começou a crescer em fevereiro de 2008 possui agora 60 metros de altura e um volume de 2,6 milhões de metros cúbicos.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Popocatepetl, México

Uma explosão as 20h e 56min do dia 31 de janeiro ejetou fragmentos incandescentes a 500 metros de distância da cratera do cume do vulcão Popocatepetl sobre o flanco leste e produziu uma pluma de cinzas que alcançou 2 km na direção leste. No outro dia, 1 de fevereiro, a pluma de cinzas foi observada em imagens de satélites se deslocando por mais de 275 km na direção nordeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sícilia, Itália

Durante o final da tarde de 2 de janeiro forte incandescência  no conduto localizado no flanco inferior leste do cone/cratera Sudeste evoluiu para vigorosa atividade explosiva Estromboliana. Explosões frequentes (1-3 por minuto) ejetaram material incandescente de granulometria grossa a algumas dezenas de metros acima da margem do conduto. Em algumas ocasiões, bombas incandescentes caíram do lado externo da margem do conduto, principalmente nas direções S e E. A atividade continuou até o início da manhã seguinte, quando então diminuiu. Muito pequenas quantidades de cinzas vulcânicas foram produzidas.

Após algumas horas de diminuição da atividade até o anoitecer no dia 3 de janeiro, muito fracas emissões de material incandescente (provavelmente a maior parte formada por gases quentes com pouco ou nenhum material sólido) voltaram a ocorrer no conduto do flanco do cone/cratera Sudeste. Depois que anoiteceu intensa incandescência foi reportada no conduto por observadores localizados no povoado de S. Alfio, no flanco leste do Etna. As emissões continuaram em 4 de janeiro, a uma taxa de 4-6 eventos por hora, produzindo pequenas plumas. Na tarde de 4 de janeiro a atividade cessou.

Muito fracas emissões de material incandescente (provavelmente a maior parte de gases quentes) foram observadas no dia 5 de janeiro na mesma taxa do dia anterior. Câmeras de vídeo registraram plumas de vapores esbranquiçados, ocasionalmente acompanhados por pequena quantidade de cinzas de coloração marrom. Incandescência intermitente foi observada no conduto durante a noite entre 5-6 de janeiro. Emissões ocorreram a uma frequência de 3-4 eventos por hora no dia 6 de janeiro, produzindo pequenas plumas observadas em câmeras de vídeo termais. No mesmo dia, intensa emissão de gases ocorreu no conduto W da Cratera Bocca Nuova (BN-1) e na Cratera Nordeste, onde emissões pulsatórias produziram plumas de vapores com forma de cogumelo.

No início da noite de 11 de janeiro a rede sísmica registrou um pequeno aumento na amplitude dos tremores vulcânicos. A amplitude alcançou o pico no início da manhã de 12 de janeiro, e nesse momento a fonte de tremores mudou desde uma locação ao norte da Cratera Nordeste para a Cratera Sul. Fraca atividade explosiva Estromboliana no conduto da cratera acompanhou estas variações em 11 de janeiro e gradualmente tornou-se mais intensa no dia 12 de janeiro. Por volta das 21h, a lava ultrapassou a margem leste da cratera Sudeste, extravasando e alimentando um fluxo que se deslocou em direção a margem oeste de Valle del Bove.

Uma erupção paroxismal ocorreu na cratera Sudeste na noite entre 12-13 de janeiro. A erupção consistiu de fonte de lava, fluxos de lava e uma coluna de cinzas que alcançou quilômetros de altura. A fonte de lava persistiu por 42 minutos, das 22h e 48min até às 23h e 30min de 12 de janeiro, e alcançou uma altura entre 300-500 metros. A fonte de tornou-se pulsatória após um tempo e alcançou uma altura entre 100-200 metros até às 0h e 55 min da madrugada de 13 de janeiro. Queda de cinzas foi reportada sobre o flanco sul do Monte Etna. Como visto acima e no informe do mês de dezembro, a erupção foi precedida por pequenos episódios de atividade explosiva Estromboliana na Cratera Sudeste no dia 23 de dezembro e anoitecer entre 2-3 de janeiro. A lava desceu o flanco oeste de Valle del Bove em três braços principais e alcançou a base do vale após a meia-noite. O fluxo mais comprido circundou o lado norte do Monte Centenari, localizado a 4,2 km de distância do conduto da Cratera Sudeste. No dia 13 de janeiro, as emissões de cinzas foram provocadas por colapso de rochas dentro do cone e pela atividade eruptiva.

Informes e fotografias da erupção podem ser encontradas no site Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia –Sezione di Catania.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Volcano Live


Kilauea, Havaí

Durante o período entre 29 de dezembro-1 de fevereiro, o United States Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) reportou que a atividade no vulcão Kilauea continuou desde a caldeira do cume e na zona de rifte leste. Na caldeira do cume, o nível da superfície do lago de lava no conduto profundo dentro da cratera Halema’uma’u permaneceu estável a 120-125 metros abaixo do fundo da cratera, periodicamente ascendendo alguns metros acima desse nível. Incandescência noturna tem sido visível na margem noroeste da caldeira. Uma pluma foi deslocada pelos ventos desde o conduto na direção SW e depositou cinzas e “respingos de lava” (spatter) nas áreas próximas.

Na zona de rifte leste, a lava que extravasou desde o tubo de lava Quarry, entre dois escudos sem raiz em torno da elevação de 610 metros, continuou a avançar em duas direções principais. Um dos braços avançou para leste, além da região de Kalapana, no dia 3 de janeiro. Continuou a ser observada incandescência desde um pequeno cone de respingos (spatter) sobre o lado centro-norte da na Cratera Pu’u ‘O’o. A lava extravasa desse cone fluiu nas direções SE, NE e W. Lava desde um segundo cone de respingos, localizado na margem NW da cratera, foi ativa no período. Fraca incandescência foi visível desde um pequeno conduto fumarólico localizado na parede leste da cratera e desde outras várias áreas sobre o assoalho da cratera.

Na semana entre 4 e 11 de janeiro o braço leste do fluxo avançou ao longo da rodovia 130. O braço oeste entrou no oceano no dia 6 de janeiro em um ponto localizado a 2 km a SW do final da rodovia 130. Na semana entre 4-11 de janeiro, fluxos de lava alimentados por cone de 8 metros de altura sobre a porção norte da Cratera Pu’u ‘O’o cobriu e recobriu a porção leste da cratera. Incandescência continuou a ocorrer no pequeno conduto fumarólico na parede leste da cratera. No dia 10 de janeiro, os lados do cone aparentemente cederam e a lava extravasou em dois fluxos ativos que se deslocaram na direção W do fundo da cratera.

Nos períodos entre 12-18, 19-25 e 26 de janeiro-01 de fevereiro, a lava que extravasou do tubo de lava Quarry continuou a avançar em duas direções principais, E e W. O braço leste do fluxo de lava avançou ao longo da rodovia 130 próximo de Kalapana, incendiou uma pequena floresta e destruiu uma estrutura. Na semana entre 12-18 de janeiro uma parte do braço oeste entrou no oceano em Ki, em torno de 2 km a SW do final da rodovia 130. Entretanto, no dia 18 de janeiro uma parte do fluxo oeste parou de entrar no oceano, mas permaneceu ativo. Na semana entre 19-25 de janeiro vapores esporadicamente ascenderam do oceano, sugerindo que a lava entrou no mar, ainda que não continuamente. No período entre 26 de janeiro-01 de fevereiro, múltiplos pequenos pontos de extravasamento de lava no oceano foram ativos na parte oeste do delta de lava Puhi-o-Kalaikini. Durante os dois períodos, um cone de respingos (spatter) na porção N da cratera Pu’u ‘O’o alimentou fluxos de lava e incandescência emanou desde o conduto fumegante na parede leste da cratera.

 No dia 17 de janeiro, após uma série de queda de rochas dentro da cratera Halema’uma’u, o maior desses eventos foi seguido por uma explosão, com uma magnitude desde o ano de 2008, e sentida localmente. Fragmentos balísticos com até 10 cm em diâmetro e tefra quentes ejetadas desde o conduto foram depositados na margem da cratera. Respingos (spatter) de até 8 cm de comprimento foi ejetado sobre a margem da cratera após colapsos do dia 21 de janeiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Manam, Nova Guiné, Oceano Pacífico

Após o começo de um novo episódio de atividade eruptiva no vulcão Manam no final do mês de dezembro passado, a atividade diminuiu nos primeiros dias do novo ano. O Rabaul Volcano Observatory (RVO) informou que sons de estrondos foram ouvidos desde a Cratera Sul. Fraca, mas constante, incandescência também foi observada a noite. Nuvens de vapores foram emitidas da Cratera Sul no dia 6 de janeiro. No próximo dia o nível de alerta foi rebaixado do Estágio 3 para o Estágio 2. A Cratera Principal do vulcão Manam que vinha emitindo apenas  plumas de vapores e incandescência noturna nos primeiros dias de janeiro evoluiu para plumas de cinzas no dia 10 de janeiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Monte Bromo, Caldeira Tengger, Java, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) reportou que durante os dias 22-23 de janeiro plumas de cinzas oriundas do vulcão Bromo ascenderam entre 400-800 metros acima da cratera e se deslocaram na direção E. No dia 22 de janeiro material incandescente foi ejetado a 200 metros acima da cratera e caíram até uma distância de 500 metros. O Nível de Alerta permanece em 3 (em uma escala de 1-4). Residentes e turistas não são permitidos dentro do raio de 2 km da cratera. No dia 24 de janeiro uma pluma de cinzas atingiu uma altitude de 3,7 km acima do nível do mar e se deslocou por mais de 220 km na direção leste. Uma elevada concentração de dióxido de enxofre na área foi também detectada.

Plumas de cinzas desde o vulcão Bromo provocou a interrupção no tráfego aéreo entre Perth na Austrália e a ilha de Bali durante os dias 27-28 de janeiro. No dia 28 de janeiro, uma pluma de cinzas alcançou uma altitude de 5,5 km acima do nível do mar e se deslocou por 370 km nas direções leste e sudeste. No dia 29 de janeiro, outra pluma de cinzas atingiu uma altitude de 3,7 km acima do nível do mar e se deslocou por 93 km na direção leste. Entre os dias 29-31 de janeiro, plumas de cinzas se deslocaram por 55 km na direção noroeste, em uma altitude de 3,7 km acima do nível do mar.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Merapi, Java, Indonésia

Lahars formados nos flancos do vulcão Merapi que ocorreram nos dias 3 e 9 de janeiro provocaram danos a casas, fazendas e infraestruturas em múltiplos povoados no distrito de Magelang, 26 km a W-NW. Foi noticiada uma morte e uma pessoa ferida devido aos eventos. No dia 9 de janeiro, a Cruz Vermelha evacuou pessoas isoladas em suas residências no povoado de Sirihan. Estima-se que 3 mil pessoas viviam na área inundada, mas o número de pessoas retiradas foi desconhecido.

Avalanches se deslocaram pela drenagem Krasak por 1,5 km no dia 12 de janeiro. Lahars e inundações durante o período entre 15-23 de janeiro provocaram danos a infraestruturas e provocaram fechamento temporário de rodovias.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Anak Krakatau, Indonésia

O Darwin Volcanic Ash Advisory Center (VAAC) informou que no dia 12 de janeiro uma pluma eruptive do vulcão Anak Krakatau atingiu uma altitude de 2,4 km acima do nível e se deslocou na direção SE. No dia 15 de janeiro, um piloto observou uma pluma que atingiu uma altitude de 3 km acima do nível do mar e se deslocou por 18-28 km na direção leste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Bulusan, Luzon, Filipinas

Uma explosão no dia 18 de janeiro no vulcão Bulusan foi acompanhada por sons de estrondos audíveis no povoado de Monbom.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Mayon, Filipinas

O Philippine Institute of Volcanology and Seismology (PHIVOLCS) informou que um levantamento de deformação do edifício vulcânico do vulcão filipino Mayon conduzida nos meses de novembro e dezembro de 2010 mostraram inflação (intumescimento) do terreno em relação à última pesquisa realizada em 2008. Durante os dias 18-25 de janeiro, até dois sismos diários foram detectados pela rede sísmica. Ainda que nuvens estivessem cobrindo o cume da montanha vulcânica impedindo observações da área do cume, emissões de vapores de coloração esbranquiçada e incandescência na cratera foram ocasionalmente observadas.

Durante os dias 25-27 de janeiro o PHIVOLCS reportou que um terremoto vulcânico por dia foi detectado no vulcão Mayon pela rede sísmica. Emissões de vapores esbranquiçados foram ocasionalmente observadas durante os dias 25-31 de janeiro. Incandescência foi observada na cratera entre os dias 30-31 de janeiro. O Nível de Alerta permanece em 1 e o público é lembrado de não entrar na zona de Perigo Permanente de 6 km de raio em torno do vulcão.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Taal, Luzon, Filipinas

O Philippine Institute of Volcanology and Seismology (PHIVOLCS) reportou que uma pesquisa de deformação no vulcão Taal conduzida em Dezembro de 2010 mostrou uma pequena inflação do terreno quando comparado à pesquisa conduzida em setembro de 2010. Por outro lado, observações de campo no dia 10 de janeiro não revelaram variações significativas. Fraca atividade fumarólica foi notada desde uma área termal no lado de dentro da cratera principal e a temperatura do lago foi considerada normal. Durante os dias 15-16 de janeiro foram detectados 10 terremotos vulcânicos; dois terremotos foram sentidos por moradores em povoados localizados no lado norte da ilha. No dia 17 de janeiro foram registrados 3 terremotos vulcânicos e no dia 18 de janeiro somente um terremoto foi reportado.

Durante os dias 25-27 e 29-30 de janeiro, o PHIVOLCS relatou que até 6 terremotos vulcânicos foram registrados diariamente no vulcão Taal pela rede sísmica. Observações de campo nos dias 23-25 de janeiro revelaram um aumento no número de condutos fumarólicos dentro da cratera principal do vulcão e um rebaixamento no nível do lago interno a cratera. A temperatura da água do lago e os valores de pH foram normais. Observações visuais no dia 27 de janeiro identificaram que fraca atividade fumarólica na área termal dentro da cratera.

O Nível de Alerta permanece em 1 (em uma escala que varia entre 0-5).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kirishima, Shinmoe-dake, Kyushu, Japão

O Japan Meteorological Agency (JMA) informou que uma erupção no vulcão Shinmoe-dake, um estratovulcão do grupo vulcânico Kirishima, no dia 19 de janeiro, produziu pluma de cinzas e uma onda de choque foi detectada a 12 km de distância na direção NE. Depósitos de queda de cinzas com até 5 mm de espessura foi reportada em Miyakonojo (30 km a SE). Também houve informações de queda de cinzas em lugares distantes, como na cidade de Nichinan, localizada a 60 km de distância na direção SE. Uma erupção no dia 22 de janeiro ejetou material a 200 metros acima do conduto. Plumas de cinzas ascenderam a altitudes entre 1,8-2,1 km acima do nível do mar e se deslocaram na direção SE.

Uma explosão no dia 26 de janeiro promoveu o aumento do Nível de Alerta do vulcão Kirishima para 3 (em uma escala que varia entre 1-5). Raios foram visíveis dentro da pluma de cinzas nesse mesmo dia.

A explosiva erupção do vulcão Kirishima não diminuiu nos dias 27 e 28 de janeiro. Uma densa coluna de cinzas foi emitida desde o conduto nesses dias. A erupção pluma é estimada ter alcançado 7 km de altura acima da cratera. Nenhuma evacuação de residentes foi anunciada, mas alguns moradores da cidade de Miyazaki deixaram suas residências de acordo com informações de jornais japoneses. O JMA informou que esta erupção não traz perigo as cidades próximas da região (além da presença de cinzas no ar) e que a sismicidade do vulcão sugere que nenhum grande evento está a caminho, entretanto, a erupção poderá continuar nos próximos dias. O JMA caracterizou esta atividade do Kirishima como uma pequena erupção e o nível de alerta previne as pessoas de se aproximar a menos de 2 km do vulcão. A maior parte dos problemas causados pela erupção tem sido interrupção do tráfico aéreo, rodoviário e de trem em torno da área do vulcão Kirishima.

Análises de vídeos têm identificado à atividade de fluxos piroclásticos, explosões explosivas do tipo Estrombolianas/Vulcanianas, impactos de muitos blocos balísticos nas vizinhanças da cratera e plumas de cinzas multicoloridas.

No dia 29 de janeiro a altura da pluma de cinzas diminuiu pela metade (entre 3-4 km de altura) em relação aos primeiros dias da erupção. A intensidade das emissões de cinzas também diminuiu quando comparada aos dias anteriores.

No dia 30 de janeiro a erupção claramente diminuiu a fase explosiva e entrou na fase magmática. Enquanto que a pluma de cinzas decrescia e a produção de cinzas declinava, um novo domo de lava apareceu na cratera do cume. O domo de lava tinha nesse dia 50 metros de diâmetro e incandescência em algumas áreas. O lago presente na cratera antes do começo erupção desapareceu. A cratera SW possui agora depósitos de fluxos piroclásticos com 500-600 metros de comprimento.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report, Volcano Discovery e Big Thin Blog


Sakura-jima, Kyushu, Japão

Explosões no mês de janeiro no vulcão japonês Sakurajima nos dias 2, 3, 5, 7, 8, 13, 16-18, 19, 21-23 e 26-31. As explosões produziram plumas de cinzas que atingiram entre 1,2-3 km de altura acima do nível do mar e se deslocaram nas direções leste e sudeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Suwanose-jima, Riykyu, Japão

Ocorreram explosões no vulcão Suwanose-jima durante os dias 12-13, 15, 22-23 e 25  de janeiro. As plumas de cinzas originadas nas explosões atingiram entre 1,2-1,5 km acima do nível do mar e se deslocaram nas direções sudeste e sul.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kizimen, Kamchatka, Rússia

No dia 1 de janeiro, o Código de Cores de Alerta para o vulcão Kizimen foi elevado para vermelho. Plumas de cinzas alcançaram uma altitude de 4 km acima do nível do mar e se deslocaram por 480-500 km na direção SW. Cinzas continuaram a ser acumuladas em algumas áreas. Dados sísmicos indicaram um aumento na atividade no dia 3 de janeiro. As explosões continuaram e plumas de cinzas se deslocaram por mais de 200 km na direção SE. Uma grande e brilhante anomalia termal foi observada em imagens de satélites. Imagens de satélites também indicaram possíveis erupções durante os dias 2-4 de janeiro, que produziram plumas que se elevaram a altitudes entre 3-4,6 km acima do nível do mar e se deslocaram para E, S e NE.

As emissões de cinzas do vulcão Kizimen foram essencialmente contínuas durante o período entre 31 de dezembro-7 de janeiro, produzindo plumas de cinzas que atingiram entre 6-8 km de altura acima do nível do mar. A sismicidade permaneceu elevada, mas variável e tremores vulcânicos continuaram a ser registrados. No dia 5 de janeiro, plumas de cinzas deslocaram-se mais de 500 km na direção E-NE. Queda de cinzas foi reportada sobre a ilha de Komandorsky. Uma possível erupção no dia 6 de janeiro produziu uma pluma que se elevou até uma altitude de 3,7 km acima do nível do mar. Imagens de satélites subsequentes naquele dia mostraram contínua emissão de cinzas. Plumas de cinzas com 2,7 km de altura acima do nível do mar foram formadas nos dias 9 e 11 de janeiro. O Código de Cores de Alerta permanece em vermelho.

A anomalia termal continuou sendo detectada por imagens de satélites sobre o vulcão Kizimen no período entre 7-13 de janeiro. Depósitos de fluxos piroclásticos sobre o flanco leste foram notados. A sismicidade, registrada durante os dias 6-7 e 12 de janeiro, foi altamente variável, e muitos terremotos vulcânicos superficiais, bem como tremores vulcânicos continuaram a ser detectados. Plumas de cinzas se elevaram até altitudes entre 6-8 km acima do nível do mar durante os dias 5-13 de janeiro e foram deslocadas em múltiplas direções. No dia 12 de janeiro foi reportada queda de cinzas nos povoados de Anavgai e Esso, 140 km a NW. Dados sísmicos durante os dias 14-15 de janeiro sugerem que plumas de cinzas atingiram altitudes de 4-5 km acima do nível do mar. Imagens de satélites mostraram uma anomalia termal com bastante brilho sobre o vulcão e plumas de cinzas se deslocaram por mais de 180 km. O Código de Cores de Alerta foi diminuído para laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sheveluch, Kamchatka, Rússia

Uma explosão no vulcão Sheveluch no dia 2 de janeiro gerou plumas de cinzas que atingiram uma altitude de 8 km acima do nível do mar e foram observadas em imagens de satélites se deslocando por 92 km na direção sul.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

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