Erupções de Novembro de 2012

Villarrica, Chile

De acordo com o Projecto observación Visual Volcán Villarrica (POVI), incandescência da cratera do Villarrica diminuiu em meados do mês de abril e não foi detectada por observações de satélite e terrestres, pelo menos até 10 de novembro. As imagens capturadas por uma câmera em Pucon (16 km N) em 10 de novembro mostraram um aumento na intensidade da pluma. Pequenas plumas de vapor de água, com 50 m de largura, surgiram das profundezas da cratera. Imagens do dia 14 de novembro mostraram uma densa pluma ascendendo e obscurecendo as partes mais profundas da cratera e uma área na parte oeste da margem da cratera com depósitos de bombas e cinzas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Reventador, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) reportou que no período entre 31 de outubro-3 de novembro foram observadas plumas (vapores e gases?) que ascenderam entre 1,5-3 km acima da cratera. No dia 5 de novembro, por volta das 4h da madrugada, uma pluma de vapores e cinzas ascendeu a uma altura de 3 km. Próximo das 6h da manhã uma pluma de cinzas se elevou a uma altura de 2 km e se deslocou na direção noroeste.

No dia 9 de novembro, o IG relatou que desde o mês de fevereiro de 2012 o vulcão Reventador começou uma nova fase de atividade caracterizada por fluxos de lava desde a cratera, plumas de vapores e anomalias termais detectadas em imagens de satélites. Os fluxos de lava deslocaram-se por 2 km de distância pelos flancos norte e sul do vulcão. Plumas de vapores ascenderam entre 200-500 metros acima da cratera. Visitas de campos realizadas por vulcanólogos nos recentes meses confirmaram que o domo de lava continuou a crescer acima da margem da cratera, tornando-se o ponto mais elevado do vulcão. Blocos desde o domo de lava e da frente dos fluxos de lava rolaram pelos flancos. Nos dias 9 e 13 de novembro ocorreram emissões de plumas de gases e cinzas ascendendo até 5,2 km acima do nível do mar. A sismicidade indicou eventos de queda de rochas do domo e explosões durante os dias 14-15 de novembro.

Cientistas em sobrevoo sobre o vulcão Reventador no dia 23 de novembro observaram emissões de gases e vapores com pequenas quantidades de cinzas ascendendo 500 metros acima do domo de lava e dispersando-se nas direções oeste e sudoeste. O domo de lava tinha intensa atividade fumarólica e havia uma nova cratera no cume do domo, que foi preenchida por grandes blocos e cinzas. Uma câmera termal obteve temperaturas no domo de até 300 graus Celsius. Fluxos de lavas continuaram ativos sobre os flancos do domo e alongados depósitos de fluxos piroclásticos do tipo bloco e cinzas foram visíveis sobre os flancos do vulcão. O Washington VAAC reportou no dia 24 de novembro uma pluma de cinzas ascendendo a uma altitude de 4,6 km acima do nível do mar.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Nevado del Ruiz, Colômbia

Baseado em análises de imagens de satélites e relatórios de atividade sísmica, o Washington VAAC emitiu um informe de uma possível erupção no vulcão Nevado del Ruiz no dia 15 de novembro. Entretanto, o cume estava coberto de nuvens, impedindo a observação do evento, mas elevada sismicidade foi detectada. A sismicidade diminuiu algumas horas depois e uma fraca anomalia termal foi detectada. Seis horas após o evento a sismicidade permaneceu baixa e nenhuma anomalia termal foi detectada.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que explosões durante os dias 1-2 de novembro ejetaram material incandescente 100 metros acima do domo de lava e produziram plumas de cinzas que ascenderam a aproximadamente 500 metros de altura e se deslocaram por 10 km na direção SO. Um fluxo de lava percorreu 350 metros na direção sul-sudoeste através da drenagem Ceniza. No dia 3 de novembro, fortes chuvas provocaram a formação de lahars, também na drenagem Ceniza, carregando galhos de árvores e blocos com 2 metros de largura. Durante os dias 3-6 de novembro, explosões geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 150-450 metros de altura. Material incandescente foi ejetado 100 metros acima da cratera e geraram avalanches próximas da cratera. Um fluxo de lava se deslocou por 600-800 metros pela drenagem Ceniza, produzindo avalanches de blocos incandescentes que alcançaram áreas vegetadas.

Explosões durante os dias 8-9 e 11-12 de novembro ejetaram material incandescente a 100-200 metros acima do domo de lava e produziram plumas de cinzas que ascenderam a 200-430 metros e se dispersaram nas direções oeste e sudoeste. Avalanches foram geradas próximas da cratera. Durante os dias 8-9 e 11-13 de novembro fluxos de lava se movimentaram por 200-500 metros pela drenagem Ceniza, produzindo avalanches de blocos incandescentes que alcançaram áreas vegetadas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou no dia 21 de novembro que colapsos de rochas desde a frente dos fluxos de lava nos flancos NE, SE, S e SO do complexo de domos de lava Santiaguito geraram fluxos piroclásticos e plumas de cinzas que ascenderam a 1 km de altura. Plumas de cinzas se deslocaram por 15 km nas direções sul e sudeste, produzindo queda de cinzas nos povoados de Las Marías, Calaguache (9 km a S), e Nuevo Palmar (12 km a S). Durante as noites de 24-27 de novembro foi observada incandescência, fluxos de lavas foram ativos nos flancos SO e SE e plumas de cinzas ascenderam 500 metros e deslocaram-se por 15 km na direção sudoeste. Fluxos piroclásticos no dia 27 de novembro se deslocaram por pequenas distâncias e geraram plumas de cinzas que ascenderam 500 metros e dispersaram-se por 10 km nas direções sul e sudeste.

O INSIVUMEH informou em um boletim especial no dia 28 de novembro, que colapsos das frentes de fluxos de lava nos flancos do complexo de domo de lava Santiaguito do vulcão  Santa María gerou fluxos piroclásticos e plumas de cinzas que atingiiram 2,4 km e se deslocaram por 30 km nas direções S, SO e O. A atividade diminuiu durante os dias 28-29 novembro. Avalanches de blocos nos dias 29-30 de novembro foram geradas a partir da borda sul da cratera. Fluxos piroclásticos geraram plumas de cinzas que ascenderam 3,2 km e se dispersaram entre 10-15 km nas direções sudoeste e oeste. Sons semelhantes a estrondos foram relatados em áreas distantes 7 km.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sicília, Itália

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo relatou que na noite de 21 de novembro um brilho fraco foi observado vindo de dentro da Nova Cratera Sudeste do vulcão Etna, originado pela emissão de gás de alta temperatura e/ou atividade explosiva do tipo Estromboliana. Incandescence também era visível durante as noites seguintes, mas era fraca e intermitente.

Um enxame sísmico, composto por aproximadamente setenta eventos, ocorreu abaixo do flanco noroeste no dia 22 de novembro, com epicentros localizados na área de Monte Maletto. Durante uma visita de campo à área do cume, na manhã de 23 de novembro, os cientistas não ouviram sons tipicamente associados com atividade Estromboliana. Além disso, a amplitude dos tremores vulcânicos não apresentaram variações significativas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Stromboli, Ilha de Stromboli, Itália

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo informou que atividade explosiva persistente no vulcão Stromboli mostrou um claro aumento no dia 21 de novembro, com episódios de respingos de lava e pequenas fontes de lava a partir de dois condutos localizados nas porções norte e central do terraço de crateras.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) relatou que durante todo o mês de novembro o lago de lava periodicamente ascendeu e retrocedeu no conduto profundo dentro da cratera Halema’uma’u. A pluma de gás desde o conduto continuou a depositar quantidades variáveis de respingos de lava (spatter) e “cabelos de Pele” nas áreas próximas.

No período entre 1-13 de novembro, fluxos de lavas foram ativos na região de Royal Gardens e fluíram sobre a planície costeira, mas mantiveram-se a uma distância entre 0,5-1,3 km da costa. No período entre 14-19 de novembro, os fluxos de lava ativos na região da planície costeira se aproximaram ainda da costa, ficando a apenas 290 metros de distância. No dia 24 de novembro, finalmente os fluxos de lava alcançaram o oceano, num ponto localizado a 500 metros a leste do limite ocidental do Hawai’i Volcanoes National Park. Plumas de vapores ascenderam desde o ponto de entrada durante os dias 25-26 de novembro, sugerindo contínua entrada de lava no oceano. A pluma foi ausente na manhã de 27 de novembro. Nos últimos dias do mês de novembro os fluxos de lavas permaneceram ativos em dois ramos principais sobre a planície costeira: um pequeno ramo a oeste, e um grande ramo a leste, com atividade espalhada estendendo-se desde a região de pali até a costa leste do limite ocidental do Hawai’i Volcanoes National Park. Plumas de vapores não ascenderam no ponto de entrada no oceano durante os dias 28-30 de novembro. Geólogos confirmaram no dia 30 de novembro que os fluxos de lavas estavam a 100 metros da costa.

No mês de novembro, na área do cone/cratera Pu’u ‘O’o, o lago de lava permaneceu ativo dentro do conduto NE e incandescência emanou desde fontes nas margens S, SE, NO e N do assoalho da cratera. Respingos de lavas foram observados na margem N. No dia 1 de novembro, o “lago de lava elevado” estava alguns metros acima da margem da cratera Pu’u ‘O’o. Durante os dias 2-3 de novembro, a lava extravasou desde o cone de respingos (spatter cone) localizado na parte N do assoalho da cratera e foi acompanhada por respingamentos de lavas (spattering). Nos dias 4-5 de novembro, a atividade aumentou dentro da cratera Pu’u ‘O’o. Uma pequena quantidade de lava derramou para fora do “lago de lava elevado” e desde duas fontes localizadas na parte oriental da margem sul do assoalho da cratera; fluxos maiores, mas episódicos, extravasaram desde estas duas fontes posteriormente. A atividade de respingos de lavas continuou desde o cone na margem norte. Pequenos fluxos de lavas foram emitidos desde um conduto mais ocidental na margem sul do assoalho da cratera nos períodos entre 7-13 e 17-18 e 24 de novembro. No dia 24 de novembro a lava derramou do “lago de lava elevado”.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakura-jima, Kyushu, Japão

O Japanese Meteorological Agency (JMA) informou que explosões desde a cratera Showa do vulcão Sakura-jima entre os dias 1-2, 5-9, 12-16, 19-22 e 26-30 de novembro, ejetaram tefra a uma distância entre 1-3-1,8 km da cratera. As plumas de cinzas alcançaram uma altura entre 1,2-4 km de altura acima do nível do mar e deslocaram-se em múltiplas direções. Erupções muito pequenas ocorreram na cratera Minami-dake durante os dias 8-9, 16, 19-20 e ocasionalmente no final do mês de novembro. Incandescência foi observada na cratera Showa durante as noites de 12-13 de novembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Lokon-Empung, Sulawesi, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que uma erupção no vulcão Lokon-Empung produziu uma pluma de cinzas que ascendeu até uma altitude de 4,9 km acima do nível do mar no dia 28 de novembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Paluweh, Ilhas Lesser Sundra, Indonésia

Com base em imagens de satélites e outros dados, o Darwin VAAC reportou que durante os dias 11-19 de novembro plumas de cinzas ascenderam do vulcão Paluweh até uma altitude entre 2,4-3,0 km acima do nível do mar e deslocaram-se entre 45-150 km nas direções noroeste e oeste. Uma anomalia termal foi detectada no dia 14 de novembro. Plumas de cinzas ascenderam entre 2,4-3,0 km de altura acima do nível do mar e deslocaram-se por 35-115 km nas direções noroeste, oeste e sudoeste nos dias 21 e 23-27 de novembro.

Nos últimos dias do mês de novembro plumas de cinzas ascenderam até altitudes entre 1,5-2,4 km acima do nível do mar e deslocaram-se por 35-65 km nas direções noroeste e oeste.

A equipe do Volcano Discovery observou o vulcão Paluweh no final do mês de novembro. Eles relataram que o domo de lava parecia estar crescendo visivelmente a partir de todos os lados, com queda de rochas incandescentes quase constantes em várias áreas. O domo tinha cerca de 150 m de altura, o ponto mais alto da ilha, e o diâmetro basal foi de 200-250 m. Um conduto na parte superior leste do domo ejetou cinzas por períodos de várias horas e produziu sons de desgaseificação semelhantes a “jatos”. A pluma de vapor e cinzas atingiu vários quilômetros. Pequenos fluxos piroclásticos desceram do domo de lava, mas a vegetação circundante a cúpula só foi ligeiramente danificada por incêndios causados ​​por blocos quentes e queda de cinzas. O relatório também observou que a população local observava o crescimento  do domo de lava ao lado da cratera Rokatenda.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Manam, Nova Guiné, Oceano Pacífico

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) relatou que durante os dias 19-20 de novembro vapores com colorações brancas e azuis ascenderam do vulcão Manam. A atividade aumentou às  12h e 00min de 20 de novembro, caracterizada por emissões ocasionais de cinzas com coloração cinza escuro. Ejeção de tefra incandescente foi observada durante a noite. No dia 21 de novembro, às 17h e 00min, um pequeno fluxo piroclástico se deslocou até a parte superior de vale localizado na porção sudoeste do vulcão. Atividade mais forte foi detectada duas horas mais tarde, que durou até a manhã seguinte; tefra incandescente foi expulsa a várias centenas de metros acima da cratera, rugidos foram ouvidos em Bögia (23 km SSO), e um fluxo de lava foi extravasado para um vale na porção SE, a partir de um novo conduto sob a cratera Sul. A atividade diminuiu ligeiramente por volta das 17h e 00min em 22 de novembro e plumas de cinzas difusas, ocasionalmente, ascenderam da cratera. A atividade aumentou novamente em 24 de novembro. Cinzas cairam no lado noroeste da ilha. Com base em observações de imagens de satélite e relatórios do RVO, o Darwin VAAC informou que uma nuvem de cinzas atingiu uma altitude de 3,3 km no dia 26 de Novembro e derivou 110 km na direção leste.

O RVO relatou que durante os dias 16-19 de novembro plumas de coloração esbraquiçada e/ou azul ascenderam da Cratera Sul do vulcão Manam. Durante o período entre 18-30 de novembro foram observados incandescência na cratera e ejeção de tefra incandescente na maioria das noites, e um pequeno volume de lava fluiu a partir de um conduto no vale SE. Ocasionais plumas escuras de cinzas ascenderam 500 m acima da cratera e produziram queda de cinzas nas partes NO e SE da ilha durante o período entre 20-30 novembro.  Um pequeno fluxo piroclástico foi formado no vale SO em 21 de Novembro, e durante os dias 21-22 de novembro, sons semelhantes a estrondos e rugidos foram ouvidos. Somente plumas de colocaração esbranquiçadas ascenderam da Cratera Principal do vulcão Manan durante a metade para o final do mês de novembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Ulawun, Nova Bretanha, Oceano Pacífico

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) informou que do dia 6 até 30 de novembro o vulcão Ulawun produziu plumas de cinzas que ascenderam 200 metros e dispersaram-se em diferentes direções. Queda de cinzas foi reportada nos flancos norte e noroeste do vulcão. Sons de estrondos foram ouvidos no dia 18 de novembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tongariro, Ilha Norte, Nova Zelândia

Uma pequena erupção ocorreu nas crateras Te Maari do vulcão Tongariro às 13h e 25min do dia 21 de novembro, sem eventos precursores, o que levou o GeoNet a aumentar o nível de alerta vulcânico para 2 e o Código Cores de Alerta para vermelho. Um relatório nesse mesmo dia, às 17h e 30min, observou que a erupção aparentemente tinha terminado, e o Código de Cores de Aviação foi reduzida para laranja.

A erupção ocorreu na mesma área que a erupção anterior no dia 6 de agosto e durou menos de cinco minutos, apesar de que a atividade sísmica local perdurar por 15 minutos. Cientistas do GNS e alpinistas observaram a erupção. Uma nuvem de cinzas ascendeu 3-4 km acima da cratera Te Maari Superior e produziu queda de cinzasl em parte da State Highway 46 e no povoado de Turangi (21 km NE). Dois pequenos fluxos de densidade piroclásticos foram produzidos na base da coluna, nas porções oeste e norte da cratera, e se deslocaram por uma distância limitada de algumas centenas de metros. Naquela tarde, plumas de gás e vapor dispersaram-se na direção SE. No dia 22 de novembro, um odor de gás de enxofre foi relatado em Manawatu (S) e Hawke Bay (115 km ESE), a favor do vento a partir do Tongariro. Uma quantidade substancial de gás foi emitida durante os dias 22-23 novembro. O Código de Cores da Aviação foi reduzido para amarelo em 23 de Novembro, devido à ausência de emissões de cinzas. Em 26 de novembro, o GeoNet observou que nenhuma outra atividade vulcânica ocorreu desde a erupção, o fluxo de gás diminuiu, e a atividade sísmica permaneceu baixa.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shiveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante todo o mês de  novembro o fluxo de lava viscoso continuou a ser extrudido sobre o flanco noroeste do domo de lava do vulcão Shiveluch, acompanhado por avalanches quentes e atividade fumarólica. Imagens de satélite mostraram uma anomalia termal sobre o domo de lava em diversos dias do período. O Código de Cores de Alerta permaneceu em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Klyuchevskoy, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que imagens de satélites e vídeos durante os dias 23-30 de novembro mostraram explosões Estrombolianas no vulcão Klyuchevskoy, junto com incandescência na cratera e emissões de gases e vapores. Uma fraca anomalia termal foi detectada em imagens de satélites durante os dias 23-26 de novembro. O Código de Cores de Alerta foi mantido em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kizimen, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que foi detectada atividade sísmica moderada no vulcão Kizimen junto com uma anomalia termal em imagens de satélites no período entre 26 de outubro-2 de novembro. Imagens mostraram fluxos de lava sendo extravasados desde o cume e flanco sul do vulcão, incandescência, forte atividade de emissão de vapores e gases, e avalanches quentes no flanco sul. O Código de Cores de Alerta para a aviação foi elevado para a cor laranja no dia 1 de novembro. A pluma de cinzas se deslocou na direção NE, a uma altitude de 5,2 km acima do nível do mar no dia 2 de novembro. Nos dias 2-3 de novembro, o KVERT notificou que a sismicidade moderada indicava possíveis plumas de cinzas a altitudes de 4,5-4,8 km acima do nível do mar. A atividade de emissão de vapores e gases persistiu nos dias 2-5 de novembro. Incandescência acima da cratera e fluxos de lavas foram observados no dia 5 de novembro.

Durante o período entre 2-30 de novembro uma atividade sísmica moderada continuou sendo detectada no vulcão Kizimen. Imagens de satélite e de vídeo mostraram fluxos de lava sendo extravasados desde o cume e do flanco leste do vulcão, incandescência no cume, forte atividade de gases e vapor e avalanches quente no flanco sul. Anomalias termais continuaram também sendo detectadas nos dias 1-2, 6-7, 9-16, 17, 20, 22, 23-26 e 29 de novembro. O Código de Cores de Alerta foi mantido em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tolbachik, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) relatou que episódios de tremores vulcânicos foram detectados na área de do vulcão Plosky Tolbachik durante 7-10, 18 e 26 de novembro. O número de terremotos vulcânicos rasos aumentou para 250 em 26 de novembro. Um forte evento ocorreu às 16h e 52min de 27 de novembro. O Código de Cores de Aviação foi elevado para amarelo. No mesmo dia, observadores posicionados nos povoados de Kozyrevsk (40 km a NO) e Lazo (50 km a SO) relataram explosões de cinzas e fluxos de lava em Tolbachinsky Dol, na mesma área da erupção de 1975 (condutos do norte). Queda de cinzas, com até 4 cm de espessura, foi relatada em Krasny Yar (60 km a NNO). O Código de Cores de Aviação foi elevado para laranja. Com base nas informações do Kamchatka Branch of Geophysical Serviços (KGBS), o Tóquio VAAC informou que plumas de cinzas, possivelmente, ascenderam até altitudes entre 6,1-10,1 km. Plumas de cinzas não foram detectadas em imagens de satélite. As altitudes das plumas foram estimadas com base em dados sísmicos.

O KVERT informou que a erupção do vulcão Tolbachik que começou em 27 de novembro continuou até 30 de novembro. Lava emanada a partir de duas fissuras ao longo do lado do oeste de Tolbachinsky Dol, um platô de lava no lado sudoeste do vulcão, e plumas de cinzas atingiram menos de 500 m de altura em 28 de novembro. Uma grande anomalia térmica foi detectado na parte norte de Tolbachinsky Dol. No dia 29 de novembro, o Código de Cores de Aviação foi elevado para vermelho. Plumas de cinzas ascenderam menos do que 500 m e deslocaram-se por 300 km nas direções leste e sudeste. Mais tarde naquele dia, a sismicidade diminuiu e o Código de Cores de Aviação foi reduzido para laranja.

Durante os últimos dias do mês de novembro a atividade explosiva estromboliana e o extravasamento de lava continuaram através de duas fissuras ativas. A grande anomalia térmica continuou a ser detectada em imagens de satélite. Plumas de cinzas ascenderam entre 4-6,1 km de altura acima do nível do mar e queda de cinzas foi relatada em Kozyrevsk (40 km a NO). De acordo com uma reportagem no dia 30 de novembro, os fluxos de lava destruíram dois acampamentos científicos a 10 km de distância do vulcão.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



 

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