Erupções de Setembro de 2009


Chaitén, Chile

O Servicio Nacional de Geología e Minería (SERNAGEOMIN) do Chile reportou que os domos de lava (1 e 2) do vulcão Chaitén continuaram a crescer no período entre 16 e 30 de setembro, gerando fluxos piroclásticos de blocos e cinzas a partir do colapso de taludes instáveis. Plumas de gases também foram geradas no período.

No dia 29 de setembro, cidadãos da cidade de Chaitén, 10 km a sudoeste do vulcão, noticiaram que coluna eruptiva foi maior nesse dia. Uma área escura na pluma foi interpretada como um possível colapso de parte do domo de lava. Cientistas conduziram um sobrevoo sobre o vulcão e constataram a presença de um terceiro domo na área SW do complexo, que preencheu uma depressão deixada pelo colapso do dia 19 de fevereiro. Várias partes das depressões que circundam os domos de lavas têm sido preenchidas pelo material colapsado e a área deposicional próximo da foz do rio Blanco tem também crescido.
 

Fonte: Global Volcanism Program – Smithsonian/USGS


Galeras, Colômbia

Uma erupção explosiva no dia 30 de setembro no vulcão Galeras levou o Instituto Colombiano de Geología e Minería (INGEOMINAS) a elevar o Nível de Alerta para I (vermelho; "erupção iminente ou em progresso"). Funcionários do Parque Nacional reportaram que duas explosões e material incandescente foram ejetados a partir da área do cone ativo. Uma pluma de cinzas ascendeu até uma altitude aproximada de 12,3 km acima do nível do mar e se deslocou inicialmente para E e depois para N. A emissão de dióxido de enxofre esteve entre 1.100 e 9.300 toneladas por dia. Cinzas foram depositadas nas cidade de Sandoná, Ancuya, Linares e Sotomayor. A sismicidade diminuiu após a erupção. No dia 1 de outubro, a sismicidade foi pequena e a emissão de dióxido de enxofre foi de 300 toneladas diárias.

No dia 6 de outubro, o Nível de Alerta foi rebaixado para II (laranja; "provável erupção em termos de dias ou semanas") e posteriormente diminuído para III (amarelo; "variações no comportamento da atividade vulcânica").

Fonte: Global Volcanism Program – Smithsonian/USGS 


San Cristobal, Nicaragua

Uma explosão no vulcão San Cristobal produziu uma pluma de cinzas que se elevou até uma altitude de até 8,5 km acima do nível do mar. A pluma se dirigiu na direção oeste por 75 km. Segundo informações de jornais locais, ocorreu queda de cinzas nas cidades vizinhas a montanha vulcânica.
 

Fonte: Global Volcanism Program – Smithsonian/USGS


Fuego, Guatemala

Nos dias 10 e 14 de setembro, o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (INSIVUMEH) da Guatemala reportou que explosões desde o vulcão Fuego produziram plumas de cinzas que se elevaram até altitudes de 4,1-4,7 km acima do nível do mar e se deslocaram por distâncias de 10 km nas direções W, SW e S. Algumas das explosões foram acompanhadas de sons de estrondos e ondas de choque. Materiais vulcânicos incandescentes foram ejetados até 100 metros de altura e avalanches desceram os flancos do vulcão por múltiplas ravinas.

Fonte: Global Volcanism Program – Smithsonian/USGS


Santa Maria, Guatemala

No dia 14 de setembro, o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (INSIVUMEH) da Guatemala informou que uma explosão ocorreu no complexo de domos de lava chamado de Santiaguito no vulcão Santa Maria, produzindo uma pluma de cinzas que se elevou até uma altitude de 3,3 km acima do nível do mar. A pluma se dirigiu para SW e provocou queda de cinzas na região a favor do vento. Avalanches desceram o flanco SW do domo.

Fonte: Global Volcanism Program – Smithsonian/USGS


Arenal, Costa Rica 

O Observatorio Vulcanologico y Sismologico de Costa Rica-Universidad Nacional (OVSICORI-UNA) reportou que durante o mês de Setembro a atividade na Cratera C do vulcão Arenal consistiu de emissões de gás, eupções do tipo estrombolianas esporádicas e ocasionais avalanches que se deslocaram pelo flanco oeste. Chuva ácida e pequenas quantidades de material piroclástico ejetado afetaram os flancos NE e SE. Avalanches desde a frente dos fluxos de lavas percorreram o flanco SW. A Cratera D produziu somente atividade fumarólica.

Fonte: Global Volcanism Program – Smithsonian/USGS


Kilauea, Havaí

NO período entre 2-27 de setembro, o U.S. Geological Survey Hawaiian Volcano Observatory (HVO) informou que fluxos de lava fluíram subterraneamente através de um sistema de tubos de lava até atingir o oceano Pacífico. Nos dias 28 e 29 de setembro não ocorreu entrada de lava no oceano. Explosões fracas e esporádicas foram vistas no ponto de entrada da lava no mar no dia 10 de setembro. Atividade explosiva no ponto de entrada da lava no mar no dia 26 de setembro foi possivelmente provocada por um colapso da pequena praia para dentro do oceano.

O conduto interno a Cratera Halema’uma’u continua a produzir pluma branca difusa com ocasionais pequenas quantidades de cinzas. Emissões de gases e vapores e sons de queda de rochas foram ouvidos ocasionalmente nas proximidades do conduto. Incandescência desde pequenas aberturas no fundo do conduto, situado 200 metros abaixo do assoalho da Cratera Halema’uma’u, foram visíveis durante a noite em alguns dias. No dia 23 de setembro, fraca incandescência foi detectada  dentro da cratera Pu’u ‘O’o e também desde um conduto de gás na parede leste da cratera.

Nos dias 16 e 17 de setembro, dois terremotos híbridos foram seguidos por 20-40 minutos de tremores contínuos. A pluma que era esbranquiçada antes, tornou-se brevemente "suja" após o primeiro evento e tefra incandescente foi ejetada sobre a margem do conduto após o segundo evento, sendo que ambos eventos produziram a emissão de fragmentos vítreos incandescentes. No dia 26 de setembro, uma série de eventos de queda de rochas, acompanhados por um aparente colapso do piso do conduto, causou o nível do pequeno lago de lava cair repentinamente e a pluma se tornou "suja" novamente por vários minutos. No dia 28 de setembro, um novo pequeno lago de lava foi visto dentro do conduto.

A emissão de dióxido de enxofre (toneladas diárias) no cume permanece elevada com valores entre 400-1300 toneladas diárias.

Fonte: Global Volcanism Program – Smithsonian/USGS


Sakura-jima, Kyushu, Japão

Explosões desde o vulcão Sakura-jima durante a semana entre 2-8 de setembro produziram plumas que se elevaram até altitudes entre 1,2-2,7 km acima do nível do mar e se deslocaram nas direções oeste, sudoeste e sul. Novas explosões durante o período entre 9-15 de setembro e nos dias 16, 18-19 e 21 de setembro produziram plumas que atingiram entre 1,5 e 2,7 km acima do nível do mar e se deslocaram em várias direções. Nos dias 23, 25 e 27-29 de setembro, erupções no vulcão Sakura-jima produziram plumas de cinzas que se elevaram até altitudes entre 1,8-2,7 km acima do nível do mar e se deslocaram nas direções SW, W e NW.
 

Fonte: Global Volcanism Program – Smithsonian/USGS


Suwanose-jima, Ryukyu, Japão

Explosões ocorreram no vulcão Suwanose-jima durante os dias 3-7 e 13-14 de setembro. Nos dias 17 e 19 de setembro, plumas de cinzas foram observadas acima do vulcão.

 

Fonte: Global Volcanism Program – Smithsonian/USGS


Karymsky, Kamchatka, Rússia

Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) informou que cientistas voando sobre o vulcão Karymsky em um helicóptero no dia 22 de setembro viram plumas de cinzas se elevando até uma altura de 1,7 km. O Nível do Código de Cores de Alerta foi elevado para laranja (que indica que o vulcão está exibindo uma escalada na atividade com um aumento potencial de erupção).

Fonte: Global Volcanism Program – Smithsonian/USGS


Shiveluch, Kamchatka, Rússia

O Kamchatkan Volcanic Eruption Response Team (KVERT) reportou que durante o período entre 28 de agosto-11 de de setembro a atividade sísmica no vulcão Shiveluch, de 3.283 metros de altura, esteve acima dos níveis normais. Analises de imagens de satélite revelaram que uma grande anomalia termal sobre o domo de lava. Segundo a interpretações de dados sísmicos, as plumas de cinzas possivelmente ascenderam até altitudes entre 4,2-5,2 km acima do nível do mar e avalanches quentes ocorreram no domo de lava. O Nível do Código de Cores de Alerta permaneceu nesse período em laranja (que indica que o vulcão está exibindo uma escalada na atividade com um aumento potencial de ocorrer uma erupção, mas com data ainda incerta).

A atividade no vulcão Shiveluch se intensificou nodia 11 de setembro. O KVERT reportou fortes explosões. Baseados em interpretações de dados sísmicos, plumas de cinzas se elevaram até altitudes maiores do que 15 km acima do nível do mar. A rede sísmica então detectou oito minutos de fluxos piroclásticos desde o domo de lava, resultando em plumas de cinzas que atingiram 10 km acima do nível do mar. O Nível do Código de Cores de Alerta foi elevado para vermelho (que indica que uma erupção está ocorrendo ou é iminente com emissão significante de cinzas vulcânicas na atmosfera).  Mais 10 eventos caracterizados como explosões de cinzas e outros fluxos piroclásticos ou avalanches foram detectados. O vulcão estava coberto por nuvens o que impediu a observação visual. A sismicidade diminuiu durante os dias 11-12 de setembro, somente indicando que plumas de cinzas formadas atingiram altitudes menores, entre 4,5-6,5 km acima do nível do mar, fazendo então que o Nível de Código de Cores de Alerta fosse rebaixado para laranja.

Após os eventos explosivos do dia 11 de setembro, a atividade sísmica persistiu acima dos níveis normais no período entre 11 e 18 de setembro e a grande anomalia termal continou a ser observada diariamente através de imagens de satélite. De acordo com dados sísmicos as plumas de cinzas atingiram 7,1 km de altura acima do nível do mar. No dia 13 de setembro, depósitos de fluxos piroclásticos com 5 km de comprimento foram vistos na parte sul do domo de lava. Atividade fumarólica foi vista durante os dias 13 e 16-17 de setembro. Avalanches quentes originadas no domo de lava foram observada a noite nos dias 16 e 17 de setembro.

Segundo o KVERT, no período entre 18 de setembro-2 de outubro a situação no vulcão Shiveluch continuou inalterada, com a atividade sísmica acima dos níveis normais, presença de grande anomalia termal sobre o domo de lava, emissão de plumas de cinzas e geração de avalanches quentes a partir do domo.

O Nível do Código de Cores de Alerta permaneceu em laranja a partir do dia 12 de setembro.

Fonte: Global Volcanism Program – Smithsonian/USGS


Mayon, Luzon, Filipinas

O Philippine Institue of Volcanology and Seismology (PHIVOLCS) informou que 11 terremotos foram detectados no vulcão Mayon durante os dias 14-15 de setembro. Plumas de vapores foram emitidas e a emissão de dióxido de enxofre diminuiu. Fraca incandescência foi observada durante a noite. No dia 15 de setembro, três explosões de cinzas produziram uma pluma de cor amarronada que se elevou 700 metros acima da cratera e se deslocou na direção sudoeste. O Nível de Alerta permaneceu em 2 (em uma escala que varia entre 0-5). A Zona de Perigo Extendida (EDZ) de 7 km sobre o flanco leste e a Zona de Perigo Permanente de 6 km em todas as outras áreas permanecem em vigor.

Fonte: Global Volcanism Program – Smithsonian/USGS


Rabaul, Nova Bretanha, Oceano Pacífico

O Rabaul Volcano Observatory (RVO) informou que durante o período entre 4-10 de setembro o cone Tavurvur localizado dentro da caldeira Rabaul emitiu plumas ora esbranquiçadas, ora acinzentadas pela presença de cinzas vulcânicas, que atingiram 1,5 km de altura acima da cratera. Ocorreu queda de cinzas na cidade de Rabaul (entre 3-5 km a NW) e áreas em torno. Incandescência na cratera do cume foi vista ocasionalmente durante a noite e fragmentos de lava foram ejetados da cratera. Estrondos e rugidos foram ouvidos. Várias grandes explosões ocorreram durante um período de oito horas em uma data não especificada.

No período entre 11 de setembro-1 de outubro, a situação continuou muito parecida com a da semana anterior. Plumas de cinzas ascenderam 1,5 km de altura acima da cratera com queda de cinzas sobre a cidade de Rabaul e arredores. Ocasionais incandescências foram observadas na cratera e fragmentos vulcânicos incandescentes foram ejetados da cratera. Estrondos e rugidos também foram ouvidos. Várias fortes explosões ocorreram nos dias 11, 16 e 17 de setembro, mas foram poucas ou ausentes nos outros dias. 

Fonte: Global Volcanism Program – Smithsonian/USGS

 

©2019 VULCANOtícias     -     Erupções | Vulcanologia | FotografiasFale Conosco

 

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?