Erupções de Junho de 2010

Melimoyu, Chile

O Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN) reportou no dia 8 de junho que o Nível de Alerta para o vulcão Melimoyu foi elevado para Verde Nível 2 devido ao aumento na sismicidade durante o mês de maio, especificamente começando com nove terremotos de longo período no dia 27 de maio. No próximo dia, seis terremotos de longo período precederam dois enxames sísmicos separados. O primeiro enxame foi localizado entre 2-12 km abaixo do cume. Terremotos no segundo enxame foram localizados entre 7-14 km ao sul do cume em profundidades não maiores do que 15 km. Todos os terremotos foram de 2,5º de magnitude ou menores.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tungurahua, Equador

Durante o período entre 1-8 de junho, plumas de cinzas e vapores geradas por explosões foram algumas vezes observadas e se elevaram até altitudes entre 6-8 km acima do nível do mar. Explosões maiores ocasionalmente produziram plumas de cinzas que se elevaram até altitudes de 9 km acima do nível do mar. Informes diários de queda de cinzas vieram desde múltiplas áreas dentro de 8 km a NW, W e SW. Explosões ejetaram blocos (que foram ocasionalmente incandescentes) quase que diariamente a uma altura de 1 km acima da margem da cratera. Os blocos que caíram do lado de fora da cratera rolaram pelos flancos a uma distância máxima de 2 km. Sons lembrando “tiros de canhão” associados com explosões foram ouvidos seguidos por vibrações nas janelas e portas em áreas locais; no dia 6 de junho, grandes janelas vibraram no Tungurahua Observatory (OVT) na cidade de Guadalupe, localizada a 11 km ao norte.

No dia 2 de junho, um fluxo piroclástico percorreu 1,5 km sobre o flanco NW. Durante os dias 5-7 de junho, queda de cinzas foi notada em áreas distantes, incluindo o OVT e o povoado de Cevallos, 23 km a NW. Explosões nos dias 7-8 de junho geraram plumas de cinzas que se elevaram até altitudes de 9-10 km acima do nível do mar e se deslocaram para W. No dia 7 de junho, outro pequeno fluxo piroclástico avançou por 1,5 km pelo flanco NW.

Ainda que nuvens de tempestade tenham impedido ocasionalmente observações da área do cume do vulcão Tungurahua durante os dias 9-12 de junho, plumas de cinzas e vapores foram observadas em altitudes entre 5,5-8 km acima do nível do mar. Informações diárias de queda de cinzas vieram desde múltiplas áreas localizadas até 8 km de distância do vulcão a NW, W e SW, mas cinzas foram notadas a distâncias de até 22 km a NW e 25 km a W no dia 9 de junho. Blocos, incluindo alguns incandescentes, ocasionalmente ejetados por explosões, rolaram por até 1 km sobre o flanco da montanha. Explosões provocaram a formação de sons lembrando “tiros de canhão” e vibraram janelas quase que diariamente. Durante os dias 13-14 de junho, plumas de vapores desde a cratera e no flanco NW se elevaram até 500-1.000 metros acima da cratera e se deslocaram para W. Uma explosão no dia 15 de junho gerou uma pluma de cinzas que atingiu uma altitude de 7 km acima do nível e que também se deslocou para W.

Nuvens de tempestade novamente impediram ocasionalmente a observação da região do cume do vulcão Tungurahua durante os dias 16-18 de junho, entretanto, plumas de cinzas e vapores foram observadas alcançando altitudes entre 5,5-7 km acima do nível do mar. No dia 17 de junho, foram recebidos informes diários de queda de cinzas vindos de múltiplas áreas em torno de 8 km a W e SW da montanha, mas as cinzas foram notadas em regiões mais distantes (15 km a SW). A queda de cinzas na área de Cahuají (8 km a SW) cobriu as pastagens, impedindo aos animais de se alimentarem. Sons de estrondos foram ocasionalmente reportados. Durante as noites de 17-18 de junho, foi observada incandescência na cratera. Uma explosão foi seguida por sons de estrondos, sons lembrando blocos rolando pelos flancos da montanha e incandescência.

No dia 19 de junho, plumas de cinzas e vapores se elevaram 500 metros de altura acima da cratera e grandes janelas vibraram após sons de estrondos serem ouvidos. Plumas de cinzas e vapores se elevaram novamente até 500 metros de altura acima da cratera nos dias 20-21 de junho e foram levadas pelos ventos nas direções S-SW, NW e E. Lahars foram formados em drenagens no setor SW da montanha e carregaram blocos com até 50 cm de diâmetro. No dia 21 de junho, queda de cinzas foi reportada em áreas localizadas a 8 km de distância na direção oeste.

Plumas de cinzas e vapores foram observadas entre os dias 24-28 de junho e se elevaram até 1 km de altura acima da cratera e se deslocaram para NW, W e SW. Cinzas caíram em áreas localizadas a 8 km na direção SW e ocasionalmente em áreas a W e NW. Fortes sons de estrondos foram algumas vezes ouvidos e no dia 25 de junho os sons foram seguidos por vibrações nas janelas de casas localizadas numa distância de 8 km nas direções W e SW. Lahars foram formados em drenagens nos setores NW e W da montanha e carregaram blocos com até 2 metros de diâmetro. Queda de cinzas foi reportada no dia 27 de junho em áreas localizadas entre 23-25 km de distância nas direções NW e W. Incandescência foi emanada da cratera nas noites de 27-28 de junho.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Nevado del Huila, Colômbia

O Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS) relatou que durante o período entre os dias 9-15 de junho plumas de dióxido de enxofre foram detectadas desde múltiplas fontes no vulcão Nevado del Huila. Uma distinta variação no comportamento sísmico do vulcão foi notada no dia 13 de junho e foi caracterizada por um aumento na intensidade e no número de terremotos híbridos. Estes eventos sísmicos foram rasos e localizados abaixo do Pico Central. O Nível de Alerta foi elevado para II (laranja; que indica “provável erupção em questão de dias ou semanas”). No dia 16 de junho, dois episódios de tremores possivelmente indicaram emissões de cinzas, mas estes não foram confirmados. Entretanto, plumas de dióxido de enxofre foram novamente detectadas. Durante os dias 20-21 de junho, pequenas plumas fumarólicas pulsatórias foram dirigidas pelos ventos na direção oeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Arenal, Costa Rica

O Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) reportou que durante o mês de junho a atividade originada na Cratera C do vulcão Arenal consistiu de emissões de gases, esporádicas erupções do tipo Estrombolianas e ocasionais avalanches. Algumas das erupções Estrombolianas provocaram a vibração de janelas em construções localizadas a uma distância de 4 km a norte do centro vulcânico. Um fluxo de lava que começou no mês de janeiro permaneceu ativo sobre o flanco sul da montanha. Avalanches desde as margens do fluxo de lava e dos limites N e NE da cratera desceram vários flancos do vulcão. Chuva ácida e pequenas quantidades de material piroclástico ejetado afetaram os flancos NE, E e SE. Pequenas explosões de gases e ocasionalmente cinzas foram originadas desde o conduto N da Cratera C, ao passo que a Cratera D produziu somente atividade fumarólica.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Pacaya, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) informou que atividade explosiva do tipo Estromboliana continuou a ocorrer no cone MacKenney do vulcão Pacaya no dia 1 de junho. Explosões ejetaram cinzas até 700 metros acima da cratera e plumas de cinzas se deslocaram na direção noroeste. Dois fluxos de lavas extravasaram nas direções sudoeste e sudeste.

No dia 3 de junho, novamente explosões Estrombolianas ejetaram materiais vulcânicos até 200 metros de altura no ar. No dia 7 de junho, uma explosão ejetou cinzas a 100 metros de altura acima da cratera resultando na formação de uma pluma de cinzas que se deslocou por 2 km na direção NW. Múltiplos fluxos de lavas permaneceram ativos e se deslocaram por 3,5 km no dia 6 de junho.

Nos dias 9-10 de junho, o cone MacKenney emitiu plumas fumarólicas brancas azuladas que atingiram 300 metros de altura e geraram sons semelhantes a uma “turbina de avião” audível até 5 km de distância. Fluxos de lavas continuaram a ser ativos sobre o flanco SE e moveram-se a uma velocidade em torno de 1 km por hora. Explosões continuaram a ocorrer desde a cratera lateral do vulcão e ocasionais plumas de cinzas se deslocaram por até 2 km na direção NW.

Entre os dias 16-22 de junho, o cone MacKenney continuou a emitir plumas fumarólicas brancas e azuis que se elevaram entre 50-400 metros de altura. Emissões de cinzas foram ocasionalmente observadas. O INSIVUMEH também relatou que os fluxos de lava sobre o flanco SE avançaram mais lentamente e exibiram poucas áreas de incandescência.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que durante os dias 10-11 de junho múltiplas explosões desde o vulcão Fuego produziram plumas de cinzas que se elevaram até altitudes de 4,1-4,3 km acima do nível do mar e se deslocaram para NW. Sons de estrondos e de “saída de gases” foram associados com as explosões. Material incandescente foi ejetado ocasionalmente até 75 metros de altura acima da cratera e avalanches desceram os flancos da montanha. Fina queda de cinzas foi reportada nos povoado de Sangre de Cristo, localizado a 10 km a W-SW. Durante um período de aumento da atividade no dia 11 de junho, ondas de choque foram detectadas em até 5 km de distância.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Popocatepetl, México

O Centro Nacional de Prevencion de Desastres (CENAPRED) reportou que durante os dias 2-3 e 7-8 de junho emissões de gases e vapores desde o vulcão mexicano Popocatepetl ocasionalmente conteve pequenas quantidade s de cinzas. A rede de monitoramento sísmico detectou alguns períodos de tremores harmônicos. Emissões de gases e vapores continuaram durante os dias 4-7 de junho. No dia 8 de junho, uma moderada explosão gerou uma pluma de cinzas que se elevou até uma altitude de 8,4 km acima do nível do mar.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

O Montserrat Volcano Observatory (MVO) relatou que eventos de queda de rochas e de fluxos piroclásticos ocorreram durante os dias 4-11 de junho desde o domo de lava do vulcão Soufriere Hills. O maior fluxo piroclástico foi originado na cicatriz de colapso e se deslocou por 1 km na direção norte.

O MVO informou que novos fluxos piroclásticos originados no domo de lava do vulcão Soufriere Hills ocorreram durante os dias 11-18 de junho. Um dos maiores fluxos de piroclásticos se deslocou na direção W por Gages Valley; outros foram originados desde dentro da cicatriz de colapso. Imagens termais identificaram áreas quentes internas do domo de lava, provavelmente expostas devido à atividade de fluxos piroclásticos e queda de rochas. No dia 28 de junho, um pequeno lahar percorreu Belham Valley, na direção NW.

O MVO relatou também que no dia 28 de junho, pela primeira vez desde o mês de fevereiro de 2010, emissão de cinzas desde o domo de lava do vulcão Soufriere Hills foi observada e provocou leve queda de cinzas em várias áreas sobre a ilha de Montserrat. A emissão de cinzas começou no dia 25 de junho e foi coincidente com pequenos enxames de terremotos vulcano-tectônicos percebidos nos dias 23 e 25 de junho. Observações em um sobrevoo indicaram que a emissão de cinzas ocorreu desde o lado interno da cicatriz de colapso (próximo da margem norte da Cratera Inglês) e desde a parte sul da cratera do cume que foi formada no dia 11 de fevereiro. Nas noites de 25 e 26 de junho, fortes sons foram ouvidos desde várias localidades na ilha. A emissão de cinzas diminuiu no dia 28 de junho.

O Nível de Alerta permanece em 3.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sicília, Itália

O Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia Sezione di Catania (INGV-CT) informou que uma série de deslizamentos de rocha ocorreu no dia 19 de junho na margem NW do conduto localizado sobre parte leste da Cratera Sudeste, localizada no cume do vulcão Etna. Os colapsos geraram pequenas nuvens de cinzas que se deslocaram para NE, e variaram a morfologia do conduto. Dados obtidos por câmeras termais mostraram anomalias de mais de 180ºC, indicando que o deslizamento de rochas foi quente. Atividade fumarólica foi observada na área do deslizamento durante uma inspeção no dia seguinte. 

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Stromboli, Mediterrâneo, Itália

O Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia Sezione di Catania (INGV-CT) relatou que duas grandes explosões no vulcão Stromboli foram detectadas pela rede sísmica. Estas explosões ocorreram desde a Cratera SW no dia 25 de junho e desde a Cratera NE no dia 30 de junho. Condições intempéricas desfavoráveis impediram observações visuais dos eventos explosivos. O evento do dia 30 de junho foi mais forte, com várias explosões ocorrendo em um curto intervalo de tempo. Queda de blocos incandescentes provocaram incêndios na vegetação.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Eyafjallajokull, Islândia

O Nordic Volcanological Center (NVC) do Institute of Earth Sciences relatou que no dia 2 de junho uma nuvem de vapor esbranquiçada se elevou desde o cume do vulcão Eyafjallajokull e alcançou uma altitude de 2,5 km acima do nível do mar. No dia 3 de junho, cientistas visitaram a região do cume e notaram que a principal cratera permanecia ativa, ainda que menos ativa do que durante a visita anterior no dia 27 de maio; foi observado que vapores atingiam entre 200-400 metros de altura acima da margem da cratera. Nos dias 3-4 de junho, cinzas remobilizadas se espalharam por uma ampla área das regiões S e SW da Islândia.

Cientistas notaram um aumento dos tremores sísmicos no dia 4 de junho e uma pluma escura se elevou até uma altitude de 4,5 km acima do nível do mar. Consideráveis sons de estrondos e ruídos foram ouvidos desde uma área localizada a 10 km ao sul do cume. Os níveis de tremores sísmicos oscilaram durante os próximos três dias. Plumas que se elevaram desde a caldeira do cume foram a maior parte das vezes esbranquiçadas, com ocasionais áreas escuras na base da coluna, seguindo atividade explosiva. Plumas se deslocaram para sudoeste durante os dias 4-5 de junho e para sul nos dias 6-7 de junho, em altitudes entre 3-6 km acima do nível do mar. Uma nova cratera foi observada na parte W da caldeira, no sítio de nova atividade explosiva.

No dia 9 de junho, sons de estrondos foram ouvidos em Gígjökull logo após uma nuvem de vapores ascender desde a cratera do cume. Alguns poucos terremotos rasos continuaram a ser detectados abaixo da cratera do cume no dia 10 de junho. No próximo dia, vapores esbranquiçados foram principalmente confinados a cratera, mas ocasionalmente uma pluma de vapores se elevou acima da margem. Fortes chuvas durante os dias anteriores levaram a uma inundação no rio Svadbaelisa. A água continha uma grande quantidade de lama e fluiu sobre os diques marginais para dentro dos campos situados na planície de inundação. Um lago com cerca de 300 metros em diâmetro formou-se na cratera do cume. Vapores atingiram até 1 km de altura desde as margens, especialmente desde o lado norte. Dois pequenos condutos acima do nível da água sobre o lado oeste emitiram nuvens de coloração marrom.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Taal, Ilha de Luzon, Filipinas

No dia 8 de junho, o Philippine Institute of Volcanology and Seismology (PHIVOLCS) elevou o Nível de Alerta do vulcão Taal para 2 (em uma escala que varia entre 0-5) devido a variações nos parâmetros monitorados, começando no final do mês de abril. Desde o dia 26 de abril o número de terremotos diários continua a aumentar, bem como a magnitude. Terremotos vulcânicos de baixa frequência foram detectados no dia 2 de junho, e durante os dias anteriores terremotos de alta frequência foram notados. Além do aumento na sismicidade, a temperatura do lago na principal cratera aumentou de 32ºC no dia 11 de maio para 34ºC no dia 24 de maio. Atividade fumarólica desde os lados N e NE da cratera principal intensificou-se ocasionalmente. Dados de deformação têm mostrado um pequeno inchamento do edifício vulcânico desde 2004; medições realizadas no lado SE do vulcão Taal no dia 7 de junho mostraram inchamento  (inflação) do edifício vulcânico de 3 milimetros.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) reportou que durante os períodos de 02-08, 9-15, 16-22 e 23-29 de junho a atividade no vulcão Kilauea continuou na região de cume e na zona de rifte leste. No cume, o nível de circulação, formação de crostas e borbulhamento da superfície do lago de lava permaneceram estáveis no conduto profundo localizado dentro do assoalho da cratera Halema’uma’u; incandescência no conduto foi visível. Plumas originadas a partir do conduto se deslocaram para SW, precipitando pequenas quantidades de cinzas e tefra em zonas a favor do vento. Vigoroso borbulhamento da superfície da lava foi observada nos dias 14-15 de junho.

Na zona de rifte leste, fluxos de lavas que extravasaram desde o sistema de tubos de lava TEB construíram “escudos sem raiz” entre as elevações de 580-520 metros entre os dias 02-22 de junho. Pequenos fluxos de lavas desde estes escudos foram ativos na região de Pulama pali e na planície costeira, e, entre os dias 9-15 de junho, avançaram ao longo do lado oeste do campo de fluxo TEB em direção à região de Royal Gardens. A lava parou de fluir algumas vezes durante os dias 2-3 de junho para o oceano no ponto de entrada Ki. Uma câmera registrou na cratera Pu’u’O’o o crescimento de um pequeno lago de lava sobre o assoalho da cratera, que no dia 5 de junho foi estimado em 300 x 125 metros de dimensão. Novas medições realizadas na semana entre 16-22 de junho estimaram um tamanho do lago de lava de 300 x 150 metros. Um pequeno cone formado por borrifos de lava (spattering) foi observado sobre o fundo da cratera na parte norte do lago. O lago de lava foi “alimentado” predominantemente por uma fonte localizada próxima da margem norte da cratera, com alguma contribuição também desde uma fonte na parte sul. Um novo fluxo de lava foi identificado sobre o assoalho da cratera no dia 18 de junho. Foi observado no dia 21 de junho um novo conduto de gás na parede leste da cratera que tinha gerado incandescência durante algumas noites anteriores.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakura-jima, Kyushu, Japão

No dia 3 de junho, uma erupção no vulcão japonês Sakura-jima produziu uma pluma que se elevou até altitudes entre 2,1-3,4 km acima do nível do mar e se deslocou para W. Novas erupções explosivas ocorreram nos dias 12-14, 16-22 e 30 de junho. Duas erupções no dia 20 de junho fizeram que o número total de erupções em 2010 atingisse 550 explosões, atingindo um novo recorde anual. Em 2009, o número total de erupções foi de 548 eventos explosivos.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sarigan, Ilhas Marianas, Oceano Pacífico

No dia 10 de junho, o Nível de Alerta Vulcânico para o vulcão Sarigan foi diminuído para seu nível mais baixo porque nenhuma atividade vulcânica foi notada desde a erupção submarina desde o conduto S da ilha no dia 29 de maio.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Bezymianny, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que no dia 1 de junho os dados sísmicos indicaram o começo de uma erupção explosiva, que produziu uma grande nuvem de cinzas com dimensões em torno de 127 x 93 km de dimensão. O Código de Cores de Alerta foi elevado para vermelho. Análises posteriores indicaram que as plumas de cinzas desde duas explosões ascenderam até altitudes entre 8-10 km acima do nível do mar e se deslocaram primeiro por 250 km na direção oeste e então por 160 km nas direções norte e nordeste. Queda de cinzas foi reportada no povoado de Kozyrevsk, 45 km a oeste. Duas brilhantes anomalias termais foram observadas em imagens de satélites, possivelmente desde depósitos de fluxos piroclásticos. No dia 2 de junho, fortes emissões de gases e vapores se elevaram do domo de lava. O Código de Cores de Alerta foi diminuído para laranja.

Após a erupção explosiva, duas anomalias termais brilhantes sobre os flancos foram identificados em imagens de satélites durante os dias 1-2 de junho, possivelmente desde depósitos de fluxos piroclásticos. No dia 4 de junho, o KVERT notou fortes emissões de gases e vapores continuavam a ascender desde o domo de lava. O Código de Cores de Alerta foi rebaixado para amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Klyuchevskoy, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que a atividade explosiva do tipo Estromboliana foi observada ocasionalmente nos períodos entre 28 de maio-29 de junho. Imagens de satélite mostraram diariamente uma grande anomalia termal sobre o vulcão. O Código de Cores de Alerta permanece em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Karymsky, Kamchatka, Rússia

O O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) relatou que uma erupção no dia 11 de junho no vulcão Karymsky produziu uma pluma de cinzas que se elevou até uma altitude de 6,1 km acima do nível do mar e se deslocou para NE e SE. Outro evento eruptivo ocorreu no dia 29 de junho e produziu uma pluma que atingiu uma altitude de 7 km. O Código de Cores de Alerta permanece em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Gorely, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante o período entre 17-25 de junho a atividade sísmica no vulcão Gorely esteve acima dos níveis normais para a região e plumas de gases e vapores se elevaram desde a cratera. No dia 17 de junho um novo conduto foi aberto na parede NE da cratera do vulcão, acima do nível do lago interno. O conduto emitiu incandescência e gases foram emitidos a temperaturas entre 800-900 graus Celsius.  Imagens de satélites mostraram uma anomalia termal sobre o vulcão durante os dias 17-18 e 21-23 de junho. O Código de Cores de Alerta foi elevado para amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sheveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que nos dias 24 e 29 de junho plumas de cinzas desde avalanches quentes se elevaram até uma altitude de 4,5 km acima do nível do mar. Forte atividade fumarólica foi notada nesses dias. O Código de Cores de Alerta permanece em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 

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