Erupções de Julho de 2012


Tungurahua, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) relatou embora a cobertura por nuvens tenha impedido a visualização do vulcão Tungurahua na maior parte dos dias no período entre 4-10 de julho, uma explosão no dia 5 de julho produziu sons semelhantes a “tiros de canhão”, junto com sons lembrando rolamento de blocos sobre os flancos do vulcão. Houve queda de cinzas em algumas localidades.

Explosões foram detectadas pela rede sísmica nos dias 10-12 de julho. No dia 11 de julho, uma pluma de cinzas e gases ascendeu 1 km acima da cratera e residentes reportaram terem ouvido sons semelhantes a “tiros de canhão”, junto com sons lembrando blocos rolando pelos flancos da montanha. Ocorreu pequena queda de cinzas no povoado de Bilbao (8 km a oeste). No dia 12 de julho uma pluma de cinzas ascendeu a 1,5 km de altura. Uma pequena explosão foi detectada no dia 14 e outra explosão no dia 17 de julho gerou uma pluma de vapores com pequena quantidade de cinzas.

No dia 25 de julho foi observada incandescência na cratera à noite, uma explosão gerou um som semelhante a um “tiro de canhão” e sons lembraram blocos rolando sobre os flancos da montanha. No dia 29 de julho, várias drenagens continham água barrenta, transportando blocos com até 50 cm de diâmetro. Uma explosão no dia 30 de julho produziu sons que lembravam blocos rolando e provocou vibração de janelas em áreas vizinhas. Uma pequena explosão foi detectada no dia 31 de julho.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


Nevado del Ruiz, Colômbia

Após uma erupção no dia 30 de junho ter provocado o aumento do Nível de Alerta para I (Vermelho) no vulcão Nevado del Ruiz, segundo o informe do Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS) no dia 2 de julho a sismicidade diminuiu e o Nível de Alerta diminuiu para II (Laranja). Uma pluma de cinzas foi detectada em imagens de satélites deslocando-se por 75 km na direção oeste.

Os sinais sísmicos permaneceram indicando contínua emissão de gases e cinzas no período entre dia 3-9 de julho. No dia 6 de julho uma pluma de gases e cinzas ascendeu a 400 metros acima da cratera e foi dispersa na direção sudoeste. Nos dias 8 e 9 de julho, plumas semelhantes ascenderam entre 400-500 metros acima da cratera e foram dispersas nas direções noroeste e oeste.

No dia 11 de julho a sismicidade diminuiu, entretanto os dados continuaram a indicar emissões de gases e cinzas durante os dias 11-17 de julho.  No dia 11, ocorreu queda de cinzas em povoados situados no setor sudoeste do vulcão. O Nível de Alerta permaneceu em II (Laranja; “erupção provável em dias ou semanas”).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Cumbal, Colômbia

Segundo o Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS) nos recentes meses foram detectados enxames sísmicos no vulcão Cumbal. Plumas de vapores desde campos fumarólicos foram comuns. Moradores das redondezas reportaram elevação na emissão de gases e na sismicidade, bem como possíveis ruídos. O Nível de Alerta foi elevado para III (Amarelo; que indica “variações no comportamento da atividade vulcânica”).

Segundo o INGEOMINAS, a atividade sísmica durante os dias 18-24 de julho diminuiu. Variáveis quantidades de emissões gasosas, a maior parte vapores, ocorreram durante os dias 20-21 de julho. As emissões foram originadas desde os campos fumarólicos localizados na cratera principal, localizada no lado nordeste das crateras Cumbal e Mundo Nuevo. 

No período entre 25-31 de julho os sinais sísmicos relacionados com movimentos de fluídos dentro da estrutura vulcânica diminuíram quando comparados aos das semanas anteriores. Enxames de terremotos foram detectados nos dias 26, 27, 29 e 30 de julho. O número e a magnitude de terremotos gerados por faturamento de rochas aumentaram. Quatro dos eventos foram localizados a sudoeste do vulcão e a uma profundidade de 10 km, e com menos de 2,1 graus de magnitude. O Nível de Alerta permaneceu em III.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


Galeras, Colômbia

O Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS) reportou que terremotos durante o período entre 18-24 de julho foram menores do que 1,3 graus de magnitude e localizados a profundidades não excedendo 3 km. Emissões de gases contendo cinzas foram observadas diariamente. Níveis de dióxido de enxofre flutuaram. No dia 18 de julho, cientistas trabalhando próximo da cratera reportaram um forte cheiro de enxofre e queda de finas cinzas sobre o flanco norte. Queda de cinzas foi reportada na municipalidade de Nariño. O Nível de Alerta permanece em III (Amarelo; que indica “variações no comportamento da atividade vulcânica”).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

Segundo o Montserrat Volcano Observatory (MVO) pequenos fluxos piroclásticos ocorreram no lado leste do domo de lava, na cabeceira de Tar River Valley, e se deslocaram por uma distância menor do que 1 km. O Nível de Alerta permanece em 2 (em uma escala que varia entre 1-5).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

Segundo a Coordinadora Nacional para la Reducción de Desastres (CONRED)no dia 1 de julho a sismicidade aumentou e sons de estrondos foram audíveis em áreas até 10 km de distância. Um fluxo de lava com 700 metros de comprimento foi ativo no flanco sudoeste. No dia 2 de julho, os cientistas do Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) notaram que o fluxo de lava no flanco sudoeste alcançou 1700 metros de comprimento. Plumas de cinzas ascenderam 500 metros acima da cratera e foram dispersas por 10 km na direção oeste. A rede sísmica registrou tremores contínuos. Explosões durante os dias 2-3 de julho produziram plumas de cinzas que ascenderam 400 metros acima da cratera e se deslocaram na direção oeste. Um fluxo de lava extravasou por 400 metros no flanco sudoeste do vulcão, e blocos incandescentes que se desprenderam dos fluxos alcançaram áreas vegetadas.

O INSIVUMEH informou que explosões durante os dias 4-6 de julho produziram plumas de cinzas que atingiram entre 400-800 metros acima da cratera e foram dispersas na direção oeste. Sons de estrondos foram reportados e avalanches de tefras desceram pelo flanco sul. Durante os dias 7-8 de julho sons de estrondos e emissão de gases foram reportados. Uma fraca pluma ascendeu entre 200-300 metros acima da cratera e se deslocou na direção nordeste. Cinzas caíram em algumas localidades situadas até 8 km de distância. Pequenas avalanches de tefras desceram por drenagens no setor sudoeste do vulcão. Durante os dias 8-9 de julho uma série de sete explosões produziu plumas de cinzas que ascenderam entre 300-900 metros acima da cratera e que se deslocaram por 10 km na direção oeste, novamente provocando queda de cinzas em diversos povoados. Explosões no dia 10 de julho produziram plumas de cinzas que ascendeu entre 300-600 metros acima da cratera e foram dispersas na direção oeste. Incandescência ascendeu acima da cratera durante os dias 8-10 de julho.

Lahars formaram-se no dia 10 de julho nas drenagens Las Lajas e El Jute, localizadas no setor sudeste carregando blocos com diâmetros entre 1-1,5 m. O Lahar na drenagem Las Lajas foi quente e tinha odor de enxofre. Explosões durante os dias 10-12 de julho produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 150-800 metros acima da cratera e foram dispersas na direção oeste. Queda de cinzas foi reportada no dia 11 de julho no povoado de Sangre de Cristo (8 km a oeste) e áreas circundantes. Avalanches de trefras desceram pela drenagem Ceniza. Explosões nos dias 16-17 de julho geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 200-600 metros acima da cratera e deslocaram-se por 10 km nas direções sul e sudoeste. Incandescência foi emanada desde a cratera e avalanches desceram por drenagens nos setores sudoeste do vulcão.

O INSIVUMEH reportou que padrões sísmicos indicam o começo de uma nova fase de atividade; avalanches nos flancos sul e sudoeste foram constantemente ativos, e um novo fluxo de lava emergiu sobre o flanco sudoeste que evoluiu por 200 metros e produziu avalanches de blocos que se desprendiam da frente dos fluxos.

Explosões durante os dias 20-24 de julho produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 200-400 metros acima da cratera e deslocaram-se nas direções oeste e noroeste. Incandescência foi irradiada a 100-150 metros acima da cratera. Fluxos de lava deslocaram-se por 200-250 metros, sendo que blocos destacados das frentes de fluxo de lava produziram avalanches incandescentes.

Durante os dias 26-27 e 29-31 de julho, explosões produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 200-500 metros acima da cratera e deslocaram-se nas direções noroeste, oeste e sudoeste. Explosões ejetaram tefra incandescente 100 metros acima da cratera. Fluxos de lavas deslocaram-se por 300 metros na drenagem Taniluyá (SO) e por 150 metros na drenagem Ceniza (S-SO); blocos destacados da frente de fluxos de lavas produziram avalanches incandescentes.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que explosões durante os dias 4-6 e 9-10 de julho desde o complexo de domos de lava Santiaguito produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 300-800 metros acima do Domo Caliente e foram dispersas na direção sudoeste. Queda de cinzas foi reportada em alguns povoados situados a sudoeste e sul do vulcão. Avalanches de tefras desde o domo de lava se deslocaram pelos flancos sudeste e sudoeste. Durante os dias 7-8 de julho plumas fumarólicas acenderam 200 metros acima da cratera e foram dispersas na direção sudoeste. Uma explosão gerou uma pluma de cinzas que atingiu 300 metros e foi dispersa também na direção sudoeste. Durante os dias 8-9 de julho plumas gasosas ascenderam da cratera e avalanches percorreram os flancos sudeste e sudoeste. Fluxos de lavas ativos foram observados na noite entre 9-10 de julho; material incandescente rolaram pelos flancos sudeste e sudoeste.

O INSIVUMEH reportou que durante os dias 26-27 de julho uma explosão no complexo de domos de lava Santiaguito produziu uma pluma de cinzas que ascendeu a 400 metros acima do Domo Caliente. No dia 29 de julho, fluxos piroclásticos desceram pelo flanco sul e geraram plumas de cinzas que ascenderam a 1,5 km acima da cratera e foram dispersas por uma distância de até 15 km na direção sudoeste. Novas explosões ocorreram nos dias 30 e 31 de julho produzindo plumas de cinzas semelhantes. Avalanches de blocos sobre o flanco sul geraram fluxos piroclásticos que atingiram a base do vulcão.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Popocatépetl, México

Segundo o Centro Nacional de Prevencion de Desastres (CENAPRED) a atividade no vulcão Popocatépetl que estava sendo caracterizada nos últimos dias por emissões de gases e cinzas, pontuada por incandescência na cratera, aumentou nos dias 20-21 de julho. Tefra incandescente foi ejetada 500 metros acima da cratera e queda de cinzas foi reportada em Ozumba (18 km a oeste). O Nível de Alerta permaneceu em Amarelo, Fase 3.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


El Hierro, Ilhas Canárias

O Instituto Geográfico Nacional (IGN) reportou no dia 11 de julho que a atividade sísmica e deformação em El Hierro diminuíram desde a semana anterior. Durante os dias 4-10 de julho ocorreram 650 eventos sísmicos, a maior parte deles localizados a sudoeste da ilha de El Hierro e a uma profundidade de 20 km. A magnitude máxima registrada foi de 3,8 graus, que ocorreu no dia 10 de julho, às 5h e 04min, enquanto que 77 terremotos tiveram magnitudes de 2,7 graus ou mais elevadas. O número total de eventos sísmicos alcançou mais de 2200 desde que a atividade anômala começou no dia 24 de junho.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sicília, Itália

Segundo o Sezione di Catania – Osservatorio Etneo no anoitecer do dia 2 de julho, uma fraca e intermitente incandescência começou a iluminar a pluma de gases que estava sendo emitida pela cratera Bocca Nuova, a maior das crateras do cume do vulcão Etna, marcando o recomeço da atividade eruptiva nesta cratera, quase um ano depois de um curto período de atividade efusiva e explosões estrombolianas. No anoitecer do próximo dia, moderada atividade estromboliana ocorreu desde um único conduto com alguns poucos metros em diâmetro, localizado na base da parede cratera sudeste.  Em intervalos de alguns minutos, este conduto produziu explosões estrombolianas; normalmente uma primeira explosão mais forte, seguida nos próximos segundos por uma série de rajadas progressivamente mais fracas. Bombas incandescentes e escórias arremessadas por estas explosões não alcançaram a margem da cratera e caíram dentro do conduto ativo.

Durante os dias seguintes, a atividade dentro da cratera Bocca Nuova continuou da mesma forma, somente com pequenas flutuações; no dia 4 de julho, algumas bombas caíram do lado de fora da margem leste da cratera, e no dia 8 de julho, um pequeno fluxo de lava foi observado sobre o flanco do cone piroclástico que está crescendo em torno do conduto ativo. Atividade similar – explosões estrombolianas e efusão intermitente de lava desde os condutos localizados nos flancos do pequeno cone piroclástico – foi observado durante os dias 11 e 13 de julho. No dia 16 de julho, a amplitude dos tremores vulcânicos registrados pela rede sísmica instalada no cume do vulcão mostrou um aumento consistente, acompanhado por uma intensificação da atividade dentro da cratera Bocca Nuova; durante a noite de 16-17 de julho, brilho contínuo foi visível na cratera.

Fonte: Sezione di Catania – Osservatorio Etneo


Tongariro, Nova Zelândia

Uma sequência de pequenos terremotos vulcânicos abaixo do vulcão Tongariro foi detectada por alguns sismógrafos. Sismos com magnitudes inferiores a 2,5 foram agrupados entre Cratera Esmeralda (a leste da cúpula) e a cratera Te Mari, todos situados entre 2-7 km de profundidade. A seqüência começou em 13 de julho, logo diminuiu, e depois voltou a aumentar durante 18-20 julho. No dia 20 de julho o Nível de Alerta foi elevado para 1 (numa escala de 0-5) e o Código de Cores Aeronáutico foi elevada para Amarelo (numa escala de quatro cores).

Em resposta ao aumento na sismicidade, o GeoNet instalou 4 sismógrafos portáteis e conduziu amostragens de gases e fumarolas. Durante os dias 21-22 a sismicidade diminuiu; um evento foi detectado no dia 23 de julho. As análises dos gases mostraram um marcante aumento no componente de gases vulcânicos. Residentes reportaram cheiro de gás.

Após o dia 23 de julho a atividade sísmica continuou a declinar, mas aumentou novamente durante os dias 28-29 e 31 de julho, sendo registrados entre 3 e 10 eventos diariamente. Os terremotos foram agrupados na zona entre Tongariro e o lado leste do Lake Rotoaira, a uma profundidade entre 2-7 km. O Nível de Alerta permaneceu em 1 (em uma escala entre 0-5) e o Código de Cores Aeronáutico permaneceu em Amarelo (em uma escala de 4 cores).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) informou que durante os períodos entre 4-10, 11-17, 18-24 e 25-31 de julho o lago de lava ascendeu e retrocedeu periodicamente no conduto localizado dentro da Cratera Halema’uma’u,. Plumas de gases desde o conduto continuaram a depositar quantidades variáveis de cinzas, spatter e “cabelos de Pele” nas áreas próximas.

Nesses mesmos períodos o pequeno lago de lava no conduto da margem leste da cratera Pu’u ‘O’o foi visível, juntamente com dois condutos ao longo da margem sul. Fluxos de lava foram ativos na maior parte dos dias sobre a planície costeira, na região de pali e próximo do limite entre Royal Gardens e o Hawai’i Volcanoes National Park. Na semana entre 11-17 de julho os fluxos de lavas atingiram uma distância de 1,3 km do oceano. A frente ativa dos fluxos de lavas estava a 1,9 km do oceano no dia 24 de julho e 1,8 km do mar no dia 31 de julho.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakurajima, Kyushu, Japão

O Japanese Meteorological Agency (JMA) reportou que explosões originadas na cratera Showa do vulcão Sakurajima durante os dias 2-6 de julho ejetaram tefra a uma distância 1300 metros da cratera. The Tokyo VAAC relatou múltiplas explosões ocorreram durante os dias 4-10 de julho, formando plumas que ascenderam entre 1,8-3,7 km de altitude acima do nível do mar e foram dispersas nas direções leste, sudeste e norte.

O JMA informou que nos dias 13, 15 e 17 de julho ocorreu a ejeção de tefra a uma distância de 1.300 metros desde a cratera. Uma explosão no dia 10 de julho produziu uma pluma de cinzas que ascendeu a uma altitude de 1,8 km acima do nível do mar. Explosões durante os dias 16-17 de julho produziram plumas que ascenderam a uma altitude de 1,8-3,0 km acima do nível do mar.

Durante os dias 20-23 de julho, oito explosões desde a Cratera Showa ejetou tefra a uma distância de 1.300 metros da cratera. Incandescência na cratera foi visualizada nos dias 22-23 de julho. Explosões durante os dias 18-24 de julho produziram plumas que ascenderam a 1,8-3,4 km de altura acima do nível do mar. Uma explosão no dia 24 de julho desde a Cratera Minami-dake ejetou tefra a 1.700 metros de distância da cratera.

Vinte explosões ocorreram desde a Cratera Showa no período entre 24-27 de julho ejetando tefra a uma distância de até 1.300 metros da cratera. Uma explosão no dia 26 de julho produziu uma grande pluma de cinzas. Explosões também ocorreram nos dias 25-26 e 28-31 de julho e produziram plumas que atingiram altitudes entre 1,5-3,7 km acima do nível do mar.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Manam, Nova Guiné, Oceano Pacífico

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) reportou que a atividade no vulcão Manam aumentou durante o período entre 15-31 de julho, exceto nos dias 18 e 20 de julho, quando ocorreu poucas emissões de cinzas. Foram observadas plumas de cinzas escuras, algumas vezes acinzentadas, ascendendo entre 300-700 metros acima da cratera a partir dos dois condutos. Sons de estrondos foram muitas ouvidas na ilha; no dia 25 de julho, sons de estrondos foram ouvidos a uma distância de 25 km a sudoeste, na ilha principal. Brilhos visíveis a noite foram atribuídos a ejeção de tefra incandescente. Atividade explosiva Sub-Pliniana ocorreu em muitas noites durante o período entre 21-31 de julho. Pequenos fluxos de lavas desceram pelo flanco sudoeste. Quatro fluxos piroclásticos deslocaram-se pelo flanco sudeste nos dias 30 de julho. O primeiro evento foi o maior, e gerou uma pluma de cinzas que ascendeu 1,8 km acima da cratera e foi dispersa na direção noroeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Yasur, Vanuatu, Oceano Pacífico

Seguindo a uma avaliação durante o período entre 7-12 de julho, os cientistas do Geohazards Observatory concluíram que a atividade explosiva no vulcão Yasur tinha aumentado levemente, tornando-se mais forte e mais frequente, variando de Estromboliana para Sub-Pliniana. Bombas ejetadas desde os condutos caíram dentro da cratera, em torno da área do cume, e também na trilha para os turistas e na área de estacionamento. As explosões foram ouvidas, sentidas e observadas desde povoados e escolas próximos. A atividade nos três condutos vulcânicos foi caracterizada por emissão de gases, emissão de cinzas e ejeção de bombas vulcânicas. No dia 13 de julho o Nìvel de Alerta foi elevado para 3 (em uma escala que varia entre 0-4).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shiveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante o período entre 29 de junho-6 de julho a atividade explosiva no vulcão Shiveluch continuou e dados sísmicos indicaram a formação de plumas de cinzas que atingiram até uma altitude de 4,7 km acima do nível do mar. Anomalia termal foi identificada em imagens de satélites sobre o domo de lava durante os dias 7-10 de julho. 

Uma erupção no dia 27 de julho produziu uma pluma de cinzas que ascendeu a uma altitude de 10,1 km acima do nível do mar. O Código de Cores de Alerta permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

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