Erupções de Janeiro de 2012

Cordón Caulle, Chile

O Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN), baseado na atividade sísmica durante os dias 28 de dezembro-3 de janeiro, reportou que a erupção na zona de rifte Cordón Caulle, parte do complexo vulcânico Cordón Caulle-Puyehue, continuou em nível baixo. Pequenas explosões incandescentes foram observadas em todo o período. Plumas ascenderam entre 1-5 km acima da cratera. Imagens de satélites mostraram plumas de cinzas se deslocando entre 20-80 km nas direções N, NNE e SE no período, dispersando cinzas entre 100-360 km de distância. No dia 28 de dezembro, cinzas caíram a uma distância de até 580 km na direção SE (Argentina).

Segundo o SERNAGEOMIN a erupção desde a zona de rifte Cordón Caulle, parte com complexo vulcânico de Puyehue-Cordón Caulle, continuou em nível pequeno. Plumas ascenderam entre 1-4 km aciam da cratera e se deslocaram entre 60-300 km nas direções N, NE e SE.  Segundo jornais argentinos, o aeroporto de Bariloche cancelou todos os voos no dia 16 de janeiro por causa das plumas de cinzas. O aeroporto australiano de Melbourne foi também forçado a fechar devido as cinzas dessa erupção.

Durante o período entre 25-28 de janeiro, plumas de cinzas ascenderam entre 2-4 km acima da cratera e imagens de satélites mostraram plumas de cinzas se deslocando por 90-320 km nas direções S e SE.

O Nível de Alerta permanece em vermelho.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Lascar, Chile

O Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN) reportou aumento na sismicidade na região do vulcão Lascar (norte do Chile) no dia 5 de janeiro e elevou o Nível de Alerta de verde para amarelo. No dia 8 de janeiro, autoridades alertaram os residentes na região sobre o novo Nível de Alerta e restringiram a entrada de residentes na área de 20 km em torno do vulcão.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tungurahua, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) informou que a atividade sísmica foi moderada no vulcão Tungurahua durante o período entre 28 de dezembro-3 de janeiro. Pequenas emissões de vapores foram observadas no dia 31 de dezembro e uma pluma de vapores e gases ascendeu 200 metros acima da cratera no dia 3 de janeiro. Depósitos de queda de cinzas com espessura entre 2-4 mm originados pelas explosões da última semana de dezembro de 2011 acumularam-se nos povoados situados a SO da montanha vulcânica.

O IG reportou uma diminuição na atividade durante os dias 4-10 de janeiro no vulcão Tungurahua. No dia 4 de janeiro, plumas de vapores ascenderam 500 metros acima e foram dispersas na direção oeste.

Foi reportado pelo IG um novo episódio de aumento da sismicidade e atividade durante os dias 11-17 de janeiro. Foi reportado queda de cinzas no dia 12 de janeiro em diversas localidades a SO do vulcão. Um lahar desceu por uma drenagem, carregando blocos com até 1 metro de diâmetro, provocando o fechamento da rodovia até Baños (9 km a Norte). Plumas de cinzas ascenderam a 7 km de altura acima do nível do mar no dia 13 de janeiro e se deslocaram na direção Oeste. Queda de cinzas foi reportada na localidade de Palitahua (6 km  a SSO) e sons de estrondos foram ouvidos em Cusúa e Manzano. Emissões de cinzas no dia 14 de janeiro atingiram 500 metros acima da cratera e foram dispersas na direção OSO; queda de cinzas foi reportada nos povoados de Choglontus, Palitahua e Manzano. No dia 15 de janeiro ocorreu nova queda de cinzas em Palitahua e Manzano. Lahars desceram por drenagens transportando blocos com 10-20 cm de diâmetro.

A atividade diminuiu no período entre 17-22 de janeiro no vulcão Tungurahua. Somente atividade sísmica de pequena intensidade e foi detectada e nuvens impediram a observação do vulcão. Nos dias 17 e 20 de janeiro, plumas de vapores ascenderam 500 metros acima da cratera. Fluxos de lama foram formados em algumas drenagens no flanco NW da montanha no dia 20 de janeiro. Um lahar formou-se no dia 21 de janeiro. A atividade sísmica aumentou levemente durante os dias 23-24 de janeiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Reventador, Equador

Nos dias 6-7 de janeiro foi reportado pelo Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) constantes emissões de gases e vapores ascendendo 300 metros acima da cratera e sendo dispersas nas direções O-NO. As emissões são originadas no domo de lava em crescimento que estava nesses dias algumas dezenas de metros acima da margem da cratera e quase preenchendo ela totalmente.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sangay, Equador

Pilotos de aeronaves identificaram plumas de cinzas sobre o vulcão equatoriano Sangay no dia 23 de janeiro. Um “ponto quente” foi visível em imagem de satélite no dia 24 de janeiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Galeras, Colômbia

O Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS) reportou que a atividade continuou no vulcão Galeras durante o período entre 28 de dezembro-3 de janeiro, com vapores ascendendo da principal cratera e das duas crateras localizadas a N e SO (Paisita e Chavas, respectivamente).

O Nível de Alerta continua em III (amarelo, indicando “variações no comportamento da atividade vulcânica").

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que explosões no vulcão Fuego durante o período entre 29 de dezembro-3 de janeiro geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 400-800 metros acima da cratera; as plumas normalmente foram dispersas nas direções SSO e OSO, mas no dia 30 de dezembro foram dispersas nas direções E e NW por 10 km. Durante o período, explosões geraram ondas de choque e sons de estrondos que foram detectadas a 10 km de distância. Janelas e tetos de casas vibraram nos povoados próximos. Incandescência foi emanada da cratera durante as noites e avalanches se deslocaram por drenagens situadas no setor SO e S da montanha.

Segundo o INSIVUMEH, fracas explosões nos dias 6 e 10 de janeiro geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 300-600 metros acima da cratera e se deslocaram por 10 km na direção ONO e 15 km na direção SO, respectivamente. Sons de estrondos foram detectados a vários quilômetros de distância. Incandescência foi emitida desde a cratera e avalanches desceram os flancos S, SO e SE.

O INSIVUMEH reportou que durante os dias 11-13 e 16 de janeiro explosões no vulcão Fuego geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 400-1000 metros acima da cratera; as plumas se deslocaramentre 10-15 km em múltiplas direções. Explosões geraram ondas de choque e sons de estrondos que foram detectados a sudoeste, e janelas e tetos vibraram nos povoados próximos. Avalanches se deslocaram em múltiplas direções. Incandescência foi observada nas noites de 13 e 16 de janeiro.

Explosões no vulcão Fuego nos dias 18-19 e 23-24 de janeiro geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 200-700 metros acima da cratera; as plumas se deslocaram por 8-15 km nas direções S, SO e O. Materiais incandescentes ascenderam a uma altura de 100 metros acima da cratera durante os dias 18-19 de janeiro e explosões incandescentes foram observadas na noite de 23 de janeiro. Avalanches de blocos desceram pelo flanco sul da montanha.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) informou que explosões nos dias 6 e 10 de janeiro no complexo de domos do vulcão Santa María geraram plumas de cinzas que ascenderam 600 metros acima do complexo e se deslocaram para N e O, respectivamente. Incandescência na cratera foi observada a noite e fluxos de lavas ativos sobre os flancos SE e SO geraram avalanches de blocos.

Explosões nos dias 11-12 e 16 de janeiro geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 600-800 metros acima do complexo e se deslocaram na direção sudoeste. No dia 16 de janeiro, fluxos de lavas sobre os  flancos SE e SO geraram avalanches de blocos e sons de estrondos.

Fluxos de lavas ativos sobre o flanco SE do complexo geraram avalanches de blocos durante os dias 18-19 e 23 de janeiro. Explosões nos dias 19 e 23 de janeiro geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 400-800 metros acima do complexo. Queda de cinzas foir reportada no dia 19 de janeiro em algumas comunidades a sul, sudoeste e noroeste do vulcão. Incandescência na cratera foi observada na noite de 23 de janeiro.

O INSIVUMEH reportou que fluxos de lavas ativos sobre os flancos S e SE do complexo de domos de lavas geraram avalanches de blocos nos dias 27 e 30 de janeiro. Explosões moderadas geraram plumas de cinzas que ascenderam 700 metros acima do complexo e foram dispersas nas direções SO e S. Fortes ventos provocaram a ressuspensão das cinzas até uma altura de 1 km de altura e se deslocaram por vários quilômetros nas direções O e S. Quedas de cinzas foram reportadas nos povoados de Monte Claro e Palajunoj no dia 27 de janeiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Turrialba, Costa Rica

O Observatorio Vulcanológico y Sismológico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) reportou que no dia 11 de janeiro foram ouvidos por moradores sons de estrondos vindos do vulcão Turrialba. No dia 12 de janeiro, uma erupção ocorreu em uma fissura localizada sobre o flanco SE da cratera principal, na área chamada de La Quemada. Uma pluma de cinzas ascendeu 500 metros acima da cratera e se deslocou na direção NNO, ascendendo a uma altitude de 4 km acima do nível do mar. No final desse dia, moradores reportaram uma pluma de vapor de coloração clara ascendendo desde um conduto fumarólico formado na cratera principal no dia 5 de janeiro de 2010. O Parque Nacional Turrialba foi fechado no dia 12 de janeiro e o Nível de Alerta foi aumentado de verde para amarelo para os povoados próximos.

O OVSICORI-UNA informou que no dia 12 de janeiro um novo conduto foi aberto sobre o flanco SE da cratera Oeste do vulcão Turrialba e as emissões de cinzas foram dispersas na direção NNE; queda de cinzas foi reportada no povoado de Tres Rios (27 km a SO). Durante o anoitecer de 18 de janeiro, cientistas observaram emissões de gases e ejeções de tefra desde o conduto. Eles também observaram chamas avermelhadas desde a combustão de gases, cuja temperatura foi estimada em torno de 700 graus Celsius. Moradores reportaram uma nuvem de cinzas escura e queda de cinzas na região de La Central (4 km a SO). Um piloto observou uma pluma de cinzas a uma altitude de 4,3-6,1 km acima do nível do mar no dia 18 de janeiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Popocatépetl, México

O Centro Nacional de Prevencion de Desastres (CENAPRED) relatou que emissões de gases e vapores ascenderam desde o vulcão Popocatépetl durante o período entre 28 de dezembro-3 de janeiro. Uma pluma de gás alcançou 1 km de altura acima da cratera no dia 28 de dezembro. Dois pequenos deslizamentos de terra foram registrados no lado de dentro da cratera no dia 2 de janeiro. Plumas de gases ascenderam entre 600-700 metros acima da cratera nos dias 2-3 de janeiro. Duas explosões no vulcão Popocatépetl no dia 5 de janeiro geraram incandescência na cratera.

Emissões de gases e vapores nos dias 18-24 de janeiro ocasionalmente possuíam pequenas quantidades de cinzas. Uma pluma ascendeu 2,5 km acima da cratera no dia 19 de janeiro e se deslocou na direção NE. Incandescência na cratera foi observada durante as noites entre 19-21 de janeiro.

O CENAPRED reportou que durante o período entre 25-31 de janeiro emissões de vapores e gases ascenderam desde o vulcão Popocatépetl; algumas dessas emissões contiveram moderadas quantidades de cinzas nos dias 25 e 29 de janeiro. No dia 25, uma pluma de cinzas ascendeu 3 km acima da cratera e se deslocou na direção NE. Incandescência na cratera foi observada nas noites de 29 e 31 de janeiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Hierro, Ilhas Canárias, Espanha

O Instituto Geográfico Nacional (IGN) reportou que durante o período entre 28 de dezembro-3 de janeiro, a erupção submarina continuou a sul da ilha El Hierro. Os sinais sísmicos de tremores vulcânicos desapareceram por algumas horas no dia 28 de dezembro, após três horas com pulsos a cada 30 segundos. Os tremores começaram novamente por volta das 16h e 35min. Na maior parte dos dias no período, grandes fragmentos de lava e material fino puderam ser observados na área de emissão, inclusive a noite devido a incandescência originada pela alta temperatura dos fragmentos de lava. Vinte e quatro eventos sísmicos foram localizados durante este período, a maior parte deles agrupados na parte central da ilha, estendendo-se costa afora tanto para norte como para sul. A profundidade da maior parte desses eventos variaram entre 9 e 23 km, com uma magnitude máxima de 2,5 graus. Análise de dados de GPS indicaram pequena deformação do terreno, com uma leve tendência para norte.

A erupção submarina continuou a sul da ilha El Hierro durante o período entre 4-10 de janeiro. A amplitude dos tremores aumentaram levemente durante a semana. Durante o período, foram observados grandes fragmentos de lava flutuando próximo da área do conduto e gerando vaporização. A produção desses fragmentos foi especialmente intenso durante os dias 6-8 de janeiro.  Dezenove eventos sísmicos foram localizados durante este período, a maior parte deles agrupados na parte central da ilha, extendo-se costa afora na direção sul, em profundidades entre 10-18 km, com uma magnitude máxima de 2,0 graus.

O IGN informou que durante os dias 11-17 de janeiro, a erupção submarina continuou a sul da Ilha El Hierro. A amplitude média dos tremores sísmicos aumentou moderadamente durante a semana. Dezoito eventos sísmicos foram localizados nesse período, sendo que dois deles sentidos pelos moradores da ilha. A maior parte dos eventos foram agrupados na parte central da ilha, estendendo-se costa afora na direção sul, em profundidades entre 6-29 km, com uma magnitude máxima de 2,5 graus.

Durante o período entre 18-24 de janeiro a erupção submarina continuou a sul da ilha de El Hierro. A amplitude média de tremores tem oscilado consideravelmente desde 19 de janeiro, incluindo abruptas variações desde elevados valores até períodos de quase nenhum tremor, que duram por poucas horas. Emissões de grandes fragmentos de lava fumegantes foram observados em todos os dias do período. Trinta e dois eventos sísmicos foram registrados durante este período, a maior parte deles localizados na parte central da ilha, estendendo-se costa afora na direção sul, em profundidades entre 8-19 km, com uma magnitude máxima de 2,2 graus.

O IGN reportou que durante o período entre 25-31 de janeiro a erupção submarina continuou a sul da ilha de El Hierro. A amplitude média dos tremores sísmicos se mantiveram em valores baixos durante este período. Frequentes e persistentes emissões de grandes fragmentos de lava fumegantes foram observados sobre a superfície do mar, alguns deles com em torno de 3 metros de largura. Setenta e sete eventos sísmicos foram registrados durante a semana, a maior parte deles localizados na parte central da ilha, com eventos costa afora estendendo-se para sul. A profundidade dos hipocentros variaram entre 10 e 23 km, e magnitudes entre 0,4 e 2,8 graus.

Vídeos e fotos da erupção podem ser visualizados no site do Instituto Volcanológico das Ilhas Canárias, no site YouTube e também no site Eruptions e Volcano Discovery.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sícilia, Itália

Uma nova erupção paroxismal com fontes de lavas ocorreu na nova cratera SE do vulcão Etna no dia 5 de janeiro, que somou 19 erupções desde o ano passado e a primeira nesse ano.

A atividade explosiva do tipo Estromboliana começou no final da noite de 4 de janeiro, mas a densa cobertura de nuvens impediu uma maior detalhamento da erupção. A atividade aumentou lentamente durante a noite toda, com explosões mais frequentes e mais fortes e arremessos de bombas incandescentes a uma altura de até 100 metros acima da margem da cratera.

Por volta das 04h e 00min, um fluxo de lava começou a emergir da fissure que corta o cone na direção SE, anunciando o lento começo da espetacular fase paroxismal. Entre as 5h e 30min e às 06h e 00min, explosões Estrombolianas desde o conduto do cume mesclaram-se com as fontes de lavas contínuas que atingiram 600 metros de altura e produzindo uma grande pluma de cinzas que ascendeu vários quilômetros de altura. Esta fase eruptiva foi acompanhada pela ascensão em degraus do sinal sísmico de tremores harmônicos.

Somente o conduto do cume parece ter sido ativo nessa erupção. Ao contrário dos eventos anteriores, as fissuras N e SE não produziram fontes de lavas. Fortes fontes persistiram até as 08h e 05min e atividade diminuiu sensivelmente e terminou por volta das 08h e 30min.

Um aspecto interessante dessa erupção foi a geração de pequenos fluxos piroclásticos e lahars (fluxos de lama). Os fortes impactos das bombas incandescentes sobre a neve que cobriam o flanco norte e a base do cone geraram explosões hidromagmáticas de vapores, que por sua vez transformaram-se em fluxos de lama e misturas turbulentas de vapores, cinzas e detritos (fluxos piroclásticos). Estes últimos alcançaram a parte final sul da fissura originada na erupção de 2008-2009, a 1 km de distância.

O fluxo de lava produziu vários ramos e tomou o mesmo caminho das erupções do ano de 2011, fluindo na direção leste em direção ao Valle del Bove, até a elevação em torno da altitude de 2.000 metros. Um pequeno fluxo de lava emergiu desde a margem NW da cratera, mas alcançou somente a base do cone.

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo informou que uma emissão de cinzas explosiva contendo material quente ocorreu desde um conduto eruptivo dentro da Nova Cratera Sudeste (Nova SEC) do vulcão Etna, a primeira atividade eruptiva nesta cratera desde o final do episódio eruptivo de 5 de janeiro de 2012. A primeira explosão foi seguida por outras, menos intensas, em intervalos variando desde alguns minutos até mais de uma hora. Outra explosão, às 19h e 06min, gerou uma pluma de cinzas que atingiu 400 metros acima da cratera. Outro evento explosivo, às 21h e 40min, arremessou material incandescente na forma de um jato vertical estreito a algumas dezenas de metros acima da margem da cratera; uma explosão Estromboliana consideravelmente pequeno ocorreu às 22h e 31min. Na manhã de 28 de janeiro de 2012, esporádicas emissões de cinzas continuaram na Nova SEC, ainda em intervalos irregulares, sem tendência a aumentar. A fonte de todas essas emissões foi um único conduto eruptivo localizado na porção oeste do assoalho da cratera.

Fonte: Volcano Discovery


Santorini, Grécia

Segundo o site Volcano Discovery, no dia 2 de janeiro foi detectado um pequeno enxame de terremotos abaixo da caldeira Santorini. Os terremotos estavam concentrados no lineamento vulcano-tectônico denominado de Kameni, que corta a caldeira na direção SO-NE e estende-se para o lado externo da estrutura vulcânica, especialmente para NE onde o vulcão submarino Kolumbus está localizado a 8 km costa afora. O alinhamento define um estrutura tectônica do tipo graben subjacente ao vulcão Santorini e tem sido usado para ascensão de magma em quase todas erupções do vulcão.

No dia 5 de janeiro, o site Volcano Discovery relatou que atividade sísmica estava ainda ocorrendo. Os terremotos ainda são  pequenos, mas tem aumentado em número e estão concentrados abaixo da ilha vulcânica Nea Kameni, localizada dentro da estrutura de Caldeira Santorini. Entretanto, Volcano Discovery informa que os sismos podem também ser causados por pequenos movimentos tectônicos provocados por variações no sistema hidrotermal. A última erupção ocorreu no ano de 1950.

No dia 9 de janeiro, Volcano Discovery informou que um novo enxame de terremotos ocorreu no vulcão Santorini durante os dias 8-9 de janeiro. Durante as últimas 48 horas, sete terremotos entre 1,1 e 3,3 graus de magnitude ocorreram em profundidades entre 5-7 km abaixo da ilha de Nea Kameni. O maior terremoto, com 3,3 graus de magnitude, ocorreu na manhã de 9 de janeiro, às 08h e 39min, a uma profundidade de 5,7 km abaixo da Caldeira Santorini. O número de tremores sísmicos aumentaram antes e após o terremoto, sugerindo uma origem vulcânica.

 Fonte: Volcano Discovery


Nyamuragira, Congo

Imagens de satélites mostraram no dia 3 de janeiro um fluxo de lava ativo no conduto sobre a fissura localizada a 11-12 km a E-NE da principal cratea do vulcão Nyamuragira. Segundo observações de cientistas do Afar Consortium Project, a erupção fissural que começou no dia 6 de novembro de 2011 continuava no dia 8 de janeiro de 2012. O cone de escória inicial aparentemente estava inativo e o segundo cone formou-se a norte do primeiro cone. Ambos os cones tinham em torno de 300 metros de altura. O segundo cone foi extremamente ativo durante o a duração das observações (em torno de 15 horas), com fontes de lavas atingindo duas a altura do cone;  a lava fluiu para norte. Os observadores, instalados a 1,5 km de distância, sentiram o calor da erupção, bem como a queda de fragmentos de tamanho lapili.

O grupo de cientistas do Volcano Discovery observou a erupção fissural do vulcão Nyamuragira durante os dias 22-25 de janeiro. Eles reportaram três cones coalescentes, com o maior cone contendo um pequeno lago de lava de cratera. O lago ejetou fragmentos do tipo spatter (respingos) a cada alguns segundos a uma altura aproximada de 200 metros acima do cume; bombas individuais alcançaram a base do cone. Fluxos de lava desde o conduto estendeu-se por vários quilômetros na direção norte. Numerosas pequenas extrusões formaram fluxos secundários e uma grande extrusão alimentou um grande fluxo de lava com 20 metros de largura. Incêndio florestais foram reportados a NNE.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Zubair, Iemên

Novos vídeos da recente erupção vulcânica no grupo de ilhas Zubayr na costa oeste do Iemên surgiram no Youtube. Os vídeos foram obtidos desde um helicóptero militar e mostram a nova ilha que surgiu na fase altamente explosiva da erupção, quando o magma entrou em contato com a água do mar, levando a muito fortes explosões de cinzas e vapores (atividade explosiva Surtseyana), produzindo nuvens pesadas e escuras de cinzas e vapores.

Uma imagem de satélite no dia 7 de janeiro mostrou a nova ilha formada na parte norte do Grupo de ilhas Zubair. A ilha mede agora 530 x 710 metros e uma pluma de gases e vapores contendo cinzas ascende do cone.

Imagens de satélites adquiridas no dia 15 de janeiro mostraram que a erupção na parte norte do Grupo Zubair aparentemente terminou. A extremidade sul da nova ilha está localizada a 500 metros a NNO da Ilha Rugged.

Fonte: Volcano Discovery e Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

Durante o período entre os dias 28 de dezembro-3 de janeiro, o US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) reportou que o lago de lava circulou e periodicamente ascendeu e subsidiu dentro do conduto da cratera Halema’uma’u, permanecendo abaixo da calha interna (75 metros abaixo do piso da cratera). Medições diárias indicaram que a pluma gasosa originada no conduto continuou a depositar quantidades variáveis de cinzas e respingos de lava (spatter) nas proximidades.

Na região do rifte leste foi observado incandescência em pequenos cones de respingos (spatter cones) localizados nas margens leste e sul do assoalho da cratera Pu’u ‘O’o e também na fissura denominada de “21 de setembro de 2011”, localizada sobre o flanco SE do cone Pu’u ‘O’o. Cientistas informaram durante um sobrevoo no dia 27 de dezembro que os fluxos de lava do tipo pahoehoe estavam significantemente mais largos do que na semana anterior, com 700-1000 metros de largura, sobre a planície costeira e estavam entrando no oceano ao longo de uma área com 900 metros de largura. Fluxos de lava continuaram ativos a uma distância de 6,8 km a SE do cone Pu’u ‘O’o e entraram no oceano a W de Ka’ili’ili no dia 28 de dezembro. Durante os dias 29 de dezembro-2 de janeiro uma câmera de vídeo mostrou fracos e esporádicos fluxos de lavas próximos da costa, nenhuma atividade sobre a região de pali e fracas plumas nos pontos de entrada da lava no oceano. Foi observada incandescência nas noites entre os dias 31 de dezembro-2 de janeiro na região de pali. Lava foi observada na região de pali no dia 1 de janeiro.

Essa semana marca o 29º aniversário do começo da erupção do vulcão Kilauea.

Durante o período entre 4-10 de janeiro, as condições permaneceram as mesmas das semanas anteriores na região do cume do vulcão Kilauea. Na zona do rifte leste, incandescência foi visível nos dias 4-5 de janeiro ao longo da fissura 21 de setembro e nos dias 4-10 de janeiro desde pequenos cones de spatter (respingos) localizados nas margens E, S e O do assoalho da cratera Pu’u ‘O’o. A atividade aumentou no dia 6 de janeiro dentro de uma pequena cavidade que foi formada na margem leste da cratera durante as semanas anteriores. A cavidade foi preenchida com lava e extravasou gerando um pequeno fluxo de lava dentro da cratera. A atividade continuou nos dias 7-8 de janeiro com pequenos fluxos de lavas sendo emitidos.

Durante o período entre 11-17 de janeiro, o HVO reportou que as condições permaneceram as mesmas na região do cume do vulcão Kilauea. Na zona de rifte leste, durante todo o período foi observado incandescência desde pequenos cones de spatter (respingos de lava) localizados nas margens leste, sul e oeste da cratera Pu’u ‘O’o. Incandescência também foi observada desde pequenos fluxos de lavas emitidos em diversas estruturas.

Durante os dias 18-24 de janeiro a atividade continuou semelhante a das semanas anteriores no cume do vulcão Kilauea. Na zona de rifte leste, incandescência foi visível no assoalho da cratera Pu’u ‘O’o durante todo o período. No dia 20 de janeiro foi observada incandescência desde um longo e estreito fluxo de lava que cruzou o fundo da cratera. Pequenos fluxos de lavas foram observados sobre o campo de fluxos nos dias 18-23 de janeiro. No dia 21 de janeiro foram observados pequenos fluxos de lavas do tipo pahoehoe a 4 km a SE do cone Pu’u ‘O’o.

A situação continuou quase a mesma das últimas semanas na região do cume do vulcão Kilauea no período entre 25-31 de janeiro, exceto pela ejeção de lava sobre margem leste de um pequeno cone construído dentro da caldeira e pequenos fluxos de lava sobre a margem interna. Na região do rifte leste, incandescência foi visível sobre o assoalho da cratera Pu’u ‘O’o durante os dias 25-31 de janeiro. A lava começou a preencher uma depressão no assoalho da cratera Pu’u ‘O’o no dia 25 de janeiro e continuou episodicamente por toda a semana. No dia 26 de janeiro foram reportados fluxos de lavas ativos a 4 km a sudeste do cone Pu’u ‘O’o. No dia 27 de janeiro, condutos na cratera começaram a emitir lavas. Anomalias termais, provavelmente fluxos de lavas ativos na superfície, foram observadas em imagens de satélites a 3-4 km a sudeste do cone Pu’u ‘O’o.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Lewotolo, Ilha de Lomblen, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) reportou que plumas de coloração clara ascenderam entre 50-250 metros acima do cume do vulcão Lewotolo durante o mês de dezembro. A sismicidade aumentou no dia 31 de dezembro e se intensificou no dia 2 de janeiro, no mesmo dia que incandescência foi observada. No dia 2 de janeiro, baseado nas observações sísmicas e visuais, o CVGHM elevou o Nível de Alerta de 1 para 2 (em uma escala que varia entre 1-4). No dia posterior, 3 de janeiro, o CVGHM elevou novamente o Nível de Alerta de 2 para 3.

Segundo informações locais, quinhentas pessoas foram retiradas de suas residências no dia 6 de janeiro devido ao aumento na atividade no vulcão Lewotolo. Fumaça negra ascendeu da cratera e sons de estrondos foram escutados.

No dia 25 de janeiro, o CVGHM rebaixou o Nível de Alerta do vulcão Lewotolo de 3 para 2 baseado na diminuição da sismicidade e visual observação durante os dias 5-15 de janeiro. Durante esses dias, plumas fumarólicas ascenderam entre 200-500 metros acima do cume e incandescência foi observada.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Volcano Discovery


Gamalama, Halmahera, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) diminuiu o Nìvel de Alerta do vulcão Gamalama de 3 para 2 (em uma escala que varia entre 1-4) no dia 24 de janeiro, baseado na observação visual de plumas de coloração clara ascendendo a 100 metros acima da cratera e no decréscimo na sismicidade desde a última erupção no dia 23 de dezembro de 2011.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Volcano Discovery


Cleveland, Aleutas

O Alaska Volcano Observatory (AVO) informou que no dia 31 de janeiro o Código de Cores de Alerta do vulcão Cleveland foi elevado para laranja devido a formação de um novo domo de lava com 40 metros de largura na cratera do cume. O domo que tinha sido formado no outorno e no início do inverno foi removido por atividade explosiva nos dias 25 e 29 de dezembro de 2011.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Volcano Discovery



Kizimen, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante todo o mês de janeiro foi observado uma grande anomalia termal em imagens de satélites. Vídeos e observações de satélites indicaram continua efusão de um grande fluxo de lava e avalanches quentes de rochas sobre o flanco leste. O Código de Cores de Alerta permanece em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Volcano Discovery


 

©2018 VULCANOtícias     -     Erupções | Vulcanologia | FotografiasFale Conosco

 

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?