Erupções de Junho de 2011

Puyehue, Chile

O vulcão chileno Puyehue erupcionou no sábado, 4 de junho, após 51 anos de inatividade. O Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN) reportou que entre às 20h e 00min do dia 2 de junho e às 20h e 00min de 3 de junho foram detectados pela rede sísmica em torno de 1.450 terremotos  na área dos vulcões Puyehue-Cordón Caulle, com uma média de 60 terremotos por hora. Os terremotos foram na maior parte híbridos e de longo período, associados com movimentos de magma dentro do vulcão, e localizados no flanco sudeste da montanha e a profundidade de 2-5 Km. Residentes próximos ao vulcão relataram ter sentido os terremotos no anoitecer de sexta-feira e no sábado pela manhã. Cientistas do SERNAGEOMIN fizeram um vôo de reconhecimento sobre o vulcão junto com autoridades locais e não notaram nenhuma variação significante. O Nível de Alerta permaneceu em 4, amarelo.

No dia 4 de junho, em um período de 6 horas ocorreram mais de 230 terremotos por hora, com um foco entre 1-4 km de profundidade. Doze terremotos foram maiores do que 4 graus de magnitude, 50 maiores do que 3 graus de magnitude. Mais da metade dos terremotos foram maiores do que 2 graus de magnitude. O maior terremoto ocorreu às 8h e 36min do dia 4 de junho, com uma magnitude de 4,4 graus. O Nível de Alerta foi elevado para vermelho, 5. O passo da fronteira foi fechado e em torno de 700 pessoas tiveram que deixar suas residências.

A erupção explosiva começou no sábado, 4 de junho, por volta das 14h e 40min, produzindo uma coluna de cinzas com 10 km de altura e 5 km de largura. Mais de 600 pessoas foram retiradas da área. A coluna de cinzas foi estratificada, com a porção inferior, com até 5 km de altura, se deslocando para sul, enquanto a porção superior, de 5 a 10 km de altitude, movimentando-se nas direções oeste e leste. O Nível de Alerta foi elevado para vermelho, 6, que indica erupção de tamanho moderado. Nenhum fluxo de lava foi detectado, mas depósitos de fluxos piroclásticos foram observados. Os moradores próximos ao vulcão reportaram um forte odor de enxofre e queda significante de cinzas e púmices. A última erupção do vulcão Puyehue tinha acontecido em 1960, seguindo um terremoto de 9,5 graus de magnitude.

Durante a noite entre 4-5 de junho, ocorreu forte queda de cinzas vulcânicas na região da cidade de Bariloche na Argentina e o aeroporto local foi fechado. Os residentes dessa cidade disseram que as cinzas caíram como se fosse uma tempestade de neve de inverno. O governo argentino enviou tropas militares para ajudar os moradores afetados pela queda de cinzas. Um passo de cruzamento da fronteira entre o Chile e a Argentina em Cardenal Samore foi fechado devido à erupção ter diminuído a visibilidade nas montanhas. A retirada dos moradores da região continuou e o número foi elevado para 3.000.

Segundo novos informes no dia 7 de junho, a erupção que começou no sábado, 4 de junho, no vulcão Puyehue-Cordón Caulle, junto a fronteira Chile-Argentina, ainda está em andamento e continua provocando problemas para as pessoas que vivem na zona onde as cinzas e os púmices estão caindo. A pluma de cinzas está se espalhando nas direções norte e leste do vulcão. Cidades situadas a grandes distâncias, como Buenos Aires, já estão sentindo os efeitos das cinzas, como atrasos e cancelamentos de voos. As cinzas podem alcançar o Brasil no final da semana. Estes problemas podem não ser de curta duração, pois os geólogos do SERNAGEOMIN informaram que a erupção pode continuar por dias ou até semanas. O Prefeito de Bariloche, uma das cidades ao longo da fronteira mais afetada pelas cinzas, falou aos moradores que é melhor ficar em casa e evitar a exposição às cinzas acumuladas na cidade. Evacuações estão sendo realizadas nas áreas próximas ao vulcão.

Aparentemente a erupção está diminuindo de intensidade juntamente com o número de terremotos (atualmente está com aproximadamente 10 sismos por hora), mas o vulcão continua no Nível de Alerta Vermelho 6 (erupção moderada). O SERNAGEOMIN informou que fluxos de lavas não devem ser descartados, mas o maior perigo continua sendo a forte queda de cinzas e pumices. Segundo o jornal La Tercera a coluna de cinzas não está sendo expelida por um conduto central na cratera do vulcão Puyehue, e sim por uma fratura de direção noroeste contigua a cratera com menos de 2 km de comprimento.

Fotos da erupção podem ser visualizadas em:

http://www.bbc.co.uk/news/world-latin-america-13664429

http://www.heraldsun.com.au/news/photo-gallery/gallery-e6frf94x-1226070116594?page=1

http://especiais.ig.com.br/zoom/a-erupcao-do-vulcao-puyehue/

Segundo o boletim do SERNAGEOMIN emitido no dia 12 de junho foi possível verificar através de um sobrevôo na área da erupção que o centro de emissão está localizado na cabeceira do rio Nilahue, situado imediatamente ao norte da fissura ao longo do qual a erupção de 1960 ocorreu. Foi confirmado que a erupção está formando um cone no centro eruptivo, com uma cratera com um diâmetro aproximado entre 300-400 metros. Na área de emissão foram observadas abundantes acumulações de cinzas vulcânicas, particularmente na cabeceira do rio Contrafuerte. Foram visualizados fragmentos balísticos a mais de 1 km do centro da erupção. Foram identificadas também significantes acumulações de cinzas no setor leste de Cordón Caulle, particularmente sobre o flanco oeste do vulcão Puyehue. Quantidades importantes de púmices foram notadas flutuando em lagos da região. Foi observado que há dois ou três pontos de emissão de gases e vapores a noroeste da mesma fratura onde o centro da emissão está localizado.

O boletim também informou que a sismicidade não variou o estilo desde que a erupção começou, mas os cientistas do SERNAGEOMIN notaram um comportamento cíclico nos sinais de tremores. O comportamento cíclico é caracterizado por episódios de aumento e diminuição no nível de tremores, associado com um aumento na altura da coluna eruptiva de cinzas, sem registros significantes de outros tipos de terremotos. Uma explosão, às 15h e 35min, no dia 11 de junho, que empurrou a coluna eruptiva, comumente com uma altura entre 4,0-4,5 km, para 8 km de altura por um curto período de tempo. A coluna de cinzas tinha um aspecto muito denso, de coloração cinza escuro, conectado com queda de cinzas nas áreas circundantes devido ao colapso parcial da coluna.

O SENARGEOMIN alertou para o perigo de formação de lahares, devido à grande acumulação de cinzas vulcânicas nas cabeceiras de alguns rios, e o potencial perigo do vulcão variar o comportamento eruptivo de uma maneira rápida e sem aviso. O Nível de Alerta permanece em vermelho 6, indicando erupção moderada.

Segundo informações do jornal chileno La Tercera do dia 14 de junho a erupção no vulcão Puyehue continua em andamento. Pela primeira vez desde que iniciou a erupção foi registrada acumulação de cinzas em um setor povoado chileno, mais exatamente no povoado de Riñinahue. A coluna de cinzas continua elevada, com fontes de lavas observadas na base da coluna e raios no interior da nuvem eruptiva. Explosões geraram fluxos piroclásticos, com plumas de cinzas e gases associadas, que se deslocaram na direção norte.

O SENARGEOMIN reportou através de boletim do dia 16 de junho que a atividade no vulcão Puyehue continua, embora de forma mais branda. Os sinais sísmicos constantes que vinham sendo registrados foram substituídos por tremores harmônicos de baixa freqüência e elevada intensidade, relacionado com a movimentação de magma em subsuperfície. O SENARGEOMIN também informou que foram registrados em média 6 eventos sísmicos por hora, a maioria do tipo vulcano-tectônico (relacionados com rupturas de rochas). A maioria dos sismos não superou magnitudes iguais a 1,0 grau. Destacou-se o registro de um evento tipo vulcano-tectônico com magnitude de 3,0 graus, registrado às 00h e 07min do dia 16 de junho, localizado 3 km abaixo do ponto de emissão de gases e cinzas.

A coluna eruptiva não ultrapassou os 3 km de altura, mostrando uma coloração mais clara. No setor de Pajaritos foi reportada queda de cinzas finas em uma taxa aproximada de 1 mm/hora. Imagens de satélites obtidas no dia 16 de junho mostram uma pluma de dispersão para leste-sudeste, com um comprimento aproximado de 1.400 km. Não foi observada nenhuma correlação entre a amplitude dos tremores sísmicos com a altura da coluna eruptiva, como nos dias anteriores. Este feito, segundo o SENARGEOMIN, unido a tendência de predominância de tremores de baixa freqüência, elevada intensidade de tremores e a superficialidade de sua origem, sugerem dois possíveis cenários futuros: (1) ascensão de um corpo magmático que pode terminar com a efusão de lava; e (2) pressurização dentro do corpo magmático superficial que pode gerar um novo evento explosivo.

A possibilidade de ocorrência de eventos explosivos maiores continua com a consequente ameaça de geração de fluxos piroclásticos. A ocorrência de chuvas na região, associadas com a elevada acumulação de material piroclástico (cinzas e púmices) nas cabeceiras das nascentes dos rios no complexo vulcânico, favorecem a probabilidade de ocorrência de lahares secundários.

O SENARGEOMIN termina o boletim informando que o processo eruptivo continua, sendo possível que volte a apresentar um incremento na atividade, com episódios similares ou superiores em intensidade aos já ocorridos. Portanto, foi mantido o Nível de Alerta em 6, vermelho, que indica erupção moderada.

No dia 15 de junho foram detectadas pequenas explosões no dia 15 de junho, o que formou uma pluma eruptiva que ascendeu entre 4-5 km acima da cratera e se deslocou na direção SE. A base da pluma tinha coloração cinza escura e cinzas continuaram a cair nas áreas próximas do vulcão. No próximo dia a pluma eruptiva ascendeu a 3 km acima da cratera e possuía coloração mais clara. Imagens de satélites identificaram a pluma eruptiva a 1.400 km na direção E-SE. No dia 17 de junho, a pluma ascendeu 2 km acima da cratera e se deslocou na direção SE. Em torno de 5 mm de cinzas acumularam-se no local denominado de Pajaritos durante a noite. Queda de cinzas foi reportada em áreas próximas do lago Rupanco, em torno de 30 km na direção S-SW. Segundo novas informações, as plumas de cinzas da erupção, que começou no dia 4 de junho, deram a volta no globo terrestre, atingindo a parte W do Chile, provocando novamente o cancelamento de voos domésticos.

No dia 19 de junho, a pluma eruptiva atingiu 2 km acima da cratera e se deslocou para SE. Os moradores das proximidades foram autorizados a retornar para suas residências. Durante um sobrevoo no dia 20 de junho, os cientistas do SERNAGEOMIN identificaram um fluxo de lava viscoso e com morfologia concêntrica, confirmando a especulação da ascensão de magma, refletida pelos dados sísmicos nos dias anteriores. O fluxo de lava, com uma largura de 50 metros, tem se deslocado desde os centros de emissão por 200 metros na direção NW e 100 metros na direção NE, preenchendo uma depressão do terreno. Uma área com vegetação devastada por fluxos piroclásticos foi observada próximo dos rios Nilahue e Abutment. Pulsos de tremores sísmicos foram detectados rede sísmica. Câmeras instaladas em torno do vulcão mostraram que a pluma eruptiva, periodicamente com coloração muito escura, ascendeu entre 5-6 km de altura acima da cratera.

No dia 21 de junho, a pluma ascendeu entre 3-4 km acima da cratera e tinha coloração escura na base. Ainda que nesse dia não tenha tido nenhuma observação aérea, os sinais sísmicos indicaram que o fluxo de lava permaneceu ativo. Voos de aeronaves foram novamente cancelados em partes da Austrália no dia 21 de junho.

Durante os dias 22 e 24-26 de junho as plumas de cinzas ascenderam entre 2-4 km acima da cratera e se deslocaram nas direções NW, N e NE. Queda de cinzas foi detectada em várias localidades nos dias 22 e 25 de junho. Numerosos voos foram cancelados na Argentina, Chile e Uruguai. Durante o período entre 22-27 de junho foram registrados pulsos de tremores de elevada intensidade indicando que os fluxos de lavas permanecem ativos. . O SERNAGEOMIN reiterou que o Nível de Alerta permanece em 6, vermelho (erupção moderada).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report, Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN), Volcano News , Jornal La Tercera e BigThink Blog


Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

Um fluxo piroclástico se deslocou pelo flanco sul do vulcão Soufriere Hills no dia 9 de junho, sendo este o primeiro a se movimentar na direção sul em mais de um ano. O fluxo piroclástico gerou uma nuvem de cinzas que se deslocou na direção norte e provocou leve queda de cinzas na porção NW da ilha de Montserrat. O Nível de Alerta permanece em 3.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Popocatépetl, México

O Centro Nacional de Prevencion de Desastres (CENAPRED) reportou que durante os dias 31 de maio-1 de junho as emissões de gases e vapores originadas na cratera do vulcão Popocatépetl ocasionalmente contiveram pequenas quantidades de cinzas. No dia 3 de junho, às 06h e 37min, após um tremor sísmico, uma pluma de cinzas se elevou a 3 km de altura acima da cratera.  A porção mais inferior da pluma se deslocou na direção W (no sentido do Estado de Morelos), enquanto a parte mais elevada da coluna evoluiu na direção E-NE (sobre Puebla, 40 km a E). Nesse mesmo dia, às 21h e 12min, um tremor sísmico de baixa amplitude e elevada frequência foi detectado pela rede sísmica. Logo após, às 21h e 16min, uma pluma de cinzas ascendeu a 1 km de altura acima da cratera e se deslocou na direção W. A atividade retornou para os níveis normais por volta das 21h e 30min. No dia 4 de junho, uma pluma de cinzas atingiu 1 km de altura acima da cratera e a parte inferior se deslocou na direção S-SW, enquanto a superior na direção NE.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que durante os dias 23-24 de junho explosões produziram plumas de cinzas que atingiram entre 150-200 metros acima da cratera e dispersaram-se na direção W. Explosões incandescentes ascenderam até 100 metros acima da cratera. Durante os dias 23-24 e 27-28 de junho, fluxos de lavas se deslocaram por 200 metros na direção SW e blocos rolaram até áreas vegetadas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sicília, Itália

Segundo o Sezione di Catania – Osservatorio Etneo, no dia 13 de junho, guias de montanha ouviram fortes sons vindos do interior da cratera Bocca Nuova. Após seis horas de calma,  emissões de cinzas ascenderam da cratera na manhã seguinte. As emissões foram compostas de pequenas nuvens de cinzas originadas na parte central da cratera e ascenderam entre 200-250 metros acima da margem da cratera, e dispersaram-se na direção leste. Câmeras de monitoramento termal não mostraram incandescência nas emissões. Esporádicas e pequenas plumas de cinzas de colorações marrom acinzentadas a vermelhas foram observadas ocorrer a cada 5-15 minutos.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) reportou que dois lagos de lava no vulcão Kilauea foram ativos durante os períodos entre 1-7, 8-14 e 15 21 de junho. O nível do lago de lava localizado na região do cume permaneceu estável dentro do conduto localizado dentro da parede leste da Cratera Halema’uma’u. Aumentos ocasionais no nível do lago cobriram um conduto localizado no lado sul da parede; nos outros dias a lava desde o conduto cascateou para dentro do lago. Uma pluma de gás foi originada a partir do conduto e se deslocou na direção SW, depositando cinzas e respingos de lava nas áreas próximas. A emissão de dióxido de enxofre em todas as fontes localizadas na zona de rifte leste foi de 1.100 toneladas/dia em 3 de junho. No dia 17 de junho, uma pluma de coloração marrom ascendeu desde uma fonte de respingos de lava (spattering) localizado na margem SE do lago de lava. Pesquisas posteriores mostraram que a pluma foi originada desde um colapso parcial da fonte de respingos de lava ou um pequeno evento de queda de rochas.

A lava desde o conduto da margem oeste do lago de lava localizado no centro da Cratera Pu’u ‘O’o continuou a preencher o lago. O nível do lago flutuou e ocasionalmente extravasou as margens ou fluiu através de fissuras na margem do lago, derramando lavas sobre o fundo da Cratera Pu’u ‘O’o. A margem do lago de lava foi 2-3 metros mais elevada do que o fundo da cratera circundante, que estava 39 metros abaixo da margem leste da cratera no dia 1 de junho. Nas semanas entre 8-14 e 15-21 de junho, além dos fenômenos acima, ocorreu também pequena atividade de lava desde no mínimo uma fonte na base da parede SW da cratera. Um pequeno escudo de lava foi construído contra a parede SW na margem W do lago de lava no período entre 15-21 de junho.

O HVO reportou que os dois lagos de lava no vulcão Kilauea foram ativos durante os dias 22-28 de junho. O nível do lago de lava do cume flutuou no conduto inserido dentro da parede E da Cratera Halema’uma’u. Uma pluma de gases desde o conduto foi dispersada na direção SW, depositando quantidades variáveis de cinzas nas redondezas. Na cratera Pu’u ‘O’o, lavas desde condutos próximos da margem NE do lago de lava localizado no centro da cratera o mesmo lago, mas numa posição mais elevada que o fundo da cratera. O nível do lago flutuou e extravasou as margens ou fluiu através de fissuras na margem do lago, enviando lava para o assoalho da cratera. Um pequeno escudo de lava foi construído contra a parede SW da cratera sobre o lado W do lago. No dia 23 de junho, a margem do lago de lava foi elevada 6 a 8 metros mais alto do que o assoalho da cratera; o assoalho da cratera estava 35 metros abaixo da margem leste da cratera. A emissão de dióxido de enxofre em todas as fontes localizadas na zona de rifte leste foi de 700 toneladas/dia nesse mesmo dia.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Nabro, Eritréia, África

O vulcão africano Nabro, situado na região sul do mar vermelho, entrou em erupção no dia 12 de junho, por volta das 21h e 00min. Há informações que a erupção ocorreu em diferentes áreas, provocada por um tremor sísmico que atingiu 5,7 graus de magnitude. Uma importante coluna de cinzas foi formada, com 6.000 metros de altura, e as cinzas cobriram centenas de quilômetros. Os habitantes da região foram removidos para áreas seguras. Informações do dia 14 de junho indicam que a erupção diminuiu de intensidade.

Novas informações foram disponibilizadas pelo USGS Earthquake Hazards Program sobre a erupção do vulcão Nabro. Inicialmente foi detectado um enxame de terremotos durante o anoitecer de 12 de junho na fronteira entre os países africanos Etiópia e Eritréia, nas vizinhanças do vulcão Nabro. O enxame sísmico começou às 18h e 37min com um terremoto de 5,1 graus de magnitude. Muitos mais sismos foram detectados nas proximidades, com  4,3-5,1 graus de magnitude. Dois terremotos com 5,7 graus de magnitude e profundidades de 10,1 e 9,9 km de profundidade foram detectados às 23h e 32min de 12 de junho e alguns minutos após a meia-noite de 13 de junho, respectivamente.

O Toulouse VAAC reportou que a erupção do vulcão Nabro (originalmente atribuída ao vulcão Dubbi) começou entre a meia-noite e às 2h e 00min de 13 de junho. Uma pluma eruptiva ascendeu inicialmente a altitudes entre 9,1-13,7 km acima do nível do mar. A pluma foi detectada posteriormente a altitudes entre 6,1-10,7 km acima do nível do mar nos dias 13-14 de junho. Segundo o Ministro da Informação da Eritréia, a queda de cinzas cobriu centenas de quilômetros e o governo evacuou moradores da área. Expectadores notaram que a erupção começou por volta das 21h e 00min de 13 de junho. Imagens de satélites desse mesmo dia mostraram que a pluma se deslocou por mais de 1.000 km na direção noroeste, sobre porções do Sudão.

Durante o período entre 15-20 de junho, plumas de cinzas, constituídas na maior parte de água e dióxido de enxofre, ascenderam até altitudes entre 6,1-7,9 km acima do nível do mar. Cinzas foram ocasionalmente detectadas próximas do vulcão. Imagens de satélites termais adquiridas na noite de 19 de junho revelaram um fluxo de lava com 15 km de comprimento e se movimentou na direção NW. As cinzas da erupção cobriram uma mina de produção de sal e contaminaram também alimentos e fontes de água. Durante os dias 15-16 várias companhias aéreas cancelaram alguns voos domésticos e internacionais.

Segundo informações governo da Eritréia, sete pessoas morreram, enquanto outras 3 ficaram feridas, durante a erupção do vulcão Nabro. Um fluxo de lava com mais de 1 km de comprimento e uma altura de 15 metros destruiu a vegetação numa área de 20 km na região de Seriru, a sul de Denkalia.

Fonte: The Volcanism Blog e Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Lokon-Empung, Sulawesi, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) reportou que durante o período entre 1-25 de junho plumas de colorações claras ascenderam entre 50-200 metros acima da cratera Tompaluan, na parte entre os picos Lokon e Empung. No dia 26 de junho, uma erupção freática ejetou materiais que caíram em torno da cratera e produziram uma pluma acinzentada que ascenderam 400 metros acima da margem da cratera e se deslocou na direção norte. A sismicidade aumentou no dia 27 de junho e plumas de coloração claras novamente ascenderam entre 50-200 metros acima da cratera. O Nível de Alerta foi elevado para 3 (em uma escala de 1-4). Visitantes e residentes foram proibidos de ficar dentro de um raio de 3 km de raio em torno da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Karangentang, Api Siau, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) reportou que durante o período entre 25 de março-5 de junho a atividade sísmica no vulcão Karangetang diminuiu juntamente com a ameaça potencial de formação de fluxos piroclásticos e avalanches. Durante o período entre 1 de maio-5 de junho não foi observado nenhum fluxo piroclástico. A lava fluiu por 200 metros nos flancos do vulcão e produziu avalanches de materiais incandescentes desde a porção frontal dos fluxos de lavas que se deslocaram adicionalmente entre 1,5-1,8 km. Nesse período, emissões de coloração branco-azulada ascenderam 500 metros desde a cratera principal e incandescência foi observada a noite na cratera. Os fluxos de lavas e atividade de avalanches diminuíram no dia 19 de maio. O Nível de Alerta foi rebaixado para 2 (em uma escala entre 1-4) no dia 6 de junho.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Monte Bromo, Caldeira Tengger, Java, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) reportou que durante o período entre 1-10 de maio, plumas de cinzas com colorações variando entre branco e cinza ascenderam entre 400-600 metros acima da cratera do Monte Bromo e se deslocaram na direção E-NE e incandescência foi observada na cratera. Durante os dias 11-20 de maio, as plumas de cinzas atingiram entre 200-400 metros acima da cratera e se deslocaram na direção leste. Plumas de cinzas continuaram a se formar desde a cratera durante o período entre 1-13 de junho e atingindo entre 100-200 metros acima da cratera e se espalhando na direção leste. As cinzas continuaram a cair em áreas dentro de uma distância de 2 km nas direções leste e nordeste durante os meses de maio e junho. O Nível de Alerta do vulcão Bromo foi rebaixado para 2 (em uma escala que varia entre 1-4) no dia 13 de junho.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Dieng Volcanic Complex, Java, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) reportou que durante o período entre 31 de maio-10 de junho as emissões de dióxido de carbono declinaram desde Timbang, um cone que é parte do Dieng Volcanic Complex. A sismicidade diminuiu durante os dias 5-7 de junho e não foi detectada no período entre 8-10 d e junho. Não foram observadas plumas. No dia 10 de junho o Nível de Alerta foi rebaixado para 2 (em uma escala entre 1-4).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kirishima, Kyushu, Japão

Uma erupção no dia 29 de junho no vulcão Kirishima (Shinmoe-dake) produziu uma pluma de cinzas que ascendeu a altitudes entre 1,8-2,4 km acima do nível do mar e se deslocou na direção norte.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Yasur, Vanuatu, Oceano Pacífico

No dia de junho, o Vanuatu Geohazards Observatory elevou o Nível de Alerta do vulcão Yasur para 3 (em uma escala entre 0-4) seguindo ao aumento da atividade explosiva verificado durante o mês de maio. O acesso ao vulcão foi fechado e a zona de 500 metros em torno do vulcão foi considerada restrita. A equipe do Geohazards observou fortes explosões desde todos os três condutos ativos, junto com emissões de cinzas e ejeções de bombas vulcânicas durante o período entre 31 de maio-3 de junho. Bombas vulcânicas caíram em torno da margem da cratera e explosões foram ouvidas e observadas desde os povoados próximos.

O Vanuatu Geohazards Observatory reportou no dia 13 de junho que a atividade no vulcão Yasur diminuiu durante as prévias semanas, após um breve período de elevada atividade, com significantes explosões e queda de cinzas. Ainda que a atividade explosiva Estromboliana continuasse a ejetar ocasionalmente bombas vulcânicas, que caíram em torno da cratera, as explosões tornaram-se mais fracas e menos frequentes. O Nível de Alerta foi rebaixado para 2 (em uma escala de 0-4)

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kizimen, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante o período entre 3-10 de junho a sismicidade no vulcão Kizimen esteve acima dos níveis normais. Fortes tremores sísmicos continuaram a ser detectados. Os dados de sismicidade coletados indicaram que possíveis plumas de cinzas ascenderam a uma altitude de 6,6 km acima do nível do mar durante os dias 5-8 de junho. Imagens de satélites mostraram uma grande anomalia termal sobre o vulcão durante os dias 3-5, 7 e 9 de junho. Uma pluma de cinzas atingiu 5 km de altura acima do nível do mar no dia 9 de junho.

Durante os dias 11-12 de junhos, a sismicidade aumentou significativamente. Dados sísmicos indicaram 10 fortes explosões e plumas de cinzas que ascenderam a altitudes entre 4-5,9 km acima do nível do mar. Imagens de satélites mostraram uma ampla coluna de cinzas que se deslocou 135 km na direção sudeste e presença de uma grande anomalia termal sobre o vulcão. O Código de Cores de Alerta foi elevado para vermelho. A magnitude dos tremores vulcânicos diminuiu no dia 12 de junho, e depois de quatro horas decresceram rapidamente. No dia 13 de maio, plumas de cinzas observadas em imagens de satélites se deslocaram por 760 km na direção leste, em altitudes que não excederam 5,9 km acima do nível do mar. Uma grande anomalia termal continuou a ser detectada sobre o vulcão. A magnitude dos tremores vulcânicos aumentou novamente por um período de três horas, diminuindo posteriormente e permanecendo baixo no dia 14 de junho. Imagens de satélites mostraram no dia 15 de junho um grande depósito de fluxo piroclástico originado pela atividade entre 11-13 de junho sobre o flanco nordeste do vulcão Kizimen. Uma pluma de cinzas se deslocou por 26 km na direção sul no dia 15 de junho.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

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