Erupções de Julho de 2011

Puyehue, Chile

O Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN) reportou que a erupção continua desde a zona de rifte Cordón Caulle, parte do complexo vulcânico Puyehue-Cordón Caulle. No dia 1 de julho, uma pluma de coloração clara, possivelmente com pequeno conteúdo de cinzas, ascendeu 3 km acima da cratera e foi observada em imagens de satélites se deslocando por 200 km na direção norte. Voos aéreos foram interrompidos na Argentina.

Durante os dias 2-4 de julho, o SERNAGEOMIN informou que plumas de coloração cinza escuro ascenderam entre 2-4 km acima da cratera e foram detectados em imagens de satélites se deslocando entre 200-900 km nas direções NW, N e leste. A sismicidade durante os dias 29 de junho-2 de julho indicou que o fluxo de lava permaneceu ativo, ainda que em menor grau do que nos dias anteriores. Durante os dias 2-3 de julho os sinais sísmicos indicaram que a lava parou de fluir ou era emitido a baixas velocidades. No dia seguinte, tremores de alta intensidade sugeriram que o fluxo de lava tinha ficado novamente ativo. 

O SERNAGEOMIN reportou que durante os dias 6-8 de julho câmeras de vídeo registraram plumas eruptivas que não ascenderam mais do que 2 km acima do vulcão Puyehue e se deslocaram nas direções N e NE. No dia 6 de julho a pluma se estendeu por 75 km na direção NE. Durante os dias 7-8 de julho as explosões registradas pela rede sísmica corresponderam ao aumento na altura da pluma eruptiva e, no dia 7 de julho, provocaram a vibração das janelas no povoado de Riñinahue. Vários voos foram cancelados no dia 8 de julho na Argentina e no Uruguai e os aeroportos permaneceram fechados.

No dia 9 de julho a sismicidade indicou que os fluxos de lava tinham terminado. Imagens de satélites mostraram que apesar das plumas de cinzas alcançarem uma altitude de 3 km, a atividade estava enfraquecendo.

O SERNAGEOMIN informou que nos dias 12 e 14 de julho câmeras de vídeo registraram plumas eruptivas que ascenderam até 2 km de altura acima da zona de rifte Cordón Caulle e foram dispersas na direção leste. A atividade sísmica diminuiu significativamente. No dia 15 de julho imagens de satélites mostraram a pluma eruptiva se deslocando por 80 km na direção leste e sinais sísmicos indicaram que a lava começou a fluir novamente, sendo que a razão de efusão aumentou no dia 16 de julho. No dia 17 de julho, a pluma eruptiva ascendeu por 2 km acima da cratera e se deslocou por 240 km na direção leste. Segundo jornais argentinos, ocorreu à primeira aterrisagem de um avião no aeroporto da cidade de Bariloche, localizada a 100 km a leste, desde que o dia 4 de junho. No dia 18 de julho, a pluma eruptiva ascendeu 5 km acima da cratera e se deslocou por 150 km na direção noroeste. Material incandescente foi observado sendo ejetado a 500 metros acima da cratera e fluxos de lavas continuaram ativos.

Segundo o SERNAGEOMIN, câmeras de vídeos instaladas em torno do complexo vulcânico Puyehue-Cordón Caulle registraram no dia 20 de julho plumas de cinzas atingindo 3 km de altura. Imagens de satélites mostraram que a pluma se deslocou por 80 km na direção leste. Durante as noites foi observado incandescência na cratera atingindo 500 metros de altura. Sinais sísmicos indicaram fluxos de lavas ativos nos dias 20-21 de julho. As plumas eruptivas se espalharam por uma distância de 250 km nas direções leste e sudeste no dia 22 de julho. Nesse dia, os dados sísmicos indicaram que o fluxo de lava tinha parado. No próximo dia, as plumas eruptivas ascenderam entre 1-2 km acima da cratera e imagens de satélites registraram o deslocamento por 100 km nas direções leste e sudeste. No dia 25 de julho, as plumas atingiram 2,5 km de altura e dispersaram na direção sudeste. Fluxos de lava foram novamente ativos nesse dia. 

A erupção no vulcão Puyehue continuou durante os últimos dias do mês de julho. A sismicidade indicou que o fluxo de lava permaneceu ativo. A pluma de cinzas variou entre 2-5 km acima da cratera e imagens de satélites mostraram que a pluma se deslocou entre 80-400 km nas direções SE, SW, N e NE. Incandescência foi observada na cratera entre 300-500 metros de altura. O Nível de Alerta permanece em 6, vermelho, indicando erupção moderada.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que durante os dias 13-14 de julho explosões no vulcão Fuego produziram plumas de cinzas que ascenderam 700 metros acima da cratera e foram dispersas na direção oeste. Incandescência foi observada desde um fluxo de lava com 100 metros de comprimento no flanco sul. Avalanches de blocos alcançaram as áreas vegetadas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que durante os dias 13-14 de julho explosões desde o complexo de domos de lava Santiaguito do vulcão Santa María produziram plumas de cinzas que ascenderam 500 metros acima do domo Caliente e foram dispersas na direção leste. Uma explosão e sons de estrondos foram ouvidos a 10 km de distância. Fluxos de lavas foram ativos nos flancos leste e sudoeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Poás, Costa Rica

O Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) reportou que no dia 23 de julho um grupo cientistas visitou o vulcão Poás e documentaram as variações que ocorreram durante as semanas anteriores. Eles notaram que a suave escarpa semi-circular observada alguns meses atrás progrediu rapidamente para uma íngreme escarpa sobre a parte SE da Laguna Caliente. A escarpa tinha 60 metros de largura e 2,5 metros de altura e emitia gases e atividade de geyser foi observada no lado oeste, próximo ao lago fumarólico. Em uma área situada a 40 metros acima da superfície do lago onde havia rochas fraturadas e vigorosa emissão de gases, foi observada agora incandescência desde um domo de lava e a temperatura medida foi de 670 graus Celsius.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sicília, Itália

No dia 7 de julho, o site BigThink informou que o vulcão Etna está mostrando sinais, tais como pequenas explosões, que um novo período eruptivo está para começar.

Como alertado no dia 7 de julho, uma erupção paroxismal ocorreu na Cratera Sudeste do Monte Etna no dia 9 de julho após alguns dias de atividade explosiva estrombolianas. Esta foi à quinta erupção do Etna no ano de 2011. A erupção foi de duração mais curta do que as erupções anteriores. Fraca atividade estromboliana ocorreu na Cratera Sudeste entre os dias 4-7 de julho. No dia 7 de julho a atividade explosiva estromboliana aumentou gradualmente junto com a amplitude dos tremores vulcânicos. Pequenos cones piroclásticos começaram a crescer sobre o fundo da cratera. Durante a manhã do dia seguinte a amplitude dos tremores vulcânicos aumentou claramente. A atividade parou logo depois do evento sísmico no dia 8 de julho e retornou no dia 9 de julho por volta do meio-dia quando a lava extravasou a margem leste da Cratera Sudeste. As erupções estrombolianas se intensificaram às 13h e 45min, produzindo fontes de lavas. Emissões de cinzas alcançaram vários quilômetros de altura e produziram queda de fragmentos vulcânicos de tamanho lapili em áreas povoadas a sul e sudeste da montanha. O evento paroxismal persistiu por uma hora e foi acompanhado por um fluxo de lava que alcançou a região do Vale del Bove. Durante o começo da erupção ocorreu uma explosão de cinzas na Cratera Bocca Nuova.

O Osservatorio Etneo – Sezione di Catania reportou que no anoitecer de 11 de julho começou atividade Estromboliana na Cratera Bocca Nuova, representando a primeira erupção magmática desde 2002. Incandescência foi primeiramente registrada com uma câmera de monitoramento localizada sobre o flanco SE e foi também visível nos povoados do setor SE do vulcão Etna. Durante a noite de 12-13 de julho a incandescência foi mais contínua e intensa do que na noite anterior. Bombas vulcânicas foram arremessadas, a intervalos variados, a várias dezenas de metros acima da margem da cratera e caíram para dentro da cratera e também na cratera vizinha, Voragine. Vulcanólogos visitaram a cratera no dia 13 de julho e observaram um grande conduto único no fundo da fenda.

A atividade Estromboliana continuou a ocorrer no anoitecer de 15 de julho, em níveis maiores do que aqueles observados no dia 13 de julho. Imediatamente a oeste do conduto explosivo, um fluxo de lava foi formado. O fluxo cascateou para dentro uma depressão na porção central oeste do fundo da cratera.

No dia 16 de julho, uma série de emissões de cinzas desde a cratera localizada sobre o flanco leste do cone Cratera Sudeste marcou o recomeço da atividade explosiva dentro da cratera e produziu fortes sons de estrondos que foram ouvidos em diversos povoados situados nos flancos do vulcão Etna. No anoitecer de 18 de julho a atividade Estromboliana aumentou e culminou em um novo episódio eruptivo paroxismal no dia 19 de julho. Fluxos de lavas se deslocaram sobre o íngreme flanco oeste do Valle del Bove, seguindo o mesmo caminho das lavas emitidas durante os episódios eruptivos precedentes e estagnou próximo da base do Monte Centenari. Fontes de lavas atingiram entre 200-250 metros de altura e produziram forte queda de spatter (respingos de lavas), formando vários fluxos de lavas. O maior dos fluxos de lava desceu o flanco sul e alcançou a base do cone. Uma pluma densa de gases e cinzas foi dispersa na direção leste.

O Osservatorio Etneo – Sezione di Catania informou no dia 25 de julho que a sétima erupção do ano de 2011 ocorreu na cratera ativa do cone Cratera Sudeste localizada no flanco leste do vulcão Etna. No dia 24 de julho, vigorosa atividade Estromboliana começou a ocorrer dentro da cratera, aumentando gradualmente durante a noite e culminou no dia 25 de julho. A atividade Estromboliana gradualmente se transformou em uma fonte de lava pulsatória, acompanhada pelo aumento de volumosas emissões de cinzas. A fonte flutuou entre 250 e 300 metros acima da cratera com alguns jatos atingindo 350 metros de altura. O fluxo de lava foi dividido em múltiplos fluxos paralelos e alcançou a base do íngreme talude oeste de Valle del Bove próximo do Monte Centenari. Plumas de cinzas foram dispersas na direção leste e provocaram queda de cinzas entre os povoados de Fornazzo, Milo e na região costeira de Riposto (18 km E). A fase final da erupção foi caracterizada por uma série de explosões violentas que produziram fortes detonações escutadas nos setores leste e sudeste do vulcão.

Segundo o site Volcano Discovery, no anoitecer de 30 de julho ocorreu o oitavo evento eruptivo paroxismal no cone Cratera Sudeste do vulcão Etna. Espetaculares fontes contínuas de lavas ascenderam a mais de 500 metros de altura entre às 9h e 30min e às 11h e 00min. Um gradual aumento da atividade Estromboliana nos dias anteriores precedeu o evento paroximal. Grandes fluxos de lavas, formando um amplo lençol, desceram os taludes do vulcão na direção do Valle del Bove e alcançaram mais de 2 km de comprimento.

O Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report, utilizando informações do Osservatorio Etneo – Sezione di Catania, publicou maiores detalhes do evento eruptivo do vulcão Etna no dia 30 de julho: No anoitecer de 28 de julho ocorreram fracas e esporádicas explosões Estrombolianas no conduto ativo sobre o flanco leste do cone Cratera Sudeste, cessando a atividade durante a noite. No início da manhã de 30 de julho foi observada incandescência intermitente na cratera Sudeste, que gradualmente se intensificou e se tornou mais frequente, que então foi seguida por intensa atividade Estromboliana acompanhada por fortes detonações. Bombas de lava foram ejetadas várias dezenas de metros e caíram dentro da cratera ou em torno de margem. Uma pluma de cinzas foi formada e foi dispersa na direção leste. Um pequeno fluxo de lava desceu 100 metros pelo flanco leste. Junto com a atividade ocorreu um distinto aumento na amplitude dos tremores vulcânicos. A atividade diminuiu rapidamente no início da tarde.

No final daquele dia, a amplitude dos tremores vulcânicos aumentou novamente junto com a atividade explosiva Estromboliana. Novamente formou-se uma pluma de cinzas na direção leste. A atividade Estromboliana se intensificou e jatos incandescentes de lava tornaram-se contínuos. Ao mesmo tempo a lava fluiu na direção leste e a razão de efusão aumentou rapidamente; a lava fluiu por 3 km no talude oeste do Valle del Bove. A pluma de cinzas se tornou mais densa e queda de cinzas foi reportada a 18 km a leste do vulcão. Durante o período mais intenso de atividade, fragmentos de lava fluída foram ejetados 450-500 metros acima da cratera e caíram sobre os flancos do cone piroclástico até uma distância de 200-300 metros. Fontes de lavas foram ejetadas desde no mínimo dois condutos localizados dentro da cratera e sobre a parte superior do flanco leste. A atividade cessou logo após a meia-noite.

Fonte: BigThink, Volcano News, Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Volcano Discovery


Stromboli, Ilha de Stromboli, Itália

O Osservatorio Etneo – Sezione di Catania informou que no dia 5 de julho um grande jato piroclástico de lava foi formado na parte sul da cratera do vulcão Stromboli, produzindo queda de tefra sobre a região de Pizzo sopra la Fossa. Dados sísmicos indicaram que as outras crateras no cume do vulcão também foram ativas. Uma similar, mas menos poderosa explosão no mesmo conduto ocorreu no dia 10 de julho.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) reportou que os dois lagos de lava no vulcão Kilauea foram ativos durante os dias 29 de junho-5 de julho e 6-12 de julho. O nível do lago de lava do cume flutuou no conduto inserido dentro da parede E da Cratera Halema’uma’u. Medições periódicas indicaram que a pluma gasosa desde o conduto continuou a depositar quantidades variáveis de cinzas nas redondezas. Na cratera Pu’u ‘O’o, lavas desde condutos próximos da margem NE do lago de lava localizado no centro da cratera, mas numa posição mais elevada que o fundo da cratera, continuaram a preencher o lago. O nível do lago flutuou e extravasou as margens ou fluiu através de fissuras na margem do lago, enviando lava para o assoalho da cratera. No dia 3 de julho um intumescimento provocou a elevação do assoalho da cratera e da margem do lago de lava na parte sul da cratera. Estas áreas continuaram a ascender no dia 4 de julho até que uma grande brecha sobre a margem sul do lago de lava ocorreu à meia-noite. A lava extravasou sobre o assoalho da cratera entre a margem do lago e a parede da cratera. A margem norte ascendeu brevemente entre 5 a 10 minutos após a meia-noite. A emissão de dióxido de enxofre em todas as fontes localizadas na zona de rifte leste foi de 700 toneladas/dia no dia 30 de junho.

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) informou que os dois lagos de lavas do vulcão Kilauea foram ativos durante o período de 13-19 de julho. O nível do lago de lava localizado no cume do vulcão flutuou profundamente no conduto de 150 metros de diâmetro localizado dentro da parede leste da Cratera Halema’uma’u e circulou com vários padrões. Respingos de lavas (spatter) ocorreram em vários locais ao longo da margem do lago. A pluma gasosa originada no conduto continuou a depositar quantidades variáveis de cinzas e ocasionalmente respingos de lavas nas redondezas.

A emissão de dióxido de enxofre desde todas as fontes da zona de rifte leste foi de 1.500 toneladas diárias no dia 12 de julho, a mais elevada emissão desde o final da erupção Kamoamoa no início do mês de março. Na cratera Pu’u ‘O’o, a lava originada nos condutos próximos das margens nordeste e oeste do lago de lava “perched” (empoleirado), localizado no centro do assoalho da cratera, continuaram a preencher o lago. O nível do lago de lava flutuou e a lava fluiu através das fissuras nas margens, preenchendo o fundo da cratera Pu’u ‘O’o. A margem quase vertical do lago “empoleirado” continuou a ser soerguido até o dia 17 de julho; o fundo da cratera e a margem do lago de lava formaram uma rampa quase contínua inclinada para longe do lago. A superfície do lago de lava “empoleirado” foi elevada em torno de 6 metros acima do fundo da cratera circundante e margem do lago de lava esteve alguns poucos metros acima da superfície. Por sua vez, o fundo da cratera Pu’u ‘O’o esteve 19 metros abaixo da margem leste da cratera. Desde a última medição no dia 29 de junho, o assoalho da cratera foi soerguido em torno de 1 metro por dia.

Segundo o HVO, no período entre 20-26 de julho, os dois lagos de lava no vulcão Kilauea continuaram ativos. A atividade no lago de lava do cume do vulcão Kilauea continuou semelhante à semana anterior. Na cratera Pu’u ‘O’o, a lava continuou a preencher o lago de lava “empoleirado” no centro do assoalho da cratera. O lago de lava e o fundo da cratera continuaram a ser soerguidos e rachaduras foram observadas no fundo da cratera. Pequena atividade de lava foi notada nos condutos Puka Nui e MLK, pequenas crateras localizadas no lado oeste da cratera Pu’u ‘O’o. O fundo da cratera foi soerguido em torno de 0,5-1 metros por dia.

A atividade nos dois lagos de lava que estão presentemente ativos no vulcão Kilauea continuou durante o final do mês de julho. Na região do cume do vulcão Kilauea a atividade continuou semelhante aos descritos durante o mês de julho. Entretanto, ocorreram mudanças significativas na área da cratera Pu’u ‘O’o. A lava desde os condutos Puka Nui e MLK, pequenas cratera situadas a oeste da cratera Pu’u ‘O’o, continuaram a extravasar lava, produzindo um fluxo de lava pahoehoe que avançou 700 metros durante os dias 25-30 de julho. Lava originada na base da porção NE da cratera preencheram uma depressão entre a parede da cratera e o lago de lava “empoleirado”. O soerguimento do assoalho da cratera e do lago de lava continuou até 30 de julho, quando um extravasamento de lava começou ao longo da base da parede sul da cratera fazendo com que o lago de lava rebaixasse lentamente. A subsidência continuou até o próximo dia, mas voltou a inflar novamente no dia 1 de agosto.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Lokon, Sulawesi, Indonésia

O vulcão Lokon, gêmeo do vulcão Empung, foi colocado no mais alto nível de alerta, vermelho, no dia 10 de julho, seguindo a um aumento na atividade verificado desde o dia 9. Tremores sísmicos foram registrados junto com 20 pequenas erupções. As emissões de cinzas alcançaram uma altura de 500 metros acima da cratera. Uma zona de exclusão de 3,5 km foi formada em torno do vulcão., enquanto que centenas de pessoas foram evacuadas da zona de perigo.

Novas informações desde a Indonésia indicam que no dia 14 de julho ocorreu um aumento significante na intensidade da atividade no Monte Lokon, localizado na porção leste da região de Sulawesi. O jornal Tribun Manado mencionou poderosos tremores sísmicos, sons de estrondos muitos fortes e um grande fogo desde o vulcão Lokon.  Outro jornal descreveu que a erupção produziu fortes tremores de terra, fogo vermelho, fumaça turbulenta e lava. A erupção foi visível à distância de 10 km. Um vulcanólogo local informou que ocorreu uma grande erupção por volta das 22h e 31 min do dia 14 de julho, no qual cinzas e rochas foram arremessadas a uma altura de 1.500 metros e a vegetação a uma distância de 500 metros em torno da cratera pegou fogo.

Um informe da Associated Press adicionou um pouco mais de detalhes nas informações, reportando que ocorreram três erupções ao todo no dia 14 de julho: a primeira erupção ocorreu às 22h e 46min na noite de quinta-feira e foi seguida por um segundo evento por volta da meia-noite e uma terceira explosão à 1h e 10min da madrugada de sexta-feira (15 de julho). Soldados e policiais ajudaram 500 pessoas a sair da área da erupção.

A erupção no Monte Lokon que começou no dia 14 de julho, após alguns dias de baixa atividade, continuou no dia seguinte com espetacular atividade explosiva e erupção de lava e cinzas. As cinzas escureceram o céu sobre a cidade de Manado e alcançaram 1.500 metros de altura acima da cratera. O aeroporto de Manado continuou operando normalmente, mas as autoridades indonésias estão alertando para a presença de cinzas vulcânicas em baixas altitudes. A retirada dos residentes foi ampliada e agora engloba 4.000 pessoas.

Outra grande erupção no vulcão Lokon ocorreu na manhã de 17 de julho produzindo uma pluma de cinzas que alcançou 3,5 km de altura. Quando a erupção começou, os residentes estavam retornando para suas casas e fazendas quando tiveram que ser retirados as pressas.

O jornal indonésio Tribun Manado tem publicado várias fotografias da erupção:

Galeria 1

Galeria 2

Galeria 3

Galeria 4

Galeria 5

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) reportou que durante os dias 20-21 de julho a sismicidade e as observações visuais da cratera Tompaluan, localizada na região entre os picos Lokon e Empung, indicaram que a atividade continuou elevada. Plumas de cinzas atingiram entre 100-500 metros acima da cratera No dia 20 de julho e entre 100-300 metros nos dias 21-24 de julho. Os cientistas do CVGHM notaram que desde a erupção de 18 de julho a maior parte dos dados tem mostrado um declínio na atividade e, assim, no dia 24 de julho o Nível de Alerta foi diminuído para 3 (em uma escala de 1-4). Moradores e turistas não podem circular dentro um raio de 3 km em torno da cratera. No mesmo dia 24 de julho, por volta de 5.000 moradores, que tinham sido retirados da zona de perigo, retornaram para suas residências, mas ainda 200 pessoas permanecem em abrigos.

Fonte: Volcano News, The Volcanism Blog e Tribun Manado


Soputan, Sulawesi, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) reportou que durante o mês de junho plumas de colorações claras originadas no vulcão Soputan ascenderam entre 25-150 metros. Durante o período entre 21 de junho-2 de julho a sismicidade aumentou, e no dia 2 de julho o Nível de Alerta foi elevado para 3 (em uma escala de 1-4). Visitantes e residentes foram desencorajados de ficar a uma distância menor do que 6 km desde a cratera e a subida no vulcão foi proibida. Um vulcanólogo do CVGHM reportou que uma erupção explosiva do tipo Estromboliana que começou no dia 3 de julho produzindo uma pluma de cinzas que atingiu 6 km de altura e se deslocou na direção oeste. Um fluxo piroclástico se deslocou por 4 km na direção oeste.  A queda de cinzas impactou povoados, árvores e vegetação a favor do vento. O aeroporto na capital de Manado ficou fechado por 3 horas. A Cruz Vermelha distribuiu em torno de 31.000 máscaras para os residentes. No final do dia 3 de julho, uma pluma densa de coloração clara ascendeu a 50 metros acima da cratera.

No dia 20 de julho, o CVGHM informou que a sismicidade desde o dia 4 de julho decresceu e somente plumas difusas de coloração clara ascenderam até 75 metros acima da cratera até o dia 18 de julho. O Nível de Alerta foi diminuído para 2 (em uma escala que varia entre 1-4) no dia 19 de julho. Visitantes e moradores foram proibidos de ficar dentro de uma zona com 4 km de raio em torno da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Taal, Luzon, Filipinas

O Philippine Institute of Volcanology and Seismology (PHIVOLCS) reportou que durante as 11 semanas anteriores, desde que o Nível de Alerta para o vulcão Taal foi elevado para 2 (em uma escala de 0-5) no dia 9 de abril, o número de terremotos registrados diariamente declinou gradualmente, a atividade hidrotermal diminuiu, emissões de dióxido de carbono decresceram, temperatura do terreno e medições do campo magnético na cratera principal não mostraram variações significativas, e, por último, dados de deformação não mostraram sinais de aumento de pressão. No dia 5 de julho o Nível de Alerta foi diminuído de 2 para 1.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Aoba, Vanuatu, Oceano Pacífico

No dia 11 de julho o Vanuatu Geohazards Observatory relatou um aumento na atividade do vulcão Aoba e interpretou os terremotos locais como de origem vulcânico. Observações no dia 4 de junho revelaram que estavam ocorrendo pequenas explosões no lago da cratera do vulcão e foram acompanhadas por queda de cinzas local em torno da cratera. Alguns moradores nas partes N e W da ilha observaram as explosões. Entretanto, o Nível de Alerta foi mantido em 1 (em uma escala de 0-4).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Rabaul, Nova Bretanha, Oceano Pacífico

O Rabaul Volcano Observatory informou que uma erupção de cinzas no dia 29 de julho foi marcada por tremores de baixa frequência e ascensão lenta de plumas de cinzas. Uma explosão no dia 30 de julho produziu pequena queda de cinzas na parte noroeste da ilha.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kizimen, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que fotografias tiradas no vulcão Kizimen no dia 20 de julho mostraram que o fluxo de lava sobre o flanco leste, que começou no mês de janeiro, permanece ativo. Durante o período entre 22-29 de julho a sismicidade esteve acima dos níveis normais para a região e fracos tremores vulcânicos continuaram a ser detectados. Imagens de satélites mostraram uma anomalia termal sobre o vulcão em todo o período e dados sísmicos indicaram que possíveis plumas de cinzas ascenderam até uma altitude de 3 km acima do nível do mar. Geofísicos observaram o fluxo de lava ativo sobre o flanco leste. O Código de Cores de Alerta permanece em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Klyuchevskoy, Kamchatka, Rússia

Uma erupção no dia 3 de julho no vulcão Klyuchevskoy produziu uma pluma de cinzas que ascendeu a uma altitude de 7 km acima do nível do mar e se dispersou na direção leste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

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