Erupções de Janeiro de 2013

Copahue, Fronteira Argentina/Chile

O Observatorio Volcanológico de los Andes del Sur e o Servicio Nacional de Geología y Minería (OVDASSERNAGEOMIN) relataram que a sismicidade no vulcão Copahue durante os dias 31 de dezembro de 2012 e 2, 4 e 5 de janeiro de 2013 indicou movimento de magma a 4 km abaixo da cratera e movimentando-se em profundidades rasas. No dia 5 de janeiro, a sismicidade aumentou, bem como o número de emissões de coloração acinzentadas. O Nível de Alerta foi novamente elevado nesse dia para laranja. Incandescência na cratera foi observada durante os dias 5-6 de janeiro e plumas ascenderam 200 metros acima da cratera e foram dispersas na direção leste durante os dias 5-7 de janeiro.

Plumas gasosas ascenderam entre 0,9-1,5 km acima da cratera durante os dias 9-15 de janeiro e foram dispersas em diversas direções. Incandescência na cratera foi observada em algumas noites. Imagens de satélites mostraram plumas deslocando-se por 10 km nas direções leste e sudeste nos dias 10-12 de janeiro. O Nível de Alerta permaneceu na cor laranja.

O OVDAS-SERNAGEOMIN reportou que apenas plumas de coloração clara e fraca sismicidade foram observadas nos dias 15-18 de janeiro, fazendo que o Nível de Alerta fosse diminuído de laranja para amarelo nesse último dia. Entretanto, no dia 22 de janeiro, por volta das 14h e 20min, a rede sísmica começou a registrar um enxame de terremotos de longo período, inicialmente profundos, mas que se tornaram mais rasos. O evento foi acompanhado pela presença frequente de terremotos vulcano-tectônicos. Por causa disso, o Nìvel de Alerta foi novamente elevado para laranja.

O OVDAS-SERNAGEOMIN relatou que durante os dias 22-28 de janeiro foram observadas plumas de gases esbranquiçadas ascendendo entre 100-800 acima da cratera e se deslocando nas direções leste e sudeste. A sismicidade permaneceu em níveis baixos. Uma explosão no dia 22 de janeiro, às 23h e 55 min, produziu uma pluma de gás (sem cinzas) que ascendeu a 1,45 km acima da cratera. O Nível de Alerta permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tungurahua, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) informou que desde o dia 31 de dezembro de 2012 a sismicidade no vulcão Tungurahua tem diminuído. Nos dias 2 e 3 de janeiro não ocorreram explosões, nem estrondos e também queda de cinzas. Duas pequenas explosões foram detectadas nos dias 4 e 5 de janeiro.  Uma explosão no dia 6 de janeiro foi acompanhada por sons semelhantes a rugidos e rolamento de blocos. Pequena queda de cinzas foi reportada no povoado de Manzano (8 km a sudoeste). Não ocorreu atividade nos dias 7-8 de janeiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Reventador, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) reportou que a sismicidade no vulcão Reventador durante o período entre 16-21 de janeiro foi moderada. Incandescência na cratera foi observada na noite entre 21 para 22 de janeiro. Na manhã de 22 de janeiro, por volta das 09h e 00min, a atividade sísmica aumentou e foi caracterizada por tremores de elevada energia e constante baixa frequência. Observadores relataram fontes de lavas na cratera e fluxos de lavas sobre os flancos, ambos tornando-se mais intensos às 18h e 00min. Explosões produziram plumas que variaram a coloração entre esbranquiçadas a levemente acinzentadas e ascenderam até 2 km de altura e foram dispersas na direção oeste.

O IG relatou que na manhã de 22 de janeiro os tremores sísmicos aumentaram significativamente no vulcão Reventador e foram detectados sinais sísmicos indicando eventos de queda de rochas. Explosões foram ouvidas durante a tarde e no anoitecer daquele dia. Após uma das explosões na cratera, foi observada uma pluma de vapores e gases ascendendo 1,5 km acima da cratera. Fluxos de lavas se deslocaram pelos flancos sudoeste e norte. O domo de lava cresceu no mínimo 100 metros acima da margem da cratera.

Durante os dias 23-29 de janeiro a sismicidade permaneceu elevada, mas a cobertura de nuvens impediu a observação visual do vulcão. Cientistas observaram durante um sobrevoo no dia 29 de janeiro uma explosão e uma pluma de cinzas e vapores que ascendeu 1,5 km acima do domo de lava. Desde novembro de 2012 o domo de lava tem crescido significativamente, estando no mínimo 100 metros mais elevados que a margem leste do vulcão, e aproximadamente 20 fluxos de lavas se deslocaram pelos flancos norte, sudeste e sul da montanha vulcânica. Incandescência na cratera foi observada na noite entre 29-30 de janeiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que explosões durante os dias 3-8 de janeiro desde o vulcão Fuego produziram plumas de cinzas que ascenderam até 350 metros de altura e foram dispersas nas direções oeste e sudoeste. Fluxos de lavas se deslocaram por 300-900 metros na direção sudoeste, dentro da drenagem Taniluya. Novas explosões durante os dias 7-8 de janeiro produziram plumas que foram dispersas por 5 km na direção sudoeste. Incandescência foi emitida até uma altura de 100 metros acima da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que explosões durante os dias 2-3 de janeiro desde o complexo de domos de lava Santiaguito no vulcão Santa María produziram plumas que ascenderam 300 metros de altura. Durante os dias 2-4 de janeiro a frente dos fluxos de lavas sobre o flanco sul foi incandescente porque avalanches expuseram o interior quente dos fluxos. Uma fraca explosão foi detectada no dia 4 de janeiro. Novas explosões durante os dias 5-8 de janeiro produziram plumas de cinzas que se deslocaram nas direções oeste e sudoeste. Fluxos de lavas foram ativos nos flancos nordeste, sudeste, sudoeste e noroeste.

O INSIVUMEH relatou que explosões no complexo de domos de lava Santiaguito nos dias 24-27 de janeiro produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 800-900 metros de altura. Fluxos de lava ativos produziram avalanches durante os dias 28-29 de janeiro.

No dia 30 de janeiro, o INSIVUMEH informou que tanto a altura cada vez maior das plumas de cinzas originadas por explosões no complexo de domos de lava Santiaguito e uma mudança na direção do vento provocou queda de cinzas nas cidades de Esperanza e San Mateo em Quetzaltenango. Plumas de coloração cinza escuro ascenderam em média 800 m acima do complexo e foram acompanhadas por emissões de dióxido de enxofre.

Durante os dias 30-31 janeiro uma série de pequenas explosões produziram plumas de cinzas que atingiram 300 metros de altura e foram dispersas na direção noroeste. Fluxos de lavas ativos produziram avalanches. Ocorreu queda de cinzas em áreas situadas a sul do vulcão.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Pacaya, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que no dia 2 de janeiro que um aumento na atividade fumarólica do vulcão Pacaya geraram emissões de vapores que alcançaram 500 metros de altura acima do cone MacKenney. Durante os dias 3-4 de janeiro plumas ascenderam somente entre 100-150 metros de altura. Somente plumas de vapores esbranquiçadas foram dispersas na direção sul durante os dias 5-8 de janeiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Colima, México

Uma erupção freática ocorreu no dia 6 de janeiro no vulcão Colima, ejetando tefra e uma pluma de cinzas ascendeu a 2 km de altura acima da cratera. Queda de cinzas foi reportada no povoado de Atenquique (20 km a leste). Visitantes foram retirados do parque nacional.

Uma pluma de cinzas foi observada em imagens de satélites no dia 29 de janeiro se deslocando por 55 km na direção nordeste. Uma anomalia termal foi também detectada. Segundo jornais locais, às 4h e 00min do dia 29 de janeiro, residentes a uma distância de até 20 km ouviram um forte som, sentiram a terra tremer e as janelas chacoalharem, no momento que o vulcão Colima ejetou material incandescente e uma pluma de cinzas ascendeu 3 km de altura. Cinzas caíram em diversas comunidades.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sicília, Itália

Vigorosa atividade explosiva do tipo Estromboliana na Cratera Bocca Nuova começou na noite durante os dias 9-10 de janeiro, três meses após o último episódio. Uma rápida ascensão na amplitude de tremores foi detectada a meia-noite de 10 de janeiro. Uma câmera de vídeo registrou dez minutos depois a primeira explosão incandescente na parte leste da cratera, que progressivamente se tornou mais forte e mais frequente. Jatos de fragmentos incandescentes ascenderam significantemente mais altos que a margem da cratera às 3h e 50min. O fenômeno não foi mais visto com o raiar do dia. A amplitude dos tremores vulcânicos permaneceu elevada, mas começou a diminuir por volta do meio-dia. No início da manhã de 15 de janeiro a amplitude dos tremores vulcânicos rapidamente diminuiu, marcando o término da atividade Estromboliana na Cratera Bocca Nuova.

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo informou que dois episódios de atividade explosiva Estromboliana ocorreram na cratera Bocca Nuova durante as noites de 16 e 18 de janeiro. Ambos começaram com um súbito aumento na amplitude dos tremores vulcânicos. Infelizmente, más condições meteorológicas impediram a observação direta dos eventos, sendo que a única evidência visível foi um brilho iluminando as nuvens que cobriam o cume. Em 18 de janeiro alguns clastos foram ejetados sobre o flanco sul do cone central.

A amplitude dos tremores vulcânicos novamente aumentou no início da manhã de 20 de janeiro. Ao mesmo tempo, houve relatos de brilho que iluminaram as nuvens sobre o cume do vulcão Etna. Análises de dados sísmicos e infrasônicos sugeriram que a atividade ocorreu no cone da Nova Cratera Sudeste e consistiu de explosões estrombolianas leves, que cessaram algumas horas mais tarde.

O próximo episódio começou em 22 de janeiro. Os tremores aumentaram rapidamente às 18h e 40min. Brilho da atividade explosiva Estromboliana foi registrado em vídeo pela primeira vez  às 18h e 56min; a atividade tornou-se então mais claramente visível e as explosões estrombolianas tornaram-se mais freqüentes. Bombas incandescentes foram ejetadas a 100 m de altura acima da borda da cratera. As explosões mais fortes foram seguidas por precipitação abundante de tephra grosseira sobre os flancos do cone da Nova Cratera Sudeste. A atividade eruptiva continuou por quase 12 horas, com pequenas flutuações. Ruídos produzidos pelas explosões eram audíveis aos residentes no flanco leste da montanha. Por volta das 06h e 00min, de 23 de janeiro, a amplitude dos tremores diminuiu e a última explosão visível nas imagens da câmera foi gravada às 06h e 35min. Durante a hora seguinte, alguns pequenossopros” esporádicos de vapor misturado com cinzas vulcânicas ascenderam da cratera e foram dispersos na direção leste.

Os dois episódios de atividade explosiva Estromboliana na Nova Cratera Sudeste durante os dias 20 e 22-23 janeiro representaram a primeira emissão de novos produtos magmáticos após um intervalo silencioso de cerca de nove meses. Durante os últimos meses, foram observados sinais de uma possível reativação da cratera, começando com um brilho opaco vindo de dentro da cratera no dia 22 de novembro de 2012 e uma série de pequenas emissões de cinzas e vapor durante os dias 25-27 dezembro de 2012. Um episódio de curta duração, mas com  brilho intenso, ocorreu na noite de 3 de janeiro de 2013.

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo informou que uma intensa atividade explosiva Estromboliana na Cratera Bocca Nuova começou no anoitecer de 30 de janeiro e foi o quinto episódio de atividade durante um intervalo de 3 semanas que começou no dia 10 de janeiro. Um brilho fraco desde um conduto localizado sobre a parte sudeste do assoalho da cratera foi observado pela primeira vez às 18h e 07min. O brilho tornou-se mais forte e foi visível para os residentes próximos; simultaneamente, a amplitude dos tremores vulcânicos aumentou rapidamente e os tremores deslocaram-se desde abaixo da Nova Cratera Sudeste para a direção da Cratera Bocca Nuova. A atividade se intensificou entre às 19h e 00min e às 19h e 15min, e partir das 19h e 20min em diante jatos quase contínuos de bombas vulcânicas incandescentes e escórias se elevaram da margem da cratera. Parte da tefra foi ejetada 150 metros acima da margem da cratera.

Das 19h e 30min até às 20h e 00min, fontes de lavas ascenderam 100 metros acima da cratera. Logo após as 20h e 00min, a fonte inclinou-se na direção sudoeste e produziu forte queda de bombas incandescentes e escórias sobre todo o flanco sudoeste do cone do cume. As 20h e 16min a fonte ficou vertical novamente e a queda de material piroclástico para o lado de fora da cratera diminuiu. A fonte de lava começou a enfraquecer por volta das 20h e 30min; os jatos incandescentes tornaram-se descontínuos e raramente ascenderam a mais de 100 metros acima da margem da cratera, exceto por um jato, às 21h e 00min, que atingiu 150 metros acima da margem. Além disso, a amplitude dos tremores vulcânicos diminuiu rapidamente e retornou aos níveis normais durante a noite. Após as 22h e 00min, os jatos incandescentes não ascenderam mais acima da margem da cratera e o brilho tornou-se progressivamente mais fraco. Durante a noite, contudo, fraca atividade eruptiva continuou a ocorrer no fundo da cratera, evidente a partir do brilho que emanava da cratera. Nas primeiras horas da manhã de 31 de janeiro, o brilho gradualmente desapareceu, e o episódio terminou com uma série de pequenas e esporádicas emissões de cinzas, sendo a última sendo vista por volta das 06h e 41min.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Stromboli, Ilha de Stromboli, Itália

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo informou no dia 10 de janeiro que desde a manhã de 23 de dezembro de 2012 lavas estão extravasando desde condutos localizados logo abaixo da borda conduto explosivo setentrional no terraço de crateras do vulcão Stromboli, gerando pequenos fluxos de lava que percorreram os setores N e NO da região de Sciara del Fuoco. Além disso, o rápido acúmulo de respingos de lava (spatter) durante a atividade explosiva intensa, muitas vezes geraram pequenos fluxos que foram acompanhados por inúmeros deslizamentos de terra. Principais fluxos de lava ocorreram nos dias 23-27 de dezembro e 7 de janeiro.

Durante os intervalos entre os principais episódios efusivos, lava foi extravasada a razões extremamente baixas desde os condutos, resultando inúmeros blocos incandescentes descendo por Sciara del Fuoco. Às vezes, pequenas correntes de lava avançaram por algumas dezenas de metros antes de se desintegrar em blocos, como na manhã de 10 de janeiro de 2013. Em todos os casos, a efusão de lava foi precedida e, muitas vezes acompanhada, por uma intensa atividade explosiva no terraço da cratera.

Um relatório em 15 de janeiro observou que as emissões intermitentes de pequenos fluxos de lava a partir do terraço da cratera continuou, às vezes acompanhado por deslizamentos de terra causados ​​pelo deslizamento e rolamento de material rochoso solto na encosta íngreme de Sciara del Fuoco.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) relatou que durante todo o mês de janeiro de 2013 o lago de lava periodicamente ascendeu e retrocedeu no conduto profundo dentro da cratera Halema’uma’u. A pluma de gás desde o conduto continuou a depositar quantidades variáveis de respingos de lava (spatter) e “cabelos de Pele” nas áreas próximas. Neste período, algumas partes da margem interna do lago, bem como várias peças da parede do conduto caíram dentro do lago. O nível do lago de lava estava 40-45 metyros abaixo da cratera Halema’uma’u durante os dias 9-10 de janeiro, 32 metros no dia 14 de janeiro e 25 metros no dia 15 de janeiro.  Durante os dias 15-16 de janeiro rochas continuaram caindo na superfície do lago de lava. O nível do lago estava 35 e 27 metros abaixo do fundo da cratera no dia 16 e 19 de janeiro, respectivamente. No dia 23 de janeiro uma porção da parede do conduto oeste caiu para dentro do lago. O nível do lago estava 35 metros abaixo do assoalho da cratera Halema’uma’u no dia 23 de janeiro, 38 metros no dia 28 de janeiro e 32 metros em 31 de janeiro.

No mesmo período, na área do cone/cratera Pu’u ‘O’o, foi emitida incandescência desde cones de respingos (spatter cones) localizados na parte sudeste e noroeste do assoalho da cratera, e também desde o lago de lava situado na parte nordeste da cratera. No dia 4 de janeiro, as margens norte e oeste do lago de lava colapsaram para dentro do lago. Durante os dias 9-13 de janeiro, o lago de lava extravasou e ocasionalmente alimentou grandes fluxos no assoalho da cratera e dois pequenos fluxos sobre o flanco leste do cone Pu’u ‘O’o. Lava fluiu desde o cone de respingos sudeste no dia 11 de janeiro e desde o cone de respingos sudoeste no próximo dia. Níveis de lava permaneceram elevados na cratera durante os dias 14-15 de janeiro; vários fluxos de lavas desde múltiplos condutos foram ativos no assoalho da cratera. No período entre 16-22 de janeiro o nível do lago permaneceu elevado na cratera Pu’u ‘O’o; vários fluxos de lavas foram ativos na cratera emitidos a partir de múltiplos condutos. O nível do lago foi elevado vários metros acima da margem da cratera (perded lava lake) e extravasou esporadicamente para o lado de fora da cratera e sobre o flanco leste do cone. Pilotos de aeronaves confirmaram nos dias 25 e 26 de janeiro que um fluxo de lava permaneceu ativo sobre o flanco leste do cone Pu’u ‘O’o. No dia 30 de janeiro, lavas desde o lago de lava (elevado 5-6 metros de altura acima da margem da cratera) fluíram pelo flanco leste do cone Pu’u ‘O’o até sua base e continuou a avançar sobre os fluxos mais antigos. No dia 31 de janeiro o cone de respingos norte extravasou lava, que fluiu rapidamente contra a parede norte da cratera, avançando, então, nas direções leste e oeste.

Fluxos de lavas foram ativos por todo o mês de janeiro em uma área com 1 km de largura que e se espalhou desde próximo à base da região de pali até a costa. Câmeras de vídeo registraram plumas de vapores originadas em múltiplos locais onde esporadicamente a lava entrava na água.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakura-jima, Kyushu, Japão

O Japanese Meteorological Agency (JMA) informou que explosões desde a cratera Showa do vulcão Sakura-jima em todo o mês de janeiro de 2013, ejetaram tefra a uma distância de até 1,3 km da cratera, que produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 1,2-3,0 km de altitude acima do nível do mar e foram dispersas nas direções nordeste, leste, sudeste e sul. Incandescência na cratera foi detectada em 21 de janeiro. Erupções muito pequenas ocorreram na cratera Minami-dake no dia 4, 10-11 e 15 de janeiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Lokon-Empung, Sulawesi, Indonésia

Segundo jornais locais, o vulcão Lokon-Empung erupcionou duas vezes no dia 31 de janeiro, produzindo uma pluma de cinzas que ascendeu 800 metros após a primeira erupção. A atividade sísmica tinha aumentado um dia antes.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Seulawah Agam, Sumatra, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que a sismicidade aumentou no vulcão Seulawah Agam nos primeiros dias do ano de 2013. Cientistas observaram no dia 2 de janeiro uma nova solfatara dentro da Cratera van Heutsz localizada sobre o flanco norte-nordeste do vulcão. O Nível de Alerta foi elevado para 2 (em uma escala que varia entre 1-4) no dia 3 de janeiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Manam, Nova Guiné, Oceano Pacífico

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) relatou que plumas de cinzas escuras foram ocasionalmente emitidas a partir da cratera do Sul do vulcão Manam durante os dias 08-12 de janeiro.

Por volta das 10h e 00min de 12 de janeiro uma erupção sub-Plinian gerou plumas de cinzas que ascenderam a 1,4-1,5 km acima da cratera. A atividade atingiu o pico entre 12h e 00min e às 13h e 00min. As plumas de cinzas foram dispersas nas direções sudoeste, sul e sudeste, produzindo queda de cinzas na ilha em áreas a favor do vento. Estrondos foram ouvidos em áreas nas partes sul e sudoeste da ilha. A atividade diminuiu após as 16h e 00min e plumas de cinzas atingiram apenas 500 m acima da cratera. Ejeção de material incandescente foi observada a noite. Tanto os materiais ejetados como as cinzas acumularam-se nos vales sudeste e sudoeste.

Plumas de cinzas foram dispersas na direção sul durante os dias 13-14 janeiro. Plumas de vapor esbraquinçadas e plumas de cinzas continuaram a ascender da cratera principal até o final do mês de janeiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Rabaul, Nova Bretanha, Oceano Pacífico

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) informou que sons de estrondos e rugindos começaram no dia 19 de janeiro, às 21h e 28min, no cone Tavurvur do vulcão Rabaul. Os sons persistiram por cerca de 15 minutos. A escuridão impediu observações visuais, mas no próximo dia as emissões de cinzas eram evidentes. No dia 20 de janeiro, pequenas explosões geraram plumas de cinzas que ascenderam até 500 m acima da cratera e foram dispersas nas direções leste e sudeste. Um observador notou poucos dias antes da erupção que a vegetação no flanco norte estava com coloração dourada, e um alpinista relatou no dia 18 de janeiro um forte odor de dióxido de enxofre.

Uma grande explosão às 23h e 25min do dia 20 de janeiro foi seguida por alguns minutos de contínua emissão de sons semelhantes a rugidos e estrondos. Durante os dias 20-22 de janeiro ocorreram emissões de cinzas em intervalos irregulares; a cor das plumas sugeriu principalmente composição de vapor de água com baixo teor de cinzas. As plumas ascenderam a 200 m e foram dispersas nas direções leste e sudeste no dia 20 de janeiro, e sudoeste, sul e sul-sudeste em 21 de janeiro. A atividade aumentou durante os dias 21-22 de janeiro, com emissões de cinzas sendo mais frequentes e persistindo por períodos prolongados. Os voos para o aeroporto de Tokua foram cancelados em 21 de janeiro.

As emissões diminuíram na tarde de 22 de janeiro, mas explosões pequenas a moderadas continuaram. Uma grande explosão em 21h e 47min ejetou fragmentos incandescentes, e produziu uma pluma de cinzas que se elevou a 2 km e foi disperas nas direções leste e sudeste. Outras explosões foram ouvidas durante a noite. Plumas de cinzas ascenderam da cratera em 23 de janeiro e foram dispersas na direção sudeste.

O RVO relatou que durante os dias 23-24 de ​​janeiro as emissões consistiram na maior parte de plumas de vapor esbranquiçadas, ainda ocasionais explosões formassem plumas de cinzas que ascenderam 600 m acima da cratera. Sons semelhantes a ruídos e rugidos foram ouvidos. Cinco explosões foram detectadas entre as 06h e 56min e às 08h e 59min no dia 24 de janeiro; estas explosões produziram plumas com pequenas quantidades de cinzas que ascenderam a 1 km acima do nível do mar. Várias explosões foram detectadas entre 16h e 30min de 24 de janeiro e as 02h e 32min de 25 de janeiro, apesar de sismicidade permanecer em um nível baixo.

Cinco novas explosões ocorreram entre às 19h e 47min de 26 de janeiro e às 05h e 14min de 27 de janeiro, produzindo plumas que se deslocaram nas direções leste e sudeste. Uma explosão no dia 27 de janeiro, às 10h e 00min, produziu uma pluma de cinzas densa que ascendeu a algumas centenas de metros acima do nível do mar e se dispersou nas mesmas direções acima. Emissões de cinzas continuaram até às 15h e 00min, seguida por emissões de vapores esbranquiçados. Seis explosões foram detectadas durante a noite, possivelmente gerando plumas de cinzas.

Durante boa parte da manhã de 28 de janeiro as emissões consistiram de plumas de vapores esbranquiçados. Então, às 10h e 03min, uma explosão produziu densa pluma de cinzas. As emissões de cinzas continuaram pela próxima hora e então voltaram a constituir plumas de vapores. Duas novas explosões ocorreram às 13h e 23min e às 18h e 16min, gerando plumas de cinzas e emissões subcontínuas por uma hora e por 15-20 minutos, respectivamente. Após isso, plumas de vapores ascenderam da cratera até o dia 29 de janeiro, mas uma explosão às 17h e 23min gerou novamente uma pluma de cinzas densa, seguida por um curto período de emissões subcontínuas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


White Island, Nova Zelândia

Em 7 de janeiro, o GeoNet Data Center informou que o Código de Cores Aeronáutico para o vulcão White Island foi diminuído para amarelo (segundo mais baixo numa escala de quatro cores) e o Nível de Alerta Vulcânico foi reduzido para 1. O domo de lava na formado na cratera no dia 5 de agosto foi pela primeira vez claramente observado no dia 10 de dezembro. Observações em 20 de dezembro indicaram que a cúpula não havia mudado. Os cientistas visitaram a área no dia 1 de janeiro e novamente não observaram alterações. Eles mediram temperaturas de 200-240 graus Celsius a partir da cúpula de lava e 70-80 graus do lago quente nas proximidades, e observaram muito gás proveniente do lago. O relatório também indicou a continuação de elevados níveis de tremores sísmicos.

No dia 22 de janeiro, o GeoNet Data Center informou que a agitação no vulcão White Island continuou. Um vulcanólogo visitou a área em 21 de janeiro e observou que a atividade hidrotermal no pequeno "lago quente" tinha aumentado. A superfície do lago intumescia devido à subida de vapor e gás, que também trazia grandes quantidades de sedimentos à superfície, muitas vezes com vapores e gases em torno da base. Eventos mais fortes ocorreram periodicamente. O relatório observou que a atividade vinha crescendo desde o final de 2012 e está agora semi-contínua. O Código de Cores de Aviação permaneceu em Amarelo (segunda menor em uma escala de quatro cores) e o Nível de Alerta vulcânica manteve-se em 1.

No dia 24 de janeiro, às 16h e 00min, o Centro de Dados GeoNet informou que a sismicidade no vulcão White Island havia variado durante as últimas 20-30 horas; tremores vulcânicos diminuíram, enquanto que terremotos híbridos apareceram, sugerindo movimento de magma dentro do vulcão. O Código de Cores de Aviação foi elevado para laranja (segundo mais alto em uma escala de quatro cores) e o Nível de Alerta Vulcânico manteve-se em 1 (em uma escala de 0-5).

No dia 25 de janeiro cientistas fizeram um sobrevoo para medir as emissões de gases e descobriram que os níveis foram semelhantes aos medidos em 19 de dezembro de 2012. Os cientistas observaram forte atividade de geyser de lama dentro do lago da cratera. A sismicidade permaneceu acima dos níveis normais.

Em 29 de janeiro, os tremores contínuos que haviam sido registrados durante as últimas semanas variaram para tremores intermitentes, que se mantiveram fortes. O lago da cratera começou a secar, mas as explosões freqüentes de lama, vapor e gás continuaram vigorosas; lama e rocha foram ejetadas dezenas de metros de distância da área do lago. Plumas de vapor e gás, que ascenderam da cratera eram visíveis desde a Baía de Plenty.

O GeoNet Data Center informou no dia 30 de janeiro que o " lago quente " do vulcão White Islando tinha secado e um pequeno cone de material vulcânico (tuff cone) estava se formando no antigo piso do lago. O conduto ativo continuou a ejetar rajadas de lama, rocha, vapor e gás a uma altura entre 50-100 m. Esta atividade, juntamente com a atividade sísmica, foi intermitente. Medições de gases obtidas durante um sobrevoo mostraram que os níveis de gases vulcânicos emitidos pelo vulcão foram ligeiramente maiores do que os níveis medidos na semana anterior: fluxo de gás de dióxido de carbono aumentou de 1.800 para 2.000 toneladas/dia, o fluxo de dióxido de enxofre aumentou 366 para 600 toneladas/dia, e o fluxo de sulfureto de hidrogénio foi de 19 toneladas/dia, aumentando quatro toneladas em relação a medição anterior, que foi de 15 toneladas/dia. Durante os dias 30-31 de janeiro a sismicidade variou para tremores contínuos e permaneceu em nível elevado. O Código de Cores de Aviação permaneceu em laranja (segundo maior em uma escala de quatro cores) e o Nível de Alerta manteve-se em 1 (em uma escala de 0-5).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shiveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante todo o mês de janeiro o fluxo de lava viscoso continuou a ser extrudido sobre o flanco noroeste do domo de lava do vulcão Shiveluch, acompanhado por avalanches quentes e atividade fumarólica. Imagens de satélite mostraram anomalias termais sobre o domo de lava quase que diariamente. O Código de Cores de Alerta permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Klyuchevskoy, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que imagens de satélites e vídeos durante os dias 18-25 de janeiro mostraram explosões Estrombolianas no vulcão Klyuchevskoy, junto com incandescência na cratera e emissões de gases e vapores. O Código de Cores de Alerta foi mantido em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kizimen, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante todo o mês de janeiro continuou a ser registrada moderada atividade sísmica no vulcão Kizimen e lava continua ser extrudida a partir do cume sobre o flanco leste da montanha. Incandescência no cume, forte atividade de gases e vapores e ocasionais avalanches quentes sobre os flancos oeste e leste acompanharam o processo. Imagens de satélites detectaram uma anomalia termal quase que diariamente sobre o vulcão. Plumas de cinzas ascenderam até uma altitude acima de 5,2 km acima do nível do mar no dia 11 de janeiro e 4,6 km acima do nível do mar no dia 13 de janeiro.  No período entre 10-15 de janeiro foi detectado dois novos fluxos de lavas sobre o flanco sudeste. O Código de Cores de Aviação permanece em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tolbachik, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) relatou que a fissura ao longo do lado oeste de Tolbachinsky Dol, um platô de lava localizado sobre o lado sudoeste do vulcão Tolbachik, continuou a produzir fluxos de lavas muito fluídos durante a primeira semana de janeiro de 2013. Forte sismicidade foi detectada. Plumas de gases e cinzas foram dispersas em múltiplas direções e o quinto cone continuou a crescer acima da fissura. Uma muito grande anomalia termal continuou visível diariamente em imagens de satélite sobre a parte norte de Tolbachinsky Dol.

No período entre 4-31 de janeiro a situação continuou muito semelhante ao informe anterior, com a fissura produzindo fluxos de lavas muito fluídos que se deslocaram pelos lados oeste e sudeste de Tolbachinsky Dol. Quatro cinder cones continuaram a crescer sobre a fissura sul acima do cone Krasny. Plumas de cinzas e gases ascenderam até uma altitude de 4,5 km acima do nível do mar e foram dispersas em múltiplas direções. Uma muito grande anomalia termal sobre a parte norte de Tolbachinsky Dol foi visível diariamente em imagens de satélites. O Código de Cores de Aviação permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

 

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