Erupções de Outubro de 1999

Arenal, Costa Rica

26 de outubro de 1999

No dia 26 de outubro, às 17 h e 20 min, ocorreu a formação de um fluxo piroclástico no vulcão Arenal que desceu pelo setor noroeste do cone vulcânico. Segundo alguns observadores que estavam postados a norte e a sudoeste do vulcão Arenal, o fluxo piroclástico consistiu de uma nuvem turbulenta de gases, cinzas e rochas quentes que não foi precedido por nenhuma explosão, ainda que ao descer o flanco da montanha produziu um som característico. O extremo mais distal do fluxo se posicionou sobre os derrames de lava que foram emitidos em 1968-1969 a partir da cratera A. O fluxo não ultrapassou os limites do campo de lavas, nem do Parque Nacional.

Fonte: Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Costa Rica (OVSICORI-UNA)
 

Etna, Sicília, Itália

1 de outubro de 1999

Fortes atividades explosivas estrombolianas foram observadas na cratera Nordeste. Em poucos minutos, bombas foram ejetadas acima de 100 m da margem da cratera e a 100-150 m de distância. Apesar destas fortes detonações, fortes sons de "roncos" foram quase que continuamente ouvidos desde a cratera, e emissões de cinzas foram freqüentes. As demais crateras, Voragine, Sudeste e Bocca Nuova, estavam relativamente quietas.

5 de outubro de 1999

Na tarde de 5 de outubro, forte atividade eruptiva recomeçou na cratera Bocca Nuova após duas semanas de relativa calma. Cientistas observaram enormes bombas incandescentes sendo ejetadas para o ar e explosões acompanhadas por fortes detonações. Os mesmos cientistas notaram uma contínua, mas flutuante, incandescência na cratera Nordeste e um leve aumento na atividade efusiva na base do cone da cratera Sudeste.

6 de outubro de 1999

Cientistas noticiaram que em torno das 10 h e 40 min do dia 6 de outubro uma muito forte detonação foi ouvida na região do cume do vulcão, seguida dentro de poucos minutos pela ascensão de um enorme anel de fumaça, com no mínimo 100 m de diâmetro. Durante os próximos 10 minutos ou mais, uma série de fortes estrondos e explosões ocorreram, provavelmente na cratera Bocca Nuova. Durante a tarde, fortes explosões foram vistas nesta cratera a intervalos de mais ou menos 10 minutos, com pequena atividade ocorrendo nos intervalos entre as explosões. Cada explosão iniciou com a ejeção de grandes bombas (algumas com alguns metros de diâmetro), seguida imediatamente por uma forte detonação e a aparição de uma pluma de gás branco azulado.

A cratera Nordeste produziu atividade estromboliana contínua, com jatos de lava ascendendo umas poucas dezenas de metros acima da margem da cratera, sendo que algumas das mais fortes explosões arremessaram bombas até 150 m de altura acima do bordo da cratera. Esta atividade marca o retorno da clássica atividade "persistente" no qual a cratera Nordeste tornou-se famosa nas décadas de 50 até 70. Atividade similar ocorreu mais recentemente nesta cratera em 1996.

13 de outubro de 1999

Durante os últimos dias, a atividade eruptiva nas crateras do cume do vulcão Etna tem continuado a muito elevado nível, principalmente nas crateras Bocca Nuova e Nordeste. No dia 11 de outubro, a atividade explosiva também foi reativada na cratera Voragine que tinha permanecido relativamente inativa nas últimas semanas.

Durante os dias 9 e 10 de outubro, observadores noticiaram fortes ejeções de materiais incandescentes desde a cratera Bocca Nuova e na cratera Nordeste; bombas foram freqüentemente arremessadas para longe destas crateras, sendo acompanhadas pela ascensão de plumas escuras carregadas de cinzas a alturas de muitas centenas de metros. A atividade atingiu o clímax no dia 11 de outubro quando bombas foram ejetadas desde a cratera Bocca Nuova a distâncias de muitas centenas de metros, e algumas explosões ascenderam mais que 300 m acima da margem da cratera.

Na tarde do dia 12 de outubro, a atividade dentro da cratera Bocca Nuova foi extremamente vigorosa e contínua, com ejeções de densos jatos de bombas a centenas de metros acima da margem da cratera. A cratera Nordeste emitiu cinzas escuras quase que continuamente, sendo que cada emissão foi anunciada por um som de estrondo abafado, seguido em segundos pela aparição de uma pluma de cinzas densa na margem da cratera. A atividade na cratera Voragine permaneceu a relativamente baixos níveis. Muitas explosões fortes foram ouvidas vindas desta cratera, mas nenhum material incandescente ascendeu acima da margem da cratera, indicando que a atividade estava acontecendo muito profundamente.

No dia 12 de outubro a atividade efusiva na base leste-sudeste do cone intracratera Sudeste foi baixa, mais de 8 meses após o começo da atividade efusiva naquela área. Foram observados dois fluxos de lava no qual a razão de efusão foi estimada em torno de 1 m3/s. Se este valor for aplicado também para o mês passado, então 2,5 milhões de metros cúbicos tem sido adicionados aos mais de 40 milhões de metros cúbicos de lava emitidos entre 4 de fevereiro e o início do mês de setembro.

15 de outubro de 1999

Forte atividade eruptiva tem continuado desde o dia 12 de outubro na cratera Bocca Nuova, com a ocorrência de ejeções quase que contínuas de bombas incandescentes até alturas de muitas centenas de metros acima da margem desta cratera. Os cientistas que estudam o vulcão Etna acreditam que esta cratera esteja sendo rapidamente preenchida por material magmático. No final da tarde, vigorosas fontes de lavas foram observadas na cratera Voragine (ou na cratera Nordeste). Sons de estrondos abafados foram ouvidos na cidade de Catania. Este tipo de atividade pode ser o início de novo episódio eruptivo paroxismal.

18 de outubro de 1999

No anoitecer do dia 16 de outubro (sábado) o vulcão Etna presenteou a população do leste da Sicília com uma espetacular mostra de fontes de lava ejetando-se da cratera Bocca Nuova. Este evento foi seguido após umas poucas horas de um aparente declínio na atividade, mas na manhã do dia 18 de outubro, uma forte atividade explosiva ressurgiu. Vulcanólogos noticiaram que jatos de lava contínuos, com muitas centenas de metros de altura acima da margem da cratera Bocca Nuova, ocorreram dentro da cratera a partir de muitos condutos, e bombas foram arremessadas sobre os flancos externos do principal cone. Em torno das 14h, fluxos de lava começaram a se desenvolver sobre o flanco oeste do principal cone da área do cume do vulcão e a margem oeste da cratera Bocca Nuova colapsou.

21 de outubro de 1999

Após continuar vigorosa até o início da manhã do dia 20 de outubro, a atividade desde os condutos eruptivos na cratera Bocca Nuova, junto com o fluxo de lava formado no dia 17 de outubro, cessaram no resto do dia. Entretanto, às 03h do dia 21 de outubro, a atividade eruptiva desde a cratera Bocca Nuova ressurgiu, com renovados fluxos de lava sobre o flanco oeste do vulcão.

28 de outubro de 1999

Segundo o informe de Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology, a atividade atual do vulcão Etna é uma das mais espetaculares erupções observadas em muitas décadas. Na tarde do dia 27 de outubro, foi observado um longo fluxo de lava, originado a partir da vigorosa atividade na cratera Bocca Nuova. Durante os últimos dias (desde o dia 21 de outubro), a atividade eruptiva originada nesta cratera tem continuado geralmente a muito altos níveis, com vigorosas explosões estrombolianas, elevadas fontes de lava, colapsos de parte da cratera e geração de fluxos de lava sobre o flanco oeste do vulcão.

Fonte: Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology
 

Fuego de Colima, México

8 de outubro de 1999

No dia 6 de outubro, em torno da 01 h e 20 min, moradores do vilarejo de La Yerbabuena (8 km a SW do vulcão) noticiaram uma pequena e muito curta queda de cinzas, que foi precedida por sons de "turbinas de jatos" vindos da cratera do vulcão Fuego de Colima. Antes destes eventos, a Rede Sismológica Telemétrica de Colima avisou as autoridades de proteção civil sobre atividade no vulcão, que recomendaram aos vilarejos próximos a ficarem em alerta.

13 de outubro de 1999

Uma explosão moderada ocorreu no dia 12 de outubro às 11 h e 59 min no vulcão Fuego de Colima. Dez minutos antes da explosão, a Rede Sismológica Telemétrica de Colima avisou o Sistema de Proteção Civil de Colima sobre o aumento da possibilidade de ocorrer tal evento. A coluna de cinzas e vapor foi claramente vista desde a cidade de Colima (32 km a sul do vulcão). Moradores dos vilarejo de La Becerrera (12 km a sudoeste da cratera) ouviram a explosão e viram a coluna, que ascendeu a no mínimo 2.000 m acima da cratera. Os mesmos moradores informaram uma muito pequena queda de cinzas que iniciou aproximadamente às 12 h e 40 min e continuou por 15 minutos. Nenhum material balístico e fluxo piroclástico foi observado.

26 de outubro de 1999

No dia 24 de outubro, aproximadamente 3 exalações de cinzas e vapores foram emitidas pelo vulcão Fuego de Colima. A nuvem de cinzas e vapores da primeira exalação ascendeu a 1.500 m acima da cratera. Nenhuma ejeção balística ou fluxo piroclástico foi noticiado.

29 de outubro de 1999

No dia 28 de outubro, o vulcão Fuego de Colima liberou fumaças e cinzas a 1.000 m de altura. O vulcão continua a acumular energia e os vulcanólogos estão esperando uma grande erupção. No dia 29 de outubro, o vulcão liberou dois pequenos eventos de exalação de cinzas, com a nuvem eruptiva ascendendo aproximadamente 6 km acima do nível do mar.

Fonte: Volcano World e Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Guagua Pichincha, Equador

4 de outubro de 1999

Queda de rochas, aumento na sismicidade e o crescimento ou deformação no domo continua. Nas últimas 24 horas, houve 140 terremotos de longo período e 42 tremores híbridos. Na manhã do dia 1 de outubro, observações aéreas identificaram muito forte atividade fumarólica (plumas com 1.500 m de altura) no domo de rochas. Entretanto, medições do fluxo de SO2 encontraram quantidades de 160 ton/dia, considerado um valor baixo.

6 de outubro de 1999

No dia 4 de outubro, o nível de alerta no vulcão Guagua Pichincha foi rebaixado para amarelo devido ao decréscimo na atividade sísmica. Explosões freáticas e de cinzas são mais freqüentes. tem sido observado uma deformação no domo e produtos magmáticos estão agora presentes no material vulcânico expulso pelo vulcão. No dia 5 de outubro, uma nuvem de cinzas ascendeu 19.500 m e moveu-se na direção leste cobrindo partes da cidade de Quito. O aeroporto internacional da cidade de Quito, bem como as escolas permanecem fechadas. A população de Lloa, a cidade dentro da área de mais alto risco, foi evacuada para abrigos.

8 de outubro de 1999

Uma grande explosão ocorreu no dia 7 de outubro, às 07 h e 06 min, produzindo uma nuvem de cinzas com forma de cogumelo que ascendeu no mínimo a 12 km acima do vulcão. Este evento foi precedido por uma grande erupção de cinzas no dia 5 de outubro, que causou problemas respiratórios em muitas pessoas e a morte de um homem. Quatro outras pessoas foram feridas quando limpavam o teto de suas casas. O aeroporto de Quito foi fechado na terça-feira e reaberto na quinta-feira. A cidade de Quito permanece em alerta amarelo, rebaixado na segunda-feira do alerta laranja da semana passada.

12 de outubro de 1999

Um domo de lava (denominado de no 1) contendo grandes blocos de um material muito viscoso está presente na margem oeste da caldeira do vulcão Guagua Pichincha. O material vulcânico colapsou para oeste produzindo fluxos piroclásticos e colunas de cinzas. O processo pode continuar por anos. No dia 4 de outubro, o estado de alerta do vulcão retornou para "amarelo". O alerta "laranja" está apenas efetivo para a cidade de Lloa, onde os moradores permanecem em abrigos temporários.

18 de outubro de 1999

No dia 17 de outubro ocorreu uma forte explosão no vulcão Guagua Pichincha, formando uma coluna de erupção com 10 km de altura. Este evento provavelmente marcou a destruição domo no 1. Na manhã do dia 18 de outubro, foi possível observar desde a cidade de Quito uma coluna de vapor que alcançou uma altura de 2,5 km.

21 de outubro de 1999

O vulcão Guagua Pichincha voltou a se reativar, apresentando vários episódios de enxames de terremotos, principalmente pela manifestação de sismos híbridos (1363), vulcano-tectônicos (15) e de longo período (64). Informações recebidas por satélites e observações aéreas confirmaram a criação de um novo domo (no 2) na cratera. Estes eventos fazem supor que está em desenvolvimento uma nova fase eruptiva.

22 de outubro de 1999

Nas últimas 24 horas tem ocorrido vários episódios de enxames de terremotos, formados principalmente por sismos híbridos (15), tremores de longo período (961) e um sinal de queda de rochas. O importante número de sismos de longo período reflete instabilidade no vulcão, relacionado com o movimento de fluídos no seu interior. A atividade fumarólica, associada a sons de ruídos, foi intensa do lado ocidental da cratera alcançando uma altura de 2 km. Continua o alerta amarelo.

24 de outubro de 1999

No dia 23 de outubro, foram identificados 238 sismos híbridos, 692 de longo período, 257 vulcano-tectônicos e 5 sinais de queda de rochas, enquanto que no dia 24 de outubro, foram identificados 1.192 sismos híbridos, 239 de longo período, 444 vulcano-tectônicos e 1 sinal de queda de rochas. A atividade fumarólica foi intensa nestes dias, variando a altura entre 1,5 e 2,0 km. O importante número de sismos vulcano-tectônicos e de longo períodos observados nos últimos dias, refletem a instabilidade do vulcão, relacionado ao movimentos de fluídos e formação de fraturas em seu interior. O alerta amarelo continua em vigor.

28 de outubro de 1999

Embora não tenha havido explosões nos últimos dias no vulcão Guagua Pichincha, a sismicidade continua elevada. A contagem dos tremores mostrou um ligeiro incremento no número de sismos, junto com um crescente aumento na energia que estes eventos liberam. No dia de hoje, foram identificados 25 eventos sísmicos vulcano-tectônicos, 13 sinais de queda de rochas, 570 tremores híbridos e 2.426 terremotos de longo período. Observações visuais do interior da cratera indicam que o domo no 2 está crescendo, e que a atividade fumarólica continua importante.

Fonte: Escuela Politecnica Nacional – Instituto Geofísico (Equador), Volcano World e Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Kilauea, Havaí

13 de outubro de 1999

Incandescência vista esta manhã confirmam que o lago de lava na cratera do cone Pu`u `O`o permanece ativo. No dia 12 de outubro foram vistos muitos orifícios incandescentes no fundo de uma cova (pit) localizada no flanco oeste do cone Pu`u `O`o. Esta cova formou-se no dia 12 de setembro, quando a lava retirou-se abruptamente da cratera. Um novo "spatter cone" formou-se no fundo de Puka Nui, na base sudoeste de Pu`u `O`o. Observações realizadas no dia 12 de outubro indicaram que o único fluxo de lava ativo está em torno da cota altimétrica de 600 m, onde uma pequena corrente de lava está fluindo para oeste e queimando árvores em um "kipuka". Esta lava está saindo de um sistema de tubos sobre a superfície entre Pu`u `O`o e o topo de Pulama Pali. Nenhum fluxo estão descendo para Pali ou entrando no oceano. Tremores vulcânicos próximo a Pu`u`O`o estão em um nível normal, o mesmo acontecendo com as condições no cume do Kilauea. Já se passou mais de quatro semanas desde a intrusão de magma entre as crateras Pauahi e Mauna Ulu no dia 12 de setembro, e a erupção tem sido fraca desde esta data.

14 de outubro de 1999

Observações aéreas e no solo, confirmam que o lago de lava na cratera do cone Pu`u `O`o permanece ativo. O único fluxo de lava ativo está fluindo a partir de um reservatório de magma localizado a aproximadamente a 600 m de altitude. Uma pequena corrente de lava está fluindo no lado leste de um "kipuka" abaixo da cota altimétrica de 550 m. Nenhum fluxo está se movimentando para Pulama Pali ou entrando no mar. Tremores vulcânicos perto do cone Pu`u `O`o estão flutuando dentro de condições normais. Condições no cume do Kilauea permanecem estáveis.

Fonte: Hawaiian Volcano Observatory
 

Popocatépetl, México

12 de outubro de 1999

No dia 12 de outubro, às 09 h e 44 min, ocorreu uma exalação moderada acompanhada de uma ligeira emissão de cinzas. Às 09 h e 59 min, outro evento, mas este de menor porte, foi observado no cume do vulcão. Depois destes episódios o vulcão regressou aos níveis anteriores de atividade e se mantém estável. Se recomenda não aproximar-se a menos de 5 km da cratera do vulcão. O semáforo de alerta vulcânico permanece na cor amarela.

28 de outubro de 1999

O vulcão Popocatépetl manifestou na madrugada de 28 de outubro um ligeiro incremento em seus níveis de atividade. Observaram-se diversas exalações de moderada intensidade, com maior duração em relação aos eventos registrados nos dias anteriores. As exalações mais importantes ocorreram às 02 h e 12 min com uma duração de 13 minutos, às 06 h e 36 min e a última, às 07 h e 27 min. Estes eventos foram acompanhados de emissões de gases e moderadas quantidades de cinzas. Registraram-se também esporádicos sinais de tremores harmônicos de curta duração. Os demais parâmetros monitorados não apresentaram variações significativas. Recomenda-se não aproximar-se a menos de 5 km da cratera do vulcão. O semáforo de alerta vulcânico se mantém em amarelo.

Fonte: CENAPRED – Centro Nacional de Prevención de Desastres – México
 

Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

28 de outubro de 1999

Nos dias 26 e 27 de outubro, o vulcão Soufriere Hills produziu novamente episódios de emissão de cinzas, pequenas explosões e eventos de colapso do domo. Novos depósitos de fluxos piroclásticos foram observados no vale do rio Tar. O evento do dia 26 de outubro criou uma nuvem de cinzas que ascendeu a 5.000 m de altura.

Fonte: Volcano World
 

Stromboli, Ilha de Stromboli, Itália

11 de outubro de 1999

No dia 10 de outubro, por volta das 20 hs, ocorreu um forte evento eruptivo no vulcão Stromboli, provocando a queda de cinzas e escórias sobre algumas regiões da ilha. Desde às 18 h e 30 min, o vulcão mostrava intensa atividade, inclusive com ejeção de bombas. Não houve notícias de pessoas feridas por este evento explosivo.

Fonte: Stromboli on-line
 

Taal, Filipinas

1 de outubro de 1999

Vulcanólogos advertiram que o vulcão Taal tem mostrado aumento alarmante na atividade sísmica e de geysers. O vulcão de 311 m de altura erupcionou pela última vez em 1977, mas não causou nenhum acidente ou danos. Em 1965, entretanto, uma forte erupção causou 200 mortes de pessoas que moravam próximo ao vulcão.

Fonte: Discovery Online
 

Tungurahua, Equador

8 de outubro de 1999

O relatório do dia 4 de outubro mostra que o vulcão Tungurahua permanece inquieto, com a identificação de terremotos híbridos e de longo período, bem como de tremores harmônicos. Foram produzidos 52 pulsos de liberação de gases nas 24 horas precedentes.

13 de outubro de 1999

Atividade no vulcão equatoriano Tungurahua tem mostrado um distinto aumento na atividade, com muitas emissões de cinzas (provavelmente relacionados a atividade freática) que provoca a queda de tefra nas áreas circunvizinhas. Alguns residentes de perto do vulcão informaram que viram ejeções de rochas incandescentes a partir da cratera nos dias 11 e 12 de outubro, e isto tem novamente causado ansiedade em algumas pequenas vilas localizadas próximas a montanha. A visão de ejetos incandescentes pode indicar que o magma está ascendendo no conduto do vulcão, e a probabilidade de uma erupção maior é elevada. Entretanto, não há nenhuma confirmação desta informação a partir de observadores mais treinados; entretanto, vulcanólogos que estão trabalhando na área tiveram sua visão do vulcão impedida por nuvens.

17 de outubro de 1999

O vulcão Tungurahua continua apresentando altos níveis de atividades de tremores sísmicos (vibração do conduto por onde saem os gases) e de emissões de gases (a alturas de mais de 500 m), e pode-se constatar também pequenas mudanças na inclinação do flanco ocidental e norte-ocidental por meio de medições eletrônicas (EDM) e de inclinometria. Se comprovou a presença de queda de rochas incandescentes na parte superior do cone vulcânico. Isto sugere que um corpo magmático se encontra próximo a superfície e que uma erupção é provável nos próximos dias até semanas.

Devido as mudanças que o vulcão Tungurahua está apresentando, o Instituto Geofísico recomendou a mudança do sistema de alerta para Laranja. A partir das 09h do dia 16 de outubro, este nível de alerta entrou em vigor para as zonas de maior perigo, as quais incluem a cidade de Baños e os locais situados nos flancos ocidental e sul-ocidental do vulcão.

18 de outubro de 1999

Segundo o Global Volcanism Program – Smithsonian Institution o nível de alerta do vulcão Tungurahua permanece Laranja. Tremores vulcânicos são tão fortes que mascaram outros sinais sísmicos. Tefras incandescentes tem caído sobre o flanco W do vulcão. A cratera tem aumentado sobre um eixo N-S e uma coluna de cinzas e gases continua a ascender desde a cratera. Muito altos níveis de dióxido de enxofre (SO2) e sinais de deformação do cone (obtidos por inclinômetros) tem sido medidos. No dia 18 de outubro, o vulcão Tungurahua cobriu as áreas circundantes com uma camada de cinza. As cidades de Baños, Pinipe, Puela e Bilboa foram evacuadas.

19 de outubro de 1999

Os jornais equatorianos La Hora e Diario Hoy reportaram que segundo as previsões do Instituto Geofísico da Escola Politécnica Nacional do Equador o vulcão Tungurahua está em processo progressivo e praticamente irreversível de erupção, o que ocorrerá em dias. O vulcão tem se comportado de forma muito anormal nos últimos dias, com tremores constantes e várias deformações em sua parte ocidental, com inclinações significativas dos seus flancos que fazem supor que a montanha esteja adotando uma forma propícia para explodir. A presença de magma, com forma de fogos pirotécnicos na cratera (como se alguém estivesse soldando no cume, disse uma testemunha), com expulsões de rochas incandescentes que caem pelos seus flancos, é outro dos sintomas que confirmam sua grande atividade e iminente perigo de uma explosão em dias. Estudos indicam que o magma está apenas a 100 m de profundidade abaixo da superfície da cratera. Segundo Alexandre Garcia, integrante do Instituto Geofísico, todos os parâmetros indicam um processo eruptivo acelerado e são poucas as probabilidades de que a atividade se acalme e o vulcão retorne a tranqüilidade. O mesmo cientista diz que "não se pode precisar com exatidão a data em que ocorrerá o fenômeno, mas tudo indica que será em dias e muito dificilmente em semanas". Vulcanólogos advertiram que o vulcão Tungurahua é muito perigoso, pois se calcula que os fluxos piroclásticos e a a nuvem de cinzas tardarão apenas cinco minutos para descer os flancos e chegar a base da montanha, o que provoca um risco enorme as 59 pequenas cidades e vilarejos localizados na base desse vulcão. Os cientistas consideram que a intensidade da erupção será de "grau três", segundo uma escala internacional que vai de um a sete, o que se indica uma explosão intermediária ou moderada, mas perigosa. A forma do vulcão, como um cone invertido quase perfeito, é mais perigoso, pois os fluxos piroclásticos se deslocarão sem dificuldades.

A central hidroelétrica de Agoyán foi paralisada no dia 17 de outubro ante a iminência da erupção do vulcão Tungurahua. Os diretores da hidroelétrica decidiram abrir todas as comportas da usina, o que permitiu que a água saísse com maior rapidez do lago da represa, permitindo a observação da cascata do Agoyán em seu máximo esplendor, como não se via há muitos anos. Se procedeu também o desligamento de todas as turbinas da central hidroelétrica e a evacuação do pessoal técnico, administrativo e de segurança. Tanto a hidroelétrica como as suas linhas de transmissão estão no caminho, ante uma erupção, dos lahares, que chegariam a central em dez minutos, contando-se a partir do início do evento. A represa está desenhada para suportar uma passagem de 8 mil metros cúbicos de água por segundo e os lahares tenderiam, segundo cálculos aproximados, a aportar até 6 mil metros cúbicos por segundo ao lago da hidroelétrica.

21 de outubro de 1999

A atividade sísmica continua saturando as estações de monitoramento localizadas em volta da cratera do vulcão, sendo que a energia liberada pelos tremores continua elevada. Segue a emissão contínua de gases e cinzas com a formação de uma coluna eruptiva que alcançou em torno de 8 km de altura. Durante o dia 20 de outubro, houve um pequeno descenso na atividade de emissões (por 9 horas), no entanto depois disto, a atividade sísmica voltou a ser importante. O alerta laranja se mantém.

22 de outubro de 1999

A atividade sísmica continua saturando as estações sísmicas localizadas perto da cratera do vulcão, o que torna difícil reconhecer eventos sísmicos locais, no entanto foram identificados 3 sismos do tipo vulcano-tectônico. Segue continua a emissão de cinzas e gases, formando uma coluna eruptiva de aproximadamente 7 km altura. Foram identificados dois fluxos de lama (lahares) na estrada Penipe-Baños. Durante o 21 de outubro houve um pequeno decréscimo na atividade de emissões (durante 8 horas), no entanto depois disto, a atividade sísmica voltou a ser importante. O alerta laranja se mantém.

24 de outubro de 1999

A atividade sísmica continua elevada no vulcão Tungurahua, da mesma forma que continua intensa a emissão de cinzas e gases, formando uma coluna eruptiva que alcançou 5 km de altura no dia 23 de outubro e 8 km de altura no dia 24 de outubro. Medições do fluxo de SO2 por instrumentos COSPEC revelaram valores de 7.800 ton/dia. A atividade de emissões teve um decenso no dia 23 por 14 horas e no dia 24 por 16 horas, no entanto depois destes eventos, a atividade sísmica voltou a ser importante. O alerta laranja se mantém.

25 de outubro de 1999

Os tremores sísmicos foram importantes e contínuos durante o dia 25 de outubro, saturando as estações sísmicas localizadas próximas ao vulcão Tungurahua. A emissão de gases e cinzas foram permanentes, sendo que pela manhã a coluna de cinzas alcançou uma altura de 1.000m sobre a cratera, mantendo-se durante todo o dia. Explosões, observadas claramente durante a noite, emitiram gases, cinzas e grandes blocos de material incandescente, que foram depositados 1.000 m abaixo do cume do vulcão.

O jornal La Hora noticiou, inclusive mostrando uma fotografia, que na noite de sábado para domingo passado (23 para 24 de outubro) foram observados fluxos de lava saindo da cratera do vulcão Tungurahua. O jornal Diario Hoy, por sua vez, ressaltou que ocorreram nos últimos três dias, 8 explosões freáticas de grande magnitude, contendo cinzas e vapores. Estes dois jornais equatorianos possuem reportagens diárias sobre as atividades no vulcão Tungurahua e Guagua Pichincha.

28 de outubro de 1999

Nos últimos dias o vulcão Tungurahua tem mostrado uma diminuição na atividade sísmica, entretanto durante o dia foi possível observar e escutar vários eventos explosivos. Estes episódios são acompanhados por sons fortes e claros semelhantes a "tiros de canhão" ou "trovões de chuva", junto com ejeções balísticas de blocos incandescentes que caem ao redor da cratera e colunas eruptivas de moderadas alturas, carregadas vapor de água, gases e cinzas. No dia de ontem, 27 de outubro, às 06 h e 57 min, ocorreu uma explosão que emitiu um forte som, escutado nas zonas próximas, gerando uma coluna escura de 1,5 km de altura. A partir desta explosão a atividade aumentou, com a observação por toda a manhã de colunas escuras que continuamente apareciam sobre a nebulosidade do vulcão. Medições do nível de enxofre realizadas pelos técnicos do Instituto Geofísico revelaram um valor em torno de 7.800 ton/dia de SO2. Este valor está dentro dos parâmetros observados nas últimas semanas. No dia 26 de outubro, foram observados vários fluxos de lama, principalmente a sudoeste do vulcão. O alerta laranja continua.

Fonte: Escuela Politecnica Nacional – Instituto Geofísico, Jornal La Hora, Jornal Diario Hoy e Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Vesúvio, Itália

11 de outubro de 1999

Nos últimos dias o vulcão Vesúvio tem mostrado atividade sísmica e tem suscitado receio que a atividade vulcânica retorne, bem como de reações contraditórias nos vulcanólogos que monitoram o vulcão. O primeiro e maior terremoto ocorreu às 07 h e 41 min do dia 9 de outubro, com uma magnitude de 3,6 graus na Escala Richter e com epicentro localizado abaixo do vulcão. A profundidade focal foi localizada a 5 km abaixo do vulcão. O tremor não causou danos significantes, mas muitas pessoas que vivem nas cidades ao redor da montanha deixaram as suas residências. No dia 10 de outubro, vulcanólogos do "Osservatorio Vesuviano" declararam que o terremoto representou um evento "normal", e que não havia nenhum outro indicador geofísico de aumento de atividade. Entretanto, Giuseppe Luongo, o diretor anterior do "Osservatorio Vesuviano", disse que o primeiro nível do Plano de Emergência para o Vesúvio tinha que ser declarado, porque o tremor foi o maior registrado no vulcão desde sua última erupção em 1944, e isto não era normal.

13 de outubro de 1999

O nível de atividade sísmica no vulcão Vesúvio tem aparentemente diminuído, mas o debate público nos dias anteriores provavelmente causou mais confusão do que qualquer outra coisa, e os residentes estão em dúvida se o primeiro nível de alerta do Plano de Emergência foi declarado ou não. Por outro lado, vulcanólogos do "Osservatorio Vesuviano" confirmaram que "o Vesúvio é um vulcão muito perigoso que poderá erupcionar no futuro" mas ressaltam que tirando a sismicidade, não há nenhuma outra variação dos parâmetros medidos durante a atividade (deformação do terreno, química gasosa …), assim que nenhuma erupção parece ser iminente neste momento.

Fonte: Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology
 

Villarrica, Chile

12 de outubro de 1999

Atividade sísmica no vulcão Villarrica aumentou a partir do dia 22 de agosto, com a identificação de aumento na amplitude dos tremores harmônicos. Períodos de tremores de alta amplitude duram de duas a trinta horas, alternando-se com períodos de tremores normais (background) ao vulcão. No dia 15 de setembro, um evento energético de longo período (LP) foi considerado ter sido associado com um pequeno evento explosivo na cratera. No dia 4 de outubro, novas cinzas e projéteis foram observados na margem da cratera, o que indica que um pequeno evento explosivo ocorreu novamente. Terremotos híbridos tem aumentado em quantidade desde o dia 1 de outubro. O "Observatorio Vulcanológico de Los Andes de Sur" (OVDAS) recomendou que as autoridades locais movam para Nível 2 (verde) o esquema de alerta adaptado para o vulcão.

24 de outubro de 1999

No entardecer do dia 17 de outubro se observou um forte incremento na atividade explosiva dentro da cratera central do vulcão Villarrica. Junto com um resplendor incandescente, ocorreu uma forte atividade eruptiva cíclica do tipo estromboliana, com uma alta freqüência de 1-2 segundos e ejeção balística de piroclastos sobre a borda da cratera. Os ciclos de atividade explosiva estromboliana foram irregulares e se prolongaram entre alguns minutos e uma hora, com períodos de pausa entre 10-15 minutos aproximadamente. Aparentemente o flanco superior sul-oeste do vulcão foi a zona mais afetada pela queda de materiais piroclásticos incandescentes. Não foi percebida nenhuma atividade sísmica nem ruídos vulcânicos associados a erupção.

Na noite de 18 para 19 de outubro, cessou toda atividade explosiva e incandescente. Durante os dias 20, 21, 22 e 23 de outubro o nível de atividade vulcânica visível retornou aos índices habituais.

Fonte: Volcán Villarrica e Smithsonian Institution – Global Volcanism Program

 

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