Erupções de Outubro de 2015

Lascar, Chile

O Servicio Nacional de Geologia y Mineria – Observatorio Volcanológico de los Andes del Sur  (SERNAGEOMIN-OVDAS) relatou que as 09h32min do dia 30 de outubro a câmera de vídeo posicionada no vulcão chileno Lascar registrou uma pluma de cinzas ascendendo 2,5 km acima da montanha e dispersando na direção NE. Um sinal sísmico de baixa-a-moderado nível acompanhaou a emissão. O Nível de Alerta foi elevado para Amarelo (o segundo nível mais baixo em uma escala de quatro cores). A Oficina Nacional de Emergencia – Ministerio del Interior del Chile (ONEMI) declarou Alerta Amarelo para o município de San Pedro de Atacama.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Copahue, Fronteira Argentina/Chile

O Servicio Nacional de Geologia y Mineria (SERNAGEOMIN) reportou que no começo da madrugada de 06 de outubro, às 02h e 02min, observadores notaram brilhos esporádicos na cratera do vulcão Copahue, indicativo de pequenas explosões na Cratera Agrio. Uma pluma acinzentada ascendeu 200 metros acima da cratera e se deslocou para sudeste. Entretanto, o SERNAGEOMIN diminuiu o Nível de Alerta para Amarelo, mas manteve a restrição de 2,5 km em torno do vulcão.

Uma pluma de coloração acinzentada foi observada ascendendo do vulcão Copahue em altitudes de 6,1-7,6 km acima do nível e se deslocando na direção nordeste no dia 11 de outubro. Entretanto, imagens de satélites não indicaram nenhum conteúdo de cinzas; câmeras de vídeo registraram emissões contínuas de gás e vapor, e pequenos níveis de cinzas. No próximo dia, a câmera de vídeo registrou fracas emissões de gás e vapor, possivelmente com pequenas quantidades de cinzas, se deslocando na direção sudeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Tungurahua, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) relatou atividade sísmica moderada a elevada no vulcão Tungurahua durante o período entre 30 de setembro-6 de outubro, caracterizado por eventos de longo período, eventos Vulcano-tectônicos, e sinais indicando emissões. Nuvens impediram observações visuais do cume. Queda de cinzas foi reportada no dia 4 de outubro na localidade de Manzano (8 km a sudoeste). No próximo dia, moradores de Manzano ouviram uma explosão e queda de cinzas foi reportada novamente.

O IG reportou atividade sísmica moderada a elevada no vulcão Tungurahua durante os dias 7-13 de outubro, caracterizando eventos de longo período, eventos vulcano-tectônicos, explosões e sinais indicando emissões. Plumas de vapores e gases foram observadas em alguns dias. Tremores começaram a ser detectados às 13h e 40min no dia 11 de outubro e foram acompanhados por plumas de gases e cinzas que ascenderam 2 km acima da cratera. Às 19h e 06min, blocos incandescentes ejetados da cratera rolaram por 500 metros pelo flanco oeste. Posteriormente, naquela mesma noite, foram ouvidos sons de estrondos, explosões e de blocos rolando pelos flancos da montanha, paralelamente a vibração de estruturas nas cidades próximas. Queda de cinzas foi observada em várias localidades. Duas explosões ocorreram no dia 12 de outubro, ejetando blocos que rolaram no interior de drenagens localizadas no setor noroeste do vulcão.

O IG informou que sismicidade diminuiu após um período de atividade explosiva do tipo Estromboliana detectado durante 19h-21h em 11 de outubro; explosões foram detectadas às 20h e 15min, 21h e 10min e 22h e 48min. Uma explosão às 23h e 18min em 13 de outubro ejetou blocos sobre o flanco oeste. Queda de cinzas foi relatada em Choglontus (13 km a O-SO) na manhã seguinte. Cinzas cairam em algumas localidades nos setores noroeste e oeste no dia 19 de outubro. Mais tarde naquele dia, uma emissão de vapor e cinzas atingiu 500 m acima da cratera e foi dispersa na direção oeste. Queda de cinzas foi relatada em Manzano (8 km a sudoeste) em 20 de outubro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Cotopaxi, Equador

O Instituto Geofísico-Escuela Politécnica Nacional (IG) relatou que plumas de cinzas, gases e vapores desde o vulcão Cotopaxi ascenderam a 2,5 km acima da cratera e se deslocaram nas direções NO, O e SO. Queda de cinzas ocorreu sobre o flanco N no dia 7 de outubro. Queda de cinzas foi reportada em várias localidades sobre os flancos N e NO nos dias 8 e 13 de outubro.

Segundo o IG, emissões foram observadas diariamente durante o período entre 14-20 de outubro. Plumas de cinzas, gases e vapores ascenderam a 2 km de altura acima da cratera e foram dispersas nas direções O, NO, N e E. Pequenos lahars desceram pelo flanco noroeste durante os dias 14-15 e 16 de outubro. Queda de cinzas foi reportada nos dias 16, 17, 19 e 20 de outubro em diversas localidades situadas nos flancos N, NW, O e SO.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Nevado del Ruiz, Colômbia

O Observatório Vulcanológico y Sismológico de Manizales – Servicio Geológico Colombiano (SGC) relatou que durante o mês de outubro a sismicidade no Nevado del Ruiz foi caracterizada por tremores de terra de longo período e de curta duração tremor vulcânico associados às emissões de gás-e-cinza. Os terremotos ocorreram em profundidades entre 0,6 e 8,5 km. O maior evento foi gravado em 11 de outubro medindo 3,4° de magnitude, próximo a Cratera Arenas, a uma profundidade de 3,6 km. Quantidades significativas de vapor de água e gás ascenderam da cratera durante o mês. Plumas de gás, vapor e cinzas ascenderam ocasionalmente. O Nível de Alerta manteve-se em III (Amarelo; significando "mudanças no comportamento da atividade vulcânica").

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Ubinas, Peru

O Instituto Geofísico do Peru (IGP) – Observatorio Volcanológico del Sur (OVS) relatou que durante os dias 13-19 de outubro a sismicidade registrada no vulcão Ubinas oscilou; níveis moderados de sismicidade foram detectados perto do início do período, mas depois diminuiram durante a segunda metade da semana. Anomalias térmicas foram detectadas durante os dias 13-14 de outubro. Cinco explosões geraram plumas de cinzas que ascenderam 2 km acima da cratera no dia 15 de outubro.

O IGP-OVS reportou que durante os dias 20-26 de outubro a sismicidade no vulcão Ubinas diminuiu como um todo; o nível de terremotos de longo período permaneceu elevado, ao passo que sinais sísmicos vulcano-tectônicos e híbridos estavam em níveis baixos. No dia 21 de outubro, uma pluma de cinzas ascendeu 1 km e se deslocou nas direções nordeste e leste. Plumas de vapores e gases de tonalidade azul ascenderam da cratera durante o restante do período.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Fuego, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (INSIVUMEH) reportou que explosões no vulcão Fuego durante os dias 30 de setembro-1 de outubro ocorreram a uma taxa de 4-6 eventos por hora, gerando plumas de cinzas que ascenderam 950 metros acima da cratera e deslocaram-se por 10 km na direção oeste. Algumas explosões produziram ondas de choque. Cinzas caíram na localidade de Sangre de Cristo, e provavelmente também em San Pedro Yepocapa.

Plumas de cinzas originadas por explosões ascenderam 450 metros e se movimentaram por 10 km nas direções oeste e sudoeste durante os dias 3-6 de outubro. Ondas de choque vibraram algumas estruturas locais. Material incandescente foi ejetado a 150 metros de altura e avalanches desceram por drenagens Trinidad e Santa Teresa localizadas, respectivamente, nos flancos sul e oeste. Fluxos de lavas avançaram entre 400-600 metros nos mesmos flancos. Queda de cinzas foi reportada nas localidades de Panimache I e II, Santa Sofia e Morelia. Em um informe especial, o INSIVUMEH notou que a atividade no vulcão Fuego tem estado em nível elevado durante as recentes semanas.  Os fluxos de lava continuaram a avançar, se estendendo por 1 km e 700 metros nas drenagens Trinidad e Santa Teresa, respectivamente. Plumas de gases ascenderam acima de 1 km e se deslocaram por 12 km nas direções oeste e sudoeste.

O INSIVUMEH reportou no dia 8 de outubro que os fluxos de lava sobre os flancos do vulcão Fuego e continuaram avançando dentro das drenagens de Santa Teresa (O) e Trinidad (S), alcançando 800 metros e 1,5 km de comprimento, respectivamente. Plumas de cinzas originadas por explosões ascenderam 750 metros acima da cratera e foram dispersas por até 12 km nas direções oeste e sudoeste. Queda de cinzas foi reportada nas localidades de Morelia, Sangre de Cristo, Panimache e Santa Sofía. No dia 10 de outubro, às 21h e 00min, a atividade se tornou constante, com material incandescente sendo ejetado a 200 metros de altura. Atividade explosiva do tipo Estromboliana durante os dias 12-13 de outubro continuaram a alimentar fluxos de lava sobre os flancos; os fluxos avançaram 1 e 1,3 km para longe da cratera nas crateras Santa Teresa e Trinidad, respectivamente. Explosões, algumas produzindo ondas de choque, continuaram a gerar plumas de cinzas que se elevaram a 750 metros acima da cratera se deslocaram por 12 km na direção sudoeste. Queda de cinzas foi novamente reportada nas localidades de Morelia, Sangre de Cristo, Panimache e Santa Sofía.

Segundo o INSIVUMEH, fontes de lava ascenderam 150 metros acima da cratera do vulcão Fuego durante os dias 13-14 de outubro, produzindo um fluxo de lava com 300 metros de comprimento na drenagem Santa Teresa. Fracas explosões geraram plumas de cinzas que ascenderam 750 metros acima da cratera. Durante os dias 16-17 de outubro, apesar da cobertura de nuvens que impediram observações visuais do vulcão Fuego, foram ouvidas explosões e ondas de choque foram detectadas. Plumas de cinzas se elevaram a 550 metros de altura durante os dias 19-20 de outubro. Fluxo de lava se estendeu por 500 metros.

O INSIVUMEH reportou que explosões durante os dias 21-22 de outubro geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 350-650 metros acima da cratera. Um fluxo de lava avançou pela drenagem Santa Teresa, localizada no flanco oeste do vulcão Fuego. A sismicidade aumentou durante os dias 25-26 de outubro, e plumas de gases e cinzas atingiram 1,2 km de altura e foram dispersas nas direções sul e sudoeste. Fontes de lavas alcançaram 200 metros de altura, alimentando fluxos de lavas que se estenderam por 850 metros nas drenagens Santa Teresa e Trinidad, situadas nos flancos oeste e sul, respectivamente. No dia 27 de outubro, fontes de lavas ascenderam a 300 metros de altura e fluxos de lava avançaram até 1,5 km de distância da cratera no interior das drenagens Santa Teresa, Trinidad e Las Lajas (sul). Explosões do tipo Estrombolianas produziram plumas de cinzas que atingiram quase 1 km de altura.

Durante o período entre 30 de outubro3 de novembro, explosões geraram plumas de cinzas que ascenderam 450-850 m acima da cratera e afastaram tanto quanto 10 km a oeste e sudoeste. Material incandescente foi ejetado 100 m de altura. Queda de cinzas foi relatada em Panimache I e II (8 km a sudoeste), Morelia (9 km a sudoeste), Santa Sofia (12 km a sudoeste), e El Porvenir (8 km ENE) durante os dias 2-3 de novembro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Santa María, Guatemala

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (INSIVUMEH) relatou que explosões no complexo de domos de lava Santiaguito durante os dias 21-22 e 30-31 de outubro geraram plumas de cinzas que ascenderam a 700 e 800 metros, respectivamente, e foram dispersas na direção sudoeste, provocando queda de cinzas no setores sudoeste e sul da montanha.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Colima, México

A Unidad Estatal de Protección Civil de Colima informou que cientistas conduziram um sobrevoo sobre o vulcão Colima no dia 6 de outubro e notaram que a cratera do cume estava com 200 metros de largura e 50 metros de profundidade. Explosões escavaram partes da cratera, expondo a estratigrafia da parede interna nas partes oeste e norte da cratera. Plumas fumarólicas ascenderam desde os condutos localizados no lado externo da cratera e também desde no setor sudeste da parte interna da cratera. Fraca atividade fumarólica também foi observada nos setores nordeste e oeste. Uma explosão no dia 5 de outubro produziu um pequeno fluxo piroclásticos que se deslocou por 2,1 km. O informe ainda lembrou ao público para se mantiver afastado no mínimo 5 km longe da cratera, e 12 km a drenagem Montegrande (por onde fluxos piroclásticos devem se deslocar em caso de erupção). Plumas de cinzas ascenderam entre 5,5-6,7 km de altura durante os dias 13-16 e 18-19 de outubro e se deslocaram nas direções sudoeste e noroeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Turrialba, Costa Rica

O Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) relatou que uma pequena erupção de cinzas ocorreu no vulcão Turrialba às 11h e 53min do dia 23 de outubro. Outra explosão, no dia 24 de outubro, às 17h e 10min, produziu uma pluma de cinzas que ascendeu 800 metros acima da cratera e se dirigiu para sul-sudoeste. Múltiplos eventos explosivos ocorreram entre os dias 24-25 de outubro, mas não foi possível a observação dos eventos devido às más condições atmosféricas.  No dia 25 de outubro, eventos explosivos de 10 minutos de duração começaram às 07h e 30min e às 09h e 27min e geraram plumas de cinzas que ascenderam 1,5 km e 200 metros de altura, respectivamente; as plumas foram dispersas nas direções noroeste e oeste. Fluxos piroclásticos originados pelo colapso da coluna de cinzas foram gerados em ambas às vezes. Em trabalho de campo realizado no dia 26 de outubro, vulcanólogos observaram variações morfológicas na margem sul da Cratera Oeste e nas áreas próximas devido à atividade recente. Os vulcanólogos notaram depósitos de tefra e cinzas sobre a parede da cratera ativa. Três pequenas explosões geraram emissões de cinzas, vapores e gases. A tefra foi depositada a uma distância de até 400 metros da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Kilauea, Havaí

O U.S. Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) declarou que a sismicidade abaixo do cume do Kilauea, na zona de Rifte Leste e na zona de Rifte Sudoeste permaneceu dentro dos níveis normais (background) para a região durante o mês de outubro.  O lago de lava no conduto denominado Overlook continuou a circular e emitir respingos de lava (spattering). Pequenos eventos de queda de rochas dentro do lago de lava nos dias 14-15 e 22 de outubro provocaram respingos de lava (spattering) e agitação na superfície do lago de lava. O fluxo de lava denominado de 27 de junho continuou ativo entre 3-7 km a nordeste da Cratera Pu’u ‘O’o. Um pequeno lago de lava permaneceu ativo na cavidade sobre a parte oeste do assoalho da cratera.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Piton de la Fournaise, Ilha de Reunião, Oceano Índico

O Observatoire Volcanologique du Piton de la Fournaise (OVPDLF)reportou que a sismicidade no vulcão Piton de la Fournaise continuou a aumentar lentamente durante o período entre 1-9 de outubro, enquanto que dados de deformação têm mostrado uma tendência de deflação desde o dia 27 de setembro. Medições de gases mostraram a continuação das emissões de dióxido de enxofre e um aumento nas emissões de vapor de água. Durante os dias 6-9 de outubro o lago de lava permaneceu ativo, erupções de bolhas de gases ejetaram respingos de lava sobre as margens do cone de 30-25 metros de altura. Fluxos de lava pahoehoe foram emitidos desde condutos efêmeros sobre os tubos de lava, e em alguns momentos hornitos foram construídos nestes condutos. Lava foi ativa a uma distância de 2,5 km desde a base do cone e incendiou a vegetação próxima da base de Piton de Bert. O fluxo de lava alcançou um pico de 11 m3/s durante os dias 1-4 de outubro, mas posteriormente retornando a taxa anterior de 5-10 m3/s. No dia 7 de outubro a lava fluiu através de uma fenda no cone.

O OVPDLF informou que no dia 12 de outubro ocorreu um forte aumento na intensidade dos tremores em Piton de la Fournaise, com valores atinjindo ou ultrapassando os detectados durante as primeiras horas do início da erupção (24 de agosto). Um forte aumento das emissões de dióxido de enxofre também foi detectado. Um sensor baseado em satélite registrou 1.138 t/d durante 13-14 de outubro, que foi duas vezes o valor medido em 24 de agosto. A taxa de fluxo de lava baseado em satélites em 14 de outubro foi de 12 m³/s (± 4 m³/s), em conformidade com dados modelados. Medições de deformação mostraram esvaziamento (deflação) do edifício vulcânico. Vários pequenos condutos efêmeros dispersos por todo o campo de lava produziram fluxos de lava, e em muitos casos hornitos estavam presentes nestas aberturas. Um hornito ejetou respingos de lava (spattering) durante os dias 13-14 de outubro. A atividade continuou a aumentar novamente em 17 de outubro. O cone continuou a crescer; da base estava com 100 m de diâmetro e cerca de 40 m de altura. Partes da margem do cone continuaram a entrar em colapso, e um entalhe na borda permitiu periódicos transbordamentos do lago de lava.

Segundo o OVPDLF relatou que a fase efusiva da erupção do vulcão Piton de la Fournaise terminou no dia 19 de outubro; entretanto, ao mesmo tempo os tremores sísmicos começaram a aumentar, e então, no dia 22 de outubro, aumentaram gradualmente novamente. Observadores reportaram que uma pequena explosão no conduto ejetou respingos de lava (spatter).

O OVPDLF informou que em 29 de outubro a rede sísmica em Piton de la Fournaise detectou um claro aumento no ruído de fundo, interpretada como tremor. Por volta das 04h00min o tremor tornou-se contínuo e relativamente forte. Fontes de lava foram visíveis em um dos condutos.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sinabung, Indonésia

O Pusat Vulkanology dan Mitigasi Bencana Geologi (PVMBG) relatou que durante o período entre 28 de setembro e 7 de outubro que o crescimento do domo de lava na cratera do cume do vulcão Sinabung continuou. Fluxos de lava sobre os flancos foram incandescentes a uma distância de 2 km nas direções leste e sudeste. Três fluxos piroclásticos foram registrados por dia, que se deslocaram por 3 km na direção leste-sudeste. Plumas de cinzas ascenderam 2,5 km de altura. A sismicidade consistiu de sinais de avalanche, eventos de baixa frequência e eventos híbridos, tremores, eventos tectônicos e terremotos vulcânicos. A sismicidade flutuou em elevados níveis, ainda que tenha declinado quando comparado às semanas anteriores. O Nível de Alerta permaneceu em 4 (em uma escala que varia entre 1 e 4), indicando que as pessoas localizadas dentro de 7 km no setor sul-sudeste do vulcão, e também em 6 km no setor sudeste-leste , poderão ser evacuadas.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Karangetang, Ilha de Siau, Indonésia

O Pusat Vulkanology dan Mitigasi Bencana Geologi (PVMBG) informou que no período entre 30 de setembro e 7 de outubro os fluxos de lava se deslocaram por até 200 metros na direção sul. Avalanches incandescentes, originadas pelo desabamento das frentes dos fluxos de lava, se deslocaram por até 2 km no interior de drenagens situadas no flanco leste, e 1 km no flanco sul. A sismicidade diminuiu, mas continuou a ser dominada por sinais de avalanches. Tremores harmônicos foram também detectados. No dia 8 de outubro uma pluma de cinzas ascendeu 2,7 km acima do nível do mar e se deslocou por 65 km na direção leste.

Com base em observações realizadas no Karangetang Volcano Observation Post na aldeia de Salili, o PVMBG relatou ques durante os dias 15-22 de outubro a atividade no vulcão Karangetang manteve-se estável. Foi observado incandescência no domo de lava no período noturno e um fluxo de lava que se deslocou por 600 m na direção sul. Avalanches incandescentes percorreram até 2 km por drenagens localizadas nos setores leste e sul da montanha vulcânica.  A sismicidade diminuiu, mas continuou a ser dominada por sinais característicos de avalanches. Tremor harmônico também foi detectado. O Nível de Alerta manteve-se em 3 (em uma escala de 1-4); visitantes e moradores foram avisados para não se aproximar do vulcão Karangetang dentro de um raio de 4 km.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Rinjani, Ilha de Lombok, Indonésia

O Pusat Vulkanology dan Mitigasi Bencana Geologi (PVMBG) reportou no dia 25 de outubro, às 10h e 04min, uma erupção no vulcão Rinjani gerou uma pluma de cinzas que ascendeu 200 metros acima da cratera Barujari, localizada dentro da caldeira. Cinzas caíram sobre os flancos, especialmente no flanco oeste. O informe não relatou nenhum evento sísmico ou superficial precursor. O Nível de Alerta foi elevado para 2 (em uma escala que varia entre 1-4). Imagens de satélites detectaram plumas de cinzas nos dias 26, 28 e 31 de outubro que se elevaram até 3-4 km de altitude e que se deslocaram por 45-75 km nas direções sudoeste e oeste.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Alaid, Ilhas Kurilas, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que uma intensa anomalia termal foi detectada em imagens de satélites sobre o vulcão Alaid começando às 03h e 05min do dia 2 de outubro, possivelmente devido ao começo de atividade explosiva Estromboliana. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico foi elevado para Amarelo (o segundo nível mais inferior de uma escala de quatro cores).

O KVERT reportou que moderada atividade continuou a ocorrer no vulcão Alaid durante o período de 2-9 de outubro. Uma anomalia termal foi detectada diariamente sobre o vulcão. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Amarelo (o segundo nível mais inferior de uma escala de quatro cores).

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Karymsky, Kamchatka, Rússia

O Khamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que a atividade explosiva moderada continuou por todo o mês de outubro no vulcão Karymsky. Imagens de satélites detectaram anomalias em vários dias durante o período. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Sheveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que no mês de outubro a extrusão do domo de lava no flanco norte do vulcão Sheveluch foi acompanhado por atividade fumarólica, incandescência, formação de plumas de cinzas e avalanches quentes. Imagens de satélites detectaram uma forte anomalia termal diária sobre o domo. Explosões e avalanches quentes durante os dias 2, 7-8, 23-24 e 28-29 de outubro geraram plumas de cinzas que ascenderam entre 2,5-5,5 km de altura acima do nível do mar e se deslocaram por até 400 km nas direções sudeste, leste e nordeste. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Shishaldin, Ilha Fox, Alaska, Estados Unidos

O U.S. Geological Survey Alaska Volcano Observatory (AVO) relatou que a sismicidade no vulcão Shishaldin continuou elevada, acima dos valores normais para a região, durante o mês de outubro, indicando que atividade eruptiva de pequena intensidade confinada a cratera do cume continua. O Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Laranja.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


Cleveland, Arquipélado das Aleutas, Estados Unidos

O U.S. Geological Survey Alaska Volcano Observatory (AVO) informou que temperaturas fortemente elevadas no cume do vulcão Cleveland não foram mais detectadas desde o dia 18 de agosto, e que temperaturas moderadamente elevadas tem sido observadas com diminuição regular desde então. Além disso, a atividade explosiva, detectada por infrassom, ocorreu pela última vez em 6 de agosto. Assim, devido ao declínio da atividade e indicações que a efusão de lava tinha parado, o AVO diminuiu o nível do Código de Cores de Alerta Aeronáutico para Amarelo no dia 14 de outubro.

Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report


White Island, Austrália

O GeoNet Data Center relatou no dia 14 de outubro uma ligeira intensificação na atividade do vulcão White Island. O aumento da quantidade emitida de CO2 a partir de uma das grandes fumarolas acessíveis foi detectado em 1 de outubro, juntamente com um aumento de temperatura. As emissões de SO2 no vulcão também aumentaram. Em 8 de outubro a magnitude dos tremores vulcânicos se fortaleceu e tornou-se bandeado (o sinal desaparecia e reaparecia a cada poucas horas), comumente observado durante as erupções e períodos de agitação. O Nível de Alerta Vulcânico manteve-se em 1 e o Código de Cores de Alerta Aeronáutico permaneceu em Verde.

 Fonte: Smithsonian/USGS Weekly Volcanic Activity Report

 

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