Erupções de Março de 2012


Puyehua-Cordón Caulle, Chile

O Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN) informou que a erupção na zona de rifte Cordón Caulle, parte do complexo vulcânico Puyehue-Cordón Caulle, continuou no período entre 6-13 de março, mas com pequena intensidade. Plumas ascenderam entre 0,3-1,2 km acima da cratera e se deslocaram entre 30-50 km nas direções nordeste, leste e sudoeste. Incandescência foi observada na cratera durante os dias 5-8 e 10-13 de março.

No período entre 13-20 de março a situação continuou parecida com o período anterior. Plumas ascenderam entre 0,4-1,2 km acima da cratera e se deslocaram por distâncias entre 17-30 km nas direções leste-norte. Incandescência foi observada durante os dias 13-14 e 16-20 de março. O Nível de Alerta se manteve em vermelho.

Segundo o SENARGEOMIN as plumas de cinzas durante o período entre 20-27 de março não ascenderam mais do que 1 km acima da cratera. O Nível de Alerta foi diminuído para laranja no dia 23 de março. Incandescência foi observada na cratera durante os dias 23-27 de março.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Villarrica, Chile

O Projecto Observación Visual Volcán Villarrica (POVI) informou que foram observadas duas pequenas emissões de cinzas no dia 7 de março no vulcão Villarrica. Incandescência na cratera foi observada desde a cidade de Pucon durante os dias 7-8 de março.

Segundo o POVI, respingos de lavas foram visíveis no lago de lava do vulcão Villarrica durante os dias 7-9 de março. Quatro pequenas emissões de cinzas foram observadas durante os dias 13-14 de março.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tungurahua, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) relatou que no dia 3 de março a sismicidade no vulcão Tungurahua aumentou. Plumas de cinzas alcançaram 3 km acima da cratera e se deslocaram nas direções sul e sudoeste. Explosões ejetaram blocos que rolaram pelos flancos do vulcão. Duas das explosões geraram sons que lembraram "tiros de canhão" e fizeram vibrar as janelas. Ocorreu queda de cinzas em várias localidades. Foram observados depósitos quentes de pequenos fluxos piroclásticos em uma drenagem do vulcão. Plumas alcançaram 1 km acima da cratera no dia 5 de março e se dispersaram na direção oeste.

O IG reportou que no dia 7 de março uma pluma de cinzas e gases ascendeu 500 metros acima da cratera. Leve queda de cinzas foi reportada no povoado de Choglontus (13 km a sudoeste) no mesmo dia. Uma pluma de cinzas ascendeu 1 km acima da cratera foi reportada no dia 11 de março e lahars se formaram em algumas drenagens. No próximo dia, 12 de março, a sismicidade aumentou e uma pluma de cinzas ascendeu entre 2-3 km acima da cratera e se deslocou para oeste e sudoeste. Durante os dias 12-13 de março houve queda de cinzas nos povoados de Choglontus e Manzano (8 km a sudoeste).

No dia 19 de março, explosões foram detectadas pela rede sísmica. Durante breves períodos onde a cratera foi visível, observadores notaram incandescência na cratera e alguns blocos rolando 200 metros pelo flanco da montanha. Leve queda de cinzas foi reportada em alguns povoados no setor sudoeste do vulcão no dia 20 de março.

Segundo o IG, plumas de vapores ascenderam entre 0,5-4 km de altura acima da cratera no período entre 21-25 de março e foram dispersas em múltiplas direções. No dia 21 de março, foi observada incandescência na cratera e sons semelhantes a rugidos foram ouvidos. No próximo dia, plumas de cinzas e vapores ascenderam a pequenas altitudes, e queda de cinzas foi reportada durante os dias 22-23 de março. Fortes chuvas durante os dias 24-25 de março geraram lahars e inundações. A atividade aumentou no dia 26 de março. Sons de rugidos foram ouvidos em múltiplos setores. Uma pluma de cinzas ascendeu a 3 km acima da cratera e foram dispersas na direção nordeste. Queda de cinzas foi reportada em diversas localidades.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Nevado del Ruiz, Colômbia

O Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS) reportou um aumento significativo na sismicidade do vulcão Nevado del Ruiz durante os dias 5-11 de março. No dia 8 de março, cientistas observaram que uma pluma de gas originada em múltiplas fontes de emissões ascendeu a 1,4 km de altura acima da cratera Arenas. Depósitos de cinzas foram identificados sobre a geleira do cume, próximo da margem da cratera e sobre o flanco leste, provavelmente originados em uma explosão que ocorreu no dia 22 de fevereiro. Uma pequena explosão foi detectada pela rede sísmica no final do dia 8 de março, produzindo uma emissão de cinzas que foi registrada por câmeras de vídeo. Um aumento nas emissões de dióxido de enxofre também foi detectado. Depósitos de cinzas também foram identificados na cabeceira do rio Gualí, a sudoeste da cratera Arenas.

Segundo o INGEOMINAS, durante o período entre 12-18 de março a sismicidade no vulcão Nevado del Ruiz diminuiu, mas as emissões de gases permaneceram em níveis elevados. Plumas de gases ascenderam 2 km acima da cratera e cheiro de dióxido de enxofre foram reportados por moradores locais. O Nível de Alerta permanece em amarelo III (variações no comportamento da atividade vulcânica).

O INGEOMINAS informou que a sismicidade no vulcão Nevado del Ruiz aumentou significativamente durante o período entre 24-31 de março. Terremotos indicando faturamento de rochas ocorreram a oeste da Cratera Arenas, exibindo um padrão observado antes das erupções de 1985 e 1989, ainda que menos energéticos. No dia 29 de março, mais de 135 terremotos foram detectados a sul da Cratera Arenas, a uma profundidade de 4 km, por um período de tempo de 25 minutos. No dia 31 de março, terremotos indicando faturamento de rochas e movimentação de fluídos dentro do edifício vulcânico aumentaram marcantemente. O Nível de Alerta foi elevado para II (laranja; indicando que uma erupção é provável dentro de alguns dias ou semanas).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

O Montserrat Volcano Observatoy (MVO) reportou que no dia 9 de março, às 17h e 20min, um pequeno fluxo piroclástico formado no domo de lava da cúpula do vulcão Soufriere Hills se deslocou por 1,75 km por Spring Ghaut e produziu uma pequena nuvem de cinzas que ascendeu 1,2 km de altura. O Nível de Alerta permanece em 2.

O MVO reportou que durante o período entre 16-23 de março a atividade no domo de lava do vulcão Soufriere Hills foi pequena, mas a sismicidade aumentou. Dois enxames de terremotos vulcano-tectônicos ocorreram; o primeiro no dia 22 de março (49 eventos) e o segundo no dia 23 de março (54 eventos). Terremotos do segundo evento foram marcadamente maiores do que os do primeiro. Seguindo aos terremotos, algumas variações foram observadas no vulcão no dia 23 de março; a atividade fumarólica aumentou e uma nova fumarola apareceu na face noroeste do domo de lava atrás de Gages Mountain. Além disso, um conduto produzindo emissões de vapores pulsatórios com uma pequena quantidade de cinzas foi formado na cicatriz de colapso de fevereiro de 2010. Plumas de cinzas ascenderam 1,8 km acima do nível do mar e ocorreu pequena queda de cinzas sobre o flanco oeste do vulcão. Sons semelhantes a rugidos associados com emissão de gases foram ouvidos intermitentemente desde o MVO, localizado a 5,75 km a noroeste do vulcão. No dia 26 de março, o MVO notou que a atividade retornou a um nível semelhante aos observados antes de 23 de março.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que durante os dias 1-2 de março explosões desde o vulcão Fuego produziram plumas de cinzas que ascenderam 600 metros acima da cratera e se deslocaram por 15 nas direções oeste e sudoeste. Queda de cinzas foi reportada em várias localidades. Algumas explosões produziram sons de estrondos e de emissão de gases. Um fluxo de lava com 300 metros de comprimento desceu o flanco sudoeste e produziu avalanches de blocos que alcançaram áreas vegetadas. No dia 4 de março o número de explosões aumentou para 4 a 5 por hora. Explosões geraram plumas de cinzas que ascenderam 600 metros acima da cratera e se deslocaram por 12 km na direção sul-sudoeste. Sons de estrondos foram ouvidos a 7 km de distância.
 
Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que durante os dias 1-2 de março explosões desde o complexo de domos de lava do vulcão Santa María geraram plumas de cinzas que ascenderam 800 metros acima da cratera e se deslocaram 20 km nas direções oeste e sudoeste. Avalanches de blocos desceram o flanco sudoeste e fluxos de lavas foram ativos sobre os flancos sul, sudoeste e nordeste. Uma pluma de cinzas no dia 5 de março ascendeu até uma altitude de 4,6 km acima do nível do mar.

O INSIVUMEH anunciou que nos dias 8-9 e 11-12 de março explosões no complexo de domos de lava geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 800-1000 metros acima da cratera e se deslocaram por até 20 km nas direções sul, sudoeste e oeste. Queda de cinzas foi reportada em várias comunidades. Fluxos de lavas continuaram a produzir avalanches de blocos sobre os flancos da montanha vulcânica.

Segundo o INSIVUMEH, durante os dias 25-27 de março explosões geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 800-900 metros acima da cratera e foram dispersas em múltiplas direções. Fluxos de lavas continuaram a produzir avalanches que desceram pelos flancos do vulcão. Queda de cinzas foi reportada em diversas localidades. No dia 26 de março, uma explosão foi seguida por um fluxo piroclástico que se deslocou pelo flanco oeste do Cone Caliente.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Popocatépetl, México

O Centro Nacional de Prevencion de Desastres (CENAPRED) reportou que durante os dias 1-6 de março emissões de gases e vapores ascenderam desde o vulcão Popocatépetl. Emissões continham pequenas quantidades de cinzas no dia 1 de março e incandescência na cratera foram observadas à noite. Incandescência ascendeu 200-300 metros acima da cratera durante a noite de 2 março.

O CENAPRED informou que emissões de gases e vapores, ocasionalmente contendo pequenas quantidades de cinzas, e incandescência na cratera foram observados no período entre 14-20 e 28-30 de março. Incandescência foi observada na cratera durante a noite de 31 de março.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sicília, Itália

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo reportou que o terceiro episódio de fontes de lava desde a Nova Cratera Sudeste do vulcão Etna ocorreu na manhã de 4 de março e foi mais explosivo do que o episódio precedente. O começo da erupção foi caracterizado por um rápido aumento na amplitude dos tremores sísmicos coincidente com explosões Estrombolianas que aumentaram em intensidade e frequência. Logo após às 8h 00min a lava extravasou a margem sudeste da cratera e alcançou a base sudeste da cone em 15 minutos, então avançou na direção da margem oeste do Valle del Bove. A atividade explosiva variou para fontes de lavas contínuas e uma pluma eruptiva desenvolveu-se por volta das 8h e 30min. Grandes piroclastos caíram sobre o flanco íngreme do cone, provocando avalanches.

Por volta das 8h e 50min, pequenos fluxos piroclásticos gerados pelo colapso parcial da coluna eruptiva desceram principalmente pelo flanco nordeste, e em algumas ocasiões o flanco sul. Um fluxo de lava foi emitido sobre o flanco sudoeste novo conduto eruptivo e se deslocou pelo espaço entre o antigo e o novo cone sudeste. A lava interagiu com a neve, provocando fortes explosões e pequenos fluxos piroclásticos. Estas explosões freáticas geraram jatos de vapores e arremessaram fragmentos de rochas a distância de algumas dezenas de metros. A atividade gerou um lahar que se deslocou na direção da estação de monitoramento "Belvedere", localizada sobre a margem oeste do Valle del Bove, e passou a algumas dezenas de metros a norte dos instrumentos de monitoramento.

Um fluxo de lava também foi emitido desde uma fissura eruptiva localizada sobre o flanco norte do cone e desceu algumas centenas de metros na direção nordeste, circundando a base norte do cone. Após descer o talude oeste de Valle del Bove, o fluxo se separou em vários braços sobre o terreno mais suave. Estes braços excederam em comprimento àqueles do dia 9 de fevereiro, alcançando um total de distância de 3,5 km desde a cratera. Logo após às 10h e 00min, a atividade começou a diminuir. A fonte de lava cessou por volta das 10h e 32min, duas horas após o começo da fase paroxismal. O fluxo de lava emitido desde a fissura sobre o flanco sudoeste do cone continuou a avançar por algumas horas após o término da atividade.

A coluna eruptiva ascendeu alguns quilômetros acima do cume do Etna. Cinzas e lapili foram carregadas por ventos na direção nordeste, afetando algumas áreas. Novamente o cone piroclástico da Nova Cratera Sudeste cresceram em altura, principalmente na sua margem norte.

Na manhã de 18 de março, após um intervalo de calmaria de exatamente duas semanas após o episódio de 4 março, a Nova Cratera Sudeste do vulcão Etna foi o sítio de um outro episódio eruptivo. Este foi o vigésimo segundo episódio na atual série de erupções que começou em janeiro de 2011. Como nos episódios anteriores, este também foi caracterizado por altas fontes de lavas, uma coluna de tefra de vários quilômetros de altura que levou a queda de cinzas no setor leste do vulcão, e fluxos de lavas que se deslocaram na direção do Valle del Bove, mostrando localmente violenta interação explosiva com a neve sobre o terreno.

O primeiro indicador de um iminente despertar da Nova Cratera Sudeste ocorreu na manhã de 16 de março, quando a cratera emitiu fortes sons, semelhantes a rugidos, provocados emissão de gases em alta pressão, mas nenhum fenômeno visível foi notado. No próximo dia, a Nova Cratera Sudeste emitiu repetidos sopros de vapores com pequenas quantidades de cinzas; fraca incandescência foi emanada da cratera após o anoitecer. Durante as primeiras horas de 18 de março, a incandescência se tornou mais intensa, evidenciando atividade explosiva Estromboliana no fundo da cratera. Esta atividade se intensificou gradualmente e a amplitude dos tremores vulcânicos aumentou rapidamente também.

A atividade Estromboliana se intensificou progressivamente nas horas seguintes, e logo após as 6h e 00min, a lava começou a extravasar lentamente na margem sudeste da cratera. Por volta das 7h e 25min, o conteúdo de cinzas na pluma de gases aumentou, ao passo que fontes de lavas ascendiam a 100 metros de altura no conduto sobre o fundo da cratera. Logo após às 8h e 00min, dois condutos estavam ativos dentro da cratera. Um terceiro jato de lava fluída foi emitido desde um conduto localizado na margem sudeste da cratera, seguindo a direção de fissura que foi repetidamente ativa durante muitos dos eventos eruptivos entre agosto de 2011 e janeiro de 2012.

Durante o intervalo entre 8h e 00min e 8h e 15min, a atividade de fonte de lavas tornou essencialmente contínua nos três condutos. A intensa queda de material piroclástico de granulometria grossa sobre os flancos norte e nordeste do cone gerou avalanches e nuvens de rochas e pó que desceram até a base do cone. A coluna eruptiva rapidamente ascendeu a uma altura entre 4-5 km acima do cume do vulcão (7-8 km acima do nível do mar) por volta das 9h e 00min, e então se dispersou na direção leste pelos ventos. Fragmentos vulcânicos de tamanho cinza e lapili caíram em alguns povoados.

O principal fluxo de lava seguiu o mesmo dos fluxos emitidos durante os episódios anteriores, descendo o íngreme vale oeste de Valle del Bove. Os fluxos de lava invadiram áreas cobertas com neve espessa e a interação entre a lava e a neve levou ao derretimento da neve, gerando pequenos lahars e fortes explosões que produziram nuvens de cinzas e vapores que se deslocaram rente ao solo, lembrando fluxos piroclásticos, que repetidamente desceram sobre o fundo do Valle del Bove. As nuves de cinzas e vapores geradas por estas explosões ascenderam entre 1-1,5 km acima do fundo do Valle del Bove. Este fenômeno continuou intermitentemente por algum tempo após o término dos eventos de fontes de lavas e emissões de cinzas (às 10h e 10min, após ter rapidamente diminuído em intensidade a partir das 9h e 40min), até por volta das 10h e 30min.

O fluxo de lava emitido na margem sudeste do cone permaneceu ativo por algumas horas após o término da atividade paroxismal, avançado lentamente pela parte superior do Valle del Bove, alcançando uma distância de 4 km desde a fonte. Um pequeno fluxo foi também emitido desde uma fratura sobre o flanco norte do cone.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia – Sezione di Catania


Hierro, Ilhas Canárias, Espanha

O Instituto Geográfico Nacional (IGN) reportou que durante os dias 29 de fevereiro-6 de março a amplitude sísmica detectada pelas estações sísmica permaneceram em níveis muito baixos. Não foi observado nem descoloração da água nem atividade superficial sobre a área de emissão. No dia 5 de março, o Comitê Científico informou que a erupção submarina tinha terminado, mas os processos vulcânicos que começaram na metade do mês de julho de 2011 ainda não cessaram. O governo das Ilhas Canárias diminuiu o Nível de Alerta Vulcânico de vermelho para amarelo, mantendo uma zona de exclusão maritima em torno da área de emissão. Trinta e quatro eventos sísmicos foram localizados, a maior parte deles na parte central da ilha, estendendo-se costa afora na direção sul. Profundidades dos hipocentros variaram entre 7 e 24 km e as magnitudes foram entre 0,1-2,1 (vinte e oito eventos de magnitudes iguais ou maiores do que 1). Um desses eventos foi sentido pelos residentes.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) reportou que durante o período entre 29 de fevereiro-6 de março o lago de lava circulou e peridiocamente ascendeu e retrocedeu no conduto dentro da Cratera Halema’uma’u no cume do vulcão Kilauea. Os fluxos de lavas continuaram a avançar, alcançando mais de 7,5 km a sudeste do cone Pu’u ‘O’o, localizado na região do rifte do vulcão Kilauea. Fluxos de lavas ativos foram também visíveis na região de pali, a sudeste do cone Pu’u ‘O’o. Incandescência foi visível nas margens nordeste e sudeste do assoalho da cratera do cone Pu’u ‘O’o e na parte superior do sistema de tubo de lava sobre o flanco leste. Segundo informações de jornais, a última casa na região de Royal Gardens foi destruída por um fluxo de lava no dia 2 de março.

Durante os períodos entre 7-13, 14-20 e 21-27 de março, o HVO reportou que o lago de lava ascendeu e retrocedeu periodicamente no conduto localizado dentro da Cratera Halema’uma’u. No cone/cratera Pu’u ‘O’o, foi observado incandescência em uma pequena cavidade na margem nordeste e num pequeno cone de respingos na margem sudeste. Também foi notado incandescência na parte superior do sistema de tubo de lavas no flanco leste. Fluxos de lavas continuaram a avançar sobre a região de pali e na planície costeira. No dia 12 de março os fluxos de lavas estão a 9 km a sudeste do cone/cratera Pu’u ‘O’o e 2 km da costa.
 

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Ijen, Ilha de Java, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) elevou o Nível de Alerta para o vulcão Ijen de 2 para 3 (em uma escala que varia entre 1-4) no dia 12 de março por causa do aumento na sismicidade e observações visuais. No dia 10 de março, cientistas observaram algumas plantas danificadas em torno do lago da cratera e uma área com 10 metros de largura de água turbulenta sobre a superfície do lago.

O CVGHM reportou que a química da água do lago do vulcão Ijen variou durante o período entre 10 de janeiro-17 de março, exibindo um aumento significante em dióxido de carbono, especialmente após o dia 5 de fevereiro, e um aumento na acidez. A temperatura superficial da água aumentou de 28,8 graus Celsius no dia 3 de março para 45,1 graus Celsius no dia 17 de março. A temperatura da água do lago a uma profundidade de 5 metros também ascendeu de 42,7 graus Celsius no dia 3 de março para 44,7 graus Celsius no dia 17 de março. A sismicidade começou a aumentar no mês de março. O Nível de Alerta permanece em 3.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Lamongan, Ilha de Java, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) reportou que durante o período entre 1 de fevereiro-9 de março plumas difusas ascenderam a mais de 20 metros acima do vulcão. A sismicidade aumentou no dia 23 de fevereiro, então flutuou em intensidade até o dia 7 de março. A sismicidade aumentou significativamente no dia 8 de março e tremor foi registrado continuamente no próximo dia. O CVGHM elevou o Nìvel de Alerta para 2 (em uma escala de 1-4) no dia 9 de março. Residentes e turistas foram proibidos de ficar dentro de 1 km de raio da cratera ativa.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Sakura-jima, Kyushu, Japão

O Japanese Meteorological Agency (JMA) reportou uma explosão no vulcão Sakura-jima ejetou fragmentos vulcânicos (tefra) até uma distância de 2 km da cratera no dia 12 de março. Explosões são frequentes no vulcão Sakura-jima.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Kizimen, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que nos períodos entre 2-9, 9-16 e 16-23 de março  a efusão de um grande fluxo de lava continuou sobre o flanco leste do vulcão Kizimen, acompanhado de avalanches quentes. Forte atividade de emissão de gases e vapores foi observada. O Código de Cores de Alerta permanece em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report 


Bezymianny, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou no dia 1 de março foram detectados 40 eventos sísmicos. No dia 2 de março o brilho e o tamanho da anomalia termal aumentaram abruptamente. O Código de Cores de Alerta foi elevado para vermelho. Nos dias 2-5 de março foram detectados entre 25-40 eventos sísmicos fracos.

O KVERT que uma forte erupção explosiva no vulcão Bezymianny foi detectada por instrumentos sísmicos no dia 9 de março. Plumas de cinzas ascenderam até altitudes entre 3,5-5 km acima do nível do mar e se deslocaram na direção nordeste. Durante a fase mais intensa da erupção, plumas de cinzas desde os fluxos piroclásticos atingiram até uma altitude de 8 km acima do nível do mar. Imagens de satélites mostraram plumas de cinzas se deslocando por 700 km na direção nordeste. Queda de cinzas foi reportada no povoado de Ust-Kamchatsk (120 km a NE). No final daquele dia, a atividade diminuiu significativamente e o Código de Cores de Alerta foi rebaixado para laranja no dia 14 de março. Durante os dias 9-13 de março  foram observadas fortes emissões de gases e vapores e extravasamento de um fluxo de lava viscoso sobre o flanco do domo de lava. Uma anomalia termal continuou sendo detectada em imagens de satélites.
 

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Shiveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que um fluxo de lava viscoso continuou a extravasar na cratera formada durante a erupção de 2010. Uma pluma de cinzas ascendeu a 5,2 km de altitude acima do nível do mar.

O KVERT informou que a atividade no vulcão Shiveluch aumentou no dia 10 de março e durante o período entre 10-14 de março explosões diárias produziram plumas de cinzas que ascenderam até altitudes entre 3-5 km acima do nível do mar. Um fluxo de lava viscoso continua sendo extravasado na cratera formada durante a erupção de 2010.  

Segundo o KVERT, a atividade explosiva continuou durante o período entre 16-23 de março. Um fluxo de lava viscoso continuou a ser extravasado na cratera formada durante a erupção de 2010. Durante os dias 15-21 de março, plumas de cinzas ascenderam até altitudes de 5-6 km acima do nível do mar e se deslocaram por até 194 km nas direções leste e sudeste.

A atividade explosiva continuou no vulcão Shiveluch durante o período entre 23-30 de março. O fluxo de lava viscoso continuou a ser extravasado na cratera formada durante a erupção de 2010. Plumas de cinzas ascenderam até uma altitude de 7 km acima do nível do mar nos dias 25-26 e 28 de março. O Código de Cores de Alerta permanece em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Iliamna, Alaska

O Alaska Volcano Observatory (AVO) informou que a atividade sísmica tem aumentado durante os últimos três meses. No dia 9 de março, o AVO aumentou o Código de Cores de Alerta para amarelo. A atual atividade tem sido caracterizada por numerosos terremotos que variaram em número e magnitude durante a última semana.

O AVO reportou que a sismicidade durante o período entre 9-20 de março esteve acima dos níveis normais. Imagens de satélites mostraram uma pluma que se deslocou por 56 km. Fumarolas situadas no cume do vulcão frequentemente produzem plumas visíveis, mas as plumas estão mais robustas. Cientistas a bordo de uma aeronave observaram vigorosas e abundantes fumarolas no cume, consistentes com a elevada emissão de gases. Medições de gases indicaram que o vulcão está emitindo elevados níveis de dióxido de enxofre e dióxido de carbono. O Código de Cores de Alerta permaneceu em amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kanaga, Ilha de Kanaga, Arquipélago das Aleutas

O Alaska Volcano Observatory (AVO) reportou que o nível de agitação no vulcão Kanaga declinou para níveis normais. No dia 2 de março o Nível de Alerta Vulcânico foi rebaixado para normal e o Código de Cores de Alerta diminuiu para verde.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Cleveland, Ilha de Chuginadak, Aleutas

O Alaska Volcano Observatory (AVO) informou que uma pequena explosão foi detectada às 19h e 05min no dia 7 de março no vulcão Cleveland. Outra pequena explosão foi detectada às 16h e 05min no dia 9 de março. Nenhuma outra atividade foi detectada durante os dias 11-13 de março.

Outra pequena erupção foi detectada às 14h e 55min do dia 13 de março. Entretanto, nenhuma outra atividade foi detectada durante os dias 14-19 de março. O Código de Cores de Alerta permaneceu em laranja.

O AVO reportou que no dia 23 de março o Código de Cores de Alerta para o vulcão Cleveland foi diminuído para amarelo, por causa que nenhuma explosão foi detectada desde 13 de março e nenhum crescimento do domo de lava foi evidente.

Segundo o AVO no dia 28 de março o Código de Cores de Alerta foi elevado novamente para laranja devido à formação de um novo domo de lava na cratera do cume durante a semana anterior.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

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