Erupções de Março de 2010


Llaima, Chile
O Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN) informou que no dia 4 de março a sismicidade no vulcão Llaima aumentou. Durante um sobrevoo sobre a montanha naquele mesmo dia, os cientistas observaram emissões de gases e vapores desde a cratera principal. Imagens obtidas naquele dia foram comparadas com outras tomadas no dia 21 de fevereiro e não mostraram nenhuma variação significante na morfologia do vulcão. Entretanto, a razão de emissão de dióxido de enxofre aumentou. Os mesmos cientistas também observaram depósitos desde um grande evento de queda de rochas junto com fraturamento da geleira do cume da montanha, especialmente nos flancos norte e noroeste. Todas estas observações levaram o SERNAGEOMIN a elevar o Nível de Alerta para amarelo, estágio 4.
Posteriormente, o SENARGEOMIN reportou que a sismicidade no vulcão Llaima diminuiu no período entre 5-22 de março para níveis semelhantes aos detectados antes de 27 de fevereiro, dia do grande terremoto que abalou o Chile. Um significante número de terremotos que indicam movimento de fluídos dentro do vulcão continuou a ser registrado. Plumas de gases e vapores ascenderam 100 metros de altura desde suas fontes. O Nível de Alerta foi rebaixado para amarelo, estágio 3.
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tungurahua, Equador
O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) informou que uma pluma de cinzas desde o vulcão Tungurahua se elevou até uma altitude de 8,5 km acima do nível do mar no dia 2 de março. Houve queda de cinzas em áreas a sudoeste da montanha nos dias 3 e 4 de março. Atividade fumarólica na cratera foi observada nos dias 6, 8 e 12-15 de março. Chuvas provocaram a formação de lahars em diversas drenagens em torno do vulcão Tungurahua nos dias 9-11 de março. Plumas de gases e vapores foram ocasionalmente observadas no período entre 17-23 de março. Explosões foram detectadas pela rede sísmica e ouvidas em áreas próximas no dia 19 de março; a maior explosão gerou uma pluma de cinzas que se elevou a uma altitude de 9 km acima do nível do mar. Queda de cinzas foi reportada em Choglontús, a sudoeste da montanha. No dia 20 de março, pequenos lahars afetaram a rodovia Baños-Penipe. No dia 22 de março, queda de cinzas foi novamente reportada em áreas a sudoeste do vulcão.
FonteSmithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe
O Montserrat Volcano Observatory (MVO) informou que a atividade no domo de lava do vulcão caribenho Soufriere Hills foi baixa no período entre 26 de fevereiro-5 de março. Um enxame de sete relativamente grandes terremotos híbridos foi detectado no dia 4 de março. No final da manhã daquele dia, dois pequenos fluxos piroclásticos se deslocaram por Tar River valley e provocaram queda de cinzas em Salem e Olveston, 6-8 km a noroeste do vulcão.
Fortes chuvas durante os dias 5-12 de março provocaram vigorosa vaporização dos depósitos piroclásticos quentes originados pelo colapso parcial do domo de lava no dia 11 de fevereiro. Lahars se formaram em múltiplas drenagens em torno do vulcão. Fragmentos de lavas frias desprendidas do domo de lava nos dias 8 e 9 de março, devido as fortes chuvas, provocaram à formação de uma série de fluxos piroclásticos que se deslocaram por Gages Valley no dia 9 de março. Queda de cinzas destes fluxos foi notada na região nordeste da ilha.
Pequenas áreas incandescentes sobre o domo foram observadas no dia 14 de março. Ocasionais pequenos a moderados fluxos piroclásticos e queda de rochas ocorreram nas partes oeste e sul do domo no período de 12 a 26 de março. O maior dos fluxos piroclásticos ocorreu no dia 25 de março e percorreu 2 km por Spring Ghaut.
O Nível de Alerta permaneceu em 3 durante todo o mês de março.
Fonte: Montserrat Volcano Observatory e Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala
No dia 4 de março, o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) informou que explosões no complexo de domos de lava (Santiaguito) do vulcão Santa María produziram plumas de cinzas que se elevaram até altitudes entre 2,7-3,0 km acima do nível do mar. Houve queda de cinzas em áreas habitadas a favor do vento. No dia 29 de março, explosões produziram novas plumas de cinzas que se elevaram entre 3,0-3,3 km acima do nível do mar. Avalanches desde um fluxo de lava se deslocaram pelo flanco sudoeste. 

FonteSmithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Arenal, Guatemala
O Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) informou que durante o mês de março, a atividade originada desde a Cratera C do vulcão Arenal consistiu de emissões de gases, esporádicas explosões do tipo estrombolianas e ocasionais avalanches. Um fluxo de lava que surgiu na metade do mês de janeiro permaneceu ativo sobre o flanco sul. Chuva ácida e pequenas quantidades de material piroclástico ejetado afetaram os flancos NE, E e SE do vulcão. Avalanches de rochas desde a cratera e a partir da porção frontal dos fluxos de lava se deslocaram pelos flancos SW, S e SE, ocasionando o incêndio da vegetação. A Cratera D produziu somente atividade fumarólica.
FonteSmithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Stromboli, Itália
O Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia Sezione di Catania (INGV-CT) reportou fortes explosões no vulcão italiano Stromboli no dia 10 de março, principalmente desde crateras localizadas na parte norte da "crater terrace", uma área plana na parte superior de Sciara del Fuoco (uma depressão que corta o flanco noroeste do vulcão Stromboli). Após uma das mais poderosas explosões, a lava fluiu sobre a margem noroeste da cratera do terraço, deslocando-se por dezenas de metros antes de se fragmentar e produzir pequenos deslizamentos de material quente, que provavelmente alcançaram o mar.
FonteSmithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Eyjafjallajökull, Islândia
Uma erupção fissural começou no vulcão Eyjafjallajökull no final da noite de 20 de março. Durante as 3 semanas anteriores foram notadas elevadas razões de deformação do edifício vulcânico e aumento na atividade sísmica; terremotos foram localizados entre 7 e 10 km abaixo da superfície. Durante 19-20 de março os terremotos migraram para leste e tornaram-se mais rasos, a profundidades de 4-7 km. Às 22h e 30min do dia 20 de março, a sismicidade aumentou levemente e, dentro das próximas duas horas, diversos informes de uma erupção em andamento foram recebidos.
As primeiras informações descreviam incandescência refletida desde uma nuvem acima da área de erupção, uma passagem livre de gelo de 2 km de largura entre os vulcões Eyjafjallajökull e Katla. Fontes de lava, vistas a partir de aviões no dia 21 de março, foram formadas desde uma fissura de direção NE-SW e com 500 metros de comprimento sobre o flanco nordeste do vulcão Eyjafjallajökull e a uma altitude de aproximadamente 1.000 metros de altura acima do nível do mar. A lava fluiu por uma  distância curta desde a fissura e uma pequena pluma se elevou até 1 km de altura e se deslocou para oeste. Queda de tefra foi pequena ou insignificante. Segundo reportagens de jornais, voos foram deslocados, atrasados ou cancelados. Algumas rodovias locais foram fechadas e em torno de 500 pessoas foram evacuadas de áreas próximas ao vulcão. Uma explosão de vapor no dia 22 de março gerou uma pluma que ascendeu até uma altitude de 8 km acima do nível do mar. A lava fluiu para sul desde a fissura dentro de um canyon gerando uma coluna de vapor devido a interação da lava com a neve e gelo. A erupção continuou nos dias 23-24 de março.
De acordo com novas reportagens de jornais, a erupção fissural continuou durante o período entre 24-30 de março. No dia 24 de março, explosões de vapores foram observadas. Um cientista local descreveu quatro ou cinco crateras ativas e uma cascata de lava basáltica de 200 metros de altura caindo para dentro do canyon Hrunagil. Dois dias depois, informações indicavam que os fluxos de lava tinham mudado o curso e entraram no canyon Hvannárgil através de uma cascata com 100 metros de altura. Durante um sobrevoo de helicóptero no dia 28 de março, cientistas viram a lava fluindo pelos dois canyons e notaram poucos jatos de lava. No próximo anoitecer, um enxame de terremotos na região medindo entre 2-2,5 graus de magnitude foram detectados. Um geofísico notou que a sismicidade foi gradualmente diminuindo. A lava cobriu uma área de 1 quilômetro quadrado.
FonteSmithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakurajima, Kyushu, Japão
Múltiplas explosões foram reportadas no vulcão Sakurajima nos dias 3, 5-6, 8-9, 10-16, 17-23 e 24-30 de março. Plumas de cinzas ocasionalmente se elevaram entre 1,5-3 km de altura acima do nível do mar.

Fonte
Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Klyuchevskoy, Kamchatka, Rússia
 
O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante o período entre 26 de fevereiro-29 de março a atividade sísmica no vulcão Klyuchevskoy esteve acima dos níveis normais e a lava continuou a fluir pelo flanco noroeste da montanha. No dia 4 de março um novo fluxo de lava começou a se deslocar pelos flancos sul e nordeste. Atividade explosiva estromboliana periodicamente ejetou material vulcânico entre 100-300 metros acima da cratera e explosões freáticas ocorreram ocasionalmente na porção frontal do fluxo de lava. Plumas de vapores e gases se elevaram em vários dias, alcançando até 6,8 km acima do nível do mar. Imagens de satélite também revelaram uma grande anomalia termal no vulcão.
 
O Nível do Código Aéreo de Cores permaneceu no período em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Shiveluch, Kamchatka, Rússia

Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que durante o período entre 26 de fevereiro-29 de março a sismicidade esteve acima dos níveis normais para o vulcão Shiveluch, possivelmente indicando a formação de plumas de cinzas com até 6,4 km de altura acima do nível do mar. No dia 22 de março, sinais sísmicos detectaram uma explosão que pode ter produzido uma pluma de cinzas com até 7 km de altura acima do nível do mar. Avalanches quentes foram observadas em algumas noites no período entre 12-29 de março. Plumas de gases e vapores, algumas vezes contendo cinzas, foram vistas diariamente no período entre 5-12, 13, 15 e 16 de março e  atingiram até 3,5 km de altura acima do nível do mar. Uma pluma de cinzas atingiu uma altitude  de 5,5 km acima do nível do mar no dia 10 de março. Imagens de satélites identificaram no período uma grande anomalia termal diária sobre o domo de lava do vulcão. No dia 3 de março, uma segunda anomalia termal foi notada sobre o flanco sul.
 
O Nível do Código Aéreo de Cores permaneceu no período em laranja.
 
FonteSmithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Karymsky, Kamchatka, Rússia
 
Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que a atividade sísmica no vulcão Karymsky aumentou no dia 25 de março. Dois dias depois, uma intensa anomalia termal sobre o vulcão foi observada em imagem de satélite. Durante os dias 28-29 de março, plumas de cinzas foram vistas na área do vulcão. O Nível do Código Aéreo de Cores foi elevado para laranja.
 
 

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