Erupções de Maio de 2010


Eyjafjallajokull, Islândia

No começo do mês de maio as plumas de cinzas tornaram-se mais escuras e mais largas do que no final do mês de abril, a explosividade aumentou e a queda de material vulcânico (tefra) também se intensificou. O fluxo de lava avançou mais de 3 km ao norte da cratera e o cone de escórias continuou a crescer dentro da cratera. No dia 3 de maio, plumas de cinzas alcançaram 5,5 km de altura acima do nível do mar. Ocorreu queda de cinzas a uma distância de 65-70 km a sudeste do vulcão e plumas de cinzas foram identificadas sobre o povoado de Vík, 40 km à sudeste. A pluma eruptiva foi vista em imagem de satélite se estendendo por 200 km desde o vulcão Eyjafjallajökull.

No dia 4 de maio, plumas de cinzas se elevaram acima da cratera e uma pluma de vapores se formou no flanco norte do vulcão. A lava percorreu 4 km na direção norte a partir da cratera. Fragmentos de lava foram ejetados a algumas centenas de metros de altura na cratera. Queda de cinzas foram reportadas em regiões localizadas a 65-80 km à sudeste do vulcão, encurtando a visibilidade para apenas alguns quilômetros. Em imagem de satélite a pluma eruptiva se estende por 400 km na direção sudeste. Aeroportos localizados na Irlanda foram fechados devido a grande quantidade de cinzas no ar.

Segundo o Institute of Earth Sciences do Nordic Volcanological Center (NVC) a erupção no vulcão Eyjafjallajökull continuou a produzir plumas de cinzas desde a cratera eruptiva no período entre 5-11 de maio. As plumas de cinzas tem variado a coloração desde cinza claro até preto e atingindo altitudes entre 4-9 km acima do nível do mar e se deslocado nas direções sudeste e sul. O cinder cone continuou a crescer na cratera e estava próximo do nível de gelo sobre a margem da cratera no dia 8 de maio.

Nos dias 5 e 6 de maio a atividade explosiva aumentou e a atividade efusiva (fluxos de lavas) diminuiu, resultando em plumas eruptivas mais altas e aumento na queda de tefra. O fluxo de lava parou de avançar, e muito pouco vapor se formou nas margens do fluxo. Quedas de cinzas foram reportadas em áreas localizadas entre 55-70 km durante os dias os dias 5-8 de maio, sendo considerável nos dias 6 e 7 de maio. Cinzas foram reportadas em algumas áreas dentro da distância de 12 km a leste durante os dias 9-10 de maio. As plumas de cinzas provocaram novamente o cancelamento de voos durante os dias 5-11 de maio em vários países europeus, incluindo a Inglaterra, Irlanda, Espanha e Portugal.

No dia 14 de maio foi reportada queda de cinzas nas ilhas Vestmann, localizadas ao sul do vulcão, e em Reykjavík. Três terremotos foram localizados abaixo do vulcão Eyjafjallajökull, em profundidades entre 7-8 km. Nenhuma importante variação foi observada na erupção. As emissões de cinzas alcançaram uma altura máxima 8,5 km de altura no dia 15 de maio. Um enxame de terremotos foi registrado abaixo do vulcão entre às 23h e 54min (14 de maio) e às 2h e 45min (15 de maio). Mais de 30 terremotos de magnitudes menores do que 2 graus foram registrados a uma profundidade de 30 km. Raios continuam a ser registrados dentro da pluma eruptiva com uma média de 30 por dia. Emissões de cinzas provocaram novamente o cancelamento de diversos voos na Europa.

No período entre 12-18 de maio a erupção continuou a produzir plumas de cinzas desde o conduto do cume do vulcão Eyjafjallajökull. As plumas se elevaram entre 4-9 km de altura acima do nível do mar e se deslocaram para diversas direções. Queda de cinzas foi reportada em várias áreas, a uma distância de até 40 km nas direções SE e SW, mais de 50 na direção SE e em Reykjavik (125 km) para NW. O derretimento da geleira Gígjökull foi pequeno, e as medições da deformação do terreno indicaram subsidência. Aeroportos em diversos países da Europa, incluindo a Inglaterra, Escócia e Irlanda, foram fechados nos dias 16-17 de maio.

A atividade declinou no período entre 19-24 de maio e as medições de deformação indicaram subsidência do edifício vulcânico. Durante os dias 19-20 de maio, plumas de cinzas se elevaram até altitudes entre 5-6 km acima do nível do mar e que se deslocaram para noroeste, norte e nordeste. Queda de cinzas foi reportada em áreas a sul, noroeste e norte. No dia 19 de maio, fortes chuvas combinadas com a queda de cinzas provocou a formação de um fluxo de lama em rio local. Durante os dias 21-22 de maio, ocorreram algumas explosões na cratera do cume, mas nenhum fluxo de lava. A sismicidade continua a diminuir, aproximando-se aos níveis pré-erupção.  Somente plumas de vapores ascenderam da cratera nos dias 23-25 de maio, ainda que uma pequena explosão de cinzas fosse observada por cientistas que visitaram a cratera no dia 25 de maio.

No dia 26 de maio, plumas de vapores ascenderam até uma altitude de 2 km acima do nível do mar e se deslocaram na direção sul. A remobilização das cinzas pelo vento provocou a invisibilidade na área da cratera. No dia 27 de maio, vapores se elevaram desde a cratera, pontuados por muito pequenas explosões de cinzas e um forte odor de enxofre foi sentido. Nos dias 30 de maio e 1 de junho, cinzas se espalharam no SW da Islândia.

FonteSmithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Volcano Live


Tungurahua, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) informou que no dia 26 de maio uma forte explosão no vulcão Tungurahua gerou fluxos piroclásticos e uma pluma de cinzas que se elevou até uma altitude de 12 km acima do nível do mar e se deslocou nas direções oeste e sudoeste. Queda de cinzas foi reportada em áreas ao sul e sudoeste, incluindo Riobamba (30 km ao sul). Sons lembrando “tiros de canhão” associados com a explosão foram ouvidos até em Guadalupe, situada a 11 km ao norte da montanha vulcânica. Os fluxos piroclásticos foram pequenos e se deslocaram entre 800-1.000 metros sobre os flancos N, NW, W e SW e não alcançaram áreas habitadas.

No dia 28 de maio, outra forte explosão produziu uma pluma de cinzas que se elevou até uma altitude de 15 km acima do nível do mar, deslocando-se para W-SW. Blocos de tamanho  púmice (fragmentos vulcânicos maiores do que 64 mm) caíram nas cercanias da montanha (entre 6-8 km de distância) e houve queda de cinzas em algumas áreas entre Tungurahua e Guayaquil (em torno de 180 km de distância) e além. Fluxos piroclásticos deslocaram-se por 3 km sobre os flancos NW, W e SW, mas novamente não alcançaram áreas habitadas. Segundos jornais locais, residentes desde duas cidades localizadas em até 8 km a noroeste foram evacuados e o aeroporto em Guayaquil foi temporariamente fechado visto que as estradas foram cobertas por cinzas. Outros voos que passavam sobre a área tiveram a rota modificada.

Durante os dias 28-29 de maio a sismicidade aumentou e entre 5 a 10 explosões foram detectadas por hora. As explosões ejetaram blocos incandescentes que caíram entre 1-2 km do cume. Queda de cinzas foi intensa em Runtún, localizado a 6 km a N-NE, na noite de 28 de maio, e mais leves em Juíve e Puntzán, localizados a 7 km a NW, na manhã seguinte. Durante os dias 29-30 de maio, explosões ocorreram a uma razão de 10 por hora. Vários sons de estrondos foram notados e sons do tipo “tiro de canhão” provocaram a vibração de janelas. Incandescência em torno da cratera foi ocasionalmente observada à noite. Nos dias 31 e 1 de junho explosões novamente geraram sons audíveis de “tiros de canhão” e ejetaram blocos incandescentes até uma altura de 1,5 km acima da margem da cratera; vários blocos rolaram por uma distância de até 1 km sobre os flancos do vulcão. Plumas de cinzas e vapores se elevaram entre 7-9 km acima do nível do mar e se deslocaram nas direções W, SW, N e NE, provocando queda de cinzas em áreas a favor do vento.

FonteSmithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Villarrica, Chile

No dia 12 de maio, o Observatorio Volcanológico de los Andes del Sur-Servico Nacional de Geología y Minería (OVDAS-SERNAGEOMIN) reportou que um pequeno aumento na atividade do vulcão Villarrica durante o mês de abril levou ao aumento do Nível de Alerta de verde nível 1 para verde nível 2. A atividade no mês de abril foi caracterizada por aumento na sismicidade, ascensão do nível do lago de lava dentro da cratera do cume, mais vigorosa atividade fumarólica e incandescência noturna mais frequente. Segundo o The Projecto Observación Visual Volcán Villarrica (POVI), o nível do lago de lava estava em torno de 100 metros abaixo da margem da cratera no dia 10 de maio.

FonteSmithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Volcano Live


Llaima, Chile

O Servico Nacional de Geología y Minería (OVDAS-SERNAGEOMIN) informou que durante o período entre 1-14 de maio a sismicidade no vulcão Llaima diminuiu para níveis moderados. Pequenas fumarolas esbranquiçadas foram vistas através de web câmeras se elevando da principal cratera. O Nível de Alerta foi rebaixado para amarelo nível 3.

FonteSmithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

O Montserrat Volcano Observatory (MVO) informou que a atividade foi pequena no vulcão Soufriere Hills no período entre 30 de abril-14 de maio. Entretanto, um fluxo piroclástico se deslocou por Tar River Valley no dia 3 de maio, parando em torno de 1 km antes de alcançar o mar. No dia 10 de maio, outro fluxo piroclástico se deslocou por 2 km na direção de Gages Valley. O Nível de Alerta permanece em 3.

FonteSmithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Volcano Live


Santa María, Guatemala

No dia 7 de maio, o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que explosões no complexo de domos de lava Santiaguito do vulcão Santas María produziram plumas de cinzas que atingiram entre 2,9-3,4 km de altura acima do nível do mar e se deslocaram para SW. Estações sísmicas registraram 17 explosões dentro de um período de 24 horas.

Durante o período entre 19-20 de maio, o INSIVUMEH informou que lahars quentes se deslocaram pelos rios Nima I, Nima II e San Isidro. O lahar no canal San Isidro teve 30 metros de largura e entre 1,5-2 metros de profundidade forte odor de enxofre e carregou blocos com até 2 metros de diâmetro. Explosões no complexo de domos de lava Santiaguito produziram plumas de cinzas que se elevaram entre 2,9-3,4 km de altura e foram empurradas pelos ventos na direção sudoeste. No dia 21 de maio, uma explosão produziu uma pluma que se elevou até 3,3 km de altitude acima do nível do mar e um fluxo piroclástico que se deslocou na direção sudoeste. Nesse mesmo dia, outro lahar foi formado o rio Nima II.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Pacaya, Guatemala

No dia 20 de maio o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) informou que pequenas explosões e incandescência no cone MacKenney foram acompanhadas por plumas de coloração azul e branca. Múltiplos fluxos de lavas se deslocaram por 1,6 km pelo flanco sudoeste.

 No dia 24 de maio, fluxos incandescentes (não ficou claro no informe se foram fluxos de lavas ou fluxos piroclásticos) se deslocaram pelo flanco sul do vulcão, em direção ao lago, alcançando a floresta. Uma pluma de cinzas foi formada na direção norte. O Parque Nacional Arenal foi fechado brevemente durante a atividade.

A Coordinadora Nacional para la Reducción de Desastres (CONRED) informou que uma erupção explosiva Estromboliana começou no dia 27 de maio a partir do cone MacKenney do vulcão Pacaya, promovendo constantes explosões que ejetaram material vulcânico até 500 metros de altura acima da cratera. Plumas de cinzas se elevaram até 1,5 km e se deslocaram nas direções oeste e sudoeste, provocando queda de cinzas em múltiplas áreas. As comunidades de El Patrocinio (localizada em torno de 5 km a oeste) e El Rodeo (localizada a 4 km a oeste) foram evacuadas. Devido a forte queda de tefra vulcânica, as autoridades recomendaram que os moradores varressem as cinzas dos telhados de suas residências e que se abstivessem de dirigir naquele momento.

 O INSIVUMEH reportou séries contínuas de explosões a cada 5-10 segundos que ejetaram cinzas negras até 1 km acima da cratera no dia 28 de maio. Sinais sísmicos refletiram explosões e tremores. Plumas de cinzas se deslocaram por 20-30 km na direção noroeste, provocando queda de cinzas em áreas a favor do vento, incluindo a cidade de Guatemala, em torno de 30 km a nordeste. O CONRED informou que 1.600 pessoas foram evacuadas desde seis cidades localizadas entre 3-4 km a W, NNW, N e NNE e que o Aeroporto Internacional Aurora foi fechado. Segundo um mapa do CONRED, blocos (?) vulcânicos caíram em áreas de até 12 km de distância a nordeste e cinzas foram reportadas em áreas a leste de Chinautla, 37 km a norte-nordeste. Jornais locais informaram que um repórter morreu durante a erupção e três crianças estavam desaparecidas.

No dia 29 de maio, um fluxo de lava com 90 metros de largura se deslocou na direção sul-sudeste a uma velocidade de 100 metros por hora, queimando três casas no rancho Grande Pacaya. A lava estava a 450 metros de distância de algumas outras propriedades, localizadas entre 2-2,5 km ao sul da cratera, e interrompeu a rodovia de acesso El Caracol (3 km a SW) e Los Pocitos (5,5 km a sul). Explosões ejetaram cinzas entre 300-500 metros acima da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

No dia 20 de maio, o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que explosões desde o vulcão Fuego produziram plumas de cinzas que se elevaram até altitudes entre 4-4,8 km de altura acima do nível do mar. As plumas se deslocaram na direção sudoeste. Material incandescente foi ejetado a 100 metros de altura e avalanches se deslocaram nos flancos sul e oeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Arenal, Costa Rica

Ocorreu uma erupção no vulcão Arenal no dia 24 de maio, produzindo emissões de cinzas e gases e plumas de cinzas, bem como múltiplos fluxos de lavas incandescentes desceram o flanco oeste da montanha, em direção ao lago, e alcançando a floresta. Estes eventos provocaram a evacuação do Parque Nacional Arenal.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Rinjani, Ilha de Lombok, Indonésia

Três erupções no vulcão Rinjani durante os dias 22-23 de maio foram acompanhadas por tremores. Cinzas e materiais incandescentes foram ejetados até 2 km de altura. Plumas de cinzas se deslocaram por 12 km e provocaram queda de cinzas em diversas áreas. Lava fluiu desde o lago interno a caldeira e promoveu a elevação da temperatura da água do lago de 21 para 35º Celsius.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakura-jima, Kyushu, Japão

Explosões ocorreram no vulcão Sakura-jima nos dias 4-6 e 8-9 de maio, muitas vezes produzindo plumas eruptivas que se elevaram entre 2,1-3,7 km acima do nível do mar. No dia 14 de maio uma explosão produziu uma pluma que atingiu 2,7 km de altura acima do nível do mar. Outra explosão importante ocorreu no dia 21 de maio, produzindo uma pluma que se elevou até mais de 2,1 km acima do nível do mar.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Suwanose-jima, Ryukyu, Japão

Explosões no vulcão Suwanose-jima durante os dias 15-16 de maio produziram plumas que se elevaram até altitudes entre 1,5-1,8 km acima do nível do mar e se deslocaram nas direções N e NW.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Gaua, Ilhas Banks, Oceano Pacífico

No dia 11 de maio, o Vanuatu Geohazards Observatory reportou que observações de campo do vulcão Gaua revelou atividade contínua durante o mês de abril até o começo de maio. Emissões significativas de cinzas e gases provocaram danos à vegetação em torno da cratera e em áreas sobre as porções NW, W e SW da ilha, as direções dominantes do vento. Lahars sobre a parte W da ilha foram observados em abril. Dados sísmicos revelaram que os tremores sísmicos tornaram-se mais frequentes desde o começo do ano. O Nível de Alerta permanece em 2 (em uma escala que varia entre 0 e 4).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sarigan, Ilhas Marianas, Oceano Pacífico

No dia 27 de maio, um observador do Emergency Management Office (EMO) de Saipan fotografou durante um sobrevoo uma área com a água do oceano descolorida e possíveis materiais vulcânicos com colorações claras flutuando em torno de 7 km ao sul do vulcão Sarigan. A área tinha aproximadamente 1,6 km de comprimento. Dois dias depois, a área afetada por esses eventos tinha em torno de duas vezes o tamanho da Ilha de Sarigan. O U.S. Fish and Wildlife evacuou 16 pessoas de ilhas próximas, a maior parte cientistas, incluindo 8 pessoas de Sarigan, para Saipan.

No dia 30 de maio, uma pluma constituída na sua maior parte por vapor de água foi identificada em imagens de satélite ascendendo a uma altitude de 12,2 km acima do nível do mar. A erupção foi atribuída a conduto vulcânico submarino localizado a 300 metros de profundidade sobre o flanco sul do vulcão Sarigan, em torno de 7 km desde a ilha. Observadores que estavam no Sarigan reportaram ter ouvido uma forte explosão desde o sul e logo após houve queda de cinzas. O Código de Cores de Alerta foi elevado para laranja. Tanto a sismicidade como a atividade vulcânica subaquosa declinaram após a emissão da pluma, o que acarretou a redução do Código de Cores de Alerta foi elevado para amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Yasur, Vanuatu, Oceano Pacífico

O Vanuatu Geohazards Observatory  reportou que o Nível de Alerta do vulcão Yasur foi elevado para 3 (em uma escala que varia de 0 a 4) no dia 27 de maio. A atividade recente foi caracterizada por moderadas a grandes erupções com fortes explosões, que ejetaram bombas vulcânicas que caíram sobre a área de visitantes, provocando significante queda de cinzas nos povoados próximos.  Visitantes não foram permitidos a entrar na zona restrita, de 500 metros em torno do vulcão. A atividade vem crescendo desde o mês de janeiro de 2010. No dia 1 de junho, uma pluma eruptiva se elevou até 1,8 km acima do nível do mar e se espalhou por 340 quilômetros quadrados, provocando o cancelamento ou atraso de alguns voos sobre a Nova Caledônia.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) reportou que durante os períodos entre 5 de maio-01 de junho a atividade no vulcão Kilauea continuou na região de cume e na zona de rifte leste. No cume, ascensões e quedas do nível do lago de lava continuou no conduto no assoalho da cratera Halema’uma’u; incandescência no conduto foi visível. A pluma de cinzas e gases originada no conduto do cume deslocou-se nas direções SW e W, precipitando pequenas quantidades de cinzas em zonas a favor do vento. A emissão de dióxido de enxofre variou entre 880-1.200 toneladas diárias. As dimensões do lago de lava foram estimadas em 60 metros por 90 metros nos dias 17-18 de maio. No dia 31 de maio, a superfície do lago de lava se elevou até o nível mais elevado já registrado, mas foi ainda mais de 100 metros abaixo do assoalho da cratera Halema’uma’u.

Na zona de rifte leste, os fluxos de lavas extravasaram do sistema de tubos de lava e avançaram além da região de Pulama pali, sobre a planície costeira e, ocasionalmente, alcançaram o mar no ponto de entrada Ki. A lava também fluiu ao longo de uma rodovia, após cobrir a área vizinha em 5 de maio. Outros fluxos foram ativos sobre a região de pali no período entre 26 de maio e 1 de junho. Incandescência foi observada a partir de um conduto localizado na parede sul da cratera Pu’ u’O’o. No dia 9 de maio, a lava fluiu novamente nos mesmos locais. Ocorreu um colapso de uma lasca de rocha medindo 17 metros por 75 metros na margem norte da cratera Pu’ u’O’o no dia 11 de maio. No período entre 19-25 de maio foram observados mais fluxos de lavas ativos sobre o campo de fluxo. Um pequeno fluxo de lava extravasou desde um conduto na parte sul da parede da cratera Pu’ u’O’o no dia 21 de maio. No dia 27 de maio, geólogos notaram a construção de um pequeno escudo sem raiz na altitude de 580 metros. Pequenos fluxos de lavas foram emitidos a partir do mesmo conduto durante os dias 26-27 de maio e inundaram o fundo da cratera até o dia 31 de maio.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Klyuchevskoy, Kamchatka, Rússia

No dia 10 de maio uma erupção produziu uma pluma que se elevou até uma altitude de 6,1 km acima do nível do mar. Atividade explosiva do tipo estromboliana foi observada nos períodos entre 7-14 de maio, 14-21 de maio e 21-28 de maio. Plumas de cinzas atingiram altitudes de até 5,8 km acima do nível do mar nos dias 18 e 23-26 de maio. O Código de Cores de Alerta permanece em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Bezymianny, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que alguns terremotos foram detectados nas vizinhanças do domo de lava do vulcão Bezymianny durante os dias 23-24 de maio, ainda que a sismicidade tenha sido obscurecida pela forte atividade do vulcão Klyuchevskoy. Atividade fumarólica foi observada no dia 21 de maio. A temperatura da anomalia termal detectada em imageamento por satélite aumentou de 18º Celsius no dia 19 de maio para 48,8º Celsius no dia 23 de maio. O Código de Cores de Alerta foi elevado para laranja. Durante o período entre 21-28 de maio, os dados de satélites mostraram uma variável, mas diária, anomalia termal sobre o domo de lava. Atividade fumarólica foi ocasionalmente detectada e outro evento sísmico foi registrado no dia 24 de maio.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 

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