Erupções de Janeiro de 2015


Reventador, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) reportou atividade sísmica moderada, incluindo explosões, terremotos de longo período, tremores harmônicos no vulcão Reventador, durante o período entre 14-20 de janeiro. Uma explosão no dia 15 de janeiro gerou uma pluma de cinzas e vapores que ascendeu 1 km e foi dispersa na direção noroeste. Uma pequena explosão gerou uma pluma que ascendeu 200 metros. Outra explosão no dia 16 de janeiro formou uma pluma de cinzas que se elevou por 2 km.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sangay, Equador

Baseado em informações de um piloto de aeronave, o Washington VAAC relatou que no dia 25 de janeiro uma pluma de cinzas desde o vulcão Sangay ascendeu até uma altitude de 7,3 km acima do nível do mar. Uma anomalia termal foi detectada por imagens de satélites e continuou a ocorrer até o próximo dia.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report  


Fuego, Guatemala

Durante o período entre 8-13 de janeiro, o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH), reportou que a atividade no vulcão Fuego continuou elevada. Explosões geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 550-950 metros acima da cratera e foram dispersas por 10-15 km nas direções oeste e sudoeste. Blocos incandescentes rolaram por drenagens nos setores sudeste, sudoeste e oeste do vulcão e alcançaram áreas vegetadas, gerando pequenos incêndios. Queda de cinzas foi reportada nos setores sudoeste e noroeste da montanha, até uma distância de 12 km. Durante os dias 10-13 de janeiro, explosões ejetaram tefra incandescente a uma altura entre 100-200 metros acima da cratera provocando avalanches em drenagens nos flancos sul e sudoeste do edifício vulcânico.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report  


Santa Maria, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH), relatou que uma explosão no cone Caliente, parte do complexo de domos de lava Santiaguito, gerou uma pluma de cinzas que ascendeu 600 metros de altura e deslocou-se na direção sudoeste, provocando queda de cinzas em algumas localidades. No dia 11 de janeiro, a frente do fluxo de lava estava incandescente e produziu avalanches que desceram pelo flanco. Uma explosão no dia 13 de janeiro gerou uma pluma que ascendeu 700 metros de altura e também foi dispersa na direção sudoeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report 


Pacaya, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH), informou no dia 28 de janeiro que emissões de cinzas originadas na cratera Mackenney do vulcão Pacaya se deslocaram por 4 km nas direções sul e sudoeste. Durante observações de campo, cientistas viram uma cratera central bem definida, com 40-50 metros de diâmetro, e emissões de cinzas. Plumas de gás ascendiam desde uma área sobre o flanco sul da montanha. Dados sísmicos foram caracterizados por tremores e eventos de baixa frequência. 

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report 


San Miguel, El Salvador

O Servicio Nacional de Estudios Territoriales (SNET) reportou que às 06h e 43min do dia 26 de janeiro, uma pequena explosão no vulcão San Miguel gerou uma pluma de cinzas que ascendeu 300 metros e rapidamente se dispersou na direção oeste. Residentes locais informaram que ouviram “roncos” vindos da montanha e sentiram tremores sísmicos durante a explosão. Ocorreu pequena queda de cinzas a sudoeste da cratera. 

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report 


Colima, México

Segundo informações de matérias jornalísticas mexicanas, três explosões no vulcão Colima, nos dias 3, 8 e 11 de janeiro, geraram plumas de cinzas que ascenderam, respectivamente, 3, 2 e 1 km acima da cratera do vulcão. As explosões provocaram queda de cinzas em diversas municipalidades da região.

No dia 21 de janeiro, às 07h e 13min, uma explosão gerou uma pluma de cinzas que ascendeu 4 km e deslocou-se na direção leste. Queda de cinzas foi reportada em diversos povoados nos setores leste e nordeste da montanha vulcânica. Devido à atividade, autoridades mexicanas restringiram o acesso ao Parque Nacional Nevado de Colima. Outras plumas de cinzas, variando em altura desde algumas centenas de metros até 1 quilômetro, foram geradas nos próximos dias. Segundo um boletim da Unidad Estatal de Protección Civil em 24 de janeiro, o vulcão Colima permaneceu ativo nesse dia, ainda que tenha ocorrido uma pequena diminuição no número e no tamanho das avalanches de blocos de lava. Fluxos de lava foram ativos nos flancos oeste e noroeste do vulcão. A atividade explosiva variou entre pequena a moderada. As recentes explosões destruíram parcialmente o domo de lava situado na cúpula do vulcão. Residentes foram alertados para não se aproximarem a menos de 5 km da montanha.  

Uma breve emissão no dia 29 de janeiro com pequeno conteúdo de cinzas se deslocou por 30 km na direção sudoeste. No próximo dia, algumas breves emissões ascenderam desde a cratera e se dissiparam por 37 km na direção sudoeste.  

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report 


Fogo, Arquipélago de Cabo Verde, Oceano Atlântico

O Observatório Vulcanológico de Cabo Verde (OVCV) reportou que no dia 8 de janeiro somente sendo visível uma pequena pluma de gás ascendendo uma centena de metros acima da cratera. Eventualmente, algumas explosões, seguindo sons de estrondos, foram sentidos em áreas de até 1 km de distância do vulcão. Explosões periódicas continuaram no próximo dia e às 15h e 30min, uma pluma de cinzas e gases ascendeu 1,2 km acima da cratera e foi dispersa na direção sudeste. No dia 10 de janeiro, densas plumas ascenderam entre 800-1.200 metros. Explosões nos dias 11 e 12 de janeiro produziram plumas de gases e cinzas que ascenderam entre 800-1.500 metros acima da cratera. Na tarde do dia 12 de janeiro, uma forte explosão foi seguida por outras explosões de menor intensidade, e acompanhadas por sons de estrondos por duas horas. Uma muito densa e escura pluma de cinzas atingiu 2 km de altura e foi dispersa na direção leste. Neste mesmo dia, às 19h e 00min, tefra foi ejetada a uma altura de 50 metros acima da cratera. As frentes dos fluxos de lavas nos flancos sul e norte estavam estagnadas, enquanto alguns focos de extrusão foram observados nas localidades de Portela e Bangaeira.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report 


Etna, Sicília, Itália

O Osservatorio Etneo – Sezione di Catania (INGV) reportou que câmeras de vídeo registraram durante a noite entre 1-2 de janeiro intermitentes flashes desde a Cratera Voragine (uma das quatro crateras do cume do vulcão Etna), indicando atividade explosiva do tipo Estromboliana pela primeira vez nos últimos dois anos. Às 05h e 30min do dia 2 de janeiro, explosões na Nova Cratera Sudeste geraram plumas que foram dispersas na direção sudoeste. No anoitecer de 3 de janeiro, explosões ejetaram material incandescente 150 metros acima da margem da cratera.

O INGV informou que na noite entre 6-7 de janeiro a frequência das explosões Estrombolianas na cratera Voragine diminuiu; entretanto, algumas das explosões ejetaram material piroclástico incandescente para o lado de fora da cratera e sobre os flancos oeste e sudoeste. As pequenas explosões continuaram durante o dia 7 de janeiro, formando plumas de cinzas que ascenderam algumas centenas de metros acima do cume do vulcão Etna e rapidamente se dissiparam. A atividade explosiva Estromboliana aumentou no dia 8 de janeiro, possivelmente desde dois condutos dentro da cratera. Material piroclástico continuou a ser ejetado para fora da cratera. A partir do dia 9 até o dia 13 de janeiro, as atividades de explosões Estrombolianas e emissões de cinzas se alternaram em intensidade.

No anoitecer de 14 de janeiro, fraca atividade Estromboliana foi registrada nas crateras Voragine e Nordeste. No dia 15 de janeiro, ocasionais emissões de cinzas ascenderam da cratera Nordeste e foram dispersas na direção sudeste. Emissões de cinzas continuaram até o dia 17 de janeiro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report 


Bardabunga, Islândia

Durante o período entre 31 de dezembro e 6 de janeiro, o Icelandic Met Office (IMO) manteve na cor Laranja o Código de Cores de Alerta Aeronáutico devido a contínua atividade na fissura eruptiva Bárdarbunga Holuhraun. A lava fluiu através de um canal próximo a margem leste do campo de lava, em torno de 15 km desde a cratera. A lava fluiu também na direção norte. A sismicidade permanece elevada e persiste a poluição atmosférica devido às emissões gasosas. A subsidência (afundamento) continua a uma taxa de 25 cm/dia. O campo de lava cobriu 83,4 km no dia 6 de janeiro.

Análises preliminares de medições por radar tomadas durante um sobrevoo no dia 30 de dezembro mostraram que a lava tem uma média de espessura de 10 metros na parte leste, 12 metros de espessura no centro, e em torno de 14 metros na parte oeste. A espessura máxima, próximo das crateras, estava em torno de 40 metros na margem leste do lago de lava. Uma estimativa preliminar para o volume de lava alcançou o valor de 1,1 quilômetros cúbico. A subsidência total da superfície do Bárdabunga desde a metade do mês de agosto é de 59 metros.

Durante o período entre 7-13 de janeiro, o IMO manteve o Código de Cores de Alerta Aeronáutico em Laranja devido à contínua atividade na fissura eruptiva Bárdarbunga Holuhraun. O campo de lava expandiu as margens Norte e Nordeste. A sismicidade permanece forte e persiste a poluição do ar devido às emissões de gases. O campo de lava cobriu 84,1 km2 no dia 10 de janeiro.

Durante o período entre 7-20 de janeiro, o IMO manteve o Código de Cores de Alerta Aeronáutico em Laranja devido à contínua atividade na fissura eruptiva Bárdarbunga Holuhraun. O campo de lava expandiu as margens Norte e Nordeste. A sismicidade permanece forte e persiste a poluição do ar devido às emissões de gases. O campo de lava cobriu 84,1 km2 no dia 10 de janeiro e 84,5 km2 no dia 15 de janeiro.

O IMO manteve o Código de Cores de Alerta Aeronáutico em Laranja no período entre 21-27 de janeiro devido à atividade continua na fissura eruptiva Bárdarbunga Holuhraun. O campo de lava expandiu-se ao longo das margens norte e nordeste. A sismicidade permaneceu elevada e a poluição do ar devido às emissões de gases persistiu. Muito elevados valores de dióxido de enxofre, em torno de 84.000 µg/m3, foram registrados no dia 21 de janeiro; este valor registrado foi o mais elevado desde que a erupção começou. A subsidência total da superfície do Bárdarbunga desde a metade do mês de agosto foi de 61 metros, e o volume de lava erupcionada foi estimado em 1,4 km3. O campo de lava estava cobrindo 84,7 km2 no dia 22 de janeiro. A taxa média de emissão de lava durante as últimas três semanas foi um pouco menor do que 100 m3/s, indicando, portanto, que a intensidade da erupção está lentamente diminuindo. Um mapa construído no dia 21 de janeiro mostrou que o campo de lava está espessando e não expandindo significativamente. 

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report 


Kilauea, Arquipélago do Havaí

Durante o período entre 30 de dezembro e 6 de janeiro, o US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) reportou que o fluxo de lava “27 de junho” continuou ativo. A frente do fluxo de lava tinha no dia 30 de dezembro 800 metros de largura acima da intersecção da Pahoa Village Road e Highway 130, e 530 metros em Pahoa Marketplace. Na cratera Halema’uma’u, o lago de lava ocasionalmente ascendeu e rebaixou dentro do conduto. Emissões de gases continuam elevadas. No cone/cratera Pu’u ‘O’o, são observados brilhos emanados desde várias aberturas no assoalho da cratera.

Segundo o HVO, nos dias 7-20 de janeiro, o fluxo de lava “27 de junho” continuou ativo, com lava sendo exposta na parte superior do talude da frente principal. Um estreito lobo de lava que tinha avançado por 700 metros na direção norte-nordeste estagnou. No dia 20 de janeiro a frente de lava estava a 650 metros acima da Higway 130, próximo estações de polícia e bombeiros. O lago de lava ocasionalmente ascendeu e rebaixou dentro do conduto da cratera Halema’uma’u. Emissões de gases continuam elevadas. A pluma desde o conduto continua a depositar quantidades variáveis de tefra sobre as áreas próximas.

O HVO reportou que durante o período entre 21-27 de janeiro que o fluxo de lava “27 de junho” do vulcão Kilauea continuou a avançar e alargar, fluxo de lava extravasando na parte superior da frente de lava. O lobo de lava mais ao norte continuou a avançar e no dia 27 de janeiro a frente estava 500 metros acima da Highway 130, próximo das estações de polícia e bombeiros. Na cratera Pu’u ‘O’o, foi observado brilhos emanados desde várias aberturas com emissão de gases no assoalho da cratera. Na cratera Halema’uma’u, o lago de lava ocasionalmente ascendeu e retrocedeu no conduto profundo. Emissões de gases permaneceram elevadas. A pluma desde o conduto continua a depositar quantidades variáveis de tefra sobre as áreas próximas. 

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report 


Soputan, Sulawesi, Indonésia

O Badan National Penanggulangan Bencana (BNPB) reportou que uma erupção no vulcão Soputan começou às 14h e 47min do dia 6 de janeiro. Observadores em terra relataram que uma densa pluma de cinzas de coloração acinzentada a preta ascendeu em torno de 6,5 km acima do cume e foi dispersa na direção leste-sudeste. Fluxos de lava percorreram uma distância de 2 km pelo flanco oeste-sudoeste do vulcão. O Nível de Alerta permaneceu em 3 (sobre uma escala de 1-4).

O Darwin Volcanic Ash Advisory Centre (VAAC) informou que uma pluma de cinzas ascendeu até uma altitude de 5,5 km acima do nível do mar no dia 18 de janeiro. O BNPB relatou que uma erupção às 11h e 38min daquele mesmo dia gerou uma pluma de cinzas que ascendeu 4 km de altura (não foi mencionado se a altura se referia a acima do vulcão ou acima do nível do mar) e foi dispersa na direção sudoeste. Atividade estromboliana ejetou materiais vulcânicos a 500 metros acima da cratera e avalanches incandescentes de material percorreram 500 metros pelo flanco sudoeste.

Imagens de satélites detectaram no dia 21 de janeiro uma pluma de cinzas que ascendeu até uma altitude de 3,7 km acima do nível do mar e que se estendeu na direção sudoeste por 35 km. 

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report 


Sinabung, Sulawesi, Indonésia

O Badan National Penanggulangan Bencana (BNPB) informou que ocorreu uma erupção no vulcão Sinabung no dia 3 de janeiro, entre as 08h e 33min e as 09h e 19 min. Fluxos piroclásticos se deslocaram entre 2-4 km pelos flancos do vulcão e plumas de cinzas ascenderam a até 3 km de altura. Queda de cinzas foi reportada em vários povoados, a uma distância de até 35 km do vulcão. Desde o começo da atividade no mês de setembro, 2.443 pessoas (795 família) permanecem deslocadas de suas residências.

Uma erupção no dia 10 de janeiro produziu uma pluma de cinzas que atingiu uma altitude de 4 km acima do nível do mar. Queda de cinzas foi reportada nas áreas próximas ao vulcão na noite de 11 de janeiro. Plumas de cinzas ascenderam até 4,6 km de altura acima do nível do mar durante os dias 12-13 de janeiro.

O Darwin VAAC reportou que no dia 15 de janeiro uma pluma de cinzas atingiu uma altitude de 3 km acima do nível e se deslocou por 45 km na direção noroeste. No dia 18 de janeiro, o BNPB reportou que a atividade no vulcão Sinabung permaneceu elevada. Um fluxo piroclástico percorreu 2 km sobre o flanco sul e plumas de cinzas ascenderam 700 metros. O número de pessoas que permanecem deslocadas é de 2.443. O Nível de Alerta permaneceu em 3 (em uma escala que varia entre 1-4).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report 


Sakurajima, Kyushu, Japão

O Japan Meteorological Agency (JMA) reportou que 4 explosões desde a Cratera Showa do vulcão Sakurajima ejetaram tefra a no mínimo 1.300 metros durante os dias 5-9 de janeiro. Incandescência na cratera foi visível nas noites de 7-8 de janeiro. Um intumescimento do edifício vulcânico foi detectado no dia 6 de janeiro e esse processo continuou sendo detectado na metade do mês. O Nível de Alerta permanece em 3 (em uma escala que varia entre 1-5).

Cinco explosões desde a Cratera Showa ejetaram tefra a uma distância de 1.300 metros durante o período entre 16-19 de janeiro. Incandescência desde a cratera foi visível na noite de 16 de janeiro. O edifício vulcânico continua inflando.

O JMA reportou que 3 explosões na Cratera Showa no período entre 19-23 de janeiro ejetaram tefra a uma distância de 800 metros. Incandescência foi visível na noite de 22 de janeiro. Intumescência do edifício vulcânico continua sendo detectada. O Nível de Alerta permaneceu em 3 (em escala que varia de 1 a 5).

Nove explosões na Cratera Showa ejetaram tefra a uma distância de 1.800 metros durante o período entre 26-30 de janeiro. Incandescência na cratera foi visível a noite, e intumescência  continuou a ser detectada. Uma explosão no dia 30 de janeiro provocou queda de tefra (com 2 cm de diâmetro) na cidade de Kagoshima Kurokami (3,5 km a leste). O Nível de Alerta permaneceu em 3 (em escala que varia entre 1-5).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Aso, Kyushu, Japão

O Japan Meteorological Agency (JMA) informou que, baseado na sismicidade e dados de infrassom, a erupção na Cratera Nakadake do vulcão Aso, que começou no dia 25 de novembro, continuou intermitentemente durante no período entre 5-9 de janeiro. Materiais incandescentes foram algumas vezes ejetados sobre a margem da cratera nos dias 5 e 7 de janeiro. Neste dia, plumas ascenderam a 1 km acima da cratera. O Nível de Alerta permanece em 2 (em uma escala que varia entre 1-5).

Segundo o JMA, a erupção continuou intermitente durante o período entre 19-30 de janeiro. Material incandescente foi algumas vezes ejetado sobre a margem da cratera. Plumas ascenderam a 1 km de altura no dia 20 de janeiro e 600 metros durante os dias 23-26 de janeiro. No período entre 26-30 de janeiro material incandescente foi algumas vezes ejetado sobre a margem da cratera, e plumas ascenderam 800 metros acima da cratera. Tremores de elevada amplitude continuaram a ser registrados. O Nível de Alerta permanece em 2 (em uma escala que varia entre 1-5).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Hunga-Tonga – Hunga Ha’apai, Arquipélago de Tonga, Oceano Pacífico

Segundo autoridades locais australianas, uma nova ilha tem sido construída pela erupção entre as ilhas de Hunga Tonga e Hunga Ha’apai, que começou no dia 19 de dezembro de 2014, e agora está se juntando a Hunga Ha’apai. No dia 15 de janeiro, a ilha tinha mais de 1 km de comprimento, 2 km de largura e 100 metros de altura.

Explosões têm ejetado cinzas e grandes rochas a algumas centenas de metros de altura a cada cinco minutos de intervalo. Como a cinza é muito úmida, a maior parte está sendo depositada próximo ao conduto, construindo assim, uma nova ilha. Nuvens de cinzas e vapor (surges) têm sido observadas se espalhando horizontalmente durante as explosões, e se estendem por mais de 1 km desde o conduto eruptivo.

Folhas de árvores nas ilhas de Hunga Tonga and Hunga Ha’apai têm morrido, provavelmente por causa dos gases e cinzas vulcânicas. Não foram observados fragmentos de púmice ou outros detritos vulcânicos flutuando no mar. Em algumas ocasiões foi identificado forte cheiro de gases vulcânicos. Chuva ácida está caindo ocasionalmente dentro de um raio de 10 km da erupção. Esta erupção é similar àquela do Hunga Ha’apai em 2009, mas tem produzido um volume maior de materiais vulcânicos, responsáveis pela construção da ilha.

Voos domésticos e internacionais para o arquipélago de Tonga foram cancelados durante os dias 12-13 de janeiro, devido à nuvem de cinzas produzida desde a contínua erupção em Hunga Tonga-Hunga Ha’apai. As plumas de cinzas ascenderam a 9 km acima do nível do mar desde uma grande erupção e a água em torno da erupção tinha uma cor vermelho-sangue.

No dia 26 de janeiro foi informado através de matéria jornalística que a nova ilha Hunga Tonga-Hunga Ha’apai estava com 120 metros de altura, 1,5 km de largura (N-S) e 2 km de comprimento (L-O), com uma cratera vulcânica de 400-500 metros em diâmetro. A nova ilha se juntou a Hunga Ha’apai na direção oeste e estava 150-200 metros de se junta à ilha de Hunga Tonga na parte norte. A matéria informou que  a erupção tinha diminuído durante a semana anterior; não houve nenhuma grande emissão ascendendo desde o conduto.

Fonte: The Watchers e Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shishaldin, Alaska

O US Geological Survey Alaska Volcano Observatory (AVO) reportou que no dia 21 de janeiro webcams registraram cinzas recentes sobre os flancos superiores nevados do vulcão Shishaldin. Durante os dias 21-22 de janeiro, a sismicidade foi levemente mais elevada do que os níveis normais para a região. Imagens de satélites noturnas revelaram temperaturas fortemente elevadas na região do cume, são consistentes com possível extrusão de lava dentro da cratera. Imagens de webcam nos dias 23-25 de janeiro mostraram uma pequena pluma de vapor saindo do cume da montanha, indicando que a atividade atual estava a maior parte contida dentro da cratera do vulcão. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Klyuchevskoy, Kamchatka Central, Rússia

O Kamchatkan Volcano Eruption Response Team (KVERT) reportou que uma anomalia termal foi detectada em imagens de satélites no dia 1 de janeiro no vulcão Klyuchevskoy, possivelmente indicando que uma erupção explosiva do tipo Estromboliana tinha começado. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico foi elevado para Amarelo no dia 2 de janeiro.

O KVERT confirmou que a erupção Estromboliana no dia 1 de janeiro lançou bombas a 300-400 metros acima da cratera. Fortes emissões de gases e vapores, contendo cinzas, foram registradas por câmeras de vídeo no dia 10 de janeiro. Imagens de vídeo também indicavam um possível fluxo de lava sobre o flanco sul. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico foi elevado para Laranja. Atividades explosivas Estrombolianas e Vulcanianas continuaram durante os dias 11-12 de janeiro, e explosões geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 5-7 km de altura acima do nível do mar.

Durante o período entre 9-16 de janeiro, a erupção Estromboliana e Vulcaniana continuou no vulcão Klyuchevskoy e um novo fluxo de lava começou a extravasar sobre o flanco sudeste da montanha vulcânica. Incandescência no cume foi visível e bombas foram ejetadas a 200-300 metros acima da cratera. Explosões durante os dias 11-15 de janeiro geraram plumas de cinzas que ascenderam até altitudes de 6-7 km acima do nível do mar. Ocorreu queda de cinzas no povoado de Kozyrevsk (50 km a oeste) no dia 11 de janeiro. Imagens de satélites mostraram plumas de cinzas sendo dispersas por 160 km nas direções sudoeste e nordeste. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

As explosões Estrombolianas e Vulcanianas continuaram a ocorrer no vulcão Klyuchevskoy no período entre 16-30 de janeiro. Um fluxo de lava continuou a extravasar sobre o flanco sudeste do vulcão. Incandescência no cume foi visível e bombas vulcânicas foram ejetadas entre 200-300 acima da cratera. Explosões geraram plumas de cinzas que ascenderam até altitudes entre 6-7 km de altura acima do nível do mar; queda de cinza foi reportada na cidade de Klyuchi (30 km a NNE) no dia 21 de janeiro, próximo do rio Khapitsa no dia 27 de janeiro e no povoado de Kozyrevsk (50 km a oeste) no dia 28 de janeiro. Explosões freáticas na frente do fluxo de lava produziram nuvens de gases e vapores com pequenas quantidades de cinzas ascendendo entre 7-8 km acima do nível do mar durante os dias 27-28 de janeiro. Imagens de satélites mostraram uma grande anomalia termal diária e brilhosa sobre o vulcão e plumas de cinzas se deslocaram por 210-300 km nas direções sudoeste, noroeste e nordeste a altitude de 5-7 km acima do nível do mar. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report 


Sheveluch, Kamchatka Central, Rússia

O Kamchatkan Volcano Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante o período entre 2-9 de janeiro a extrusão do domo de lava sobre o flanco norte do vulcão Sheveluch foi acompanhada por incandescência, avalanches quentes e atividade fumarólica. Uma forte explosão no dia 7 de janeiro gerou uma pluma de cinzas que ascendeu até altitudes de 8-9 km acima do nível do mar. Um pequeno fluxo piroclástico desceu pelo flanco sudeste do domo. Imagens de satélites detectaram uma pluma de cinzas se deslocando por 350 km na direção noroeste no dia 7 de janeiro, e uma anomalia termal sobre o domo durante os dias 7-8 de janeiro. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

O KVERT relatou que durante o período entre 9-16 de janeiro continuou a extrusão do domo de lava sobre o flanco norte do vulcão Sheveluch foi acompanhada por incandescência, avalanches quentes e atividade fumarólica. Fortes explosões durante os dias 10-12 e 15 de janeiro geraram plumas de cinzas que ascenderam entre altitudes de 6-10 km acima do nível do mar. Queda de cinzas foi reportada na cidade de Klyuchi (50 km a sudoeste) no dia 12 de janeiro. Imagens de satélites detectaram plumas de cinzas se deslocando por mais de 200 km nas direções oeste e sudoeste durante os dias 10-12 e 15-16 de janeiro, e uma anomalia termal diária sobre o domo de lava. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

O KVERT relatou que durante o período entre 9-30 de janeiro continuou a extrusão do domo de lava sobre o flanco norte do vulcão Sheveluch foi acompanhada por incandescência, avalanches quentes e atividade fumarólica. Fortes explosões durante os dias 10-12, 15, 18-21, 26 e 29 de janeiro geraram plumas de cinzas que ascenderam entre altitudes de 6-10 km acima do nível do mar. Queda de cinzas foi reportada na cidade de Klyuchi (50 km a sudoeste) no dia 12 de janeiro. Imagens de satélites detectaram plumas de cinzas se deslocando por mais de 200 km nas direções oeste e sudoeste durante os dias 10-12 e 15-16 de janeiro, 118 km nas direções leste e nordeste no dia 18 de janeiro, mais de 530 km nas direções noroeste, nordeste, leste nos dias 21-22, 26-27 e 29 de janeiro. Foi detectada uma anomalia termal diária sobre o domo de lava. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Karymsky, Kamchatka Leste, Rússia

O Kamchatkan Volcano Eruption Response Team (KVERT) informou que no dia 19 de janeiro a atividade sísmica no vulcão Karymsky foi elevada. Imagens de satélite detectaram uma anomalia termal e uma pluma de cinzas se dirigindo para leste-sudeste. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico foi elevado para Laranja.

O KVERT anunciou que a erupção moderada do vulcão Karymsky continuou no período entre 16-30 de janeiro. Imagens de satélites mostraram uma anomalia termal sobre o vulcão durante os dias 18-22 e 23-30 de janeiro. Plumas de cinzas se deslocaram por 65 km na direção leste e atingiram uma altitude de 5 km acima do nível do mar no período entre 18-22 de janeiro. Novas emissões de plumas de cinzas nos dias 21-23 e 27 de janeiro ascenderam entre 3,5-4 km acima da cratera e foram dispersas por 160 km nas direções leste e norte.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report 


Zhupanovsky, Kamchatka Leste, Rússia

O Kamchatkan Volcano Eruption Response Team (KVERT) reportou que a erupção explosiva moderada continuou a ocorrer no vulcão Zhupanovsky durante o período entre 9-30 de janeiro. Plumas de cinzas ascenderam a altitudes entre 5-6  km acima do nível do mar nos dias 11, 22 e 25-26 de janeiro. Imagens de satélites detectaram plumas de cinzas se deslocando por 40 km na direção sudoeste durante os dias 11-12 de janeiro, 300 km nas direções sudoeste e leste durante os dias 17-21 de janeiro, e 160 km nas direções sudoeste e sudeste durante os dias 22 e 25-26 de janeiro. Imagens de satélite também revelaram anomalias termais sobre o vulcão nos dias 12 e 17-21 de janeiro. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico foi elevado para Laranja e manteve-se assim por todo o mês.  

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report 


 

 

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