Erupções de Maio de 1999

Etna, Sicília, Itália

13 de maio de 1999

A atividade efusiva iniciada no dia 4 de fevereiro na base sudeste do cone intracratera Sudeste tem mostrado apenas algumas pequenas variações. A lava logo que sai da fissura flui por um tubo de lava e aparece novamente na superfície somente em torno da altitude de 2.600 m sobre a parede oeste do Valle del Bove. Nenhum fluxo de lava foi observado abaixo da altitude de 2.000 m.

A cratera Bocca Nuova tem mostrado emissões continuas, mas essencialmente passivas de cinzas de coloração marrom. Esta atividade, que provavelmente é provocada pelo colapso interno das paredes do conduto devido ao rebaixamento da coluna de magma no sistema, é inteiramente silenciosa e as plumas de cinzas ascendem somente acima da margem da cratera. Inspeções na região do cume do cone intracratera Sudeste mostraram que a cratera estava praticamente livre de gases possibilitando a perfeita visualização de seu interior. O piso da cratera colapsou e o conduto não está mais aberto.

Fonte: Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology
 

Fuego, Guatemala

22 de maio de 1999

Uma erupção explosiva começou no vulcão Fuego em torno das 02h do dia 22 de maio, entretanto este evento foi de curta duração pois terminou nas primeiras horas da manhã deste mesmo dia.

27 de maio de 1999

O vulcão Fuego tem mostrado um aumento na atividade sísmica nos últimos dois dias, acompanhada pela emissão de cinzas.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program

Fuego de Colima, México

10 de maio de 1999

No dia 10 de maio, às 13 h e 53 min (hora local), ocorreu uma grande explosão no domo do cume do vulcão Fuego de Colima, formando uma nuvem de cinzas que atingiu 7 km de altura acima do nível do mar. A onda de choque pôde ser sentida na cidade de Colima situada a 32 km de distância do vulcão e o som foi claramente ouvido. Moradores do povoado de La Yerbabuena (8 km a sudoeste do domo) e autoridades da Proteção Civil noticiaram terem vistos que a explosão provocou a formação de 2 pequenos fluxos piroclásticos que desceram o flanco da montanha.

Os projéteis balísticos arremessados pela erupção alcançaram distâncias acima de 4,5 km, provocando pequenos fogos em diversas partes da floresta sobre o edifício vulcânico. Autoridades da Proteção Civil recomendaram a evacuação dos povoados de La Yerbabuena no Estado de Colima e de Juan Barragan no Estado de Jalisco. Às 19 h e 30 min todos os dois povoados já tinham sido evacuados. Desde então, no mínimo duas pequenas exalações de vapores e cinzas foram observados.

18 de maio de 1999

Uma nova erupção explosiva ocorreu no vulcão Fuego de Colima no dia 17 de maio, em torno das 14h, formando uma coluna de cinzas com 5 km de altura acima do nível do mar. Em um período de 24 h ocorreram 20 eventos explosivos, com queda de cinzas sobre os flancos da montanha e incandescência no domo de rochas.

21 de maio de 1999

O vulcão Fuego de Colima continua agitado, com períodos de atividade explosiva, incluindo um forte evento no dia 20 de maio, às 17 h e 15 min.

30 de maio de 1999

O vulcão Fuego de Colima continua instável com várias atividades explosivas nos últimos dias. No dia 26 de maio ocorreram no mínimo três eventos explosivos. A atividade foi elevada no dia 29 maio com um evento explosivo significante às 05 h e 26 min.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program

Guagua Pichincha, Equador

6 de maio de 1999

Houve uma pequena explosão freática no dia 5 de maio, às 19 h e 26 min (hora local), seguida por 100 minutos de tremores sísmicos. A atividade fumarólica sobre o domo foi muito forte neste dia com as plumas ascendendo 1,5 km acompanhada por forte sons e odor de enxofre.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Hobalt, Indonésia

28 de maio de 1999

O conduto submarino Hobalt (Aka Hobal) localizado sobre o flanco Nordeste de Ili Werung (Indonésia) começou a erupcionar no dia 22 de maio. Próximo às 16h (hora local), a água do mar tornou-se agitada e desbotada, com ejeções de água alcançando 5 m de altura, acompanhadas por sons de explosões, flashes de luz e tremores vulcânicos. Até o dia 25 de maio, as atividades não mostraram nenhum decréscimo. A cada 5-10 minutos foi possível observar pequenas explosões e bolhas de gás em torno do centro da atividade. A partir do dia 27 de maio, diminuiu a atividade explosiva junto com os sons de estrondos e o mar ficou quieto, mas os eventos sísmicos continuaram a ser registrados no observatório em Ili Werung.

Fonte: Volcano World
 

Karimsky, Kamchatka, Rússia

4 de maio de 1999

A sismicidade permanece acima do nível normal da região em torno do vulcão Karimsky, A eruptiva estromboliana de baixo nível de intensidade que tem caracterizado o vulcão por mais de três anos continua. Em torno de 70-80 terremotos e explosões de gases ocorrem todo o dia.

10 de maio de 1999

A atividade eruptiva estromboliana de baixo nível que tem caracterizado o vulcão Karimsky por mais de três anos continua. Em torno de 70 terremotos e explosões de gases ocorrem todo dia.

17 de maio de 1999

A atividade eruptiva estromboliana de nível baixo continua no vulcão Karymsky. Em torno de 50-60 terremotos e explosões gasosas ocorrem diariamente na montanha.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Klyuchevskoy, Kamchatka, Rússia

4 de maio de 1999

Durante o período entre 26 de abril e 3 de maio, a sismicidade no vulcão Klyuchevskoy permaneceu acima dos níveis normais. Hipocentros dos terremotos foram concentrados perto do cume da cratera e a uma profundidade de 25-30 km. No dia 1 de maio, às 13 h e 30 min, uma explosão de cinzas foi observada; no anoitecer do dia 2 de maio, uma pluma fumarólica ascendeu 2.700 m acima da cratera; no dia 3 de maio, uma pluma fumarólica ascendeu 200 m acima da cratera, se estendendo por 2 km na direção nordeste.

7 de maio de 1999

A sismicidade atual do vulcão Klyuchevskoy permanece acima dos níveis normais da região em torno da montanha. Os hipocentros dos terremotos foram concentrados próximo ao cume da cratera, a uma profundidade de 25-30 Km. No dias 4 e 5 de maio, uma pluma fumarólica ascendeu entre 200 a 1.500 m acima do vulcão. De acordo com informações visuais desde a cidade de Klyuchi, no dia 6 de maio, às 22 h e 02 min, ocorreu uma erupção explosiva de curta duração que formou uma pluma de cinzas com uma altura de 3 km acima do cume do vulcão, se estendendo por 8 km a noroeste. Às 22 h e 17 min, a erupção terminou e somente plumas de gases e vapores ascenderam a 400 m de altura.

10 de maio de 1999

Na manhã do dia 7 de maio, entre as 8h e as 10h, uma pluma fumarólica ascendeu a 50-100 m acima da cratera. Às 11 h e 43 min, uma nova atividade começou com fortes explosões de gases e vapores, passando posteriormente para explosões de vapores e cinzas, com um intervalo de até 3 minutos entre as explosões. A altura da coluna de cinzas alcançou 3.000 m acima da cratera e se estendeu na direção noroeste por 8 km. Às 12 h e 17 min, as explosões de cinzas terminaram abruptamente, entretanto as explosões de gases e vapores continuaram por todo o dia com um intervalo entre as explosões de 7-10 minutos, formando uma pluma de 400-700 de altura. Às 14 h e 53 min uma explosão com pequeno conteúdo de cinzas ascendeu a 2.500 m acima da cratera. Nos dias 8 e 9 de maio, explosões de gases e vapores ocorreram a intervalos de 3-5 minutos e uma pluma ascendeu 200-1.000 m acima da cratera, se estendendo (no dia 8) na direção sul por 30 km.

17 de maio de 1999

A sismicidade no vulcão Kliuchevskoy durante o período entre 10 e 17 de maio ficou no nível normal da região em torno da montanha. No dia 10 de maio, uma pluma formada por gases e vapores atingiu entre 300-2.500 m acima da cratera, se estendendo para oeste e sudeste por 1-3 km.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Mayon, Filipinas

31 de maio de 1999

O Instituto de Vulcanologia e Sismologia das Filipinas (Phivolcs) tem anunciado nas rádios que o vulcão Mayon poderá erupcionar a qualquer momento, baseado no reconhecimento dos especialistas de incandescência na cratera e de outros sinais de uma possível erupção. Entretanto, as advertências do Phivolcs não tem sido levadas em conta pela população que mora dentro da zona de perigo ao redor da montanha. Os residentes preferem confiar mais nos sinais naturais de perigo iminente, como a entrada em pânico dos animais e o rebaixamento dos níveis de água em rios e poços subterrâneos, do que nos relatórios liberados pelo instituto.

Familiares das pessoas que morreram ou que sofreram ferimentos durante a erupção do Mayon em 1993 disseram que eles perderam a confiança no Phivolcs e em outras agências governamentais pois estes não emitiram nenhum sinal de perigo daquela vez. Entretanto, uma irmã de uma vítima da erupção de 1993 disse que "não se pode culpar o Phivolcs por isto, porque os instrumentos instalados em torno do vulcão tem sido danificados por caçadores".

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Popocatépetl, México

16 de maio de 1999

Um aumento na atividade foi observado nos dias 15 e 16 de maio no vulcão Popocatépetl. Em torno das 18 h e 30 min do dia 15 de maio, um derretimento de neve e gelo da região do cume provocou a formação de pequenos fluxos de lama. No dia 16 de maio, às 02 h e 46 min, uma explosão moderadamente grande ocorreu. Outro evento explosivo moderado, às 07 h e 06 min, que persistiu por 3 minutos, formou uma coluna de cinzas com 2 km de altura acima do cume da montanha. Posteriormente, o vulcão aparentemente tornou a ficar mais quieto, com níveis estáveis de atividade e e com muito pouca atividade fumarólica sendo visível.

28 de maio de 1999

Uma erupção de cinzas no vulcão Popocatépetl ocorreu no dia 28 de maio, às 12 h e 30 min. Imagens de satélite mostraram que a nuvem de cinzas ascendeu a aproximadamente 9 km acima do nível do mar e se estendeu para norte. Este evento foi de curta duração e de magnitude modesta.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Shishaldin, Ilhas Aleutas, Alaska

14 de maio de 1999

Uma breve emissão de cinzas e vapores ocorreu no dia 13 de maio produzindo pluma que ascendeu a 300 m acima do cume do vulcão Shishaldin. Durante a noite, foi observado por imagens de satélite uma pequena anomalia termal. A rede sísmica detectou pequenos tremores.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

10 de maio de 1999

Nova erupção de cinzas ocorreu no vulcão Soufriere Hills no dia 10 de maio às 14 h e 30 min. A nuvem de cinzas ascendeu a 3 km acima do nível do mar, eventualmente alcançando 9 km de altura.

21 de maio de 1999

No dia 20 de maio, às 21 h e 40 min, ocorreu outra erupção de cinzas vulcão Soufriere Hills. A nuvem de cinzas alcançou entre 4,5-6,0 km acima do nível do mar, e dirigiu-se para noroeste.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Telica, Nicaragua

26 de maio de 1999

No dia 18 de maio, geólogos do INETER visitaram o vulcão Telica e não notaram nenhuma evidência de aumento na atividade. O monitoramento sísmico também não mostrou nenhum aumento no número de terremotos. Entretanto, no dia 21 de maio, em torno das 02 h e 00 min, uma erupção freática explosiva começou na cratera. Durante o dia, uma pluma de gás formada possuía em torno de 500 m de altura. Observações realizadas no dia 22 de maio desde a margem da cratera constataram a presença de um novo conduto, com 50 m de diâmetro, no piso da cova. Durante o tempo de observação, gases e vapores intensos emanavam do novo conduto, acompanhados por um som de "turbina de jato". Foi também notado uma forte atividade fumarólica na cratera do vulcão Telica. Erupções freáticas cada vez menores continuaram até o dia 23 de maio.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

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