Erupções de Novembro de 2011

Cerro Hudson, Chile

O Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN) informou que no dia 1 de novembro cientistas observaram uma explosão e uma pluma de cinzas acompanhante que ascendeu 1,5 km acima das crateras ativas. Eles também notaram pequenas explosões e emissões de cinzas subsequentes. No dia 2 de novembro o SERNAGEOMIN reportou que o Nível de Alerta para o Cerro Hudson foi abaixado para amarelo, nível 4, ao notar que a erupção que tinha começado no dia 26 de outubro tinha terminado. O Ministério do Interior reportou que as 140 pessoas retiradas da região receberam permissão para retornar as suas residências. Análises das cinzas depositadas na margem da cratera durante a erupção indicou a presença de basalto juvenil. Durante o período entre 1-6 de novembro foram registrados entre 16 e 110 terremotos diariamente e imagens de satélites mostraram plumas diariamente.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Cordón Caulle, Chile

O Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN), baseado na atividade sísmica durante os dias 3-8 de novembro, reportou que a erupção na zona de rifte Cordón Caulle, parte do complexo vulcânico Cordón Caulle-Puyehue, continuou em nível baixo. Plumas observadas durante os dias 3-6 de novembro ascenderam 5 km acima da cratera e imagens de satélites mostraram plumas ativas se deslocando por 30-120 km nas direções N, NE, E e SE. As plumas de cinzas foram dispersas tão longe quanto 300 km nas direções NE e SE. No dia 7 de novembro plumas de cinzas atingiram 2 km acima da cratera.

A erupção continuou em nível baixo durante os dias 9-14 de novembro. As plumas de cinzas alcançaram entre 4-7 km de altura acima da cratera e foram dispersas por até 400 km na direção SE (12 de novembro), 250 km na direção NE (13 de novembro) e 200 km na direção NO (14 de novembro). Durante algumas noites foram observadas pequenas explosões e incandescência na cratera. Cinzas caíram na fronteira entre Chile e Argentina, na localidade de Paso Samore, no dia 12 de novembro.

No dia 16 de novembro, imagens de satélites mostraram uma pluma de cinzas se deslocando por 100 km na direção SO e esparsa queda de cinzas para leste. Durante os dias 18-20 de novembro plumas ascenderam entre 2,5-3,0 km acima da cratera. Imagens de satélites mostraram nuvens de cinzas se deslocando nas direções leste e sudeste no dia 18 de novembro e na direção sudeste por 250 km no dia 19 de novembro. Durante a noite de 20 de novembro a cratera foi incandescente. Voos foram cancelados ou alterados no dia 22 de novembro no Uruguai e na Argentina devido a presença de cinzas.

Segundo o SERNAGEOMIN, uma pluma de cinzas com forma de leque se espalhou nas direções NE até SE no dia 25 de novembro. Plumas observadas nos dias 26-27 de novembro ascenderam entre 2,3-2,5 km acima da cratera. Voos no Uruguai foram alterados ou cancelados no dia 26 de novembro, devido a presença de pluma de cinzas. Imagens de satélites no dia 28 de novembro mostraram uma pluma de cinzas se deslocando por 300 km na direção leste.

O Nível de Alerta permanece em vermelho.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tungurahua, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) reportou que um aumento na atividade sísmica no vulcão Tungurahua foi detectado às 15h e 40min do dia 27 de novembro, e um pouco mais tarde, às 16h e 50min, a rede sísmica registrou quatro terremotos Vulcano-tectônicos. Duas pequenas explosões ocorreram às 17h e 01min e às 17h e 05min, sendo seguidas por uma grande explosão às 17h e 18min. Fluxos piroclásticos desceram por diversas drenagens nos flancos NO e O. Duas outras às 17h e 31min e às 17h e 35min. Blocos incandescentes rolaram por 1 km pelos flancos do vulcão, e sons lembrando “rugidos” ou “tiros de canhões” foram escutados. Ocorreu queda de cinzas em diversos povoados localizados nos setores NO, O e SO do vulcão. Às 19h e 05min, um fluxo piroclástico se deslocou pelos flancos S e SO.

No dia 28 de novembro, às 2h e 00min, uma explosão ejetou para o ar material incandescente que caíram sobre todos os flancos da montanha e geraram um fluxo piroclástico que desceu pelo setor NO-O do vulcão. Um rugido quase constante foi ouvido desde um pouco antes das 5h e 00min até por volta das 9h e 00min, enquanto que blocos incandescentes se deslocaram por 1 km pelos flancos da montanha, especialmente os flancos O e NO. Três fluxos piroclásticos foram observados no flanco sul. Janelas vibraram no Tungurahua Observatory na cidade de Guadalupe (14 km a N). Durante o dia, uma pluma de cinzas ascendeu 3 km acima da cratera e foi dispersa em múltiplas direções. Queda de cinzas foi reportada em povoados situados nos setores SO, N e NNE. No anoitecer, blocos incandescentes foram arremessados 300 metros acima da cratera e rolaram entre 400-500 metros pelos flancos do vulcão.

No dia 29 de novembro, uma explosão às 06h e 11min produziu um pequeno fluxo piroclástico que se deslocou por 500 metros. Outro fluxo piroclástico, às 9h e 55min, percorreu 1 km na direção oeste. Plumas de gases e cinzas ascenderam 4 km acima da cratera e se deslocaram nas direções SE e O. Pessoas em áreas de risco foram transferidas para abrigos.  

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Galeras, Colômbia

O Instituto Colombiano de Geología y Minería (Colombia) elevou o nível de alerta para o vulcão Galeras, após a identificação nos últimos dias de tremores sísmicos denominados de tornillos, um característico sinal sísmico que precede erupções nesse vulcão. Tornillos consistem de sinais sísmicos com forma de “chave de fenda” de tremores sísmicos harmônicos que rapidamente aumentam em intensidade e então decrescem. Esses tremores precederam a maior parte das erupções do vulcão Galeras entre os anos de 1992 e 2010.

Fonte: Volcano Discovery


Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

O Montserrat Volcano Observatory (MVO) informou que durante o período entre 28 de outubro-4 de novembro a atividade no domo de lava da cúpula do vulcão Soufriere Hills esteve em nível baixo. No dia 4 de novembro o Nível de Alerta foi diminuído para 2 por causa de uma considerável redução no número de fluxos piroclásticos desde o domo de lava no último ano. A diminuição do Nível de Alerta permitiu as pessoas a acessar durante o dia a denominada Zona C da ilha de Montserrat, situada a oeste do domo de lava.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que explosões durante os dias 1-2 de novembro desde o complexo de domos de lava Santiaguito do vulcão Santa María geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 600-1000 metros acima do complexo e se deslocaram para S e SO, provocando queda de cinzas em povoados situados a favor do vento. As explosões foram ouvidas em áreas situadas a 12 km a S e SO da montanha. Fluxos de lavas sobre os flancos SE e S geraram avalanches de blocos. Explosões durante os dias 3-4 e 7-8 de novembro produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 500-800 metros acima do complexo e se dispersaram nas direções SO e O. Explosões e estrondos foram ouvidos em áreas a S e SO do vulcão. Fluxos de lavas sobre o flanco SE continuaram a gerar avalanches de blocos.

Segundo o INSIVUMEH, no dias 24-25 de novembro foram originados avalanches de blocos e fluxos de lavas na cratera do complexo de domos. Plumas de cinzas ascenderam 500 metros acima da cratera e foram dispersas na direção SO. Durante os dias 28-29 de novembro, explosões geraram ondas de choques e sons de estrondos, bem como plumas de cinzas que atingiram 700 metros acima da cratera e se deslocaram para oeste. Incandescência foi observada durante a noite no domo Caliente e avalanches desde os fluxos de lavas desceram os flancos S e NE.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que a atividade no vulcão Fuego aumentou durante os dias 8-9 de novembro. Explosões produziram ondas de choque que foram detectadas a 15 km de distância, sons de estrondos e plumas de cinzas que ascenderam entre 1,5-2,0 km acima da cratera e deslocaram-se por 20 km na direção SO. Cinzas caíram sobre o flanco SOem diversas localidades. Avalanches de blocos desceram pelos flancos da montanha vulcânica. Explosões nos dias 9-10 de novembro geraram plumas de cinzas que atingiram entre 600-800 metros acima da cratera e foram dispersas nas direções S e SO. Avalanches se deslocaram pelo flanco SO aproveitando drenagens.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Poás, Costa Rica

O Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) informou que durante o mês de outubro a atividade fumarólica no vulcão Poás continuou com a formação de plumas gasosas azuladas que ascenderam mais de 1 km de altura acima do domo de lava. Em direção ao final do mês, a atividade fumárolica, bem como a incandescência, diminuiu. As novas crateras situadas na base norte do domo uniram-se em uma cratera com 25 metros de comprimento e 7-10 metros de largura. Atividade freática continuou a ocorrer desde o lago da cratera, denominado de Laguna Caliente. A temperatura do lago foi de 55 graus Celsius, enquanto que o nível da superfície ascendeu 22 cm entre os dias 14 de setembro e 27 de outubro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


El Hierro, Ilhas Canárias, Espanha

O Instituto Geográfico Nacional (IGN) reportou que durante o período entre 2-8 de novembro a erupção submarina continuou a sul da ilha El Hierro. Amplitude dos tremores alcançaram valores mais elevados do que nas semanas anteriores, chegando próximo aos valores detectados durante os dias 11-12 de outubro, logo após o começo da erupção. Um aumento na atividade pode ser observado durante os dias 3-4 de novembro sobre o centro de emissão submarino, com grandes círculos de cor azul claro sobre a superfície do mar, seguido por anéis de espumas e turbulência na água com material vulcânico. Próximo ao pôr do sol do dia 5 de novembro, grandes bolhas ascenderam para o nível do mar e ejetaram a água juntamente com material vulcânico a alguns metros acima da superfície. Esta atividade continuou durante os dias seguintes.

Durante o período de 2-8 de novembro, foram registrados 364 eventos sísmicos, a maior parte deles localizados no mar, a norte da ilha, em profundidades entre 16-23 km. A magnitude máxima foi de 4,4 graus e 32 desses eventos foram sentidos pelos moradores. O número total de eventos desde 17 de julho atingiu a marca de 11.924. Dados de GPS mostraram leve tendência de deformação do terreno para sul nas estações localizadas no lado norte da ilha nos últimos dias do período de análise.

Durante os dias 4-5 de novembro, autoridades evacuaram em torno de 80 moradores desde a área conhecida como Frontera devido ao risco de deslizamento de terra provocado pela atividade sísmica. Residentes da região de La Restinga foram deslocados no dia 5 de novembro. Segundo jornais locais, barcos e aviões foram proibidos na área.

Segundo o site Volcano News, erupções do tipo gêiser têm alcançado à superfície do oceano acima do vulcão El Hierro nas Ilhas Canárias. As plumas eruptivas (contendo cinzas, material magmático e gases) alcançaram 20 metros de altura. Erupções do tipo gêiser começaram no dia 6 de novembro e ocorreram a cada 30-60 minutos. Forte cheiro de gás foi relatado pelos residentes próximos da costa. No anoitecer de 6 de novembro as cinzas e vapores da erupção alcançaram uma altura de 100 metros. O vulcão está possivelmente em uma transição entre estilos eruptivos submarinos e Surtseyano. O borbulhamento da água do mar no local da erupção é provocado pela liberação de gases desde a cratera. Segundo o blog Eruptions o local da erupção está agora 70 metros abaixo da superfície do mar.

O IGN reportou que a erupção submarina continuou durante o período entre 9-15 de novembro. A amplitude média dos tremores sísmicos foi similar aos das semanas anteriores. Durante esse período, foram registrados 245 eventos sísmicos, a maior parte deles localizados no mar, a norte da ilha de El Hierro, em profundidades entre 16-23 km. Vinte e um desses eventos foram sentidos pelos residentes. A magnitude máxima foi de 4,6 graus, para um evento que ocorreu no dia 11 de novembro, localizado a 2,5 km de distância da costa norte da ilha e a 21 km de profundidade. Esse tremor sísmico foi o maior dos 11.604 eventos sísmicos registrados desde 16 de julho.

No dia 9 de novembro, o acesso a dois locais na parte sul da ilha (Tacorón e Punta Naos) foi proibido devido à possibilidade de concentração significante de gases vulcânicos. No dia 14 de novembro, residentes em La Restinga receberam permissão para retornar para suas casas. No mesmo dia, muitos blocos de lavas fumegantes (com mais de 1 metro de diâmetro) foram observados sobre o centro de emissão submarino.

O IGN relatou que durante o período entre 16-22 de novembro a erupção submarina continuou no vulcão El Hierro. A atividade superficial sobre o centro de emissão foi rara, caracterizada por dias alternados sem descoloração da água do mar e dias onde havia pequena quantidade de tefra e gases na água e descoloração persistente. Durante este período, 200 eventos sísmicos foram registrados, a maior parte no mar ao norte da ilha em profundidades entre 16-23 km e com uma magnitude máxima de 3,7 graus. Setenta e sete desses eventos foram sentidos pelos moradores da ilha.

Segundo o site Volcano Discovery, no dia 21 de novembro apareceu um novo ponto de borbulhamento de água localizado a 1 km de distância da costa, na localidade de La Restinga, próximo a locação do primeiro conduto submarino. Descoloração da água e espuma sobre a superfície foram claramente visíveis nessa área. Uma outra área de descoloração e borbulhamento de água identificada no dia 19 de novembro continuou ativa, ainda que com menos aparente. No dia 24 de novembro o tamanho da área de borbulhamento de água identificada no dia 21 de novembro a 1 km da costa aumentou. Água lamosa e algumas vezes espuma foram algumas vezes visíveis no ponto, formando grandes e pequenas áreas circulares circundadas por água esverdeada. A atividade ocorreu em intervalos irregulares de 20-40 minutos. Outro possível conduto submarino é visível um pouco mais a SO, formando um ponto esverdeado separado. Entretanto, nesse ponto, não houve identificação de fragmentos de rochas, púmice ou vapor.

Ainda segundo o site Volcano Discovery, pela primeira vez em duas semanas foi observado blocos fumegantes de lavas negras sobre a superfície do mar acima do conduto submarino localizado a 1 km da costa, próximo a La Restinga, um claro sinal que a atividade vulcânica subaquosa está em curso. A atividade parece ter tido um pico na tarde entre às 15h e às 17h, quando dezenas de blocos flutuantes se espalharam por uma área de aproximadamente 100 metros de comprimento. Uma mancha esverdeada e descolorida com água lamosa, mas sem espuma, foi observada entre 100-200 metros mais a oeste. Os tremores harmônicos estão constantes e em níveis moderados, mas a atividade sísmica na área de El Golfo tem diminuído nos últimos dias.

Vídeos e fotos da erupção podem ser visualizados no site do Instituto Volcanológico das Ilhas Canárias, nos sites YouTube e Volcano Discovery, e também no blog Eruptions.

O Instituto Geográfico Nacional (IGN) publicou na internet um artigo intitulado “Informe Petrológico de la Erupción de la Isla de El Hierro” tratando sobre a análise petrográfica do magma juvenil erupcionado durante a erupção submarina atual. Este artigo pode ser encontrado no seguinte endereço da Internet:

http://www.01.ign.es/ign/resources/volcanologia/pdf/Informe_petrologico_erupci%C3%B3n_Hierro.pdf

Segundo o IGN, no dia 26 de novembro, grandes fragmentos fumegantes de lava apareceram flutuando intermitentemente sobre o centro de emissão. No próximo dia, as emissões foram mais intensas e algumas centenas de fragmentos foram observados flutuando simultaneamente, com dimensões médias entre 0,5 e 2 metros. Durante o período entre 23-29 de novembro foram registrados 121 eventos sísmicos, a maior parte deles localizados no mar, a norte da ilha, a profundidades de 15-23 km e com uma magnitude máxima de 3,3 graus.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report, Eruptions, Volcano Discovery e Volcano News


Etna, Sicília, Itália

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo relatou que após um intervalo de quiescência de 23 dias, a Nova Cratera Sudeste (NCS) do vulcão Etna reativou-se novamente na manhã de 15 de novembro, produzindo seu décimo oitavo episódio eruptivo desde o começo do ano. Este  episódio foi uma repetição de seus predecessores, ainda que com algumas pequenas variações; a fase culminante persistiu por 1 hora e terminou abruptamente. Queda de lápili e cinzas afetaram o flanco sudeste, incluindo as cidades de Zafferana Etnea e Acireale.

Os primeiros sinais de renovação da atividade eruptiva na NCS foram observados por volta das 07h e 00min, através de câmera de monitoramento termal posicionada em torno de 3,5 km ao sul das crateras do cume, quando uma pequena anomalia termal apareceu na porção inferior da fissura eruptiva sobre o flanco sudeste do cone. Esta anomalia cresceu lentamente, tanto em temperatura como em área, e foi provocada pela emissão e expansão de um pequeno fluxo de lava. Por volta das 9h e 00min, começou uma leve atividade explosiva Estromboliana dentro da NCS, ao passo que atividade de “spattering” (respingamentos) começou desde vários condutos ao longo da fissura sobre o flanco sudeste do cone. Esta atividade continuou pelas próximas 3 horas, enquanto aumentava muito lentamente, e os fluxos de lavas se espraiaram em vários ramos na base sudeste do cone, avançando somente algumas centenas de metros. Por volta das 11h e 55min, a atividade mostrou um marcante e rápido aumento tanto dentro da cratera como ao longo da fissura eruptiva externa, e logo após as 12h e 00min, fontes de lavas ascenderam da cratera, acompanhadas pela intensificação da emissão de cinzas. Um pouco depois, também a fissura do flanco sudeste começou a produzir fontes de lavas e o cone imediatamente sofreu pesada queda de bombas e escórias.

A emissão de cinzas aumentou significativamente por volta das 12h e 30min, especialmente desde um conduto localizado na porção sudeste da NCS, e uma coluna de cinzas e gases ascendeu vários quilômetros acima do cume do vulcão Etna antes de se inclinar para sudeste pelo vento. A fase de mais intensa atividade ocorreu entre às 12h e 45min e às 13h e 15min, quando jatos fortemente carregados com bombas incandescentes alcançaram cerca de 800 metros acima da cratera. Este material piroclástico se espalhou sobre o cone do NCS e atingindo sua base e o antigo cone da Cratera Sudeste. Explosões também ocorreram desde um conduto localizado sobre o flanco norte do cone da NCS, provavelmente o mesmo conduto que tinha emitido fluxos de lavas nos dias 28 de setembro e 8 de outubro.

Por volta das 13h e 25min, a atividade eruptiva começou a diminuir, e por volta das 13h e 29min terminou abruptamente, sendo seguida por emissão passiva de cinzas que persistiu até logo após as 14h e 00min. Fraca e descontínua atividade de “spattering”, acompanhada por lenta efusão de lava, continuou por algumas horas desde o único conduto na porção central da fissura eruptiva sobre o flanco sudeste do novo cone da Cratera Sudeste.

O fluxo de lava produzido por este episódio eruptivo seguiu o mesmo padrão daqueles emitidos durante os episódios anteriores, na direção do Valle del Bove, imediatamente a norte da Serra Giannicola, estagnando a sudoeste do Monte Centenari. O fluxo alcançou um comprimento total de um pouco menos do que 4 km. O novo cone da Cratera Sudeste cresceu em altura, principalmente no lado sul, onde no mínimo 10 metros de novos materiais foram acumulados, aumentando a altura do cone para 180-200 metros acima de sua base.

Segundo o Sezione di Catania – Osservatorio Etneo este episódio eruptivo ocorreu 23 dias após seu predecessor (23 de outubro), sendo o mais longo intervalo quiescente entre episódios eruptivos desde o início do mês de Julho de 2011. Em quase todos os outros aspectos, este evento foi uma repetição precisa dos episódios precedentes, de duração similar, intensidade e quantidade de produtos eruptivos. O site italiano ressaltou que a atividade eruptiva começou aproximadamente 1 hora depois da ocorrência de um terremoto de magnitude 4 na costa norte da Sicília.

Fonte: Sezione di Catania – Osservatorio Etneo


Santorini, Grécia

Segundo o site Volcano Discovery, a atividade sísmica abaixo do vulcão grego Santorini continua a ser levemente acima dos níveis normais. A atividade começou no mês de julho desse ano, e há elevada atividade no alinhamento SO-NE que passa através de Nea Kameni e do vulcão submarino Kolumbos, a nordeste de Santorini. O alinhamento é uma zona de 2 km de largura paralela a estruturas tectônicas (horst e graben) do embasamento cristalino da área. A maior parte dos condutos vulcânicos conhecidos do vulcão Santorini durante os últimos 2 milhões de anos foram localizados sobre esse alinhamento, mais precisamente sobre seu limite sul (linha Kameni) ou sobre seu limite norte (linha Kolumbus). A localização e o número de terremotos é ainda escassa, e vagamente se especula que a atividade atual de terremotos em torno de Santorini poderia ser a precursora de nova atividade nesse vulcão. A última erupção do vulcão Santorini foi em 1950.

Fonte: Volcano Discovery


Nyamuragira, Congo, África

O Virunga National Park reportou que no dia 6 de novembro uma erupção fissural desde o vulcão Nyamuragira começou sobre o flanco do vulcão, produzindo fluxos de lavas que se deslocaram lentamente por áreas despovoadas a norte da montanha. A erupção foi claramente observada desde a sede do parque. Imagens de vídeo mostraram uma erupção fissural com fontes de lavas.

Segundo o Gorisk Scientific Network a erupção do vulcão Nyamuragira, que começou no dia 6 de novembro, após dois dias de intensa atividade sísmica, ocorreu ao longo de uma fissura situada a 11-12 km a E-NE da cratera principal, próxima a um dos sítios eruptivos 1989. Sons de estrondos, fontes de lavas, bem como trovões e relâmpagos têm sido observados pelos funcionários do Virunga National Park. Eles também notaram que a superfície do terreno foi coberta por púmice negro. O local da erupção foi descrito com uma área plana com uma fissura com 500-1.000 metros de comprimento, orientada perpendicular ao rifte Albertino (ocidental). Fontes de lavas alcançaram 300-400 metros de altura acima de um cinder cone. A lava está movendo-se lentamente na direção norte.

O Gorisk notou que imagens de radar adquiridas no dia 11 de novembro mostraram a maior deformação detectada pelo método desde o início dos anos de 1990 no vulcão Nyamuragira. Uma análise preliminar da deformação observada sugere uma área afetada de mais de 250 km2. O terreno ascendeu mais de 50 cm no sítio eruptivo onde o cinder cone se desenvolveu. Outros 15 cm de deformação foram detectados dentro da caldeira do vulcão Nyamuragira, acompanhada por deflação nos flancos. Imagens de satélites adquiridas no dia 12 de novembro mostraram que o fluxo de lava se deslocou por aproximadamente 11,5 km durante os seis dias da erupção.

No dia 18 de novembro, o Virunga National Park informou que os fluxos de lavas da erupção ao longo da fissura situada a 11-12 km a E-NE da principal cratera do vulcão Nyamuragira estacionaram. Um observador a bordo de um avião, algum poucos dias antes notou que a lava aparentemente não se movia. Uma fotografia obtida no dia 16 de novembro mostrou um elevado cinder cone com fontes de lavas ascendendo acima da margem.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Gorisk Scientific Network


Nyiragongo, Congo, África

Segundo a NASA’s Earth Observatory, uma imagem de satélite do vulcão Nyiragongo adquirida no dia 15 de novembro mostrou um lago de lava ativo na cratera do cume.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) reportou que durante o período entre 2-8 novembro, o nível do lago de lava localizado no conduto dentro da cratera Halema’uma’u circulou e periodicamente ascendeu e caiu, permanecendo 75 metros abaixo da margem da cratera,

Na zona de rifte leste, incandescência foi observada nas margens E e O do assoalho da cratera do cone/cratera Pu’u ‘O’o e desde a fissura, denominada de 21 de setembro, localizada na porção superior do flanco leste do cone. Fluxos de lava pahoehoe, alimentados por tubos de lavas desde a fissura, continuaram ativos em torno de 4,5 km a SE de Pu’u ‘O’o.

Segundo o observatório havaiano, a atividade no vulcão Kilauea no período entre 9-15 de novembro continuou muito similar ao do período anterior, tanto na região do cume, como na região do rifte.

Durante a semana de 16-22 de novembro, o HVO reportou as mesmas condições das semanas anteriores para a região do cume do vulcão Kilauea. Na zona do rifte leste, foi observada incandescência desde as margens leste e oeste da cratera do cone Pu’u ‘O’o e desde a fissura denominada de 21 de setembro, localizada sobre o flanco SE do cone. Fluxos Pahoehoe, alimentados através de fluxos de lavas desde a fissura, continuaram ativos até uma distância de 5 km do cone. Incandescência desde uma porção abatida do teto de um tubo de lava (skylight) também foi observado. Durante os dias 18-19 de novembro o conduto sobre a margem leste da cratera produziu fluxos de lavas que preencheram parcialmente a depressão deixada pela erupção fissural de flanco no mês de setembro. Ocorreram também duas breves e pequenas efusões de lavas desde o conduto da margem oeste. Fluxos de lavas intermitentes continuaram desde o conduto leste durante os dias 20-22 de novembro.

As condições observadas anteriormente se repetiram durante o período de 23-29 de novembro na região do cume do vulcão Kilauea. Na região do rifte leste, incandescência foi visível nas margens E e O do cone/cratera Pu’u ‘O’o e também na fissura “21 de setembro”, localizada sobre o flanco SE do cone. Fluxos de lava do tipo Pahoehoe, alimentados por tubos de lava desde a fissura, continuaram ativos até uma distância de 5,7 km a SE do cone. Incandescência foi também observada através de uma porção abatida do teto de um tubo de lava (skylight). Pequenos fluxos de lavas foram extravasados desde a margem leste da cratera no dia 23 de novembro e desde as margens leste e oeste da cratera no dia 27 de novembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kizimen, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou moderada atividade sísmica no vulcão Kizimen durante o período entre 28 de outubro-4 de novembro; o número de terremotos vulcânicos aumentou. Uma anomalia termal sobre o vulcão foi detectada diariamente em imagens de satélites. Um grande fluxo de lava sobre os flancos NE e E continuou a ser extravasado e foi visivelmente incandescente à noite.

Um grande fluxo de lava sobre os flancos NE e E continuou a ser extravasado durante o período entre os dias 10 e 25 de novembro. Foi observada incandescência na cratera do vulcão Kizimen durante as noites de 13-14 de novembro.

O Código de Cores de Alerta permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shiveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) relatou que um fluxo de lava viscoso continuou a ser extravasado até o dia 25 de novembro na cratera formada durante a erupção 2010. Forte atividade fumarólica foi observada no domo de lava durante os dias 2-3, 5-9 e 13-14, 18, 21 e 24 de novembro.

 O Código de Cores de Alerta permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

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