Erupções de Junho de 2012

Tungurahua, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) relatou que no dia 1 de junho plumas de cinzas e gases ascenderam 200 metros acima da cratera e foram dispersas na direção oeste. No dia 3 de junho, plumas de cinzas e gases ascenderam 100 metros acima da cratera e foi dispersa noroeste. Lahars deslocaram-se por múltiplas drenagens sobre o flanco oeste. No dia 5 de junho ocorreu queda de cinzas em diversos povoados.

O IG informou que no dia 7 de junho lahars se deslocaram na direção sudoeste, carregando blocos com 10-20 cm de diâmetro. Lahars também foram formados em outras drenagens nas direções oeste e noroeste, provocando o fechamento temporário da rodovia Baños-Penipe. Uma explosão no dia 10 de junho foi detectada pela rede sísmica e provocou a vibração de janelas e cinzas caíram em Manzano (8 km a sudoeste). Outra explosão foi ouvida no dia 8 de junho, bem como sons de blocos rolando. Uma pluma de cinzas ascendeu 3 km acima da cratera e foi dispersa nas direções oeste e leste. Queda de cinzas foi reportada no povoado de Manzano.

No dia 13 de junho plumas de cinzas ascenderam atingiram em torno de 2,5 km acima da cratera. Queda de cinzas foi reportada em povoados situados no setor oeste-noroeste. Uma explosão no dia 14 de junho provocou vibrações de janelas em áreas a uma distância de 8 km do vulcão. Janelas vibraram novamente durante os dias 18-19 de junho e queda de cinzas foi reportada em várias localidades.

Incadescência na cratera foi observada na noite de 20 de junho. Uma explosão no dia 21 de junho produziu uma pluma de cinzas que ascendeu a menos de 1 km acima da cratera e foi dispersa na direção oeste. Pequenos lahars foram formados em drenagens sobre o flanco noroeste no dia 24 de junho. Uma explosão no dia 27 de junho produziu sons similares a “tiros de canhão”, junto com a formação de uma pluma de cinzas que ascendeu 3 km acima da cratera e foi dispersa na direção oeste. Queda de cinzas foi reportada na cidade de Manzano (8 km a sudoeste).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Nevado del Ruiz, Colômbia

Segundo o Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS), através de informes do Observatorio Vulcanológico y Sismológico de Manizales, reportou que no dia 4 de junho foram observadas plumas de cinzas e gases ascenderam a mais de 1 km acima da cratera e deslocaram-se nas direções oeste e noroeste. No próximo dia, sinais sísmicos indicaram que as emissões de cinzas continuaram. Emissões de dióxido de enxofre foram significantes. Imagens de satélites mostraram plumas de cinzas se deslocando por até 40 km na direção oeste.

O INGEOMINAS informou que imagem de satélite adquirida no dia 6 de junho mostrou uma pluma de cinzas ascendendo desde a cratera e se deslocando na direção noroeste, e também depósitos de cinzas sobre os flancos norte, noroeste, oeste e sudoeste. Plumas de gases contendo algumas cinzas deslocaram entre 75-110 km nas direções oeste, noroeste e norte durante os dias 7 e 9-10 de junho. Plumas de cinzas deslocaram-se por 30 km na direção sudeste no dia 8 de junho. O INGEOMINAS reportou que sinais sísmicos indicaram emissões de cinzas contínuas.

No dia 15 de junho foram observadas emissões significantes de dióxido de enxofre. Sinais sísmicos nos dias 15 e 18 de junho indicaram emissões de cinzas continuas. Plumas de cinzas foram identificadas em imagens de satélites nos dias 17 e 18 de junho.

Foi detectado nos dias 20-22 de junho elevada concentração de dióxido de enxofre. Sinais sísmicos indicaram continuas emissões de gases e cinzas nos dias 22 e 25 de junho. Plumas de gases e cinzas ascenderam a 300 metros de altura e se deslocaram na direção noroeste nestes dias. A sismicidade foi pequena no dia 26 de junho, enquanto que emissões de dióxido de enxofre continuaram a ser significantes. O Nível de Alerta foi permaneceu em II (laranja; indicando “erupção provável em dias ou semanas”).

Uma significante concentração de dióxido de enxofre foi detectada ascendendo desde o vulcão Nevado del Ruiz durante os dias 28-29 de junho. Sinais sísmicos indicaram a continuação das emissões de gases e cinzas. Uma erupção no dia 30 de junho produziu uma pluma de cinzas que ascendeu 8 km acima da cratera e foi dispersa na direção sudoeste. O Nível de Alerta foi elevado para I (vermelho, indicando “erupção iminente ou em progresso”). Queda de cinzas foi reportada em áreas próximas ao vulcão, incluindo Manizales (30 km a noroeste) e Villamaría (28 km a noroeste). Segundo a imprensa local, comunidades em torno do vulcão foram evacuadas, e os aeroportos em Manizales, Pereira e Armenia foram fechados.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Galeras, Colômbia

O Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS) reportou que emissões de cinzas ocorreram nos dias 2 e 5 de junho, sendo que no dia 5 as plumas atingiram 1 km e deslocaram-se na direção oeste. No dia 5 de junho a sismicidade aumentou no vulcão Galeras, indicando contínua emissão de gases e cinzas. As áreas norte e oeste do cone localizado dentro da cratera principal emitiram cinzas em uma maneira pulsatória. Cinzas foram depositadas sobre o flanco noroeste. Emissões de cinzas foram especialmente frequentes nos dias 2 e 5 de junho, com as plumas de cinzas ascendendo até 1 km acima da cratera.

O INGEOMINAS relatou que durante o período entre 5-19 de junho a sismicidade no vulcão Galeras aumentou, tanto em magnitude como em frequência, indicando a continuação das emissões de gases e cinzas. Plumas de cinzas ascenderam 1,4 km e 2,4 km acima da cratera nos dias 14 e 17 de junho, respectivamente. Queda de cinzas foi reportada em várias localidades. Emissões de dióxido de enxofre foram moderadas a elevadas.

A magnitude dos terremotos detectados diminuiu durante o período entre 20-26 de junho, mas a sismicidade continuou a indicar emissões de gases e cinzas. O Nível de Alerta permaneceu em III (amarelo; “indicando variações no comportamento da atividade vulcânica”).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que no dia 1 de junho lahars quentes se deslocaram por drenagens no setor sudeste do vulcão Fuego carregando blocos com até 2 metros em diâmetro. Durante os dias 3-5 de junho, explosões produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 550-1000 metros acima da cratera e foram dispersas nas direções oeste e sul. Pulsos de incandescência desde a cratera foram observados, bem como avalanches no flanco oeste. Fluxos de lava se deslocaram por 700 dentro do Canyon Taniluyá e 1000 metros em Las Lajas. Nos dias 4-5 de junho a sismicidade aumentou e o fluxo de lava em Las Lajas alcançou 1,2 km de comprimento. Explosões produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 600-800 acima da cratera e deslocaram-se por 7 km na direção sudoeste. Ondas de choque geradas por explosões foram sentidas a 7 km de distância do vulcão.

Segundo o INSIVUMEH, lahars formaram-se no dia 6 de junho em diversas drenagens sobre os flancos do vulcão Fuego e destruíram rodovias em Yepocapa (8 km de distancia a oeste-noroeste). Explosões durante os dias 6-7 de junho produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 200-500 metros acima da cratera e deslocaram-se em múltiplas direções. Fluxos de lavas extravasaram no flanco sudeste da montanha e alcançaram entre 250-900 metros de comprimento em diversas drenagens. Blocos desprendidos das frentes dos fluxos de lavas formaram pequenas avalanches que alcançaram áreas vegetadas. As explosões foram acompanhadas por sons de estrondos e ondas de choque que foram detectadas a 10 km de distância.

Durante os dias 10-11 de junho uma pluma de cinzas alcançou 1,5 km acima da cratera e foi dispersa por 15 km nas direções oeste e noroeste. Queda de cinzas foi reportada em diversos povoados. Fluxos de lavas movimentaram-se por até 1,5 km em algumas drenagens. Fluxos piroclásticos também foram formados (Las Lajas). Durante os dias 11-12, explosões geraram plumas de cinzas que alcançaram 300 metros acima da cratera e se deslocaram na direção oeste. Fluxos de lavas alcançaram 300 metros de distância. Incandescência na cratera alcançou 100 metros de altura.

Explosões nos dias 14-15 e 17-18 de junho produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 300-800 metros acima da cratera e foram dispersas em várias direções. As explosões geraram sons de estrondos e ondas de choques que foram detectadas em áreas a 6 km de distância. Avalanches de tefra desceram pelo flanco sudoeste e lavas fluíram por 200 metros na direção sudoeste. Pulsos de incandescência ascenderam 50-75 metros acima da cratera. Durante os dias 18-19 de junho os fluxos de lavas avançaram 50 metros e avalanches de blocos alcançaram áreas vegetadas.

Incandescência foi observada alcançando 150 metros acima da cratera e uma explosão produziu uma pluma de cinzas que ascendeu a 400 metros durante os dias 21-22 de junho. Um fluxo de lava se deslocou por 1,3 km nas direções sul e sudoeste e provocou um incêndio em área vegetada. Quase constante emissão de gases no dia 21 de junho foi ouvida no Observatório del Volcán Fuego (OVFGO) e detectada pela rede sísmica. Explosões durante os dias 24-26 de junho geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 200-500 metros acima da cratera. Incandescência na cratera foi observada e avalanches de blocos desceram pelos flancos.

Durante os dias 28-29 de junho a atividade no vulcão Fuego aumentou; segundo o INSIVUMEH explosões produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 500-600 metros acima da cratera e foram dispersas na direção sudoeste. Pulsos de incandescência ascenderam 200 metros e avalanches de tefras se deslocaram pela drenagem Ceniza, localizada no setor sudoeste do vulcão.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que no dia 6 de junho ocorreu a formação de um lahar na drenagem Nima I. Explosões desde o complexo de domos de lava Santiaguito durante os dias 6-7 e 10-12 de junho produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 400-800 metros acima da cratera e foram dispersas na direção sudoeste. Fluxos de lavas produziram avalanches de lavas.

No dia 22 de junho uma explosão no complexo de domos Santiaguito produziu uma pluma de cinzas que ascendeu 700 metros acima do Domo Caliente e foi dispersa na direção leste e sudeste. Queda de cinzas foi reportada em alguns povoados. Avalanches de blocos desde o domo percorreram o flanco sudeste. No dia 23 de junho lahars formaram-se nas drenagens Rio Nima I e San Isidro, carregando ramos de árvores e blocos entre 30-80 cm de diâmetro. Durante os dias 25-26 de junho, explosões geraram uma pluma de cinzas que ascendeu até 600 metros e foi dispersa na direção sudeste. Houve queda de cinzas em alguns povoados. Avalanches de blocos novamente percorreram o flanco sudeste do complexo.

Um lahar com 16 metros de largura e 90 cm de profundidade foi formado no dia 27 de junho e percorreu a drenagem Rio Nima I, carregando rochas com até 80 cm de diâmetro. Durante os dias 28-29 de junho, avalanches de blocos se deslocaram novamente pelo flanco sudeste do vulcão, enquanto que plumas fumarólica foram dispersas na direção sudoeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Poás, Costa Rica

O Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) relatou que erupções freáticas no vulcão Poás ocorreram nos dias 6, 15, 20 e 26 de maio. A erupção no dia 15 de maio foi precedida por 6 horas de tremores de muito baixa amplitude. Administradores do Poás Volcano National Park observaram as erupções e reportaram que sedimentos, água, fragmentos de rocha e plumas de vapores foram ejetados 500 metros acima da superfície do lago. O nível do lago caiu 0,9m entre os dias 8 e 29 de maio.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Popocatépetl, México                               

O Centro Nacional de Prevencion de Desastres (CENAPRED) reportou que durante o período entre 30 de maio-5 de junho as plumas de cinzas e gases originadas no vulcão Popocatépetl ascenderam até 2 km acima da cratera e foram dispersas em diversas direções. Incandescência foi visível na maior parte das noites. Fragmentos incandescentes foram ejetados desde a cratera no dia 5 de junho.

O CENAPRED reportou que plumas de gases e cinzas ascenderam acima da cratera, algumas vezes atingindo 2 km, e deslocaram-se em múltiplas direções durante os dias 6-12 de junho. Incandescência foi visível na cratera em algumas noites. Fragmentos incandescentes foram ejetados da cratera e caíram sobre os flancos do vulcão nos dias 8 e 11 de junho, e dentro da cratera no dia 10 de junho.

Incandescência foi ocasionalmente visível durante algumas noites durante o período entre 13-19 de junho. Plumas de gases e cinzas ascenderam acima da cratera durante os dias 13-15 de junho. Tefra caiu sobre os flancos leste, norte e oeste, a uma distância de até 500 metros da cratera.

No período entre 20-25 de junho foram detectadas emissões pela rede sísmica e ocasionalmente foram observadas plumas de vapores ascendendo da cratera. No dia 24 de junho uma pluma de vapores e gases, contendo uma pequena quantidade de cinzas, se deslocou na direção nordeste, enquanto que outra pluma, esta mais densa, foi dispersa na direção sudoeste. Incandescência foi ocasionalmente visível à noite. No dia 25 de junho foram observadas emissões algumas vezes contiveram pequenas quantidades de cinzas. No dia 26 de junho a incandescência aumentou na cratera, sendo acompanhada por emissões de gases e cinzas muito escuras que ascenderam entre 0,8-2,0 km acima da cratera.

Emissões de gases e vapores contendo ocasionalmente cinzas foram detectadas pela rede sísmica no período entre 27-20 de junho e ascenderam entre 0,5-2,0 km acima da cratera nos dias 27 e 29 de junho e entre 1,0-2,5 km acima da cratera no dia 30 de junho. Incandescência na cratera foi intermitentemente observada a noite e acompanhada por emissões durante o dia 30 de junho. O Nível de Alerta permaneceu em Amarelo Fase III.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


El Hierro, Ilhas Canárias

Na noite de 24 de junho, um terremoto de 3,1 graus de magnitude ocorreu a norte da ilha de El Hierro a uma profundidade de 20 km. Após o evento, tanto a atividade sísmica e a deformação aumentaram grandemente. A sismicidade, inicialmente localizada na parte norte da ilha na área de El Golfo, migraram para sul, então posteriormente para oeste, ao longo da zona de rifte leste-oeste. No dia 27 de junho, o Nível de Alerta foi elevado para Amarelo (em uma escala de três cores conforme o nível de atividade, verdeamarelovermelho) para as áreas próximas a El Julan (ao longo da costa sudoeste da ilha) e La Defesa; o Nível de Alerta permaneceu Verde para o restante da ilha.

No dia 28 de junho, a sismicidade migrou para sudoeste na região de Las Calmas Sea. , e permaneceu na parte sudoeste da ilha, principalmente costa afora até o final do mês de junho. A profundidade dos eventos foi concentrada em torno de 20 km. Mais de 1500 eventos sísmicos foram registrados desde o dia 24 de junho e mais de 250 destes eventos foram de 2,7 graus de magnitude ou maiores e muitas vezes foram sentidos pelos residentes.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) informou que durante os períodos entre 30 de maio-5 de junho, 6-12, 13-19, 20-30 de junho o lago de lava ascendeu e retrocedeu periodicamente no conduto localizado dentro da Cratera Halema’uma’u, ascendendo até a margem interna em torno de 60 metros abaixo do fundo da cratera. Plumas de gases desde o conduto continuaram a depositar quantidades variáveis de cinzas e “cabelos de Pele” nas áreas próximas.

O nível do pequeno lago de lava no conduto na margem leste da cratera Pu’u ‘O’o voltou a aparecer no campo de visão. Muitos fluxos de lavas foram observados se deslocando na direção de pali e estendendo-se sobre a planície costeira. Um pequeno novo colapso no conduto do cone/cratera Pu’u ‘O’o foi observado no dia 1 de junho; fraca incandescência foi visível através de câmeras termais. No dia 5 de junho, um colapso no conduto próximo da margem centro-sul foi coberto por um pequeno “escudo de lava”, enquanto que o pequeno lago de lava no conduto leste ascendeu até alcançar em torno de 5 metros da margem.

No período entre 6-12 de junho o pequeno lago de lava na margem leste da cratera continuou visível. Fluxos de lava foram emitidos periodicamente desde os condutos localizados na parte sul e centro-sul da cratera Pu’u ‘O’o. Fluxos de lava foram ativos na planície costeira e se deslocaram até uma distância de 1,6 km do oceano. Fluxos de lava foram algumas vezes ativos na região de pali.

O pequeno lago de lava no conduto da margem leste da cratera Pu’u ‘O’o foi visível no período entre 13-19 de junho, sendo que no dia 15 de junho estava 7-8 abaixo da margem. Incandescência foi emanada desde dois condutos ao longo da margem sul do fundo da cratera e um fluxo de lava foi extravasado a partir do conduto centro-sul no dia 14 de junho. Fluxos de lavas foram ativos na planície costeira e estavam a 1,1 km do oceano. Fluxos de lava foram algumas vezes ativos na região de pali.

No período entre 20-30 de junho o pequeno lago de lava no conduto da margem leste da cratera Pu’u ‘O’o foi visível, juntamente com dois condutos ao longo da margem sul. Fluxos de lava foram ativos sobre a planície costeira e na região de pali, alcançando uma distância de 1 km do oceano.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakurajima, Kyushu, Japão

O Japanese Meteorological Agency (JMA) reportou que durante os dias 1-4 de junho, sete explosões originadas na cratera Showa do vulcão Sakurajima ejetaram fragmentos balísticos entre 800-1300 metros da cratera. Explosões durante os dias 30 de maio-5 de junho produziram plumas que ascenderam até altitudes entre 1,2-3,0 km acima do nível do mar e deslocaram-se nas direções sudoeste, oeste e noroeste.

Durante o período entre 4-8 de junho ocorreram 11 erupções explosivas na Cratera Showa e ejetaram tefra a uma distância de 1,3 km da cratera. Um pequeno fluxo piroclástico se deslocou por 200 metros sobre o flanco leste. Plumas de cinzas originadas por explosões durante os dias 6-7 e 9-11 de junho produziram plumas que ascenderam até altitudes entre 1,2-3,7 km acima do nível do mar e se deslocaram em múltiplas direções. Explosões foram detectadas nos dias 8 e 12 de junho.

Grandes erupções explosivas ocorreram cinco vezes durante os dias 11-15 de junho desde a Cratera Showa e ejetaram tefra a uma distância de até 800 metros desde a cratera. Uma pequena erupção ocorreu na Cratera Minami-daki no dia 13 de junho. Explosões nos dias 20 e 22 de junho produziram plumas que ascenderam a altitudes entre 2,4-3,7 km acima do nível do mar e foram dispersas na direção leste. Grandes erupções explosivas ocorreram cinco vezes durante os dias 22-25 de junho desde a Cratera Showa e ejetaram tefra a uma distância de até 1,3 km desde a cratera.

Fortes erupções explosivas ocorreram dez vezes durante os dias 25-29 de junho desde a Cratera Showa e ejetaram tefra a uma distância de até 1,3 km desde a cratera. Múltiplas explosões durante os dias 27-30 de junho produziram plumas que ascenderam até altitudes de 1,5-2,1 km acima do nível do mar e foram dispersas nas direções leste, nordeste e noroeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Manam, Nova Guiné, Oceano Pacífico Oeste

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) reportou baixa a moderada atividade na Cratera Sul do vulcão Manam durante o período entre 1-15 de junho. Emissões consistiram de plumas de cinzas, ocasionalmente de cores escuras, na maior parte dos dias. Ocorreu queda de cinzas em áreas a favor do vento. Material incandescente foi ejetado desde a cratera e sons de estrondos e rugidos foram escutados. Quatro de eventos de fluxos piroclásticos no dia 16 de junho foram canalizados em um vale na direção sudeste. O último dos fluxos piroclásticos foi o maior e se deslocou até a porção inferior do edifício vulcânico, 300-400 metros acima do nível do mar, mas longe das áreas habitadas. Plumas de cinzas originadas pelos fluxos piroclásticos foram dispersas nas direções sudoeste, oeste e noroeste, provocando queda de cinzas no povoado de Bogia (22 km a sudoeste). As emissões da Cratera Principal foram fracas e caracterizadas por plumas de coloração clara. Incandescência foi intermitentemente observada e queda de cinzas ocorreu na parte noroeste da ilha.

No dia 17 de junho a atividade foi pequena, ocorrendo somente emissões de vapores com ocasionais cinzas. Durante o período entre 18-30 de junho nuvens de cinzas acinzentadas, que algumas vezes foram escuras, ascenderam entre 100-150 metros acima da cratera e foram dispersas na direção noroeste. Sons de rugidos e estrondos foram algumas vezes reportadas. Tefra incandescente foi ejetada da cratera em muitas noites; a atividade durante os dias 28-29 de junho foi quase Subpliniana em intensidade. Emissões da Cratera Principal foram mais suaves e a maior parte caracterizada por plumas claras. Plumas de cinzas acinzentadas foram emitidas durante os dias 18, 23, 26-27 e 29 de junho. Incandescência desde a cratera foi visível durante os dias 18, 20-22 e 24 de junho. Cinzas caíram na parte noroeste da ilha.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shiveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante o período entre 1-8 de junho a atividade explosiva no vulcão Shiveluch continuou. Imagens de satélites e observadores baseados em terra indicaram que o fluxo de lava viscoso continua a ser extrudido na cratera ativa, acompanhado por atividade fumarólica. Observadores notaram também que plumas de cinzas ascenderam até uma altitude de 8,5 km acima do nível do mar. Anomalias termais foram identificadas em imagens de satélites sobre o domo de lava durante os dias 31 de maio e 1-4 de junho. Plumas de cinzas foram dispersas por 152 km na direção sul e 250 km na direção leste durante os dias 2-3 de junho. Dados sísmicos indicaram que plumas de cinzas atingiram uma altitude de 8 km acima do nível do mar no dia 5 de junho. Um a erupção no dia 6 de junho produziu uma pluma de cinzas que ascendeu até uma altitude de 8,2 km acima do nível do mar.

O KVERT informou que a atividade explosiva continuou no período entre 8-15 de junho. Durante os dias 11-13 de junho uma anomalia termal sobre o domo de lava foi detectada em imagens de satélites e observadores em terra notaram forte atividade de emissão de vapores e gases. No dia 15 de junho uma erupção produziu uma pluma de cinzas que ascendeu uma altitude de 8,2 km acima do nível do mar.

A atividade explosiva continuou durante o período entre 15-22 de junho. Observações visuais revelaram forte atividade de gases e vapores nos dias 15, 17 e 21 de junho. Uma anomalia termal sobre o domo de lava foi detectada em imagens de satélites durante os dias 15-17, 21 e 24 de junho. Nesse mesmo dia, plumas de cinzas ascenderam até uma altitude de 5,3 km acima do nível do mar.

Durante o período entre 22-29 de junho a atividade explosiva continuou no vulcão Shiveluch e dados sísmicos indicaram que plumas de cinzas atingiram uma altitude de 9,5 km acima do nível do mar. Observadores indicaram forte atividade de gases e vapores no dia 22 de junho e notaram plumas de cinzas que atingiram 5,3 km de altitude acima do nível do mar nos dias 24-26 de junho. Imagens de satélites mostraram uma anomalia termal diária sobre o domo de lava e plumas de gases e vapores se espalharam por 152 km na direção sudeste. O Código de Cores de Alerta permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Cleveland, Ilha de Chuginadak, Aleutas

No dia 30 de maio o Alaska Volcano Observatory (AVO) reportou que nenhuma explosão ou crescimento renovado do domo de lava foi detectado no vulcão desde o dia 9 de maio. O Nível de Alerta foi diminuído para Amarelo. No dia 4 de junho uma possível pequena explosão foi detectada por infravermelho. Nenhuma pluma eruptiva foi observada em imagens de satélites, mas temperaturas superficiais elevadas foram detectadas no cume.

O AVO relatou que durante os dias 5-6 de junho foram detectadas temperatura elevadas na região do cume do vulcão Cleveland em imagens de satélites. Uma pequena pluma atingiu uma altitude de 3,5 km acima do nível do mar no dia 6 de junho. Um forte odor de enxofre foi reportado por observadores no povoado de Nikolski (75 km a leste). Pequenos depósitos de cinzas próximos da cratera do cume foram observados em imagens de satélites durante os dias 9-10 de junho e temperaturas elevadas foram detectadas nos dias 11-12 de junho. O Nível de Alerta permaneceu em Amarelo.

Temperaturas superficiais elevadas foram detectadas nos dias 12-13, 18-19 e 27-28 de junho. Uma explosão ocorreu no dia 19 de junho, às 14h e 05min. A coluna eruptiva alcançou 10 km acima do nível do mar. O Nível de Alerta foi elevado para Laranja. Uma pequena quantidade de cinzas desde uma explosão no vulcão Cleveland no dia 19 de junho foi visível em imagens de satélites. Anomalias termais foram detectadas em imagens de satélites durante os dias 20-24 de junho. O Nível de Alerta permaneceu em Laranja durante o final do mês de agosto.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Spurr, Alaska

O Alaska Volcano Observatory (AVO) reportou um pequeno aumento na sismicidade do vulcão Spurr foi detectado por volta das 5h e 00min do dia 25 de junho, persistindo por 45 minutos, e foi caracterizado por vários e discretos terremotos com 1 grau de magnitude. Os sinais registrados foram consistentes com a energia sísmica gerada por fluxo energético de água, possivelmente indicando inundação por fusão de geleira na porção inferior do flanco sul do vulcão. No  próximo dia os níveis sísmicos declinaram para próximo do normal e nenhum sinal de escoamento adicional foi observado.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

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