Erupções de Março de 2015

Villarrica, Chile

Após ter mostrado sinais de atividade durante o mês de fevereiro, o vulcão Villarrica, localizado no sul do Chile, erupcionou nas primeiras horas da manhã de 03 de março, expelindo lava e cinzas a mais de 1.000 metros de altura. Mais de 3.000 pessoas foram evacuadas das vizinhanças do vulcão. Depois de 7 horas expelindo lava e cinzas a erupção acalmou, e não ocorreu mais nenhum sinal visível de atividade.

Uma grande erupção no ano de 1985 provocou a morte de mais 100 pessoas devido aos fluxos de lama que se formaram após o derretimento da neve do cume do vulcão provocado pelo calor da lava.

Fotos e vídeos da erupção podem ser encontrados em diversos sites:

http://www.bbc.com/news/world-latin-america-31708312

http://abcnews.go.com/International/chile-volcanic-eruption-sends-lava-shooting-sky/story?id=29345770

http://www.npr.org/blogs/thetwo-way/2015/03/03/390439882/look-pictures-of-the-villarrica-volcanos-eruption-in-chile

http://news.discovery.com/earth/thousands-evacuated-as-chile-volcano-erupts-photos-150303.htm

O Observatorio Volcanológico de los Andes del SurServicio Nacional de Geología y Minería (OVDAS-SERNAGEOMN) reportou no dia 28 de fevereiro um significante aumento na sismicidade no vulcão Villarrica foi detectado juntamente com explosões Estrombolianas e ejeção de tefra a 1 km de distância. A sismicidade continuou a aumentar e no dia 2 de março indicou que o nível do lago de lava tinha ascendido. Explosões Estrombolianas continuaram a ejetar tefra a mais de 600 metros sobre os flancos da montanha. A sismicidade aumentou novamente às 02h e 30min do dia 03 de março. O nível de alerta foi elevado para vermelho (o mais elevado nível em uma escala de quatro cores). A atividade explosiva Estromboliana se intensificou e tornou-se contínua, ejetando um grande volume de material sobre os flancos e produzindo uma fonte de lava com 1,5 km de altura. Fluxos de lavas desceram sobre os flancos. A coluna eruptiva ascendeu a 6-8 km acima da cratera e deslocou-se por 400 km na direção ENE. Em torno de 3.600 pessoas foram deslocadas desde a região a menos de 10 km do vulcão. As 15h e 00min a sismicidade diminuiu e por volta das 18h e 00min estava baixa. Somente fracos pulsos de cinzas ascendiam da cratera e a maior parte das pessoas evacuadas retornou para suas residências.

Autoridades chilenas diminuíram o tamanho da zona de exclusão em torno do vulcão Villarrica para 5 km no dia 5 de março. O OVDAS-SERNAGEOMIN reportou que o nível de alerta para o vulcão Villarica foi diminuído para laranja (o segundo mais elevado em uma escala de 4 cores – verde, amarelo, laranja e vermelho), citando que a sismicidade declinou para níveis abaixo da linha de base normal para o vulcão e observações visuais não indicaram a presença de lago de lava na cratera. Durante um sobrevoo no dia 9 de março os cientistas observaram a subsidência de material na cratera, escondendo parcialmente o conduto. Fraca desgaseificação foi notada. No dia 10 de março o nível de alerta foi diminuído para amarelo; porém, o OVDAS-SERNAGEOMIN alertou para o perigo de avalanches de material inconsolidado e manteve a zona de exclusão de 3 km.

O OVDAS-SERNAGEOMIN reportou que explosões na noite de 17 de março ejetaram tefra sobre os flancos e produziram incandescência noturna. Plumas de cinzas pulsantes ascenderam 300 metros e foram dispersas na direção leste. A sismicidade aumentou e foi caracterizada por tremores de baixa-magnitude. O nível de alerta foi elevado para laranja (o segundo nível mais alto em uma escala de 4 cores) e o público foi alertado para se manter afastado da zona de exclusão de 5 km de raio em torno da cratera e também das drenagens. Durante o período entre 19-22 de março plumas tiveram maior concentração de cinzas, e ascenderam 100-500 metros e foram dispersas na direção nordeste. Níveis moderados de tremor sísmico foram detectados. Incandescência foi ocasionalmente observada na cratera, em parte devido à cobertura do cume por nuvens. Durante os dias 22-24 de março emissões contínuas de gases e cinzas ascenderam 400-500 metros e foram dispersas na direção sudoeste, entretanto as foram menos densas, mais curtas e contiveram menor quantidade de cinzas. Material incandescente continuou a ser ejetado desde a cratera, mas com menos frequência, e foi depositado próximo da cratera sobre o flanco nordeste.

O OVDAS-SERNAGEOMIN relatou que as emissões de gás e cinzas em Villarrica diminuíram durante os dias 24-25 de março, mas a magnitude dos tremores sísmicos auemntou ligeiramente. Incandescência na cratera foi observada durante a noite. No anoitecer de 25 de março a atividade explosiva do tipo Estromboliana ficou confinada à cratera e uma pluma de gás ascendeu 700 m acima da borda da cratera. A sismicidade oscilou, mas aumentou no geral. O lago de lava retornou a cratera e com temperatura em torno de 1.000 graus Celsius. Durante os dias 26-27 de março, a atividade Strombolian ejetou tefra além da margem da cratera a uma distância de cerca de 500 m, e uma pluma de gás atingiu mais de 800 m. Durante um sobrevôo no dia 27 de março, cientistas observaram que a lava do lago de lava tinha temperatura de 1.110 graus Celsius e era originada de duas aberturas. Durante os dias 28-31 março, uma nuvem de gás e cinzas ascendeu a partir da cratera e explosões estrombolianas ejetaram tefra da cratera; várias explosões começaram a ocorrer a partir das 22h00min em 30 de março, e continuaram na manhã seguinte, ejetando tefra a 300 m acima da cratera e 500 m para fora da cratera sobre os flancos. O nível de alerta permaneceu em laranja  (o segundo nível mais alto em uma escala de quatro cores) e o público foi avisado para ficar afastado das drenagens e a uma distância em raio de 5 km em torno da cratera.

Fonte: BBC New, Discovery News e Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Ubinas, Peru

O Instituto Geofísico del Perú (IGP) e o Observatorio Volcanológico del Sur (OVS) reportaram  que durante o período entre 10 de fevereiro-17 de março a sismicidade no vulcão Ubinas foi geralmente baixa, ainda que um evento sísmico híbrido foi detectado no dia 11 de março. Duas principais fontes de sismicidade foram localizadas a 1 km a oeste da cratera, em profundidades entre 1-3 km, e 2 km a noroeste, em profundidades entre 1-5 km. Emissões de vapor de água ascenderam a 1,5 km acima da cratera. Emissões de cinzas esporádicas foram observadas em 17 de março.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Reventador, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) reportou atividade sísmica moderada, incluindo explosões, terremotos de longo período e tremores harmônicos no vulcão Reventador durante o período entre 10-17 de março. Um fluxo de lava continuou a descer pelo flanco sudoeste e no dia 13 de março tinha 1,2 km de comprimento.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que explosões durante os dias 5-10 de março produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 550-850 metros acima da cratera e se deslocaram por 10 km nas direções NO, O e SO. Avalanches desceram pelas ravinas Santa Teresa (O), Cenizas (SSO), Trinidade (S) e Las Lajas (SE), enquanto que ocorreu queda de cinzas em áreas próximas da montanha, incluindo Panimache I e II, Morelia e Santa Sofía. Foi observada incandescência em algumas noites.

A magnitude e o número de explosões no vulcão Fuego aumentaram nos dias 10-11 de março, produzindo plumas de cinzas que ascenderam entre 650-950 metros acima da cratera e se deslocaram por 12 km nas direções O, NO e N. Ondas de choque das explosões foram detectadas em áreas próximas incluindo Panimache I e II (8 km a SO), Morelia (9 km a SO), Sangre de Cristo (8 km a OSO) e San Pedro Yepocapa (8 km a NO). Durante os dias 12-13 de março, explosões geraram plumas de cinzas que ascenderam 800 metros e foram dispersas por 10-12 km nas direções S e SO. Tefra vulcânica incandescente foi ejetada a 100 metros de altura. Durante os ias 15-16 de março, plumas de cinzas originadas por explosões ascenderam entre 550-950 metros e se deslocaram por 10-12 km na direção OSO. Ondas de choque foram reportadas e cinzas caíram em Panimache, Morelia e Santa Sofía (12 km a SO).

Durante os dias 21-23 de março, explosões geraram plumas de cinzas que se elevaram a 750-950 metros acima da cratera e se deslocaram por 10-12 km a O e SO. Cinzas caíram em áreas próximas incluindo Panimache I e II, Morelia e Santa Sofia. Tefra incandescente foi ejetada a 100 metros de altura durante os dias 22-23 de março.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Santa Maria, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH), relatou que explosões desde o cone Caliente no período entre 5-10 de março geraram plumas de cinzas que ascenderam 500 metros de altura e provocaram queda de cinzas em alguma localidades nos setores sul, sudoeste e oeste da montanha. O domo de lava foi incandescente à noite. Avalanches desceram pelo flanco leste do cone Caliente.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Turrialba, Costa Rica

O Washington Volcanic Ash Advisory Center (VAAC) informou que no dia 8 de março foram observadas emissões de cinzas na Cratera Oeste do vulcão Turrialba e aumento na sismicidade. No dia 11 de março, à 01h00min, o Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) reportou uma emissão de cinzas. Outra emissão de cinzas ocorreu às 10h50min de 12 de março. Emissões de cinzas quase que continuas foram observadas naquela tarde e foram pontuadas por duas explosões, às 13h38min e 14h50min. Plumas de cinzas ascenderam a 2 km acima da cratera e foram dispersas na direção noroeste. Queda de cinzas ocorreu no Vale Central e na capital de San José (30 km a O-SO), e provocou o fechamento do aeroporto internacional de Santamaria, 48 km a oeste, que reabriu durante o anoitecer de 13 de março. O aeroporto local Tobias Bolanos (40 km a O-SO) fechou intermitentemente. No dia 13 de março, duas pequenas explosões ocorreram às 10h45min e as 11h00min. Uma terceira explosão ocorreu às 21h00min. De acordo com o VAAC, plumas de cinzas naquele dia se deslocaram por 45 km na direção nordeste e a uma altitude de 9,1 km acima do nível mar, e por 35 km na direção oeste a uma altura de 6,1 km acima do nível do mar.

O OVSICORI-UNA reportou que no dia 18 de março plumas de cinzas, gases e vapores ascenderam desde a Cratera Oeste e a sismicidade permaneceu elevada. No dia 19 de março, às 08h06min e as 10h07min, emissões de gás e vapor de água ascenderam desde a cratera, sendo que a emissão das 10h07min continha pequena quantidade de cinzas. As 14h00min, uma câmera de vídeo registrou fortes emissões de gases, vapores e tefra desde a Cratera Oeste. Logo após, às 15h30min, um guarda parque ouviu dois sons de estrondos. No dia 23 de março, por volta das 10h00min, uma pluma de cinzas, gases e vapores se elevou desde a Cratera Oeste, provocando queda de cinzas em áreas nos setores leste e sudeste da cratera, incluindo a Cratera Central e El Mirador. Além disso, uma densa e vigorosa pluma gás e vapor provocou que as autoridades do Parque Nacional Volcan Turrialba recomendassem máscaras para proteção contra inalação de gases.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Colima, México

Uma explosão no dia 6 de março, às 15h46min, gerou uma pluma de cinzas que ascendeu até uma altitude de 7,6 km acima do nível do mar e foi dispersa na direção N-NE. Imagens de satélite e de webcams registraram múltiplas plumas de cinzas por todo o mês de março. Estas plumas atingiram altitudes variadas, algumas até 7 km de altura acima do nível do mar, e foram dispersas principalmente nas direções norte e nordeste. Anomalias termais foram detectadas durante os dias 12-13 de março.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Popocatépetl, México

O Centro Nacional de Prevencion de Desastres (CENAPRED) relatou que durante os dias 3-4 de março foram detectadas 45 explosões; uma explosão no dia 3 de março, às 20h04min, ejetou tefra a 700 metros desde a cratera sobre o flanco NE, e outras explosões ejetaram materiais vulcânicos a 100 metros de altura sobre os flancos. No dia 5 de março ocorreram 29 explosões. No próximo dia, uma explosão gerou uma pluma de cinzas que ascendeu 1,2 km e se deslocou na direção NE. Uma série de explosões no dia 7 de março produziu plumas de cinzas que ascenderam até 1,2 km de altura e foram dispersas nas direções SO e N. Tefra incandescente foi ejetada a 800 metros sobre os flancos e queda de cinzas foi reportada em Ecatzingo (15 km a SO). Outra série de explosões no dia 8 de março produziu plumas de cinzas que ascenderam 2 km e foram dispersas na direção NE.  Queda de cinzas foi reportada em Amecameca (20 km a NO), Ecatzingo (15 km a SO) e Tepextipa.

No dia 10 de março, duas explosões, às 19h47min, geraram pluma de cinzas que ascenderam 1,5 km acima da cratera. Uma explosão no dia 11 de março produziu uma pluma que se elevou a 1 km de altura. No período entre 18 e 24 de março, a rede sísmica detectou entre 90-222 emissões diárias e até 13 explosões. No dia 22 de março, às 03h44min, uma explosão ejetou tefra incandescente sobre os flancos e produziu uma pluma de cinzas que ascendeu 1 km acima da margem da cratera e se deslocou direção NE. Plumas de cinzas ascenderam 1 km nos dias 23 e 24 de março. No dia 24 de março, às 21h e 13min, a atividade no vulcão Popocatépetl aumentou e uma série de explosões que durou 4 horas produziu emissões de cinzas, gases e vapores que ascenderam 3 km. Tefra incandescente foi ejetada 800 metros sobre os flancos NE e SE. A última explosão em série foi detectada à 01h18min de 25 de março. Explosões adicionais em 25 de março ejetaram tefra e geraram plumas de gases, vapores e cinzas que ascenderam 2 km de altura e foram dispersas nas direções NE e SE, provocando queda de cinzas em Atlixco, Puebla. Nos dias 26-31 de março foram geradas dezenas de emissões de gases, vapores e cinzas. No dia 31 de março, uma das explosões, que ocorreu às 07h40min, gerou uma pluma de cinzas que ascendeu menos de 1 km e foi dispersa na direção sudoeste.

No dia 24 de março, às 21h13min, a atividade no Popocatépetl aumentou e uma série de quatro horas de explosões produziram emissões de vapor, gás e cinzas que ascenderam a 3 km de altura. Tefra incandescente foi ejetada a 800 m para os flancos NE e SE. A última explosão na série foi detectada a 01h18min de 25 de março. A explosão adicional em 25 de Março ejetou tefra e gerou a formação de plumas de vapor, gás e cinzas que ascenderama a 2 km de altura e derivaram para NE e SE provocando queda de cinzas na cidade de Atlixco, Puebla. Durante os dias 26-31 de março a rede sísmica registrou entre 21 e 86 emissões por dia que, por vezes contiverams cinzas. A nebulosidade muitas vezes impediu observações da cratera, embora plumas de cinzas e incandescência noturna na cratera foram anotadas. Emissões contínuas de vapor, gás e cinzas em 26 de março ascenderam 600 m e foram dispersas na direção E-NE. Em 29 de março, às 09h44min, uma nuvem de cinzas atingiu 2 km. Em 31 de março uma de três explosões, que ocorreram as 07h40min, gerou uma nuvem de cinzas que ascendeu menos de 1 km e derivou para sudoeste. O nível de alerta manteve-se em amarelo, Fase II.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

 

 

Kilauea, Arquipélago do Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) reportou que o fluxo de lava “27 de junho” continuou ativo durante todo período do mês de março de 2015, com vários extravasamentos no interior e margens dos lobos de lava, e acima da frente do fluxo. O lobo de lava mais ao norte permaneceu em torno de 500 metros acima da Highway 130, próximo das estações de polícia e bombeiros. No período entre 11-24 de março a maior parte da erupção de lava ocorreu em dois grandes extravasamentos: o extravasamento “21 de fevereiro” sobre o flanco do cone/cratera  Pu’u ‘O’o e o extravasamento “9 de março” próximo do cone florestado de Kahauale’a. Um terceiro e relativamente pequeno extravasamento foi situado a 5 km a nordeste de Pu’u ‘O’o. No dia 25 de março o HVO diminiuiu o nível de alerta vulcânico, em virtude que nas recentes semanas os fluxos de lava próximos à cidade de Pahoa foram inativos. O Codigo de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu na cor laranja.

No cone/cratera Pu’u ‘O’o, foram observados brilhos emanados desde várias aberturas no assoalho da cratera. Um pequeno lago de lava foi observado na porção sul da cratera no período. Na cratera Halema’uma’u, o lago de lava ocasionalmente ascendeu e rebaixou dentro do conduto. Emissões de gases continuam elevadas. Durante os dias 12-13 de março um fluxo de lava erupcionou sobre a margem NE da cratera. Emissões de gases permaneceram elevadas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Sakurajima, Kyushu, Japão

O Japan Meteorological Agency (JMA) reportou que foram contabilizadas trinta e seis explosões originadas na Cratera Showa do vulcão Sakurajima durante o período entre 2-25 de março. As explosões ejetaram tefra até uma distância de 1.300 metros sobre os flancos da montanha. Incandescência na cratera foi periodicamente visível à noite. O intumescimento do edifício vulcânico continuou sendo detectado. O Nível de Alerta permanece em 3 (em uma escala que varia entre 1-5).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Aso, Kyushu, Japão

O Japan Meteorological Agency (JMA) reportou que, baseado em dados sísmicos e de infrassom, a erupção na cratera Nakadake do vulcão Aso que começou no dia 25 de novembro de 2014 continuou durante os dias 13-16 de março de 2015. Material incandescente foi algumas vezes ejetado sobre a margem da cratera e plumas ascenderam 1 km acima da cratera. Os tremores de alta amplitude continuaram, ainda que tenha diminuído no dia 9 de março. O Nível de Alerta permanece em 2 (em uma escala que varia entre 1-5).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Kuchinoerabujima, Ryukyu, Japão

O Japan Meteorological Agency (JMA) informou que nenhuma erupção tem ocorrido no vulcão Kuchinoerabujima durante os últimos meses, ainda que o nível de atividade tenha se mantido elevado. Plumas esbranquiçadas ascenderam 1 km acima da Cratera Shindake. A contínua atividade fumarólica na rachadura na parte oeste da cratera foi confirmada durante um trabalho de campo. Além disso, a temperatura da anomalia termal na parte oeste continua a ascender. Pequena atividade sísmica continua a ser registrada. O nível de alerta permanece em 3 (em uma escala que varia entre 1-5).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Soputan, Sulawesi, Indonésia

O Darwin Volcanic Ash Advisory Centre (VAAC) reportou que no dia 7 de março uma erupção no vulcão Soputan gerou plumas de cinzas que ascenderam até uma altitude de 9,1 km acima do nível do mar e deslocaram-se por 260 km nas direções sudeste e sudoeste. Uma anomalia termal foi detectada em imagens de satélites. O Badan National Penanggulangan Bencana (BNPB) registrou que a erupção ocorreu às 17h09min e produziu plumas de cinzas que ascenderam 4,5 km acima da cratera e deslocaram-se na direção leste. Fluxos piroclásticos deslocaram-se por 2,5 km pelo flanco oeste. Queda de cinzas foi reportada em vários distritos. O nível de alerta permaneceu em 3 (em uma escala de 1-4). No próximo dia, uma pluma de cinzas ascendeu a 3,7 km de altura acima do nível do mar e foi dispersa por 95 km na direção leste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Sinabung, Sulawesi, Indonésia

O Darwin VAAC reportou que uma erupção no dia 5 de março no vulcão Sinabung gerou uma pluma de cinzas que ascendeu 3 km acima do cume. Imagens de satélite detectaram uma pluma de cinzas que atingiu uma altitude de 9 km acima do nível do mar e se deslocou por 100-230 km nas direções oeste e noroeste. No final daquele dia, outra pluma de cinzas ascendeu a 4,3 km de altitude e foi dispersa por 75 km na direção sudoeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Ruang, Sangihe, Indonésia

O Pusat Vulkanologi dan Mitigasi Bencana Geologi (PVMBG, também conhecido como CVGHM) reportou que a sismicidade aumentou no dia 6 de março,  apesar de emissões não terem sido observadas desde o mês de dezembro, o que levou no dia 12 de março ao aumento do nível de alerta para 2 (em uma escala que varia entre 1-4). Moradores e turistas foram alertados para não se aproximar das crateras dentro de um raio de 1,5 km.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Lewotobi, Arquipélago de Flores, Indonésia

O Pusat Vulkanologi dan Mitigasi Bencana Geologi (PVMBG) reportou que a sismicidade aumentou significativamente no dia 13 de março no vulcão Lewotobi, sendo detectados especialmente terremotos vulcânicos e terremotos vulcânicos rasos, tremores harmônicos, eventos de tornillo  e eventos tectônicos. No dia 17 de março o nível de alerta foi elevado para 2 (em uma escala que varia entre 1-4). Moradores e turistas foram alertados para não se aproximarem das crateras a menos de 1 km de raio.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Tongariro, Nova Zelândia

O GeoNet reportou no dia 23 de março que durante as três semanas anteriores ocorreu um aumento no número e magnitude dos terremotos no vulcão Tongariro. Estes sismos foram detectados pela rede sísmica instalada em torno do vulcão Ngauruhoe. Os terremotos foram rasos, com profundidades menores do que 5 km. O informe pontuou que embora os terremotos não sejam incomuns próximos do vulcão Ngauruhoe, um número significante de eventos acima de magnitude 1 foi registrado. O nível de alerta foi elevado para 1 (em uma escala que varia entre 0-5).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Klyuchevskoy, Kamchatka Central, Rússia

O Kamchatkan Volcano Eruption Response Team (KVERT) relatou que a erupção Estromboliana e Vulcaniana continuou durante os primeiros dias do mês de março no vulcão Klyuchevskoy. Explosões geraram plumas de cinzas que ascenderam até altitudes de 5-6 km acima do nível do mar e deslocaram-se por 400 km nas direções E, SE e NE. Imagens de satélite mostraram uma anomalia termal diária sobre o vulcão. A magnitude dos tremores sísmicos diminuiu significativamente no dia 9 de março, às 05h20min, provavelmente significando o final da erupção explosiva. Somente emissões moderadas de gás e vapor foram observadas e a anomalia termal sobre o cume foi ausente. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico foi diminuído para amarelo.

Após um período de 24 horas de calma no vulcão Klyuchevskoy, a magnitude dos tremores vulcânicos aumentou significativamente às 05h00min do dia 10 de março, levando o KVERT a elevar o Código de Cores de Alerta Aeronáutico novamente para laranja. Imagens de vídeo mostraram atividade moderada de gases e vapores, ao passo que imagens de satélite detectaram uma pluma de gases e vapores com pequenas quantidades de cinzas se deslocando por 92 km na direção leste a uma altitude de 5 km acima do nível do mar. Durante os dias 10-11 de março uma fraca anomalia termal foi detectada sobre o cume.

O KVERT reportou que durante o período entre 13-20 de março a erupção no vulcão Klyuchevskoy continuou, mas a energia das explosões diminuiu significativamente. Explosões geraram plumas de cinzas que ascenderam até altitudes de 5-5,5 km acima do nível do mar. Durante os dias 16-17 de março imagens de satélite mostraram uma fraca anomalia termal sobre o vulcão e plumas de cinzas foram dispersas por até 90 km na direção leste. Plumas foram novamente detectadas em imagens de satélite durante os dias 22-23 de março. No dia 25 de março o Código de Cores de Alerta Aeronáutico foi diminuído para amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

 

 

Sheveluch, Kamchatka Central, Rússia

O Kamchatkan Volcano Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante o mês de março a extrusão do domo de lava sobre o flanco norte do vulcão Sheveluch foi acompanhada por incandescência, avalanches quentes e atividade fumarólica. Fortes explosões nos dias 28 de fevereiro, 3, 8 e 16 de março geraram plumas de cinzas que ascenderam a altitudes de até 9 acima do nível do mar. Cinzas caíram em Ust-Kamchatsk, situada a 85 km a sudeste. Imagens de satélite detectaram uma anomalia termal diária sobre o domo. Plumas foram dispersas por até 885 km nas direções leste e nordeste. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

Zhupanovsky, Kamchatka Leste, Rússia

O Kamchatkan Volcano Eruption Response Team (KVERT) reportou que a erupção explosiva moderada continuou a ocorrer no vulcão Zhupanovsky durante o mês de março. Imagens de satélite detectaram anomalias termais sobre o vulcão nos dias 27 de fevereiro, 1º, 4, 7-10, 14-17 de março. Duas fortes explosões nos dias 7 e 8 de março geraram plumas de cinzas que ascenderam até altitudes de 6-7 km acima do nível do mar. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 


 

 

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