Erupções de Junho de 1999

Fuego de Colima, México

4 de junho de 1999

O vulcão Fuego de Colima, no início de junho, continuou instável e agitado com atividade explosiva a partir do cume da montanha. No dia 1 de junho, a atividade explosiva foi a mais elevada dos últimos 13 dias. A atividade diminuiu nos dias 2 e 3 de junho, contudo seis explosões ocorreram no dia 2 e as erupções continuaram no dia 3. Pensou-se que um novo domo estava crescendo na cratera, mas observações visuais no dia 3 de junho afastaram essa idéia; não há novo domo de rochas. Foi visto que a cratera formada sobre o antigo domo na explosão de 11 de fevereiro, e que posteriormente aumentou de tamanho com a explosão de 10 de maio, continua seu crescimento devido a atividade explosiva que ocorreu nas semanas anteriores, sendo que agora possui entre 180 e 200 metros em diâmetro e 70 metros de profundidade.

7 de junho de 1999

Ainda que a atividade sísmica tenha decrescido, cinco explosões fracas ocorreram no dia 5 de junho no vulcão Fuego de Colima e a possibilidade de ocorrer um novo evento explosivo de grande intensidade permanece. A evacuação das comunidades locais se mantém.

9 de junho de 1999

O vulcão Fuego de Colima continua com sua atividade eruptiva. Nos dias 7 e 8 de junho, a sismicidade aumentou em relação aos dias anteriores. No dia 7 de junho, ocorreram nove explosões no domo, sendo que a mais forte aconteceu às 13 h e 32 min. No dia 8 de junho, oito explosões ocorreram, sendo a maior às 14 h e 20 min. A evacuação dos povoados continua.

18 de junho de 1999

Noticias do dia 18 de junho indicam níveis baixos de sismicidade durante os últimos dias, mas o vulcão Fuego de Colima continua agitado e perigoso. Vários eventos explosivos continuam a ocorrer. No dia 16 de junho, por exemplo, houve três eventos explosivos.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program e Volcano World
 

Guagua Pichincha, Equador

7 de junho de 1999

Erupções freáticas continuam ocorrendo no vulcão Guagua Pichincha. Uma erupção freática ocorreu às 16 h e 19 min do dia 5 de junho, e outra às 10 h e 01 min do dia 6 de junho. Ambas foram de pequena magnitude. O evento do dia 6 de junho foi seguido por tremores harmônicos por 30 minutos. Atividade fumarólica de moderada intensidade continua a ser observada no domo com as colunas de gases ascendendo mais de 100 m, com um forte odor de enxofre sendo notado após as explosões.

18 de junho de 1999

No dia 17 de junho, ocorreu uma grande erupção freática no vulcão equatoriano Guagua Pichincha, com os detritos da explosão pulverizando os setores a norte e a sul da cratera ativa.

25 de junho de 1999

Erupções freáticas periódicas continuam ocorrendo no vulcão Guagua Pichincha. Uma destas erupções aconteceu no dia 24 de junho, às 06 h e 55 min, seguida por uma hora de tremores sísmicos. Novos depósitos de cinzas foram observados em torno da cratera de explosão, e uma pequena coluna de cinzas da erupção foi visível desde a cidade de Lloa.

28 de junho de 1999

O vulcão Guagua Pichincha continua com seu longo período de esporádicas erupções freáticas. Uma grande explosão freática ocorreu no dia 28 de junho, às 03 h e 33 min da madrugada, e seu sinal sísmico foi registrado em regiões distantes do Equador, como em Cotopaxi e Cotacachi. Esta foi a maior erupção dos últimos três meses, mas por causa que ainda estava escuro, não foi possível observar a altura da coluna de cinzas.

30 de junho de 1999

No dia 30 de junho, às 09 h e 29 min, ocorreu uma erupção freática no vulcão Guagua Pichincha. Este evento foi precedido por um terremoto na margem oeste da caldeira localizada no cume da montanha e foi seguida por duas horas de tremores sísmicos. Antes da explosão, havia um forte cheiro de enxofre vindo das vigorosas e barulhentas fumarolas, e depois da erupção, o odor de enxofre foi reduzido para um nível "normal" e as fumarolas foram menos ruidosas.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Karimsky, Kamchatka, Rússia

28 de junho de 1999

A sismicidade permanece acima do nível normal na região próxima ao vulcão Karimsky. A atividade eruptiva estromboliana de baixo nível que tem caracterizado o vulcão por mais de três anos continua. Em torno de 25-50 terremotos e explosões gasosas ocorrem diariamente.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Kerinci, Indonésia

30 de junho de 1999

No dia 29 de junho, as atividades vulcânicas aumentaram no vulcão Kerinci. Estes eventos iniciaram com a exibição de tremores contínuos durante o dia anterior. Uma erupção ocorreu as 06 h e 30 min, com as cinzas alcançando 100 a 1.000 m de altura.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Mayon, Filipinas

2 de junho de 1999

No dia 1 de junho, o vulcão Mayon começou a mostrar incandescência na cratera, e simultaneamente houve um aumento na emissão de dióxido de enxofre. Autoridades ordenaram a evacuação da área próxima ao vulcão.

25 de junho de 1999

No dia 22 de junho, às 16 h e 58 min (hora local), o vulcão Mayon expeliu uma coluna carregada de cinzas, que ascendeu a uma altura entre 7-10 km acima do conduto. O evento foi registrado na rede sísmica do Phivolcs como terremotos que persistiram por 10 minutos associados a explosão. Nenhum terremoto vulcânico e outros sinais visíveis de atividade anormal foram observados nos dias que precederam a explosão. Entretanto, sismos vulcânicos de baixa freqüência foram espaçadamente registrados durante o mês de maio, acompanhados de incandescência na cratera. A explosão aparentemente foi um evento de curta duração, pois imediatamente após a explosão a atividade declinou para uma fraca atividade fumarólica, nenhuma sismicidade, e ocasionais incandescências na cratera nos dias seguintes.

Observações aéreas identificaram uma pequena cratera de explosão na área do cume. Medições da emissão de SO2 por instrumentos COSPEC realizadas no dia 25 de junho revelaram a presença de 4.800 ton/dia de dióxido de enxofre. Medições realizadas em dias calmos produziram resultados de 500 ton/dia de SO2. Um tremor harmônico de alta freqüência, mas de curta duração também foi registrado. O Instituto Vulcanológico e Sismológico das Filipinas (PHIVOLCS) manteve o nível de alerta 1, alertando o público a não se aventurar dentro dos 6 km da zona de perigo e ficar longe do Leque Piroclástico Bonga, que está diretamente abaixo da margem da cratera e de frente a um profundo canyon do lado sudeste do edifício vulcânico. Este leque foi o lugar onde ocorreram as fatalidades durante a erupção no ano de 1993 e considerada a área mais vulnerável para futuros riscos relacionados a fluxos piroclásticos.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Popocatépetl, México

15 de junho de 1999

Um evento explosivo moderado ocorreu no vulcão Popocatépetl às 14 h e 28 min do dia 15 de junho de acordo com pilotos de aviões e observações desde a Cidade do México. A nuvem de cinzas não foi visível nas imagens de satélite mas sua altura foi estimada em 5,5-7,0 km acima do nível mar.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

6 de junho de 1999

A atividade no vulcão Soufriere Hills aumentou no anoitecer do dia 5 de junho. Às 17 h e 45 min, um grande sinal sísmico de fluxo piroclástico foi registrado em todos os sismógrafos. Observações visuais desde Salem e da câmera controlada por controle remoto do Observatório Vulcanológico de Montserrat, mostraram que os fluxos piroclásticos movimentaram-se pelo rio Tar, mas também fluíram por Tuitt’s Ghaut. Uma grande nuvem de cinzas moveu-se para oeste e noroeste desde o vulcão, afastando-se de Salem. Trovões e raios surgiram associados a nuvem, e houve completa escuridão em Salem por um curto período, quando as cinzas começaram a cair. Através de imagens de satélite, a altura da nuvem de cinzas foi estimada em 3,5 km.

Observações visuais aéreas realizadas no dia 6 de junho possibilitaram a identificação de novos depósitos no rio Tar bem como no mar, com novos materiais cobrindo metade do delta. Havia também novos depósitos em Tuitt’s Ghaut e White’s Ghaut. Partículas de fina granulometria, originadas por nuvens de surge, foram também identificadas nas porções superiores do rio White. Foi observada muita cinza fina na área de Plymouth, mas nenhum material originado por fluxo piroclástico foi identificado. Visualizações do domo mostraram que uma nova porção foi erodida acima de Tuitt’s Ghaut (1.5 milhão de metros cúbicos), sendo que uma nova fumarola foi observada na base dessa depressão.

Medidas de queda de cinzas em Salem, Old Towne e áreas ao sul de Belham mostraram que acima de 1 cm de cinzas foi depositada em Salem e Old Towne. Queda de cinzas menores foram registradas na área de Cork Hill. Medidas realizadas por espectrômetros no dia 7 de junho indicaram que a produção de dióxido de enxofre (gás magmático) foi inferior a 230 ton/dia.

Um novo fluxo piroclástico, de pequena dimensão, ocorreu durante a noite e fluiu na mesma direção do fluxo da tarde.

Os eventos de 5 de junho ocorreram com nenhuma atividade precursora, sendo assim há a possibilidade que eventos similares ocorram no futuro sem qualquer sinal de aviso.

12 de junho de 1999

Um pequeno evento de emissão de cinzas no dia 7 de junho, às 11 h e 30 min, depositou uma pequena quantidade de cinzas ao norte de St. Peter’s, e um posterior fluxo piroclástico no dia 11 de junho, às 12 h e 30 min, fluiu por uma distância de 1 km desde o domo por Tuittís Ghaut, rio Tar e sobre o novo delta. As cinzas deste último evento foram depositadas por toda a região noroeste de Montserrat desde Woodlands até Cork Hill.

Fortes chuvas na tarde do dia 9 de junho produziram fluxos de lama sobre todos os flancos do vulcão, e depositaram novos materiais no vale de Belham.

Medidas espectrométricas obtiveram quantidades de dióxido de enxofre nos dias 5, 6 e 8 de junho de, respectivamente, 200, 230 e 420 ton/dia. Estes valores são baixos, mas tendem a ser mais elevados imediatamente após os episódios de emissão de cinzas.

17 de junho de 1999

No dia 17 de junho, às 05 h e 57 min, um fluxo piroclástico foi originado na área do domo acima de Tuitt’s Ghaut. O principal corpo do fluxo correu pelo rio Tar alcançando o mar sobre o delta. Pequenas quantidades de material vulcânico foram depositadas também em Tuitt’s Ghaut e White’s Ghaut. A nuvem de cinzas deste evento foi transportada por ventos para oeste e noroeste, e uma pequena quantidade de cinzas foi depositada em Salem e Old Towne. Este depósito contém uma combinação de cinza muito fina e pequenos fragmentos das rochas do domo.

Valores para emissões de dióxido de enxofre obtidos por espectrometria nos dias 14, 15, 16 e 18 de junho foram 230, 370, 170 e 400 ton/dia respectivamente.

28 de junho de 1999

No dia 28 de junho, às 06 h e 30 min, ocorreu novo evento de emissão de cinzas no vulcão Soufriere Hills, provocando a formação de coluna de cinzas com 2 km de altura acima do nível do mar.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Telica, Nicaragua

8 de junho de 1999

Novas erupções freáticas ocorreram no vulcão Telica no dia 5 de junho, muito provavelmente entre as 18 h e 30 min e 19 h. Estas explosões foram fortes o suficiente para serem registradas nos sismógrafos próximos. Foi informado que houve queda de cinzas em Chichigalpa, 15 km a sudoeste do vulcão. A atividade sísmica acalmou rapidamente. A Defesa Civil foi colocada em alerta.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program

 

 

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