Erupções de Julho de 2015

Reventador, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) informou que durante o período entre 1-7 de julho foi detectado um elevado nível de atividade sísmica no vulcão Reventador, incluindo explosões, tremores, terremotos de longo período, tremores harmônicos e sinais indicando emissões. A cobertura de nuvens impediu a observação visual do vulcão. Material incandescente se deslocou por 1 km pelo flanco sudeste foi visível durante os dias 1-2 e 6 de julho em imagens termais. Emissões de cinzas foram visíveis no dia 2 de julho, e plumas de vapores e cinzas ascenderam 2 km no próximo dia e foram dispersas na direção sudoeste.

A elevada atividade sísmica continuou durante o período de 15-21 de julho, caracterizada por sinais sísmicos indicando explosões, emissões, tremores isolados, terremotos de longo período e tremores harmônicos. Nuvens impediram a observação visual da cratera. Plumas de cinzas foram observadas nos dias 14, 16, 17 e 22 de julho. Uma explosão no dia 20 de julho produziu uma pluma de cinzas que ascendeu 1 km acima da cratera e foi dispersa na direção noroeste. Depósitos de cinzas provavelmente originados por fluxo piroclásticos foi observada. As explosões ejetaram materiais incandescentes sobre os flancos do vulcão.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Tungurahua, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) informou que uma explosão no dia 12 de julho produziu uma pluma de cinzas que ascendeu 2 km e provocou a vibração de janelas na localidade de Juive (NO). Outra explosão no dia 13 de julho gerou uma pluma de cinzas que ascendeu 1 km de altura.

O IG relatou atividade sísmica moderada no vulcão tungurahua durante os dias 14-21 de julho, caracterizada por eventos de longo período e algumas poucas explosões. Nuvens impediram a observação visual do cume do vulcão. Explosões durante os dias 14-15 de julho geraram plumas de cinzas que ascenderam 2 km acima da cratera e foram deslocadas na direção oeste. Incandescência na cratera foi visível à noite. Queda de cinzas foi reportada em localidades situadas no setor sudoeste-oeste da montanha nos dias 15-17 de julho. Um lahar foi formado no dia 18 de julho na drenagem Juive (flanco noroeste).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Ubinas, Peru

O Instituto Geofísico del Perú (IGP) e o Observatorio Volcanológico del Sur (OVS) relatou que apesar da atividade sísmica ter diminuído nas três primeiras semanas do mês de julho, na semana entre 21 e 26 de julho a atividade sísmica voltou a aumentar, particularmente durante os dias 25-26 de julho. Emissões constantes de gases, vapores e cinzas foram observadas durante os dias 21-24 de julho. No dia 25 de julho emissões de gases de coloração azulada foram detectadas na maior parte do dia até que uma forte explosão (a mais forte do ano de 2015), às 19h03min, ejetou partículas vulcânicas de tamanho cinzas, lapili e bombas balísticas. Fragmentos vulcânicos de tamanho lapili (com 1-2 cm de comprimento) caíram nas cidades de Ubinas (localizada a 6,5 km a sudeste) e Escacha. Outra explosão foi registrada às 20h03min.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Nevado del Ruiz, Colômbia

Segundo o Washington Volcanic Ash Advisory Center (Washigton VAAC), o Observatorio Volcanológico e Sismológico de Manizales informou que a atividade no vulcão Nevado del Ruiz aumentou por volta das 05h30min do dia 18 de julho, e uma pluma de cinzas ascendeu até uma altitude de 6,1 km de altura acima do nível do mar. Nuvens impediram observações diretas e por imagens de satélites do evento. No final do dia foi reportado que a pluma de cinzas se deslocava na direção sudoeste a uma altitude de 6,1 km acima do nível do mar.

O Observatorio Vulcanológico and Sismológico de Manizales do Servicio Geológico Colombiano (SGC) informou que um aumento nos tremores sísmicos no dia 26 de julho. A webcam registrou uma pluma de cinzas às 08h30min que ascendeu 3 km e se deslocou nas direções noroeste e sudoeste. Queda de cinzas foi relatada em diversas áreas situadas a favor do vento. No final do dia a sismicidade diminuiu e a webcam mostrou apenas emissões de gases e vapores que atingiram 30 metros de altura. O Washigton VAAC reportou que uma anomalia termal brilhante foi visível em imagens de satélites no dia 31 de julho, e ao mesmo tempo foi detectado um breve aumento na sismicidade, entretanto, em imagens subsequentes a imagem se tornou mais fraca.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que em um período de 30 horas que se estendeu do dia 30 de junho a 1 de julho a atividade no vulcão Fuego esteve em nível elevado, caracterizada por explosões, fluxos piroclásticos de elevada temperatura (que começaram no dia 1 de julho) e queda de cinzas. Plumas de cinzas ascenderam a 4,8 km de altura acima da cratera e se alongaram por 25 km nas direções oeste e noroeste, produzindo queda de cinzas em 22 comunidades locais. A maioria da deposição do material dos fluxos piroclásticos ocorreu na drenagem Las Lajas. A atividade diminuiu no final do dia 1 de julho. Durante os dias 4-6 de julho, o INSIVUMEH relatou que explosões produziram plumas de cinzas que ascenderam a 800 metros de altura acima da cratera e se deslocaram por 8-10 km nas direções sudoeste e oeste. Material incandescente foi ejetado a 100 metros de altura, e avalanches desceram pela drenagem Santa Teresa e outras.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que uma explosão no dia 5 de julho, às 04h36min desde o cone Caliente, parte do complexo de domos de lava Santiaguito, gerou uma pluma de cinzas que ascendeu 500 metros e se dispersou na direção sudoeste. Explosões durante os dias 5-6 de julho produziram plumas de cinzas que ascenderam até 800 metros de altura e se deslocaram na direção oeste, provocando queda de cinzas nessa área. Avalanches desde as frentes dos fluxos de lavas foram observadas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Colima, México

Em um boletim no dia 7 de julho, a Unidad Estatal de Protección Civil de Colima relatou que durante as semanas anteriores as explosões geradas pelo crescimento rápido do domo de lava na cratera do vulcão Colima geraram plumas de cinzas que ascenderam 3 km de altura acima da cratera. Avalanches de rochas incandescentes, geradas por explosões e do extravasamento do domo de lava sobre a borda da cratera, desceram pelos flancos. Queda de cinzas foi relatada em várias comunidades situadas a favor do vento. O relatório alertou o público para não entrar em uma área a cerca de 5 km de raio da cratera, e também para evitar drenagens a uma distância de até 14 km, devido aos perigos lahar e fluxos piroclásticos. A Coordinación Nacional de Protección Civil reportou que durante o período entre 07-10 de julho foi detectado um aumento gradual do número de emissões e deslizamentos de terra. Fluxos piroclásticos se deslocaram por no máximo 2,5 km nos flancos N, O e S. Material incandescente foi ejetado da cratera durante os dias 09-10 de julho.

Com base em imagens de satélite e imagens de webcam, o Washington VAAC reportou uma intensa anomalia térmica e as emissões de cinzas constantes no dia 10 de julho. Um grande evento às 12h00min produziu uma nuvem de cinzas que atingiu a uma altitude de 7,6 km de altitude e que se dispersou por 150 km na direção oeste. A Coordinación Nacional de Protección Civil observou que a atividade aumentou por volta das 20h17min, e foi caracterizada por material incandescente descendo os flancos O-SO, fluxos piroclásticos e plumas de cinzas que atingiram 4 km de altura acima da cratera. Cinzas cairam nas comunidades La Yerbabuena (com depósitos de cinzas de 5 cm de espessura), La Becerrera (88 km a SO), San Antonio, Carrizalillo, El Naranjal, Nuevo Naranjal e Suchitlán (18 km a  SSO) no estado de Colima. A Unidad Estatal de Protección Civil de Colima ordenou a evacuação de moradores em situações de risco. Um fluxo piroclástico se deslocou por 9 km na direção sul. Por volta das 10h30min do dia 11 de julho havia 70 desalojados confirmados em abrigos. Citando grandes erupções no passado, a Coordinación Nacional de Protección Civil reforçou uma evacuação preventiva a uma distância de 12 km da cratera. Queda de cinzas foi relatada em Comala, Villa de Alvarez e Colima. Um adicional de 70 pessoas foram evacuadas, e o aeroporto nacional de Colima suspendeu as operações devido a queda de cinzas. Ejeções de materiais incandescentes, emissões de cinzas, deslizamentos incandescentes e fluxos piroclásticos continuaram em nível moderado durante os dias 11-12 julho. Evacuações continuaram no dia 12 de julho, e a queda de cinzas persistiu em Comala, Villa de Alvarez e Colima. O relatório observou que a Unidad Estatal de Protección Civil de Colima e Bombeiros de Jalisco continuaram a acompanhar as cidades de Lomas de las Flores e San José del Carmen, e do município de Zapotitlán de Vadillo, porque eles foram as áreas mais afetadas pela queda de cinzas.

Segundo informes, avalanches incandescentes continuaram a descer pelos flancos do vulcão até o dia 15 de julho. O domo de lava foi excavado durante a atividade dos dias 10-12 de julho. No dia 16 de julho as explosões estavam menos contínuas e a extrusão do fluxo de lava sobre o flanco sul diminuiu. Um total de 670 pessoas ainda permanecia em abrigos temporários.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Popocatépetl, México

O Centro Nacional de Prevencion de Desastres (CENAPRED) reportou que incandescência variável foi observada na cratera no período entre 15-21 de julho, e explosões foram detectadas durante os dias 17-19 de julho. Duas explosões no dia 20 de julho produziram plumas de cinzas que ascenderam menos do que 500 metros acima da cratera. O Nível de Alerta permaneceu em Amarelo, Fase 2.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Kick ‘em Jenny, Norte da Ilha de Granada, Caribe

O Seismic Research Centre (SRC) da University of the West Indies (UWI) reportou que a atividade sísmica no vulcão Kick ’em Jenny aumentou no dia 11 de julho. Outro aumento ocorreu no dia 23 de julho no período entre as 01h25min e as 03h00min, caracterizada por um “forte sinal sísmico contínuo”. Mais de 400 micro e pequenos terremotos foram registrados desde 11 de julho; o maior evento foi 3,3º de magnitude. O Nível de Alerta foi elevado para Laranja (o segundo nível mais elevado em uma escala de 5 cores) no dia 23 de julho.

No dia 24 de julho, por volta das 02h00min, foi registrado um sinal sísmico de explosão que persistiu por 1 hora. Logo após, e também ao longo do próximo dia, a sismicidade diminuiu. A notícia encorajou marinheiros a observar a zona de exclusão na distância em raio de 5 km da cratera. Cientistas nada fora de anormal na superfície acima do vulcão durante um sobrevoo no dia 25 de julho e por volta das 18h00min nenhuma atividade foi registrada. No dia 26 de julho o Nível de Alerta foi diminuído para Amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Piton de la Fournaise, Ilha de Reunião, Oceano Índico

O Observatoire Volcanologique du Piton de la Fournaise (OVPDLF) reportou que um rápido aumento na sismicidade, aumento na emissão de gases e aumento na deformação do vulcão Piton de la Fournaise no dia 30 de julho levou ao aumento do nível de alerta e evacuação de moradores. Uma erupção fissural começou no dia 31 de julho às 09h e 20min, precedida por 90 minutos de alta sismicidade e 80 minutos de grande deformação. Uma fissura de 1 km de comprimento abriu na parte nordeste da Caldeira l’Enclos Fouqué e produziu dezenas de fontes de lava. Uma pluma de gás ascendeu até 3,5 km de altura acima do nível do mar. No anoitecer havia somente 5 fontes de lava, e os fluxos de lava tinham se deslocado na direção leste até atingir a região de Plaine des Osmondes, situada na parte nordeste da caldeira. Segundos novas informações, as fontes de lava atingiram 40 metros de altura, formando  cones com 20 metros de altura no dia 31 de julho.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Kilauea, Havaí

O U.S. Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) declarou que a sismicidade abaixo do cume do Kilauea, na zona de Rifte Leste e na zona de Rifte Sudoeste permaneceu dentro dos níveis normais (background) para a região no mês de julho.  O lago de lava no conduto denominado Overlook continuou a circular e emitir vigorosos respingos de lava (spattering). No dia 1º de julho, parte da margem e da parede da cratera Overlook colapsou dentro do lago de lava, começando por volta das 14h e 30min, produzindo uma pluma de cinzas, rápida oscilação do lago de lava, e intensos respingos de lava no local do impacto. O fluxo de lava denominado de 27 de junho continuou ativo até uma distância de 8 km a nordeste da Cratera Pu’u ‘O’o. Câmeras de vídeo registraram múltiplos condutos incandescentes emitindo gases dentro da cratera Pu’u ‘O’o.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Gamalama, Halmahera, Indonésia

O Badan Nacional Penanggulangan Bencana (BNPB) informou no dia 16 de julho ocorreu uma explosão do tipo freática no vulcão Gamalama, gerando uma pluma acinzentada que ascendeu a 1,5 km de altura acima da cratera e se deslocou para norte. O Nível de Alerta permaneceu em 2 (em uma escala de 1-4). Moradores e visitantes foram alertados para não se aproximarem da cratera dentro de um raio de 1,5 km. O aeroporto local foi fechado no dia 18 de julho. Várias explosões durante os dias 18-19 de julho produziram plumas que ascenderam entre 300-800 metros e foram dispersas para noroeste. Uma contagem preliminar dos moradores retirados da zona de risco atingiu 1.505 pessoas (450 famílias). Depósitos de cinzas mediram entre 1,5-6 mm de espessura nos povoados situados a noroeste. Durante o período entre 16-20 de julho plumas de cinzas ascenderam entre 2,1-5,5 km de altura acima do nível do mar e foram deslocadas pelos ventos entre 20-130 km nas direções NE, NO, O e SO.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Raung, Java, Indonésia

Baseado em várias fontes, o Darwin VAAC relatou que plumas de cinzas ascenderam a altitudes entre 3,7-6,1 km acima do nível do mar durante os dias 1, 3 a 7 de julho e se deslocaram por 25-110 km nas direções leste e sudeste. Diversos voos que se dirigiam para Bali foram cancelados devido às emissões de cinzas durante os dias 3-4 de julho. O Badan Nacional Penanggulangan Bencana (BNPB) relatou no dia 5 de julho que sons de estrondos foram ouvidos a partir de contínuas explosões e atividade explosiva do tipo Estromboliana. Densas plumas ascenderam a 400 metros de altura e se deslocaram na direção sudeste. O Nível de Alerta permaneceu em 3 (em uma escalar de 1-4) e o público foi alertado para não se aproximar da cratera dentro de uma distância de 3 km em raio.

O Pusat Vulkanology dan Mitigasi Bencana Geologi (PVMBG) relatou que plumas de cinzas durante os dias 1-8 de julho ascenderam entre 100-500 m acima da borda da cratera do vulcão Raung, incandescência na cratera foi observada, e sons de estrondos foram ouvidos. A sismicidade foi dominada por tremores de alta amplitude; dados de deformação sugerem migração de magma para a superfície. O Nível de Alerta manteve-se em 3 (em uma escala de 1-4), e o público foi lembrado não se aproximar da cratera a cerca de 3 km de raio. O Badan Nacional Penanggulangan Bencana (BNPB) informou que plumas de cinzas cinza continuaram ascendendo a mais de 500 m acima da cratera até o dia 11 de julho. As plumas de cinzas foram dispersas pelo vento em várias direções, dependendo da altitude: SE e S em altitudes mais baixas e SE, S, W e N em altitudes mais elevadas.

O Darwin Volcanic Ash Advisory Center (Darwin VAAC) reportou, baseado em informações do PVMBG, dados de satélite e observações de pilotos de aeronaves, que durante os dias 15-21 de julho, múltiplas plumas de cinzas ascenderam a variadas altitudes entre 3,7-6,1 km acima do nível do mar e se deslocaram por até 340 km em múltiplas direções. Lava incandescente foi visível no cume e tremores sísmicos foram contínuos. Sons de estrondos foram reportados por moradores. Queda de cinzas foi identificada em áreas situadas a favor do vento (oeste e noroeste). O aeroporto local foi reaberto no dia 17 de julho após várias aberturas e fechamentos durante a semana anterior. O BNPB notou que a erupção continuou até o dia 18, de julho, com plumas de cinzas atingindo 1,5 km de altura e sendo dispersas na direção norte. Tremores continuaram contínuos, ainda que a amplitude tenha declinado durante a semana anterior. O Nível de Alerta permaneceu em 3 (em uma escala entre 1-4), e a proibição de aproximação da cratera em um raio de 3 km continua ativa.

O PVMBG informou que a erupção na Raung estava em andamento durante os dias 16-23 de julho. Plumas de cinzas atingiram 2 km e incandescência na cratera foi visível. A sismicidade oscilou, mas manteve-se elevada. O Nível de Alerta manteve-se em 3 (em uma escala de 1-4), e o público foi lembrado não se aproximar da cratera a cerca de 3 km de raio. Com base nas informações do PVMBG e observações por satélite de imagem e de pilotos de aeronaves, o Darwin VAAC relatou que durante os dias 22-28 de julho várias plumas de cinzas ascenderam entre  4,3-5,2 km de altitude e derivaram tanto quanto 400 km em múltiplas direções. Um artigo de notícias de 29 de julho relatou que 18 voos tinham sido cancelados durante os dias anteriores devido às nuvens de cinzas, e que o Aeroporto Notohadinegoro (2,100 km a sudoeste) tinha sido temporariamente fechado.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Sinabung, Java, Indonésia

O Pusat Vulkanology dan Mitigasi Bencana Geologi (PVMBG) reportou explosões nos dias 1º e 2 de julho formaram plumas de cinzas que ascenderam 2 e 1,6 km, respectivamente, acima da cratera do cume do vulcão Sinabung e foram dispersas na direção leste. No dia 11 de julho, o Badan Nacional Penanggulangan Bencana (BNPB) relatou que a atividade permanecia elevada e caracterizada por avalanches, tremores contínuos e elevado crescimento do domo de lava. Durante os dias 18-19 de julho, o BNPB reportou que a atividade ainda permanecia elevada; fluxos piroclásticos se deslocaram por 2,5-3,0 km nas direções leste e sudeste, plumas de cinzas ascenderam a 1 km de altura e fluxos de lava foram ativos até uma distância de 1,5 km na direção sudeste. A sismicidade foi elevada e o domo de lava continuou a extrudir. Um total de 11.111 pessoas (3.150 famílias) permaneceu em abrigos temporários. Uma explosão no dia 23 de julho gerou uma pluma de cinzas que ascendeu a uma altitude de 7 km acima do nível do mar e foi dispersa por 25-55 km na direção oeste. Outra explosão no dia 26 de julho formou uma pluma de cinzas que atingiu uma altitude de 3,7 km acima do nível do mar e se deslocou para leste. O Nível de Alerta permaneceu em 4 (em uma escala que varia entre 1-4), com uma zona de exclusão de 7 km no setor sudeste e de 6 km no setor leste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Batu Tara, Ilha de Komba, Indonésia

Observadores no vulcão Batu Tara notaram durante os dias 30 de junho – 4 de julho erupções explosivas do tipo Estrombolianas de intensidades variadas em intervalos variando entre 10 a 50 minutos. Três fluxos piroclásticos se deslocaram por 200 metros sobre o mar durante um período de 16 horas de atividade elevada entre os dias 2 e 3 de julho.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Manam, Papua Nova Guiné

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) reportou que uma erupção na Cratera Sul do vulcão Manam começou por volta das 11h e 30min do dia 31 de julho com fortes semelhantes a “roncos”. Logo após, fragmentos vulcânicos do tipo escória de vários tamanhos foram ejetados; escórias de tamanho de um “punho” caíram no povoado de Warisi sobre o lado leste da ilha, e clastos de 10-20 cm em diâmetro caíram sobre o lado norte da ilha em Baliau. Duas pessoas ficaram inconscientes depois de terem sido atingidas pela escória. Moradores começaram a serem retirados por volta do meio-dia. Residentes em Bogia (25-30 km a sul-sudoeste) reportaram queda de cinzas por volta das 12h e 45min, e às 13h e 00min o céu escureceu. Cinzas também foram reportadas em Potsdam (a noroeste de Bogia). O RVO informou que em torno das 13h e 30min, imediatamente após a queda de escórias ter cessado, emissões escuras carregadas de cinzas ascenderam da cratera. Baseado em imagens de satélite e observações visuais, foi estimado que a coluna de cinzas se elevou a 19,8 km de altura acima do nível do mar, espalhando-se em múltiplas direções. O RVO notou que por volta das 17h e 40min a atividade declinou e as emissões adquiriram uma coloração cinza claro, e na próxima manhã somente emissões esbranquiçadas foram observadas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Bulusan, Luzon, Filipinas

O Philippine Institute of Volcanology and Seismology (PHIVOLCS) reportou que às 13h10min do dia 17 de julho a rede sísmica detectou uma explosão no vulcão Bulusan que se estendeu por 11 minutos, gerando uma pluma de cinzas que ascendeu 200 metros acima da cratera e se deslocou na direção oeste-noroeste. Queda de cinzas foi reportada em diversas localidades situadas a norte e nordeste do cone vulcânico. O Nìvel de Alerta permaneceu em 1, indicando condições anormais e uma zona de exclusão de perigo permanente de 4 km em raio em torno da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Sakurajima, Kyushu, Japão

O Japan Meteorological Agency (JMA) reportou diversas explosões durante o mês de julho na Cratera Showa do vulcão Sakurajima, sendo que algumas ejetaram tefra vulcânica a uma distância entre 500-1.300 metros de distância. Incandescência na cratera foi ocasionalmente visível durante as noites. Uma grande explosão (sem data especificada, mas na semana entre 6-13 de julho) ejetou fragmentos balísticos 200-300 metros acima da cratera. Uma erupção de pequena escala ocorreu na Cratera Minami-dake no dia 16 de julho. O Nível de Alerta permaneceu em 3 (em uma escala de 5 níveis).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Hanokeyama, Honshu, Japão

Segundo novas informações um avião não tripulado sobrevoou o distrito de fontes termais Owakudani em Hanokeyama e registrou danos em três instalações; uma zona de exclusão para visitantes tinha sido efetivada no dia 6 de maio devido ao aumento na atividade sísmica e na elevação do Nível de Alerta para 2 (em uma escala de 5 níveis). No dia 30 de junho, às 12h e 30min, uma erupção de pequena escala ocorreu e o Nível de Alerta foi elevado para 3. No dia 1 de julho, ocorreu outra pequena erupção (entre às 4h00min e às 05h00min) e depósitos de cinzas foram visíveis em imagens de câmeras de vídeo. Durante trabalho de campo no dia 2 de julho, cientistas confirmaram novas fumarolas em Owakudani que estavam emitindo vigorosamente plumas esbranquiçadas; as novas fumarolas foram formadas entre os dias 29-30 de junho. Plumas fumarólicas continuaram a ser emitidas até no mínimo o dia 5 de julho.

O Japan Meteorological Agency (JMA)relatou que as câmeras de vídeo continuaram a registrar plumas fumarólicas vigorosas ascendendo desde a área de fontes termais Hakoneyama Owakudani. O Nível de Alerta permaneceu em 3 (em uma escala que varia entre 5 níveis).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Cleveland, Arquipélago de Chuginadak, Estados Unidos

O U.S. Geological Survey Alaska Volcano Observatory (AVO) reportou que às 08h17min do dia 21 de julho foi detectada uma explosão no vulcão Cleveland tanto por dados sísmicos como de infrassom. A cobertura de nuvens impediu a observação visual do evento, entretanto observadores em um barco no lado nordeste do vulcão reportaram a presença de cinzas sobre a neve próximo do cume, bem como moderada atividade fumarólica na área do cume. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico foi elevado para Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Chirinkotan, Arquipélago das Kurilas, Rússia

O Tokyo VAAC reportou que imagens de satélites mostraram possíveis erupções no vulcão Chirinkotan nos dias 21 e 26 de julho, que podem ter produzido plumas de cinzas que ascenderam até altitudes de 3,7 e 4,6 km acima do nível do mar e foram dispersas nas direções leste e noroeste, respectivamente. O Sakhalin Volcanic Eruption Response Team (SVERT) informou que uma anomalia termal foi identificada sobre o vulcão no dia 22 de julho. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico foi elevado para Amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Karymsky, Khamchatka, Rússia

O Khamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que a atividade explosiva moderada continuou por todo o mês de julho no vulcão Karymsky. Imagens de satélites detectaram anomalias termais, bem como nuvens de cinzas, em vários dias durante o período. Vulcanólogos observaram múltiplas explosões durante os dias 21-22 de julho; plumas de cinzas ascenderam a 2 km acima do nível do mar e foram dispersas na direção sudeste. Novas explosões foram observadas no dia 28 de julho, com a formação de plumas de cinzas alcançando 4 km de altura. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Sheveluch, Khamchatka, Rússia

O Khamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) declarou que a extrusão do domo de lava sobre o flanco norte do vulcão Sheveluch continuou durante o mês de julho e foi acompanhada por atividade fumarólica, incandescência no domo e avalanches quentes. Imagens de satélites detectaram anomalias termais sobre o domo quase que diariamente. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Zhupanovsky, Khamchatka, Rússia

O Khamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) declarou que a atividade explosiva do vulcão Zhupanovsky continuou durante o mês de julho. Uma forte explosão no dia 12 de julho produziu uma pluma de cinzas que ascendeu a uma altitude de 10 km acima do nível do mar e se deslocou por 1.200 km na direção leste. Queda de cinzas foi reportada na região de Petropavlovsk-Kamchatsky. Outra explosão no dia 14 de julho gerou plumas de cinzas que atingiram 2 km de altura acima do nível do mar e foram dispersas nas direções sudoeste e sul por até 60 km. Durante um sobrevoo no dia 16 de julho, vulcanólogos observaram depósitos recentes no sopé do vulcão originados pelo colapso da seção sul da Cratera Priemysh (a cratera ativa) que provavelmente ocorreu no dia 12 de julho. Atividade de moderada intensidade continuou até 19 de julho. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico foi diminuído para Amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Shishaldin, Ilhas Fox, Estados Unidos

O U.S. Geological Survey Alaska Volcano Observatory (AVO) relatou que a sismicidade no vulcão Shishaldin continuou elevada, acima dos valores normais para a região, durante todo o mês de julho, indicando que atividade eruptiva de pequena intensidade confinada a cratera do cume continua. Temperaturas superficiais elevadas no cume foram detectadas em imagens de satélites nos dias 3, 7, 19, 20 de julho. Imagens de satélites também detectaram plumas de vapores com 24 km de comprimento no dia 28 de julho e forte atividade fumarólica e plumas se deslocando na direção sudoeste no dia 31 de julho. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

 

 

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