Erupções de Setembro de 1999

Etna, Sicília, Itália

5 de setembro de 1999

Um poderoso episódio eruptivo começou na cratera Voragine durante o final da tarde do dia 4 de setembro, seguindo a um período de intensa atividade durante os últimos dez dias ou mais. Esta atividade culminou com fortes detonações, elevadas fontes de lava (com até 1.500 m de altura) e queda de tefra (cinzas e lapili) sobre o flanco leste do vulcão. Pomares e parreirais em torno da cidade de Sant’Alfio sofreram pesados danos por causa da queda de lápili com tamanhos em torno de 5 cm ou mais, e a rodovia Messina-Catania foi coberta com muitos centímetros de cinzas e lápili por muitos quilômetros. Nas proximidades do vulcão, carros foram danificados pela queda dos piroclastos, mas não houve notícias de pessoas feridas.

Quando a atividade na cratera Voragine diminuiu, o cone Sudeste, em silêncio desde seu último episódio eruptivo paroxismal no dia 4 de fevereiro, começou a erupcionar rapidamente. A atividade inicial pode ter ocorrido a partir de sua cratera do cume, mas após 15 minutos, a fissura sobre o seu flanco leste foi reativada. A lava fluiu em direção a margem do Valle del Bove, cobrindo as lavas de episódios eruptivos anteriores. Posteriormente, durante a noite, a atividade declinou.

A erupção de 4 de setembro de 1999 foi interpretada como uma das três maiores erupções explosivas do Etna nos últimos 100 anos. "Foi a maior erupção que eu vi" disse Giuseppe Scarpinati (correspondente italiano da Associação Francesa Vulcanológica Européia, que já subiu em torno de 500 vezes o vulcão Etna, durante os últimos 35 anos)

10 de setembro de 1999

Durante os últimos 6 dias, a atividade eruptiva tem continuado nas crateras do cume do vulcão Etna. Atividades explosivas intensas tem ocorrido todos os dias na cratera Bocca Nuova, sendo que as vezes, bombas são ejetadas sobre os taludes externos do cone principal. A cratera Voragine tem permanecido ativa, e outro episódio de vigorosa atividade ocorreu logo após a meia-noite do dia 9 de setembro. Não houve observação visual deste evento, mas a intensa sismicidade indica que a maior atividade ocorreu entre a 01h e as 04h da madrugada, e pode ter consistido de fontes de lavas. Este evento, entretanto, foi muito menor que a erupção do dia 4 de setembro. Foram observados dois fluxos de lava originados a partir dos condutos efusivos localizados a 15 m abaixo do spatter cone formado no final de agosto. Atividade estromboliana moderada está ocorrendo a partir dos novos hornitos localizados perto destes condutos efusivos.

21 de setembro de 1999

Atividade eruptiva continua nas crateras do cume do vulcão Etna, e a lava flui desde a fratura observada no dia 12 de setembro. Durante as primeiras horas da manhã do dia 20 de setembro, um episódio de fontes de lavas ocorreu na cratera Bocca Nuova, mas esta foi menos intensa que a do dia 4 de setembro na cratera Voragine. Atividade estromboliana (a locação precisa não foi identificada) foi observada na noite do dia 20.

27 de setembro de 1999

Durante a última semana, a atividade eruptiva tem continuado na área de cume do vulcão Etna. A cratera Nordeste tem sido a mais persistentemente ativa, com eventos estrombolianos no interior de sua cova (pit) principal. Ocorreram ejeções de bombas incandescentes no dia 22 e 26 de setembro, algumas com mais de um metro de diâmetro, que atingiram algumas dezenas de metros acima da borda da cova. Na cratera Nordeste, ejeções incandescentes de mais que 100 m de altura acima da margem da cova no dia 25 de setembro.

Na cratera Voragine, uma nova cratera com forma de cova (pit), com uma profundidade estimada de 200 m, foi formada. Ao redor desta cova formou-se um grande cone intracratera. Dois fluxos de lava originados durante a erupção do dia 4 de setembro foram observados no lado leste desta cratera, sendo que o maior fluxo possui centenas de metros de comprimento. Nos dias 24 e 26 fortes explosões ocorreram dentro do pit e arremessaram bombas sobre a margem da cratera.

Nenhuma atividade significante foi observada desde 22 de setembro na cratera Bocca Nuova, e parece que quase todo o fundo da cratera está coberto com lava do episódio eruptivo do dia 20 de setembro, sendo que o mesmo acontece com a cratera Sudeste.

Atividade efusiva continua desde os novos condutos perto da fissura eruptiva formada no dia 4 de setembro, mas esta atividade não é persistente, experimentando períodos ativos e de repouso. Fluxos de lava se estenderam por em torno de 1 km naquela área.

Fonte: Italy’s Volcanoes: The Cradle of Volcanology
 

Fuego de Colima, México

12 de setembro de 1999

Devido as chuvas, nos dias 2, 5 e 6 de setembro formaram-se lahares que desceram os flancos sul e sudoeste do vulcão Fuego de Colima.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program

Guagua Pichincha, Equador

5 de setembro de 1999

Nos dias 3 e 4 de setembro, novas explosões ocorreram no vulcão Guagua Pichincha. Nuvens de gases e cinzas foram expelidas a 1.000 m de altura. Geofísicos alertaram que novas erupções poderiam ameaçar a cidade de Quito, capital do Equador.

27 de setembro de 1999

O nível de alerta do vulcão Guagua Pichincha no Equador foi aumentado para "Laranja", seguindo as explosões e um significante aumento na atividade durante a última semana. Estudos geofísicos demonstram que o magma está a 2 km abaixo do domo do vulcão.

30 de setembro de 1999

O vulcão Guagua Pichincha teve outra erupção de cinzas no dia 28 de setembro às 22 h e 50 min, com queda de material vulcânico a sul da montanha. Ainda que a atividade tenha diminuído a partir do dia 29, o nível de alerta continua Laranja, recentemente aumentado por causa do ascensão da atividade eruptiva.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program e Volcano World
 

Kilauea, Havaí

12 de setembro de 1999

No início da madrugada do dia 12 de setembro, um enxame de pequenos terremotos e tremores vulcânicos rasos sobre a zona de rifte leste, junto com uma rápida deflação da área do cume do vulcão e partes da zona de rifte leste, foram associados com a uma nova intrusão de magma. Aparentemente, o magma moveu-se desde a área do cume principal e de perto do cone Pu`u`O`o para dentro da zona de rifte, formando um dique na área entre as crateras Pauahi e Mauna Ulu. Análises preliminares dos dados sugerem que entre 3 a 5 milhões de m3 de magma intrudiram dentro da zona de rifte. O fundo da cratera do cone Pu`u`O`o colapsou, sendo agora coberto com pedregulhos. Fotografia aéreas posteriores mostraram que somente uma fina camada de lava permaneceu na cratera.

Por causa da intrusão, o aporte de magma desde o cone Pu`u`O`o até o mar foi interrompido. Oito horas após o começo da intrusão, o banco de lava litorâneo sobre a costa sul do Kilauea começou a colapsar para dentro do mar. Muitos pequenos colapsos foram observados no dia 12, e na noite do dia 13, em torno de 2 hectares tinham sido removidos. A descarga de lava dentro do mar parou completamente na tarde de 13 de setembro, terminando assim com a pluma de vapores que se forma quando a lava entra em contato com água do mar.

Fonte: Hawaiian Volcano Observatory
 

Mayon, Filipinas

22 de setembro de 1999

O vulcão Mayon expeliu uma espessa coluna de erupção carregada de cinzas e rochas incandescentes na quarta-feira, forçando a evacuação de aproximadamente 2.000 pessoas. Residentes da cidade de Legazpi, capital da Provincia de Albay, disseram que sentiram a terra tremer suavemente quando o vulcão expeliu cinzas e fumaça um pouco antes do meio dia, levando muitos residentes a correr para as ruas. "Houve um forte estrondo, então formou-se uma nuvem de cinzas com forma de couve-flor" disse Ed Laguerta diretor do Instituto de Sismologia da Província de Albay. A coluna de cinzas atingiu cerca de 5 km de altura e a ejeção de cinzas e vapores durou ao redor de 4 minutos, então a coluna de cinzas dirigiu-se lentamente para baixo sobre as vilas localizadas sobre o talude leste do vulcão. Houve também a formação de incêndios por causa da queda de rochas incandescentes sobre a vegetação do talude leste.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program

Piton de La Fournaise, Ilha de Reunião

29 de setembro de 1999

O vulcão Piton de La Fournaise erupcionou no dia 28 de setembro pela segunda vez em dois meses. A erupção formou uma pluma de cinzas vulcânicas e fumaça sobre o céu da Ilha de Reunião. A lava foi arremessada 50 m no ar a partir dos dois novos riftes que se formaram sobre o talude do vulcão. A lava fluiu por 600 m no interior de um canal com 50 m de largura por zonas desabitadas da ilha francesa até o mar. Autoridades disseram que a erupção não causou danos a moradores ou a propriedades.

Fonte: Discovery Online
 

Popocatépetl, México

30 de setembro de 1999

Duas exalações moderadas ocorreram no dia 30 de setembro, as 09 h e 16 min e as 09 h e 49 min, ambas com duração de 2 minutos. Devido a estes eventos, uma hora depois houve queda de cinzas no setor oeste do vulcão. O nível de alerta vulcânico permanece amarelo. É recomendado que ninguém se aproxime a menos de 5 km da cratera.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Ruapehu, Nova Zelândia

27 de setembro de 1999

Uma inspeção realizada no dia 17 de setembro no vulcão Ruapehu identificou no lago interno a cratera uma atividade convectiva, temperatura de 58o, plumas de vapores e odor de enxofre. Entre os dias 21 e 26 de agosto, elevada atividade sísmica culminou em uma série de terremotos vulcânicos no dia 26 de agosto, mas nenhuma erupção ocorreu. No dia 13 de setembro, os níveis sísmicos aumentaram e ainda continuam.

Fonte: Volcano World
 

Tungurahua, Equador

30 de setembro de 1999

O vulcão Tungurahua continua a mostrar aumento de atividade. O vulcão está experimentando muitas erupções freáticas por dia ("pulsos"). O conteúdo de fluxo de SO2 perto de 7.000 toneladas/dia sugere uma ascensão da coluna de magma. Em julho, o fluxo de SO2 foi ao redor de 4.000 toneladas/dia.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

Villarrica, Chile

29 de setembro de 1999

A partir da segunda quinzena de setembro o vulcão Villarrica tem mostrado um incremento de sua atividade com vigorosas emissões de gases e vapor de água. A atividade sísmica também tem mostrado um aumento com a presença de tremores harmônicos de baixa freqüência e a aparição de eventos de longo período. Durante noite é possível observar resplendores no interior da cratera central. De acordo com versões de habitantes da localidade de Pucón, distante a 12 km do vulcão, nos últimos dias foram observadas duas explosões com emissão de cinzas. O Observatorio Volcanológico de Los Andes del Sur instalado em Temuco está efetuando o monitoramento sísmico do vulcão Villarrica e tem contatado com as autoridades locais para organizar a população se a atividade seguir seu incremento.

Fonte: Smithsonian Institution – Global Volcanism Program
 

©2019 VULCANOtícias     -     Erupções | Vulcanologia | FotografiasFale Conosco

 

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?