Erupções de Junho de 2014


Ubinas, Peru

O Instituto Geológico Minero y Metalúrgico (INGEMMET) reportou que durante 18-23 de junho ocorreram explosões intermitentes no vulcão Ubinas, junto com tremores contínuos diários e terremotos de longo período. Queda de cinzas ocorreu em várias localidades nestes dias em torno do vulcão.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


El Misti, Peru

O Instituto Geofísico del Perú (IGP) reportou que durante os últimos 12 meses a sismicidade no vulcão El Misti foi dominado por terremotos vulcano-tectônicos. Dois enxames sísmicos (mais de 100 eventos por dia) ocorreram nos últimos 3 meses, no dia 19 de maio e 3 de junho. Um aumento nos tremores foi notado em abril, ainda que a duração total não excedesse 10 minutos e foi geralmente de pequena amplitude. A sismicidade de longo período não foi significante. Nos últimos 15 dias, a sismicidade aumentou levemente e tremores foram registrados diariamente.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Reventador, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) reportou que na noite de 17 de junho foi observada incandescência sobre os flancos sul e leste do vulcão Reventador. Uma pluma de cinzas difusa foi visível na manhã de 18 de junho, ascendendo 600 metros acima do cume e sendo dispersa na direção noroeste. Um total de 30 assinaturas de explosões foi registrado pela rede sísmica, junto com terremotos de longo período e tremores.

Incandescência foi observada novamente no dia 19 de junho e câmeras de infravermelho registraram material incandescente descendo o flanco nordeste do vulcão. Sons de “roncos” foram relatados em localidades próximas nos dias 19 e 20 de junho.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia da Guatemala (INSIVUMEH) reportou que lahars nos dias 1 e 3 de junho provocaram inundações nos rios Nimá I, San Isidro e Samala. No dia 2 de junho explosões no complexo de domos de lava Santiaguito do vulcão Santa María produziram plumas de cinzas que ascenderam 500 metros, se deslocaram na direção oeste e provocaram queda de cinzas nos povoados de Monte Bello e Loma Linda. Lahars quentes com odor de enxofre novamente se deslocaram pelo rio Nimá I. No dia 3 de junho um fluxo de lava desceu lentamente o flanco leste do domo.

No dia 6 de junho o INSIVUMEH informou que o Santiaguito Observatory (OBSAN) foi seriamente afetado por um grande lahar que desceu pelo rio Nimá I sobre o flanco sul do complexo de domos de lava Santiaguito. O lahar veio em ondas, com altura entre 5-9 metros de altura e 80 metros de largura, carregando blocos com até 5 metros de diâmetro. O lahar extravasou sobre os diques marginais do rio e fluiu pelas áreas baixas das fazendas. Os funcionários que estava trabalhando foram felizmente retirados do local a tempo, entretanto alguns importantes equipamentos científicos foram danificados e/ou perdidos. No dia 7 de junho. No dia 7 de junho, outro lahar desceu pelo rio Samala, um tributário do rio Nimá I, carregando blocos com até 1 metro de diâmetro com forte cheiro de enxofre. Lentos fluxos de lavas desceram pelo flanco leste do vulcão durante os dias 7-8 de junho. Explosões durante os dias 8-9 de junho geraram plumas de cinzas que ascenderam a 500 metros de altura e deslocaram-se na direção sudoeste. Grandes avalanches na área colapsada foram incandescentes à noite. Durante os dias 9-10 de junho explosões geraram plumas acinzentadas que ascenderam 500 metros de altura, os fluxos de lavas sobre o flanco leste produziram avalanches e o Domo del Brujo começou a desgaseificar.

Erupções continuaram a ocorrer no complexo de domo de lavas durante a semana entre 11-24 de junho. O INSIVUMEH reportou pequenas avalanches na direção oeste e plumas de cinzas se deslocando para sudoeste a altitudes entre 2.800-3.200 metros acima do nível do mar. Incandescência desde a borda leste do cume no dia 18 de junho foi acompanhada por pequenas avalanches desde um fluxo de lava. Nesse mesmo dia, o INSIVUMEH também reportou um lahar quente descendo o flanco sul da drenagem Nimá I, transportando blocos com 50-150 cm em diâmetro, bem como troncos de árvores e galhos. O lahar tinha 30 metros de largura e 1,5 m de profundidade, e um forte odor de enxofre.

Sons de “roncos” e uma erupção reportada às 06h e 30min no dia 19 de junho gerou uma pluma de cinzas que atingiu 3.100 metros acima do nível do mar. Queda de cinzas foi dispersa na direção sudoeste. O fluxo de lava gerou várias avalanches na margem da corrente. Plumas de desgaseificação alcançaram 2.900 metros acima do nível do mar.

No dia 22 de junho, três explosões formaram plumas com até 3.000 metros acima do nível do mar. Dois destes eventos foram acompanhados por incandescência. Avalanches constantes desde a frente do fluxo de lava foram depositadas dentro da drenagem Nimá I. Fortes chuvas nos dias 23 e 24 de junho geraram lahars que se deslocaram pelas drenagens Nimá I e San Isidro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


San Miguel, El Salvador

De acordo com um informe do Servicio Nacional de Estudios Territoriales (SNET) no dia 1 de junho, o Ministerio de Medio Ambiente y Recursos Naturales (MARN) reportou que a sismicidade no vulcão San Miguel permaneceu elevada. Plumas de gases mais intensas ascenderam da cratera com ocasionais pequenas quantidades de cinzas, especialmente após a precipitação de chuvas. Estrondos também foram reportados.

A sismicidade no vulcão San Miguel aumentou significativamente durante os dias 11-12 de junho, e permaneceu muito elevada no dia 17 de junho. Imagens de câmeras de vídeo no dia 17 de junho mostraram uma pequena pluma de vapor ascendendo da cratera do cume.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que no dia 5 de junho lahars desceram por diversas drenagens carregando blocos com até 1,5 m de diâmetro. Explosões durante os dias 5-6 de junho geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 250-350 metros e deslocaram-se entre 8-10 km nas direções oeste e noroeste. Explosões durante os dias 8-10 de junho geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 350-750 metros e também se deslocaram por 8-10 km na direção norte. Material incandescente foi arremessado até 100 metros acima da cratera e aterrissaram sobre o flanco da montanha e formaram avalanches. No dia 9 de junho lahars carregaram blocos com até 1,5 m de diâmetro.

O INSIVUMEH reportou que a atividade explosiva no vulcão Fuego continuou na metade do mês de junho. Explosões durante os dias 12-14 de junho formaram pluma de cinzas que atingiram 4.600 metros acima do nível do mar e se deslocaram por 9-11 km nas direções sul e oeste. Pequenas avalanches também continuaram a ocorrer.

Segundo o INSIVUMEH, ocorreram entre 7-23 explosões por dia no período entre 18-24 de junho, gerando plumas de cinzas fracas a moderadas que atingiram entre 3.900-4.400 metros acima do nível do mar. As explosões durante 17-18, 22 e 24 de junho foram acompanhadas por sons de “roncos”, alguns lembrando “motores de jatos” que persistiram por 1-5 minutos. Pequenas avalanches ocorreram dentro da cratera e drenagens locais devido a ondas de choques ocasionadas por explosões no dia 19 de junho.

Queda de cinzas desde as explosões nos dias 18-19 de junho foram reportadas em cidades localizadas dentro do raio de 15 km desde o cume da montanha vulcânica. Durante os dias 20, 22 e 24 de junho, incandescência desde o cume alcançou entre 100-150 metros acima da margem da cratera e formaram fracas avalanches nas imediações da área do cume. Atividade fumarólica continuou durante os dias 18-24 de junho, gerando plumas esbranquiçadas ascendendo até 4.200 metros acima do nível do mar.

O INSIVUMEH relatou que explosões moderadas/fracas nos dias 25-29 de junho geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 500-800 metros acima da cratera e se deslocaram por 10-12 km nas direções oeste, noroeste e sudeste. Material incandescente foi ejetado entre 100-200 metros acima da cratera e aterrissaram sobre o flanco e formaram avalanches. Um fluxo de lava originado na cratera do vulcão se movimentou na direção sudoeste na direção da drenagem Tanilaya e gerando avalanches para dentro da drenagem Ceniza. Explosões no dia 26 de junho geraram moderadas a fortes ondas acústicas que soaram como um tranquilo motor a jato por um período de 1-2 minutos.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Poás, Costa Rica

O Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) reportou que uma erupção freática no vulcão Poás foi registrada às 10h e 08min no dia 20 de junho. A explosão gerou uma pluma com 200 metros acima do lago da cratera. A pluma foi principalmente formada por vapor de água com resquícios de sedimentos do lago (que continham precipitados de enxofre e rochas alteradas). Outros gases tais como SO2, H2S, HCL, HF e outros também foram detectados.

Esta foi à segunda explosão freática que ocorreu no mês de Junho. Não houve nenhum registro visual do evento, mas as inspeções de rotina pelos funcionários no dia 2 de junho determinaram que durante a noite tinha ocorrido uma grande explosão, evidenciada por significantes depósitos de queda em torno da linha de praia do lago da cratera. Um painel solar também foi danificado pela queda de rochas associadas com a explosão. A sismicidade sugere que a outra explosão ocorreu às 19h e 54min do dia 1 de junho.

No dia 18 de junho, funcionários do Observatório notaram que entre às 10h e 00min e às 13h e 43min, pequenas erupções freáticas ocorreram dentro do lago. Uma destas explosões liberou um forte cheiro de enxofre e formou grandes ondas no lago. A temperatura da água foi registrada em 44,6°C e com um pH de -0,49.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sicília, Itália

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo (INGV) informou que uma fraca atividade explosiva do tipo Estromboliana na Nova Cratera Sudeste (NCSE) do vulcão Etna continuou até o dia 10 de junho. Algumas explosões ejetaram material piroclástico incandescente a algumas dezenas de metros acima da margem da cratera que ocasionalmente caíram sobre os flancos externos.

Um novo episódio no dia 14 de junho começou dentro da NCSE, iniciando com explosões Estrombolianas quase que contínuas e fontes de lavas. Emissões de cinzas foram concomitantes com a emissão de lava que começou a extravasar na margem da Cratera Sudeste, formando um fluxo que continuou talude abaixo sobre a parede oeste do Valle del Bove. Durante a manhã de 15 de junho o extravasamento de lava seguiu a fissura que foi formada no dia 28 de novembro de 2013. Um cone de respingos (spatter cone) também formou no setor leste do cone. Os tremores vulcânicos aumentaram abruptamente durante os dias 14-15 de junho e permaneceram em níveis elevados até o dia 18 de junho, quando retornaram para os níveis normais. O INGV notou que esta atividade foi similar em termos de duração e intensidade ao episódio de emissões de lavas observadas durante os dias 14-16 e 19-31 de dezembro de 2013.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Stromboli, Ilha de Stromboli, Itália

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo (INGV) reportou dois episódios de atividade efusiva no vulcão Stromboli, uma no dia 17 de junho e outra no dia 22 de junho. A atividade no dia 17 de junho ocorreu pela manhã, dentro da parte central da cratera (Bocca S2) e incluiu respingamento (spattering) explosivo. Esta atividade persistiu por algumas horas e produziu um pequeno fluxo de lava na direção da área de Pizzo Sopra la Fossa. Um aumento abrupto na atividade explosiva do tipo Estromboliana começou desde todas as crateras no dia 22 de junho, depositando volumoso material ao longo de Sciara del Fuoco. Um fluxo de lava se estendeu por aproximadamente 200 metros desde o conduto N2 (situado na parte norte da cratera). Durante o anoitecer este fluxo foi minguando, e então estacionou no dia seguinte quando a atividade explosiva Estromboliana diminuiu.

Nos dias 29-30 de junho ocorreu a extrusão de três fluxos de lava no cume do vulcão Stromboli. Os fluxos foram acompanhados por intenso respingamento de lava (spattering) e explosões de alta frequência.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Piton de la Fournaise, Ilha de Reunião, Oceano Índico

O Observatoire Volcanologique du Piton de la Fournaise (OVPDLF)reportou que uma erupção começou no vulcão Piton de la Fournaise à 1h e 20min de 21 de junho de 2014, seguindo um período de elevada sismicidade. Esta nova atividade marca o final de mais de 3 anos de calmaria.

Terremotos Vulcano-tectônicos e de queda de rochas foram registrados durante o período entre 7-20 de junho, com o maior número ocorrendo no dia 17 de junho. As locações destes terremotos foram relativamente consistentes entre 500 e 1.200 metros acima do nível do mar, dentro da Cratera Dolomieu. Entretanto, não havia nem emissões significantes de emissões de gases nem indicadores de deformação pré-eruptiva. No dia 19 de junho, uma campanha de campo dos cientistas do Observatório confirmou a atividade detectada pela rede de monitoramento.

Aos 6 minutos de 21 de junho a crise sísmica aumentou e continuou por 74 minutos. Deformação localizada começou a 00h e 20min e continuou por aproximadamente 3 horas. Tremores começaram à 01h e 20min e incandescência foi observada por câmeras remotas à 01h e 35min. A erupção foi inteiramente contida dentro da área denominada de Enclos Fouqué sobre o lado leste-sudeste do cone central. Observações aéreas revelaram uma fonte de lava ativa desde uma fissura. A fonte de lava construiu uma “rampa de respingos” (spatter rampart) e dois fluxos de lava se estendendo por aproximadamente 1,5 km desde a fissura. Um fluxo se estendeu por 250 metros após passar a Cratera Langlois (~2 km a sudeste da Cratera Dolomieu); o segundo fluxo de lava passou a cratera sobre as margens leste e sudeste e se estendeu por adicionais 500 metros.

O acesso para o vulcão foi restrito no dia 21 de junho e o Nível de Alerta 1 (erupção provável ou iminente) foi anunciado.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) informou que durante o período de 4-30 de junho o lago de lava ocasionalmente ascendeu e retrocedeu no conduto profundo localizado dentro da Cratera Halema’uma’u. O nível do lago de lava caiu vários metros no dia 21 de junho, retornando no dia 22 de junho até uma estimada cota negativa de 34-35 metros abaixo do fundo da cratera Halema‘uma‘u. Emissões de gás permanecem elevadas. A pluma continuou a depositar quantidades variáveis de cinzas, respingos (spatter) e cabelos de Pele (Pele´s hair) nas áreas próximas.

Na Cone/Cratera Pu’u ‘O’o, foi observado incandescência emanada desde cones de respingos e também desde acumulações de lavas. O fluxo de lava Kahauale’a 2 continua a avançar, com extravasamentos desde o lobo principal e queimando a floresta adjacente. No geral, entretanto, o fluxo de lava tem mostrado um enfraquecimento nos últimos meses.

Durante os dias 25-26 de junho, foi observado que os fluxos de lava desde os cones de respingos (spatter cones) localizados na parte norte e nordeste da cratera foram ativos e a incandescência persistiu desde cones de respingos nas porções N, SE e S do assoalho da cratera e desde um pequeno lago de lava no cone de respingos NE. No dia 27 de junho o fluxo da cratera subsidiu lentamente e um novo fluxo de lava erupcionou sobre o flanco norte. Durante os dias 27-30 de junho a lava fluiu desde quatro locações sobre o flanco nordeste, avançando até 1 km na direção NE. Cones de respingos colapsaram em várias quantidades. Imagens de satélites no dia 28 de junho mostraram que os fluxos de lavas tinham se estendido por 1,6 km na direção NE. Durante os dias 25-27 de junho foram identificados múltiplos fugas de lava no interior do fluxo Kahauale`a 2 na base norte do cone Pu’u ‘O’o e distantes plumas de fumaça, com múltiplos pontos de incandescência visíveis durante a noite desde as fugas próximas e distantes. Nos dias 28-30 de junho, foi observado somente um ponto de incandescência sobre uma fuga do fluxo Kahauale`a 2, e pouca ou nenhuma pluma de fumaça na parte distal do fluxo, sugerindo que o fluxo estava expirando e morrendo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Nishinoshima, Japão

Fotografias e vídeos obtidos desde um helicóptero pertencente a Guarda Costeira Japonesa nos dias 11 e 13 de junho revelaram a continuação da atividade eruptiva na ilha de Nishinoshima. Vaporização ao longo da linha de praia indicaram no mínimo dois pontos ativos, ou recentemente ativos, pontos de entrada de lava no oceano, possivelmente alimentos desde tubos de lava. Nenhuma incandescência na superfície foi visível. Vídeos noturnos mostraram claramente um fluxo de lava ativo e pontos de entrada no oceano sendo alimentados por uma fonte de lava localizada em um cinder cone. Uma significante pluma de vapor ascendeu desde uma ampla área de depósitos de tefra quente situadas no centro de um “escudo de lava”, em e não a partir de uma cratera. Entretanto, ejeções de tefra pulsatórias e plumas de cinzas ascenderam desde duas pequenas crateras. Um lago de lava incandescente foi visível em uma das pequenas crateras em ambos os dias.

Fotos similares tinham sido obtidas pela Guarda Costeira japonesas no dia 21 de maio, mostrando uma grande pluma de cinzas e atividade explosiva Estromboliana desde um grande cone de escórias localizado no centro da ilha. Pequena vaporização desde dois cones de escórias centrais foram fotografados também no dia 15 de abril e lava incandescente pode ser vista no centro de um deles.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakurajima, Kyushu, Japão

Uma explosão significante no dia 19 de junho durou 17 minutos e a pluma de cinzas ascendeu aproximadamente 3.000 metros acima da margem da cratera e tefra foi ejetada a uma distância de 1.300-1.800 metros.

Outra significativa explosão ocorreu no dia 29 de junho desde a cratera Showa no vulcão Sakurajima e persistiu por 17 minutos.  

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sinabung, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que durante o período entre 1-17 de junho o domo de lava na cúpula do vulcão continuou a crescer e foi acompanhado por um fluxo de lava que foi frequentemente incandescente. O observatório notou que o fluxo de lava (particularmente as avalanches desde a parte frontal do fluxo) apresenta uma ameaça para as áreas a sul e sudeste dentro de um raio de 5 km desde o cume. A sismicidade foi dominada por tremores associados com avalanches e houve pequena deformação do edifício vulcânico. O Nível de Alerta foi mantido em 3 (em uma escala que varia entre 1-4).

No dia 29 de junho, após mais de um mês de crescimento do domo e fluxos de lavas, o CVGHM reportou que o vulcão Sinabung erupcionou explosivamente. A pluma eruptiva ascendeu até 4 km acima do nível do mar e fluxos piroclástico se estenderam por 4,5 km na direção sudeste. Em torno de 14.000 pessoas permanecem evacuadas da região desde o mês de setembro de 2013. O Nível de Alerta permaneceu em 3 (em uma escala que varia entre 1-4).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Karymsky, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que atividades explosivas dos tipos Estromboliana e Vulcaniana continuaram a ocorrer no vulcão Karymsky durante os dias 1-26 de junho.  O Código de Cores de Aviação permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shiveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) relatou que a extrusão do domo de lava sobre o flanco sudeste do vulcão Shiveluch durante o período entre 1-30 de junho foi acompanhada por explosões de cinzas, incandescência, avalanches quentes e atividade fumarólica. Imagens de satélites mostraram uma anomalia termal nos dias 1,3, 7, 8, 12, 15-18, 22 e 28 de junho. Ocorreu queda de cinzas na cidade de Klyuchi (localizada a 50 km a sudoeste do vulcão) no dia 11 de junho. O Código de Cores de Aviação permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Zhupanovsky, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que uma erupção começou no dia 6 de junho no vulcão Zhupanovsky, produzindo uma pluma de cinzas que ascendeu a uma altitude de 6 km acima do nível do mar. O Código de Cores de Aviação foi elevado para amarelo. No dia 9 de junho imagens de satélites mostraram plumas de cinzas que ascenderam até altitudes entre 3-4 km acima do nível do mar e deslocaram-se por 60 km na direção leste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Bezymianny, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que a sismicidade no vulcão Bezymianny aumentou no dia 17 de junho, quando em torno de 12 eventos rasos foram registrados provavelmente provocados pela extrusão de material magmático no topo do domo de lava. Uma anomalia termal foi também identificada por imagens de satélite. O Código de Cores de Aviação foi elevado de amarelo para laranja.

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) relatou que a extrusão do domo de lava sobre o flanco sudeste do vulcão Shiveluch durante o período entre 1-19 de junho foi acompanhada por explosões de cinzas, incandescência, avalanches quentes e atividade fumarólica. Imagens de satélites mostraram uma anomalia termal nos dias 1,3, 7, 8, 12 e 15-18 de junho. Ocorreu queda de cinzas na cidade de Klyuchi (localizada a 50 km a sudoeste do vulcão) no dia 11 de junho. O Código de Cores de Aviação permaneceu em laranja.

A atividade continuou durante os dias 25-29 de junho, com terremotos rasos sendo detectados e plumas de vapores e gases ascendendo do vulcão.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Pavlof, Alaska, EUA

O US Geological Survey Alaska Volcano Observatory (AVO) informou que a atividade aumentou no dia de 2 de junho, o que levou o AVO a elevar o Código de Cores de Aviação para o vermelho. Tremores sísmicos aumentaram às 15h e 00min e os pilotos de aeronaves observaram plumas de cinzas em altitudes de 6,7 km de altitude. Imagens de satélite mostraram uma pluma se afastando por mais de 80 km na direção leste. A sismicidade começou a diminuir às 23h e 00min. Uma câmera de vídeo gravou intensas fontes de lava na região do cume do vulcão e incandescência a partir de um fluxo de lava originado em um cone de respingos originado no flanco Norte. Em 3 de junho sismicidade voltou a aumentar e os pilotos observaram plumas cinzas-e-vapor em altitudes de 7,3 km que derivaram nas direções sul e sudoeste. Mais tarde naquele dia, o AVO diminuiu o Código de Cores de Aviação para laranja devido a uma diminuição e estabilização dos tremores vulcânicos. As imagens de satélite e de webcam mostraram duas partes distintas da pluma: plumas de gás e vapor com pequenas quantidades de cinzas ascendendo do vulcão e afastando-se na direção sul, enquanto os fluxos piroclásticos no flanco norte produziam cinzas difusas que provocaram a formação de uma névoa e concentrações variáveis ​​de cinzas abaixo de 3 km de altitude. Ventos estavam propensos a empurrar cinzas em altitudes mais baixas nas direções oeste e sudoeste.

O AVO reportou que erupções do tipo Estrombolianas continuaram a ocorrer no vulcão Pavlof durante os dias 3-10 de junho. No dia 3 de junho câmeras de vídeo mostraram uma elevada pluma de vapores ascendendo acima do conduto no flanco nordeste e cinzas em pequenas altitudes desde fluxos piroclásticos que se desenvolveram sobre o flanco norte do vulcão. Durante os dias 3-4 de junho a sismicidade não variou e persistentes temperaturas elevadas na superfície foram detectadas em imagens de satélites. Uma pluma de vapor com pequenas quantidades de cinzas, mas rica em dióxido de enxofre, se deslocou por 100 km na direção oeste. Incandescência desde fontes de lava foi visível em imagens de câmeras de vídeo em 4 de junho. Vôos de aeronaves para e desde Cold Bay e Unalaska foram cancelados nesse dia, afetando aproximadamente 200 pessoas.

Duas fortes explosões foram detectadas pela rede sísmica às 02h e 05min e às 02h e 45min de 5 de junho. Raios foram detectados indicando a presença de cinzas. Um terceiro evento foi detectado às 08h e 44min. O nível de atividade declinou durante os dias 5-6 de junho; as emissões de cinzas aparentemente foram reduzidas. Temperaturas superficiais elevadas foram observadas em imagens de satélites dos dias 8-9 de junho. Entretanto, o Código de Cores de Aviação foi mantido em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

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