Erupções de Maio de 2014


Ubinas, Peru

O Instituto Geofísico del Perú – Observatorio Volcanologico de Arequipa  (IGP-OVA) e o Instituto Geológico Minero y Metalúrgico (INGEMMET) informaram que durante os dias 7-12 de maio plumas de gases, algumas vezes contendo pequenas quantidade de cinzas, ascenderam entre 0,6 – 3 km acima da cratera do vulcão peruano Ubinas. Cinzas caíram em várias povoados localizados no sentido a favor do vento. Significante queda de cinzas foi reportada no dia 8 de maio no povoado de Santa Rosa de Phara.

O IGP-OVA e o INGEMMET reportaram que as emissões no vulcão Ubinas continuaram durante os dias 14-16 de maio. Emissões com pequenas quantidades de cinzas no dia 14 de maio ascenderam entre 0,6-1,8 km acima da cratera. Uma explosão às 19h e 02 min no dia 14 de maio ejetaram fragmentos em torno da cratera e provocaram a espessa queda de cinzas nos povoados de Chojata e Escacha. Plumas de cinzas e vapor de água ascenderam entre 0,7-3,5 km no dia 15 de maio, e plumas de gases, vapores e cinzas ascenderam entre 500-800 metros no dia 16 de maio. Uma explosão moderada no dia 18 de maio, às 19h e 15min, foi seguida por nove horas de emissões contínuas. Finalmente naquele dia plumas de gases e cinzas se elevaram entre 0,4-1,1 km. Cinzas caíram em várias cidades durante os dias 14-16 e 18 de maio.

O IGP-OV informou que as emissões de cinzas continuaram no vulcão Ubinas durante os dias 21-23, 25-27 e 28-29 de maio. Queda de cinzas foi reportada em várias cidades localizadas no caminho de dispersão das plumas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia da Guatemala (INSIVUMEH) reportou que a atividade no complexo de domos de lava Santiaguito do vulcão Santa María aumentou no dia 9 de maio. Fluxos piroclástico desceram pelos flancos leste e sudeste e uma densa coluna de cinzas ascendeu até uma altitude de 7,6 km acima do nível do mar. Queda de cinzas foi reportada em áreas até 20 km de distância, incluindo diversos povoados. Em torno de 130 pessoas foram retiradas destas áreas. Um profundo entalhe foi formado na cratera entre os flancos leste e nordeste que canalizou um fluxo piroclástico que se deslocou por 7 km pela drenagem Nima I (flanco sul). Depósitos na drenagem foram estimados em um milhão de metros cúbicos; explosões secundárias na drenagem foram provocadas pela interação da água e estes depósitos quentes.

O INSIVUMEH informou também que a atividade retornou para níveis normais no dia 10 de maio, com 2-3 explosões por hora gerando plumas de cinzas que ascenderam 800 metros e se dispersaram na direção oeste. No dia 11 de maio explosões produziram plumas de cinzas que ascenderam até 800 metros novamente, que se deslocaram na direção sudoeste, causando queda de cinzas em alguns povoados.

Segundo o INSIVUMEH, no dia 14 de maio ocorreu a formação de uma lahar, o primeiro desde a erupção de 9 de maio no complexo de domos Santiaguito, carregando blocos com até 2 metros de diâmetro, bem como troncos de árvores. Explosões durante os dias 15-16 de maio geraram plumas de cinzas que ascenderam 700 metros e se deslocaram nas direções oeste e sudoeste. No dia 18 de maio, um lahar com 15 metros de largura e 2 metros de profundidade se deslocou pela drenagem Nima I carregando troncos e galhos de árvores e tinha um forte cheiro de enxofre. Uma explosão secundária foi provocada pela interação da água com os depósitos ainda quentes. Lahars nos rios San Isidro e Tambor também transportaram blocos de rocha. Explosões durante os dias 19 e 20 de maio produziram plumas de cinzas que ascenderam 700 metros e se deslocaram na direção sudoeste, provocando queda de cinzas no povoado de Monte Claro.

O INSIVUMEH informou que no dia 22 de Maio, um lahar, o segundo desde a erupção do dia 9 de maio, carregando blocos de até 1 m de diâmetro, bem como troncos de árvores. O lahar tinha 15 m de largura e 2 m de profundidade e continha um forte odor de enxofre. Uma explosão em 23 de maio, às 06h e 08min, gerou uma nuvem de cinzas que atingiu 700 m, e foi dispersa na direção sudoeste, e provocou queda de cinzas em partes do povoado de Monte Claro (S). No dia 24 de maio, um lahar que tinha 25 m de largura, 2 m de profundidade, e odor de enxofre desceu a drenagem Nima I, carregando troncos de árvores e galhos. Durante os dias 26-27 de maio plumas de gás e cinzas ascenderam entre 300-500 m e derivaram para sudoeste.

No dia 29 de maio um lahar quente desceu pelo rio Nimá I sobre o flanco sul do complexo de domos de lava, carregando blocos com até 50 cm em diâmetro, bem como troncos e galhos de árvores. O lahar tinha 25 metros de largura e 3 metros de profundidade e um forte cheiro de enxofre. Explosões no dia 31 de maio geraram plumas de cinzas que ascenderam até 600 metros de altura e que se dispersaram nas direções oeste e sudoeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


San Miguel, El Salvador

De acordo com o Servicio Nacional de Estudios Territoriales (SNET), o Ministerio de Medio Ambiente y Recursos Naturales (MARN) reportou no dia 19 de maio que a atividade no vulcão San Miguel tinha aumentado significativamente nos prévios dias. A atividade foi caracterizada por um aumento na frequência e magnitude das emissões de gás, estrondos na cratera, pequenas explosões e queda de cinza juvenil. No dia 18 de maio, entre as 22h e 30min e as 23h e 00, ocorreu queda de cinza (menos de 1 mm de espessura) no setor oeste-noroeste da montanha. Câmeras de vídeo registraram no dia 19 de maio pulsos periódicos de plumas de gases que ascenderam 300 metros e foram dispersas na direção oeste. No dia 20 de maio a sismicidade permaneceu elevada e emissões acinzentadas ascenderam 300 metros.

De acordo com o SNET, o Ministerio de Medio Ambiente y Recursos Naturales (MARN) relatou que fortes chuvas em San Miguel durante os dias 22-23 de maio geraram lahars que se originaram a partir da parte superior do vulcão e foram ouvidos por moradores. A sismicidade e produção de gás permaneceram elevadas. Plumas de gás ascenderam 300 m e foram dispersas na direção oeste; as plumas eram de cores diferentes, sugerindo que o material fino estava sendo levado para fora da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sicília, Itália

O Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia – Sezione di Catania – Osservatorio Etneo (INGGV-SC) reportou que uma fraca atividade explosiva do tipo Estromboliana continuou a ocorrer até o dia 9 de maio na Nova Cratera Sudeste (NCSE) do vulcão Etna. Algumas explosões ejetaram material piroclástico incandescente a algumas dezenas de metros acima da margem da cratera. Estes fragmentos incandescentes raramente caíram sobre os flancos externos da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) informou que durante o período de 7 a 31 de maio o lago de lava ocasionalmente ascendeu e retrocedeu no conduto profundo localizado dentro da Cratera Halema’uma’u. Emissões de gás permanecem elevadas. A pluma continuou a depositar quantidades variáveis de cinzas, respingos (spatter) e cabelos de Pele (Pele´s hair) nas áreas próximas.

Na Cone/Cratera Pu’u ‘O’o, foi observado: incandescência emanada desde cones de respingos e também desde acumulações de lavas e erupção periódica de fluxos de lavas. O fluxo de lava Kahauale’a 2 continua a avançar, com extravasamentos desde o lobo principal e queimando a floresta adjacente.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Merapi, Ilha de Java, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) reportou que durante os dias 2-8 de maio plumas de coloração clara se elevaram até 650 metros acima do vulcão Merapi. Fortes sons continuaram a ser ouvidos desde múltiplos postos de observação. A sismicidade flutuou, mas permaneceu acima dos níveis normais.

Segundo o CVGHM a atividade sísmica no vulcão Merapi diminuiu durante os dias 9-15 de maio, em comparação com a semana anterior. Sons de estrondos continuaram a ser reportados desde vários pontos de observação, e no dia 12 de maio plumas fumarólicas ascenderam a 350 metros de altura. O Nível de Alerta permaneceu em 2 (em uma escala que varia entre 1-4).

O CVGHM informou que a sismicidade no vulcão Merapi diminuiu durante os dias 16-22 de maio, em comparação com a semana anterior. Nenhuma deformação foi detectada. O Nível de Alerta foi reduzido para 1 (em uma escala de 1-4) em 23 de maio.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Bromo, Caldeira Tengger, Ilha de Java, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que durante o período entre 1-30 de abril somente plumas de coloração clara ascenderam 50 metros acima da cratera do cone Bromo, localizado dentro da Caldeira Tengger. Entretanto, a sismicidade aumentou durante os dias 15-30 de abril. A sismicidade aumentou novamente nos dias 1 a 4 de maio e densas plumas ascenderam a 250 metros acima da cratera. O Nível de Alerta foi elevado para 2 (em uma escala que varia entre 1 a 4) no dia 4 de maio. Residentes e visitantes foram alertados para não se aproximarem da cratera a menos de 1 km da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sangeang Api, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que entre o mês de janeiro e o dia 29 de maio somente plumas brancas difusas ascenderam no máximo 25 m acima da cratera do vulcão Sangeang Api. No dia 30 de maio a sismicidade aumentou, com tremores sísmicos sendo detectados a partir das 05h e 00min, tornando-se contínuos por volta das 13h e 48min. Uma erupção às 15h e 55min gerou uma nuvem de cinzas que atingiu 3 km de altura e derivou para oeste, provocando queda de cinzas sobre o mar. O Nível de Alerta foi aumentado para 3 (numa escala de 1-4). A ilha não tem assentamentos permanentes, e só é ocupada durante o crescimento de vegetais e a colheita; mas as autoridades civis evacuaram 135 pessoas para o continente. Com base em imagens de satélite, observações de pilotos, e do Indonesian Meteorological Office, o Darwin VAAC informou que, em 30 de maio uma nuvem de cinzas ascendeu a uma altitude de 15,2 km (50.000 pés) de altitude e se dispersou por 440 km na direção leste e 750 km na direção sudeste.

No dia 31 de maio duas explosões maiores ocorreram às 13h e 30min e às 22h e 42min. Segundo o VAAC, plumas de cinzas ascenderam para altitudes entre 13,7-15,2 km de altitude e derivaram por 280 km na direção noroeste e também em outras várias direções. A queda de cinzas afetou muitas áreas sobrre o continente, e levou à evacuação de 7.328 pessoas de quatro aldeias num raio de 8 km do Sangeang Api. Os aeroportos de Bima e Tambolaka foram temporariamente fechados. De acordo com um artigo de notícias, todos os voos de e para o Aeroporto Internacional de Darwin, na Austrália em 31 de maio foram cancelados.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakurajima, Kyushu, Japão

O Japan Meteorological Agency (JMA) relatou que uma pequena erupção não explosiva ocorreu na cratera Showa do vulcão Sakurajima entre os dias 7-9 de maio. Incandescência foi detectada na cratera durante a noite. Uma muito pequena erupção ocorreu na cratera Minamidake, às 11h e 51min, do dia 8 de maio e produziu uma pluma que ascendeu 400 metros acima da margem da cratera.

O JMA reportou que uma explosão na cratera Showa do vulcão Sakurajima no dia 12 de maio, às 22h e 29min, ejetou tefra a uma distância de 1,8 km da cratera e produziu uma pluma que ascendeu a 1,6 km de altura acima da margem da cratera. Incandescência na cratera foi detectada a noite durante 13-14 de maio. O JMA reportou que duas explosões na cratera Showa do vulcão Sakurajima durante os dias 19-23 de maio, ejetou tefra a uma distância de 1,3 km da cratera. Incandescência na cratera foi detectada a noite durante 19-20 de maio.

Explosões no dia 31 de maio geraram plumas de cinzas que ascenderam até 3 km de altura acima do nível do mar e se dispersaram na direção oeste. O Nìvel de Alerta permaneceu em 3 (em uma escala que varia entre 1-5).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Karymsky, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que atividades explosivas dos tipos Estromboliana e Vulcaniana continuaram a ocorrer no vulcão Karymsky durante os dias 2-31 de maio. Imagens de satélites detectaram uma anomalia termal sobre o vulcão diariamente em grande parte dos dias. O Código de Cores de Aviação permaneceu em laranja.

 

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shiveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) relatou que a extrusão do domo de lava sobre o flanco sudeste do vulcão Shiveluch durante o período entre 2-31 de maio foi acompanhada por explosões de cinzas, incandescência, avalanches quentes e atividade fumarólica. Imagens de satélites mostraram uma anomalia termal em quase todos os dias do período sobre o vulcão. Plumas de cinzas ascenderam entre 5-9 km de altitude e foram dispersas na direção noroeste por até 90 km. Imagens de satélites mostraram no dia 27 de maio que plumas de cinzas ascenderam até altitudes entre 3-10 km e se deslocaram por até 850 km  na direção sul. O Código de Cores de Aviação permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shishaldin, Ilhas Fox, EUA

O US Geological Survey Alaska Volcano Observatory (AVO) relatou que foram observadas elevadas temperaturas superficiais e emissão de vapores no cume do vulcão Shishaldin durante os dias 7-13 de maio. Nos dias 9 e 16 de maio foi notada uma área próxima ao cume coberta por cinzas escuras sobre a neve. Um sinal sísmico contínuo do tipo “tremor” foi detectado entre as 04h e 30min e as 06h e 30min de 13 de maio, coincidindo com um distinto aumento na temperatura na superfície do vulcão, possivelmente indicando uma erupção explosiva do tipo Estromboliana. Sismógrafos próximos do vulcão detectaram breves sinais sísmicos de explosão durante os dias 17-20 de maio. 

O AVO reportou que durante a maior parte dos dias no período entre 21-31 de maio foram detectadas temperaturas superficiais elevadas no cume do vulcão Shishaldin por imagens de satélites. Pequenas emissões de vapores foram observadas em imagens de câmeras de vídeo no dia 21 e 28-31 de maio. Os sismógrafos próximos do vulcão detectaram breves sinais de explosões durante os dias 21-26 de maio. O Código de Cores de Aviação permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Pavlof, Alaska, EUA

O US Geological Survey Alaska Volcano Observatory (AVO) relatou que no dia 31 de maio foram detectadas elevadas temperaturas superficiais sobre o vulcão Pavlof em imagens de satélite, sugerindo uma erupção de pequena intensidade com lava. Observadores acampados próximos do vulcão confirmaram a lava e notaram que os fluxos estavam sendo originados desde um conduto localizado sobre o flanco NE do vulcão. Uma pluma de vapor de pequena altura foi visível em imagens de satélites e registrada também por câmeras de vídeo posicionadas em Cold Bay. Vários pilotos de aeronaves observaram uma pluma de gases e cinzas se deslocando na direção norte a altitudes entre 2,0-2,5 km acima do nível do mar. O Código de Cores de Aviação foi elevado para laranja. Pequenos sinais de explosões foram detectados por um distante sensor de infrassons. No final da noite foi observada incandescência desde o cume do vulcão por câmeras de vídeo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

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