Erupções de Outubro de 2010


Planchón-Peteroa, Argentina

O Servicio Nacional de Geología y Minería (SERNAGEOMIN) reportou que no dia 1 de outubro uma pluma de cinzas se deslocou para N e NW, atingindo a região de Los Queñes, 30 km a NW. Durante o período entre 6-12 de outubro, plumas de cinzas atingiram altitudes entre 3-6,1 km acima do nível do mar e deslocaram-se em múltiplas direções. O Nível de Alerta permanece em 4, amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Villarrica, Chile

Segundo o Projecto Observación Visual Volcán Villarrica (POVI), pequenas nuvens de cinzas foram observadas se elevando do vulcão Villarrica nos dias 10, 16 e 24 de outubro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Galeras, Colômbia

Segundo o Observatorio Vulcanológico y Sismológico de Pasto informou que o vulcão Galeras continua a mostrar sinais de aumento da atividade após ter ficado algumas semanas relativamente quieto. Galeras permanece no Nível de Alerta 3 (amarelo) desde o dia 7 de setembro, quando o nível de alerta foi rebaixado de laranja seguindo a erupção de 25 de agosto.

A atividade sísmica no vulcão Galeras continua a flutuar, com um aumento nos sinais sísmicos associados com movimentos de fluídos dentro do vulcão desde o dia 15 de outubro. Este aumento na sismicidade é também associado com um aumento nas emissões gasosas e no conteúdo de cinzas no interior dessas emissões, juntamente com elevação na deformação do cume do vulcão e presença de anomalias termais na área da cratera. Todos esses parâmetros, o Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS) concluiu que “há presença de material magmático em níveis rasos que continuam a se movimentar em direção à superfície”.

Fonte: Observatorio Vulcanológico y Sismológico de Pasto


Nevado del Huila, Colômbia

O Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS), Popayán Volcano Observatory, informou que durante o período entre 29 de setembro-5 de outubro ocorreram plumas de gases no vulcão Nevado del Huila. As plumas ascenderam até 2,5 km de altura acima do cume da montanha. Incandescência desde o domo de lava e do material colapsado foi também notada. No dia 1 de outubro, uma pluma de cinzas ascendeu até uma altitude de 7,6 km acima do nível do mar. No final daquele dia, uma pluma de gases e cinzas com 10 km de largura foi observada em imagens de satélites, com uma extensão de 30 km. O Nível de Alerta permanece em II (laranja; “provável erupção em questão de dias ou semanas”).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Nevado del Ruiz, Colômbia

O Instituto Colombiano de Geología y Minería (INGEOMINAS) reportou que após ter ocorrido um aumento na sismicidade, ocorrência de plumas de gases e odor de enxofre em torno da cratera o Nível de Alerta do vulcão Nevado del Ruiz foi “elevado” para III (amarelo; “variações no comportamento da atividade vulcânica”) no dia 1 de outubro. Ocorreram também variações no comportamento geoquímico e nas medições da deformação do edifício vulcânico durante os meses passados. O nível de sismicidade flutuou durante os dias 2-3 de outubro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sangay, Equador

No dia 6 de outubro, pequenas plumas de cinzas foram observadas por um piloto de aeronave. As nuvens de cinzas foram confirmadas por imagens de satélites se deslocando nas direções W-NW.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que no dia 2 de outubro uma estação sísmica próxima do vulcão Fuego registrou algumas explosões e a formação de um possível lahar que se deslocou na direção SE. O mau tempo impediu observações visuais dos eventos. Durante os dias 4-5 de outubro, explosões ejetaram materiais incandescentes acima da cratera e produziram plumas de cinzas que se elevaram entre 500-700 metros acima da cratera.

Novas explosões durante os dias 21-22 e 26 de outubro, o INSIVUMEH reportou que explosões produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 500-700 metros acima da cratera SW. Sons de estrondos e de emissão de gases foram ocasionalmente ouvidos e incandescência foi ouvida a noite. Avalanches de blocos ocorreram sobre os flancos da montanha. No dia 26 de outubro, plumas de cinzas se deslocaram nas direções N e NW e material incandescente foi ejetado até 75 metros acima da cratera.

Durante os dias 28-29 de outubro, o INSIVUMEH informou que explosões produziram plumas de cinzas que se elevaram entre 300-600 metros acima da cratera. Material incandescente foi ejetado a 75 metros de altura acima da cratera e sons de estrondos e emissões de gases foram ocasionalmente ouvidos. Avalanches desceram o flanco oeste. No dia 18 de outubro, queda de cinzas foi reportada no povoado de Sangre de Cristo, situado a 10 km nas direções W-SW.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Pacaya, Guatemala

Durante os dias 21-22 e 26 de outubro, o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou explosões do tipo Estrombolianas originadas a partir do cone MacKenney.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que no dia 22 de outubro explosões desde o complexo de domos de lava Santiaguito do vulcão Santa María produziram plumas de cinzas que se elevaram 300 metros acima do domo Caliente. Avalanches de blocos formaram-se nos flancos S e SW.

Segundo o INSIVUMEH, uma explosão no dia 29 de outubro no complexo de domos de lava Santiaguito produziu plumas de cinzas que atingiram 900 metros de altura acima do domo Caliente. Um pequeno fluxo piroclástico originado no domo de lava percorreu o flanco sudeste. Queda de cinzas foi reportada nos povoados de Finca, La Florida, Palajunoj e San Jose situados sobre os flancos sul e sudoeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Soufriere Hills, Ilha de Montserrat, Caribe

O Montserrat Volcano Observatory (MVO) relatou que durante os períodos entre 1-8 e 8-15 de outubro a atividade foi pequena no domo de lavas do vulcão Soufriere Hills. Um fluxo piroclástico se deslocou por Gages Valley e Spring Ghaut no dia 2 de outubro. Alguns lahars também fluíram por Belham valley.

O lado oeste do domo de lava acima de Gages, imediatamente a oeste de Chances Peak, permanece instável, erodido e muito inclinado. Um fluxo piroclástico de tamanho moderado que percorreu uma distância de 2 km teve como área fonte essa região do domo no dia 9 de outubro. Os eventos de queda de rochas e fluxos piroclásticos têm removido a antiga e fria carapaça do domo de lava, revelando parte internas quentes do domo, resultando em alguns pontos quentes imageados por câmeras de infravermelho. Fortes chuvas precipitadas recentemente aumentaram essa degradação e instabilidade do domo de lavas. A chuva também provoca a formação de lahars, principalmente em Belham valley, e os residentes têm sido informados para tomarem precaução ao atravessar o vale durante períodos de fortes chuvas. Novos fluxos piroclásticos originados nessa área são esperados.

Uma pequena queda de cinzas ocorreu em áreas não habitadas de Montserrat, principalmente nos dias 8, 9 e 10 de outubro e foi gerada por eventos de queda de rochas do domo e fluxos piroclásticos.

O Nível de Alerta permanece em 3, em uma escala que varia de 1 a 5.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Montserrat Volcano Observatory


Grimsvotn, Islândia

Uma erupção pode ter começado no vulcão Grimsvotn situado na Islândia. Uma inundação começou em Gigja na região sudeste da Islândia na tarde do dia 31 de outubro, próximo da geleira Vatnajokull, situada próximo do vulcão Grimsvotn. Ocorreu um aumento do nível da água por 30 cm, embora outros rios que são formados a partir da geleira continuam secos. O volume de água no rio Gigja foi de 130 metros cúbicos por segundo. A inundação pode ter levados uns 4-5 dias para alcançar o máximo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Piton de la Fournaise, Ilha de Reunião, Oceano Índico

No dia 11 de outubro, o Observatoire Volcanologique du Piton de la Fournaise (OVPDLF) informou que está ocorrendo um aumento constante no número e magnitude de terremotos vulcano-tectônicos no vulcão Piton de la Fournaise desde o dia 7 de outubro. Durante os dias 10-11 de outubro a área do cume do vulcão inflou entre 3-7 cm e um aumento no número de deslizamentos na cratera foi detectado. O Nível de Alerta permanece em 1 (provável ou iminente erupção).

Segundo o site Volcano News uma erupção começou no vulcão Piton de la Fournaise no dia 14 de outubro, às 7h e 10min. O local da erupção foi localizado na elevação de 2.000 metros no lado sul do vulcão denominado de "Château-Fort". Os eventos foram acelerados no início da tarde daquele dia. A crise sísmica (caracterizada por numerosos terremotos na base do vulcão) começou à 13h e 30min. O pico da atividade ocorreu por volta das 15h. Um terremoto com uma magnitude maior do que a média ocorreu às 14h e 50min, que resultou no colapso das paredes internas da Cratera Dolomieu. A crise sísmica, que reflete a ascensão do magma no edifício vulcânico, começou a diminuir após as 15h.

A erupção continuou no dia 16 de outubro e a atividade consistiu de pequenas fontes de lava ao longo de uma fissura eruptiva que está “alimentando” um fluxo de lava que progride na direção leste-sudeste. Um grupo do Volcano Observatory of Piton de la Fournaise (OVPDLF) visitou o local da erupção de helicóptero. Observações realizadas mostraram atividade vulcânica estável de moderada intensidade. Ao mesmo tempo, outros parâmetros geofísicos medidos pelo observatório permaneceram estáveis. Os tremores eruptivos (vibrações relacionadas ao movimento do magma) continuaram com pequenas variações na intensidade. Quatro cones foram formados ao longo da fissura eruptiva. A atividade de fontes de lavas foi focalizada principalmente em três dos quatro cones. Várias correntes de lava emergiram na base dos cones e formaram um único fluxo que percorreu em torno de 1,6 km na direção leste-sudeste. Este fluxo é “alimentado” lentamente, porém continuamente. A temperatura da lava medida nos principais pontos da erupção está em torno de 1.100 graus Celsius. Quantidades significantes de gases vulcânicos foram emitidas desde os condutos eruptivos.

No dia 18 de outubro, a erupção diminuiu e o fluxo de lava tem se reduzido e no momento extravasa somente desde um dos quatro cones formados. Terremotos não têm sido mais registrados e a erupção pode estar chegando ao fim. O volume de lava emitido até o momento é de aproximadamente 600.000 mil m3, que é similar ao tamanho das erupções desde 2007, que tem sido menores do que 1.000.000 m3.

Após a redução na atividade observada no dia 17, no dia 18 de outubro a lava foi novamente ejetada a partir de dois condutos. No próximo dia, um hornito formou-se no segundo conduto e a lava foi ejetada 5-15 metros de altura acima do terceiro conduto.

Segundo o site Volcano News a erupção no vulcão Piton de la Fournaise estava estável no dia 24 de outubro. Não tem ocorrido nova injeção de magma no sistema. A lava continua a fluir na direção sudeste. Uma significante diminuição na razão de emissão de gases magmáticos tem sido registrada. Os tremores vulcânicos estão menores do que em relação ao início da erupção.

Uma renovação na atividade do vulcão Piton de la Fournaise no dia 27 de outubro. A atividade sísmica aumentou rapidamente às 14h e 30min, que foi quatro vezes maior que a intensidade dos dias anteriores. Terremotos vulcano-tectônicos foram registrados, que indicaram nova entrada de magma no sistema. Estes foram seguidos por novas erupções a partir de um cone sobre o flanco sudeste do vulcão e extravasamento de lava na sua base. Um aumento significante nos tremores e uma nova atividade eruptiva no dia 27 de outubro sugere o começo de uma segunda fase eruptiva no vulcão Piton de la Fournaise. No dia 28 de outubro material vulcânico foi ejetado desde o Cone 3, junto com gases e vapores. Um pequeno lago de lava foi observado no cone e fluxos de lava continuaram ativos. Os tremores diminuíram lentamente e então decresceram significativamente nos dias 29-30 de outubro. Nenhum tremor foi registrado no dia 31 de outubro e o OVPDLF deu a erupção por terminada.

Os seguintes sites disponibilizam fotografias da erupção:

http://www.fournaise.info/

http://www.ipgp.fr/

http://www.clicanoo.re/

http://www.ipreunion.com/index.php

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Volcano Live


Kilauea, Havaí

Durante o período entre 29 de setembro-2 de novembro, o Hawaiian Volcano Observatory (HVO) informou que a atividade no vulcão Kilauea continuou na região da caldeira do cume e na zona de rifte leste. Na área da caldeira do cume, o nível da superfície do lago de lava localizado dentro do conduto profundo da cratera Halema’uma’u permaneceu a maior parte do tempo estável, em torno de 150-160 metros abaixo do fundo da cratera; periodicamente a lava ascendeu entre 10-35 metros acima do nível de estabilidade. Incandescência no conduto foi também visível à noite. Uma pluma originada no conduto foi deslocada principalmente na direção SW e depositou cinzas nas áreas próximas.

Na zona de rifte leste, a lava fluiu através do sistema de tubos de lavas TEB principalmente alimentando o ponto de entrada no oceano Puhi-o-Kalaikini. A lava que extravasou do sistema de tubos de lava a oeste do final da rodovia 130 no dia 26 de setembro produziu um fluxo na direção leste no sentido de Kalapana Gardens que estacionou no dia 28 de setembro. Dois dias depois uma nova extrusão de fluxo de lava começou próximo do final da rodovia 130, a oeste de Kalapana Gardens. O fluxo provocou incêndios em uma pequena floresta (kipuka) e permaneceu ativo até 4 de outubro. Foram notadas extrusões de lava desde um tubo de lavas próximo ao final da rodovia 130 no dia 4 de outubro e outras pequenas extrusões durante o período entre 6-12 de outubro. No dia 7 de outubro, outro ponto de entrada de lava no oceano Pacífico foi desenvolvido no delta Puhi-o-Kalaikini, um pouco a oeste do primeiro ponto de entrada.

Durante o período entre 29 de setembro-4 de outubro, incandescência foi visível desde um skylight (fenda originada a partir do desabamento do teto de um tubo de lava) no tubo de lavas abaixo do complexo de “escudos sem raiz”. Outro grande skylight localizado sobre o topo de um “escudo sem raiz” também mostrou incandescência. No dia 29 de setembro, a lava começou a erupcionar desde o conduto sobre a margem NW da cratera Pu’u ‘O’o e fluiu para leste sobre o assoalho da cratera. Esse fluxo de lava permaneceu ativo até 12 de outubro. No dia 6 de outubro, um conduto sobre a parte N do assoalho da cratera abriu e extravasamento de lava soterrou a porção leste da cratera com uma espessura de 10 metros de rochas vulcânicas. No dia 8 de outubro, a lava acabou extravasando para dentro do conduto da porção N. A atividade de fluxo de lava no assoalho da cratera foi intermitente durante os dias 8-10 de outubro. No dia 11, os fluxos estacionaram.

No período entre 13-19 de outubro, na zona de rifte leste, a lava fluiu através do sistema de tubos de lavas TEB “alimentando” pequenos fluxos de lava e no mínimo um ponto de entrada no oceano no delta Puhi-o-Kalaikini. Uma extrusão de lava começou próximo do final oeste da rodovia 130 no dia 15 de outubro. Durante os dias 15-19 de outubro, a lava preencheu áreas baixas entre a rodovia e os fluxos inativos que pararam seu movimento próximo de Kalapana Gardens no início do ano. Um conduto na parte norte da cratera Pu’u ‘O’o emitiu lavas durante os dias 12-14 de outubro e foi incandescente durante os dias 15-19 de outubro.

Na zona de rifte leste, no período entre 19-26 de outubro, a lava fluiu através do sistema de tubos de lava alimentando no mínimo um ponto de entrada no delta Puhi-o-Kalaikini. Pequenos fluxos de lava sobre a planície costeira e na região de pali foram visíveis durante os dias 20-22 de outubro. Um conduto na parte N da cratera Pu’u ‘O’o ejetou “respingos de lava” (spatter) no dia 20 de outubro. Incandescência foi visível desde o conduto no dia posterior e em múltiplos condutos durante 22-23 de outubro.

No período de entre 27 de outubro-2 de novembro, na zona de rifte leste, a lava continuou a fluir através do sistema de tubos de lava TEB e alimentou dois pontos de entrada no delta Puhi-o-Kalaikini. No dia 27 de outubro, um pequeno fluxo de lava extravasou do tubo de lava e foi ativo no final oeste da rodovia 130. Um fluxo de lava canalizado ‘a’a começou na base da região de falha "pali” no dia 28 de outubro. Fluxos de lava foram ativos sobre a planície costeira durante os dias 29-30 de outubro e 1-2 de novembro. Incandescência foi visível desde os condutos na parte norte do assoalho da cratera Pu’u ‘O’o.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Merapi, Java, Indonésia

Segundo o site Volcano Live o Nível de Alerta do vulcão Merapi foi elevado para 3 (de um máximo de 4) no dia 21 de outubro devido a ocorrência de terremotos vulcânicos e inchamento do edifício vulcânico. No dia 24 de outubro houve um incremento na atividade, com todos os métodos de monitoramento (deformação, sismologia e emissões de gases) indicando que uma erupção é iminente. Há uma zona de exclusão de 8 km em torno do vulcão. Turistas estão proibidos de escalar a montanha.

O Nível de Alerta do vulcão Merapi foi elevado para o seu nível mais elevado no dia 25 de outubro. Em torno de 40.000 pessoas estão sendo retirados compulsoriamente de uma área de 10 km em torno do vulcão. Cerca de 500 terremotos vulcânicos foram registrados em uma semana. Magma está ascendendo em direção à superfície e está no momento em torno de 1 km abaixo da cratera. Zonas de elevado risco são os flancos sul, sudeste e leste do vulcão. No final do mês de setembro a razão de inflação do edifício vulcânico foi de 6 mm/dia. No dia 24 de outubro, a razão de inchamento foi de 420 mm/dia. Desde que o nível de alerta foi elevado na semana anterior houve um aumento na incidência de incandescência no domo de lava. Algumas avalanches de lavas foram ouvidas desde um posto de observação. O Nível de Alerta 4 sugere que uma erupção é possível dentro de um período de 24 horas.

Como todos os sistemas de monitoramento estavam indicando, o vulcão Merapi, um dos mais ativos e perigosos do mundo, erupcionou no dia 26 de outubro, fazendo 16 mortos (entre os mortos está um bebê de três meses). A erupção ocorreu no dia seguinte a uma ordem de evacuação de 19.000 moradores que viviam em torno da montanha vulcânica.

A explosão do Merapi, de 2.914 m, foi registrada ao entardecer, provocando cenas de pânico na população. Foram ouvidas três explosões, às 18h 00min, seguidas pelo lançamento de cinzas a 1,5 km de altitude e da formação de nuvens de vapor em torno do vulcão.  

Segundo informes da imprensa local o bebê morreu devido a dificuldades respiratórias devido à inalação de poeira vulcânica. Os corpos das outras 15 vítimas mortais foram encontrados quase carbonizados dentro e nas imediações da casa de um dos vigilantes da montanha, incluindo o corpo de um jornalista que tinha sido destacado para acompanhar a situação, segundo informou o canal de televisão Metro. Outras treze pessoas com ferimentos foram hospitalizadas e pelo menos outras nove pessoas, de idade mais avançada, foram também hospitalizadas por problemas respiratórios.

O número de mortos e feridos pode aumentar ainda nesta quarta-feira porque "há provavelmente pessoas presas na face sul do vulcão. O caminho de acesso está bloqueado por árvores que caíram com a erupção", declarou um socorrista que levava uma mulher com queimaduras severas a um hospital de Yogjacarta.

O Merapi está localizado em uma região extremamente habitada na ilha de Java. As autoridades haviam aumentado ao máximo, na segunda-feira, o nível de alerta ante o risco de erupção iminente. Milhares de pessoas que vivem num raio de 10 km em torno da cratera respeitaram a ordem de evacuação, principalmente mulheres, crianças e idosos, acolhidos em centros comunitários ou barracas. Muitos homens, fazendeiros na maior parte, retornaram as casas ou se recusaram a deixá-las, para tratar de seus animais e plantações.

Segundo o Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) a erupção consistiu de explosões com fluxos piroclásticos associados que se deslocaram nas direções W-SW e SE. O CVGHM reportou que múltiplos fluxos piroclásticos ocorreram até às 18h e 54min, quando a atividade começou a diminuir. A maior parte dos fluxos piroclásticos duraram entre 2 e 9 minutos, exceto dois que prolongaram-se por 33 minutos cada um. Sons de estrondos foram ouvidos e incandescência na cratera foi observada. Uma pluma de cinzas ascendeu 1,5 km de altura acima da cratera. O número de vitimas fatais da erupção está em torno de 25 pessoas e muitas outras estão feridas, principalmente por queimaduras e inalação de cinzas vulcânicas quentes.

Uma nova e forte erupção ocorreu novamente no vulcão Merapi no dia 28 de outubro, às 16h e 30min (hora local), formando uma coluna de cinzas quentes sobre o talude sul da montanha vulcânica. Não houve nenhum informe de novas fatalidades após essa segunda explosão. Mais de 40.000 pessoas tiveram que deixar suas residências em torno do centro vulcânico no início da semana, mas alguns começaram a retornar para suas casas após a situação no vulcão ter ficado aparentemente mais calmo.

Segundo informações locais de cientistas, o vulcão Merapi tem mostrado nos últimos dias um tipo de erupção diferente quando comparado com eventos vulcânicos anteriores. No dia 26 de outubro, a explosão vertical formada por cinzas quentes alcançou 1,5 km de altura acima da cratera do cume, sendo a primeira vez que isso ocorreu no Merapi, que foi sempre caracterizado nos últimos tempos por ser um vulcão não explosivo, que erupciona lava lentamente a partir da cúpula, como aconteceu em 2006. Entretanto, durante os séculos XII-XIX as erupções foram mais violentas do que nas últimas centenas de anos e produziram fluxos piroclásticos. Em 2001, cientistas alertaram que a calma mostrada pelo vulcão Merapi poderia ser quebrada por uma grande erupção explosiva nas próximas décadas. É possível que a erupção do dia 28 de outubro tenha sido disparada pelo terremoto de 7,7 graus que afetou a ilha de Sumatra, algumas poucas horas antes. A última erupção do vulcão Merapi em 2006 ocorreu logo após a ocorrência de um terremoto tectônico.

Uma nova erupção ocorreu no vulcão Merapi no início da madrugada do dia 30 de outubro. Entre o meio-dia e às 18h do dia 29 de outubro foram registrados 97 terremotos vinculados com avalanches de rochas, somando o total de 285 eventos desde o começo da erupção. Três fluxos piroclásticos foram registrados e percorreram uma distância de 1 km.

As erupções continuaram a ocorrer no dia 31 de outubro. As pessoas evacuadas das proximidades do vulcão permanecem em centros de abrigos e os voos foram interrompidos no aeroporto internacional Yogyakarta. A atividade vulcânica está elevada, com 38 avalanches de lavas ocorrendo entre a meia-noite e às 3h do dia 30 de outubro. Uma coluna eruptiva alcançou 3 km acima do cume. Fluxos piroclásticos se deslocaram nas direções sul, sudoeste e de oeste da montanha, com uma distância percorrida máxima de 7 km. Queda de cinzas foi reportada 20 km de distância do vulcão. Aos cinquenta e cinco minutos do dia 30 de outubro houve uma explosão no cume do vulcão Merapi que afetou um raio de 2 km em torno do centro vulcânico. O terremoto vinculado à explosão foi sentido por pessoas no povoado de Srumbung, situado a 12 km do vulcão. Um pouco antes, a meia-noite e dezesseis minutos, um fluxo piroclástico se prolongou por sete minutos e fluiu na direção de Lamat, Senowo e Krasak. Pouco depois, a meia-noite e trinta e cinco minutos, um grande fluxo piroclástico foi registrado que persistiu por 22 minutos e se deslocou na direção dos povoados de Gendol, Kuning, Krasak e Boyong. O CVGHM reportou que uma grande erupção é possível de ocorrer.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report , Volcano Live, Agência Reuters, Jornal de Notícias e AFP



Anak Krakatau, Indonésia

A atividade tem aumentado no vulcão Anak Krakatau (o filho de Krakatoa) na Indonésia. Desde o dia 26 de outubro houve um aumento no número de explosões no vulcão.  No dia 29 de outubro foram registradas 136 explosões no vulcão, comparado com a recente média de 10 por dia. O Nível de Alerta aumentou para 2.

Fonte: Volcano Live



Sakura-jima, Kyushu, Japão

Explosões no vulcão Sakura-jima durante os dias 7-10 de outubro produziram plumas que se elevaram até altitudes entre 1,5-2,1 km acima do nível do mar e se deslocaram nas direções NW, NE, SE e S. No dia 8 de outubro, uma pluma de cinzas atingiu uma altitude de 2,7 km acima do nível do mar. Novas explosões ocorreram nos dias 13-16,  20  e 31 de outubro, produzindo plumas de cinzas que atingiram entre 1,5-2,1 km acima do nível do mar.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Suwanose-jima, Ryukyu, Japão

Ocorreram explosões no vulcão japonês Suwanose-jima durante os dias 3-5 e 16-17 e 26 de outubro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Klyuchevskoy, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) relatou que durante o período entre 1-8 de outubro a atividade sísmica no vulcão Klyuchevskoy esteve acima dos níveis normais e a lava fluiu desde a cratera do cume na direção do flanco SW. Imagens de satélites mostraram uma grande e intensa anomalia termal diária sobre o vulcão. Atividade explosiva do tipo Estromboliana foi observada quase todos os dias e plumas de gases e cinzas ascenderam até uma altitude de 6,3 km acima do nível do mar. Plumas de cinzas identificadas em imagens de satélites se deslocaram por 50 km na direção SE durante os dias 5-6 de outubro. No dia 12 de outubro, uma erupção observada em imagens de satélites produziu uma pluma de cinzas que se elevou até uma altitude de 10,1 km acima do nível do mar e se deslocou para leste.

No período entre 8-15 de outubro a sismicidade continuou acima dos níveis normais e a lava fluiu desde a cratera do cume sobre os flancos SW e W. Imagens de satélites continuaram mostrando grande e intensa anomalia diária sobre o vulcão. Atividade explosiva Estromboliana foi observada durante os dias 7-11 de outubro. Plumas de cinzas foram observadas em vários dias (10, 12-14, 16, 18 e 19 de outubro).

O KVERT informou que entre os dias 15-22 de outubro a atividade sísmica ficou acima dos níveis normais e dois fluxos de lava extravasaram da cratera do cume e percorreram os flancos SW e W. Imagens de satélites mostraram uma grande e intensa anomalia termal diária sobre o vulcão e plumas de cinzas atingiram entre 6,5-7,5 km de altura acima do nível do mar e se deslocaram por até 420 km nas direções E e SE. Atividade explosiva Estromboliana, observada em todos os dias do período, ejetou material vulcânico 250 metros acima da cratera. O Código de Cores de Alerta permaneceu em laranja.

Segundo o KVERT, a erupção efusiva-explosiva continuou no vulcão Klyuchevskoy no período entre 22-29 de outubro. O Código de Cores de Alerta do vulcão Klyuchevskoy foi elevado de laranja para vermelho no dia 25 de outubro devido erupção efusiva-explosiva que está ocorrendo atualmente. Explosões com colunas de cinzas maiores do que 10 km podem ocorrer a qualquer momento. A atividade do vulcão poderá afetar os voos internacionais e regionais. A atividade sísmica aumentou novamente e a sismicidade tem se tornado instável. As plumas de cinzas alcançaram entre 8,0-8,5 km de altura acima do nível do mar e foram dirigidas pelos ventos na direção sudeste. Dois fluxos de lavas extravasaram desde a cratera do cume e se estenderam pelos flancos oeste e sudoeste do vulcão.

No dia 30 de outubro, a atividade explosiva decresceu junto com a magnitude dos tremores vulcânicos. O Código de Cores de Alerta foi diminuído para laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report e Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team


Karymsky, Kamchatcka, Rússia

Segundo o Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT), vulcanólogos trabalhando no vulcão Karymsky observaram atividade explosiva Estromboliana, que resultaram na formação de plumas de cinzas durante os dias 7-10 e 14-16 de outubro que atingiram uma altitude entre 2,5-3,0 km acima do nível do mar e se deslocaram na direção leste.

O Código de Cores de Alerta permanece em laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report



Sheveluch, Kamchatka, Rússia

Segundo o Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) a sismicidade no vulcão Sheveluch esteve dentro dos níveis normais durante os dias 21-25 de outubro. Entretanto, a atividade sísmica começou a aumentar no dia 26 de outubro, e chegou ao clímax no dia 27 de outubro, às 14h, quando a magnitude dos tremores vulcânicos no vulcão Sheveluch aumentou rapidamente e uma forte erupção explosiva paroxismal ocorreu daquela hora até às 20h e 40min. Nesse momento, o Código de Cores de Alerta foi elevado de laranja para vermelho.

A rodovia entre Ust-Kamchatsk até Kluchi foi fechada devido a pouca visibilidade na rota. Enquanto nuvens encobriam o vulcão, cinzas caíram em Ust-Kamchatsk às 18h desse mesmo dia até às 3h de 28 de outubro. A espessura dos depósitos de cinzas foi de 2 cm. Segundo observações visuais desde Klyuchi e dados de imagem de satélites uma grande pluma de cinzas escura com 12 km de altura se estendeu na direção leste por mais de 2.500 km, obscurecendo a região de Ust-Kamchatsk às 20h e 09min. O aeroporto de Ust-Kamchatsk  foi também fechado.

No dia 28 de outubro as explosões de cinzas continuaram no vulcão Sheveluch. Plumas de cinzas se elevaram até 7 km acima do nível do mar das 17h e 24min até às 18h e 09min. A erupção paroxismal acabou, mas fortes explosões de cinzas continuaram a ocorrer também no dia 28 de outubro.  Essas plumas atingiram até 10 km de altura acima do nível do mar e se estenderam nas direções norte e leste. Atividade sísmica moderada continuou a ocorrer.

O Código de Cores de Alerta foi diminuído de vermelho para laranja no dia 29 de outubro, mas as explosões continuaram até o dia 30 de outubro.

Fonte: Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team


 

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