Erupções de Maio de 2018

Osorno, Chile

O Servicio Nacional de Geologia e Minería (SERNAGEOMIN-OVDAS) elevou em 8 de maio o nível de alerta de Osorno para Amarelo (o segundo menor nível em escala de quatro cores), devido a um aumento gradual do número e magnitude de eventos sísmicos registrados durante 1-30 de abril. Os terremotos foram concentrados no flanco NNW. O maior dos 294 eventos foi um terremoto de magnitude 3, localizado a 2 km a noroeste da cratera, a uma profundidade de 3,3 km.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sabancaya, Peru

O Observatorio Vulcanológico del Sur del IGP (OVS-IGP) e o Observatorio Vulcanológico del INGEMMET (OVI) informaram que a atividade explosiva no vulcão peruano Sabancaya aumentou em comparação com a semana anterior; as explosões ocorreram numa média de 25 por dia durante o período de 30 de abril a 6 de maio. O número de eventos de longo período e sinais sísmicos indicando emissões aumentou. Plumas de gás e cinza ascenderam até 2 km acima da borda da cratera e foram dispersas por 40 km nas direções N, NE e E. O sistema MIROVA detectou quatro anomalias térmicas e, em 6 de maio, o fluxo de dióxido de enxofre foi elevado, marcando 2.662 toneladas /dia. O relatório observou que o público não deve se aproximar da cratera dentro de um raio de 12 km.

O OVS-IGP e o OVI informaram que a atividade explosiva no vulcão Sabancaya no período de 14-20 maio foi comparável à semana anterior, com 30 explosões em média sendo registradas por dia. A sismicidade foi dominada por eventos de longo período e sinais indicando emissões. As plumas de gás e cinza atingiram até 1,9 km acima da borda da cratera e se dispersaram ans direções norte e noroeste. Foram detectadas nove anomalias térmicas e, em 19 de maio, o fluxo de gás de dióxido de enxofre foi elevado em 3.147 toneladas / dia. O relatório observou que o público não deve se aproximar da cratera dentro de um raio de 12 km.

A atividade explosiva no Sabancaya durante 21-27 de maio foi comparável à semana anterior; 35 explosões em média sendo registradas por dia. A sismicidade foi dominada por eventos de longo período e sinais indicando emissões. Plumas de gás e cinza atingiram até 3,3 km acima da borda da cratera e foram dispersas por 30 km nas direções NE, E e SE. Foram detectadas  nove anomalias térmicas e, em 24 de maio, o fluxo de gás de dióxido de enxofre foi alto, com 3.950 toneladas/dia. O relatório observou que o público não deve se aproximar da cratera dentro de um raio de 12 km.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Reventador, Equador

Durante os dias 9 e 15 de maio, o Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) relatou contínuos e elevados níveis de atividade eruptiva no vulcão Reventador. As emissões de vapor, gás e cinzas continuaram, com as plumas se deslocando nas direções norte e oeste. Nos dias 12 e 13 de maio, um pequeno fluxo de lava foi observado no flanco leste, a 700 m abaixo do cume.

De 23 a 28 de maio, o IG relatou um alto nível de atividade sísmica, incluindo explosões, terremotos de longo período, tremor harmônico e sinais indicando emissões no vulcão Reventador. As plumas de vapor, gás e cinzas ascenderam 1,5 km acima da borda da cratera e foram dispersas na direção noroeste em 23 de maio, e uma nuvem de gás, vapor de água e cinzas atingiu 300 m em 26 de maio; o tempo nublado evitou visões de emissões na maioria dos dias. Um fluxo de lava avançou 900 m no flanco nordeste. Em 27 de maio, blocos incandescentes foram observados rolando até 800 m pelos flancos em múltiplas direções. Uma pluma de cinzas atingiu 3 km acima da borda da cratera e rapidamente se dispersou na direção oeste, causando queda de cinzas em Papallacta (62 km sudoeste), San Antonio de Pichincha (90 km a oeste), Tabacundo (63 km ONO), Cayambe (57 km ONO), Puellaro (85 km ONO) e Puembo (80 km oeste).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (INSIVUMEH) informou que a partir das 14h00min, do dia 17 de maio, um lahar desceu pela drenagem Seca (Santa Teresa) no flanco oeste do vulcão Fuego. O lahar tinha 25 m de largura, 1 m de profundidade e transportava árvores e blocos de 1,5 m de diâmetro. Durante os dias 19-21 maio explosões ocorreram a uma taxa de 5-8 por hora, e geraram plumas de cinzas que atingiram quase 1 km e foram dispersas por 10-20 km nas direções sul, sudoeste e oeste. Algumas explosões foram acompanhadas por estrondos audíveis por mais de 30 km de distância, e ondas de choque fizeram vibrar estruturas em Morelia (9 km a sudoeste) e Panimaché (8 km a sudoeste). O material incandescente foi ejetado 200 a 300 m acima da borda da cratera e gerou avalanches de material dentro das drenagens Seca, Ceniza (SSO) e Las Lajas (SE) que atingiram áreas com vegetação. Cinzas caíram em áreas a favor do vento, incluindo Santa Sofía (12 km SO), Morelia, Panimaché I e II, e Finca Palo Verde. Um fluxo de lava de 700 a 800 m de comprimento estava ativo na drenagem de Ceniza.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Pacaya, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (INSIVUMEH) informou que durante os dias 1-2 de maio as explosões estrombolianas na cratera Mackenney de Pacaya expeliram material a até 50 m acima da borda da cratera. Um fluxo de lava avançou 500 m na direção noroeste. Incandescência noturna na cratera foi visível, e estrondos foram ouvidos em áreas dentro de 2-3 km de distância. A atividade aumentou em 4 de maio, com explosões ejetando tefra a até 80 m. O fluxo de lava continuou a avançar e em 6 de maio estava com 600 m de comprimento. As explosões estrombolianas ejetaram materiais a 15 m acima da borda da cratera e a incandescência noturna continuou presente.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Stromboli, Ilha de Stromboli, Itália

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo (INGV) relatou atividades típicas no vulcão  Stromboli entre os dias 7 a 13 de maio, com explosões de 2-4 horas de baixa intensidade a alturas de menos de 80 m acima da cratera, na área da cratera norte. Cinzas finas bem como lapilli e bombas foram ejetadas. Condutos na área da cratera do Sul-Central produziram entre 5 a 12 horas de explosões de baixa intensidade, alcançando também menos de 80 m de altura acima da cratera. Desgaseificação contínua também foi observada a partir desses condutos. No dia 13 de maio houve um aumento na frequência de explosões, com 16 eventos/hora. Nenhuma variação significativa foi relatada em parâmetros sismológicos, de deformação ou geoquímicos.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakurajima, Kyushu, Japão

O Japan Meteorological Agency (JMA) informou que ocorreram 57 explosões na cratera Minamidake do vulcão Sakurajima localizado no interior da Caldeira Aira durante o período de 1° a 28 de maio. Tefra foi ejetada a 1.300 m da cratera, e plumas ascenderam até 3,2 km acima da borda da cratera. O nível de alerta permaneceu em 3 (em uma escala de 5 níveis).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kirishimayama, Kyushu, Japão

O Japan Meteorological Agency (JMA) relatou que ocorreu uma erupção entre 14h44min e 16h10min de 14 de maio no vulcão Shinmoedake (pico Shinmoe), um estratovulcão do grupo do Kirishimayama. A pluma ascendeu 4,5 km acima da cratera e se dispersou na direção sudeste. Um fluxo piroclástico se deslocou por 2 km pelo flanco da montanha. As taxas de terremotos vulcânicos sob a cratera aumentaram após a erupção. Terremotos superficiais de baixa frequência e tremores também foram relatados. O nível de alerta permaneceu em 3 (em uma escala de 1 a 5).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Merapi, Ilha de Java, Indonésia

O Pusat Vulkanologi dan Mitigasi Bencana Geologi (PVMBG) reportou que uma erupção explosiva ocorreu às 07h40min de 11 de maio. A erupção começou com um pequeno rugido e vibrações que foram sentidas no posto de observação por 10 minutos. A pluma de erupção ascendeu a 5,5 km acima do pico. Não houve precursor sísmico e nenhuma atividade sísmica continuou após o evento. O PVMBG não alterou o nível de alerta de verde; Eles interpretaram o evento como uma pequena erupção desencadeada pelo acúmulo de gases vulcânicos que provavelmente não seriam seguidos por novas erupções.

Entretanto, o mesmo PVMBG informou que uma erupção freática no Merapi começou à 01h25min de 21 de maio e durou 19 minutos, gerando uma nuvem de cinzas que atingiu 700 m acima da cratera e se dispersou para oeste. Outra erupção freática de seis minutos de duração começou às 9h38min e produziu uma pluma de cinzas que ascendeu 1,2 km acima da cratera. Queda de cinzas de ambos os eventos foi relatada em áreas de 15 km a favor do vento. Um terceiro evento, detectado em 17h50min, durou três minutos e produziu uma pluma de altura desconhecida. Após os eventos, um terremoto vulcano-tectônico e um evento de tremor foram registrados. A sismicidade, juntamente com o aumento dos eventos freáticos, levou o PVMBG a elevar o nível de alerta para 2 (em uma escala de 1 a 4).

O PVMBG relatou outra erupção freática de dois minutos de duração ocorreu no vulcão Merapi, começando às 13h49min de 23 de maio, sendo ouvida no posto de observação de Babadan. A pluma não foi visível devido ao mau tempo, apesar de que pequena queda de cinzas foi relatada no posto de Ngepos. Em 24 de maio, um evento as 02h56min gerou uma nuvem de cinzas que atingiu 6 km acima da borda da cratera e se dispersou na direção oeste. Estrondos e rugidos foram ouvidos em todos os postos de observação de Merapi. Um evento de dois minutos às 10h48min produziu uma pluma de cinzas que ascendeu 1,5 km e foi dispersa na direção oeste. O nível de alerta permaneceu em 2 (em uma escala de 1-4), e PVMBG observou que todas as pessoas dentro de 3 km da cúpula devem ser evacuadas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) relatou no dia 2 de maio que a intrusão de magma continuou na zona inferior do rifte leste do vulcão Kilauea (ERZ), com deformação e freqüentes terremotos (muitos foram sentidos pelos moradores). Pequenas rachaduras se formaram em algumas das estradas e nas adjacências da área de “Leilani Estates”. A sismicidade na cratera Pu’u ‘O’o permaneceu elevada após os colapsos do assoalho da cratera, que começaram em 30 de abril. Plumas de cinzas de curta duração ascenderam periodicamente da cratera. Os fluxos de lava na região de “pulama pali” perto da subdivisão de Royal Gardens estavam se movendo lentamente. A deflação na cúpula do vulcão Kilauea acelerou por volta do meio-dia, acompanhada por uma queda no nível do lago de lava.

Em 3 de maio, a intensidade da sismicidade na ERZ diminuiu ligeiramente, e a migração de hipocentros para o leste diminuiu ou cessou, embora a deformação tenha continuado. Na região do cume do vulcão Kilauea, o nível de lava na cratera Overlook caiu mais de 30 m, embora os respingos de lava (spattering) no lago continuassem. Às 10h30min, tremores de terra desde um terremoto de 5 graus de magnitude na área de Pu’u’O’o provocaram quedas de rochas e possivelmente um colapso do piso da cratera; uma pluma de cinzas ergueu-se da cratera e foi dispersa na direção sudoeste. Mais rachaduras no solo se formaram naquela tarde na parte leste da área de “Leilani Estates”, enquanto emanações quentes de coloração branco e azul ascendiam das fendas. Entre as 17h00min e às 18h30min, respingos de lava (lava spatter) e explosões de gás começaram a irromper das fissuras de 150 m de comprimento. Os fluxos de lava se espalharam por menos de 10 m de distância, e forte cheiro de dióxido de enxofre foi notado. O lago de lava na Cratera Overlook subsidiu mais 37 m.

Na manhã de 4 de maio, três fissuras estavam ativas; a fissura 2 abriu a 01h00min e a fissura 3 foi aberta por volta das 06h00min. Respingos de lava foram ejetados até 30 m de altura e os fluxos de lava se deslocaram por curtas distâncias. Explosões de grandes bolhas de lava ocorreram na fissura 3. Plumas de cinzas originadas pelos colapsos intermitentes na Cratera Pu’u ‘O’o continuaram a ascender acima da cratera, e o fluxo de lava denominado 61 G não estava mais sendo alimentado. Um terremoto de 6,9 graus de magnitude ocorreu às 12h33min, centrado no flanco sul da cratera. As fissuras 4 e 5 abriram as 10h39min e 12h00min, respectivamente, e as 16h00min haviam seis fissuras, cada uma com centenas de metros de comprimento. A sexta fissura estava no limite leste da subdivisão. A Hawaii Emergency Management Agency afirmou que várias agências estavam ajudando com a evacuação obrigatória de residentes (cerca de 1.700) nas subdivisões Leilani Estates e Lanipuna Gardens. Uma restrição temporária de voo foi declarada para a maioria da Puna inferior. O relatório ressaltou elevada e perigosa concentração de dióxido de enxofre.

Com base nos dados do satélite InSAR, o piso da caldeira Halema’uma’u desceu cerca de 10 cm entre 23 de abril e 5 de maio. Correspondendo a essa tendência deflacionária, o lago de lava na cratera Overlook caiu para cerca de 128 m abaixo da borda da cratera desde 30 de abril. A sismicidade na cúpula do vulcão Kilauea aumentou entre os dias 4 e 5 de maio, coincidente com o terremoto de  6,9 graus de magnitude; cerca de 152 eventos sísmicos (M 2-3) foram registrados. Quedas de rochas das paredes internas da cratera produziram plumas de cinzas que ascenderam acima da borda da cratera Halema’uma’u em 5 de maio. Na Zona de Rifte Leste novas fendas no solo na autoestrada 130 abriram em 5 de maio, e formaram a sétima fissura. No meio da tarde, a fissura 7 parou de erupcionar, e a 8ª fissura se abriu as 20h44min, próximo das fissuras 2 e 7. As fontes de lava da fissura 8 ascenderam até 70 me em outras áreas chegaram a 100 m. Um fluxo de lava da fissura 7 percorreu 260 m na direção NE. O lago de lava na Cratera Overlook continuou a cair.

A erupção de uma ou duas fissuras foi contínua durante os dias 5-7 de maio, e lava do tipo ‘a’a fluiu da fissura 8 e avançou 900 metros na direção NNE por volta das 10h00min no dia 6 de maio. O HVO alertou que a baixa qualidade do ar proveniente das emissões de gás de dióxido de enxofre e a fumaça das queimadas de asfalto e das casas era uma preocupação de saúde. As fortes emissões de gases ascenderam das fissuras durante os dias 6-7 de maio, embora o extravasamento de lava tenha sido mínimo durante a noite. Novas rachaduras cruzaram a estrada 130 a oeste do local da erupção, e algumas outras se alargaram. O nível do lago de lava continuou a cair, e em 7 de maio estava 220 m abaixo da borda da cratera Halema’uma’u. Duas novas fissuras surgiram em 7 de maio. A primeira (fissura 11) foi aberta por volta das 09h30min em uma área florestal ao sul de Leilani Estates, e ficou ativa por cerca de três horas. A segunda (fissura 12) abriu por volta de 12h20min entre as fissuras 10 e 11. Por volta de 15h15min, ambas as novas fissuras estavam ativas, e a extremidade oeste da fissura 10 era robustamente vaporizada. De acordo com uma reportagem, a lava cobriu uma área de cerca de 36.000 metros quadrados.

A efusão de lava durante a noite de 7 a 8 de maio foi mínima e, por volta de 07h00min de 8 de maio, a erupção da Zona de Rifte Leste havia sido interrompida. O sistema de fissuras tinha cerca de 4 km de comprimento e continuava a emitir gás fortemente. Plumas de cinzas geradas pela queda de rochas na cratera Overlook continuaram a produzir cinzas. Em 8 de maio, o Gabinete do Prefeito afirmou que 35 estruturas haviam sido destruídas e a lava as cobriu.

Em 9 de maio, a intermitente erupção de lava em Leilani Estates, na parte inferior da Zona de Rifte Leste (ERZ) do Kilauea, continuou. Na parte nordeste da área, a fissura 15 se estendia pela Poihiki Road, gerando um fluxo do tipo pahoehoe de cerca de 20 m de comprimento. Na cratera do cume, a descida constante do lago de lava na cratera de Overlook, dentro da cratera Halema`uma`u, aumentava o potencial de explosões de vapor se a coluna de lava caísse ao nível do lençol freático e permitisse a entrada de água no conduto. Nos dias 10 e 11 de maio, pouca nova atividade extrusiva foi notada nas fissuras da Zona de Rifte Leste, embora houvesse terremotos contínuos, deformação do solo e considerável descarga de gás. Inclinômetros registraram deflação em curso e o nível de lava da cratera Overlook continuou a cair.

A fissura 16 abriu às 06h45min do dia 12 de maio, perto do final da Hinalo Road. Foi produzido um fluxo de lava que se deslocou po cerca de 230 m antes de parar por volta de 14h30min. Uma área que estava ativamente vaporizada desenvolveu a fissura 17, relatada as 18h00min a leste da fissura 16, e estava ativamente emitindo respingos de lava (spattering) e gás. Na cúpula do vulcão Kilauea, quedas de rochas das paredes íngremes da cratera Overlook geraram pequenas nuvens intermitentes de vapor e cinzas ao longo do dia.

As erupções de lava continuaram no dia 13 de maio ao longo da porção inferior da Zona de Rifte Leste. Observações aéreas mostraram que uma nova extrusão começou no início da manhã, a cerca de 900 m NE do final da Rua Hinalo e a 900 m a sul da Rodovia 132, tendo várias centenas de metros de comprimento e ejetando respingos de lava (spattering) junto com um fluxo lento de lava. No final do dia, essa atividade da fissura 17 era dominada por chafarizes de lava, explosões que lançavam bombas de respingos de lava a 100 metros de altura, e vários lóbos de fluxo de lava avançando, geralmente em direção ao NE; a partir das 19h00min, um lobo de lava tinha 2 m de espessura e avançava aproximadamente paralelamente à Rodovia 132. Nuvens de vapor vigorosas e, ocasionalmente, pequenas quantidades de cinzas erguiam-se do do conduto de Overlook e dispersas a favor do vento na direção sudoeste. No final do dia, nuvens de cinzas ascenderam até 650 m acima da abertura do conduto. Vários terremotos fortes abalaram o prédio do Observatório do Vulcão Havaiano e a área ao redor durante a noite.

A atividade na manhã de 14 de maio na Zona de Rifte Leste foi dominada por chafarizes de lava, explosões de respingos de lava de mais de 30 m no ar e um fluxo de lava que avançou desde a extremidade NE da fissura 17. A partir de 06h30min, o fluxo tinha percorrido cerca de 1,6 km na direção leste-sudeste, paralelamente à zona do rifte. A fissura 18 estava fracamente ativa. A fissura 19, por volta de 08h00min, situada ao norte da Pohoiki Road, e a norte da Hinalo Street produziu um lento fluxo de lava. As emissões de gases vulcânicos permaneceram elevadas em toda a área a favor do vento. A inclinação deflacionária no cume continuou e a sismicidade permaneceu elevada.

Na manhã de 15 de maio, a atividade permaneceu concentrada na fissura 17. O fluxo de lava avançou cerca de 380 m desde as 14h30min em 14 de maio. Às 06h45, o fluxo era de quase 2,5 km de comprimento. No entanto, o avanço do fluxo diminuiu significativamente naquela tarde. Também de manhã, uma nova fissura (20) localizada perto da fissura 18 produziu duas pequenas “almofadas de lava”. A emissão de cinzas da cratera Overlook aumentou em comparação com os dias anteriores. Embora variando em intensidade, às vezes a pluma continha cinza suficiente para ser de cor cinza. Pulsos variáveis enviaram a nuvem a uma estimativa de 1-1,3 km acima do solo. A nuvem de cinzas foi dispersa geralmente nas direções oeste e sudoeste do cume e provocando a queda de cinzas no deserto de Ka’u. Em 15 de maio, o Código de Cores da Aviação foi aumentado de Laranja para Vermelho.

Em 16 de maio, o HVO relatou uma deflação contínua no cume do Kilauea, onde o lago de lava continuava a retroceder na Cratera Overlook; à tarde, o chão da caldeira caíra quase 1 m desde o início da drenagem do lago. A queda do piso acentuou as falhas ao redor da caldeira, causando terremotos tão fortes quanto 4,4 graus de magnitude. Funcionários do HVO e do Parque Nacional relataram frequentes tremores no terreno e danos a estradas e edifícios. Explosões freáticas ejetaram blocos de até 60 cm de diâmetro que foram encontrados no estacionamento do parque a algumas centenas de metros da Cratera Halema`uma`u. A altura das plumas de cinzas variou, mas geralmente não ascenderam mais de 1,2 km e foram dispersas na direção N. Lava continuou a ser erupcionada a partir de múltiplas aberturas no extremo NE do sistema de fissuras ativas na Zona Inferior do Rifte Leste. Lava da fissura 17 avançou cerca de 90 m. Fracos respingos de lava (spattering) surgiram da fissura 18 e a fissura 20 voltou a estar ativa.

Por volta de 04h15min, do dia 17 de maio, um evento explosivo (ou uma série de explosões) na Cratera Overlook gerou uma nuvem de cinzas que, de acordo com o Washington VAAC, atingiu até 9,1 km acima do nível do mar e se dispersou na direção NE. Cinzas caíram em áreas a favor do vento. A fissura 17 emitiu respingos de lava ativamente, embora o fluxo de lava quase tivesse parado. Fissuras 18, 19 e 20 foram reativadas, e uma nova fissura (21) foi aberta entre as fissuras 7 e 3. Uma depressão com 50-100 m de largura foi paralelamente às fissuras entre a autoestrada 130 e Lanipuna Gardens, na qual lava do tipo pahoehoe, originada nas fissuras 20 e 21, fluiu para dentro da estrutura. Neste mesmo dia, outra fissura (22) foi aberta logo abaixo da fissura 19.

Em 18 de maio, uma pluma robusta de gás e vapor ascendeu da Cratera Overlook, pontuada por várias emissões menores de cinzas. As 23h58min, uma explosão de curta duração gerou uma pluma de cinzas que atingiu até 3 km acima do nível do mar e se dispersou na direção sudoeste. Emissão de respingos de lava (spatering) continuou desde as fissuras 15, 17, 18, 20, 21 e 22, com fluxos de lava pahoehoe sendo expelidos pelasr fissuras 17, 18 e 20. Grandes fontes (ou chafarizes) de lava na fissura 17 ejetaram fragmentos até 100 m de altura. Lava fluiu desde a fissura 18 por quase 1 km na direção sudeste, e um fluxo de fissura 15 cruzou a rodovia Pohoiki. Um rápido fluxo de lava (275-365 m/hora) emergiu da fissura 20 e se deslocou na direção sudeste, através da mesma rodovia. As emissões de gases permaneceram elevadas nas áreas a favor do vento do sistema de fissuras; a qualidade do ar era ruim devido às emissões de gases, bem como a fumaça da queima da vegetação.

Pequenas emissões de cinzas da Cratera Overlook ocorreram intermitentemente em 19 de maio. A erupção de lava e fraturas no solo na área da subdivisão de Leilani Estates continuou. A Fissura 17 foi fracamente ativa após os chafarizes de lava no início do dia. As Fissuras 16-20 se fundiram em uma linha contínua de respingos e chafarizes de lava; os fluxos de lava deste complexo de fissura 20 fluíram a uma velocidade de 275 m/hora na direção sul. Dois dos fluxos se juntaram a menos de 1,6 km do oceano e continuaram a fluir na direção sul entre as estradas Pohoiki e Opihikao.

Durante 19-20 de maio, ocorreram duas erupções explosivas da Cratera Overlook e várias emissões menores de cinzas. Os fluxos de lava atingiram o oceano durante a noite (no final de 19 de maio) ao longo da costa sudeste. Em 20 de maio, respingos de lava foram ejetados das fissuras 6 e 17 e a fissura 20 produziu fluxos de lava significativos. Uma rachadura no chão se abriu sob o canal de lava E, desviando lava para vazios subterrâneos. Emissões de gases triplicaram como resultado das erupções volumosas da fissura 20. Foi possível observas duas entradas oceânicas ao longo de aproximadamente 1 km de costa.

No dia 21 de maio, uma pequena explosão na Cratera Overlook, à 00h55min, produziu uma nuvem de cinzas que atingiu cerca de 2 km acima do nível do mar e foi dispersa na direção sudoeste. Várias emissões menores ao longo do dia ejetaram cinzas abundantes. Plumas robustas de vapor e gás também subiam da cratera. As fontes de lava da fissura 22 alimentaram um fluxo de lava canalizado que entrou no oceano a norte do MacKenzie State Park. Respingos de lava ocorreram nas fissuras 6, 17 e 19. Pequenas emissões de cinzas da Cratera Overlook continuaram em 22 de maio. A lava continuou a entrar no oceano, embora à tarde apenas uma entrada estivesse ativa. A maior parte da atividade da Zona Inferior do Rifte Leste mudou para a parte intermediária do sistema de fissuras. O Código de Cores da Aviação permaneceu em Vermelho.

A erupção na Zona Inferior do Rifte do Leste do vulcão Kilauea e na Cratera Overlook dentro da Cratera Halema`uma`u continuou durante o período entre 23-29 de maio. Chafarizes e respingos  de lava ficaram concentrados na porção média do sistema de fissuras, alimentando os fluxos de lava que se espalhavam pelas subdivisões de Leilani Estates e Lanipuna Gardens, e também alcançavam o oceano.

Terremotos abaixo da cúpula e as emissões de cinzas da Cratera Overlook continuaram enquanto a área da cúpula sofria um rebaixamento e se ajustava à retirada do magma. As emissões de cinzas eram pequenas e frequentes, pontuadas por plumas maiores. A abertura da cratera Overlook continuou a se alargar na direção oeste e, em 25 de maio, a área do conduto estava com 36 hectares. As 12h44min, em 25 de maio, um terremoto de 4 graus de magnitude foi localizado na região da cúpula. Naquele mesmo dia, um novo conduto abriu na parte norte do piso da Cratera Halema`uma`u. Três explosões (as 00h42min, 01h44min e 05h00min) de 26 de maio geraram plumas de cinzas que ascenderam 3-3,3 km acima do nível do mar. Uma pequena explosão a 01h56min de 29 de maio formou uma nuvem de cinzas vertical que atingiu a 4,6 km acima do nível do mar e se dispersou na direção noroeste. A explosão foi sentida pelos moradores do vulcão e ejetou blocos incandescentes dentro da cratera Halema`uma`u. Em 28 de maio, um terremoto de 4.1 graus de magnitude ocorreu as 17h39min ao longo da zona de falha de Koa’e, S da caldeira.

Os chafarizes de lava da fissura 22 continuaram a formar um fluxo de lava canalizado que entrou no oceano a nordeste do Parque Estadual de MacKenzie, provocando explosões e gerando uma pluma de gás perigosa (uma mistura de vapor ácido condensado, gás de ácido clorídrico e minúsculos fragmentos de vidro vulcânico). Em 23 de maio, fontes de lava relativamente altas nas fissuras 6 e 13 alimentaram outro fluxo canalizado que criou uma segunda entrada oceânica. Observadores observaram que um lago soerguido (perched)/canal de lava estava 11 m acima do nível do solo, e que o gás metano foi visto durante a noite e queimou na cor azul nas rachaduras da estrada. Em 24 de maio, lava entrava no oceano em três pontos entre a baía de Pohoiki e o Parque Estadual de MacKenzie, embora no dia seguinte apenas dois estivessem ativos.

Durante a noite de 25 a 26 de maio, foram observados respingos vigorosos de lava desde um cone na Fissure 8, e várias emissões de gases ocorreram na Fissure 17. Na manhã de 26 de maio, em torno de 9,6 quilômetros quadrados haviam sido cobertos por lava. As fissuras 7 e 21 alimentaram um lago de lava soerguido (perched – empoleirado) e extravasaram fluxos na direção NE; as frentes de fluxo de lava se tornaram “a’a”. Um lago soerguido no lado oeste da Fissura 7 foi rompido, extravasando pequenos fluxos na direção oeste. Mais tarde naquele dia os fluxos viraram na direção sul e ao anoitecer estavam caindo na cratera de Pawaii, adjacente à margem oeste do fluxo da Fissura 6 que alimentou um das entradas oceânicas. A lava da Fissure 21 fluiu para a propriedade Puna Geothermal Venture (PGV).

Durante os dias 26 e 27 de maio, a atividade na Fissure 7 aumentou; fontes de lava de 45 a 60 m de altura construiram uma grande muralha de respingos de lava de 30 m de altura. Grandes fendas foram observadas durante a noite na Rua Kupono, perto da Fissura 9. Três aberturas ativas na Fissura 8 emitiram respingos de lava e dobraram de tamanho em um dia. No dia 27 de maio, a lava flui das fissuras 7 e 8 avançaando na direção nordeste NE; por volta das 19h00min, um fluxo extravasou nessa área e avançou rapidamente nas direções norte e oeste, através da porção leste de Leilani Estates, levando a evacuação de vários moradores. Três pequenas entradas oceânicas estavam novamente ativas. Fissura 24 foi aberta em Leilani Estates.

Em 28 de maio, as aberturas que alimentavam as entradas oceânicas pararam de entrar em erupção, levando apenas a lava residual no canal a ocasionalmente entrar no oceano. Durante 28-29 de maio, fontes, fluxos de lava e respingos de várias fissuras persistiram. O cabelo de Pele de uma vigorosa fonte (60 m de altura) na fissura 8 foi a favor do vento, com alguns fios caindo em Pahoa. De acordo com uma reportagem, a erupção da Zona Inferior do Rifte Leste destruiu pelo menos 94 estruturas, incluindo 53 casas, até 29 de maio. Os fluxos também cortaram o acesso rodoviário ao PGV, que havia sido evacuado.

Fotografias e vídeos da erupção podem ser encontrados em

https://volcanoes.usgs.gov/volcanoes/kilauea/kilauea_multimedia_15.html

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Piton de la Fournaise, Ilha de Reunião, Oceano Índico

O Observatoire Volcanologique du Piton de la Fournaise (OVPF) informou que a erupção no vulcão Piton de la Fournaise que começou em 27 de abril desde fissuras na Cratera de Rivals continuou até 8 de maio. Os respingos de lava (spattering) foram fracos no conduto mais elevado. Durante o trabalho de campo em 3 de maio, os cientistas observaram respingosde lava no conduto central. Extravasamentos de lava ocorreram frequentemente a partir de um tubo de lava bem desenvolvido originado no conduto central. Durante o período de 5 a 7 de maio, a atividade limitou-se principalmente ao tubo de lava, embora a frente de fluxo de lava não tivesse avançado significativamente. O conduto central estava completamente fechado em 6 de maio. A intensidade dos tremores diminuiu durante os dias anteriores, mas estabilizou em 8 de maio.

O OVPF informou que a erupção em Piton de la Fournaise continuou até 15 de maio. Reconhecimento de campo realizado no dia 10 de maio revelou que a atividade estava focada no cone principal, com alguma atividade de um segundo cone que estava ejetando material de 10-20 m de altura. Nos dois dias seguintes, a cratera do cone principal estreitou e as projeções de lava em ambos os cones tornaram-se raras. Fluxos de lava durante esse tempo eram muitas vezes confinados a tubos, com algum extravasamento na mudança de encosta abaixo de Piton de Bert, a cerca de 3 km do cone ativo. Incêndio da vegetação, resultado dos extravasamentos de lava, era visível e ao pé da encosta. Com base em dados de satélite, quando os fluxos de superfície eram visíveis, as taxas de emissão de lava foram estimadas em cerca de 1-2 metros cúbicos/segundo. A intensidade dos tremores sísmicos flutuou ao longo da semana, com um aumento acentuado entre as 05h00min e as 09h00min de 15 de maio.

Segundo o OVPF, a erupção do vulcão Piton de la Fournaise, que começou em 27 de abril desde fissuras na Cratera Rivals continuou até 22 de maio. O fluixo da lava ficou confinado principalmente aos tubos, embora os respingos de lava (spattering) fossem ejetados entre 20 a 30 metros acima do conduto mais elevado (e mais ativo) das três aberturas vulcânicas. A lava foi ejetada fracamente do conduto de menor elevação. As concentrações de CO2 na cúpula foram elevadas. Inflação do edifício vulcânico continuou a ser detectada. Os níveis de tremor aumentaram por volta de 15 de maio, mas começaram a diminuir gradualmente em 18 de maio. Os observadores observaram uma diminuição significativa na atividade em 19 de maio no ponto mais alto dos condutos, e em 22 de maio estava tranquilo; enquanto isso, o cone principal continuava a emitir respingos de lavas.

A erupção continuou até 29 de maio. Os níveis de tremor continuaram a diminuir ligeiramente, embora estivessem quase sempre estáveis em níveis baixos. Observações em 24 de maio indicaram que a lava estava principalmente confinada a tubos, embora uma pequena área de incandescência fosse visível na cratera principal.

Fotos da erupção podem ser encontradas em IMAZPRESS

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Klyuchveskoy, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que uma anomalia térmica sobre o vulcão Klyuchevskoy foi identificada em imagens de satélite durante os dias 13-14 de maio. Fortes explosões começaram as 03h15min de 15 de maio, e geraram plumas de cinzas que ascenderam até 10,5 km acima do nível do mar. As nuvens de cinzas permaneceram ao redor de Klyuchevskoy e dos vulcões circunvizinhos por cerca de oito horas antes de se dissiparem gradualmente. Incandescência noturna da área do cume e uma avalanche quente foram notadas. O código de cores da aviação foi aumentado para laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 

 


 

 

©2018 VULCANOtícias     -     Erupções | Vulcanologia | FotografiasFale Conosco

 

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?