Erupções de Outubro de 2012

Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que explosões entre os dias 29 de setembro-2 de outubro ejetaram tefra incandescente 200 metros acima da cratera e produziram plumas de cinzas que ascenderam entre 500-1.100 metros de altura. Ondas de choque foram detectadas em áreas de até 12-15 km de distância. Avalanches incandescentes se deslocaram por 700 metros sobre os flancos do vulcão. Durante os dois primeiros dias do mês de outubro avalanches foram formadas na drenagem Santa Teresa (setor sul). Queda de cinzas foi reportada no observatório e nos povoados de Morelia (8 km a SO) e Santa Sofia (12 km a SE).

No dia 3 de outubro, um lahar quente se formou na drenagem Ceniza (SSO), carregando troncos, galhos e blocos. Explosões durante os dias 4-5 de outubro ejetaram tefra incandescente a 75-150 m acima da cratera, produzindo plumas de cinzas que atingiram entre 600-900 m e deslocaram-se 10 km nas direções N e NO. As explosões geraram ondas de choque e casas vibraram nas comunidades locais. Avalanches desceram pelas drenagens Ceniza e Taniluyá (SSO).

Em 7 de outubro, a rede sísmica detectou uma maior atividade caracterizada por tremores, terremotos de baixa frequência e um período de explosões constantes. Estrondos foram ouvidos e ondas de choque foram detectadas. Queda de cinzas foi relatada em Panimache I e Panimache II (8 km SO), Morelia (9 km SO) e Santa Sofia (12 km SO). Avalanches de blocos incandescentes provenientes da cratera desceram pelos flancos do vulcão. Explosões durante os dias 7-8 de outubro ejetaram tefra incandescente a uma altura de 75-150 m acima da cratera, e geraram plumas de cinzas que se deslocaram por 10 km nas direções S e SO. Em 8 de outubro, um fluxo de lava extravasou por 100 m no interior da drenagem Ceniza, produzindo avalanches de blocos incandescentes na frente de fluxo. Avalanches desceram pela drenagem Taniluyá. Queda de cinzas foi relatada em Panimache I e Panimache II, Morelia e Assunção.

Fluxos de lava durante os dias 10-11 de outubro se deslocaram por 200 m abaixo da drenagem Ceniza, no flanco SSO do vulcão Fuego, produzindo avalanches de blocos incandescentes na frente de fluxo e plumas de tefra e vapores. Em 12 de outubro, um fluxo de lava no flanco S se deslocou por 800 m. Explosões produziram plumas de cinzas que ascenderam 500 m e se deslocaram por 10 km na direção sul. Explosões durante os dias 14-16 de outubro produziram plumas de cinzas que atingiram 400 m e foram dispersas nas direções oeste e sudoeste. Nesse período um fluxo de lava se deslocou por 800 m pela drenagem Ceniza, produzindo avalanches de blocos incandescentes que atingiram áreas vegetadas.

Explosões produziram plumas de cinzas que atingiram entre 240-640 m acima do domo de lava e deslocaram-se por 7 km nas direções SO, O e NO, no período entre 17 e 23 de outubro. Um fluxo de lava percorreu entre 400-800 m na drenagem Ceniza, produzindo avalanches de blocos incandescentes que atingiram áreas vegetadas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia, e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que explosões durante os dias 29 de setembro-1 de outubro produziram plumas de cinzas que atingiram entre 600-800 metros acima do domo Caliente e que foram dispersas nas direções oeste e sudoeste. Fluxos de lava ativos geraram avalanches de blocos que se deslocaram na direção sul através das drenagens Rio Nima I e Rio Nima II.

O INSIVUMEH reportou um colapso do domo de lava no dia 14 de outubro, sendo que uma pluma de cinzas foi observada em imagens de satélites. Explosões no Domo Caliente produziram pluma de cinzas que ascenderam 600 metros de altura, deslocando-se por 20 km na direção oeste. Fluxos de lavas foram visíveis no dia 26 de outubro. Algumas avalanches foram produzidas pelos fluxos de lavas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Poás, Costa Rica

O Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) informou que uma erupção freática foi registrada às 11h e 20min do dia 27 de outubro no vulcão costarriquenho Poás. Mais tarde naquele dia, outra erupção freática às 17h e 57min ejetou uma mistura de água, sedimentos ricos em enxofre e fragmentos de rocha para fora do lago. O material aterrissou nas margens sul e sudoeste do assoalho da cratera. Residentes próximos ouviram um forte som por volta da 1h da madrugada no dia 28 de outubro; uma erupção freática ejetou sedimentos a 500 metros acima do lago e produziu queda de cinzas a várias centenas de distância.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Popocatépetl, México

O Centro Nacional de Prevencion de Desastres (CENAPRED) relatou que durante os dias 15-16 e 20 de outubro tefra incandescente foi ejetada 1 km acima da cratera e caíram dentro da cratera ou sobre os flancos da montanha. Queda de cinzas foi reportada no dia 20 de outubro a uma distância de até 20 km na direção sudoeste. Incandescência foi observada na cratera nas noites de 23-24 e 28-30 de outubro. Tefra incandescente foi ejetada da cratera no dia 26 de outubro. O nível de alerta permanece em amarelo, fase 2.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Etna, Sicília, Itália

O Sezione di Catania – Osservatorio Etneo relatou que na noite de 2 de outubro que atividade Estromboliana fraca retomou dentro da cratera Bocca Nuova do vulcão Etna, a partir do mesmo duto na parte SE da cratera que estava ativo em julho e agosto de 2012. Em 3 de outubro, a atividade foi acompanhada por um fluxo de lava interno a cratera. Ao longo dos próximos dias, a atividade intensificou-se lentamente e um pequeno e novo cone foi construído sobre o antigo cone formado durante julho e agosto de 2012, que posteriormente foi quase totalmente colapsado. A amplitude dos tremores vulcânicos aumentou rapidamente na noite de 06 de outubro, ao mesmo tempo em que atividade eruptiva intensificou-se. Lava fluiu para a parte W do assoalho da cratera e fontes de lava começaram a se formar. A intensidade da atividade eruptiva e da amplitude dos tremores vulcânicos atingiu o pico logo após a meia-noite de 7 de outubro, e forte brilho na cratera foi observado perto de áreas povoadas. Alguns dos jatos de lava subiram bem acima da borda da cratera. A diminuição da atividade ocorreu por volta das 4h e 30min, e no dia seguinte caiu para níveis pequenos registrados em muitas semanas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O US Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) informou que nos períodos entre todo o mês de outubro o lago de lava ascendeu e retrocedeu periodicamente no conduto localizado dentro da Cratera Halema’uma’u. Plumas de gases desde o conduto continuaram a depositar quantidades variáveis de cinzas, spatter e “cabelos de Pele” nas áreas próximas.

Nos dias entre 17-30 de outubro foram detectados esporadicamente fortes sons provenientes do fraturamento de rochas devido ao calor na parede do conduto. Em 18 de outubro o lago de lava subiu para um nível de 42 m abaixo do fundo da cratera Halema’uma’u, subindo novamente no dia seguinte para 38 m abaixo do piso. Durante os dias 21-23 outubro o lago atingiu 33 m abaixo do chão da cratera e no dia 25 de outubro alcançou 27 metros abaixo do fundo da cratera. Pequenos colapsos de rocha na porção norte do lago de lava provocaram pequenas explosões de respingos, nos dias 21, 23-30 de outubro, que depositaram pequena quantidade de material ejetado sobre o fundo da cratera Halema’uma’u.

Nos mesmos períodos acima, foram observados poças de lava e incandescência no assoalho da cratera/cone Pu’u ‘O’o e no orifício do tubo de lava localizado na base do flanco sudeste. Fluxos de lavas foram ativos na região de pali, Royal Garden e na planície costeira, estando entre 1,3-1,7 km da costa. Nos dias 12, 13-14 e 16-17 de outubro, fluxos de lava erupcionaram desde spatter cones (cones de respingos) localizados dentro da cratera, preenchendo depressões. A atividade foi elevada na cratera durante os dias 18-21 e 24-30 de outubro, sendo que o lago de lava no conduto NE extravasou sua margem, o conduto sul produziu fluxos e fontes de lavas, o conduto na parte norte produziu também fluxos de lavas e os cones de respingos foram vigorosamente ativos.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sakurajima, Kyushu, Japão

Baseado em informações do Japanese Meteorological Agency (JMA), Tóquio VAAC informou que explosões nos dias 3-9 de outubro na cratera Showa ejetaram tefra a uma distância de até 1,3 km da cratera e produziram plumas de cinzas que atingiram altitudes de até 3,0 km acima do nível do mar. Uma explosão produziu um pequeno fluxo piroclástico que se deslocou por 300 metros no lado leste da Cratera Showa.

Novas explosões ocorreram nos dias 12, 14-15 de outubro produzindo plumas que ascenderam a altitudes de 1,8-3,0 km acima do nível do mar. Explosões durante os dias 15-19 de outubro ejetaram tefra a uma distância de até 1.300 metros da cratera. As plumas de cinzas, no período entre 17-23 de outubro, ascenderam entre 1,8-3,7 km acima do nível do mar.

Explosões desde a cratera Showa durante os dias 15-29 de outubro ejetaram tefra a uma distância de até 1,8 km da cratera. Uma pequena explosão na cratera Minami-dake ocorreu no dia 29 de outubro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Lokon-Empung, Sulawesi, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que no dia 06 de outubro uma nuvem de cinzas originada no vulcão LokonEmpung ascendeu a uma altitude de 3,7 km de altitude. Uma anomalia térmica foi detectada em imagens de satélite. De acordo com uma matéria de jornal local, uma erupção no dia 7 de outubro, às 14h e 05min, ejetou tefra incandescente a 350 metros acima da cratera e gerou uma nuvem de cinzas que se elevou a 1,5 km. O artigo também observou que LokonEmpung tinha entrado em erupção 41 vezes em setembro e três vezes no dia 5 de outubro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Paluweh, Ilhas Lesser Sundra, Indonésia

Com base em dados sísmicos e observações visuais, o Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) elevou em 8 de outubro o nível de alerta para o vulcão Paluweh (também conhecido como Rokatenda) de 1 a 2 (numa escala de 1-4).

O CVGHM, baseado em dados sísmicos e observações visuais, elevou o Nìvel de Alerta para o vulcão Paluweh de 2 para 3 (em uma escala que varia entre 1-4) no dia 13 de outubro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tengger Caldera, Java, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) relatou que durante os dias 1 de setembro-3 de outubro plumas difusas brancas se elevaram do cone Bromo localizado dentro da caldeira Tengger e atingiram 50 m acima da cratera. A sismicidade aumentou em 1 de Outubro, e durante os dias 1-3 de outubro um odor de enxofre foi ocasionalmente observado no Posto de Observação Bromo. No dia 3 de outubro, o nível de alerta foi aumentado para 2 (numa escala de 1-4).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Gamalama, Halmahera, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) informou que após as erupções nos dias 15-16 de setembro, que promoveram o aumento do nível de alerta para 3 (em uma escala que varia entre 1-4), a atividade sísmica  diminuiu, principalmente no mês de outubro. O nível de alerta foi diminuído para 2 no dia 9 de outubro. Visitantes e moradores foram alertados para não se aproximarem a menos de 1,5 km de distância da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sangeang Api, Lesser Sunda, Indonésia

O Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) relatou tanto o número e a magnitude dos terremotos aumentaram em 5 de outubro, diminuindo durante os dias 6-8 de  outubro, para em seguida voltar a aumentar em 9 de outubro. O nível de alerta foi aumentado para 3 (numa escala de 1-4) em 10 de outubro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Raung, Java, Indonésia

A sismicidade no vulcão Raung aumentou no dia 17 de outubro e permaneceu elevada, o que levou ao Center of Volcanology and Geological Hazard Mitigation (CVGHM) a elevar o nível de alerta para 2 (em uma escala de 1-4) em 18 de outubro. A actividade sísmica aumentou significativamente em 22 de outubro. No mesmo dia, o nível de alerta foi elevado para 3. Visitantes e moradores foram avisados ​​para não se aproximar da cratera dentro de um raio de 3 km.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Manam, Nova Guiné, Oceano Pacífico

Segundo o Darwin VAAC, um piloto reportou uma erupção intermitente com uma pluma de cinzas difusa no dia 8 de outubro. Imagens de satélites durante os dias 8-9 de outubro mostraram uma anomalia termal no edifício vulcânico e uma pluma de cinzas que ascendeu a uma altitude de 3,4 km acima do nível do mar e se deslocou por aproximadamente 45 km na direção leste e nordeste.

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) informou que a cratera Sul do vulcão Manam continuou a entrar em erupção durante 01-15 outubro. Atividade foi pequena nos primeiros dias, caracterizada por fracas emissões de plumas de coloração acinzentadas, ocasionalmente escuras, e ejeção de tefra incandescente. A intensidade das ejeções de tefra incandescente aumentou em 5 de outubro, e atingiu o pico durante os dias 9-10 outubro, quando as ejeções transformaram-se em atividade explosiva do tipo Estromboliana. Fortes explosões durante a atividade Estromboliana produziram ondas de choque que sacudiram casas na parte sul da ilha. A atividade diminuiu após 10 de outubro; no dia 15 de outubro uma nuvem de cinzas ascendeu a uma altitude de 3 km de altitude e se deslocou por 37 km na direção sudoeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Havre Seamount, Ilhas Kermadec, Oceano Pacífico

O GeoNet Data Centre reportou que no dia 1 de outubro um piloto de aeronave observou púmice flutuando no litoral das ilhas Kermadec, a nordeste da Nova  Zelândia. A área do púmice começa a ocorrer a cerca de 300 km a oeste da ilha Raoul e se estende na direção nordeste por aproximadamente 600 km. O GeoNet Data Centre  especulou que o púmice foi gerado na erupção de 18-19 de julho no vulcão submarino Havre e afirmou que não há evidências que o vulcão tenha voltado a erupcionar.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shiveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante todo o mês de outubro o fluxo de lava viscoso continuou a ser extrudido sobre o flanco noroeste do domo de lava do vulcão Shiveluch, e foi acompanhado por avalanches quentes e atividade fumarólica. Imagens de satélite mostraram uma anomalia termal sobre o domo de lava em vários dias do mês. Plumas de cinzas atingiram até 7 km de altitude acima do nível do mar. O Código de Cores de Alerta permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Klyuchevskoy, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) relatou que a atividade sísmica no vulcão Klyuchevskoy tem aumentado gradualmente desde o mês de junho; episódios de tremores vulcânicos foram detectados primeiramente no dia 21 de junho e continuaram a ocorrer até 14 de outubro.  Uma fraca anomalia termal foi detectada em imagens de satélites durante os dias 1 de setembro-14 de outubro. Atividade explosiva do tipo Estromboliana foi observada entre os dias 13-15 de outubro. Atividade sísmica moderada foi detectada entre os dias 12-19 de outubro. O Código de Cores de Alerta foi elevado para amarelo.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Alaid, Arquipélago das Kurilas, Rússia

De acordo com o Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT), no dia 5 de outubro, uma grande pluma de gases e vapores ascendeu 200 metros acima da cratera. Uma anomalia termal foi detectada em imagens de satélites por um período de 7,5 horas naquele dia sobre o vulcão. O aumento na atividade levou o KVERT a elevar o Código de Cores de Alerta para amarelo no dia 7 de outubro.

Anomalias termais foram detectadas novamente em imagens de satélites nos dias 12, 14-17 e 23 de outubro. Nesse último dia, uma pluma de cinzas ascendeu 700 metros acima da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


 

 

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